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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Viagem por Marrocos

Ainda não tinha deixado aqui a experiência da nossa viagem a Marrocos, após o susto do dentista, por isso aqui ficam as minhas impressões:

  • Foi extremamente interessante de, apenas a 3.5h de Londres me encontrar de repente num mundo tão diferente ao da Europa Ocidental. Desde a cultura, a arquitectura, a língua, os hábitos, a comida, a forma de lidar com turistas, as paisagens, tudo é tão diferente. E da minha experiência essa diferença tem partes tanto positivas como negativas.

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  • Ficámos muito contentes por não ter pernoitado dentro da Medina de Marrakech como tínhamos inicialmente pensado porque simplesmente aquela Medina era uma confusão grande demais  e acho que não ia apreciar estar ali no meio da Medina a noite toda. 

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  • Conduzem todos como loucos naquela cidade. Não há respeito pelos sinais vermelhos, andam de motorizada por todo o lado, passando à frente dos carros e das pessoas sem qualquer cuidado, e os tubos de escape deixam sair todo o fumo da combustão do petróleo, pelo que o cheiro na ar em Marrakech é de constante poluição.

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  • Parece existir este acordo entre os homens de Marrakech que devem direccionar os turistas para ir ver a zona onde a pele é tratada para ser depois transformada em malas, e outros artigos de pele. Isto porque vários nos fizeram parar no meio da Medina a dizer que tínhamos que lá ir ver o festival da pele que era tão bonito, e de tanto comentário que lá fomos, seguindo um deles. Resultado, acabámos por ter que pagar uma grande de uma gorjeta que não era negociável, num momento em que estávamos rodeados de locais, e sem muito oportunidade para sair dali calmamente sem lhes dar o dinheiro que pediam. Não foram agressivos, mas também não fos fizeram sentir confortáveis. Claro que pensávamos dar uma gorjeta, mas a gorjeta deveria ser o preço que nós decidimos, não o preço que eles decidem.

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  • Basicamente os locais de interesse turístico tais como a Medina, os palácios e os jardins Majorel eram bonitos e interessantes, mas chateou-me o facto de estar constantemente a ser chamada a parar para comprar qualquer coisa que alguém quer vender. Isso adicionado à confusão de pessoas e scooters e a poluição no ar, transforma o passeio um pouco exaustante. 

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  • As Montanhas Atlas valem a pena visitar - desde as paisagens à possibilidade de visitar algumas das aldeias berberes e ficar a conhecer um pouco mais sobre a cultura local. 

De forma geral gostei mas não fiquei com vontade de voltar em breve para ir conhecer as outras cidades. 

Costa del Margate

Foi assim que eu e os meus amigos decidimos chamar a Margate. Tal como houve a grande fase de turismo Britânico para passar férias à Costa del Sol, agora está a começar a fase de turismo em massa para Margate, portanto, que nome mais apropriado que 'Costa del Margate'? 

 

OK, o turismo em Margate ainda não chegou bem aos níveis do turismo de Espanha, mas vai a caminho (ou pelo menos assim o espera a minha amiga que comprou lá um apartamento como investimento). Com muito ou pouco turismo, o facto é que a tal amiga, bloqueou o fim-de-semana passado no Air-bnb para podermos ir lá usufruir do apartamento dela e aproveitar um pouco do que Margate tem para oferecer. E tem muito mais do que aquilo que pensei. 

 

Margate fica localizado no Nordeste de Kent junto à costa do Mar do Norte. Pela arquitectura dos edifícios nota-se que em tempos, Margate foi um destino relevante para os cidadãos Britânicos, ainda com o seu antigo Lido e teatro agora totalmente em ruínas ou a caminho. Desde há muito que Margate deixou de ser um destino para as férias dos Ingleses e, como tal, foi ficando mais desprezado. As famílias mais ricas e mais idosas vivem nas cidades vizinhas de Ramsgate e Broadstairs, mas em Margate é ainda onde vive a população mais pobre e menos educada, e isso nota-se mesmo ao andar nas ruas. No entanto, é interessante ver que no meio de uma rua meio desprezada, aparece uma loja de decoração ou restaurante muito giros. É um sinal de mudança. E sem dúvida que Margate já tem muitos sinais desses e, junto à praia, também existem muitos bares com bom ambiente, novos ou construídos num edifício aproveitado que à muito estava abandonado. Isso, juntamente com a Dreamland, um parque temático que tem um palco com espaço para concertos, estão a trazer novo sangue para Margate. Muitas das pessoas que se estão a mudar para lá são efectivamente Londrinos que, ou com o interesse de construir família e ter uma casa maior, ou com o interesse de criar um negócio que não poderiam pagar em Londres, decidiram mudar-se para Margate.  E afinal, apesar de ainda ser um bocado mal frequentada, esta cidade tem muitos dos ingredientes para se tornar popular novamente dentro dos próximos anos. 

 

Passámos o sábado a passear de um lado para o outro da cidade, a apreciar os bares e restaurantes locais que foram óptimos, e a fazer uma visita à Turner Gallery, que é um obra de design moderno fantástico. E ao chegar à noite, enquanto discutíamos no restaurante para que bar deveríamos ir, a empregada de mesa informo-nos de uma festa de praia que havia nas proximidades e, lá eventualmente fomos parar. 

 

Foi muito, muito giro. Adorei a experiência de passar o fim-de-semana em Margate. Pode não vir exactamente a ser a Costa del Margate, mas acho que tem muito potencial para ser novamente um destino favorito dos Britânicos para uma escapadela de fim-de-semana e para viver. 

 

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A semana do casamento

E está feito. Após tantos meses de organização e planeamento, o dia do casamento passou bem rápido e é agora uma boa lembrança na minha memória. 

 

Felizmente correu tudo bem sem grande stress, os convidados adoraram, os meus pais ficaram satisfeitos e aliviados, que bem deu para perceber que eles estavam mais nervosos do que eu. No dia seguinte ao casamento ainda fizemos um BBQ para os convidados que foi muito divertido, e no dia seguinte, fomos direitinhos para o Baixo Alentejo onde ficámos a descansar o resto dos dias que nos soube tão bem. Voltámos a Londres na sexta-feira à noite e ontem, Domingo, fomos ao casamento de outros amigos aqui em Inglaterra que também foi muito divertido. Hoje voltámos para casa, e devo dizer que mal entrei na porta de casa só me apeteceu chorar. Acho que foi aquele 'crash' de ter uma felicidade imensa durante vários dias, em que tínhamos constantemente algo novo com que nos entusiasmar e, ao chegar a casa hoje, ao pensar que já tudo tinha acabado e que a partir de amanhã voltava ao dia-a-dia normal, de repente senti uma tristeza tão grande que não me consegui controlar e tive que deixar as lágrimas rolar. 

 

Agora, mais composta, e pensando bem sobre tudo o que se passou, apercebo-me de que claro que é perfeitamente normal sentir uma quebra de emoções depois de ter tido uns dias tão bons. Imagino que não seja a primeira vez que esta 'montanha-russa' de emoções aconteça a uma noiva após o casamento, e possivelmente não será a última. Também não será só após um casamento que este tipo de emoções opostas se apresentem. - Isso quer dizer que as coisas que estão para vir são menos boas? - Não. Simplesmente são diferentes. Eu sei que é preciso olhar em frente, pensar no futuro e ficar com as boas memórias do passado, mas também sei que é OK, aceitar a tristeza quando ela vem, e deixar as emoções saírem até nos sentirmos mais calmos novamente. 

 

E sinceramente, faz-me bem escrever sobre isto mesmo. Passar o que estou a pensar para a escrita ajuda a deitar tudo para fora e sinto-me até mais contente por pensar nas memórias do casamento sem ficar triste. 

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Quanto ao casamento em si, foi muito giro. O local de escolha foi a Quinta do Pé da Serra, na zona de Colares em Sintra. A quinta é muito bonita, situada num sopé da Serra onde tinha uma boa vista para a Serra e para o mar (ou teria se não tivesse chegado uma grande neblina à hora do cocktail). Como já nos tínhamos casado oficialmente em Londres, a nossa cerimónia foi simbólica e fomos nós próprios, com ajuda do nosso Mestre de Cerimónias (um amigo nosso) e da Internet, que preparámos o texto para a cerimónia, escolhemos os votos que queríamos dizer, etc. A cerimónia foi super pessoal e bonita e decorreu nos jardins da quinta, para permitir facilmente que todos os eventos do dia decorressem no mesmo local. Como já tinha mencionado antes, nem sempre a comunicação com a quinta foi fácil, mas no dia e nos dias anteriores foram extremamente prestativos, simpáticos, atenciosos e já perdi a conta de quantas vezes os convidados nos disseram o quanto adoraram o serviço prestado pelo staff de catering. 

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Decidimos contratar uma banda de jazz para proporcionarem a música do casamento e, devo dizer, que eles foram espectaculares! Adorámos a banda e os convidados também os adoraram. Escolhemos Canon in D Major de Pachelbel tocada pelo piano para a entrada da cerimónia, depois o trio de jazz tocou durante o cocktail, e toda a banda com uma cantora na voz tocaram durante a festa uma mistura de canções conhecidas mas com aqueles tons de jazz. Chamam-se L.Bond, portanto fica a dica para os interessados. 

 

Na nossa opinião existem três elementos essenciais para uma boa festa de casamento - a música, a comida e a bebida, e para que tudo corra bem, devem haver pelo menos dois desses elementos em qualquer momento do dia para que a festa decorra bem. Não tínhamos photo booths nem jogos, nem outro tipo de entretenimento, e acho que nada desse tipo de entretenimento seria tão necessário como estes três elementos. 

 

Para os presentes dos convidados, oferecemos azulejos Portugueses com uma base de cortiça onde os nossos nomes e data do casamento estavam marcados, que servem como bases para copos. O fornecedor foi a Fábrica do Azulejo, e também foram muito simpáticos e prestativos. 

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Casamento terminado, e como muitos dos convidados viajaram propositadamente para o casamento, quisemos organizar também um BBQ no dia seguinte para os convidados que ainda estavam em Sintra nesse dia. O local escolhido foi a Casa do Valle, que tem um jardim enorme, tinha todo o equipamento para BBQ e foi o local onde muitos dos convidados ficaram acomodados. Para o BBQ tive a ajuda da família a organizar e também correu tudo muito bem, e com muitos dos convidados ainda ficámos por lá o dia todo para aproveitar a piscina. 

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Quanto à mini-moon, decorreu numa acomodação de nome, Paraíso Escondido, num monte Alentejano no Baixo Alentejo, próximo da Zambujeira do Mar. Só queríamos relaxar depois do casamento e aquele local foi perfeito para o efeito. Até tinha um Estúdio de Yoga com uma vista espectacular para os montes Alentejanos e que, pelo menos enquanto lá estivemos, pareceu só ser utilizada por mim durante as manhãs, o que adorei. 

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E foi assim, uma sequência de eventos que formou um dia e uma semana a não esquecer. 

Férias nas Maurícias

Este verão, eu e o Inglês decidimos ir passar as férias nas Maurícias. Ficámos lá uma semana mas até pareceu um pouco mais porque, quando se está a passear num ambiente tão diferente com tantas coisas para fazer e ver, parece que o tempo se estica e que ficámos lá muito mais tempo do que o que o tempo que realmente passou. O que foi particularmente interessante foram mesmo as cores de tudo o que nos rodeava. Todas as manhãs eu ficava mais que espantada a olhar para toda a beleza natural que tinha à minha volta. A zona de Balaclava e algumas outras zonas por onde passei eram mesmo muito bonitas. Vou deixar as fotos falarem por si:

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A ilha é muito verdejante

 

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Tem locais perfeitos para relaxar

 

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 Os mercados de produtos frescos são impressionantes

 

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Tem pôres-de-sol inesquecíveis

 

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A comida é deliciosa

 

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As paisagens são estupendas

 

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E as praias são magníficas

 

Resultado - adorei e aconselho vivamente para quem tiver o interesse de visitar um dia.

 

 

 

Mini férias em Maiorca

Devo dizer, que fiquei positivamente surpreendida pela ilha de Maiorca. Em finais de Setembro, a temperatura esteve excelente, o ambiente da cidade de Palma era tão animado como outros locais turísticos em pleno verão, mas sem sentir que houvessem demasiadas pessoas. 

 

Fiquei os primeiros dias no nordeste da ilha, perto de Alcúdia e Pollença. Ambas as localidades eram muito giras, cheias de carácter, com um centro de vila antigo e bem conservado. Sem dúvida não são a zona de festa de Maiorca, mas antes uma zona onde é muito agradável passear, aproveitar a praia e os bons restaurantes. 

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 Praia de Pollença

 

A estadia com as minhas amigas na vila que alugámos, foi fantástica - acordar, tomar um bom pequeno-almoço, passar algum tempo na espreguiçadeira a ler livros ou a conversar, e fazer o ocasional passeio ou visita à praia. Soube tão bem ter esse tempo de descanso! OK, pensando bem no assunto, passámos um dia e meio na piscina, um dia na praia e outro dia em passeio em Palma de Maiorca, e depois foi a viagem de volta. Foram poucos dias mas quando se está num ambiente diferente a fazer actividades completamente distintas das do meu dia-a-dia, até parece que passei lá mais tempo do que efectivamente passei. 

 

Depois a cidade de Palma de Maiorca, também achei muito mais interessante do que aquilo que imaginava. Estava a contar com uma cidade pequena, cheia de stands para turistas e bares à beira da praia e pouco mais. Mas não. A cidade tem imensa história, um centro da cidade antigo muito giro, cheio de ruazinhas por onde dá para nos perdermos um pouco. É uma cidade colorida e animada, e sem dúvida que fiquei com muita vontade de voltar com mais tempo para ver mais da cidade, visto que desta vez só lá tive uma tarde e poucas horas na última manhã. 

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Palma de Mallorca

 

O melhor ainda é que Palma de Maiorca fica a cerca de 2.5h de distância de Londres por isso também dá para ir facilmente para um fim-de-semana prolongado. 

 

Gostei e recomendo!

Um mês a não parar

Este mês está a ser sem parar. Estamos a meio de Setembro, e este mês já tive um casamento, fui a um festival ao País de Gales, fui a um evento de trabalho na Colónia e, esta semana ainda vou para a ilha de Mallorca para um fim-de-semana prolongado com as amigas. Devo dizer que, apesar de andar de um lado para o outro, acho que estes próximos dias me vão saber bem. O festival foi divertido, o evento foi interessante, mas fazer um imediatamente a seguir ao outro fez com que eu não descançasse mesmo nada. Resultado - no sábado estava doente.

 

Sinceramente, dá para perceber que o meu corpo simplesmente não quer o rebuliço do andar de um lado para o outro constantemente, seguido de várias horas de trabalho a tentar fazer o máximo possível no menor espaço de tempo. E o facto é que não tirei férias durante o verão, por isso também ainda não me deu para fazer aquela pausa do dia-a-dia que é bem necessária de vez em quando. Parece que deixei tudo de saídas para Setembro e agora tenho um mês demasiado preenchido. Mas ao menos estes dias em Mallorca acho que vão saber bem. Alugámos uma casa no meio do nada e, como tal, o objectivo vai ser fazer nenhum à sombra da bananeira. Os nossos planos são descansar, conversar, apanhar banhos de sol (se bem que parece que o tempo está de trovoada para lá, por isso nem sei bem se vamos ter esse prazer), ler livros e fazer umas comidas boas. Só! Este post até nem parece escrito por mim, que sempre que vou a algum lado só quero ir passear para ver coisas, e sair para ir dançar, mas desta vez não. Só quero calma e descanso. Não sei se este é mais um dos sinais da idade a avançar, mas o que é certo é que, devemos ouvir aquilo que o nosso corpo nos pede. Quando pede festa e animação, devemos-lhe dar isso, e quando quer descanso, devemos-lhe dar isso também. Gosto de seguir a regra de dar atenção àquilo que o corpo me pede porque acho que é uma forma de ele se manter saudável durante mais tempo. 

 

Ainda nunca fui à ilha de Mallorca, mas pensámos que seria uma boa opção para esta altura do ano, por ser mais quente que outros locais na Europa. Os preços dos voos e da vila que alugámos também são muito bons por isso pareceu-nos a opção ideal. Vamos lá em celebração do aniversário de uma amiga. Elas já lá estão desde sábado, mas como eu sabia que não podia tirar tantos dias de férias, vou só apanhar a segunda metade da estadia. Mas vejo que elas estão a adorar a experiência pelas fotos que me têm enviado, por isso mal posso esperar para partilhar alguns dias com elas por lá também. E venham as mini-férias! 

 

 

 
 
 
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It’s not coffee but it’s a damn fine spot to sit and enjoy one. #mallorca #landscape #sea #chill

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 Foto de Mallorca retirada do Instagram

Visita a Lisboa de última hora

Hoje acordei cheia de saudades. Saudades dos meus pais, da minha família, de Lisboa, de Portugal. O facto é que, pela primeira vez, desde que estou em Londres, que não marquei férias para ir a Lisboa no verão. O plano era ir só em alturas da Web Summit, já que vou lá em Novembro. Má ideia! Eu não quero passar tanto tempo longe. Olhei para o meu calendário, e sinceramente tenho algo combinado a fazer nos próximos fins-de-semana, todos os fins-de-semana até meados de Outubro!! Não existe um único fim-de-semana pelo meio onde não tenha nada planeado. nenhum, à excepção deste próximo fim-de-semana que está para vir. 

 

Fui ver vôos para este fim-de-semana e devo dizer que não estão nada baratos - ir para Lisboa num fim-de-semana em época alta, não é própriamente a escolha de fim-de-semana mais inteligente para fazer uma visita a Lisboa. Mas também quando fôr em Novembro não vou pagar viagem e, já desde a Páscoa que lá não vou, por isso achei que valia a pena pagar o extra. E acabei de marcar! Yeah! Estou contente, vou a Lisboa este fim-de-semana :-) 

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Dois dias no Porto

Foi muito pouco tempo mas, durante esta minha curta visita ao Porto deste fim-de-semana, deu para passear pelas zonas principais e ficar com um cheirinho da cultura local do Porto. Novamente, muito obrigada à Isa, à Cabeça no Ar, à Andreia Ferreira, aos outros leitoresanónimos do blog e também à @susana__martins no Instagram que me deram óptimas dicas que utilizei durante a viagem. Para quem segue o @tugaemlondres no Instagram terá visto nas 'stories' por onde me aventurei, mas de forma geral, foram assim os meus dias por lá:

 

Dia 1:

  • Ao chegar, gostei tanto do airbnb que tinha marcado que quase não me apetecia sair para a rua chuvosa. Localizado no topo de um edifício recentemente renovado, o apartamento tinha uma decoração moderna e de bom gosto, com imensas janelas, inclusivé uma vista para os Clérigos da janela do quarto. Mais barato que um hotel razoável, e muito mais agradável e espaçoso que um quarto de hotel. Vale a pena na vossa próxima viagem pesquisar por apartamentos no airbnb que, sem dúvida, que se encontra umas pérolas por lá. 
  • O passeio do primeiro dia começou por São Bento, passando pela Rua das Flores e parando lá para uma Francesinha na Cantina 32. Muito bom!! Fiquei com imensa vontade de experimentar os outros pratos que tinham por lá também que tinham um aspecto de chorar por mais, mas queria mesmo ir para a Francesinha que achava que não ía encontrar nos restaurantes que tinha marcado para a noite. Valeu bem a pena que era deliciosa. 
  • O passeio continuou pela Ribeira e tive de passar a Ponte D. Luís muito rapidamente para fugir à chuva. Eventualmente do lado de lá, a chuva abrandou até parar. Tive pena de não conseguir ter feito um visita a nenhuma das caves porque ou não estavam abertas no feríado ou porque estavam esgotadas para visitas esse dia, mas ainda aproveitei uma prova de vinhos do Porto no Porto Cruz, seguido de uma visita ao terraço, para aproveitar os raios de sol que, entretanto, apareceram. 
  • Nessa noite, o restaurante escolhida foi o Porta 4, e devo dizer que foi a experiência em termos de restaurante, de que gostei de mais durante a estadia. Tal como a 'cabeça no ar' tinha indicado, o restaurante é mesmo muito pequenino, com apenas 5 mesas, mas o facto é que, isso o tornava super charmoso, e o dono era extremamente simpático, e fez-nos sentir como se tivesses em casa dele a jantar com amigos. O menú era de petiscos de cozinha moderna, de bom valor e deliciosos. Gostei muito.
  • A noite foi mesmo na Rua Cândido de Reis, onde fomos a um dos bares antes de recolher.

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Dia 2:

  • No segundo dia tinha todas as boas intenções de ir à Livraria Lello logo de manhã, mas assim que lá cheguei já estava uma fila que descia a rua toda e dava a volta à esquina!!!  Mas o pessoal está maluco? Eu até percebo que a livraria seja bonita e que os fãns do Harry Potter gostem de visitar um dos lugares que inspiraram a autora dos livros, mas vá lá ter paciência! Um bocadinho de fila, tipo esperar 5 ou vá, 10 minutos, ainda ía, mas aquela fila tinha pelo menos 1 hora de espera, se não mais. Escusado será dizer que não a visitei. 
  • Tentei ir à parte do brunch no Brick Clérigos, mas descobri que afinal só abre pelas 13h e como tal não iria dar para brunch. Assim sendo decidi ir andar para o lado da Rua da Conceição porque queria ir à loja Mercado 48, e passei pelo Diplomata que me pareceu ter bom aspecto, mas tinha uma fila que saía para a rua por isso não pareceu valer a pena. Acabei por ir tomar o pequeno almoço ao Café Progresso, mas achei um bocadinho decepcionante porque tinham um menú muito normal e reduzido à escolha entre pastelaria ou pequenos almoços com ovos tipo omelete ou semelhante. 
  • Depois do pequeno-almoço andei um pouco à nora pelas ruas a tentar encontrar lojas interessantes onde conseguisse encontrar um presente de anos para a minha mãe, mas nem me lembrei de ir à Rua de Santa Catarina. Então acabei por não visitar nem essa zona nem o Mercado do Bolhão, de que tive pena, mas só me lembrei mais tarde. 
  • Voltando para a zona da Ribeira, apanhámos o eléctrico no. 1 até à Foz e o passeio da tarde foi por ali. Achei muito giro passear por lá, ainda mais porque o mar estava bravo o que fazia uma vista impressionante ao bater por trás do farol. Não cheguei a descobrir mais coisas de interesse por ali aparte do passeio marítimo, mas aproveitei uma das esplanadas à beira-mar que era muito gira.
  • Nessa noite o jantar foi no Museu d'Ávó de que também gostámos em termos de decoração e comida, seguido das Galerias de Paris.

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Foi muito agradável mas soube a pouco. Para a próxima o Museu de Serralves está na lista. 

11 dias no Oeste da Austrália

E já estou de volta em Londres. Para quem seguiu as Instagram Stories do Tuga em Londres terá ficado um pouco com a noção da viagem que passei no Oeste da Austrália para ir ao casamento de amigos, mas aqui fica um resumo:

 

Dias 1 - 5: Cottesloe/Perth

Depois de 24 horas de viagem desde o momento em que saí de casa em Londres, cheguei ao airbnb onde ia ficar os meus primeiros dias da viagem - localizado em Cottesloe, a zona de praia junto a Perth. 

Os noivos e alguns dos convidados que também viajaram para o casamento íam ficar também por lá alguns dias, visto que as respectivas despedidas de solteiro iam realizar-se na zona.

Sendo verão na Austrália, e como estávamos juntos à principal cidade do Oeste da Austrália, pensei que esta zona ía estar ao rubro, mas não. De facto, haviam poucas pessoas pelos bares e pela praia, e eventualmente descobri que se deve ao facto de que simplesmente não há muitas pessoas a viver no Oeste da Austrália - 2.6 milhões distribuídas entre os aproximadamente 2.500.000 km2 de área para ser precisa. Sendo que Portugal conta com 10 milhões de pessoas em 92.000 km2, dá para verem bem a diferença. 

Mas gostei muito dos dias que passei por lá. A praia era bonita com uma cor de mar muito azul marino, lindíssima, que só fazia apetecer estar o tempo todo dentro de água. Enquanto estive por lá, aproveitei para visitar um pouco de Perth, a Despedida de Solteira foi na bonita vila de Fremantle, e noutro dia visitei também a Rottnest Island, uma ilha pequena muito bonita que mantém a sua beleza selvagem, e que é cheia de uns animais muito giros e amigáveis, que parecem uma mistura entre um hamster grande e um canguru pequeno - os Quokka. Obrigada à autora do blog http://entrelivroseagulhas.blogspot.co.uk/ por me ter recomendado a visita à ilha. 

 

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 Praia de Cottesloe

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#Quokkaselfie

 

Dias 5 - 10: Dunsborough

Esta foi a zona onde quase todas as pessoas que vieram ao casamento, ficaram pelo menos 2 ou 3 dias, visto que o casamento decorreu numa das vinhas de Margaret River a sul de Dunsborough. Os noivos tinham-nos recomendado a estadia naquela zona para ficarmos junto à praia e perto da vinha. 

Durante esses dias fizemos um dia de passeio pelas vinhas de Margaret River que são imensas. Foi interessante ir na estrada e ver passar entradas para diferentes vinhas uma atrás da outra. Escusado será dizer que provámos muito vinho, e também houve várias oportunidades para provar cervejas locais visto que a zona também tinha várias micro-cervejarias, e chocolate, que fábricas de chocolate também não faltavam. 

Todas as vinhas onde fomos serviam também comida ou tinham um espaço ao ar-livre para apreciar os vinhos locais enquanto se apreciava a vista para as vinhas abundantes. 

Noutros dias aproveitámos para fazer reconhecimentos da área, visitar praias diferentes, inclusive Meelup Beach e Yalingup Beach que era ambas muito bonitas, e experimentei fazer paddleboarding pela primeira vez. Lá tive a dificuldade ao início de me balançar, mas rapidamente lhe apanhei o jeito. 

O casamento em si, foi muito bonito e agradável. Decorreu totalmente ao ar-livre. A cerimónia decorreu no relvado com as vinhas e o mar por trás. E a festa decorreu também nos relvados da vinha. 

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 Eagle Bay Brewery

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Mesa posta para celebrar o casamento 

 

Dias 10 - 11

De volta em Perth, chegámos mesmo a tempo de aproveitar um pouco do final do Fringe Festival que tinha estado a decorrer em Perth durante quase um mês. Muito giro, por sinal. Haviam diferentes zonas de festival espalhadas pela cidade inteira, e estavam muito bem feitas porque cada zona continha vários espaços de teatro, circo, comédia, comes e bebes, etc, e a decoração era muito bonita e original. Fiquei só com pena de não ter chegado a tempo de ver nenhum show. No dia seguinte, que foi também o dia do retorno a Londres, o passeio foi pelas várias zonas de Perth, e aproveitei para ver o museu de arte contemporânea e o museu da cidade. 

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 A cidade de Perth, vista de Elizabeth Quay

 

De forma geral, gostei muito da viagem, mas fiquei com curiosidade ara visitar as zonas mais populadas da Austrália no Oeste, principalmente gostava de ir a Melbourne, Sydney e o Great Barrier Reef. 

 

Aquela foi a zona escolhida para o casamento porque a noiva cresceu na zona numa quinta. E de facto, quem não vive em Perth, mas vive no Oeste, na sua maioria trabalha nas quintas ou vinhas a sul, visto que essa zona do país é muito boa para a agricultura por não ser tão quente como a zona no Noroeste Australiano. 

 

Actividades em Perth

Daqui a 3 semanas vou pela primeira vez à Austrália. A razão da viagem é um casamento de amigos, mas obviamente aproveito para fazer da viagem umas férias. Desde que soube que iria à Austrália no ano passado, que comecei logo a pensar que iria sem dúvida aproveitar para visitar também Melbourne e Sidney, mas quando chegou o momento de comprar os bilhetes, o meu namorado convenceu-me de que não íamos ter tempo para ir ao lado Este da Austrália. Fiquei perplexa. Como, não vamos ao Este? Vamos viajar um dia inteiro para chegar ao outro lado do mundo, e uma vez que lá estamos, não vamos visitar as duas cidades que eu tanto queria visitar e onde tenho amigos com quem queria ver??

 

O problema é que vamos apenas duas semanas. Chegamos a uma quinta, e no sábado temos as festas de solteiro e solteira respectivamente, que vão ser em Perth. Depois durante essa semana seguinte viajamos umas horas para Sul onde vai ser a zona do casamento, e os noivos têm entretenimento para os convidados que vão viajar até lá, incluindo visitas às vinhas locais e outras actividades. Logo, teremos que ficar pela zona nessa semana. O casamento vai ser nessa sexta-feira, umas horas a sul de Perth, no sábado ainda vão haver festividades - o chamado "wedding breakfast" que geralmente decorre no dia seguinte ao casamento para todos os convidados que ainda estejam na zona (acho que nunca fui a algo semelhante nos casamentos a que fui em Portugal, mas aconteceu em quase todos os casamentos onde fui em Inglaterra). Teríamos que voltar na segunda-feira, por isso simplesmente não ía dar para viajarmos até Sidney ou Melbourne por um dia, sendo que demora 6 horas de viagem entre os dois extremos da Austrália. 

 

Fiquei triste com isso, mas decidi então dedicar-me a tentar encontrar uma actividade qualquer interessante para ver ou fazer ali na zona durante o último dia da viagem. O problema que também identifiquei é que tudo é super longe de qualquer lado. Pensei em fazer Sandboarding que é uma das actividades mais próximas de Perth a 1:30h, mas será que andar a cair e rebolar na areia vale a pena a viagem? Também posso ir ver a ilha dos Penguins, mas para isso preciso do dia inteiro, e não vou ter o dia inteiro por ter que viajar de retorno da zona do sul nesse dia. Quer dizer, posso também só passar o dia a visitar o centro de Perth que acho que não vou ter muito tempo para o fazer nos primeiros dias, mas ao que parece Perth também não tem um centro muito grande. 

 

Em resumo, será que alguns dos leitores já tenham ido visitar a zona de Perth e tenham ideias de algo interessante para fazer na zona, de preferência a menos de 1 hora de distância de Perth. Ou um desporto, ou um local com uma paisagem espectacular, ou outras ideias? Estou mais que aberta a sugestões. 

 

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Fonte da imagem: lancelin.com.au