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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Visita a Lisboa de última hora

Hoje acordei cheia de saudades. Saudades dos meus pais, da minha família, de Lisboa, de Portugal. O facto é que, pela primeira vez, desde que estou em Londres, que não marquei férias para ir a Lisboa no verão. O plano era ir só em alturas da Web Summit, já que vou lá em Novembro. Má ideia! Eu não quero passar tanto tempo longe. Olhei para o meu calendário, e sinceramente tenho algo combinado a fazer nos próximos fins-de-semana, todos os fins-de-semana até meados de Outubro!! Não existe um único fim-de-semana pelo meio onde não tenha nada planeado. nenhum, à excepção deste próximo fim-de-semana que está para vir. 

 

Fui ver vôos para este fim-de-semana e devo dizer que não estão nada baratos - ir para Lisboa num fim-de-semana em época alta, não é própriamente a escolha de fim-de-semana mais inteligente para fazer uma visita a Lisboa. Mas também quando fôr em Novembro não vou pagar viagem e, já desde a Páscoa que lá não vou, por isso achei que valia a pena pagar o extra. E acabei de marcar! Yeah! Estou contente, vou a Lisboa este fim-de-semana :-) 

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Dois dias no Porto

Foi muito pouco tempo mas, durante esta minha curta visita ao Porto deste fim-de-semana, deu para passear pelas zonas principais e ficar com um cheirinho da cultura local do Porto. Novamente, muito obrigada à Isa, à Cabeça no Ar, à Andreia Ferreira, aos outros leitoresanónimos do blog e também à @susana__martins no Instagram que me deram óptimas dicas que utilizei durante a viagem. Para quem segue o @tugaemlondres no Instagram terá visto nas 'stories' por onde me aventurei, mas de forma geral, foram assim os meus dias por lá:

 

Dia 1:

  • Ao chegar, gostei tanto do airbnb que tinha marcado que quase não me apetecia sair para a rua chuvosa. Localizado no topo de um edifício recentemente renovado, o apartamento tinha uma decoração moderna e de bom gosto, com imensas janelas, inclusivé uma vista para os Clérigos da janela do quarto. Mais barato que um hotel razoável, e muito mais agradável e espaçoso que um quarto de hotel. Vale a pena na vossa próxima viagem pesquisar por apartamentos no airbnb que, sem dúvida, que se encontra umas pérolas por lá. 
  • O passeio do primeiro dia começou por São Bento, passando pela Rua das Flores e parando lá para uma Francesinha na Cantina 32. Muito bom!! Fiquei com imensa vontade de experimentar os outros pratos que tinham por lá também que tinham um aspecto de chorar por mais, mas queria mesmo ir para a Francesinha que achava que não ía encontrar nos restaurantes que tinha marcado para a noite. Valeu bem a pena que era deliciosa. 
  • O passeio continuou pela Ribeira e tive de passar a Ponte D. Luís muito rapidamente para fugir à chuva. Eventualmente do lado de lá, a chuva abrandou até parar. Tive pena de não conseguir ter feito um visita a nenhuma das caves porque ou não estavam abertas no feríado ou porque estavam esgotadas para visitas esse dia, mas ainda aproveitei uma prova de vinhos do Porto no Porto Cruz, seguido de uma visita ao terraço, para aproveitar os raios de sol que, entretanto, apareceram. 
  • Nessa noite, o restaurante escolhida foi o Porta 4, e devo dizer que foi a experiência em termos de restaurante, de que gostei de mais durante a estadia. Tal como a 'cabeça no ar' tinha indicado, o restaurante é mesmo muito pequenino, com apenas 5 mesas, mas o facto é que, isso o tornava super charmoso, e o dono era extremamente simpático, e fez-nos sentir como se tivesses em casa dele a jantar com amigos. O menú era de petiscos de cozinha moderna, de bom valor e deliciosos. Gostei muito.
  • A noite foi mesmo na Rua Cândido de Reis, onde fomos a um dos bares antes de recolher.

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Dia 2:

  • No segundo dia tinha todas as boas intenções de ir à Livraria Lello logo de manhã, mas assim que lá cheguei já estava uma fila que descia a rua toda e dava a volta à esquina!!!  Mas o pessoal está maluco? Eu até percebo que a livraria seja bonita e que os fãns do Harry Potter gostem de visitar um dos lugares que inspiraram a autora dos livros, mas vá lá ter paciência! Um bocadinho de fila, tipo esperar 5 ou vá, 10 minutos, ainda ía, mas aquela fila tinha pelo menos 1 hora de espera, se não mais. Escusado será dizer que não a visitei. 
  • Tentei ir à parte do brunch no Brick Clérigos, mas descobri que afinal só abre pelas 13h e como tal não iria dar para brunch. Assim sendo decidi ir andar para o lado da Rua da Conceição porque queria ir à loja Mercado 48, e passei pelo Diplomata que me pareceu ter bom aspecto, mas tinha uma fila que saía para a rua por isso não pareceu valer a pena. Acabei por ir tomar o pequeno almoço ao Café Progresso, mas achei um bocadinho decepcionante porque tinham um menú muito normal e reduzido à escolha entre pastelaria ou pequenos almoços com ovos tipo omelete ou semelhante. 
  • Depois do pequeno-almoço andei um pouco à nora pelas ruas a tentar encontrar lojas interessantes onde conseguisse encontrar um presente de anos para a minha mãe, mas nem me lembrei de ir à Rua de Santa Catarina. Então acabei por não visitar nem essa zona nem o Mercado do Bolhão, de que tive pena, mas só me lembrei mais tarde. 
  • Voltando para a zona da Ribeira, apanhámos o eléctrico no. 1 até à Foz e o passeio da tarde foi por ali. Achei muito giro passear por lá, ainda mais porque o mar estava bravo o que fazia uma vista impressionante ao bater por trás do farol. Não cheguei a descobrir mais coisas de interesse por ali aparte do passeio marítimo, mas aproveitei uma das esplanadas à beira-mar que era muito gira.
  • Nessa noite o jantar foi no Museu d'Ávó de que também gostámos em termos de decoração e comida, seguido das Galerias de Paris.

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Foi muito agradável mas soube a pouco. Para a próxima o Museu de Serralves está na lista. 

11 dias no Oeste da Austrália

E já estou de volta em Londres. Para quem seguiu as Instagram Stories do Tuga em Londres terá ficado um pouco com a noção da viagem que passei no Oeste da Austrália para ir ao casamento de amigos, mas aqui fica um resumo:

 

Dias 1 - 5: Cottesloe/Perth

Depois de 24 horas de viagem desde o momento em que saí de casa em Londres, cheguei ao airbnb onde ia ficar os meus primeiros dias da viagem - localizado em Cottesloe, a zona de praia junto a Perth. 

Os noivos e alguns dos convidados que também viajaram para o casamento íam ficar também por lá alguns dias, visto que as respectivas despedidas de solteiro iam realizar-se na zona.

Sendo verão na Austrália, e como estávamos juntos à principal cidade do Oeste da Austrália, pensei que esta zona ía estar ao rubro, mas não. De facto, haviam poucas pessoas pelos bares e pela praia, e eventualmente descobri que se deve ao facto de que simplesmente não há muitas pessoas a viver no Oeste da Austrália - 2.6 milhões distribuídas entre os aproximadamente 2.500.000 km2 de área para ser precisa. Sendo que Portugal conta com 10 milhões de pessoas em 92.000 km2, dá para verem bem a diferença. 

Mas gostei muito dos dias que passei por lá. A praia era bonita com uma cor de mar muito azul marino, lindíssima, que só fazia apetecer estar o tempo todo dentro de água. Enquanto estive por lá, aproveitei para visitar um pouco de Perth, a Despedida de Solteira foi na bonita vila de Fremantle, e noutro dia visitei também a Rottnest Island, uma ilha pequena muito bonita que mantém a sua beleza selvagem, e que é cheia de uns animais muito giros e amigáveis, que parecem uma mistura entre um hamster grande e um canguru pequeno - os Quokka. Obrigada à autora do blog http://entrelivroseagulhas.blogspot.co.uk/ por me ter recomendado a visita à ilha. 

 

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 Praia de Cottesloe

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#Quokkaselfie

 

Dias 5 - 10: Dunsborough

Esta foi a zona onde quase todas as pessoas que vieram ao casamento, ficaram pelo menos 2 ou 3 dias, visto que o casamento decorreu numa das vinhas de Margaret River a sul de Dunsborough. Os noivos tinham-nos recomendado a estadia naquela zona para ficarmos junto à praia e perto da vinha. 

Durante esses dias fizemos um dia de passeio pelas vinhas de Margaret River que são imensas. Foi interessante ir na estrada e ver passar entradas para diferentes vinhas uma atrás da outra. Escusado será dizer que provámos muito vinho, e também houve várias oportunidades para provar cervejas locais visto que a zona também tinha várias micro-cervejarias, e chocolate, que fábricas de chocolate também não faltavam. 

Todas as vinhas onde fomos serviam também comida ou tinham um espaço ao ar-livre para apreciar os vinhos locais enquanto se apreciava a vista para as vinhas abundantes. 

Noutros dias aproveitámos para fazer reconhecimentos da área, visitar praias diferentes, inclusive Meelup Beach e Yalingup Beach que era ambas muito bonitas, e experimentei fazer paddleboarding pela primeira vez. Lá tive a dificuldade ao início de me balançar, mas rapidamente lhe apanhei o jeito. 

O casamento em si, foi muito bonito e agradável. Decorreu totalmente ao ar-livre. A cerimónia decorreu no relvado com as vinhas e o mar por trás. E a festa decorreu também nos relvados da vinha. 

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 Eagle Bay Brewery

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Mesa posta para celebrar o casamento 

 

Dias 10 - 11

De volta em Perth, chegámos mesmo a tempo de aproveitar um pouco do final do Fringe Festival que tinha estado a decorrer em Perth durante quase um mês. Muito giro, por sinal. Haviam diferentes zonas de festival espalhadas pela cidade inteira, e estavam muito bem feitas porque cada zona continha vários espaços de teatro, circo, comédia, comes e bebes, etc, e a decoração era muito bonita e original. Fiquei só com pena de não ter chegado a tempo de ver nenhum show. No dia seguinte, que foi também o dia do retorno a Londres, o passeio foi pelas várias zonas de Perth, e aproveitei para ver o museu de arte contemporânea e o museu da cidade. 

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 A cidade de Perth, vista de Elizabeth Quay

 

De forma geral, gostei muito da viagem, mas fiquei com curiosidade ara visitar as zonas mais populadas da Austrália no Oeste, principalmente gostava de ir a Melbourne, Sydney e o Great Barrier Reef. 

 

Aquela foi a zona escolhida para o casamento porque a noiva cresceu na zona numa quinta. E de facto, quem não vive em Perth, mas vive no Oeste, na sua maioria trabalha nas quintas ou vinhas a sul, visto que essa zona do país é muito boa para a agricultura por não ser tão quente como a zona no Noroeste Australiano. 

 

Actividades em Perth

Daqui a 3 semanas vou pela primeira vez à Austrália. A razão da viagem é um casamento de amigos, mas obviamente aproveito para fazer da viagem umas férias. Desde que soube que iria à Austrália no ano passado, que comecei logo a pensar que iria sem dúvida aproveitar para visitar também Melbourne e Sidney, mas quando chegou o momento de comprar os bilhetes, o meu namorado convenceu-me de que não íamos ter tempo para ir ao lado Este da Austrália. Fiquei perplexa. Como, não vamos ao Este? Vamos viajar um dia inteiro para chegar ao outro lado do mundo, e uma vez que lá estamos, não vamos visitar as duas cidades que eu tanto queria visitar e onde tenho amigos com quem queria ver??

 

O problema é que vamos apenas duas semanas. Chegamos a uma quinta, e no sábado temos as festas de solteiro e solteira respectivamente, que vão ser em Perth. Depois durante essa semana seguinte viajamos umas horas para Sul onde vai ser a zona do casamento, e os noivos têm entretenimento para os convidados que vão viajar até lá, incluindo visitas às vinhas locais e outras actividades. Logo, teremos que ficar pela zona nessa semana. O casamento vai ser nessa sexta-feira, umas horas a sul de Perth, no sábado ainda vão haver festividades - o chamado "wedding breakfast" que geralmente decorre no dia seguinte ao casamento para todos os convidados que ainda estejam na zona (acho que nunca fui a algo semelhante nos casamentos a que fui em Portugal, mas aconteceu em quase todos os casamentos onde fui em Inglaterra). Teríamos que voltar na segunda-feira, por isso simplesmente não ía dar para viajarmos até Sidney ou Melbourne por um dia, sendo que demora 6 horas de viagem entre os dois extremos da Austrália. 

 

Fiquei triste com isso, mas decidi então dedicar-me a tentar encontrar uma actividade qualquer interessante para ver ou fazer ali na zona durante o último dia da viagem. O problema que também identifiquei é que tudo é super longe de qualquer lado. Pensei em fazer Sandboarding que é uma das actividades mais próximas de Perth a 1:30h, mas será que andar a cair e rebolar na areia vale a pena a viagem? Também posso ir ver a ilha dos Penguins, mas para isso preciso do dia inteiro, e não vou ter o dia inteiro por ter que viajar de retorno da zona do sul nesse dia. Quer dizer, posso também só passar o dia a visitar o centro de Perth que acho que não vou ter muito tempo para o fazer nos primeiros dias, mas ao que parece Perth também não tem um centro muito grande. 

 

Em resumo, será que alguns dos leitores já tenham ido visitar a zona de Perth e tenham ideias de algo interessante para fazer na zona, de preferência a menos de 1 hora de distância de Perth. Ou um desporto, ou um local com uma paisagem espectacular, ou outras ideias? Estou mais que aberta a sugestões. 

 

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Fonte da imagem: lancelin.com.au

Uma viagem pela Califórnia

Tenho estado ausente do blog nas últimas duas semanas porque estive a fazer uma 'roadtrip' pelo Sul da Califórnia. Quem segue o Instagrama do blog terá reparado nisso que fui colocando algumas fotos ao longo da viagem.

 

Dia 1

Los Angeles, Venice Beach

Esta é talvez a zona mais relaxada de Los Angeles. É a zona onde vivem os surfistas e, parece que toda a gente que lá vive faz Yoga ou outro desporto qualquer que, nos cafés de manhã, só se viam pessoas vestidas como quem tivesse acabado de sair do ginásio. É aqui também a nova zona de tecnologia da Califórnia que chamam de 'Silicone Beach' com a chegada da Google, Snapchat e outras tantas empresas de tecnologia que se vieram basear na zona nos últimos anos.

Venice Beach tem uma rua cheia de lojinhas giras, cafés, restaurantes, etc. chamada Abbot Kinney Blvd. Aparte dessa rua, o resto da zona é mais espaçada, tal como a maioria das localidades nos EUA, mas existe inúmera animação junto à zona da praia incluindo um parque de skate, a reconhecida 'Muscle Beach' que basicamente é um ginásio ao ar-livre onde o pessoal que lá está gosta de exibir os seus músculos aos turistas (é isso que parece, pelo menos), muitas lojinhas e uma rota de bicicleta. 

 

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Dia 2

Santa Barbara

Conduzindo para norte ao longo da Pacific Coast Highway, que é a rota mais bonita para se conduzir ao longo da Califórnia (em algumas partes, fez-me lembrar muito a estrada de Lisboa a Cascais), chegámos a Santa Barbara. Esta é uma vila muito perfeitinha, muito limpa, onde os edifícios são bonitos, a zona do centro é também mais concentrada e portanto é mais fácil de passear por esta vila à beira-mar. 

 

Dia 3 - Dia 5

La Jolla, San Diego

O dia em que viajámos de Santa Barbara a La Jolla, passámos a maior parte do tempo no carro. Demorámos 5 horas no caminho, sendo que a maioria do tempo foi passado na auto-estrada dentro de Los Angeles. As auto-estradas ali são gigantescas com 8 vias de cada lado em algumas partes da auto-estrada, e no mínimo tinham 4 vias de cada lado, quando nos encontrávamos na zona de LA. Algumas das intersecções eram de loucos onde via estradas a passar por cima à frente, atrás, pelos lados, mais abaixo,.. Sem dúvida que eram um pouco assustadoras em certos momentos e até fiquei surpreendida por não ter passado por qualquer acidente naquelas estradas.

La Jolla em si não era o que esperava. Devia ter feito uma melhor pesquisa, em vez de simplesmente marcar acomodação num local que me tinha sido recomendado. Para já, no centro de La Jolla havia apenas pequenas praias e a praia principal mais próxima ficava a 30 minutos a pé do centro. A vila em si é bonita mas o ambiente e o tipo de lojas e restaurantes da zona atraiam principalmente pessoas de uma faixa etária mais velha, e era uma vila relativamente calma. Para terem uma ideia, a maioria dos restaurantes fechava às 21:30h (sim, para jantar). 

De qualquer forma, aproveitei esses dias para relaxar o que soube muito bem. Se voltasse novamente, preferia ficar na zona de Mission Beach pelo que me apercebi ser uma zona mais interessante onde é possível ficar com uma melhor ideia da vida de San Diego.

 

Dias 6 e 7

Laguna Beach

Esta praia é conhecida pelo bom surf, por isso aproveitei o facto para ter a minha primeira aula de surf. A zona de Laguna Beach é mais animada que La Jolla, e os restaurantes ficam abertos até um pouco mais tarde. É conhecida pelas inúmeras galerias de arte espalhadas pelas ruas e vê-se maior variedade de pessoas de todas as idades nas ruas em comparação com La Jolla. Mas se voltasse novamente queria experimentar ficar numa das localizações mais pequenas antes de chegar a Laguna, tais como Encinitas ou Oceanside ou para o Norte de Laguna, tal como Newport Beach. 

 

Dias 8 e 9

Los Angeles

Desta vez ficámos mesmo na cidade, na zona entre Los Feliz e Siver Lake, que me tinham indicado que são as zonas mais semelhantes ao Este de Londres, zonas que sofreram uma mudança nos últimos anos e que, ao atraírem a comunidade artista para a zona, trouxeram uma nova vida e rejuvenesceram as áreas. Sem dúvida que encontrei vários locais de interesse nestas zonas, mas como é costume, tudo fica distante, e é preciso saber onde se quer ir porque se não, só se anda de um lado para o outro em grandes distâncias onde não há nada para ver. Essa zona ficava também perto de Griffith Park de onde era possível ver a cidade de Los Angeles e o sinal de Hollywood. 

Acabámos por ter que andar de carro quase o tempo todo visto que as distâncias são tão grandes. Passámos também de carro pelas zonas mais populares como Beverly Hills e Rodeo Drive, mas basicamente Rodeo Drive tem imensas lojas de designers onde eu não iria comprar nada por isso valeu mais a pena só passar de carro para ver o ambiente. 

Saímos do carro no Arts District, onde existe uma grande zona de armazéns utilizados como estúdios e galerias, e onde se encontram painéis com grafittis muito bons. Gostei de passar por lá, mas como era feriado estava quase tudo fechado o que foi pena. Gostava de lá voltar a um dia de semana normal. 

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Algumas coisas que descobri durante esta viagem:

  • Os Californianos conduzem relativamente bem, que é preciso conduzir bem nesta quantidade de auto-estradas que eles têm
  • Existe imenso controlo nas praias Californianas e não é permitido levar bebidas alcoólicas, fumar, fazer lugue, ou levar cães para a praia, entre outras restrições que algumas praias têm. 
  • Como não é permitido levar alcoól para a praia, também não existem bares de praia e igualmente snack-bars são poucos ou inexistentes, por isso é preciso ir para a praia preparado com comida ou estar preparado para sair da praia à hora de almoço para procurar qualquer sítio não muito distante. 
  • Os Californianos adoram chamar 'buddy' a toda a gente que acabaram de conhecer. Pode ser impressão minha, mas nunca reparei no uso dessa expressão tão frequentemente noutras zonas dos EUA onde tenha estado. 
  • Yoga, meditação, sumos frescos, comida orgânica, desporto, vida saudável, são essenciais para o Californiano.
  • As pessoas são extremamente simpáticas e conversadoras.
  • Não se devem assustar com o céu nublado da manhã, porque é normal e geralmente está sol por cerca das 11h da manhã
  • Vale a pena visitar a California

 

 

O que fazer em Londres em Agosto 2017

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Tem sido a conversa de todos os jornais de que a espectativa é para que este mês de Agosto vai ser chuvoso. Enquanto que qualquer um fica desapontado com esse tipo de notícias, há que pensar em todas as possibilidades de actividades que este mês tem para oferecer, que nem todas necessitam de dias solarengos. Aqui fica uma seleção

 

London Craft Beer Festival O que é? Pelo 5º ano seguido, este festival conta com a oportunidade de provarem cerveja de 45 cervejarias artesanais. O bilhete para o festival permite beberem quanto quizerem. Quando? 4 a 6 de Agosto. Quanto? £42. Onde? Hoxton Square, Shoreditch

 

Festiwell O que é? Workshops de yoga e meditação que conta tamb+em com música e palestras sobre meditação, bem-estar e nutriçãoa também com palestras Quando? 6 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Granary Square

 

Cinema no Tamisa O que é? A TimeOut organizou uma série de noites de cinema no Tamisa ao longo deste verão, mas agora tem uma nova noite separada onde podem ver o filme Moonlight. Esta sessão de cinema é passada num barco ao longo do Tamisa. Quando? 12 de Agosto. Quanto? £38 Onde? Regent's Park

 

ZiferJam O que é? O café Ziberflast em Shoreditch está a organiizar uma noite de música improvisada aberta a todos. Quando?  3 de Agosto . Quanto? £5 e conta com snacks. Onde? Shoreditch

 

The Beast - Castelo Insuflável para Adultos O que é? O maior percurso de insufláveis do mundo vai estar em Londres este Agosto. Quando vi as imagens publicitárias fez-me lembrar dos 'Jogos sem Fronteiras' que costumavam dar na televisão, para quem já cá anda à anos suficientes para se lembrar disso. E para quem não se lembra, precisam apenas de saber que eram uns jogos divertidos em que o pessoal andava em cima de insufláveis e outras coisas mais para ver quem conseguia chegar ao final primeiro. Quando? De 25 a 28 de Agosto. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Alexandra Palace

 

Shuffle Festival O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com sessões de filme, palestras, passeios guiados, arte, música, comida. Quando? 26 e 27 de Agosto. Quanto? £23. Onde? Tower Hamlets Cemetery, Mile End

 

Notting Hill Carnival O que é? O famoso carnaval de Notting Hill decorre no fim-de-semana prolongado no final de Agosto. Esperem paradas tipo de carnaval Brasileiro, muita música espalhada pelo festival inteiro,comida das caraíbas, animação de ruas e uma grande multidão nas ruas.. Quando? 27 e 28 de Agosto. Quanto? Gratuito Onde? Notting Hill

Os primeiros feriados do ano

Estes últimos fins-de-semana têm sido bem ocupados por isso fico mais que contente por ter reservado o dia do feríado de hoje apenas para mim. Ao fim de contas, é tudo muito bom ter planos, e fazer coisas interessantes com os nossos fins-de.semana, mas eu já não paro no trabalho (na semana passado o mais cedo que consegui acabar o trabalho foi às 21h), por isso ter sempre planos atrás de planos, por melhor que soem, simplesmente não me deixam descansar. 

 

Com o feríado prolongado da Páscoa que decorreu à duas semanas atrás fui visitar Copenhaga. Esteve frio e chuva durante uma parte do fim-de-semana, mas deu para conhecer as partes principais da cidade durante os 3.5 dias em que lá estive. Depois no fim-de-semana passado fui a Madrid para a festa de despedida de solteira de uma amiga. Ficámos lá também 3.5 dias. Muito divertido, mas ao chegar a casa por volta das 22h da noite de domingo e ter uma semana com tanto a fazer no trabalho, como tive, não ajudou. 

 

Agora com este fim-de-semana prolongado queria mesmo ficar por Londres. Tinha algumas coisas combinadas, mas certifiquei-me que ao menos hoje, no último dia deste fim-de-semana prolongado, eu não marcava nada com mais ninguém para além de comigo própria. Mas estou satisfeita como este fim-de-semana tem decorrido - relaxado e com alguma diversão pelo meio - a fórmula necessária para voltar ao trabalho amanhã com mais energia. 

 

No sábado tinha planeado ir visitar a nova casa que um casal amigo comprou recentemente no campo. A casa é muito bonita, com imenso potencial (vão ter que renovar a casa por dentro), e tem um espaço exterior enorme com um grande jardim, horta, e zona florestal. É mesmo muito grande, mas enquanto estava sentada naquela sala a falar com eles sobre como as suas vidas tinham mudado, não me conseguia imaginar morar em local semelhante. Não há um café ou restaurante perto da casa e têm que conduzir para chegar à aldeia e pub mais próximos. Para chegar à casa deles vindos da estação, tivemos que passar por uma zona de mato semi-serrado. Perguntei como fazem para vir para casa à noite. Disseram que têm sempre uma lanterna na mala.

Eles viviam no centro de Londres em Islington e, de repente estão no meio do campo, semi-isolados, com o seu jardim e cuidar da filha como as principais actividades que os mantêm ocupados. Lá está, são opções de vida que muitos casais Londrinos tendem a tomar quando começam a ter família. Por mais agradável que possa ser estar a viver no meio de árvores, sentir o ar puro, e ter imenso espaço, mesmo assim, não me sinto interessada em qualquer dia viver no campo. Nunca se sabe se um dia não mudo de ideias, mas para já, imagino que me sentiria totalmente aborrecida na situação em que eles estão. Prefiro ter amigos que vivam no campo e ir visitá-los de vez em quando ou fazer as escapadas de fim-de-semana ocasionais quando sinto necessidade de estar no ambiente calmo e bonito do campo. 

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Sábado no Campo

 

No Domingo uma amiga foi correr a meia-maratona de Hackney por isso andei de bicicleta ao longo do percurso para conseguir dar-lhe apoio durante várias partes do percurso. Quando estava quase a chegar a Hackney Marshes onde terminava a corrida, passei por uma parte do Rio Lee onde ainda nunca tinha estado e fiquei positivamente surpreendida por descobrir uma zona cheia de cafés, restaurantes e bares em frente ao canal que tinham óptimo aspecto e, acabámos por ir almoçar lá com ela depois da maratona. Essa zona faz parte do Queen Elizabeth Park e a morada é Here East, East Bay Lane, Canalside. 

Mais tarde no domingo, o festival de Londres Field Day deu uma festa no Dinerama, o mercado de Street Food em Great Eastern Street/Shoreditch, então passei a noite de sábado por lá com os amigos. 

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Achei hilariante este cartaz de apoio a um dos corredores "We love you Paul. Do it for Prosecco!"

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East Here, Canalside

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Field Day Party @Dinerama

 

Hoje, bem hoje aqui estou - segunda-feir de feriado relaxada 

Uma semana na Creta

Escrevi este post ontem quando estava fechada num aeroporto: 

 

"Esta semana passei-a de férias na Ilha de Creta e neste momento encontro-me fechada numa porta de embarque de onde não posso sair, à espera de um voo da Ryanair que está 2 horas atrasado e sem qualquer expectativa de quando vai sair. “Já não chovia assim desde Fevereiro” - disse o taxista que me trouxe para o aeroporto. Pelos vistos a falta de chuva faz com que os pilotos não façam ideia de como pilotar nestas condições e o resultado é evidente.

 

Para piorar a situação um bocadinho, a lojinha da porta de embarque onde me encontro não tem sequer um jornal ou revista à venda; já acabei os meus livros durante as férias; a Wi-Fi é inexistente e a minha 3G demora imenso a puxar qualquer informação. Ao menos tenho comigo o iPad com 75% de bateria o que, ao menos, me permite ir escrevendo este post offline.

 

Felizmente durante a semana a temperatura esteve agradável o que deu para aproveitar e ficar a conhecer a ilha. Fiquei num local chamado Georgiopoulis, localizado no norte da ilha, entre as cidades de Chania e Heraklion (a capital). Georgiopoulis é uma aldeia bonita com uma longa praia, e vários restaurantes agradáveis, mas a sua localização é principalmente interessante por estar próxima de vários locais de interesse. Optámos por não alugar carro, mas isso não foi problema para passear. Autocarros locais fazem a ligação entre Georgiopoulis e as cidades de Chania e Heraklion, assim como diferentes pontos de interesse entre as duas. A nossa primeira visita foi a vila de Rethymno com as suas pequenas ruas calcetadas, o seu porto Veneciano, o forte no alto e, os seus muitos bares e restaurantes agradáveis. Durante os outros dias tivemos a oportunidade de visitar Chania, que também é uma cidade muito bonita, demos passeios de bicicleta, visitámos o lindíssimo Lago Kourmas, fizemos uma prova de vinhos na vinha que produz o Nostos Wines, que por sinal, só utiliza rolhas de cortiça importadas de Portugal, e descansámos também um pouco. Muito bonita a ilha e recomendo a visita. A experiência talvez seja um pouco diferente se vierem no pico do verão quando está muito calor que, imagino, reduza o interesse em andar de um lado para o outro quando o sol torra, mas para quem tiver a possibilidade de passear um pouco na ilha, sem dúvida que vale a pena."

 

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Porto de Rethymno

 

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Lago de Kournas

 

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Mounasakis Winery - Nostos Wines

 

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Georgiopoulis 

 

O meu vôo acabou por ficar 6 horas atrasado! E ainda tivemos que ir parar em Frankfurt para mudarem o staff. Enfim,.. uma chatisse. Tinha imensos planos de chegar a casa no início da tarde para tratar de várias coisas e afinal, cheguei apenas a tempo de ir dormir. 

 

E o Cambodja é assim

Estou de volta a Londres e estou contente por estar de volta. Sem dúvida gostei da minha primeira experiência na Ásia, mas também depois de vários dias num ambiente tão diferente a que estou habituada, sabe bem voltar a casa e ao dia-a-dia. 

 

Aprendi imenso sobre a cultura, os hábitos e o país em sim. Sendo um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, algumas das suas características chocam um pouco. No entanto, para um país que teve que recomeçar do zero apenas à cerca de 40 anos atrás quando o Governo ditaturial do Khmer Rouge destruio o país e assassinou todas as pessoas que tinham algum nível de educação, seria difícil estar noutro tipo de situação. 

 

Algumas das coisas que me chocaram incluío ver as crianças a trabalharem em todo o lado; muitas pessoas a pedir esmola; muito lixo nas ruas, principalmente na capital Pnhom Penh; muita prostituição de adolescentes; a falta de controlo no trânsito onde era 'todos ao molho e fé em Deus' nos cruzamentos. A realidade com que os nacionais do Cambodja vivem fez-me apreciar e agradecer muito o facto de ter crescido num país desevolvido, onde, as crianças têm a oportunidade de ser educadas e poderem ter escolhas para o seu futuro. No Cambodja, a maioria das pessoas simplesmente não têm escolha. As suas decisões são motivadas pela sobrevivência e as condições locais da zona onde nasceram tendem a ditar aquilo que vão fazer para o resto da vida. 

 

Fiquei a conhecer essa parte da realidade do Cambodja, mas também fiquei a conhecer zonas muito interessantes com um tipo de beleza que nunca antes tinha visto. A zona de Siem Riep onde são localizados os principais templos do país é mais turística e agradável em termos de ambiente de rua do que a capital, e a visita aos templos, principalmente tendo a possibilidade de vê-los ao nascer do sol, é espectacular. Se bem que a minha visita favorita foi mesmo à ilha de Koh Rong, que era paradisíaca. Adorei!

 

Ficam algumas fotos da viagem:

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 Zona ribeirinha Phnom Penh

 

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Passeio de barco Phnom Penh

 

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Venda de insectos - aranhas, larvas, e outras coisas mais

 

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Ankor Wat

 

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Ilha Koh Rong

 

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Praia Koh Rong

De volta a Londres e a 100 à hora

Uff, finalmente tenho oportunidade de fazer um update no TugaemLondres. Bem sei que tenho vários e-mails por responder e, irei chegar a todos nos próximos dias. As férias Italianas acabaram no domingo à noite e, a partir do momento que cheguei, ainda não tive tempo para parar. Só tinha dormido umas 3 horas no sábado, e no domingo também tive pouco mais de 5 horas para dormir porque tinha que me levantar cedo para a primeiro entrevista que ía ter nesse dia, para a qual ainda não me tinha preparado. No total, tinha umas 10 entrevistas marcadas para esta semana. Como tal tem sido um corropiu entre entrevistas, levando o portátil comigo para poder fazer uma revisão nos cafés para a entrevista seguinte no tempo que ía tendo entre cada uma.

 

Já chegámos a quinta-feira e mal vi a semana a passar. Acho que provavelmente pela falta de sono e cansaço geral o meu corpo começou a fraquejar e hoje tive que passar o dia em casa, com tosse, dor-de-cabeça, corpo dorido e actualmente encontro-me sentada no sofá rodeada por um mar de lenços de papel usados. Felizmente já tinha desmarcado as 3 entrevistas que ía supostamente ter hoje, já que não seria mesmo capaz de sair de casa. Em vez disso, passei o dia a trabalhar para uma apresentação para outra entrevista que tenho amanhã. A empresa parece ser interessante, cheia de 'geeks' já que é uma consultoria de informática, mas gosto muito do conceito que tem e estou curiosa para lá ir conhecer as pessoas e os escritórios. Esta vai ser a segunda entrevista com eles visto que a primeira foi feita por telefone. Esta posição será para a única pessoa de marketing na empresa, mas tem potencial para crescer em termos de equipa. Acho que seria uma oportunidade um pouco  diferente daquilo que tenho feito até aqui, mas também será mais desafiante que outros empregos que tenho em consideração. E uma coisa interessante é que estes tratam os empregados MUITO bem. Para terem uma ideia, para a festa de verão deles, eles vão alugar uma ilha privada onde todos vão festejar com parceiros, crianças, etc. Yep, uma ilha privada!! 

 

Com isto posso dizer que a procura de emprego está a correr positivamente. Quando estiver tudo finalizado irei escrever um post sobre como procedi à pesquisa durante este período e os altos e baixos por que tenho passado, para que possívelmente vos possa  ajudar também numa próxima que estiverem a procurar por novo emprego. 

 

Entretanto, as minhas férias em Itália já parecem um sonho distante. Foram mesmo relaxantes e animadas. Adorei! Ficam fotos que tirei na segunda parte das férias quando estava em Como:

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Vista do apartamento

 

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 Swing dancing on the square @SwingCrash