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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Costa del Margate

Foi assim que eu e os meus amigos decidimos chamar a Margate. Tal como houve a grande fase de turismo Britânico para passar férias à Costa del Sol, agora está a começar a fase de turismo em massa para Margate, portanto, que nome mais apropriado que 'Costa del Margate'? 

 

OK, o turismo em Margate ainda não chegou bem aos níveis do turismo de Espanha, mas vai a caminho (ou pelo menos assim o espera a minha amiga que comprou lá um apartamento como investimento). Com muito ou pouco turismo, o facto é que a tal amiga, bloqueou o fim-de-semana passado no Air-bnb para podermos ir lá usufruir do apartamento dela e aproveitar um pouco do que Margate tem para oferecer. E tem muito mais do que aquilo que pensei. 

 

Margate fica localizado no Nordeste de Kent junto à costa do Mar do Norte. Pela arquitectura dos edifícios nota-se que em tempos, Margate foi um destino relevante para os cidadãos Britânicos, ainda com o seu antigo Lido e teatro agora totalmente em ruínas ou a caminho. Desde há muito que Margate deixou de ser um destino para as férias dos Ingleses e, como tal, foi ficando mais desprezado. As famílias mais ricas e mais idosas vivem nas cidades vizinhas de Ramsgate e Broadstairs, mas em Margate é ainda onde vive a população mais pobre e menos educada, e isso nota-se mesmo ao andar nas ruas. No entanto, é interessante ver que no meio de uma rua meio desprezada, aparece uma loja de decoração ou restaurante muito giros. É um sinal de mudança. E sem dúvida que Margate já tem muitos sinais desses e, junto à praia, também existem muitos bares com bom ambiente, novos ou construídos num edifício aproveitado que à muito estava abandonado. Isso, juntamente com a Dreamland, um parque temático que tem um palco com espaço para concertos, estão a trazer novo sangue para Margate. Muitas das pessoas que se estão a mudar para lá são efectivamente Londrinos que, ou com o interesse de construir família e ter uma casa maior, ou com o interesse de criar um negócio que não poderiam pagar em Londres, decidiram mudar-se para Margate.  E afinal, apesar de ainda ser um bocado mal frequentada, esta cidade tem muitos dos ingredientes para se tornar popular novamente dentro dos próximos anos. 

 

Passámos o sábado a passear de um lado para o outro da cidade, a apreciar os bares e restaurantes locais que foram óptimos, e a fazer uma visita à Turner Gallery, que é um obra de design moderno fantástico. E ao chegar à noite, enquanto discutíamos no restaurante para que bar deveríamos ir, a empregada de mesa informo-nos de uma festa de praia que havia nas proximidades e, lá eventualmente fomos parar. 

 

Foi muito, muito giro. Adorei a experiência de passar o fim-de-semana em Margate. Pode não vir exactamente a ser a Costa del Margate, mas acho que tem muito potencial para ser novamente um destino favorito dos Britânicos para uma escapadela de fim-de-semana e para viver. 

 

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Passeio de bicicleta - De Stratford a Victoria Park

Pelo título do post, quem conhece esta zona até fica a pensar que esse é um passeio de bicicleta de treta porque Victoria Park fica quase ao lado de Stratford, mas não é, quando o passeio é feito com uma grande volta pelo meio - OK, não foi assim uma volta tão grande, mas foram 10km, e num percurso muito interessante e bonito. 

 

Não tinha qualquer intenção de fazer um passeio de bicicleta. O plano para hoje era encontrar-me com uma amiga para café, seguido, de uma visita ao Columbia Road Market para comprar umas plantas para substituir as que morreram durante estes dias de calor mais intenso. Mas depois do café com a amiga, decidi ir passar de bicicleta primeiro pela zona de Bethnal Green que precisava de ir lá, e como o dia estava bom e aquelas rua pareciam bonitas e ainda nunca tinha passado por algumas delas, decidi continuar em frente para explorar a zona um pouco mais. Quando deparei por mim estava numa zona de Hackney Wick/Stratford/Pudding Mill Lane onde ainda nunca tinha estado antes, e foi nessa altura que decidi que queria continuar em frente à descoberta. Abri o meu app do Runkeeper para poder monitorizar o percurso que estava prestes a fazer. Não tinha destino. Simplesmente continuei em frente, evitei as ruas principais, e rapidamente encontrei um dos canais que tinha um passeio ao lado que me permitiu percorrer este percurso que foi de Stratford a Three Mills Island, passando por Bow e depois para Limehouse e novamente ao longo do canal, passando por Mile End até Victoria Park. Adorei! É muito giro descobrir estes percursos novos que se mantêm bem no centro de Londres mas que nos fazem sentir que saímos um pouco da cidade e estamos num ambiente diferente. Agora fiquei com vontade para a próxima de fazer o percurso ao longo do canal para norte em direcção de Epping Forest. 

 

Fica o mapa do percurso para quem gostar de fazer passeios calmos de bicicleta a explorar a cidade. 

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O discurso do padrinho

Como é bom hábito dos casamentos Britânicos, costumam decorrer alguns discursos durante a festa de casamento, portanto decidimos trazer essa tradição para Portugal. Na sua forma mais tradicional a ordem dos discursos costuma ser primeiro o pai da noiva, depois o noivo e por último o 'Best Man' ou o padrinho do noivo. No nosso caso decidimos fazer a coisa um pouco diferente e fui eu primeiro quem fez um discurso, seguida da minha mãe, do noivo e por último o Padrinho. Ora o padrinho é sempre o último sendo ele que tem a responsabilidade de acabar os discursos em alta, entretendo os convidados com várias piadas, geralmente relacionadas com histórias da vida do noivo. 

 

Ora, o padrinho no nosso casamento fez isso mesmo, mas um das piadas viu-se mesmo que foi tirada da internet e até foi assim daquelas em que eu pensei - 'ainda bem que os meus pais e parte da família não sabem falar Inglês'. Começou - 'eu só queria desejar aos noivos uma feliz lua-de-mel no País de Gales. Pelo menos eu assumo que seja lá que os noivos vão passar a lua-de-mel porque quando eu perguntei ao noivo o que íam fazer depois do casamento, ele disse-me que íam passar duas semanas em 'Bangor''. - Perceba-se que Bangor é o nome de uma vila no País de Gales, mas é também uma palavra parecida o suficiente com o termo 'banging'. Foi uma daquelas piadas em que as pessoas se riem de lado mas tudo OK. 

 

Ora, passa-se para a frente uma semana, e fomos a outro casamento de amigos que também estavam no nosso. Estávamos nós a ouvir o discurso do padrinho deste outro casamento quando o padrinho diz - 'Ora ouvi dizer que os noivos vão passar a lua-de-mel no País de Gales,...' Mal podiamos acreditar! Vinha dali exactamente a mesmo piada. Nós olhámos para os noivos e só nos riamos pela coincidência. Resultado, fui agora ao Google pesquisar por 'Best Man jokes' e adivinhem lá que piada estava na lista do primeiro website que aparece no topo dos resultados. Haha! Lindo!! Nunca mais vamos deixar os nossos respectivos padrinhos se esquecerem da piada que eles 'tão cuidadosamente prepararam' para os seus respectivos discursos. 

A semana do casamento

E está feito. Após tantos meses de organização e planeamento, o dia do casamento passou bem rápido e é agora uma boa lembrança na minha memória. 

 

Felizmente correu tudo bem sem grande stress, os convidados adoraram, os meus pais ficaram satisfeitos e aliviados, que bem deu para perceber que eles estavam mais nervosos do que eu. No dia seguinte ao casamento ainda fizemos um BBQ para os convidados que foi muito divertido, e no dia seguinte, fomos direitinhos para o Baixo Alentejo onde ficámos a descansar o resto dos dias que nos soube tão bem. Voltámos a Londres na sexta-feira à noite e ontem, Domingo, fomos ao casamento de outros amigos aqui em Inglaterra que também foi muito divertido. Hoje voltámos para casa, e devo dizer que mal entrei na porta de casa só me apeteceu chorar. Acho que foi aquele 'crash' de ter uma felicidade imensa durante vários dias, em que tínhamos constantemente algo novo com que nos entusiasmar e, ao chegar a casa hoje, ao pensar que já tudo tinha acabado e que a partir de amanhã voltava ao dia-a-dia normal, de repente senti uma tristeza tão grande que não me consegui controlar e tive que deixar as lágrimas rolar. 

 

Agora, mais composta, e pensando bem sobre tudo o que se passou, apercebo-me de que claro que é perfeitamente normal sentir uma quebra de emoções depois de ter tido uns dias tão bons. Imagino que não seja a primeira vez que esta 'montanha-russa' de emoções aconteça a uma noiva após o casamento, e possivelmente não será a última. Também não será só após um casamento que este tipo de emoções opostas se apresentem. - Isso quer dizer que as coisas que estão para vir são menos boas? - Não. Simplesmente são diferentes. Eu sei que é preciso olhar em frente, pensar no futuro e ficar com as boas memórias do passado, mas também sei que é OK, aceitar a tristeza quando ela vem, e deixar as emoções saírem até nos sentirmos mais calmos novamente. 

 

E sinceramente, faz-me bem escrever sobre isto mesmo. Passar o que estou a pensar para a escrita ajuda a deitar tudo para fora e sinto-me até mais contente por pensar nas memórias do casamento sem ficar triste. 

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Quanto ao casamento em si, foi muito giro. O local de escolha foi a Quinta do Pé da Serra, na zona de Colares em Sintra. A quinta é muito bonita, situada num sopé da Serra onde tinha uma boa vista para a Serra e para o mar (ou teria se não tivesse chegado uma grande neblina à hora do cocktail). Como já nos tínhamos casado oficialmente em Londres, a nossa cerimónia foi simbólica e fomos nós próprios, com ajuda do nosso Mestre de Cerimónias (um amigo nosso) e da Internet, que preparámos o texto para a cerimónia, escolhemos os votos que queríamos dizer, etc. A cerimónia foi super pessoal e bonita e decorreu nos jardins da quinta, para permitir facilmente que todos os eventos do dia decorressem no mesmo local. Como já tinha mencionado antes, nem sempre a comunicação com a quinta foi fácil, mas no dia e nos dias anteriores foram extremamente prestativos, simpáticos, atenciosos e já perdi a conta de quantas vezes os convidados nos disseram o quanto adoraram o serviço prestado pelo staff de catering. 

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Decidimos contratar uma banda de jazz para proporcionarem a música do casamento e, devo dizer, que eles foram espectaculares! Adorámos a banda e os convidados também os adoraram. Escolhemos Canon in D Major de Pachelbel tocada pelo piano para a entrada da cerimónia, depois o trio de jazz tocou durante o cocktail, e toda a banda com uma cantora na voz tocaram durante a festa uma mistura de canções conhecidas mas com aqueles tons de jazz. Chamam-se L.Bond, portanto fica a dica para os interessados. 

 

Na nossa opinião existem três elementos essenciais para uma boa festa de casamento - a música, a comida e a bebida, e para que tudo corra bem, devem haver pelo menos dois desses elementos em qualquer momento do dia para que a festa decorra bem. Não tínhamos photo booths nem jogos, nem outro tipo de entretenimento, e acho que nada desse tipo de entretenimento seria tão necessário como estes três elementos. 

 

Para os presentes dos convidados, oferecemos azulejos Portugueses com uma base de cortiça onde os nossos nomes e data do casamento estavam marcados, que servem como bases para copos. O fornecedor foi a Fábrica do Azulejo, e também foram muito simpáticos e prestativos. 

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Casamento terminado, e como muitos dos convidados viajaram propositadamente para o casamento, quisemos organizar também um BBQ no dia seguinte para os convidados que ainda estavam em Sintra nesse dia. O local escolhido foi a Casa do Valle, que tem um jardim enorme, tinha todo o equipamento para BBQ e foi o local onde muitos dos convidados ficaram acomodados. Para o BBQ tive a ajuda da família a organizar e também correu tudo muito bem, e com muitos dos convidados ainda ficámos por lá o dia todo para aproveitar a piscina. 

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Quanto à mini-moon, decorreu numa acomodação de nome, Paraíso Escondido, num monte Alentejano no Baixo Alentejo, próximo da Zambujeira do Mar. Só queríamos relaxar depois do casamento e aquele local foi perfeito para o efeito. Até tinha um Estúdio de Yoga com uma vista espectacular para os montes Alentejanos e que, pelo menos enquanto lá estivemos, pareceu só ser utilizada por mim durante as manhãs, o que adorei. 

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E foi assim, uma sequência de eventos que formou um dia e uma semana a não esquecer. 

Os últimos preparativos para o casamento

Tenho estado já quase duas semanas sem escrever um post porque, enfim, vou-me casar, e isto dá muito mais trabalho de organizar do que aquilo que eu esperava. OK, eu sabia que ia dar trabalho, mas eu já tinha as coisas importantes bem encaminhadas. Mesmo assim, há sempre algo que falta, sempre algum e-mail que tenho que escrever, alguma folha de excel que tenho que preencher, algum convidado com dúvidas a que tenho que responder. Acho que só vai parar mesmo daqui a uma semana quando estiver na minha mini-lua de mel e já toda a festa tiver terminado. 

Com todas as coisas que foram acontecendo durante a minha preparação para o casamento, eu ate que tinha imenso material para uns posts interessantes que poderiam vir a ser úteis para outras noivas, mas não tenho tido o tempo e agora o dia já está quase a chegar! Por isso vou antes sumarizar-vos o que se tem passado:

 

Os convidados

Houve pessoas que estavam à espera de ser convidadas para o casamento e não foram. E as pessoas têm que perceber e aceitar a nossa decisão. Tive o caso de que pessoas que assumiram que iam ser convidadas e começaram a fazer comentários como 'onde vamos à despedida de solteira' e falar sobre como sempre quizeram ir a Portugal etc. - Ahhhh isso não se faz! Até achei um pouco mal-educado fazerem esse tipo de insinuações mas eu quero ter no meu casamento os meus amigos e amigos do meu noivo, não quero ter os amigos dos amigos. Fez-me sentir um pouco mal, sem dúvida, porque imagino que essas pessoas também tenham ficado um bocado sentidas, mas este é um dia único e é importante sentirmos o amor das pessoas à nossa volta, e não ter aquela sensação que estamos a actuar para uma audiência. 

 

O vestido

No dia em que comprei o vestido, eu chorei de alegria de tão emocionada que estava por o ter encontrado. O problema é que devia ter deixado de seguir designers de vestidos de noiva no Instagram e afins - fica a dica! Isto porque ao continuar a ver vestidos de noiva a torto e a direito, claro que haveria de ver alguns mais bonitos do que o meu. Vi um, vi dois, vi três,... até que comecei a pensar duas vezes se gostava mesmo do meu vestido. Ora entenda-se que comprar um vestido de noiva não é bem a mesma coisa que comprar um vestido da Asos em que se manda para tráz e devolvem o dinheiro. Portanto ficam duas dicas importantes:

  1. investiguem bem a variedade de vestidos que existem antes de se decidirem por um
  2. uma vez que comprarem o vestido, não olhem para mais nenhum!

 

A Quinta

Eu gosto muito da quinta, mas o que não gosto nada é da capacidade de organização da organizadora de eventos da quinta. Ela é péssima!! Digo-vos, eu já organizei muitos eventos na minha vida profissional e nunca que deixei um cliente ou até fornecedor com mais de um dia ou dois de espera para receber uma resposta minha. E ela tem demorado 2 e 3 e 4 semanas sem responder! A parte triste é que nem sequer estou a exagerar. E sim, acredito que esteja muito ocupada, mas houve uma vez, depois de eu já lhe ter mandado um segundo email para relembra-la de responder, em que eu lhe pedi, a uma quinta-feira, para por favor me enviar pelo menos a informação das medidas de uns papéis que tinha que imprimir para caber no espaço que ela tinha até ao fim-de-semana. Eu pedi POR FAVOR, e disse que mesmo que não pudesse responder a mais nada, que pelo menos me respondesse a isso. E sabem o que ela fez? Nada! Não respondeu até à semana seguinte depois de eu telefonar para a quinta e falar com a patroa dela. Tive azar porque a organizadora que estava nesta quinta antes era óptima mas ela saiu e entrou esta rapariga totalmente inexperiente que claramente não vai ter uma longa vida profissional no ramo de organização de casamentos. Eu até que tenho sido relativamente calma com a situação, mas imagino que outras noivas não tenham a mesma paciência do que eu. 

 

O Prosecco

Prosecco é oficialmente (estou a oficializar) a minha bebida alcoólica favorita e, como tal, eu  quero ter Prosecco no meu casamento, nem que seja só para o cocktail. Prosecco claramente ainda não é muito popular em Portugal, que quando mencionei que era o que queria para o cocktail a organizadora da quinta disse-me que podia pagar por Espumante.  Não, minha amiga, não está a perceber, eu quero Prosecco, não quero Espumante, nem Champagne, nem Cava, eu quero Prosecco. São completamente diferentes. Lá consegui negociar que podia trazer o meu próprio Prosecco, tudo OK. Então vem a parte em que a minha mãe me está a ajudar a escolher o Prosecco que está à venda em Portugal e ela pergunta-me quantas garrafas acho que vão ser preciso e antes que eu possa responder diz - "ora eu estava aqui a fazer contas que cada garrafa dá para 5 copos, como são 120 pessoas, 24 garrafas chega bem."  E agora o que é que eu respondo a isso? - "mãezinha, na sexta-feira estava com mais 4 amigos e nós bebemos 4 garrafas, logo, sendo que vão haver pelo menos 80 estrangeiros no casamento precisamos pelo menos de umas 75 garrafas + umas 10 para os Portugueses que também vão querer provar". Acho que isso não ia cair lá muito bem, por isso achei melhor não dar essa lógica.

Eu bem sei que Prosecco é sempre uma das bebidas mais consumidas nos casamentos a que tenho ido pelo Reino Unido por isso não queria ter uma quantidade tão limitada que acabe logo no primeiro copo, mas consegui acordar com a minha mãe ficarmos pelas 40 garrafas que também não vão dar para muito, mas ao menos é o dobro do número inicialmente sugerido. 

 

A primeira dança

Como eu gosto muito de dançar foi um dos requisitos que indiquem ao Inglês no dia em que ele fez a proposta de casamento, que queria praticar uma dança para o casamento. Ele concedeu, e temos andado em aulas de dança Blues desde o início do ano e, agora mais próximo da data, começamos a coreografar a dança. Acho que está OK mas ainda há uns quantos ajustes a fazer. Digamos que pode correr muito bem ou muito mal, ainda não sei. A ver...

 

Ainda tenho detalhes em falta, coisas a combinar, um discurso a decorar para não me atrapalhar no dia, e outros quantos afins. Tenho a sensação de que esta semana vai passar a fugir e que o dia do casamento vai ser chegar e terminar num abrir e fechar de olhos, mas vou tentar aproveitar cada minuto, cada momento.

Para todas as pessoas que desejaram felicidades para o casamento por aqui, pelo Instagram e pelo Facebook desde o dia em que assinámos os papéis oficiais, o nosso muito obrigada! 

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1 mês para o casamento

Falta cerca de um mês para a data do casamento em Sintra e pouco mais de uma semana para oficializar as assinaturas no civil em Londres. Ainda não estou em estado nervoso, mas sem dúvida que sinto mais pressão para tratar dos detalhes que ainda estão por fazer. 

 

Esta coisa da organização de um casamento tem muitas mais políticas do que aquilo que pensei. Ou é relativamente a pessoas que estavam à espera de ser convidadas e que não foram, e que como tal levaram a mal. Ou pessoas que pensavam ser convidadas para a despedida de solteira mas que não foram e que também levaram a mal. Argh!! Tipo, pensem lá bem nas vezes que efectivamente demonstram interesse para se encontrarem com os noivos, ou há quanto tempo os conhecem, que percebem logo o porquê dos convites ou falta deles. E depois não é só isso. Um casamento é caro e um casamento é stressante! Não se trata apenas de convidar as pessoas que representam mais para nós e que vemos mais, mas também uma questão de decisões relativas ao orçamento ou o quanto confiantes nos sentimos por nos estarmos a casar em frente a um largo número de pessoas. Parece que as pessoas por vezes não têm essa sensibilidade de se aperceber de que há outros factores que afectam decisões como a dos convites para tais eventos, que não estão necessariamente relacionados com o quanto gostamos delas. 

 

Enfim, o resultado é que já tive umas chatices desse género. Mas agora que já estamos mais próximos do evento, ao menos ninguém estará a pensar mais nos convites e já devemos ter passado essa fase. Espero! Agora é mais a parte do planeamento das mesas. É a minha mãe que gostava que eu colocasse os primos solteiros junto às minhas amigas solteiras - Sim, claro, vivendo em países distantes isso é que ia resultar logo em casamento. Ou tentar colocar os grupos que se conhecem, juntos, mas claro que existe sempre uma ou outra pessoa que não cabem na mesa e é a decisão de os manter separados do resto do grupo ou dividir grupos.

 

Ando nessa fase de planeamento das mesas de momento. Está complicado mas isto lá haverá de ir ao sítio. 

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Tenho que agradecer ao Casamentos.pt pelo sistema de organização de mesas deles porque nem quero pensar nos milhentos rascunhos que ia ter que fazer à mão se essa fosse a minha única alternativa.

 

Entretanto vai ser já o casamento oficial para a semana que vem!! Para esse dia decidimos não fazer qualquer festa porque senão era mais uma coisa que tínhamos que convidar ou deixar de convidar. Não posso mais com convites. Fica assim simples, entre nós e as nossas testemunhas seguido de umas bebidas no pub apenas com outros amigos locais que estejam disponíveis no dia. 

 

Agora a decisão que tenho que fazer é a de mudar ou não mudar de nome. Eu quero adicionar o nome do meu futuro marido, mas não queria retirar o meu sobrenome. No entanto aqui no Reino Unido simplesmente substituem os últimos nomes em vez de adicionarem em cima. Então parece-me que a situação de alteração de nome será um pouco mais complicada nesta situação. Se alguém já tiver tratado disso e adicionado o nome por cá em vez de substituir agradecia que comentassem para indicar como foi o processo. 

 

Ida e volta para Brighton

Ontem fui celebrar a Despedida de Solteira de uma amiga em Brighton. Já há uns anos que não ia lá por lazer (tinha ido recentemente mas através do trabalho) e estas foram as minhas impressões:

 

  • A menos de uma hora de Londres Brighton é uma óptima opção para quem quer ir apanhar solinho e uma brisa de mar.
  • Brighton talvez esteja popular demais porque a praia, o pontão, e o centro da cidade estavam à pinha durante todo o dia. É possível que o bom tempo tenha influenciado essa quantidade de pessoas, mas fica um pouco desconfortável passear no meio de tanta gente. 
  • Os bares junto à praia são inúmeros por isso é ideal para grupos de amigos que queiram passar o dia na praia a fazer um pic-nic enquanto que aproveitam a música a tocar dos bares. 
  • Para quem gosta de uma praia calma e com espaço para jogar jogos de bola ou afins, a praia de Brighton é de evitar. Tem pouco espaço e de calma tem muito pouco. 
  • A quantidade de bares, pubs, restaurantes, cafés, hotéis disponíveis é mais que variada pelo que opções não faltam
  • Consegue-se comer um Fish & Chips muito bom por Brighton!!!

No nosso caso, como estávamos lá para uma festa, todo o ambiente animado de Brighton foi perfeito para o dia. Tínhamos alguns planos para o dia, mas acabámos por ficar na mesma zona na praia até chegar a hora de ir para a estação para apanhar o último comboio para Londres. Tínhamos comida, bebida, um grupo divertido, a música dos bares, um anoitecer no mar lindíssimo e todo o ambiente necessário para fazer um dia divertido para a noiva.

 

Em resumo, descobri que a possibilidade de ir passar o dia a Brighton e voltar no mesmo dia é mais acessível do que aquilo que pensava. O último comboio do dia de volta de Brighton para Londres parte às 24:04h e o primeiro da manhã era por volta das 5:00h o que não é mau para quem quer fazer a viagem no mesmo dia e aproveitar o dia, ou a noite, ao máximo.

O ambiente do mar é o suficiente para fazer sentir que estamos de férias e consegue-se aproveitar bem um dia quente na praia por lá. Fiquei de combinar com os amigos voltar a Brighton mais regularmente durante o verão. 

 

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Preparações para o casamento - Parte III

A próxima viagem para Portugal aproxima-se já para o próximo fim-de-semana, e com ela, tive que tratar de mais algumas coisas para o casamento antes de ir. Chego na sexta-feira ao início da tarde e vou imediatamente do aeroporto para uma reunião com a banda que escolhemos para o casamento. Então tive a pensar na música este fim-de-semana, responder a um questionário que a banda nos tinha enviado, e preparar uma playlist para o DJ ter uma ideia do tipo de música que gostaríamos que passe na festa.

 

Gostei da preparação da música porque uma das questões do questionário pedia a que cada um de nós indicasse as músicas que tenham tido um sentido especial para nós individualmente até agora. Então isso lá me fez pensar nas músicas do baú que já não ouvia à imenso tempo. Fez-me também lembrar dos momentos e épocas da vida a que cada uma das músicas que escolhi estava relacionada. Entre elas tinha algumas de Hip-Hop Português que me relembra os meus tempos em que andava num grupo de dança Hip-Hop. Umas de Hard Rock, que me relembra os meus tempos rebeldes de final da universidade, algumas de dança/club dos anos 90 e das minhas primeiras saídas a discotecas, umas quantas também de Indie Rock que associo aos meus primeiros anos em Londres. Foi giro relembrar o passado através da música. 

 

Logo a seguir à reunião com a banda vou fazer a segunda prova do vestido. Para isso tinha que ter sapatos para poder experimentar o vestido com os sapatos com o salto de altura correcta etc. Encontrar sapatos foi uma dificuldade daquelas. Procurei por tudo que é loja de retalho e loja online, vi entre lojas de noiva e sapatarias normais e não conseguia encontrar nada com as características que eu queria. Como tal acabei por comprar uns online que tinham uns brilhos, o que eu não gosto muito, mas de resto tinham o aspecto, altura e eram do material que eu queria. Recebi-os hoje. Continuo a não achar muita piada aos brilhos, mas imagino que com o vestido não se veja, por isso vou levar para experimentar. O que acham deles?

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Depois do vestido, ainda vou encontrar-me com a empresa de decoração e flores para ir comprar as flores para experimentar colocar no cabelo. 

 

E no dia seguinte de manhã tenho a prova do penteado no cabeleireiro, seguida da prova de comida na quinta. Isto vai ser mesmo um corropio entre cada fornecedor. 

 

Entre as visitas a fornecedores, ainda vou tentar ir jantar a Lisboa na sexta-feira, umas sardinhas assadas aos Santos. Se alguém souber de algum local específico/restaurante que tenha uma festa tradicional boa planeada para esta Sexta, por favor indique, que adorava ter uma melhor noção da zona para onde me destinar. 

 

A frustração de não se conseguir fazer o que se quer

O mês de Abril e Maio é sempre um corropio de fins-de-semana prolongados que sabem tão bem. Mas ao mesmo tempo, tendo-os tão próximos também faz com que haja aquela necessidade de tentar usufruí-los da melhor forma com viagens, passeios, festas, tempo para os hobbies, tempo para os amigos, fazer desporto, aprender coisas novas, ler aquele livro, ir para o parque, ir àquela exibição de arte, etc., etc. Mas a realidade é geralmente crua e dura e nunca parece haver tempo para se fazer todas as coisas que queremos. Eu pelo menos tive essa sensação este fim-de-semana. É o problema quando temos uma grande lista de coisas que queremos fazer, e quando de repente se chega a meio do dia e ainda não conseguimos fazer metade daquilo que queríamos, começa o sentimento de culpa. 

 

O resto do fim-de-semana passei ou com amigos ou a descansar, por isso tinha deixado o dia de hoje para ser o meu dia eficiente. O plano era o seguinte - ir correr para o parque, fazer algumas limpezas em casa, ir às compras de roupa para o trabalho, na volta fazer compras de supermercado, passar por casa para deixar as compras, pegar no meu portátil, ir à exibição 'Is this Tomorrow' na Whitechapel Gallery e depois encontrar um café agradável na zona e ir para lá escrever um post para o blog e tratar de alguma organização para o casamento. E o que aconteceu - fui fazendo as coisas mas ao chegar à parte de voltar a casa das compras já eram quase 17h e estava estafada, por isso não havia forma de ainda ir a uma exibição e os cafés estavam a fechar.

 

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Eu até que me levantei cedo e estava no Coals Drop Yard por volta das 11h. Como as lojas dessa zona são poucas, pensei que pelas 13h estava despachada. Mas não. Sinceramente gosto cada vez menos de ir às compras porque fico com aquela sensação de uma imensa perda de tempo quando demoro muito a encontrar o que pretendo, o que é a maioria das vezes. Mas tinha que ser feito, e não tinha mais dias em que podia ir às compras para o que queria. Voltei a casa um bocado frustrada com a minha incapacidade de não ter conseguido fazer tudo o que queria. Mas depois coloquei por escrito todas as minhas actividades do dia, e sinceramente isso fez-me sentir melhor. OK, posso não ter conseguido que o dia se tornasse naquilo que tinha em mente, mas até que consegui completar várias coisas. E afinal, talvez eu tivesse sido demasiado ambiciosa no número de coisas que queria fazer. Foi por isso mesmo que até decidi escrever este post sobre o assunto.

 

Eu, e concerteza muitas pessoas, por vezes podem sentir que não estão a utilizar o seu tempo da melhor forma, mas por vezes podemos estar a ser demasiado duros connosco próprios. Parar um pouco para pensar no que efectivamente conseguimos fazer, ajuda a colocar as coisas em perspectiva, e é OK se não conseguimos fazer tudo o que queremos num mesmo dia. Também é OK os dias em que não nos apetece fazer nada e passamos a tarde em frente à TV. Há que manter um bom balanço e há que respeitar o nosso próprio tempo e a nossa capacidade para fazermos as coisas que queremos. Senão, simplesmente andamos constantemente cansados e chateados por não alcançarmos tudo o que queremos, quer isso seja uma lista de pequenas coisas a fazer num fim-de-semana, a fazer no trabalho ou na vida de forma geral. 

A despedida de solteira!!

É oficial - eu tenho as melhores Damas-de-Honor do mundo! 

 

O fim-de-semana que prepararam foi incrivelmente bem organizado e pensado ao pormenor. Como tinha indicado no último post, eu ainda não fazia ideia do que me esperava o fim-de-semana. Eu sabia que íamos passar o fim-de-semana fora, mas era mesmo só isso. 

 

A surpresa começou logo quando uma das Damas-de-Honor (passo a referir-me a elas como Damas para ser mais curto) me veio buscar a casa com um grande balão amarelo que eu tinha que preservar durante todo o fim-de-semana. Apanhámos o comboio na estação de Paddington onde algumas outras amigas também já lá estavam. 

 

Durante a viagem elas deram-me 3 presentes que serviam como pista para o que estava a acontecer. O primeiro foi um desinfetante para as mãos. Fiquei um bocado confusa com esse presente. O segundo presente foi um 'shewee' que são os instrumentos para as mulheres poderem urinar de pé. E o terceiro foi um rolo de papel higiénico. E com esses presentes cheguei à conclusão - vamos para um festival! Elas sabem que eu gosto de festivais mas não estava mesmo nada à espera de ir para um festival nesse fim-de-semana. Mas entretanto ao chegarmos à estação achei muito estranho não haver ali mais ninguém com ar de quem ía para um festival por isso comecei a suspeitar novamente. Eventualmente chegámos a uma quinta. Uma das Damas levou-me pela casa separadamente, e no momento em que passei para o jardim, estava lá todo o ambiente de um festival preparado para mim e estavam lá as minhas outras amigas também - chamaram-lhe o Ana Fest! 

 

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E o que estava no Ana Fest - havia uma tenda chamada 'Palácio de Sintra' onde estavam a fazer pinturas de cara e trancinhas; havia uma zona de jogos 'patrocinado' pela Rapha porque o Inglês é ciclista e adora essa marca; havia a zona das Bridesmaids Kitchen intitulada de Street Feast que estava ao controlo de uma das Damas que é uma cozinheira daquelas de mão cheia; havia a zona da 'Auntie Filipa's Tea House' onde tomámos chá e comemos Pastéis de Nata à hora do lanche; havia uma zona de coktails, o meu quarto tinha o nome de 'glamping'; havia a zona da lareira para cantarmos canções ao final da noite; e uma das Damas que tem um set de DJ foi a nossa DJ da noite. Foi tão, tão giro, nem sem bem explicar o quanto gostei de tudo. 

 

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Quanto à parte dos jogos fizemos vários que nos entreteram durante um bom bocado - as Damas dividiram-nos em dois grupos, cada grupo fazia os jogos e no final as Damas votaram no grupo vencedor. Um dos jogos envolvia tirarmos uma série de fotos, como se tivessemos a criar fotos para promover o #Anafest no Instagram Stories; outro jogo envolvia encontrar-mos bonecos escondidos nos arbustos; outro envolvia fazermos um vídeo com uma música apropriada para casamento em que dançassemos swing dancing e breakdance; outro era escrever o nome do festival Ana Fest no chão com o que tivessem disponível; outro ainda em que o grupo tinha que criar um vestido de noiva para um elemento de cada grupo e correr de volta para a casa o mais rapidamente possível. Muito divertidos, principalmente o das fotos para o Instagram e o do vídeo que foram de chorar a rir.

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Ao voltarmos para casa, foi a hora do chá onde tinha lá uma série de presentes ou objectos que representavam alguma lembrança que cada uma das minhas amigas tinha de mim e eu tinha que adivinhar quem tinha dado cada presente baseada no presente dado. Acho que consegui identificar a maioria, mas alguns presentes poderiam ter sido oferecidos por mais que uma delas por isso alguns casos foram complicados. 

 

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Depois seguiu a hora dos cocktails de prosecco que estavam deliciosos, seguidos de jantar que foram Tacos e seguiu-se o jogo do Mr. & Ms. que envolveu três partes - primeiro fizeram-me perguntas que já tinham feito ao noivo sobre ele, depois fizeram outras questões sobre mim e ele em que eu tinha que responder da forma que eu achava que ele iria responder e não a minha opinião. Depois mostraram um vídeo que filmaram com ele a dar as respostas que estava hilariante. Finalmente fizeram-me responder a questões também sobre ele em que tinha escolha dupla e tinha que responder imediatamente. Acho que acertei cerca de 65-70% por isso não está mau. 

 

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O final da noite terminou com dança e como as Damas pensaram em tudo, tinham também tinta florescente para a cara. 

 

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Foi simplesmente um dia muito, muito giro e nem sei bem como agradever às Damas por todo o trabalho e esforço que tiveram para criar este dia e noite tão bons para mim e para todas as minhas amigas que vieram à despedida. Mas para quem também venha a organizar uma despedida de solteira, posso dizer que aconselho altamente as ideias e jogos que descrevi aqui. 

 

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