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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Um dia difícil

Hoje foi um dia complicado no trabalho. Apeteceu-me escrever sobre o assunto porque quero deitar fora o que tenho cá dentro. Desde os despedimentos que houve na empresa por finais do ano passado que um dos membros da minha equipa, de que falei nesse post que lidou muito mal com a notícia, nunca mais foi o mesmo. Ele basicamente mudou-se para outra equipa onde o seu chefe estava baseado nos EUA e nunca acho que a nova equipa dele lhe deu a direcção que queria, nunca voltou a estar satisfeito ou sentir-se realizado e, pelo contrário, estava descontente com as diferenças que a nova função trouxe. Eu conseguia ver isso e falei com ele várias vezes sobre o assunto, mas nunca havia uma resolução imediata. Ele queria que as coisas voltassem como estavam antes, mas infelizmente isso não era possível. Estava desmotivado e isso notava-se no dia-a-dia. Mesmo nos projectos que trabalhava com a nossa equipa, não dava o seu 100% como costumava dar antes. Ele próprio era vocal sobre o seu descontentamento e dizia não ter trabalho o suficiente, o que é importante que tenha apresentado para que as coisas podessem mudar. Mas isso também contribuiu para o facto que a minha chefe ontem me desse a notícia de que íam fazer a função dele desaparecer da empresa e, como tal a sua função já não ía ser necessária. 

 

Custou-me saber isso e, apesar de perceber toda a lógica da decisão, eu tenho trabalhado com ele ao longo dos últimos 2 anos e meio, ele foi a primeira pessoa que contratei, já passámos por muita coisa juntos na empresa, por isso a ideia de que ele não vai estar lá mais, principalmente numa situação destas em que basicamente ele vai ter que sair por decisão da empresa, custa ainda mais. 

 

Desta vez não era eu que ía ter que ter essa conversa, mas eu estive nervosa o dia todo a pensar na reação dele ao ouvir as notícias ao final do dia. E tive que passar o dia a conversar com ele de forma normal como se nada estivesse a acontecer. Não foi fácil.  

 

Quando ele saiu da reunião onde eu soube que ele ía ser informado, eu perguntei-lhe se ele queria conversar, o que ele quiz. Felizmente ele viu a decisão como algo positivo para ele e tratou tudo de forma muito menos emocional do que tratou a situação das últimas vezes quando houveram despedimentos na empresa. Ele sabia que queria sair, e este foi o empurrão que precisava, para além de que lhe dava o tempo que precisava para procurar novo emprego enquanto continuava a ser pago. Eu sei que ele não vai ter problema nenhum em encontrar novo emprego por todas as qualidades que ele tem, mas não consigo deixar de sentir um aperto no peito por o deixar ir. Obrigada Mark, por tudo. 

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