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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Mais um ano em Londres em revista

Ao aproximar-nos do final do ano, é inevitável querer fazer um balanço do ano que passou, do que gostámos, do que não gostámos, do que nos marcou, do que queremos melhorar para o ano seguinte,... Este foi o meu:

 

Trabalho: Comecei o ano com uma promoção. Foi das promoções mais entusiasmantes e mais assustadoras que já recebi. Não veio sem os seus problemas - houve uma pessoa que não gostou nada e me fez a vida negra durante uns tempos; comecei a trabalhar com outras novas pessoas com quem aprendi mais; ao ter mais responsabilidade aprendi que quando há problemas a culpa deve ser assumida por mim, quando há prezas, devem ser passadas para a equipa; aprendi mais sobre psicologia e como lidar com pessoas diferentes; aprendi que há limites para energisar os outros quando eles não querem ser energisados; aprendi a importância de me reunir com diferentes pessoas mesmo que seja uma perca de tempo, para dar visibilidade do que fazemos a pessoas mais sénior que eu. Em 2019 já sei que vão haver mais mudanças e ainda não sei se vou gostar delas ou se não, mas o importante é que quero manter a minha energia, dedicação e paixão por aquilo que faço. Se isso deixar de se concretizar eu sei que será tempo de mudar.

 

Amizades: Fiz muito poucas amizades novas este ano. Consigo contar uma ou duas, o que é uma grande diferença do que eu costumava fazer em anos anteriores. Acho que estou na fase em que gosto mais de passar tempo de qualidade com os amigos que tenho do que estar sempre a tentar aumentar o meu grupo de amizades que já é relativamente estável. Digo relativamente porque de repente este ano muitos amigos saíram ou planearam sair de Londres, o que me deixou triste. A ver como a vida se vai desenvolver no ramo de amizades para o próximo ano.

 

 
 
 
 
 
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Adorei passear pelo #Porto hoje. Vista do terraço #portocruz em #vilanovadegaia #gaia #tugaemferias #tuganoporto #feriasporto

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Viagens: Fiz duas grandes viagens este ano - para o Oeste da Austrália para ir a um casamento no início do ano, e às Ilhas Maurícias mais para o fim do ano. Aproveitei também para visitar o Porto por alturas da Páscoa que já lá não ia há muito, e adorei a visita. Depois tive várias pequenas viagens com o trabalho, mas sem dúvida que as mais marcantes foram estas três. Ainda não tenho planos de viagens para 2019 para além de várias visitas a Portugal.

 

Verão: O verão em Londres este ano foi estupendo. Um dos melhores verões em termos de temperatura desde que vivo em Londres, e isso reflectiu-se na alegria das pessoas no dia-a-dia. Alguns momentos vão fazer-me lembrar deste verão, principalmente o Queen's Yard Summer Party em Hackney Wick que foi um dia excelente passado com amigos num ambiente de festa ao ar-livre; o ambiente durante o Mundial de futebol de que falei aqui e aqui; os passeios de bicicleta, e os festivais de verão onde fui.

 

Novos locais que descobri: Os leitores do blog habituais já sabem que adoro descobrir novos locais, e felizmente, em Londres, novos locais é coisa que nunca falta. Estes foram aqueles que visitei pela primeira vez este ano e que gostei para lá querer voltar - Peckham Levels (efectivamente fui a uma festa num escritório nos andares do Peckham Levels, portanto apenas passei pelos bares a caminho da festa, mas gostei do que vi); os Nomadic Community Gardens em Brick Lane que descobri um dia em que estava a passear pela zona; Grow, um bar e café nas margens do canal em Hackney Wick que conta com inúmeros eventos de música ao vivo, nomeadamente jazz, bossa nova, reggae e outros estilos, que decorrem ao longo de todo o ano;  Coal Drop Yard, a nova zona comercial junto a Granary Square que, para mim, fez com que Kings Cross se tenha transformado num novo destino para compras, o que prefiro muito mais do que ir ao Centro de Londres por ser mais calma e agradável. Este ano também fui a 4 restaurantes adicionais do nosso A-Z dos Restaurantes que já ando a fazer com o namorado à dois anos em que tentamos visitar um restaurante diferente para cada letra do alfabeto. Ainda só estamos na letra H, porque há sempre alguma letra que é complicada. Por exemplo, para a letra H, queríamos ir comer comida Húngara, mas neste momento só há um restaurante Húngaro em Londres que fica em New Cross e demorou uns tempos para lá ir. Este ano fomos a restaurantes do Equador, França, Grécia, e Hungria. Se continuarmos com esta média de 4 restaurantes por ano, ainda nos vai faltar uns anitos até conseguirmos chegar à letra Z da nossa #voltaaosrestaurantes.

 

Amor: Em termos de amor a coisa anda bem. Tão bem, que este ano, o Inglês fez-me um daqueles momentos à filme, durante um pôr-do-sol quando estávamos nas Ilhas Maurícias, para me pedir em casamento. Resultado, vamos ter casório para 2019 e desde então tenho andado de um lado para o outro a tentar perceber os vários detalhes de organizar um casamento que são mais que muitos. Desde a burocracia, à organização e aos convidados, isto de organizar casamento não é assim tão simples quanto pensava. Mas também ainda estou no início dos preparativos e acho que ainda vou ter muito que falar sobre este assunto em 2019. 

 

Desejos de uma entrada em grande e óptimo ano de 2019 para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

 

Detox do telemóvel

Hoje quando cheguei ao escritório e ía tirar o telemóvel para o colocar na mesa ao lado do meu teclado, como sempre faço, reparei que não tinha o telemóvel! Ao pensar no assunto, lembrei-me de que provavelmente o tinha colocado numa outra mala que estava a pensar trazer esta manhã. 

 

A minha primeira reacção:

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Quando me apercebo bem as consequências da situação:

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Ao pensar melhor nas minhas opções:

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Mas depois lembro-me que também uso o telemóvel para o trabalho:

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Mas afinal até que foi bom, porque passei o dia mais concentrada no trabalho

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E até pude aproveitar melhor a hora de almoço para fazer outras coisas

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Eventualmente com o final do dia aproximou-se a hora de ver todas as mensagens que perdi

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E chega o momento...

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A minha primeira experiência no Web Summit

Esta semana que passou estive por Lisboa para ir à Web Summit. Fiquei com interesse em ir quando, uma ex-colega que foi o ano passado, me descreveu tudo o que de positivo achou de ter lá ido. Então nessa altura adicionei o meu e-mail à newsletter do 'Women in Tech' da Web Summit e, quando os bilhetes 'early bird' abriram por volta de Março ou Abril, comprei logo. Ficou a cerca de £85 por dois bilhetes, por isso vale bem a pena marcar logo. Infelizmente esse desconto está só disponível para mulheres, que eu saiba, com o intuito de atrair mais mulheres da indústria à conferência. 

 

Devido a ser uma altura complicada no trabalho, não consegui dedicar os dias todos à conferência, mas estive lá na noite de abertura e o dia todo de Terça-feira. E devo dizer que estava cheia de pena de não ter lá ficado mais, quando me dirigi para o aeroporto nessa noite. Para quem esteja na área da tecnologia, ou que esteja numa empresa que aprecia inovação em tecnologia, acho que a conferência vale mesmo a pena visitar. As palestras em si, são muito variadas e, as que ouvi, foram muito boas. Mas o que é também muito bom é o networking proporcionado. Eu estava sozinha na primeira noite, mas fui à zona do 'Night Summit', que basicamente se refere à zona de entretenimento nocturno, e facilmente comecei a conhecer logo pessoas tive conversas muito interessantes com empreendedores e outros profissionais. Tendo a experiência de outros eventos onde as pessoas costumam ficar nos seus grupos, aqui, sinceramente foi muito fácil conhecer outras pessoas e ter conversas relevantes para a minha área de trabalho. 

 

Este ano anunciaram que a Web Summit está contratada para continuar a decorrer em Lisboa durante os próximos 10 anos, e foi bom ver que uma grande quantidade de empresários Portugueses na área da tecnologia estão envolvidos no desenvolvimento e apoio da realização da Web Summit, já que todos foram chamados ao palco em forma de agradecimento. O que não foi bom ver, foi o facto de que, quando estes cerca de 50 empresários vieram ao palco, entre eles só consegui ver cerca de 2 ou 3 mulheres. Na conferência, de forma geral, não senti essa diferença, e os números entre homens e mulheres até parecia relativamente balançado, mas ali, naquele palco, no momento em que os empreendedores Portugueses foram chamados, ver tão poucas mulheres foi sem dúvida muito estranho. Pergunto-me se isso será por haver menos mulheres em Portugal a interessarem-se por tirar cursos relacionados com tecnologia, ou se têm menos interesse em empreendorismo, ou se se sentem com menos apoio para o fazer? Não sei bem a razão, mas sem dúvida que demonstra a grande disparidade que ainda há. 

 

Nesse primeiro dia de abertura, além de algumas apresentações do inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, apresentações da Apple, etc., o Presidente da Câmara de Lisboa e o Primeiro Ministro Português também subiram ao palco para dar as boas vindas à conferência. Eu até percebo que, para um evento que traz 70,000 pessoas a Lisboa de todo o mundo, esta é uma óptima oportunidade de Lisboa, não só a se dar a conhecer como cidade, como a dar-se a conhecer como uma cidade que apoia e investe em tecnologia e que o país aprecia investimento do estrangeiro. Como tal, até que acho razoável termos a presença do Presidente da Câmara de Lisboa a vir dar as boas vindas e falar um pouco sobre o que a cidade tem para oferecer, mas daí a termos o Primeiro Ministro a dar as boas vindas à conferência acho um pouco exagerado. Não imagino que qualquer Primeiro Ministro Britânico tenha dado as boas vindas a uma conferência realizada na ExCel (o maior centro de exposições e conferências do país e um dos maiores da Europa). Parece-me que a presença de um Primeiro Ministro neste tipo de eventos é desnecessária e, até transmite a impressão de que somos um país pequenininho onde não é costume realizarem-se encontros destes, já que lhe estamos a dar tanta importância. 

 

De qualquer forma, gostei bastante e só tive pena de não poder ter ficado a semana inteira. 

 

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Era um Flat White com leite de aveia de faz favor

Viver em Londres está a fazer-me ficar mal habituada com as minhas exigências de café. Já há uns 4 ou 5 anos que deixei de beber leite de vaca. Isto porque a certa altura o leite estáva-me a deixar ficar muito cheia, comecei a reduzir, e ao voltar a beber já não gostáva do sabor. Fiquei-me por leites alternativos para o café e os cereais. Nos primeiros anos bebia leite de soja, depois começei a ver mais frequentemente leite de amêndoa à venda nos cafés, e eu pedia essa alternativa quando sabia que a ofereciam. Mas assim, de repente no último ano, houve uma espécie de boom de diversidade de leites alternativos à venda e agora até já nem encontro soja em muitos locais, e alguns cafés vendem só ou leite de aveia, ou de coco por exemplo. O meu favorito de momento é mesmo o de aveia, e consigo encontrá-lo em oferta na grande maioria dos cafés. Mas isso também é porque a maioria dos cafés onde vou ficam no Este ou centro de Londres. Isto não se aplica em todas as zonas de Londres. Mas quer haja leite de aveia ou não, é raro hoje em dia ir a um café em Londres onde não ofereçam alguma alternativa. Mas estamos em Londres...

 

No outro dia, quando fui a uma vila Britânica junto ao mar, estava-me mesmo a apetecer um Flat White. Pelo sim, pelo não, decidi pedir um Cappuccino que nem todos os sítios sabem fazer um bom Flat White. Também nem me atrevi a pedir com leite de aveia porque não sabia qual seria a variedade de oferta de leites alternativos dos cafés da localidade, por isso pedi com leite de soja - "ah, isso leite de soja não temos". OK, sinceramente não me surpreendi assim muito com essa resposta. Decidi continuar e perguntei no café seguinte por onde passei - "Aqui só fazemos cappuccino com leite normal". OK. Não é que o outro seja anormal, mas continuei. No terceiro café, a conversa já foi diferente:

- "Leite de soja? Acho que temos sim. Deixe ver..." (procura no frigorífico e não encontra) - "Oh Tina!" (grita lá para dentro da loja) - "Nós não tínhamos leite de soja?"

(A Tina chega à zona de serviço)

- "Temos leite de soja sim." (procura no frigorífico. Mete a mão lá mesmo ao fundo) - "Bem sabia que tínhamos um. Só estava aqui escondido. Nós temos sempre um guardado para o ocasional cliente que pede."

A embalagem já estava aberta, e preferi não perguntar à quanto tempo estava aberta, mas não sabia mal, por isso tudo bem. Havia era o factor adicional que ali não faziam cappuccinos. Só serviam cafés longos tipo Americano. E estava, hmmm, OK...

 

Ao escrever isto, até me parece um pouco ridículo eu estar com tanta 'esquisitisse'. É só um café! Mas o problema é que Londres está a fazer-me ficar mal habituada.

 

Se satisfiz a vontade de café que tinha? Hmm, nem por isso. Adoro a variedade de oferta que Londres tem, mas sem dúvida que me faz uma consumidora mais exigente onde quer que vou, e fico desapontada quando não consigo receber a mesma variedade noutros locais. 

 

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Hábitos Ingleses - ao lavar a louça

Um dos hábitos com que não me consigo habituar é quando ao lavar a louça, deixam ficar a espuma toda sem passar por água antes de secar.

 

Tipo - não! O meu namorado que é Inglês, também gosta muito de fazer isso, o que me irrita extremamente. Se a louça não é passada por água, inevitavelmente vai ficar com vestígios de detergente, e essa louça vai novamente entrar em contacto com comida que vamos ingerir. Como eles próprios gostam de dizer - "it's not rocket science!" - não custa asssim tanto passar a louça por água antes de limpar, custa?

 

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Férias nas Maurícias

Este verão, eu e o Inglês decidimos ir passar as férias nas Maurícias. Ficámos lá uma semana mas até pareceu um pouco mais porque, quando se está a passear num ambiente tão diferente com tantas coisas para fazer e ver, parece que o tempo se estica e que ficámos lá muito mais tempo do que o que o tempo que realmente passou. O que foi particularmente interessante foram mesmo as cores de tudo o que nos rodeava. Todas as manhãs eu ficava mais que espantada a olhar para toda a beleza natural que tinha à minha volta. A zona de Balaclava e algumas outras zonas por onde passei eram mesmo muito bonitas. Vou deixar as fotos falarem por si:

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A ilha é muito verdejante

 

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Tem locais perfeitos para relaxar

 

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 Os mercados de produtos frescos são impressionantes

 

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Tem pôres-de-sol inesquecíveis

 

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A comida é deliciosa

 

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As paisagens são estupendas

 

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E as praias são magníficas

 

Resultado - adorei e aconselho vivamente para quem tiver o interesse de visitar um dia.

 

 

 

O mistério da maternidade

Neste momento estou sentada num avião e ao meu lado estão uma mãe e filha com cerca de 3 anos. Estamos num voo para Boston por isso, quando me apercebi que a minha companheira de voo seria uma criança de 3 anos ate fiquei com receio das próximas 6h e meia que tinha pela frente. No entanto, a cada birra que a filha faz, a mãe até agora, tem conseguido acalmá-la. Devo dizer que, numa escala de mal comportamento, até que a criança, tem-se demonstrado relativamente bem comportada, tipo a nível 4 numa escala de 10, mas não deixa de querer sempre mais qualquer coisa - ou tem fome, ou quer ajuda para encontrar o desenho-animado no iPad, ou quer mudar de lugar, ou deita o copo cheio de água cair para o chão,…

 

Enquanto isso, o pai e a filha mais velha com cerca de 9 ou 10 anos e, portanto, muito mais calma e bem comportada, estão sentados nos lugares imediatamente à frente. Claro que a mãe é que fica com a filhota mais nova e menos bem comportada. Não sei bem porque é assim, mas parece ser uma situação geral quando vejo famílias viajar. Será que os próprios pais estão a dizer com isso que não sabem como lidar com crianças mais excitadas no voo? Ou será que são as mães que não conseguem deixar a criança mais pequena e pensar que essa é a criança que precisa mais delas?

 

Tenho que admitir que devido aos acontecimentos ao meu lado durante a viagem até agora (estamos a cerca de meio do voo), que já passei por várias fases de sentimentos – primeiro estava chateada por ter uma criança ao lado que a mãe não parava de dizer para estar quieta. Depois senti-me satisfeita por estar na minha situação actual – sem crianças, numa viagem de trabalho para Boston, que ate já não me importei nada de ter que estar a trabalhar durante parte do voo, visto que preferia muito mais esta situação, do que a situação em que esta mãe está. Mas a minha terceira fase de sentimento foi de pena desta mãe. Pena quando a filha da frente, de repente decide inclinar as costas da cadeira enquanto a mãe ainda estava com um copo de café cheio, que o fez cair ao chão, e ela ficar com as calcas todas sujas de café quente. O marido só lhe deu um guardanapito com que se limpar, e quando a mãe confrontou a filha com a situação, a filha respondeu “how is that my fault?”, como se não fosse nada com ela. Eu também não tinha nada com que a pudesse ajudar para limpar o café das calças, o que me fez sentir mal, principalmente quando vi o ar com que aquela mãe ficou, que nem era bem de tristeza, mas mais de vazio e cansaço.

 

Sinceramente, por exemplos como estes, parece-me incrivelmente difícil ser mãe! Não consigo bem imaginar como seria ter que passar por isto o tempo todo? Constantemente a dizer para a criança parar, constantemente a ser vítima dos desvaneios das crianças,... Deve ser preciso ser uma super mulher que está acima de tudo isto e que consegue ter imensa paciência para conseguir viver de uma forma saudável, porque senão como é que fazem? Ao mesmo tempo que escrevo esta pergunta, verifico o quanto parva esta questão é. As mulheres têm sido mães desde o início da nossa civilização, e continuam a repetir e a ter mais do que um filho, por isso, a experiência não pode ser má. Mas parece ser má.

 

É  impossível saber ao certo como a criança vai nascer. Umas são muito calminhas, outras crianças são uns terrores. E o facto de serem um anjinho ou um terror não tem muito ou nada a haver com a educação ao início, mas simplesmente com a personalidade da criança. Ao passar dos primeiros anos, claro que a educação irá influenciar muito, mas mesmo assim, há sempre uma certa inquietação nas crianças que só pára com o passar dos anos. Mas são muitos anos até a criança ser uma adulta e ter uma relação de adultos com os pais. E até lá, como se faz? Vive-se anos e anos da vida a mandar outro ser humano comportar-se. Esta situação da maternidade continua a ser um mistério para mim, que não consigo bem perceber. E não quero dizer com isso que nunca vou querer ter filhos, porque nunca digo nunca, e não sei o que o dia de amanhã me reserva. Por vezes o interesse da maternidade pode mudar muito com mudanças pessoais, como sei que aconteceu com mulheres amigas que diziam não ter interesse em ser mães, e entretanto já vão na segunda gravidez. No entanto, se me perguntassem hoje se preferia continuar com a vida que tenho e poder fazer aquilo que quero, ter controlo sobre o meu horário, sobre os meus hobbies, sobre as minhas viagens, sobre as minhas noitadas, os meus longos passeios, ou ficar grávida amanhã…, eu sei bem aquilo que ía escolher.

 

E já que a viagem foi a Boston, fica uma foto das docas

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Seaport, Boston 

 

Nota: Post escrito durante o voo para Boston, mas publicado só na volta

Despedida de Solteira em Bath

Não, não é a minha, que não tenho quaisquer planos de casamento. Mas estamos em época de casamentos, e como tal, as despedidas de solteiras também não falham. Só neste fim-de-semana, conheço 3 outras raparigas que também foram a outras despedidas de solteiras. O meu Instagram não parou com imagens das mesmas. Aquela a que fui, decorreu em Bath. Bath é uma das cidades mais populares para festas de despedida por causa dos muitos locais de Banhos/Spa abertos à comunidade desde os finais do século XIX. No entanto, nós só para contrariar, não fomos ao Spa. Devo dizer que eu própria fiquei surpreendida, visto pensar que essa fosse a principal razão por irmos passar o fim-de-semana por lá, mas as damas de honor decidiram-se por outra opção que também foi agradável e divertido de qualquer forma. 

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Ao chegarmos à casa no sábado de manhã, já estava tudo preparado em termos de decoração  - pensem em tudo aquilo que constitui uma típica festa de solteira, desde pilinhas insufláveis a outros acessórios de teor semelhante.  Tínhamos também um bom pequeno-almoço à nossa espera e até um 'goody bag'. Depois da inicial animação da chegada e de nos termos apresentado a quem ainda não conhecíamos, lá seguimos para a cidade, para começar a tarde numa classe de cocktails. Aprendi umas coisas úteis, até porque recebi recentemente um kit para fazer cocktails, por isso esta aula veio mesmo dar jeito. 

 

A segunda parte da tarde foi passada na 'praia de Bath'. Está entre aspas porque Bath não fica ao pé do mar, portanto o conceito de praia é um bocado relativo. Basicamente, é o primeiro ano em que o concelho da localidade aceitou transformar uma pequena parte do parque da cidade em zona de areia, com cabanas de praia, decoração tiki, e zona de jogos tipo mini-golf, voleybol de praia e ping pong. Ficámos por lá entretidas durante umas horas, até perto da hora de jantar. 

 

O jantar foi em casa, onde tínhamos um chef (por sinal o mesmo chef que vai cozinhar para o casamento) que cozinhou o nosso jantar. Eu nem fazia ideia que este é um grande negócio, mas aparentemente, ele faz a maior parte do seu dinheiro através deste tipo de festas privadas de despedidas de solteiras e semelhantes). Devo dizer que o jantar estava absolutamente delicioso. Fica o exemplo da entrada e sobremesa nas fotos em baixo. 

 

Depois o resto da noite foi passada em casa, a fazer jogos, seguidos de uma noite de Silent Disco. Estava um pouco incerta sobre a idea da Silent Disco, porque geralmente a vantagem de uma Silent Disco, é que as pessoas podem escolher a playlist que ouvem, e dançam de uma forma completamente diferente umas das outras. Neste caso, apenas havia a opção para ouvir de uma playlist, mas devo dizer que foi suficiente. Uma vez que tínhamos a música junto dos ouvidos, não dá para conversar. Assim sendo, só nos resta dançar, e foi o que fizemos o resto da noite. Inclusive, como estava uma noite tão quente e visto a Silent Disco não fazer barulho nenhum para quem não tenha os auscultadores, fomos para a rua dançar. Quem passava pela rua ficava a olhar para nós com ar suspeito. Acho que a maioria percebia que estávamos numa Silent Disco. Uma rapariga até se quis juntar ao grupo e ficou a dançar connosco ali no meio daquela rua em Bath pelas 2h da manhã.

 

Foi muito giro. Agora estou é curiosa pelo casamento porque vai ser a primeira vez que vou a um casamento com tradições Judaicas.  

 

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Passeio com um fotógrafo em Londres

No outro dia, o fotógrafo Victor Guidini contacta-me e pergunta se quero fazer uma sessão fotográfica num local à escolha de Londres. Não foi preciso pensar duas vezes, claro que queria! E quanto ao lugar, o primeiro sítio que me veio à cabeça, foi uma das minhas zonas preferidas onde ir passear - Broadway Market e o Regent's Canal em Hackney. Algumas das fotos tiradas vão ajudar-me a explicar o porque é que este é provavelmente o meu passeio favorito a fazer em Londres.

 

BROADWAY MARKET

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Se estas fotos tivessem sido tiradas a um sábado, não seria possível tirar uma foto ao pub de especialidades de cerveja Belgas, 'The Dove', sem uma quantidade de stands de comida e vestuário 'vintage' à frente. Sábado é o dia de Mercado, e esta rua fica sempre num reboliço durante esse dia da semana. 

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'La Bouche' é um dos vários locais preferidos por muitos para tomar o brunch. Este café/mercearia/deli tem uma bancada cheio de comida fresca e deliciosa por isso não admira ser difícil encontrar uma mesa livre aos fins-de-semana.

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 Esta rua também tem várias opções para passar a noite. No Broadway Market encontram 2 pubs tradicionais, vários restaurantes e uns 3 ou 4 bares. Um deles é o Kansas Smitty's, um cocktail bar localizado em baixo do bar 'Off broadway' que conta com actuações de jazz ao vivo todas as noites.

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Outra coisa de que gosto é que, ao contrário de muitos outros mercados de Londres, este não é um mercado turístico. Apesar de ter sofrido mudanças ao longo dos anos, contínua a ser um mercado que serve as comunidades locais, se bem que efectivamente, alguns dos comerciantes aproveitam o facto do mercado ser popular, para manterem os preços elevados.

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Nas ruas transverssais encontram vários murais com street art, incluíndo este com a Frida Kahlo.

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Imediatamente a sul de Broadway Market, encontram a saída para o canal, e ao caminharem uns 5 minutos para este, vão ter a Victoria Park.

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 Todos os domingos, encontram também um pequeno mercado no centro de Victoria Park, que conta principalmente com a venda de comes e bebes, assim como fruta e legumes frescos, peixe fresco, etc. 

 

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 Obrigada ao fotógrafo https://www.victorguidini.com/ pelas sessão fotográfica num dos meus locais preferidos.

 

 

Pequenas descobertas - Inns of Chancery

No outro dia andei a passear por volta da hora de almoço e decidi entrar nos Inns of Chancery, em Chancery Lane, que constituem o conjunto de vários edifícios que formam os 'Chambers of Lawyers' onde empresas de advogados das mais variadas especialidades se podem encontrar. Tive que passar por um portão com segurança por isso senti que estava num local onde possivelmente não devia estar, mas o que fez de todo o mais interessante de explorar o exterior daqueles edifícios de aspecto monumental. Verifiquei que a extensão dos edifícios é bem maior do que aquela que aparenta do lado de fora. Lá dentro encontrei umas arcadas antigas e um grande jardim agradável.

 

O pequeno passei fez-me ficar com curiosidade para ir à descoberta de mais locais semelhantes. Ficam as fotos dos edifícios que tirei.

 

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