Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Homens e namoros em Londres

No outro dia uma rapariga que conheci que se tinha mudado recentemente para Londres, perguntou-me como é que é que são os homens em Londres de forma geral no que toca ao aspecto romântico. - Uuuii! Aí está uma pergunta interessante. 

Bem, claro que cada caso é um caso e que generalizações nem sempre se aplicam mas, depois de tantos anos de experiência por minha parte e por parte das minhas amigas, pude informar-lhe que, no que respeita a encontros românticos, eles calham quase, quase sempre entre uma das quatro categorias seguintes: 

  • Os preguiçosos - Infelizmente este grupo incluí um grande número dos homens em Londres. São preguiçosos porque quando se apercebem de que não estão interessados, ou que já tiveram aquilo que queriam da relação (geralmente sexo), desaparecem. Simplesmente desaparecem. Assim, sem mais nem menos. Parecia que estava tudo a correr tão bem... Tinha havido aquele passeio tão agradável; até tinha-vos apresentado aos amigos; tinha falado da próxima vez que se íam encontrar; tinham conversas tão divertidas; tinha falado de como tinham tantas coisas em comum; e de um dia para o outro deixaram de responder às mensagens. Estar incluído na categoria dos preguiçosos infelizmente também não melhora com a idade. E perdi conta das vezes que mo fizeram a mim, e das vezes que amigas me disseram que lhe fizeram a elas. 

 

  • Os mulherengos - Eles são giros, são atraentes, e eles sabem disso. E como sabem disso, não vão desperdiçar esse dom com uma só mulher. Antes, vão aproveitar os seus poderes para atrair o máximo número possível de mulheres igualmente atraentes. Geralmente são mais cuidados que os 'preguiçosos' e até têm a tendência a prolongar as relações um pouco mais. Eles gostam de ter uma namorada, de ser apaparicados e na hora de terminar tendem a informar para evitar que elas andem atrás. 

 

  • Os problemáticos - Estes trazem sempre muita bagagem atrás que geralmente não a apresentam até que as mulheres já estejam completamente apaixonadas por eles. É nesse momento que eles decidem explicar que têm todos aqueles problemas e que, portanto, não estão na fase certa da vida para ter uma relação. E que, se quizerem continuar a vê-los terá que ser na desportiva para a diversão, mas que não se podem comprometer. 

 

  • Os bons - São uma pequena minoria, e já estão todos comprometidos. 

 

Namoros no trabalho

Segundo uma publicação de Recursos Humanos Inglesa, HRMagazine, 20% dos casais casados conheceram-se através do trabalho e, essa percentagem será muito maior se contarmos com todos aqueles em que a relação não passa de um namoro ou "amizade colorida". 

 

Lembrei-me de verificar esta estatística porque tinha ouvido falar esta semana que 70% dos casais se conhecem através do trabalho!! 70%???? Essa é uma estatística demasiado alta. não podia acreditar. Claro que sim, conheço vários casos de pessoas que conheceram o namorado ou namorada em situações profissionais, mas daí a chegar a uma percentagem tão elevada, não me parece que reflita a realidade até porque acho que muitas das pessoas evitam (ou pelo menos adiam) as relações estabelecidas através do emprego para evitar conflitos profissionais. 

 

E isto da conversa de casais no trabalho começou mesmo porque esta semana lá na empresa começou a trabalhar um novo colega. Quando o vi veiu-me à cabeça dizer-lhe "Hello! How are you doin'?" (só percebe a nota desta expressão quem conhece o Joey da série "Friends"). Isto só para dizer que o rapaz é giro como tudo. OK, tem uma barriguita de cerveja perfeitamente dispensável, mas nada que uns mesitos de ginásio não resolvessem. 

 

O facto do rapaz ser giro claro que provocou alvoroço entre os membros femininos do escritório e daí a conversa de romances no trabalho. Vale a pena arriscar romance com alguém com quem se trabalha diariamente? Geralmente quando se está enamorado de alguém até que as horas no trabalho ajudam a dispersar a mente desse alguém. Mas agora se esse alguém está sentado umas cadeiras ao lado, a concentração não vai ser tão fácil de manter. Pior ainda é se a relação com esse alguém acaba. Quer seja de forma mutuamente acordada ou não; quer tenham decidido ficar amigos ou passaram a odiar-se; não deve ser nada fácil ter que ver essa pessoa todos os dias durante várias horas. 

 

Claro que existem também casos e casos. Em grandes empresas, onde as pessoas se dividem por diferentes andares e departamentos a coisa já não é assim tão má porque não têm que necessariamente ver-se diariamente desde que trabalhem em áreas separadas. Também não será tão mau se essa relação se estabelecer com clientes porque não têm que necessariamente os ver frequentemente. O pior será mesmo se o cliente fôr importante para a empresa e decidir deixar de ser cliente por causa de uma má relação amorosa. 

 

Lá na empresa já tivemos uns quantos casos que efectivamente deram para o torto - um casal ainda começou meio sem ninguém saber, ao fim de uns meses oficializaram para o resto do escritório que estavam numa relação até que ele lá a traiu com a ex à cerca de um mês atrás. Outro andou com ela 6 meses. A meio da relação ela traiu com outro nosso colega na passagem de ano. Mostrou-se muito arrependida, ele perdoou-a e lá continuaram mais uns meses até ele descobrir que ela e o outro nosso colega lá voltaram aos amassos. Resultado, agora os 3 estão chateados e só desejam que ela se vá embora e, principalmente o ex-namorado já não a pode nem ver, o que é um pouco impossível dado que o nosso escritório está em open plan e somos apenas umas 40 pessoas. Enfim,... só filmes. 

 

Resultado, a conclusão a que chegámos da conversa é que, num escritório tão pequeno quanto o nosso, a não ser que estejam mesmo extremamente apaixonados e que já se conheçam bem é melhor evitar relacionamentos no trabalho que só podem trazer complicações que vão transtornar a vida negativamente de uma forma muito mais forte do que os momentos alegres que essa relação possa trazer.