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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Férias nas Maurícias

Este verão, eu e o Inglês decidimos ir passar as férias nas Maurícias. Ficámos lá uma semana mas até pareceu um pouco mais porque, quando se está a passear num ambiente tão diferente com tantas coisas para fazer e ver, parece que o tempo se estica e que ficámos lá muito mais tempo do que o que o tempo que realmente passou. O que foi particularmente interessante foram mesmo as cores de tudo o que nos rodeava. Todas as manhãs eu ficava mais que espantada a olhar para toda a beleza natural que tinha à minha volta. A zona de Balaclava e algumas outras zonas por onde passei eram mesmo muito bonitas. Vou deixar as fotos falarem por si:

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A ilha é muito verdejante

 

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Tem locais perfeitos para relaxar

 

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 Os mercados de produtos frescos são impressionantes

 

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Tem pôres-de-sol inesquecíveis

 

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A comida é deliciosa

 

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As paisagens são estupendas

 

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E as praias são magníficas

 

Resultado - adorei e aconselho vivamente para quem tiver o interesse de visitar um dia.

 

 

 

O mistério da maternidade

Neste momento estou sentada num avião e ao meu lado estão uma mãe e filha com cerca de 3 anos. Estamos num voo para Boston por isso, quando me apercebi que a minha companheira de voo seria uma criança de 3 anos ate fiquei com receio das próximas 6h e meia que tinha pela frente. No entanto, a cada birra que a filha faz, a mãe até agora, tem conseguido acalmá-la. Devo dizer que, numa escala de mal comportamento, até que a criança, tem-se demonstrado relativamente bem comportada, tipo a nível 4 numa escala de 10, mas não deixa de querer sempre mais qualquer coisa - ou tem fome, ou quer ajuda para encontrar o desenho-animado no iPad, ou quer mudar de lugar, ou deita o copo cheio de água cair para o chão,…

 

Enquanto isso, o pai e a filha mais velha com cerca de 9 ou 10 anos e, portanto, muito mais calma e bem comportada, estão sentados nos lugares imediatamente à frente. Claro que a mãe é que fica com a filhota mais nova e menos bem comportada. Não sei bem porque é assim, mas parece ser uma situação geral quando vejo famílias viajar. Será que os próprios pais estão a dizer com isso que não sabem como lidar com crianças mais excitadas no voo? Ou será que são as mães que não conseguem deixar a criança mais pequena e pensar que essa é a criança que precisa mais delas?

 

Tenho que admitir que devido aos acontecimentos ao meu lado durante a viagem até agora (estamos a cerca de meio do voo), que já passei por várias fases de sentimentos – primeiro estava chateada por ter uma criança ao lado que a mãe não parava de dizer para estar quieta. Depois senti-me satisfeita por estar na minha situação actual – sem crianças, numa viagem de trabalho para Boston, que ate já não me importei nada de ter que estar a trabalhar durante parte do voo, visto que preferia muito mais esta situação, do que a situação em que esta mãe está. Mas a minha terceira fase de sentimento foi de pena desta mãe. Pena quando a filha da frente, de repente decide inclinar as costas da cadeira enquanto a mãe ainda estava com um copo de café cheio, que o fez cair ao chão, e ela ficar com as calcas todas sujas de café quente. O marido só lhe deu um guardanapito com que se limpar, e quando a mãe confrontou a filha com a situação, a filha respondeu “how is that my fault?”, como se não fosse nada com ela. Eu também não tinha nada com que a pudesse ajudar para limpar o café das calças, o que me fez sentir mal, principalmente quando vi o ar com que aquela mãe ficou, que nem era bem de tristeza, mas mais de vazio e cansaço.

 

Sinceramente, por exemplos como estes, parece-me incrivelmente difícil ser mãe! Não consigo bem imaginar como seria ter que passar por isto o tempo todo? Constantemente a dizer para a criança parar, constantemente a ser vítima dos desvaneios das crianças,... Deve ser preciso ser uma super mulher que está acima de tudo isto e que consegue ter imensa paciência para conseguir viver de uma forma saudável, porque senão como é que fazem? Ao mesmo tempo que escrevo esta pergunta, verifico o quanto parva esta questão é. As mulheres têm sido mães desde o início da nossa civilização, e continuam a repetir e a ter mais do que um filho, por isso, a experiência não pode ser má. Mas parece ser má.

 

É  impossível saber ao certo como a criança vai nascer. Umas são muito calminhas, outras crianças são uns terrores. E o facto de serem um anjinho ou um terror não tem muito ou nada a haver com a educação ao início, mas simplesmente com a personalidade da criança. Ao passar dos primeiros anos, claro que a educação irá influenciar muito, mas mesmo assim, há sempre uma certa inquietação nas crianças que só pára com o passar dos anos. Mas são muitos anos até a criança ser uma adulta e ter uma relação de adultos com os pais. E até lá, como se faz? Vive-se anos e anos da vida a mandar outro ser humano comportar-se. Esta situação da maternidade continua a ser um mistério para mim, que não consigo bem perceber. E não quero dizer com isso que nunca vou querer ter filhos, porque nunca digo nunca, e não sei o que o dia de amanhã me reserva. Por vezes o interesse da maternidade pode mudar muito com mudanças pessoais, como sei que aconteceu com mulheres amigas que diziam não ter interesse em ser mães, e entretanto já vão na segunda gravidez. No entanto, se me perguntassem hoje se preferia continuar com a vida que tenho e poder fazer aquilo que quero, ter controlo sobre o meu horário, sobre os meus hobbies, sobre as minhas viagens, sobre as minhas noitadas, os meus longos passeios, ou ficar grávida amanhã…, eu sei bem aquilo que ía escolher.

 

E já que a viagem foi a Boston, fica uma foto das docas

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Seaport, Boston 

 

Nota: Post escrito durante o voo para Boston, mas publicado só na volta

Despedida de Solteira em Bath

Não, não é a minha, que não tenho quaisquer planos de casamento. Mas estamos em época de casamentos, e como tal, as despedidas de solteiras também não falham. Só neste fim-de-semana, conheço 3 outras raparigas que também foram a outras despedidas de solteiras. O meu Instagram não parou com imagens das mesmas. Aquela a que fui, decorreu em Bath. Bath é uma das cidades mais populares para festas de despedida por causa dos muitos locais de Banhos/Spa abertos à comunidade desde os finais do século XIX. No entanto, nós só para contrariar, não fomos ao Spa. Devo dizer que eu própria fiquei surpreendida, visto pensar que essa fosse a principal razão por irmos passar o fim-de-semana por lá, mas as damas de honor decidiram-se por outra opção que também foi agradável e divertido de qualquer forma. 

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Ao chegarmos à casa no sábado de manhã, já estava tudo preparado em termos de decoração  - pensem em tudo aquilo que constitui uma típica festa de solteira, desde pilinhas insufláveis a outros acessórios de teor semelhante.  Tínhamos também um bom pequeno-almoço à nossa espera e até um 'goody bag'. Depois da inicial animação da chegada e de nos termos apresentado a quem ainda não conhecíamos, lá seguimos para a cidade, para começar a tarde numa classe de cocktails. Aprendi umas coisas úteis, até porque recebi recentemente um kit para fazer cocktails, por isso esta aula veio mesmo dar jeito. 

 

A segunda parte da tarde foi passada na 'praia de Bath'. Está entre aspas porque Bath não fica ao pé do mar, portanto o conceito de praia é um bocado relativo. Basicamente, é o primeiro ano em que o concelho da localidade aceitou transformar uma pequena parte do parque da cidade em zona de areia, com cabanas de praia, decoração tiki, e zona de jogos tipo mini-golf, voleybol de praia e ping pong. Ficámos por lá entretidas durante umas horas, até perto da hora de jantar. 

 

O jantar foi em casa, onde tínhamos um chef (por sinal o mesmo chef que vai cozinhar para o casamento) que cozinhou o nosso jantar. Eu nem fazia ideia que este é um grande negócio, mas aparentemente, ele faz a maior parte do seu dinheiro através deste tipo de festas privadas de despedidas de solteiras e semelhantes). Devo dizer que o jantar estava absolutamente delicioso. Fica o exemplo da entrada e sobremesa nas fotos em baixo. 

 

Depois o resto da noite foi passada em casa, a fazer jogos, seguidos de uma noite de Silent Disco. Estava um pouco incerta sobre a idea da Silent Disco, porque geralmente a vantagem de uma Silent Disco, é que as pessoas podem escolher a playlist que ouvem, e dançam de uma forma completamente diferente umas das outras. Neste caso, apenas havia a opção para ouvir de uma playlist, mas devo dizer que foi suficiente. Uma vez que tínhamos a música junto dos ouvidos, não dá para conversar. Assim sendo, só nos resta dançar, e foi o que fizemos o resto da noite. Inclusive, como estava uma noite tão quente e visto a Silent Disco não fazer barulho nenhum para quem não tenha os auscultadores, fomos para a rua dançar. Quem passava pela rua ficava a olhar para nós com ar suspeito. Acho que a maioria percebia que estávamos numa Silent Disco. Uma rapariga até se quis juntar ao grupo e ficou a dançar connosco ali no meio daquela rua em Bath pelas 2h da manhã.

 

Foi muito giro. Agora estou é curiosa pelo casamento porque vai ser a primeira vez que vou a um casamento com tradições Judaicas.  

 

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Passeio com um fotógrafo em Londres

No outro dia, o fotógrafo Victor Guidini contacta-me e pergunta se quero fazer uma sessão fotográfica num local à escolha de Londres. Não foi preciso pensar duas vezes, claro que queria! E quanto ao lugar, o primeiro sítio que me veio à cabeça, foi uma das minhas zonas preferidas onde ir passear - Broadway Market e o Regent's Canal em Hackney. Algumas das fotos tiradas vão ajudar-me a explicar o porque é que este é provavelmente o meu passeio favorito a fazer em Londres.

 

BROADWAY MARKET

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Se estas fotos tivessem sido tiradas a um sábado, não seria possível tirar uma foto ao pub de especialidades de cerveja Belgas, 'The Dove', sem uma quantidade de stands de comida e vestuário 'vintage' à frente. Sábado é o dia de Mercado, e esta rua fica sempre num reboliço durante esse dia da semana. 

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'La Bouche' é um dos vários locais preferidos por muitos para tomar o brunch. Este café/mercearia/deli tem uma bancada cheio de comida fresca e deliciosa por isso não admira ser difícil encontrar uma mesa livre aos fins-de-semana.

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 Esta rua também tem várias opções para passar a noite. No Broadway Market encontram 2 pubs tradicionais, vários restaurantes e uns 3 ou 4 bares. Um deles é o Kansas Smitty's, um cocktail bar localizado em baixo do bar 'Off broadway' que conta com actuações de jazz ao vivo todas as noites.

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Outra coisa de que gosto é que, ao contrário de muitos outros mercados de Londres, este não é um mercado turístico. Apesar de ter sofrido mudanças ao longo dos anos, contínua a ser um mercado que serve as comunidades locais, se bem que efectivamente, alguns dos comerciantes aproveitam o facto do mercado ser popular, para manterem os preços elevados.

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Nas ruas transverssais encontram vários murais com street art, incluíndo este com a Frida Kahlo.

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Imediatamente a sul de Broadway Market, encontram a saída para o canal, e ao caminharem uns 5 minutos para este, vão ter a Victoria Park.

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 Todos os domingos, encontram também um pequeno mercado no centro de Victoria Park, que conta principalmente com a venda de comes e bebes, assim como fruta e legumes frescos, peixe fresco, etc. 

 

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 Obrigada ao fotógrafo https://www.victorguidini.com/ pelas sessão fotográfica num dos meus locais preferidos.

 

 

Pequenas descobertas - Inns of Chancery

No outro dia andei a passear por volta da hora de almoço e decidi entrar nos Inns of Chancery, em Chancery Lane, que constituem o conjunto de vários edifícios que formam os 'Chambers of Lawyers' onde empresas de advogados das mais variadas especialidades se podem encontrar. Tive que passar por um portão com segurança por isso senti que estava num local onde possivelmente não devia estar, mas o que fez de todo o mais interessante de explorar o exterior daqueles edifícios de aspecto monumental. Verifiquei que a extensão dos edifícios é bem maior do que aquela que aparenta do lado de fora. Lá dentro encontrei umas arcadas antigas e um grande jardim agradável.

 

O pequeno passei fez-me ficar com curiosidade para ir à descoberta de mais locais semelhantes. Ficam as fotos dos edifícios que tirei.

 

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Tempo para mim

Cheguei de volta a Londres ontem após as celebrações Natalícias em Portugal. Ainda estou de férias toda a semana, mas quiz voltar para aproveitar a calma que esta semana geralmente me oferece. É o único tempo do ano onde sinto que consigo ter vários dias só para mim. O resto do ano, sempre que tenho férias, vou para algum lado, ou tenho actividades e outras coisas para fazer. Verdade seja dita, escrevi no avião uma longa lista de coisas para fazer durante esta semana, mas uma das coisas que escrevi foi - passear. Só passear, sem distúrbios, sem destino, sem qualquer outro interesse senão passar tempo comigo própria, a ouvir a minha música e a deixar-me ir pelos meus pensamentos. Até pedi ao meu namorado para vir um dia mais tarde de casa dos pais para eu ter o espaço da casa só para mim durante um dia inteiro. Ele percebeu. Por vezes simplesmente é bom estar sozinha, e hoje em dia não tenho muitas oportunidades de o fazer.

 

Saí de casa no início da tarde e comecei a andar. Segui por ruas laterais onde nunca tinha passado antes, e daí passei para outras ruas laterais a descobrir novas zonas. Adoro andar à descoberta e Londres tem sempre alguma outra rua por onde nunca passei. Fui parar a sul de Whitechapel onde deparei com o cinema Curzon Aldgate que não sabia que existia e, devo dizer que me pareceu ter muito bom aspecto, por isso adicionei à minha lista de locais a ir. Depois voltei para Norte novamente e parei na Whitechapel Gallery que, surpreendentemente, ainda nunca tinha visitado.

 

A maior parte das exposições na galeria têm entrada gratuita e, achei particularmente interessante o facto de estar exposto o trabalho de dois artistas Portugueses - Leonor Antunes, que vive em Berlim e criou um espaço intitulado 'The Frisson of Togetherness' onde apresenta uma combinação de como diferentes escultura e materias diferentes se podem apresentar de uma forma harmoniosa. O segundo projecto do artista Português Luís Lázaro Matos trata-se de um filme de animação intitulado 'The Nomadic City of Camela' que conta a história de uma cidade móvel construída no dorso de um camelo. O projecto do Luís vai continuar na Whitechapel Gallery até dia 28 de Janeiro e o projecto da Leonor ficará lá até 9 de Abril caso estejam interessados em visitar. 

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A Corrida de Pais Natal

Esqueci-me de falar sobre um evento quando escrevi o post sobre o que fazer em Dezembro - A Corrida dos Pais Natal ou 'Santa Run in the City', que foi uma corrida de 5 quilómetros ao longo da margem sul e norte do Rio Tamisa no centro de Londres, onde mais de 1,000 pessoas vestidas de Pai Natal percorreu as ruas. Participei também e devo dizer que mal deu para sentir que corremos os tais 5 quilómetros sendo que a vista é tão bonita ao longo de todo o percurso e foi divertido correr com tantas pessoas vestidas de Pai Natal. Fica uma foto do evento, mesmo antes de darmos início à corrida. 

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Como despedir alguém

Esta semana que passou foi uma das mais difíceis que tive no trabalho até hoje. Tinha sido informada na sexta-feira anterior, que a nossa empresa ia ter que fazer cortes de pessoal - 80 pessoas para ser exacta, e no nosso escritório seriam cortadas 19 pessoas, entre elas 3 membros da minha equipa. Os cortes iam ser anunciados na quarta-feira que passou, por isso passei o fim-de-semana e os primeiros dois dias da semana a preparar-me para fazer o inevitável. Durante esses dias também tentei encontrar alternativas para manter dois dos membros da equipa, na empresa, ao encontrar-lhes outras posições dentro da nossa empresa mãe (a empresa que comprou a nossa, no ano passado). Para um deles não seria possível muda-lo para a outra posição que tinha em mente, por ser uma função significativamente diferente daquela que ele actualmente estava a fazer. Assim sendo, o seu posto teria que ser anunciado como estando em risco de terminação, para que ele depois pode-se candidatar-se à outra função. Para o outro, o posto que tinha em mente faria efectivamente a mesma função, mas iria fazer parte de outra equipa, e iria apoiar ambas as empresa, em vez de apoiar só a nossa. Consegui que a sua mudança para o novo posto fosse aprovada, e assim o seu emprego deixou de ficar em risco. 

 

Na quarta-feira, quanto mais se aproximava da hora em que o nosso patrão ia anunciar as más notícias a todos, mais eu ficava nervosa. Eu tinha preparado exactamente o que ia dizer, de acordo com o que me foi enviado a mim e aos outros gerentes de departamento, pelos Recursos Humanos, mas isso não me deixava acalmar. Estava prestes a virar do avesso a vida de algumas das pessoas com quem tinha trabalhado ao longo de mais de um ano, em ambos os casos, por isso não conseguia deixar de me sentir mal pelo que ia ter que fazer. 

 

A primeira reunião que tive nessa tarde, foi com as pessoas da minha equipa cujas funções não estavam em risco, incluíndo a do que eu tinha conseguido mudar para outra função semelhante de forma a não perder o emprego. Eu estava satisfeita por ter conseguido isso, mas ele não ficou nada satisfeito. Foi a pessoa que recebeu as notícias de pior forma e disse que nunca quereria ir trabalhar para a empresa mãe, que agora considerava como a grande, má, empresa corporativa que fez com que os amigos ficassem sem emprego, e que o mudou a ele de função sem o seu consentimento. Ele quase que gritava de tão zangado que estava, o que me surpreendeu totalmente. Parecia que não estava a ter qualquer consideração pelos colegas que tinham os seus cargos prestes a ser eliminados, ao começar a queixar-se que teve uma alteração de equipa, como se esse facto fosse pior que o de ter o cargo eliminado. 

 

As outras reuniões com cada um, a que tive que dar a notícia de que as suas funções iam ser eliminadas, correram melhor. Eles claro que não estavam nada contentes, mas foram mais profissionais do que o primeiro. 

 

De forma geral, não foi nada fácil ter estas conversas, nem passar pelos dias seguintes num escritório que estava reduzido a 60% das pessoas que tinha anteriormente. E como se isso não fosse suficiente, o departamento inteiro de Marketing foi reestruturado para unificar as duas empresas a nível de marketing, o que também feriu algumas pessoas com as mudanças a nível de linhas de gerência. Esse vai ser uma outra dificuldade com que vou ter também que lidar. 

 

Já tinha estado antes numa empresa que fez despedimentos, mas eu tinha sido uma das pessoas a sair, como tal, ainda não tinha passado por este nível de reestrutura e mudanças, e verifico que efectivamente não é um processo que esteja a ser fácil de ultrapassar. Espero pelo melhor para as próximas semanas, mas a ver vamos. Todas as pessoas lidam com situações como esta de formas diferentes, e nem sempre é fácil lidar com todos os tipos de personalidades. Se alguém tiver experiência em lidar com pessoas difíceis no trabalho, gostava de ouvir qualquer conselho que tenham para dar. 

A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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1º Aniversário na nova casa

Mal posso acreditar que já passou um ano desde que me mudei para o meu apartamento. Há exactamente um ano atrás, por esta hora (20:30h) estava eu no IKEA de Edmonton duvidosa sobre as várias opções de mobílias que tinha visto, com o meu namorado chateado a dizer que eu me tinha que despachar que já estava mais que farto de estar ali  Claro que acabei de sair de lá só mesmo quando fecharam a loja e nos mandaram embora, mas saí sem tudo aquilo que queria e, com a pressa, ainda acabei por trazer umas coisas de que mais tarde me arrependi. 

 

Eventualmente aos poucos e poucos lá fui encontrando as coisas que queria e hoje, um ano mais tarde, sinto-me confortável nesta casa e consegui decorá-la da forma que mais ou menos imaginei ao início. No entanto, ainda não está tudo. Faltam principalmente alguns quadros na parede e um tapete para a sala, mas tenho que ter uma nova onda de energia para voltar a andar à procura deles. 

 

Mantenho-me contente com a decisão de ter comprado em 'shared ownership' e recomendo para quem está na dúvida se essa será uma boa opção. No meu caso ainda não vi qualquer factor negativo relativamente a ter comprado em 'shared ownership' em vez de por inteiro, e bem sei que é uma dúvida que balança muitas pessoas, quando se encontram na fase de comprar casa. Valorizo tanto a localização que tenho a certeza que não iria ter gostado tanto de viver numa casa equivalente mas que fosse totalmente minha, numa zona mais distante onde o valor total da casa fosse mais alcançavel para mim. 

 

No primeiro dia em que fui buscar as chaves e entrei no meu apartamento pela primeira vez, sentei-me no chão da varanda com uma garrafita de vinho branco. 

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Um ano depois, estou a celebrar na mesma varanda com um copo de gin e tónico, com a diferença que desta vez já não me tenho que sentar no chão.

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