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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

4 dias em Tampa

Esta semana passada tive o 'Sales Kick Off' da empresa em Tampa, na Flórida, onde juntámos o pessoal de vendas, alguns da equipa de marketing, produto e executivos de todos os escritórios pela primeira vez. 

Cheguei no sábado à noite, para poder aproveitar o dia de Domingo e fazer um bocadinho de turismo já que nunca tinha estado na Flórida. 

Foram estas as minhas impressões da cidade:

  • Tampa, como muitas outras cidades dos EUA é feita a pensar na circulação de automóveis, com grandes estradas pelo meio de toda a cidade, e poucas zonas no centro agradáveis para andar. 

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  • O caminho ao longo do rio é a zona mais agradável para se passear, e a única onde encontrei várias pessoas a passear. Mesmo assim, apesar da cidade contar com mais de 3 milhões de pessoas, viam-se poucas pessoas na rua de forma geral.

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  • O Museu de Arte de Tampa não é muito grande mas tinha duas exposições excelentes. Uma delas, 'love is calling' de Yayoi Kusama, esgotou em poucos dias quando esteve em Londres e, mesmo para quem tinha marcado bilhete tinha que ficar na fila. Em Tampa, foi só comprar bilhete e entrar.

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  • Encontrei duas zonas para comida e lazer que parecem estar na moda visto que eram as zonas que mais pessoas tinham. Uma era a Sparkman Wharf localizada numa das pontas do percurso pedestre ao longo do rio, e a outra, o Armature Works, estava localizada na outra ponta do percurso, junto a um pequeno parque, onde haviam placas a avisar para termos cuidado com os crocodilos 

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  • Tampa é a base de alguns parques temáticos, incluíndo Busch Gardens, onde tive a oportunidade de ir na última tarde da minha estadia. Basicamente um parque cheio de montanhas russas de todos os tipos. 

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De forma geral, Tampa em si, não tem muito para visitar, mas é reconhecida pelas bonitas praias que tem nas redondezas, incluíndo 'Clearwater beach' e o estilo de vida ao ar-livre dadas as boas temperaturas ao longo de todo o ano. 

Mais um ano em Londres em revista

Ao aproximar-nos do final do ano, é inevitável querer fazer um balanço do ano que passou, do que gostámos, do que não gostámos, do que nos marcou, do que queremos melhorar para o ano seguinte,... Este foi o meu:

 

Trabalho: Comecei o ano com uma promoção. Foi das promoções mais entusiasmantes e mais assustadoras que já recebi. Não veio sem os seus problemas - houve uma pessoa que não gostou nada e me fez a vida negra durante uns tempos; comecei a trabalhar com outras novas pessoas com quem aprendi mais; ao ter mais responsabilidade aprendi que quando há problemas a culpa deve ser assumida por mim, quando há prezas, devem ser passadas para a equipa; aprendi mais sobre psicologia e como lidar com pessoas diferentes; aprendi que há limites para energisar os outros quando eles não querem ser energisados; aprendi a importância de me reunir com diferentes pessoas mesmo que seja uma perca de tempo, para dar visibilidade do que fazemos a pessoas mais sénior que eu. Em 2019 já sei que vão haver mais mudanças e ainda não sei se vou gostar delas ou se não, mas o importante é que quero manter a minha energia, dedicação e paixão por aquilo que faço. Se isso deixar de se concretizar eu sei que será tempo de mudar.

 

Amizades: Fiz muito poucas amizades novas este ano. Consigo contar uma ou duas, o que é uma grande diferença do que eu costumava fazer em anos anteriores. Acho que estou na fase em que gosto mais de passar tempo de qualidade com os amigos que tenho do que estar sempre a tentar aumentar o meu grupo de amizades que já é relativamente estável. Digo relativamente porque de repente este ano muitos amigos saíram ou planearam sair de Londres, o que me deixou triste. A ver como a vida se vai desenvolver no ramo de amizades para o próximo ano.

 

 
 
 
 
 
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Adorei passear pelo #Porto hoje. Vista do terraço #portocruz em #vilanovadegaia #gaia #tugaemferias #tuganoporto #feriasporto

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Viagens: Fiz duas grandes viagens este ano - para o Oeste da Austrália para ir a um casamento no início do ano, e às Ilhas Maurícias mais para o fim do ano. Aproveitei também para visitar o Porto por alturas da Páscoa que já lá não ia há muito, e adorei a visita. Depois tive várias pequenas viagens com o trabalho, mas sem dúvida que as mais marcantes foram estas três. Ainda não tenho planos de viagens para 2019 para além de várias visitas a Portugal.

 

Verão: O verão em Londres este ano foi estupendo. Um dos melhores verões em termos de temperatura desde que vivo em Londres, e isso reflectiu-se na alegria das pessoas no dia-a-dia. Alguns momentos vão fazer-me lembrar deste verão, principalmente o Queen's Yard Summer Party em Hackney Wick que foi um dia excelente passado com amigos num ambiente de festa ao ar-livre; o ambiente durante o Mundial de futebol de que falei aqui e aqui; os passeios de bicicleta, e os festivais de verão onde fui.

 

Novos locais que descobri: Os leitores do blog habituais já sabem que adoro descobrir novos locais, e felizmente, em Londres, novos locais é coisa que nunca falta. Estes foram aqueles que visitei pela primeira vez este ano e que gostei para lá querer voltar - Peckham Levels (efectivamente fui a uma festa num escritório nos andares do Peckham Levels, portanto apenas passei pelos bares a caminho da festa, mas gostei do que vi); os Nomadic Community Gardens em Brick Lane que descobri um dia em que estava a passear pela zona; Grow, um bar e café nas margens do canal em Hackney Wick que conta com inúmeros eventos de música ao vivo, nomeadamente jazz, bossa nova, reggae e outros estilos, que decorrem ao longo de todo o ano;  Coal Drop Yard, a nova zona comercial junto a Granary Square que, para mim, fez com que Kings Cross se tenha transformado num novo destino para compras, o que prefiro muito mais do que ir ao Centro de Londres por ser mais calma e agradável. Este ano também fui a 4 restaurantes adicionais do nosso A-Z dos Restaurantes que já ando a fazer com o namorado à dois anos em que tentamos visitar um restaurante diferente para cada letra do alfabeto. Ainda só estamos na letra H, porque há sempre alguma letra que é complicada. Por exemplo, para a letra H, queríamos ir comer comida Húngara, mas neste momento só há um restaurante Húngaro em Londres que fica em New Cross e demorou uns tempos para lá ir. Este ano fomos a restaurantes do Equador, França, Grécia, e Hungria. Se continuarmos com esta média de 4 restaurantes por ano, ainda nos vai faltar uns anitos até conseguirmos chegar à letra Z da nossa #voltaaosrestaurantes.

 

Amor: Em termos de amor a coisa anda bem. Tão bem, que este ano, o Inglês fez-me um daqueles momentos à filme, durante um pôr-do-sol quando estávamos nas Ilhas Maurícias, para me pedir em casamento. Resultado, vamos ter casório para 2019 e desde então tenho andado de um lado para o outro a tentar perceber os vários detalhes de organizar um casamento que são mais que muitos. Desde a burocracia, à organização e aos convidados, isto de organizar casamento não é assim tão simples quanto pensava. Mas também ainda estou no início dos preparativos e acho que ainda vou ter muito que falar sobre este assunto em 2019. 

 

Desejos de uma entrada em grande e óptimo ano de 2019 para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

 

Mini férias em Maiorca

Devo dizer, que fiquei positivamente surpreendida pela ilha de Maiorca. Em finais de Setembro, a temperatura esteve excelente, o ambiente da cidade de Palma era tão animado como outros locais turísticos em pleno verão, mas sem sentir que houvessem demasiadas pessoas. 

 

Fiquei os primeiros dias no nordeste da ilha, perto de Alcúdia e Pollença. Ambas as localidades eram muito giras, cheias de carácter, com um centro de vila antigo e bem conservado. Sem dúvida não são a zona de festa de Maiorca, mas antes uma zona onde é muito agradável passear, aproveitar a praia e os bons restaurantes. 

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 Praia de Pollença

 

A estadia com as minhas amigas na vila que alugámos, foi fantástica - acordar, tomar um bom pequeno-almoço, passar algum tempo na espreguiçadeira a ler livros ou a conversar, e fazer o ocasional passeio ou visita à praia. Soube tão bem ter esse tempo de descanso! OK, pensando bem no assunto, passámos um dia e meio na piscina, um dia na praia e outro dia em passeio em Palma de Maiorca, e depois foi a viagem de volta. Foram poucos dias mas quando se está num ambiente diferente a fazer actividades completamente distintas das do meu dia-a-dia, até parece que passei lá mais tempo do que efectivamente passei. 

 

Depois a cidade de Palma de Maiorca, também achei muito mais interessante do que aquilo que imaginava. Estava a contar com uma cidade pequena, cheia de stands para turistas e bares à beira da praia e pouco mais. Mas não. A cidade tem imensa história, um centro da cidade antigo muito giro, cheio de ruazinhas por onde dá para nos perdermos um pouco. É uma cidade colorida e animada, e sem dúvida que fiquei com muita vontade de voltar com mais tempo para ver mais da cidade, visto que desta vez só lá tive uma tarde e poucas horas na última manhã. 

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Palma de Mallorca

 

O melhor ainda é que Palma de Maiorca fica a cerca de 2.5h de distância de Londres por isso também dá para ir facilmente para um fim-de-semana prolongado. 

 

Gostei e recomendo!

Um fim-de-semana em Lisboa

Já fui e já voltei. Passou a fugir.

 

Assim que cheguei ao aeroporto da Portela no sábado de manhã, os meus pais estavam lá para me ir buscar. O destino, desta vez não era a casa onde cresci, mas a aldeia onde o meu pai cresceu no Alentejo. Desde que estão reformados, os meus pais passam o tempo entre a zona de Lisboa, o Alentejo, e a  Estremadura (onde a minha mãe cresceu). Desta vez, era fim-de-semana de festa na aldeia do meu pai, na zona de Montemor-o-Novo, e os meus pais já tinham planeado lá ir antes de saberem (e eu saber) que ía a Portugal este fim-de-semana. Por isso não quiz que mudassem os planos por mim. Como tal, fomos à festa da aldeia

 

Era a festa das Tasquinhas, e emvolve que qualquer pessoa da aldeia possa candidatar-se a ter uma tasquinha na festa onde possa vender uma variedade de comida, bebida ou artesanato. Só havia um dos stands que efectivamente vendia artesanato, sob a forma de pulseiras. De resto, o pessoal só qqueria mesmo saber dos comes e bebes. Haviam carnes grelhadas, fritas, omeletes, empadas, muitos doces incluíndo Sericaia e outros doces Alentejanos e Portugueses de forma geral. Os pratos eram de tamanho petisco, mas vendiam-se apenas a €3.50 cada um. E quanto às sobremesas, eram fatias mesmo grandes de bolo a €1 cada uma. Nem sei como fazia qualquer dinheiro àqueles preços, mas concerteza que a intenção não era lucrar, mas sim cobrir os custos e ajudar a fazer aquele evento acontecer, o que me pareceu muito agradável. É que nem pensar encontrar uma festa em Londres, onde os comerciantes estejam só a cobrar o custo de produção e pouco mais. Nem pensar! Mas claro está, os custos de vida de Londres comparados com os custos de vida de uma aldeia no Alentejo, também não são bem os mesmos. Imagino qie muitos emigrantes como eu, quando fazem estas viagens e deparam-se com a diferença de preços, pensam duas vezes se querem voltar para o seu país de acolhimento. OK, eu não tive que pensar no assunto porque adoro Londres muito para além do que a diferença de custos de vida possam justificar, mas de qualquer forma, imagino que quem não esteja tão decidido acerca da localidade para onde emigrou, repense duas e três vezes se vale a pena toda a distância. 

 

Para além da festa da aldeia que também contou com muita dança pimba como não podia deixar de ser, e eu lá no meio a dançar até partir a sandália (literalmente), aproveitei também para descansar, para ler e para pôr a conversa em dia com a família. Quem segue o Instagram do @tugaemlondres terá visto um pouco mais da animação nos posts.

 

Foi um bom fim-de-semana a ajudou a reenergisar as forças para o dia-a-dia. 

 

Visita a Lisboa de última hora

Hoje acordei cheia de saudades. Saudades dos meus pais, da minha família, de Lisboa, de Portugal. O facto é que, pela primeira vez, desde que estou em Londres, que não marquei férias para ir a Lisboa no verão. O plano era ir só em alturas da Web Summit, já que vou lá em Novembro. Má ideia! Eu não quero passar tanto tempo longe. Olhei para o meu calendário, e sinceramente tenho algo combinado a fazer nos próximos fins-de-semana, todos os fins-de-semana até meados de Outubro!! Não existe um único fim-de-semana pelo meio onde não tenha nada planeado. nenhum, à excepção deste próximo fim-de-semana que está para vir. 

 

Fui ver vôos para este fim-de-semana e devo dizer que não estão nada baratos - ir para Lisboa num fim-de-semana em época alta, não é própriamente a escolha de fim-de-semana mais inteligente para fazer uma visita a Lisboa. Mas também quando fôr em Novembro não vou pagar viagem e, já desde a Páscoa que lá não vou, por isso achei que valia a pena pagar o extra. E acabei de marcar! Yeah! Estou contente, vou a Lisboa este fim-de-semana :-) 

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Uma semana em Berlim

Esta semana passada estive por Berlim em trabalho. Tinha uma conferência na quinta e sexta, por isso aproveitei para ficar lá a semana toda e passar o tempo com a equipa do escritório de Berlim. Cheguei no Domingo ao final do dia, mas como estava um fim de tarde solarengo, não quiz deixar de aproveitar. Lembrava-me que Berlim é muito bom em termos dos muitos bares de praia no rio, por isso pesquisei por um que tivesse wifi para poder levar o portátil e preparar um pouco do trabalho que ía ter nessa semana. 

 

Fui parar ao Sage Beach em Kreuzberg - bons cocktails, com bom ambiente mas sem estar demasiado cheio de gente, confortável para lá estar sozinha a trabalhar durante um bocado. Gostei!

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Tinha pesquisado previamente por cafés/bares que ficassem abertos até tarde na zona, e um dos mais recomendados foi o Café Luzia, que ficava não muito longe do Sage. Então lá fui com o objectivo de jantar por lá, mas afinal, não tinham menus para jantar. Só fazem café e bolo durante o dia, e passa para bar durante a noite. Mas lá recomendaram-me o restaurante Santa Maria do outro lado da rua, e lá fui. Muito boa recomendação! Não só a comida era excelente, como a decoração era gira, e era também confortável para lá estar sozinha a jantar, com as suas mesas pequeninas e grandes janelas para dar para ver a vida passar pela rua. 

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Nos dias seguintes, só pude aproveitar Berlim um pouco ao final do dia, e na noite que tive livre tentei ir visitar uma galeria, que, como qualquer outro lado em Berlim, fica altamente longe do metro mais próximo. Nessa noite também foi a única noite que decidiu chover em força, por isso tive que correr no meio duma zona onde não havia qualquer abrigo, para conseguir chegar a esta galeria que queria ver, sem estar completamente encharcada. E quando finalmente chego lá - estava fechada! Uma hora mais cedo do que o que dizia no website e do que estava indicado na porta. Obrigadinha! 

 

A conferência em si foi interessante, e adoro o edifício escolhido - The Haus der Kulturen der Welt. A arquitectura deste edifício não passa indiferente a ninguém e, sendo localizada nas margens do Rio Spree, cria um ambiente muito agradável para quem por lá passa.

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Na noite de sexta-feira, houve um jantar organizado para algumas pessoas da conferência no edifício dedicado às exposições de carros do grupo Volkswagen, chamado DRIVE. Foi interessante, por estarmos a jantar rodeados de automóveis que não se vêm normalmente pelas ruas. Quem segue o Tuga em Londres no Instagram, terá visto o vídeo que tirei do interior nas Instagram Stories. . 

 

Tinha o meu avião marcado pelas 9:30h do dia seguinte, mas a cliente que estava comigo disse que lhe tinham recomendado um bar/discoteca muito bom a ir em Berlim. Resultado? Acabei por dormir pouco mais de 2 horas nessa noite, e ela dormiu menos ainda que o seu voo ainda era mais cedo que o meu, mas valeu a pena. 

 

Adoro Berlim! Se não fosse o facto das distâncias serem sempre tão grandes entre qualquer sítio onde se queira ir, e a cidade fosse mais simpática para andar, estaria indecisa se me deveria mudar para lá.

 

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Dois dias no Porto

Foi muito pouco tempo mas, durante esta minha curta visita ao Porto deste fim-de-semana, deu para passear pelas zonas principais e ficar com um cheirinho da cultura local do Porto. Novamente, muito obrigada à Isa, à Cabeça no Ar, à Andreia Ferreira, aos outros leitoresanónimos do blog e também à @susana__martins no Instagram que me deram óptimas dicas que utilizei durante a viagem. Para quem segue o @tugaemlondres no Instagram terá visto nas 'stories' por onde me aventurei, mas de forma geral, foram assim os meus dias por lá:

 

Dia 1:

  • Ao chegar, gostei tanto do airbnb que tinha marcado que quase não me apetecia sair para a rua chuvosa. Localizado no topo de um edifício recentemente renovado, o apartamento tinha uma decoração moderna e de bom gosto, com imensas janelas, inclusivé uma vista para os Clérigos da janela do quarto. Mais barato que um hotel razoável, e muito mais agradável e espaçoso que um quarto de hotel. Vale a pena na vossa próxima viagem pesquisar por apartamentos no airbnb que, sem dúvida, que se encontra umas pérolas por lá. 
  • O passeio do primeiro dia começou por São Bento, passando pela Rua das Flores e parando lá para uma Francesinha na Cantina 32. Muito bom!! Fiquei com imensa vontade de experimentar os outros pratos que tinham por lá também que tinham um aspecto de chorar por mais, mas queria mesmo ir para a Francesinha que achava que não ía encontrar nos restaurantes que tinha marcado para a noite. Valeu bem a pena que era deliciosa. 
  • O passeio continuou pela Ribeira e tive de passar a Ponte D. Luís muito rapidamente para fugir à chuva. Eventualmente do lado de lá, a chuva abrandou até parar. Tive pena de não conseguir ter feito um visita a nenhuma das caves porque ou não estavam abertas no feríado ou porque estavam esgotadas para visitas esse dia, mas ainda aproveitei uma prova de vinhos do Porto no Porto Cruz, seguido de uma visita ao terraço, para aproveitar os raios de sol que, entretanto, apareceram. 
  • Nessa noite, o restaurante escolhida foi o Porta 4, e devo dizer que foi a experiência em termos de restaurante, de que gostei de mais durante a estadia. Tal como a 'cabeça no ar' tinha indicado, o restaurante é mesmo muito pequenino, com apenas 5 mesas, mas o facto é que, isso o tornava super charmoso, e o dono era extremamente simpático, e fez-nos sentir como se tivesses em casa dele a jantar com amigos. O menú era de petiscos de cozinha moderna, de bom valor e deliciosos. Gostei muito.
  • A noite foi mesmo na Rua Cândido de Reis, onde fomos a um dos bares antes de recolher.

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Dia 2:

  • No segundo dia tinha todas as boas intenções de ir à Livraria Lello logo de manhã, mas assim que lá cheguei já estava uma fila que descia a rua toda e dava a volta à esquina!!!  Mas o pessoal está maluco? Eu até percebo que a livraria seja bonita e que os fãns do Harry Potter gostem de visitar um dos lugares que inspiraram a autora dos livros, mas vá lá ter paciência! Um bocadinho de fila, tipo esperar 5 ou vá, 10 minutos, ainda ía, mas aquela fila tinha pelo menos 1 hora de espera, se não mais. Escusado será dizer que não a visitei. 
  • Tentei ir à parte do brunch no Brick Clérigos, mas descobri que afinal só abre pelas 13h e como tal não iria dar para brunch. Assim sendo decidi ir andar para o lado da Rua da Conceição porque queria ir à loja Mercado 48, e passei pelo Diplomata que me pareceu ter bom aspecto, mas tinha uma fila que saía para a rua por isso não pareceu valer a pena. Acabei por ir tomar o pequeno almoço ao Café Progresso, mas achei um bocadinho decepcionante porque tinham um menú muito normal e reduzido à escolha entre pastelaria ou pequenos almoços com ovos tipo omelete ou semelhante. 
  • Depois do pequeno-almoço andei um pouco à nora pelas ruas a tentar encontrar lojas interessantes onde conseguisse encontrar um presente de anos para a minha mãe, mas nem me lembrei de ir à Rua de Santa Catarina. Então acabei por não visitar nem essa zona nem o Mercado do Bolhão, de que tive pena, mas só me lembrei mais tarde. 
  • Voltando para a zona da Ribeira, apanhámos o eléctrico no. 1 até à Foz e o passeio da tarde foi por ali. Achei muito giro passear por lá, ainda mais porque o mar estava bravo o que fazia uma vista impressionante ao bater por trás do farol. Não cheguei a descobrir mais coisas de interesse por ali aparte do passeio marítimo, mas aproveitei uma das esplanadas à beira-mar que era muito gira.
  • Nessa noite o jantar foi no Museu d'Ávó de que também gostámos em termos de decoração e comida, seguido das Galerias de Paris.

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Foi muito agradável mas soube a pouco. Para a próxima o Museu de Serralves está na lista. 

Recomendações para o Porto

Vou ao Porto! Tenho estado com tanta vontade de visitar a cidade do Porto, após mais de 10 anos desde a última vez que lá fui, que no outro dia decidi ir lá no fim-de-semana da Páscoa. Chego sexta de manhã e fico lá até Domingo de manhã, quando apanho o comboio para Lisboa para ir passar o almoço de Páscoa com a família. 

 

Queria ficar numa zona que fosse perto do centro para poder passear principalmente a pé. Acabei por encontrar um apartamento entre a estação de São Bento e a Batalha que me pareceu ser uma boa zona? Como não vou ter muito tempo no Porto penso dar uma volta pelo centro, passar pelos Clérigos e a zona da Miragaia, ir à livraria Lello, aos Aliados, à Ribeira, à Foz, quero ir ver as lojas da Rua da Conceição, passar a ponte D. Luís e fazer uma prova de vinhos a Gaia. 

 

Para os conhecedores do Porto, acham que consigo ter tempo para visitar tambem outras zonas? Se sim, que zonas podem recomendar? E nas zonas que indiquei, conhecem alguns restaurantes, cafés ou bares bons que vale a pena visitar? Pela descrição que li das lojas da Rua da Conceição, parece que vou gostar de visitá-las. Se conhecerem outras semelhantes noutras zonas, adorava ficar a saber delas também. E para a prova de vinhos, existe algum local bom que possam recomendar? E onde ir num sábado à noite? Sabem se vão haver alguns eventos especiais a decorrer no fim-de-semana de Páscoa? 

 

Adorava quaisquer recomendações que possam dar. São todas muito bem vindas. Entretanto fico ansiosa até à visita ao Porto. 

11 dias no Oeste da Austrália

E já estou de volta em Londres. Para quem seguiu as Instagram Stories do Tuga em Londres terá ficado um pouco com a noção da viagem que passei no Oeste da Austrália para ir ao casamento de amigos, mas aqui fica um resumo:

 

Dias 1 - 5: Cottesloe/Perth

Depois de 24 horas de viagem desde o momento em que saí de casa em Londres, cheguei ao airbnb onde ia ficar os meus primeiros dias da viagem - localizado em Cottesloe, a zona de praia junto a Perth. 

Os noivos e alguns dos convidados que também viajaram para o casamento íam ficar também por lá alguns dias, visto que as respectivas despedidas de solteiro iam realizar-se na zona.

Sendo verão na Austrália, e como estávamos juntos à principal cidade do Oeste da Austrália, pensei que esta zona ía estar ao rubro, mas não. De facto, haviam poucas pessoas pelos bares e pela praia, e eventualmente descobri que se deve ao facto de que simplesmente não há muitas pessoas a viver no Oeste da Austrália - 2.6 milhões distribuídas entre os aproximadamente 2.500.000 km2 de área para ser precisa. Sendo que Portugal conta com 10 milhões de pessoas em 92.000 km2, dá para verem bem a diferença. 

Mas gostei muito dos dias que passei por lá. A praia era bonita com uma cor de mar muito azul marino, lindíssima, que só fazia apetecer estar o tempo todo dentro de água. Enquanto estive por lá, aproveitei para visitar um pouco de Perth, a Despedida de Solteira foi na bonita vila de Fremantle, e noutro dia visitei também a Rottnest Island, uma ilha pequena muito bonita que mantém a sua beleza selvagem, e que é cheia de uns animais muito giros e amigáveis, que parecem uma mistura entre um hamster grande e um canguru pequeno - os Quokka. Obrigada à autora do blog http://entrelivroseagulhas.blogspot.co.uk/ por me ter recomendado a visita à ilha. 

 

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 Praia de Cottesloe

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#Quokkaselfie

 

Dias 5 - 10: Dunsborough

Esta foi a zona onde quase todas as pessoas que vieram ao casamento, ficaram pelo menos 2 ou 3 dias, visto que o casamento decorreu numa das vinhas de Margaret River a sul de Dunsborough. Os noivos tinham-nos recomendado a estadia naquela zona para ficarmos junto à praia e perto da vinha. 

Durante esses dias fizemos um dia de passeio pelas vinhas de Margaret River que são imensas. Foi interessante ir na estrada e ver passar entradas para diferentes vinhas uma atrás da outra. Escusado será dizer que provámos muito vinho, e também houve várias oportunidades para provar cervejas locais visto que a zona também tinha várias micro-cervejarias, e chocolate, que fábricas de chocolate também não faltavam. 

Todas as vinhas onde fomos serviam também comida ou tinham um espaço ao ar-livre para apreciar os vinhos locais enquanto se apreciava a vista para as vinhas abundantes. 

Noutros dias aproveitámos para fazer reconhecimentos da área, visitar praias diferentes, inclusive Meelup Beach e Yalingup Beach que era ambas muito bonitas, e experimentei fazer paddleboarding pela primeira vez. Lá tive a dificuldade ao início de me balançar, mas rapidamente lhe apanhei o jeito. 

O casamento em si, foi muito bonito e agradável. Decorreu totalmente ao ar-livre. A cerimónia decorreu no relvado com as vinhas e o mar por trás. E a festa decorreu também nos relvados da vinha. 

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 Eagle Bay Brewery

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Mesa posta para celebrar o casamento 

 

Dias 10 - 11

De volta em Perth, chegámos mesmo a tempo de aproveitar um pouco do final do Fringe Festival que tinha estado a decorrer em Perth durante quase um mês. Muito giro, por sinal. Haviam diferentes zonas de festival espalhadas pela cidade inteira, e estavam muito bem feitas porque cada zona continha vários espaços de teatro, circo, comédia, comes e bebes, etc, e a decoração era muito bonita e original. Fiquei só com pena de não ter chegado a tempo de ver nenhum show. No dia seguinte, que foi também o dia do retorno a Londres, o passeio foi pelas várias zonas de Perth, e aproveitei para ver o museu de arte contemporânea e o museu da cidade. 

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 A cidade de Perth, vista de Elizabeth Quay

 

De forma geral, gostei muito da viagem, mas fiquei com curiosidade ara visitar as zonas mais populadas da Austrália no Oeste, principalmente gostava de ir a Melbourne, Sydney e o Great Barrier Reef. 

 

Aquela foi a zona escolhida para o casamento porque a noiva cresceu na zona numa quinta. E de facto, quem não vive em Perth, mas vive no Oeste, na sua maioria trabalha nas quintas ou vinhas a sul, visto que essa zona do país é muito boa para a agricultura por não ser tão quente como a zona no Noroeste Australiano. 

 

Amanhã vou estar aqui

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Fiz a pesquisa por #Cottesloe no Instagram, e estes foram os últimos posts com a localização desta zona costeira de Perth. Não me parece nada mau. 

 

Vou ficar por terras Australianas por uns dias bons, por isso imagino que não vá poder publicar outro post até voltar. Se quiserem ficar a par do que se passa por terras Australianas, aqui fica o Instagram do Tuga em Londres onde planeio colocar algumas fotos e histórias da viagem.