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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Uma experiência falhada no Secret Cinema

Secret Cinema é uma das noites populares que já decorre em Londres há vários anos e que combina ver um filme com a experiência teatral em volta desse filme. Ao início, lembro-me que as pessoas não sabiam que filme iam ver até ao momento do evento. Os bilhetes já era um pouco caros nessa altura a cerca de £40. Hoje em dia os bilhetes já são mais que £70. Ao longo dos anos o conceito tem mudado e hoje em dia, todo o espectáculo de teatro em volta do filme está maior e melhor, mas os filmes já não são um mistério. O filme em questão é altamente publicitado e os organizadores criam imenso interesse e expectação antes do lançamento de um novo filme. 

 

Praticamente toda as pessoas que conheço por cá já foram pelo menos a um Secret Cinema, mas eu ainda nunca tinha ido. Tentei pela primeira vez no ano passado quando estavam a apresentar o filme Moulin Rouge. Uma amiga tinha conseguido bilhetes super descontados a £20 cada para um dos últimos shows, por isso marcámos. Em cada filme, os espectadores fazem parte do ambiente do cenário do filme, por isso, a cada espectador é dada informação sobre o personagem que têm que representar no dia, e são dadas indicações sobre o que devem vestir, acessórios a trazer e informação que ofereça de guia inicial para o que os espectadores podem esperar do seu envolvimento com o teatro. Nessa altura quando tive os bilhetes para o Moulin Rouge, a personagem que eu ia ter que representar ia ser a de um criminoso corcunda com uma cicatriz na cara  Eu lá estava disposta e curiosa por representar a minha personagem, mas apesar de toda a expectação, nesse dia fiquei doente de cama, por isso não houve qualquer hipótese para eu conseguir ir.

 

As minhas amigas foram e tomaram parte na parte inicial do teatro, mas a certo ponto, houve um corte de luz, por isso o evento teve que ser cancelado antes de poderem começar o filme. Assim sendo, deram-nos bilhetes para outro Secret Cinema em compensação. Isso foi bom para mim, porque ao menos o preço que paguei pelo bilhete não tinha sido em vão. Deixámos passar o Blade Runner (não porque não queríamos ver esse filme, mas apenas porque não calhou com as datas). Tentámos marcar para ver o Romeu e Julieta, mas umas semanas antes da data que tínhamos marcado, uma das nossas amigas diz que ia ter que viajar com o trabalho nessa data, por isso tivemos que mudar para outra data. Acontece, que nessa data em que tínhamos marcado o Romeu e Julieta inicialmente, choveu torrencialmente, e tiveram que cancelar o filme, por isso, até que calhou bem termos mudado. A nova data foi agora nesta sexta-feira que passou. O meu personagem desta vez era uma das raparigas da família dos Montague's (a família de Romeu). Foi engraçado preparar-me para o evento, aprender a coreografia dos Montague's e umas frases que tinha a dizer para fazer as pazes com os Capulents.

 

Quando chegámos, ainda era cedo, por isso decidimos ir comer antes de nos envolvermos com a peça. Foi fila para a comida, fila para o bar, e quando finalmente estávamos prestes a envolver-nos com a peça, já todos tinham entrado no recinto e, como tal, não haviam os artistas iniciais a guiar os grupos de pessoas, logo, não sabíamos muito bem por onde começar. Juntámos-nos a um grupo, mas eles estavam a acabar aquilo que tinham dito. Como o recinto do Romeu e Julieta decorreu ao ar-livre com ar de festival, todos os grupos estavam muit separados. Segundo o que ouvi dizer, geralmente não acontece assim, e é mais fácil de seguir o grupo devido à estrutura habitual dos shows, mas este, sendo verão, tinha todo o espaço ao ar-livre e era muito maior do que é normal. 

 

Enquanto tentámos descobrir por onde devemos ir, começa a chover. Vamos esconder-nos dentro de um dos bares, onde nos envolvemos com um pequeno sketch de teatro numa zona do bar. Entretanto como a chuva continua com força, grande parte dos espectadores também decide vir resguardar-se no bar. Ou seja, ali estávamos, bem apertadas, enquanto esperávamos pela chuva passar. Até pensámos que fossem cancelar o show, mas não cancelaram. Quando a chuva começou a passar, vimos que o filme estava a começar, mas já não nos podíamos sentar no chão que, a nossa manta estava encharcada e o chão, cheio de lama. 

 

Resultado, com imensa chuva e frio, nem nós, nem a maioria das pessoas que ali estava, lhes apeteceu ficar a ver o filme ali em pé, por isso saímos e fomos para o pub. 

 

Não temos sido lá muito sortudas com o Secret Cinema. Com isto tudo, mal cheguei a ter a experiência. A questão é, se tento voltar a ir outra vez mais tarde, ou se simplesmente desisto da ideia? Dicas que posso aconselhar sabendo da minha experiência é, tentarem verificar se o Secret Cinema vai decorrer ao ar-livre ou se não. caso vá, convém levarem mais resguardo, pelo sim pelo não. E evitem pagar o bilhete com o preço total, porque existem sempre locais a oferecer descontos. É só uma questão de pesquisar um pouco por ofertas e competições onde possam ganhar bilhetes. 

 

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Imagem retirada: O2 Priority 

Participar na festa do Great Gatsby

Para quem segue o Instagram do @TugaemLondres, terá reparado no Instagram Stories que esta semana que passou, vesti-me a rigor à anos 20, e fui para a festa do Great Gatsby. É uma festa de teatro imersivo que já está em Londres há vários meses e, juntamente com outras amigas, achámos que seria um bom presente para o aniversário recente de uma amiga. 

 

A peça está planeada decorrer até ao fim de Jullho e, descobri que, para além dos shows normais, também organizam festas especiais, dedicadas só a empresas ou festas de solteiros, etc. 

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Já fui a algumas peças de teatro imersivo e gosto bastante. Quanto mais iteração tiver, melhor. Já antes falei aqui sobre teatro imersivo, e o último a que tinha ido fazia parte da Chamber of Flavours, o Juniper Manor (combinava teatro com provas de gin), e antes disso tinha ido a outro evento do Chamber of Flavours mais focado em comida. Também fui ao Alice Underground que leva os espectadores pelo mundo da Alice no País das Maravilhas; fui ver Absent, onde o objectivo era descobrir a vida misteriosa de uma mulher num hotel enquanto percorriamos vários quartos na cave do Shoreditch Town Hall; o You Me Bum Bum Train onde participei como figurante, em vez de espectadora; o Heartbreak Hotel que continua a ser uma das minhas experiências de teatro imersivo favoritas; o Drowned Man de Punch Drunk, também uma das minhas favoritas; e a minha primeira experiência de teatro imersivo foi organizado pela colectiva do Shunt, na sua primeira produção depois do 'Shunt Lounge' que se localizava debaixo da estação de London Bridge, ter encerrado. Já não me lembro do nome da peça, mas sei que se localizava num armazém em Bermondsey e sei que, talvez por ter sido a minha primeira experiência de teatro imersivo, foi também a que considero a melhor. 

 

Portanto, talvez por ter ido a várias destas peças, sou muito crítica da qualidade e experiência de cada uma. Gostei de no Great Gatsby de que a maioria do público se vestiu apropriadamente à época. Também gostei de ter algumas experiências que senti serem semi-privadas, mas mesmo assim, não cheguei a entrar em todas as zonas, e isso deve-se porque é necessário que os espectadores estejam localizados em pé junto aos cantos da sala principal, para terem a oportunidade de ser chamados para os diferentes quartos. Fica a dica de que, se lá decidirem ir, se localizem estrategicamente nos diferentes cantos da sala em cada novo acto. 

 

Sem pensar bem nisso, já tenho, entretanto marcada a minha ida a uma próxima peça de teatro imersivo. Desta vez vai ser uma que vai contar com tecnologia, principalmente realidade virtual e inteligência artificial. Basicamente isso, e o facto da peça se chamar SOMNAI, é tudo o que sei até já. Depois digo se vale a pena.

Experiências culinárias

Ultimamente tenho andado com vontade de ter novas experiências culinárias. Então, no início do mês marquei o meu primeiro supper club. Ficou marcado para Abril porque esta coisa dos supper clubs torna-se altamente popular e, podendo acomodar um número restrito de pessoas, não é comum conseguir-se marcar um supper club para uma data próxima. Vou a um em casa da cozinheira, portanto, será altamente privado. Por um lado parece-me um pouco estranho, mas por outro tenho curiosidade para experimentar um supper club numa casa residencial. Vamos ser 12 pessoas estranhas, em casa de uma pessoa estranha, sentados em volta de uma mesa, num ambiente intímo propício para despertar conversa entre as váras pessoas no jantar. Os comentários de quem já lá foi são muito bons e, como tal, achei por bem, lá ir também.

 

Escolhi o Club Lola em Brixton devido à data, mas haviam vários outros supper clubs onde fiquei com vontade de ir, incluíndo:

White Room Supper Club: localizado num apartamento privado num edifício que oferece vistas para Londres.

 

Monograph: Supper club de comida Japonesa localizado numa galeria de arte em Islington.

 

Uyen Luu: Supper club de comida Vietnamesa localizado numa casa privada em London Fields.

 

Syrian Supper Club: Especializado em comida da Syria, este Supper Club é localizado na E5 Bakehouse, em London Fields.

 

Para além do supper club, hoje estive agarrada ao relógio à espera que os bilhetes para a Chamber of Flavours abri-se ao meio-dia. Chamber of Flavours é uma experiência de comida imersiva que está a ser organizada pelos mesmos organizadores da Ginger Line. O Chamber of Flavours já estava esgotado até Junho e hoje abriram os bilhetes para mais eventos a partir de Junho. Não sei bem explicar como vai ser exactamente mas sei que envolve comida excelente, e uma espécie de show ou teatro imersivo simultaneamente. Marquei logo. E, apesar de ver que ainda existem várias datas com disponibilidade, muitas delas já estão esgotadas, portanto, se alguém também estiver interessado em experimentar, convém marcar o quanto antes. Fica o vídeo promocional para também ficarem com uma ideia:

Agora é só esperar pelas respectivas datas. Depois digo se valeram a pena.

You Me Bum Bum Train: uma experiência a não esquecer

Tal como indiquei neste post, eu voluntariei-me para fazer de figurante na peça de teatro experimental 'You Me Bum Bum Train' visto não ter conseguido comprar bilhetes por terem esgotado em poucas horas. O objectivo foi participar numa das cenas em que o espectador (ou 'passageiro', como é chamado no You me Bum Bum Train) é o ponto fulcral da acção.

 

Um dos factores de sucesso do You Me Bum Bum Train é o segredo que envolve esta grande produção que tomou conta de um grande edifício dilapidado bem no centro de Londres. Como tal os organizadores requerem que todos os participantes, desde voluntários a espectadores assinem um contrato de confidencialidade que não lhes permite comunicar a outros o que efectivamente decorre nas cenas. Eu adorava ter estado lá como espectadora e vou tentar novamente comprar bilhetes para o próximo ano mas sem dúvida que foi muito interessante também participar como voluntária figurante e presenciar as reacções tão diferentes que cada 'passageiro' tem ao entrar e, no decorrer da cena.

 

Ficam as reacção de algumas celebridades que estiverem envolvidas como 'passageiros' no You Me Bum Bum Train de anos anteriores.

 

 

Se alguém estiver interessado em participar como voluntário e fazer de figurante ainda o pode fazer. Eles precisam de pessoas todos os dias e simplesmente basta aparecerem na noite que vos der jeito e escolherem a cena em que quizerem participar. Só precisam é de efectuar registo primeiro aqui para vos enviarem os detalhes da morada, etc. 

 

Teatro experimental em Londres

Para quem costuma seguir o blog nas redes sociais pode ter visto que coloquei umas fotos na quarta-feira quando estava no Heartbreak Hotel. O Hearthbreak Hotel é uma produção de teatro experimental ou teatro imersivo (se é que se pode dizer assim em Português) onde o público faz parte da produção e segue os actores como se estivessem num ambiente real em vez de simplesmente estar sentado numa plateia a olhar para um palco. 

 

O teatro experimental tem crescido bastante nos últimos anos e, cada vez se vêm mais companhias a surgir com ideias para produções imersivas. 

 

O caso do Heartbreak Hotel, que está localizado num pontão em North Greenwich junto ao centro de espéctaculos da O2, é umas das muitas produções de teatro experimental que estão planeadas para decorrer ali naquele local, intitulado de Jetty. Não vou dizer muito para não estragar a surpresa aos que planeiam lá ir, mas a experiência envolve aperceberem-se das histórias de amores e desamores que decorrem no espaço do mesmo hotel. Está muito bem conseguido e faz-vos pensar nas vossas próprias situações dado o envolvimento do público na peça. Os bilhetes são baratos e, até ao final de Julho, a TimeOut está a fazer uma promoção de venda de bilhetes a £10.

 

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 Foto tirada no terraço do Heartbreak Hotel

 

Depois temos o caso de peças como o You Me Bum Bum Train. Eles fazem um imenso mistério sobre a experiência mas envolve uma percentagem muito grande de envolvimento de cada membro do público com a própria peça. Cada ano decorre uma nova peça e, quando os bilhetes para este ano foram lançados, ficaram esgotados no próprio dia. Eu planeava comprar bilhetes, mas já não fui a tempo. No entanto recebi um email a indicar que eu ainda poderia participar como voluntária para o evento deste ano. Pareceu-me uma ideia interessante e já fui a um open day de voluntários perceber como a peça funciona e que oportunidades de voluntariado estão disponíveis. O meu objectivo será mesmo participar na peça como actriz figurante alguns dos dias o que poderá ou não vir a acontecer dependendo das suas necessidades e castings. Como eles recebem interesse de centenas de voluntários é possível ser voluntário apenas um dia se se quizer e existem inúmeras oportunidades envolvidas na produção do show para voluntários. Esta é também uma boa oportunidade para quem quer entrar no mundo do teatro porque pode conhecer muitas pessoas do meio para além de obter experiência de produção. Os interessados ainda se podem voluntariar para o evento deste ano aqui.

 

Outras companhias de teatro experimental contam com

  • Punch Drunk que actualmente tem em produção uma peça que é principalmente direccionada para crianças e famílias. Já tinha escrito um post no ano passado sobre a minha experiência na peça deles que estava a decorrer na altura. 
  • RIFT cuja produção actual decorre num prédio abandonado em Tottenham Hale.
  • Differencengine no ano passado criaram uma produção que fazia com que grupos de 7 pessoas tivessem o objectivo de roubar certas peças num certo quarto num edifício de 6 andares e voltarem a sair sem serem descobertos. Não é evidente pelo website qual a sua próxima produção do género mas podem segui-los no facebook para novidades.
  • DreamThinkSpeak vai lançar uma nova produção este Agosto na cave do Shoreditch Town Hall onde o público vai seguir a acção num labirinto do cenas.

Nada como experimentar...

Punch Drunk: últimos dias para experienciar 'Drowned Man'

Recentemente fui ver o actual espectáculo do grupo teatral Punch Drunk - 'Drowned Man'. Há quem lhe chame peça de teatro, há quem lhe chame show, eu chamo-lhe arte experimental. E experimental, não no sentido que os actores estejam constantemente a improvisar, já que seguem um formato de peça extremamente bem estruturada, mas no sentido em que é uma constante experiência para o público. 

 

Uma vez dentro do edifício dos Temple Studios em Paddington, vão-se deparar com um espaço escuro, salas com vários cenários, corredores estreitos, portas que dāo para estúdios dos actores onde mais ninguém está lá dentro. Ninguém vos indica qual o caminho a seguir e são deixados completamente à descoberta, uma vez que vos abrem a porta do elevador para um dos andares.

 

O meu conselho, é separarem-se mesmo de quem quer que vos tenha acompanhado para ir ao Drowned Man e vão à descoberta sozinhos. Entrem em todas as salas, parem quando se depararem com um dos actores que irá estar a representar um excerto da peça. A partir do momento que encontram o primeiro sketch, têm duas opções - ou seguem um dos actores para o seu sketch seguinte para tentarem perceber a história vista da perspectiva desse actor, e se o seguirem durante algum tempo, talvez tenham a sorte de que ele vos leve para uma sala à parte para um 1-1 em que voçês passam também a fazer parte da peça momentariamente; ou deixam-se continuar a explorar à vossa própria vontade para conseguirem ver a maior parte de salas obscuras e cenários possível. 

 

Não vos vou dizer mais, mas acreditem que é muito bom. Drowned Man só vai estar em cena até ao dia 6 de Julho. Os bilhetes mais baratos estão agora a £55 e já não há muitas datas disponíveis, mas sinceramente, vale a pena!

 

Blind date

Não, não vou falar sobre nenhum blind date que tive recentemente. O nome do post está mesmo relacionado com a nova peça de teatro que está neste momento no Charing Cross Theatre. Fui lá esta semana e como não tinha lido sobre a peça antes de a ir ver, apanhei totalmente de surpresa o que aconteceu na peça. Basicamente, toda a peça é relacionada com um blind date com um dos membros do público - sim, um homem do público escolhido pela actriz no momento. 

 

Achei estranho ao início que não nos deixavam entrar para a sala de espéctaculo antes da peça começar, mas rapidamente percebi porquê. A actriz, que estava lá fora a dar as boas vindas ao público, procurava conversar com o máximo número de homens possível para tentar identificar aqueles que teriam o tipo de personalidade mais descontraída para serem capazes de estar num palco. 

 

Quanto à história em si, bem,... vão ter que ir ver para descobrir, mas sem dúvida que é interessante sendo que um dos "actores" não é actor nenhum e está simplesmente a ser ele próprio. A peça é divertida e deixa-nos bem-dispostos. Um conceito interessante baseado em boa improvisação por parte da actriz que possivelmente iria resultar igualmente bem com outras situações da vida do dia-a-dia. 

 

Maratona de Londres e Shakespeare Globe

Neste passado Domingo decorreu a Maratona de Londres. 37,500 pessoas fizeram parte desta grande corrida que mobilizou a cidade inteira. A probabilidade é que cada pessoa que vive em Londres ou correu a maratona eles próprios ou conhece alguém que tenha corrido a maratona. No meu escritório houve uma rapariga que participou. Infelizmente teve um pequeno acidente ao fim de poucas milhas, mas mesmo assim continou até à meta final a ter que ser vista por paraméditos cada vez que passava por uns. Ela quiz acabar a corrida, mesmo com esse problema não só por ela mas por todas as pessoas que lhe tinham patrocinado ao ajudar a alcançar o seu objectivo de angariar dinheiro para a caridade da escolha dela. Acabou por conseguir completar a maratona. Demorou-lhe 7 horas e 30 minutos mais coisa menos coisa, mas o importante é que conseguiu. 

Parece incrível a dedicação que algumas pessoas têm para conseguir acabar este tipo de corrida. É de facto um esforço muito grande para o corpo fazer toda a maratona (ou grande parte) a correr, até mesmo para os corredores mais esperenciados. Mas demonstra uma grande dedicação por parte de muitos.

 

Infelizmente essa dedicação por vezes estica-se demasiado, o que foi o caso de Claire Squires, uma rapariga que morreu este ano durante a maratona quando lhe faltava só mais 1 milha para chegar à meta final. A história é muito triste e sem dúvida que comoveu o país visto que, após a sua morte milhares de pessoas dirigiram-se à sua página online de angariação de fundos de caridade para contribuirem para a causa que ela estava a apoiar. No dia da maratona ela tinha angariado £400. Neste momento em que escrevo a página dela já angariou mais de £577000. 

 

Como a maratona passava por quase toda a cidade, mesmo sem ter intenções disso, acabei por esbarrar com ela quando estava a passar a London Bridge no Domingo da qual ainda tive a oportunidade de tirar uma foto da corrida. A multidão estava ao rubro mas notava-se perfeitamente que já haviam muitos naquele momento que se encontravam extremamente cansados. 

 

Maratona de Londres

 

 

No Domingo foi também o aniversário de Shakespeare assim como o 15º aniversário de abertura do Shakespeare's Globe em Londres. Como tal, o Globe celebrou mantendo-se aberto ao público com entrada gratuita. Foi a minha primeira vez no Globe mas sem dúvida que penso que vale bem a pena mesmo pagando o ingresso total. Lá dentro não só encontram um museu do teatro da época de Shakespeare e das várias representações que já passaram pelo Globe, como também têm a oportunidade de ver teatro Shakesperiano ao vivo num espaço ao ar livre (mas coberto nas zonas onde deve estar coberto).

 

No domingo fizeram uma apresentação de sonetos numa grande variedade de línguas e, esse espectáculo deu início ao Festival de Shakespeare e o lançamento da sessão de peças de teatro intitulada Globe to Globe que se  vai desenrolar durante as próximas semanas e, vai contar com a apresentação de 37 peças shakesperianas em 37 línguas diferentes. A língua Portuguesa também vai estar representada com o sotaque Português do Brasil para a apresentação da peça Romeu e Julieta, nos dias 19 e 20 de Maio. A não perder!

 

Shakespeare Globe

Os Maias em Londres

Hoje fiquei a saber que a Greenwich Playhouse da companhia de teatro "The Galleon Theatre Company" vai novamente apresentar um peça Portuguesa em cena - Os Maias de Eça de Queirós. Sem dúvida uma boa forma de trazer um pouco da cultura Portuguesa para o público Britânico e não só.

 

Para quem estiver interessado em ver esta peça, estará em cena durante 1 mês desde 8 de Março a 3 de Abril, de Terça a Sábado às 19:30h e aos Domingos às 16h. Os bilhetes custam £12 preço normal ou £10 preços descontados (estudantes, crianças, etc.)

 

A peça apresentada é adaptada e produzida por Alice de Sousa e dirigida por Bruce Jamieson. Podem ler o perfil de ambos no site do The Galleon Theatre Company.

 

 

Os Maias

 

 

 

Finalmente - Teatro ao ar-livre no Regent's Park

Há 3 anos que descobri que havia algo como o Open Air Theatre at Regent's Park e decidi logo que queria ir. Esse verão passou sem ter essa oportunidade, o mesmo ocorreu no verão de 2009 e, finalmente, ontem lá estive na plateia. A impressão com que fiquei? Pena de não ter ido antes e pena de não me ter agasalhado mais.

 

Localizado junto aos Queen Gardens de Regent's Park fica o anfiteatro ao ar-livre. Semelhante ao anfiteatro que se encontra no jardim da Gulbenkian, para quem conhece, mas em escala um pouco maior. A peça foi "The Crucible" de Arthur Miller, baseada na história de uma aldeia de Massachussets, EUA, fortemente influenciada pelo medo de espiritísmos, bruxas e supertições e as relações entre as pessoas que lá viviam e eram acusadas de pactuar com demónios.

 

Teve uma duração de 3 horas, das 20h às 23h e, na minha opinião foram 3 horas muito bem passadas já que a peça estava muito bem conseguida e os actores eram óptimos.

 

Felizmente foi uma daquelas noites menos frias, mas sinceramente, a maioria das pessoas que lá estavam na plateia, que levaram consigo gorros e mantas, é que se prepararam bem para a ocasião. Numa próxima, sem dúvida que vou pensar melhor nos agasalhos extra que tenho que levar comigo para estar lá mais confortável.

 

The Crucibel vai estar em cena só até ao dia 19 deste mês, mas ainda este verão podem ver "The Comedy of Horrors" de Shakespeare entre 24 de Junho a 31 de Julho; alternada com "McBeth" de Shakespeare de 3 a 31 de Julho; e "Into the woods" de 6 de Agosto a 11 de Setembro.

 

Vale bem a pena! Ah, e se forem, não cheguem atrasados, porque basta um minuto, para vos fazerem esperar durante os primeiros 15 minutos da peça, a vê-la de pé, de lado, até finalmente vos deixarem sentar num dos lugares vagos e mais próximos da área lateral. (E sim, isso aconteceu comigo, apesar de nem ter sido culpa nossa, mas como havia fila para levantar os bilhetes, quando finalmente os conseguimos levantar, a peça tinha acabado de começar).