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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Próxima paragem - debaixo da ponte

Bem, para a próxima é melhor estar calada. Afinal a probabilidade de viver debaixo da ponte neste momento é altamente mais provável do que viver nesta nova casa para onde me quero mudar. Porquê? Porque ao fim da tarde recebi um email da agência a dizer que após verificação das referências, o meu processo para me candidatar a viver naquela casa não tinha sido aprovado. Isto porque a minha actual agente disse, quando lhe perguntaram, que não me voltaria a alugar a casa visto que eu estou a sair antes do mínimo de 6 meses. 

 

Nem queria acreditar que o meu processo tinha sido negado. Ela disse-nos que podíamos sair a qualquer momento desde que dessemos 1 mês de aviso. Por isso porque é que agora me vai fazer isto?? 

 

Telefonei logo para a agência para falar sobre o assunto mas a pessoa responsável já não estava lá. mandei-lhe um email detalhado a explicar a situação e a dar a carta de referência da senhoria anterior. Amanhã volto também a tentar ligar de manhã. Agora a situação é mesmo dependente se eles são flexíveis com a situação da averiguação das referências ou se não. 

 

E ainda mais estranho é que a mim enviaram um formulário para a minha patroa responder, telefonaram para a agente actual e telefonaram para a minha amiga que eu tinha dado como a referência de carácter. Ao meu flatmate, no entanto, eles nem sequer o trabalho dele contactaram e mandaram-lhe também um email hoje a dizer que o seu processo tinha sido aprovado {#emotions_dlg.serious}

A procura da minha 7ª casa em Londres - Parte V

Na sexta-feira por volta da hora de almoço telefona-me o meu flatmate que estava a ver uma casa - "Filipa, a casa é enorme! Os quartos são todos enormes, a cozinha é gigantesca, tem uma sala grande e um jardim também muito giro. Estou a pensar fazer uma oferta." - Força nisso, disse-lhe eu. como já sei que ele costuma ser um bocado exigente no que se refere à qualidade das casas, se ele me estava a parecer assim tão entusiasmado é porque a casa valerá mesmo a pena. 

 

Estranhamente, e apesar da casa ter sido mostrado por uma agência, eles disseram que tinham um acordo com o senhorio em que apenas fariam a introdução da casa, mas que tudo o que era relacionado com o contrato etc. seria tratado directamente com o senhorio. Por isso mesmo, tinhamos que esperar que o senhorio respondesse à nossa oferta por escrito para confirmar que tinhamos a casa e efectivamente podermos ir colocar o depósito. 

 

O senhorio não disso nada durante sexta-feira. 

 

No sábado pensámos ir logo à agência de manhã para meter o depósito para garantir que não mostravam a casa a mais ninguém. Antes de sairmos de casa telefonámos à agente que nos disse que não valia a pena lá irmos visto que, enquanto o senhorio não dissesse nada não poderiamos fazer o depósito. Disso também que assim que conseguisse entrar em contacto com ele nos diria algo. 

 

Passou o dia de sábado e não nos disse mais nada. 

 

No domingo estavam fechados por isso ficou apenas a dúvida a pairar no ar durante todo o dia, e aquela sensação de nervosismo - será que ficamos com a casa? Porque é que ele ainda não disse nada? será que já encontrou outras pessoas? será que está à espera de ofertas mais altas mas mantêm-nos à espera pelo sim, pelo não? Às vezes pode estar de férias e ainda não ter visto a mensagem. Ou pode ter perdido o telemóvel,... é possível. - Todas aquelas dúvidas que geralmente se tem quando se tratam de encontros amorosos e se fica a aguardar o telefonema da outra parte, aplicam-se tal e qual para esta situação também. 

 

Na segunda-feira finalmente tivemos notícias - o senhorio tinha aceite uma oferta mais alta de um grupo de inquilinos que encontrou ele próprio sem auxílio da agência. Nós aindas fizemos uma oferta por cima, mas o senhorio não quiz saber. Mesmo com a nossa oferta, a curto prazo fica-lhe mais barato alugar a pessoas encontradas privadamente do que àquelas que a agencia encontrou. 

 

O meu sonho desse fim-de-semana rapidamente se desmoronou. Falta agora uma semana e 3 dias para ter que fazer a minha mudança.

A procura da minha 7ª casa em Londres - Parte IV

Hoje tirei uma hora de almoço prolongada (por mais 1 hora e meia) para ir ver uma casa que me parecia mesmo ser muito boa. Estava tão ansiosa e esperançosa que nem conseguia imaginar que não fosse bem tudo aquilo que eu queria. 

 

Ao entrar na casa com a agente, fiquei a conhecer um dos flatmates (muito provavelmente um músico de profissão, dada a quantidade de guitarras pelo quarto). Nem sequer pensando no estado lastimável da casa (isto parece ser o pão nosso de cada dia, cada vez que visito nova casa), até que fiquei contente enquanto estava a ver a casa - A cozinha tinha um tamanho razoável, a casa de banho e a sala também. O primeiro quarto era grandito, o segundo era um bocado mais pequeno, mas dava, e o terceiro,... aii, o terceiro aquilo era mais tamanho de "walk-in wardrobe" do que propriamente um quarto - tinha lá um colchão de solteiro no chao, que deixava cerca de 15cm de largura de espaço extra entre um dos lados do colchão e a outra parede. MUITO pequeno! Bem, mas esse seria o quarto que iríamos alugar à terceira pessoa, que também seria mais barato. Mas mesmo assim não poderia ser tao barato assim - no mínimo teria que ser pelas £550, e não sei se existe alguém no seu juizo perfeito que iria dar £550 por um quarto daquele tamanho. 

 

Mas não foi só o tamanho do quarto que me colocou pé atrás. Isso foi mais quando perguntei ao actual inquilino se ele acha que eu devia saber de alguma coisa que tenha corrido mal enquanto eles tiveram na casa. Ele mencionou-me o facto de que tudo na casa era bom e funcionava bem, mas apontou para o facto de que na casa ao lado vivia um grupo de crianças um bocado problemáticas, assim para o tipo gangster. Avisou que podiam de vez em quando fazer um pouco de barulho, mas que eu não me preocupasse muito porque durante os dois anos em que ele viveu ali só houveram "proper breakouts" umas 2 ou 3 vezes. Mas que ele me dava o número de contacto da pessoa que cuida deles, para caso de emergência.

 

Ahhh! se foram só 2 ou 3 grandes desturbios, já me sinto muito mais calma. Sem dúvida que me apetece ficar lá a morar,... ou talvez não.

A procura da minha 7ª casa em Londres - Parte I

Já estou mais mentalizada que vou ter mesmo que mudar de casa e este sábado tive o meu primeiro dia de procura à séria. Como é a primeira vez que tenho um raio curto relativo à zona onde retendo morar, também torna a pesquisa menos dolorosa porque evito andar por longas distancias em diferentes zonas de Londres. Então eu e o meu flatmate lá saímos de casa pelas 10h da manhã de sábado pelas ruas locais à procuras de placas com sinalização de aluguer. Telefonamos para cada agência anunciada nas placas e fomos directamente a todas as agências de imobiliária da zona e arredores para nos inscrevermos em cada uma delas.

 

Ainda chegámos a ver uma casa que seria uma boa oção, caso não fosse o facto de um dos quartos ser um "box room", ou seja, daqueles em que cabe lá uma cama que é encostada à parede por três dos lados, um roupeiro estreito e desengonçado do Argos e um armário mínimo imediatamente colado ao guarda-roupa. Ah, mas não me posso esquecer do espaço livre para andar - devia dar praí, pelo menos para dar um passo entre a porta e a cama. Enfim, acho que perceberam a ideia. É pena porque de resto o apartamento era bem giro e até tinha um bom terraço e grandes janelas. 

 

Houve uma outra agência que nos falou de um outro apartamento sobre o qual ficamos interessados apesar de ser pó carote - ou pelo menos ficámos muito curiosos assim que ouvimos a descrição da casa: - "esta casa tem 3 grandes quartos, e efectivamente são mesmo todos eles grandes, ao contrário do que é costume, tem 1 jardim, 1 boa cozinha, 2 casas de banho, 2 salas e... 2 cozinhas!!! Um apartamento com 2 cozinhas, de facto é coisa que nunca vi antes, mas não deixa de ser um facto muito curioso. Estavamos tão interessados que decidimos passar por lá à porta apesar de não podermos visitar a casa nesse dia. A rua e a casa pareceram agradáveis o suficiente (a casa é a da foto em baixo - sim, a côr-de-rosa) mas o caminho a andar desde a paragem do autocarro até à casa é que deixavam um bocadinho a desejar e, não sei se ao fim de uma noite fora, ir para casa sozinha a passar por ali seria lá muito boa ideia. De qualquer forma, a agencia telefonou e marcou para irmos lá ver a casa por dentro amanhã. Ainda estamos a ponderar se vale ou não a pena ir lá vê-la. 

 

Casa para alugar

Ainda falta o flatmate

Ainda não tenho nada assinado para a casa mas as nossas referências pelo menos já estão tratadas. Só falta assinar e pagar. Ah, e claro, encontrar o 3º flatmate. 

 

Queriamos encontrar a pessoa que irá ocupar o 3º quarto o mais depressa possível e logo na quarta-feira o meu flatmate conseguiu arranjar duas pessoas para irem ver a casa à hora de almoço. Eram dois rapazes. Ambos gostaram e queriam ficar com o quarto. O primeiro que veiu chegou a horas, tem um bom emprego (portanto muito provavelmente as referências seriam boas), era calmo e simpático, de acordo com a descrição do meu flatmate. O segundo chegou atrasado, fartou-se de falar com imensas perguntas sobre a casa, muito simpático e extrovertido. Como eu não pude ir ver a casa nesse dia o meu flatmate lá deu a sua opinião em como escolheria o primeiro candidato. Aceitei a opinião dele e, assim sendo, telefonou-lhe a oferecer a casa e perguntar se estaria disponível para se encontrar comigo nessa noite para nos conhecermos. 

 

Lá me fui então encontrar com este Irlandês, de cabelos encaracolados, cara sorridente e ar nervoso num pub em Upper Street. De facto era simpático e até tivemos uma conversa interessante durante 2 horas, mas fiquei com algumas reticências. É que ele só se queria mudar no final de Abril (apesar de estar disposto a pagar o mês inteiro para segurar esta casa até se mudar), fez-me entender que não tem por hábito limpar a casa já que sempre teve empregada das limpezas, disse que ía ficar fora de casa a maioria dos fins de semana já que a namorada vive longe e mencionou que ía trazer com ele um piano, um violino e duas guitarras. 

 

Despedi-me dele a pensar que o via em breve para tratarmos do contrato etc., mas na manhã seguinte quando acordei eu não estava contente com a casa. E apercebi-me de que não estava contente devido ao novo flatmate. Deu-me a entender que queria entrar na casa quando já tudo estivesse tratado, casa arrumada, internet instalada e afins para que não se tivesse que preocupar com isso. Estando fora de casa todos os fins de semana provavelmente não ía ter grande oportunidade nem interesse de se dedicar a limpezas, logo já me estava a imaginar a limpar a casa sozinha a maioria do tempo para dois marmanjos. É que nem pensar nisso!! E depois ía só ter o meu actual flatmate envolvido em algumas coisas de iniciais decorações e afins e o outro não queria saber de nada. Sinceramente para mim só por isso perde-se um pouco o interesse de ter uma terceira pessoa na casa. Imagino que ele fosse se tornar mais um estorvo na casa do que provavelmente alguém com quem sabe bem conviver. 

 

Resultado, falei com o meu flatmate sobre as minhas reservas e ele não se importou que eu telefonasse ao Irlandês para cancelar a oferta, embora me tenha responsabilizado para encontrar o próximo flatmate.

 

Ainda me custou um bocadinho pegar no telefone para dizer ao rapaz que afinal achava que ele não se iria integrar bem na casa, mas enfim, lá teve que ser. 

 

Decisão tomada agora continua o nervosismo se conseguimos ou não encontrar alguém a tempo. Coloquei anúncios em tudo quando é site incluíndo www.gumtree.com, www.roombuddies.com, www.spareroom.com, www.intolondon.com, www.easyroommate.com e em redes sociais das quais faço parte. De início não estava a ter quaisquer respostas o que me estava a deixar um bocado nervosa. Mas entretanto, felizmente consegui marcar 4 pessoas para virem ver o apartamento amanhão. 2 rapazes e 2 raparigas. Espero que consiga encontrar entre eles o meu futuro(a) flatmate.

De volta ao mercado

Sinceramente já há muito tempo que não me sentia tão stressada com uma mistura de ânsia e receio tal como o que senti na semana passada. Esta história do agente imobiliário com as suas ameaças, mais a senhoria que nunca atendia o telefone e toda aquela incerteza de não saber o que se passava e se tinha a casa ou não tomou completamente conta da minha vida. Estava de tal forma tão desconcentrada de tudo o resto que no trabalho, na quinta-feira mandei para a base de dados Francesa, Italiana, Inglesa e Australiana um email a convidar para assistirem ao webinar Francês deste mês :-S Estamos a falar de umas dezenas de milhares de pessoas que receberam o convite errado. Foi de levar as mãos à cabeça. Mas como se isso não fosse mau o suficiente, na sexta-feira enviei a newsletter italiana à base de dados do Reino unido com mais de 22,000 contactos. Bem, só posso dizer que quando me apercebi do erro desta tamanha gravidade e, ainda por cima, repetido em dois dias seguidos nem sabia o que havia de fazer a mim própria. Uma solução foi sem dúvida não enviar mais emails em massa nessa semana. Muito mau mesmo. Em 1 ano que trabalho naquela empresa nunca fiz tal coisa, e assim de repente o mesmo erro logo em 2 dias seguidos. Enfim, acho que das próximas vezes que enviar o mail que fôr vou verificar quatro e cinco vezes se está tudo correcto antes de carregar no botão para enviar. 

 

O facto é que, como a senhoria não me atendia o telefone, não sabia se era de estar ocupada, se era porque não queria falar conosco por qualquer razão ou porque é que era. Tinha a casa? Não tinha a casa? Não sabia, e isso é que me estava a levar os nervos à flôr da pele. Também não queria começar a procurar nova casa enquanto não tivesse certeza de que não tinha aquela. 

 

No sábado o meu flatmate ligou-lhe de manhã, e nada. Enviou mensagem a avisar que tinham colocado um anúncio falso em nosso nome no gumtree, e nada. Da parte da tarde ele voltou a ligar-lhe do número de casa de um amigo e finalmente ela atendeu. Disse então que achava que nós tinhamos intenções de subalugar o apartamento e, como tal ía mostrar a casa a outros grupos nesse fim de semana. E eu tinha-lhe dito quando falei com ela na terça que queria levar lá a possível 3ª pessoa a visitar a casa no fim de semana para os 3 assinarmos o contrato. Com uma afirmação destas como é que ela pode pensar que queríamos subalugar? Ou viu o anúncio e acreditou, ou o agente fez-lhe a cabeça, ou não sei. Sinceramente já estava tão farta dela que nem queria saber desta casa para mais nada, mas o que me irritou profundamente foi saber que ela já tinha decidido que não queria que nós ficassemos com a casa e não nos tinha dito nada! Isto tendo em consideração que eu lhe tinha mandado um email a meio da semana a pedir por favor para nos dizer algo qualquer que fosse a resposta porque se tivessemos que procurar casa novamente teriamos apenas mais duas semanas para fazê-lo. Mas mesmo assim não disse nada e provavelmente não teria dito se o meu flatmate não lhe tivesse telefonado de outro número. É uma falta de consideração pelas pessoas inacreditável. 

 

No sábado lá voltamos à procura no mercado, se bem que, pesquisas ao fim-de-semana não são ideais visto que os agentes já têm todos casas marcadas para mostrar a potenciais inquilinos. Para marcar é preciso telefonar na sexta-feira, mas como ainda estavamos na dúvida se ficavamos ou não com aquela casa também não queriamos procurar outras. 

 

Ainda conseguimos mesmo assim marcar uma casa para ver no sábado. Ficava em Lower Clapton, mas apesar da casa ser bastante boa, a localização é simplesmente demasiado distante do centro e do trabalho por isso não valia a pena. 

 

Entretanto hoje conseguimos ir ver uma casa em Stoke Newington e adoramos. A casa é espectacular, a localização é impecável, muito segura e cheia de lojinhas e restaurantes giros, e também bem perto de um parque. Fizemos uma oferta. Agora é só fazer figas, rezar uns quantos avé marias e esperar que desta a coisa seja mesmo para ficar.

 

Procura de casa - parte 3

Já começo a entrar na fase do desespero. Na Internet parece haver muita oferta mas assim que telefono às agências e senhorios já nada está disponível. O que me leva a crer que a maioria daqueles anúncios ou são falsos ou apenas são anúncios antigos de propriedades que tiveram muito interesse e as agências apenas os deixam lá para chamar a atenção de pessoas para ficarem com os seus contactos e, consequentemente, uma grande lista de potentiais inquilinos de forma a incentivarem os senhorios a utilizarem as suas agências. 

 

Mesmo que a maioria dos anúncios sejam falsos lá lhes deixo os meus contactos na esperança de que me voltem a telefonar quando tiverem algo dentro daquilo que procuro. 

 

O problema é que como há muito pouca oferta mesmo apartamentos que calham naquilo que quero saem do mercado tão rapidamente quanto entraram. Já chegou o caso do agente me telefonar a dizer que esta nova casa veiu para o mercado, eu marco para ver a casa no fim do dia depois do trabalho e, antes do fim do dia, o agente volta-me a telefonar a dizer que já alguém fez uma oferta para a casa. É preciso estar mesmo em cima da situação porque tudo o que é casas boas desaparece do mercado quase tão rapidamente quanto aparece. 

 

Então para tentar encontrar algo já verifiquei que não tenho outra hipótese senão ceder em algumas características que queria na casa que não vou poder ter:

- localização: já estou à procura em qualquer área dentro da zona 2 (e algumas na zona 3) a norte, sul e este de Londres mesmo que fique um pouco distante do metro, mas desde que tenha uma paragem de autocarro nocturno por perto.

- espaço: já estou disposta a ter um open plan entre a cozinha e a sala em vez de tê-las separadas.

- jardim: já estou disposta a não ter um espaço exterior (jardim/varanda).

- preço: já estou disposta a pagar um pouquinho mais do que aquilo que queria.

 

A ver se assim a coisa vai. Hoje vou ver duas casas no norte de Londres. Ainda não estou muito contente com a ideia de me mudar para o norte do rio mas estou a ver que a sul a coisa está mesmo complicada por isso há que experimentar. Daqui a 3 fins-de-semana tenho que sair desta casa.