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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Homens e namoros em Londres

No outro dia uma rapariga que conheci que se tinha mudado recentemente para Londres, perguntou-me como é que é que são os homens em Londres de forma geral no que toca ao aspecto romântico. - Uuuii! Aí está uma pergunta interessante. 

Bem, claro que cada caso é um caso e que generalizações nem sempre se aplicam mas, depois de tantos anos de experiência por minha parte e por parte das minhas amigas, pude informar-lhe que, no que respeita a encontros românticos, eles calham quase, quase sempre entre uma das quatro categorias seguintes: 

  • Os preguiçosos - Infelizmente este grupo incluí um grande número dos homens em Londres. São preguiçosos porque quando se apercebem de que não estão interessados, ou que já tiveram aquilo que queriam da relação (geralmente sexo), desaparecem. Simplesmente desaparecem. Assim, sem mais nem menos. Parecia que estava tudo a correr tão bem... Tinha havido aquele passeio tão agradável; até tinha-vos apresentado aos amigos; tinha falado da próxima vez que se íam encontrar; tinham conversas tão divertidas; tinha falado de como tinham tantas coisas em comum; e de um dia para o outro deixaram de responder às mensagens. Estar incluído na categoria dos preguiçosos infelizmente também não melhora com a idade. E perdi conta das vezes que mo fizeram a mim, e das vezes que amigas me disseram que lhe fizeram a elas. 

 

  • Os mulherengos - Eles são giros, são atraentes, e eles sabem disso. E como sabem disso, não vão desperdiçar esse dom com uma só mulher. Antes, vão aproveitar os seus poderes para atrair o máximo número possível de mulheres igualmente atraentes. Geralmente são mais cuidados que os 'preguiçosos' e até têm a tendência a prolongar as relações um pouco mais. Eles gostam de ter uma namorada, de ser apaparicados e na hora de terminar tendem a informar para evitar que elas andem atrás. 

 

  • Os problemáticos - Estes trazem sempre muita bagagem atrás que geralmente não a apresentam até que as mulheres já estejam completamente apaixonadas por eles. É nesse momento que eles decidem explicar que têm todos aqueles problemas e que, portanto, não estão na fase certa da vida para ter uma relação. E que, se quizerem continuar a vê-los terá que ser na desportiva para a diversão, mas que não se podem comprometer. 

 

  • Os bons - São uma pequena minoria, e já estão todos comprometidos. 

 

Relações à distância

Não costumo passar tanto tempo sem vir aqui escrever no blog. Os mais atentos podem até ter reparado que houve um dia em que eu publiquei um post sobre o possível fim do relacionamento com o meu namorado e, no dia seguinte decidi apagá-lo. É o tipo de atitudes que se tem quando a nossa mente está a mil, e tomam-se decisões mal pensadas que mais tarde decidimos corrigir. De qualquer forma, foi essa a razão pela qual não me tem apetecido fazer muita coisa inclusivé escrever no blog. Mas agora que estou de cabeça mais calma, e sendo que a razão da nossa separação está relacionada com o facto de ele ter aceite um emprego na Ásia, fez-me lembrar que, concerteza muitos e muitos leitores do Tuga em Londres devem passar por experiências semelhantes, quando uma das partes decide sair de Portugal, Angola, Brazil ou onde estiverem a viver para um deles mudar-se para o Reino Unido. 

 

Por vezes poderão passar-se anos em que vivem separados entre os dois países mas como é que conseguem superar a distância e manter a relação viva? Ou não conseguem e a maior parte de voçês termina a relação passado alguns meses?

 

Para quem já esteja casado, com filhos, etc., talvez seja mais fácil porque não pensam tanto na separação como uma alternativa, mas para quem está a namorar, talvez já não seja tão fácil assim de aceitar essa distância.

 

Considero que existem três factores importantes para se conseguir manter uma relação à distância que são:

  • Ter uma data aproximada em mente de quando vão voltar a viver no mesmo paīs novamente.
  • A possibilidade de viajarem frequentemente entre os dois países para se poderem visitar.
  • Manter comunicação regular a aberta diariamente (ou quase diariamente). 

 

Na falta de um destes três, penso que a facilidade de se conseguir manter uma relação à distância diminui significativamente, apesar de não deixar de ser possível. O facto é que torna-se mais fácil de gerir a distância ao sabermos que isso vai durar apenas durante um tempo limite. 

 

Depois o facto de saberem que se vão ver com uma certa regularidade também ajuda a recarregar as baterias para mais um período de distância. 

 

Finalmente a comunicação quase diária será essencial para que se continuem a sentir próximos e evitar as possíveis desconfianças que, quase inevitavelmente, passam pela cabeça de muitos casais quando existe o factor distância pelo meio. 

 

Tenho um amigo que, quando veiu para Londres deixou a namorada em Portugal com a perspectiva de que ela também se iria mudar passado cerca de 6 meses. Durante esse período de tempo comunicavam e viam-se regularmente, mas mesmo assim notei que, ao fim das primeiras semanas, ele indicava ter dúvidas acerca de querer que a namorada vie-se viver para Londres. É que, de repente ele via-se neste ambiente onde conheceu tantas pessoas novas, saía à noite e achava fácil conversar com raparigas e, inevitavelmente, começa a perguntar-se se não seria melhor estar a viver em Londres solteiro. Entretanto ela veiu e penso que ainda estejam juntos, mas se não fosse o facto de terem um período muito limitado para viverem juntos novamente, penso que teria sido muito difícil para aquela relação dar certo. 

 

Sem dúvida que tenho consciência de que manter relações a longo prazo pode ser muito difícil. De qualquer forma, o meu lado mais romântico gostava de ter tentado a relação à distância com o meu, agora ex.. No entanto, o meu lado mais racional sabe que as 8 horas de diferença do dia e as 13 horas de voo entre Londres e Singapura não são compatíveis com um relacionamento. 

 

Tenho pensado muito principalmente neste fim-de-semana que estou em Nova York, e os ares diferentes ajudaram-me a espairecer as ideias. Sem dúvida que estou extremamente infeliz com a situação mas eu sei que com o tempo esta sensação vai passar e, evitando a tentativa de relação à distância vai evitar muitas dúvidas e frustração. 

 

Fica uma foto que tirei durante estes dias aqui em Nova York para me relembrar do ambiente em que tenho estado enquanto tenho pensado nesta situação.

 

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