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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

House Party número... (já perdi a conta) deste verão

Já falei aqui sobre tantas house parties este ano que até parece que não faço mais nada, mas lá está, é daqueles momentos relaxados que tenho por cá que só me fazem bem. Adoro festas em casa porque sempre se conhecem caras diferentes e há sempre oportunidade para rever outras tantas que geralmente só as vejo em festas. 

Desta vez levei comigo o meu novo flatmate Português para ele ficar a conhecer também o ambiente destas "house parties" Londrinas que costumo frequentar.

Foi em casa de um amigo meu Colombiano o qual já está a morar neste apartamento à mais de 1 ano mas esta foi a primeira vez que ele e a flatmate dele decidiram organizar uma festa. Bem, para começar adorei o apartamento que ficava na zona de London Bridge, bem no centro de Londres, num edifício relativamente novo, com tudo muito moderno e onde, na sala, se podia literalmente jogar à Malha, tanto era o espaço que por lá havia. Muito giro o apartamento e a festa em si foi também muito boa.

 

 

Neste tipo de festas, não posso deixar de reparar nas diferenças de ambiente que existem entre o início e o fim da festa. Isto porque, ao início ainda está tudo muito calmo, elas olham umas para as outras para julgar o que as outras têm vestido e calçado; quanto a eles, começam timidamente a meter conversa com as pessoas mais próximas. No entanto, quando a festa está mais para o fim todos falam uns com os outros, qualquer um dança quer esteja sozinho quer acompanhado já que não se importam mais com as aparências, uma diversão total (enfim, talvez devido um bocado ao efeito do lcóol). Mas lá está a razão pela qual as festas estão sempre melhores no final, é mesmo ´nessa altura em que o pessoal é mais expontâneo e todos se sentem mais confortáveis daí também haver maior interacção e, portanto, diversão, entre todos os presentes.

E agora, que venha a próxima "house party".

Festa do Francês e Paintball

Mais um fim-de-semana passado com outra house party. Não sei se já mencionei, mas Adoro festas em casa. São sempre um espectáculo porque acaba-se sempre por conhecer imensas pessoas e todos têm interesse em meter conversa com toda a gente. Além disso, tem a vantagem de que mesmo que não conheças essa pessoa será sempre um amigo de um amigo, logo não é tão provável que seja um tarado ou uma maluquinha como às vezes se encontram numa discoteca ou num bar.

Foi em casa do Alex Francês. Ele também adora dar festas em casa e a maior parte das vezes que o vejo é mesmo numa house party qualquer.

 

 

Desta vez a festa foi um bocadinho mais calma do que o que é habitual. Isto porque a última festa que deu em casa acabou em mal experiência, desde os convidados terem urinado no terraço, a terem urinado na porta do vizinho, a terem entornado vinho tinto para a alcatifa beje nova e para as cadeiras branquinhas da cozinha, a fazerem barulho e gritaria, roubarem dinheiro da mala de uma rapariga, vomitarem em locais menos apropriados, etc., etc. Resultado, ele e o "flatmate" dele ficaram queimados nessa festa e, por isso, desta vez convidaram menos pessoas e apenas permitiam que cada pessoa trouxesse um amigo no máximo desde que avisa-se com antecedência. Resultado final, uma festa mais calma, com menos animação, mas mesmo assim cheia de Franceses e alguns espanhóis como já é costume nas festas do Alex.

 

 

Mas deu para me divertir bem sem exageros que, no dia seguinte (sábado) eu ía ter que acordar bem cedo, mais precisamente 5:25h da manhã para ir jogar paintball.

Pois de facto acordar a essa hora para ir jogar paintball também não me parece lá muito bem, mas tendo em atenção que tinha combinado com um grupo de Portugueses do Star Tracker encontrarmo-nos em London Bridge às 6:45h da manhã não tive outra alternativa se não acordar assim tão cedo.

Estranhamente lá chegamos todos relativamente a horas e lá apanhamos o comboio que nos levou a Whyteleafe South onde fica localizada a Paintzone, ou seja, o nosso campo de paintball para o dia.

Fomos os primeiros a chegar ao campo de paintball, mas menos de 5 minutos depois de nós veio um grande grupo de homens do tipo "Eastenders" para quem conhece a novela, com um ar de quem nos íam afogar em tinta. Portanto não estavamos assim com uma muito boa ideia inicial do jogo.

 

 

O terceiro grupo a vir foi outro constituído apenas por homens. Estes estavam todos já vestidos com roupa camuflada tipo tropa e começaram com uns gritos de grupo tipo à grito de guerra. Uuuii, isto estava a começar bem.... Lá veiu depois mais outro grupo onde estavam incluída uma rapariga e um rapaz que não devia ter mais que 16 anos. Ahhh, agora sim, estes conseguiamos nós combater! Venham de lá eles. Mas com esta gente toda ainda não sabiamos contra quem é que iriamos mesmo "combater".

 

 

Estavamos já nós na área "base" onde cada equipa tinha os seus bancos e espaço para descansarem e onde colocamos os nossos fatos protectores de tinta e preparavamos as armas, quando chegou um novo grupo. 3 raparigas vieram à frente, cabelos morenos e baixinhas, tinham mesmo ar de Portuguesas dissemos nós uns para os outros. Depois vieram os rapazes desse mesmo grupo também com as mesmas características. Claro que não foi preciso muito para termos ido confirmar as nossas suspeitas de que de facto eles eram Portugueses e também alguns Brasileiros.

Não sei se foi por coincidência ou porque tinhamos ar de estar "ao mesmo nível", mas os organizadores colocaram-nos com o outro grupo de Portugueses e com o grupo onde estava a rapariga e o adolescente no mesmo território, dividindo-nos entre todos em 2 grupos rivais.

Ainda nunca tinha jogado Paintball antes por isso tudo foi uma novidade para mim e gostei bastante. Durante a manhã decorreram 3 jogos, cada qual num território e com um objectivo diferente. Seguiu-se o almoço que estava incluído no preço do bilhete e que foi Pizza Margarita da Pizza Hut para todos. Depois de algum descanso seguiram-se mais 3 jogos, sendo que o último era um todos contra todos onde havia o salve-se quem puder.

Diverti-me bastante mas cheguei à conclusão que num verdadeiro campo de guerra eu não ía sobreviver muito tempo, logo é melhor nunca ir para guerra nenhuma que senão tou lixada.

O nosso dia de paintball acabou por volta das 15h e lá nos fizemos à estrada de volta à capital Londrina.