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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Preparações para o casamento - Parte III

A próxima viagem para Portugal aproxima-se já para o próximo fim-de-semana, e com ela, tive que tratar de mais algumas coisas para o casamento antes de ir. Chego na sexta-feira ao início da tarde e vou imediatamente do aeroporto para uma reunião com a banda que escolhemos para o casamento. Então tive a pensar na música este fim-de-semana, responder a um questionário que a banda nos tinha enviado, e preparar uma playlist para o DJ ter uma ideia do tipo de música que gostaríamos que passe na festa.

 

Gostei da preparação da música porque uma das questões do questionário pedia a que cada um de nós indicasse as músicas que tenham tido um sentido especial para nós individualmente até agora. Então isso lá me fez pensar nas músicas do baú que já não ouvia à imenso tempo. Fez-me também lembrar dos momentos e épocas da vida a que cada uma das músicas que escolhi estava relacionada. Entre elas tinha algumas de Hip-Hop Português que me relembra os meus tempos em que andava num grupo de dança Hip-Hop. Umas de Hard Rock, que me relembra os meus tempos rebeldes de final da universidade, algumas de dança/club dos anos 90 e das minhas primeiras saídas a discotecas, umas quantas também de Indie Rock que associo aos meus primeiros anos em Londres. Foi giro relembrar o passado através da música. 

 

Logo a seguir à reunião com a banda vou fazer a segunda prova do vestido. Para isso tinha que ter sapatos para poder experimentar o vestido com os sapatos com o salto de altura correcta etc. Encontrar sapatos foi uma dificuldade daquelas. Procurei por tudo que é loja de retalho e loja online, vi entre lojas de noiva e sapatarias normais e não conseguia encontrar nada com as características que eu queria. Como tal acabei por comprar uns online que tinham uns brilhos, o que eu não gosto muito, mas de resto tinham o aspecto, altura e eram do material que eu queria. Recebi-os hoje. Continuo a não achar muita piada aos brilhos, mas imagino que com o vestido não se veja, por isso vou levar para experimentar. O que acham deles?

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Depois do vestido, ainda vou encontrar-me com a empresa de decoração e flores para ir comprar as flores para experimentar colocar no cabelo. 

 

E no dia seguinte de manhã tenho a prova do penteado no cabeleireiro, seguida da prova de comida na quinta. Isto vai ser mesmo um corropio entre cada fornecedor. 

 

Entre as visitas a fornecedores, ainda vou tentar ir jantar a Lisboa na sexta-feira, umas sardinhas assadas aos Santos. Se alguém souber de algum local específico/restaurante que tenha uma festa tradicional boa planeada para esta Sexta, por favor indique, que adorava ter uma melhor noção da zona para onde me destinar. 

 

A frustração de não se conseguir fazer o que se quer

O mês de Abril e Maio é sempre um corropio de fins-de-semana prolongados que sabem tão bem. Mas ao mesmo tempo, tendo-os tão próximos também faz com que haja aquela necessidade de tentar usufruí-los da melhor forma com viagens, passeios, festas, tempo para os hobbies, tempo para os amigos, fazer desporto, aprender coisas novas, ler aquele livro, ir para o parque, ir àquela exibição de arte, etc., etc. Mas a realidade é geralmente crua e dura e nunca parece haver tempo para se fazer todas as coisas que queremos. Eu pelo menos tive essa sensação este fim-de-semana. É o problema quando temos uma grande lista de coisas que queremos fazer, e quando de repente se chega a meio do dia e ainda não conseguimos fazer metade daquilo que queríamos, começa o sentimento de culpa. 

 

O resto do fim-de-semana passei ou com amigos ou a descansar, por isso tinha deixado o dia de hoje para ser o meu dia eficiente. O plano era o seguinte - ir correr para o parque, fazer algumas limpezas em casa, ir às compras de roupa para o trabalho, na volta fazer compras de supermercado, passar por casa para deixar as compras, pegar no meu portátil, ir à exibição 'Is this Tomorrow' na Whitechapel Gallery e depois encontrar um café agradável na zona e ir para lá escrever um post para o blog e tratar de alguma organização para o casamento. E o que aconteceu - fui fazendo as coisas mas ao chegar à parte de voltar a casa das compras já eram quase 17h e estava estafada, por isso não havia forma de ainda ir a uma exibição e os cafés estavam a fechar.

 

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Eu até que me levantei cedo e estava no Coals Drop Yard por volta das 11h. Como as lojas dessa zona são poucas, pensei que pelas 13h estava despachada. Mas não. Sinceramente gosto cada vez menos de ir às compras porque fico com aquela sensação de uma imensa perda de tempo quando demoro muito a encontrar o que pretendo, o que é a maioria das vezes. Mas tinha que ser feito, e não tinha mais dias em que podia ir às compras para o que queria. Voltei a casa um bocado frustrada com a minha incapacidade de não ter conseguido fazer tudo o que queria. Mas depois coloquei por escrito todas as minhas actividades do dia, e sinceramente isso fez-me sentir melhor. OK, posso não ter conseguido que o dia se tornasse naquilo que tinha em mente, mas até que consegui completar várias coisas. E afinal, talvez eu tivesse sido demasiado ambiciosa no número de coisas que queria fazer. Foi por isso mesmo que até decidi escrever este post sobre o assunto.

 

Eu, e concerteza muitas pessoas, por vezes podem sentir que não estão a utilizar o seu tempo da melhor forma, mas por vezes podemos estar a ser demasiado duros connosco próprios. Parar um pouco para pensar no que efectivamente conseguimos fazer, ajuda a colocar as coisas em perspectiva, e é OK se não conseguimos fazer tudo o que queremos num mesmo dia. Também é OK os dias em que não nos apetece fazer nada e passamos a tarde em frente à TV. Há que manter um bom balanço e há que respeitar o nosso próprio tempo e a nossa capacidade para fazermos as coisas que queremos. Senão, simplesmente andamos constantemente cansados e chateados por não alcançarmos tudo o que queremos, quer isso seja uma lista de pequenas coisas a fazer num fim-de-semana, a fazer no trabalho ou na vida de forma geral. 

A despedida de solteira!!

É oficial - eu tenho as melhores Damas-de-Honor do mundo! 

 

O fim-de-semana que prepararam foi incrivelmente bem organizado e pensado ao pormenor. Como tinha indicado no último post, eu ainda não fazia ideia do que me esperava o fim-de-semana. Eu sabia que íamos passar o fim-de-semana fora, mas era mesmo só isso. 

 

A surpresa começou logo quando uma das Damas-de-Honor (passo a referir-me a elas como Damas para ser mais curto) me veio buscar a casa com um grande balão amarelo que eu tinha que preservar durante todo o fim-de-semana. Apanhámos o comboio na estação de Paddington onde algumas outras amigas também já lá estavam. 

 

Durante a viagem elas deram-me 3 presentes que serviam como pista para o que estava a acontecer. O primeiro foi um desinfetante para as mãos. Fiquei um bocado confusa com esse presente. O segundo presente foi um 'shewee' que são os instrumentos para as mulheres poderem urinar de pé. E o terceiro foi um rolo de papel higiénico. E com esses presentes cheguei à conclusão - vamos para um festival! Elas sabem que eu gosto de festivais mas não estava mesmo nada à espera de ir para um festival nesse fim-de-semana. Mas entretanto ao chegarmos à estação achei muito estranho não haver ali mais ninguém com ar de quem ía para um festival por isso comecei a suspeitar novamente. Eventualmente chegámos a uma quinta. Uma das Damas levou-me pela casa separadamente, e no momento em que passei para o jardim, estava lá todo o ambiente de um festival preparado para mim e estavam lá as minhas outras amigas também - chamaram-lhe o Ana Fest! 

 

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E o que estava no Ana Fest - havia uma tenda chamada 'Palácio de Sintra' onde estavam a fazer pinturas de cara e trancinhas; havia uma zona de jogos 'patrocinado' pela Rapha porque o Inglês é ciclista e adora essa marca; havia a zona das Bridesmaids Kitchen intitulada de Street Feast que estava ao controlo de uma das Damas que é uma cozinheira daquelas de mão cheia; havia a zona da 'Auntie Filipa's Tea House' onde tomámos chá e comemos Pastéis de Nata à hora do lanche; havia uma zona de coktails, o meu quarto tinha o nome de 'glamping'; havia a zona da lareira para cantarmos canções ao final da noite; e uma das Damas que tem um set de DJ foi a nossa DJ da noite. Foi tão, tão giro, nem sem bem explicar o quanto gostei de tudo. 

 

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Quanto à parte dos jogos fizemos vários que nos entreteram durante um bom bocado - as Damas dividiram-nos em dois grupos, cada grupo fazia os jogos e no final as Damas votaram no grupo vencedor. Um dos jogos envolvia tirarmos uma série de fotos, como se tivessemos a criar fotos para promover o #Anafest no Instagram Stories; outro jogo envolvia encontrar-mos bonecos escondidos nos arbustos; outro envolvia fazermos um vídeo com uma música apropriada para casamento em que dançassemos swing dancing e breakdance; outro era escrever o nome do festival Ana Fest no chão com o que tivessem disponível; outro ainda em que o grupo tinha que criar um vestido de noiva para um elemento de cada grupo e correr de volta para a casa o mais rapidamente possível. Muito divertidos, principalmente o das fotos para o Instagram e o do vídeo que foram de chorar a rir.

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Ao voltarmos para casa, foi a hora do chá onde tinha lá uma série de presentes ou objectos que representavam alguma lembrança que cada uma das minhas amigas tinha de mim e eu tinha que adivinhar quem tinha dado cada presente baseada no presente dado. Acho que consegui identificar a maioria, mas alguns presentes poderiam ter sido oferecidos por mais que uma delas por isso alguns casos foram complicados. 

 

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Depois seguiu a hora dos cocktails de prosecco que estavam deliciosos, seguidos de jantar que foram Tacos e seguiu-se o jogo do Mr. & Ms. que envolveu três partes - primeiro fizeram-me perguntas que já tinham feito ao noivo sobre ele, depois fizeram outras questões sobre mim e ele em que eu tinha que responder da forma que eu achava que ele iria responder e não a minha opinião. Depois mostraram um vídeo que filmaram com ele a dar as respostas que estava hilariante. Finalmente fizeram-me responder a questões também sobre ele em que tinha escolha dupla e tinha que responder imediatamente. Acho que acertei cerca de 65-70% por isso não está mau. 

 

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O final da noite terminou com dança e como as Damas pensaram em tudo, tinham também tinta florescente para a cara. 

 

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Foi simplesmente um dia muito, muito giro e nem sei bem como agradever às Damas por todo o trabalho e esforço que tiveram para criar este dia e noite tão bons para mim e para todas as minhas amigas que vieram à despedida. Mas para quem também venha a organizar uma despedida de solteira, posso dizer que aconselho altamente as ideias e jogos que descrevi aqui. 

 

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As damas-de-honor e a busca do vestido

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Convidei cinco amigas para serem as minhas damas-de-honor para o casamento. Em vez de juntar um grupo de amigas onde todas se conhecessem, preferi convidar um grupo de representantes de diferentes partes da minha vida. Assim sendo, uma é uma amiga de Portugal, que conheci através do meu grupo de dança hip-hop, passávamos muito tempo juntas, introduzimos os respectivos grupos de amigos, e após quase uma década e meia fora do país, ainda é das poucas amigas que tento ver sempre que volto a Portugal. É a representante da minha vida em Portugal.

 

As restantes damas-de-honor conheci já em Londres. Uma é também Portuguesa e conheci-a através do blog, talvez durante o primeiro ano de ‘vida’ do Tuga em Londres :-) Ela também tinha um blog na altura, e um dia, após ler um post que tinha escrito sobre uma festa a que tinha ido em Elephant & Castle, ela escreveu-me a dizer que também vivia ali na zona e a perguntar se quería ir tomar café. Fomos, e ficámos amigas a partir daí. É a representante do meu blog e uma das minhas coneções com Portugal e com a língua Portuguesa aqui em Londres.

 

A terceira, conheci alguns meses mais tarde, num encontro do grupo ‘New Girls in London’ do meetup.com. Acho que esse grupo específico já não existe, mas ainda há muitos outros semelhantes no site. Ela é Francesa e vivia na mesma zona que eu em Clapham. Decidimos voltar a encontrar-nos e ficámos muito amigas desde então. É a representante dos meus dias de festa, viagens, noitadas e afins.

 

A quarta e quinta damas são amigas Inglesas que conheci através do meu grupo de dança de Swing. O nosso grupo era muito regular e todas as quartas à noite nos encontrávamos no mesmo local para dançar e socializar. Aos poucos e poucos, começámos a encontrar-nos para outras ocasiões não relacionadas com a dança e, passados cerca de 6 anos ainda somos muito amigas e vemo-nos frequentemente (muito ocasionalmente ainda vamos dançar). São as minhas representantes da dança e da minha vida no Este de Londres. 

 

Assim está formado o grupinho de amigas que me fazem lembrar tantas partes e momentos diferentes da minha vida e que estou super entusiasmada por terem aceito ser minhas damas-de-honor.

 

Como a minha cor favorita é o amarelo, queria muito que elas se vestissem de amarelo no casamento, mas infelizmente o amarelo não é das cores mais populares para vestidos de damas-de-honor, pelo que tem sido complicado encontrar um de que todas gostem. Felizmente este ano até que a cor amarela está na moda, portanto ainda se encontra alguma coisa pelas lojas, mas não muito.

 

Começámos por experimentar comprar online, mas rapidamente descobrimos que os vestidos que parecem lindíssimos vindos da Ásia, nem sempre têm a qualidade que aparenta nas fotos. Por isso lá tive que fazer umas encomendas e imediatos retornos. O website da Asos até que tem vários vestidos amarelos, mas tentámos fazer a encomenda tarde demais porque já não havia os tamanhos mais comuns disponíveis no site quando fomos tentar encomendar.

 

Então decidimos ir ontem fazer a ronda das lojas em Oxford Street. Para evitar perdermos tempo, eu tinha pesquisado nos websites das lojas, quais as marcas que tinham vestidos amarelos com potencial para ser o nosso vestido de escolha. E foi logo na segunda loja que elas encontraram o seu vestido de escolha, que ficou bem a todas, apesar dos seus estilos de corpo e complexidade de pele serem diferentes. Ainda fomos ver mais umas lojas pelo sim, pelo não, mas não encontrámos mais nenhum de que gostássemos tanto, e portanto ficou o facto resolvido na volta à segunda loja. Acho que nenhuma de nós estava a contar efectivamente encontrar jontem o vestido, muito menos um mesmo vestido de que todas gostassem. Até pensei que teríamos que comprar vestidos diferentes, mas não foi necessário, o que é óptimo!

De vestidos tratados, agora falta ainda tratar de acessórios para cabelos etc., mas isso deverá ser fácil, espero.

 

Entretanto elas agora andam de muitos segredos a preparar a minha Despedida de Solteira, que vai ser já daqui a duas semanas! Só sei que vamos passar o fim-de-semana fora de casa, mas não sei onde. Perguntei-lhes o que eu devia preparar para levar vestido, mas elas disseram que eu não precisava de levar nada, o que me fez ficar um bocado assustada com a ideia de que me devem ir fazer vestir com uma fatiota qualquer. Até estou com um bocado de receio.  A ver…

 

Preparações para o casamento - Parte II

Este fim-de-semana fui a Lisboa tratar dumas coisas para o casamento numa visita que não demorou nem 24 horas. Nem tinha bem reparado que ía tão de fugida até os meus pais fazerem mencionarem o assunto  Mas enfim, por vezes tem que ser. Então, assim que cheguei ao aeroporto, fui deixar o noivo para ir almoçar no Campo Pequeno, enquanto fui fazer a minha primeira prova do vestido.

 

O pequeno problema é que me tinham deixado o vestido apertadíssimo. Das duas uma - ou pensavam que eu precisava de emagrecer um bocadão até à data do casamento, ou tiraram mal as medidas, que aquilo estava tão apertado que até me saltou um botão 

 

Com as medidas voltadas a tirar, só me resta esperar que para a próxima prova, em Junho, a coisa já esteja certa. 

 

Em seguida foi a vez da visita à quinta, que o noivo ainda não tinha visto. Stress! Mas ele gostou muito e eu também até gostei mais de a ver desta vez do que da primeira vez que lá tinha ido. O que a visita me fez aperceber é que ainda tenho muitas mais coisas para tratar do que aquilo com que estava a contar. Mas nesse sentido, ainda bem que fui lá já em Março para não ter que deixar a coisa tudo muito para a última da hora. 

 

Agora uma parte que estou a achar um pouco mais complicada de decidir/saber bem o que fazer, do que o que inicialmente pensei, é a cerimónia em si. Nós vamos fazer uma cerimónia simbólica de casamento, e vai ser um amigo que nos vai ajudar a liderar a cerimónia, mas tenho conseguido encontrar menos informação sobre o que fazer/o que dizer do que aquilo que estava à espera. Encontro várias ideias de partes para a cerimónia, mas o passo a passo do que fazer em ordem e ideias sobre os textos a utilizar, está a ser mais complicado. Se alguém tiver feito ou visto alguma cerimónia do estilo, adorava saber como foi. 

 

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Mais um ano em Londres em revista

Ao aproximar-nos do final do ano, é inevitável querer fazer um balanço do ano que passou, do que gostámos, do que não gostámos, do que nos marcou, do que queremos melhorar para o ano seguinte,... Este foi o meu:

 

Trabalho: Comecei o ano com uma promoção. Foi das promoções mais entusiasmantes e mais assustadoras que já recebi. Não veio sem os seus problemas - houve uma pessoa que não gostou nada e me fez a vida negra durante uns tempos; comecei a trabalhar com outras novas pessoas com quem aprendi mais; ao ter mais responsabilidade aprendi que quando há problemas a culpa deve ser assumida por mim, quando há prezas, devem ser passadas para a equipa; aprendi mais sobre psicologia e como lidar com pessoas diferentes; aprendi que há limites para energisar os outros quando eles não querem ser energisados; aprendi a importância de me reunir com diferentes pessoas mesmo que seja uma perca de tempo, para dar visibilidade do que fazemos a pessoas mais sénior que eu. Em 2019 já sei que vão haver mais mudanças e ainda não sei se vou gostar delas ou se não, mas o importante é que quero manter a minha energia, dedicação e paixão por aquilo que faço. Se isso deixar de se concretizar eu sei que será tempo de mudar.

 

Amizades: Fiz muito poucas amizades novas este ano. Consigo contar uma ou duas, o que é uma grande diferença do que eu costumava fazer em anos anteriores. Acho que estou na fase em que gosto mais de passar tempo de qualidade com os amigos que tenho do que estar sempre a tentar aumentar o meu grupo de amizades que já é relativamente estável. Digo relativamente porque de repente este ano muitos amigos saíram ou planearam sair de Londres, o que me deixou triste. A ver como a vida se vai desenvolver no ramo de amizades para o próximo ano.

 

 
 
 
 
 
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Adorei passear pelo #Porto hoje. Vista do terraço #portocruz em #vilanovadegaia #gaia #tugaemferias #tuganoporto #feriasporto

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Viagens: Fiz duas grandes viagens este ano - para o Oeste da Austrália para ir a um casamento no início do ano, e às Ilhas Maurícias mais para o fim do ano. Aproveitei também para visitar o Porto por alturas da Páscoa que já lá não ia há muito, e adorei a visita. Depois tive várias pequenas viagens com o trabalho, mas sem dúvida que as mais marcantes foram estas três. Ainda não tenho planos de viagens para 2019 para além de várias visitas a Portugal.

 

Verão: O verão em Londres este ano foi estupendo. Um dos melhores verões em termos de temperatura desde que vivo em Londres, e isso reflectiu-se na alegria das pessoas no dia-a-dia. Alguns momentos vão fazer-me lembrar deste verão, principalmente o Queen's Yard Summer Party em Hackney Wick que foi um dia excelente passado com amigos num ambiente de festa ao ar-livre; o ambiente durante o Mundial de futebol de que falei aqui e aqui; os passeios de bicicleta, e os festivais de verão onde fui.

 

Novos locais que descobri: Os leitores do blog habituais já sabem que adoro descobrir novos locais, e felizmente, em Londres, novos locais é coisa que nunca falta. Estes foram aqueles que visitei pela primeira vez este ano e que gostei para lá querer voltar - Peckham Levels (efectivamente fui a uma festa num escritório nos andares do Peckham Levels, portanto apenas passei pelos bares a caminho da festa, mas gostei do que vi); os Nomadic Community Gardens em Brick Lane que descobri um dia em que estava a passear pela zona; Grow, um bar e café nas margens do canal em Hackney Wick que conta com inúmeros eventos de música ao vivo, nomeadamente jazz, bossa nova, reggae e outros estilos, que decorrem ao longo de todo o ano;  Coal Drop Yard, a nova zona comercial junto a Granary Square que, para mim, fez com que Kings Cross se tenha transformado num novo destino para compras, o que prefiro muito mais do que ir ao Centro de Londres por ser mais calma e agradável. Este ano também fui a 4 restaurantes adicionais do nosso A-Z dos Restaurantes que já ando a fazer com o namorado à dois anos em que tentamos visitar um restaurante diferente para cada letra do alfabeto. Ainda só estamos na letra H, porque há sempre alguma letra que é complicada. Por exemplo, para a letra H, queríamos ir comer comida Húngara, mas neste momento só há um restaurante Húngaro em Londres que fica em New Cross e demorou uns tempos para lá ir. Este ano fomos a restaurantes do Equador, França, Grécia, e Hungria. Se continuarmos com esta média de 4 restaurantes por ano, ainda nos vai faltar uns anitos até conseguirmos chegar à letra Z da nossa #voltaaosrestaurantes.

 

Amor: Em termos de amor a coisa anda bem. Tão bem, que este ano, o Inglês fez-me um daqueles momentos à filme, durante um pôr-do-sol quando estávamos nas Ilhas Maurícias, para me pedir em casamento. Resultado, vamos ter casório para 2019 e desde então tenho andado de um lado para o outro a tentar perceber os vários detalhes de organizar um casamento que são mais que muitos. Desde a burocracia, à organização e aos convidados, isto de organizar casamento não é assim tão simples quanto pensava. Mas também ainda estou no início dos preparativos e acho que ainda vou ter muito que falar sobre este assunto em 2019. 

 

Desejos de uma entrada em grande e óptimo ano de 2019 para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

 

Detox do telemóvel

Hoje quando cheguei ao escritório e ía tirar o telemóvel para o colocar na mesa ao lado do meu teclado, como sempre faço, reparei que não tinha o telemóvel! Ao pensar no assunto, lembrei-me de que provavelmente o tinha colocado numa outra mala que estava a pensar trazer esta manhã. 

 

A minha primeira reacção:

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Quando me apercebo bem as consequências da situação:

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Ao pensar melhor nas minhas opções:

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Mas depois lembro-me que também uso o telemóvel para o trabalho:

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Mas afinal até que foi bom, porque passei o dia mais concentrada no trabalho

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E até pude aproveitar melhor a hora de almoço para fazer outras coisas

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Eventualmente com o final do dia aproximou-se a hora de ver todas as mensagens que perdi

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E chega o momento...

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A minha primeira experiência no Web Summit

Esta semana que passou estive por Lisboa para ir à Web Summit. Fiquei com interesse em ir quando, uma ex-colega que foi o ano passado, me descreveu tudo o que de positivo achou de ter lá ido. Então nessa altura adicionei o meu e-mail à newsletter do 'Women in Tech' da Web Summit e, quando os bilhetes 'early bird' abriram por volta de Março ou Abril, comprei logo. Ficou a cerca de £85 por dois bilhetes, por isso vale bem a pena marcar logo. Infelizmente esse desconto está só disponível para mulheres, que eu saiba, com o intuito de atrair mais mulheres da indústria à conferência. 

 

Devido a ser uma altura complicada no trabalho, não consegui dedicar os dias todos à conferência, mas estive lá na noite de abertura e o dia todo de Terça-feira. E devo dizer que estava cheia de pena de não ter lá ficado mais, quando me dirigi para o aeroporto nessa noite. Para quem esteja na área da tecnologia, ou que esteja numa empresa que aprecia inovação em tecnologia, acho que a conferência vale mesmo a pena visitar. As palestras em si, são muito variadas e, as que ouvi, foram muito boas. Mas o que é também muito bom é o networking proporcionado. Eu estava sozinha na primeira noite, mas fui à zona do 'Night Summit', que basicamente se refere à zona de entretenimento nocturno, e facilmente comecei a conhecer logo pessoas tive conversas muito interessantes com empreendedores e outros profissionais. Tendo a experiência de outros eventos onde as pessoas costumam ficar nos seus grupos, aqui, sinceramente foi muito fácil conhecer outras pessoas e ter conversas relevantes para a minha área de trabalho. 

 

Este ano anunciaram que a Web Summit está contratada para continuar a decorrer em Lisboa durante os próximos 10 anos, e foi bom ver que uma grande quantidade de empresários Portugueses na área da tecnologia estão envolvidos no desenvolvimento e apoio da realização da Web Summit, já que todos foram chamados ao palco em forma de agradecimento. O que não foi bom ver, foi o facto de que, quando estes cerca de 50 empresários vieram ao palco, entre eles só consegui ver cerca de 2 ou 3 mulheres. Na conferência, de forma geral, não senti essa diferença, e os números entre homens e mulheres até parecia relativamente balançado, mas ali, naquele palco, no momento em que os empreendedores Portugueses foram chamados, ver tão poucas mulheres foi sem dúvida muito estranho. Pergunto-me se isso será por haver menos mulheres em Portugal a interessarem-se por tirar cursos relacionados com tecnologia, ou se têm menos interesse em empreendorismo, ou se se sentem com menos apoio para o fazer? Não sei bem a razão, mas sem dúvida que demonstra a grande disparidade que ainda há. 

 

Nesse primeiro dia de abertura, além de algumas apresentações do inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, apresentações da Apple, etc., o Presidente da Câmara de Lisboa e o Primeiro Ministro Português também subiram ao palco para dar as boas vindas à conferência. Eu até percebo que, para um evento que traz 70,000 pessoas a Lisboa de todo o mundo, esta é uma óptima oportunidade de Lisboa, não só a se dar a conhecer como cidade, como a dar-se a conhecer como uma cidade que apoia e investe em tecnologia e que o país aprecia investimento do estrangeiro. Como tal, até que acho razoável termos a presença do Presidente da Câmara de Lisboa a vir dar as boas vindas e falar um pouco sobre o que a cidade tem para oferecer, mas daí a termos o Primeiro Ministro a dar as boas vindas à conferência acho um pouco exagerado. Não imagino que qualquer Primeiro Ministro Britânico tenha dado as boas vindas a uma conferência realizada na ExCel (o maior centro de exposições e conferências do país e um dos maiores da Europa). Parece-me que a presença de um Primeiro Ministro neste tipo de eventos é desnecessária e, até transmite a impressão de que somos um país pequenininho onde não é costume realizarem-se encontros destes, já que lhe estamos a dar tanta importância. 

 

De qualquer forma, gostei bastante e só tive pena de não poder ter ficado a semana inteira. 

 

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Era um Flat White com leite de aveia de faz favor

Viver em Londres está a fazer-me ficar mal habituada com as minhas exigências de café. Já há uns 4 ou 5 anos que deixei de beber leite de vaca. Isto porque a certa altura o leite estáva-me a deixar ficar muito cheia, comecei a reduzir, e ao voltar a beber já não gostáva do sabor. Fiquei-me por leites alternativos para o café e os cereais. Nos primeiros anos bebia leite de soja, depois começei a ver mais frequentemente leite de amêndoa à venda nos cafés, e eu pedia essa alternativa quando sabia que a ofereciam. Mas assim, de repente no último ano, houve uma espécie de boom de diversidade de leites alternativos à venda e agora até já nem encontro soja em muitos locais, e alguns cafés vendem só ou leite de aveia, ou de coco por exemplo. O meu favorito de momento é mesmo o de aveia, e consigo encontrá-lo em oferta na grande maioria dos cafés. Mas isso também é porque a maioria dos cafés onde vou ficam no Este ou centro de Londres. Isto não se aplica em todas as zonas de Londres. Mas quer haja leite de aveia ou não, é raro hoje em dia ir a um café em Londres onde não ofereçam alguma alternativa. Mas estamos em Londres...

 

No outro dia, quando fui a uma vila Britânica junto ao mar, estava-me mesmo a apetecer um Flat White. Pelo sim, pelo não, decidi pedir um Cappuccino que nem todos os sítios sabem fazer um bom Flat White. Também nem me atrevi a pedir com leite de aveia porque não sabia qual seria a variedade de oferta de leites alternativos dos cafés da localidade, por isso pedi com leite de soja - "ah, isso leite de soja não temos". OK, sinceramente não me surpreendi assim muito com essa resposta. Decidi continuar e perguntei no café seguinte por onde passei - "Aqui só fazemos cappuccino com leite normal". OK. Não é que o outro seja anormal, mas continuei. No terceiro café, a conversa já foi diferente:

- "Leite de soja? Acho que temos sim. Deixe ver..." (procura no frigorífico e não encontra) - "Oh Tina!" (grita lá para dentro da loja) - "Nós não tínhamos leite de soja?"

(A Tina chega à zona de serviço)

- "Temos leite de soja sim." (procura no frigorífico. Mete a mão lá mesmo ao fundo) - "Bem sabia que tínhamos um. Só estava aqui escondido. Nós temos sempre um guardado para o ocasional cliente que pede."

A embalagem já estava aberta, e preferi não perguntar à quanto tempo estava aberta, mas não sabia mal, por isso tudo bem. Havia era o factor adicional que ali não faziam cappuccinos. Só serviam cafés longos tipo Americano. E estava, hmmm, OK...

 

Ao escrever isto, até me parece um pouco ridículo eu estar com tanta 'esquisitisse'. É só um café! Mas o problema é que Londres está a fazer-me ficar mal habituada.

 

Se satisfiz a vontade de café que tinha? Hmm, nem por isso. Adoro a variedade de oferta que Londres tem, mas sem dúvida que me faz uma consumidora mais exigente onde quer que vou, e fico desapontada quando não consigo receber a mesma variedade noutros locais. 

 

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Hábitos Ingleses - ao lavar a louça

Um dos hábitos com que não me consigo habituar é quando ao lavar a louça, deixam ficar a espuma toda sem passar por água antes de secar.

 

Tipo - não! O meu namorado que é Inglês, também gosta muito de fazer isso, o que me irrita extremamente. Se a louça não é passada por água, inevitavelmente vai ficar com vestígios de detergente, e essa louça vai novamente entrar em contacto com comida que vamos ingerir. Como eles próprios gostam de dizer - "it's not rocket science!" - não custa asssim tanto passar a louça por água antes de limpar, custa?

 

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