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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Life in the UK - O teste está marcado

O meu plano era estudar para o teste do Life in the UK até me sentir preparada e depois marcar o teste. Já li o livro todo, tirei as minhas notas, mas dos 11 testes de prática que fiz até agora só passei 4. Ou seja, isto não está a resultar. Portanto decidi marcar o teste a sério para ver se, com uma data fixa eu consigo dedicar-me mais à coisa. Sem data marcada, estava a estudar de vez em quando, e cada vez que voltava a fazer um teste já me tinha esquecido de muitas das datas, reis, batalhas e outras coisas que tinha aprendido antes, por isso acho que só mesmo fazendo mais pressão vai ajudar. Agora está marcado para o final do mês portanto tenho mais dois fins-de-semana para me dedicar à coisa. A ver se consigo melhorar. 

 

 

O estado de residência dos Europeus após Brexit

Na semana passada, o jornal Guardian publicou um artigo sobre um novo documento avançado pela Primeira-Ministra, Teresa May, que finalmente veiu dar algumas informações mais específicas relativamente ao futuro de residência dos cidadãos Europeus no Reino Unido após a implementação do Brexit em Março de 2019. É de notar que ainda nada está oficialmente decidido, mas ao menos ficamos a saber quais as intenções da Ministra relativamente à nossa residência. 

Denote-se que vai haver um período de transição do Brexit que começa em Março de 2019 e ainda não tem uma data exacta definida, mas provavelmente será 31 de Dezembro de 2020.

Ficam então as propostas definidas pela Ministra:

  • Os imigrantes da União Europeia que venham morar para o Reino Unido durante após o Brexit entrar em vigor, e desde que ainda venham dentro do período de transição, podem obter um certificado de residência temporária até 5 anos, e se essa fôr a sua intenção, terão que o fazer dentro dos primeiros 3 meses que estiverem a viver no país.
  • Ao ficarem os 5 anos de residência, terão direito, nessa altura de submeter os documentos para pedirem um certificado de residência permanente no país. 
  • Os imigrantes da UE que venham viver para o Reino Unido durante o período de transição, terão menos direitos de trazer família para cá viver do que os imigrantes que já tiverem estatuto de 'residência permanente' por essa altura. Um dos novos requerimentos para trazer família para viver no país vai estar relacionada com a prova de que essa pessoa está a receber o salário mínimo requerido para este efeito, no valor de £18,600 anuais. 
  • Aos imigrantes que vierem viver para o Reino Unido durante o período de transição, vai ser dado o direito de ficarem cá a viver durante 5 anos.

Portanto com tudo isto, significa que ainda vai ser possível vir morar para o Reino Unido até possívelmente o final de 2020, e conseguir ficar cá o número de anos necessários para obter uma residência permanente. Isto também parece aparentar que quem quer que já cá esteja, tenha que também efectuar esse tipo de aplicação para residência permanente, mas de tal não trataram no artigo. Se estiverem interessados em ler o artigo inteiro, aqui está ele.

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 Fonte: Artigo do Guardian

Tirar o passaporte Britânico - desta é que vai ser

É um dos meus objectivos para 2018  - tirar o passaporte Britânico. Comecei a pensar nisso assim que houve o voto para o Brexit. Em Julho de 2016 já tinha o livro em casa para começar a estudar para o teste da 'Life in the UK' que é necessário confirmar que tenha passado, ao enviar a minha candidatura para o passaporte. 

 

Ao começar a ouvir as notícias iniciais de que os cidadãos da União Europeia que já estão cá a viver iam ficar com direito para continuar no país, deixei o tempo ir passando e não cheguei a ler o livro. Entretanto, com a mudança do ano (e já se sabe os efeitos que a mudança de ano tem em nós relativamente a pensarmos na vida, no que queremos fazer, no que deixámos para trás, etc.) lá me decidi a tirar o passaporte. Mas afinal descobri que ainda tinha que tirar o comprovativo de residência permanente no Reino Unido antes de poder tirar o passaporte. Ora então lá tratei dissorecebi o meu certificado passado cerca de 1 mês, e ao tê-lo, não pensei mais no passaporte porque já tinha ali a minha garantia de que podia ficar a viver permanentemente no Reino Unido. Entretanto, lá as notícias continuam a estipular o que vai acontecer com os cidadãos Europeus após Brexit e, a certo ponto falou-se de que os cidadãos Europeus que cá vivem iam ter que efectuar uma aplicação para provar que cá têm estado a viver e trabalhar à certo tempo, mesmo que já tenham o certificado de permanência de residência. Claro que isto ainda é tudo especulação, e de facto há muitas opiniões e incertezas, mas o que é certo é que vão haver quaisquer burocracias relativas a legalizar os Europeus que se encontram cá a viver actualmente, após o Brexit entrar em vigor.

 

Ora para evitar mais incertezas, burocracias, para poder ganhar direito de voto e, porque me é permitido ter dupla nacionalidade, nem é tarde, nem é cedo - iniciei o meu estudo para o teste da Vida no Reino Unido hoje mesmo. 

 

Antes disso verifiquei o resto dos requerimentos para ter a certeza de que não havia nada necessário que não me seria impossível de apresentar, e não é que descobri que vou ter que fazer um teste de Inglês!! Eu já fiz um First Certificate in English, um Certificate in Advanced English e dois TOEFL por razões diferentes e porque o certificado de Inglês geralmente tem uma validade até quando ser aceite por entidades oficiais. E agora vou ter que fazer outro mesmo que já esteja aqui a trabalhar e viver à 12 anos e meio?!? O que vale é que para o passaporte um dos certificados permitidos é bastante básico porque é apenas um teste de conversação de 10 minutos intitulado GESE Grade 5. Mas o facto é que mesmo sendo um exame básico, o problema é que custa £150 que ainda é significativo. 

 

Depois quanto ao resto da papelada vai ser muito semelhante ao que tive que enviar para provar  a minha residência em Londres por isso espero que aí não hajam complicações. 

 

Ben, por agora vou concentrar-me no teste do 'Live in the UK' e depois o resto logo trato. 

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Olha desta não estávamos à espera, Theresa May

Hoje a Theresa May anunciou que vão haver eleições legislativas já no próximo dia 8 de Junho. Esta anúncio veiu para espanto de todos visto que, quando subio ao poder, ela tinha dito que não iria avançar com eleições antecipadas, iria levar com Brexit em diante, e que as próximas eleições só decorririam na data planeada em 2020. 

 

O facto é que actualmente, o partido trabalhista está mais fraco do que já esteve à bastante tempo com o líder Jeremy Corbyn à frente, que apela apenas aos trabalhistas com tendências mais viradas para a esquerda, e apela menos à maioria dos regulares apoiantes do partido. Ou seja, a Theresa May, viu isto como uma oportunidade de reforçar o número de lugares no parlamento representados por membros dos Conservadores para que as suas decisões tenham mais apoiantes. Ela sabe que em tão poucas semanas o Partido Trabalhista não vai encontrar um novo líder que ganhe a confiança da população. Também sabe que a maioria do país votou Brexit e, como tal, se estas pessoas quiserem que Brexit continue a ir em frente, agora que o lançar do Artigo 50 já foi anunciado, vão querer votar no partido que vai continuar com Brexit para a frente. 

 

Isto portanto significa que também existe uma oportunidade com estas eleições - que é a oportunidade das pessoas votarem contra os Conservadores para demonstrarem que afinal estão disatisfeitas com o resultado do referendo e que querem continuar na UE porque se aperceberam que tudo aquilo que lhes tinha sido prometido com a campanha do Brexit - mais dinheiro para o NHS, redução de imigração, etc - foi tudo uma farsa usada pela campanha, mas que na realidade já todos sabemos que esses 'problemas' de que tanto falaram, não vão ser resolvidos com o Brexit. 

 

O problema é que mesmo que as pessoas se tenham arrependido do seu voto, neste momento não têm boas alternativas onde votar e, ou continuam a votar Conservadores porque são pessoas que neste momento, se preocupam maioritariamente com aquilo que directamente lhes afecta a elas tais como redução nos impostos; ou votam Trabalhistas para apoiarem o partido da Concorrência e não dar tantos lugares no parlamento aos Conservadores; ou votam num dos partidos mais pequenos, o que vai dispersar os votos mas também não vai dar nenhuma oposição clara aos Conservadores. 

 

O horizonte não está azul neste momento, mas uma coisa é certa, se os Conservadores, por algum milagre perdessem estas eleições, o Parlamento iria olhar para Brexit com outros olhos e pensar duas vezes antes de avançar com as negociações. 

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Fonte: Imagem da capa do Jornal Metro retirada da BBC

E começa o início do fim: Theresa May assina o Artigo 50

Quando o David Cameron decidiu sair da posição de Primeiro Ministro depois do voto do Brexit ter vencido, e foram apresentados os novos candidatos ao cargo, eu sinceramente pensei que Theresa May iria encontrar forma de evitar Brexit. Estava enganada. Hoje, ela assinou os documentos que oficializaram o interesse do Reino Unido de deixar de fazer parte da União Europeia. Até agora, tudo o que se ouvio falar foram rumores do que poderia eventualmente acontecer - os Europeus vão precisar de Visas para ficar no país? Vai deixar de haver livre circulação de mercadoria? As empresas Europeias vão decidir mudar de sede para a União Europeia? Os produtos vão ficar mais caros? Os preços das casas vão cair? Todas e muitas mais perguntas e sugestões do que pode acontecer, são apenas teorias. O facto, é que só a partir de hoje é que as negociações vão começar, e são esperadas decorrer ao longo de dois anos até à sua decisão definitiva entrar em vigor. A partir de agora, é que tudo o que sair das reuniões com a Europa vai ter mais fundamento e poderá eventualmente acontecer. Estou nervosa, estou triste, estou zangada. Ainda mal posso acreditar que o público Britânico votou desta maneira e sinceramente acredito que, hoje em dia, depois de ter havido toda esta especulação e informação sobre os efeitos negativos do Brexit, que muitos votariam de forma diferente. Mas é tarde demais. Vamos ficar atentos aos próximos meses, e ver o que vai acontecer. 

 

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 Fonte da imagem: BBC

Com residência permanente no Reino Unido

Não fazia ideia do que me esperava para ir buscar aos correios, e mal seria o meu espanto quando vi que era um envelope do Home Office. Tinha enviado a minha aplicação para residência permanente apenas à um mês atrás e sabia que iria demorar cerca de 3-4 meses até receber uma resposta por isso fiquei um pouco nervosa quando vi um envelope deles. Será que já tinham encontrado quaisquer impedimentos para a minha aplicação? Mas não - lá dentro encontrei todos os documentos que tinha enviado, acompanhados de um cartão que certifica o meu direito a residência permanente no país. Fiquei contente e aliviada de imediato. Não sei se foi tão rápido porque efectivamente alocaram mais pessoal para tratar da quantidade elevada de aplicações ou se simplesmente ajudou no processo o facto de ter enviado tudo muito organizado na minha aplicação, mas o que importa é que já está. 

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De qualquer forma, para quem tenha interesse em também submeter a sua aplicação para residência permanente aconselho o seguinte:

  • Enviar documentos que provem que vivem cá durante 6 anos (se fôr o caso) em vez do mínimo requerido de 5 anos, porque ao provarem os 6 anos, estão automaticamente aprovados para pedirem a cidadania, só pelo sim, pelo não.
  • Se tiverem quaisquer condições especiais que precisem de explicar, adicionem uma carta que coloquem no topo dos documentos da aplicação, que explique de imediato a vossa situação especial, e relacionando essa situação a quaiquer número de secções do formulário que sejam relevantes para o que precisam de explicar.
  • Adicionem um post-it ou uma página em branco entre cada papelada que está anexada para compravar diferentes secções do formulário, escrevendo nesse papel separador ao que é que os próximos documentos correspondem (por exemplo, documentos comprovativos de residência ou comprovativos de emprego).
  • Sempre que tiverem que continuar a preencher uma tabela numa folha aparte, criem essa folha numa página de Word para que tudo se apresente bem formatado e com uma apresentação semelhante à tabela respectiva do formulário. 

Simplesmente achei que quanto mais fácil eu tornasse a revisão dos documentos que estava a enviar, maior probabilidade teria de que não encontrassem empedimentos para me darem o cartão. Não sei se isso efectivamente ajudou na decisão e rapidez para o meu caso, mas o importante é que o cartão já cá canta.

Novo documento revela direito dos Europeus residirem cá pós-Brexit

Hoje a Primeira-Ministra Britânica, Theresa May, avançou com o primeiro documento oficial que indica os 12 princípios fundamentais que ela pretende colocar em prática para que Brexit tenha efeito. Entre esses princípios, está a indicação do que ela pretende que suceda com os Europeus que actualmente estão a viver no Reino Unido. Aguardei a manhã ansiosa para poder ler o que estava escrito nesse documento, mas afinal o que lá indicava, não era nada mais do que os princípios fundamentais do Brexit, que já anteriormente tinham sido anunciados pela Primeira-Ministra - de que o Reino Unido pretende assegurar o direito dos actuais residentes da UE se manterem no país e dos actuais Britânicos de viverem no estrangeiro, de permanecerem lá. Isso já sabíamos, mas o documento ainda não dá quaisquer garantias aos actuais residentes. 

 

No entanto, o Secretário do Brexit, David Davis, ao anunciar a informação do documento disse - "I will not be throwing people out of Britain." E no documento está escrito que o Governo Britânico reconhece a contribuição que os membros da UE têm feito para a economia e comunidades do país". Tudo isso é indicativo de que efectivamente não pretendem fazer uma evacuação em massa. Mas não há garantias, não há detalhes sobre possíveis critérios de selecção ou excepções à regra. A mesma situação de alguma incerteza mantém-se e cada vez mais ouço de amigos que já começaram o seu processo de aplicação ao cartão de residência permanente no Reino Unido.

 

Um facto interessante que ivi hoje e me surprendeu um pouco é que os Portugueses ocupam o 3º lugar no maior número de imigrantes provenientes de um país da UE a viver no Reino Unido (notem que o gráfico em baixo não apresenta a República da Irlanda. Se contasse, a República da Irlanda estaria no 2º lugar e Portugal em 4º). O número de Portugueses no Reino Unido é enorme em comparação com tantos outros países que têm uma população total muito maior que a Portuguesa. Mais de 200,000 Portugueses fizemos do Reino Unido como o nosso país de escolha. Pensava que o número de Franceses, por exemplo, estivesse muito à frente do número de Portugueses até porque ouço Franceses na rua muito frequentemente, enquanto que é menos frequente ouvir Português. Imagino que esse talvez seja um factor influenciado pelo facto de estar em Londres. Talvez os Portugueses estejam mais espalhados um pouco por todo o país enquanto que os Franceses se tendem a concentrar mais em Londres. Mas mais surpresa ainda fiquei com o número de Polacos que vivem no Reino Unido que é um volume consideravelmente superior a qualquer uma das outras nacionalidades, vivem cá tantos Polacos quanto Romenos, Portugueses, Italianos, Lituanos e Eslovacos juntos. De qualquer forma, sejamos muito ou poucos, o facto é que estes cidadãos da UE decidiram fazer do Reino Unido a sua casa, criando laços familiares e económicos no país, contribuindo significativamente para o desenvolver da sua economia, e quer venha Brexit quer não venha Brexit, agora o Reino Unido não pode simplesmente dizer adeus a todos os 2.9Milhões de Europeus que cá vivem. Ainda estamos para ver como a situação se vai desenrolar.

 

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Um processo de aplicação sem fim

Dediquei-me a preencher a papelada para a tal aplicação para residência permanente este fim-de-semana e basicamente foi isso que fiz este fim-de-semana. Demorei 4 horas à volta daquilo no sábado e 7 horas no domingo! Impressionante o tempo que tudo me demorou e, mesmo assim, ainda näo está tudo acabao. Agora ainda tenho que ir tirar fotos passe, comprar uma ordem postal para pagamento, imprimir as cartas que tive que escrever para explicar mais detalhes, tirar fotocópias de tudo e ainda tratar de outros detalhes antes de poder enviar tudo. Impressionante! Eles concerteza não precisavam de tanta coisa como comprovativo, mas o que querem é tornar o processo o mais complicado possível para que as pessoas desistam a meio ou não possam apresentar todos os papéis necessários. 

 

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Entre tudo, a maior parte do que fiz no sábado foi andar à procura de comprovativos de todas as minhas viagens fora do país nos últimos 6 anos. Fiquei a saber que existem sem dúvida países onde viajo mais frequentemente, e que ainda há muito país na Europa por onde não tenho passado recentemente ou nunca passei. Ora nos últimos 6 anos foram estas as viagens que fiz:

  • Fui 14 vezes a Portugal
  • Fui 3 vezes à Itália, Estados Unidos e Alemanha
  • Fui 2 vezes à Espanha, Austria, Grécia e França
  • Fui 1 vez à Croácia, Suécia, Holanda, Camboja, China e Canadá

Ao menos com estas horas todas de burocracia fiquei a saber algo interessante. 

 

Li nuns comentários que precisaram também de enviar o comprovativo de nascimento e eu não estava a contar enviar isso. Agora estou na dúvida se será preciso também. Tenho que ir voltar a ler novamente. 

O processo de aplicação para residência permanente no Reino Unido

Em Julho já tinha indicado que pretendia efectuar a minha aplicação para o passaporte Britânico face aos resultados do referendo em que a população votou na saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Depois de ter publicado esse post vocês informaram-me que antes de poder pedir o passaporte, tinha que efectuar uma aplicação ao cartão de residência permanente no Reino Unido. Quando comecei a informar-me sobre o assunto verifiquei que um dos requerimentos dessa aplicação era que tinha que enviar o meu passaporte ou Cartão do Cidadão com a minha aplicação, que só me seria devolvido entre 4 a 6 meses, que é o tempo que o processo demora. Ao menos é uma da vantagem de em Portugal termos os dois documentos porque assim poderia enviar o meu Cartão de Cidadão e ficar à mesma com o meu Passaporte para viagens. No entanto, nessa mesma altura estava o meu cartão a expirar, logo tinha que o renovar antes. Lá de vez em quando eu ía tentando marcar a renovação do meu Cartão de Cidadão no Consulado que tem que ser efectuado através da página online de agendamento de atos consulares, mas a porcaria do site deles nunca tinha vagas nenhumas disponíveis, ou simplesmente não funcionava. Ao fim de várias tentativas sem sucesso, enviei-lhes um email a reclamar ao que, passado mais de uma semana responderam a dizer que todos os dias às 16h abrem novas vagas para marcações, pelo que tinha que ir ao site a essa hora antes que as novas vagas esgotassem. Infelizmente parece que todos sabem do mesmo porque não conseguia que o site funcionasse por volta dessa hora, provavelmente devido à grande quantidade de pessoas a tentar  ao mesmo tempo. Eventualmente em Outubro consegui apanhar o site com vagas disponíveis, mas o mais cedo para marcações seria em finais de Janeiro! Resultado, fui a Portugal no Natal e tirei lá o meu Cartão do Cidadão de um dia para o outro facilmente. 

 

Resumindo, agora tenho o cartão do cidadão por isso finalmente posso fazer a minha aplicação para residência no Reino Unido. E, principalmente depois das notícias recentes de que uma cidadã Holandesa que vive no Reino Unido à 24 anos e tem marido e filhos Britânicos, foi recusada a sua aplicação de residência permanente e informada de que devia fazer preparações para sair do Reino Unido assim que o país deixar de ser membro da União Europeia, isso assustou-me. 

 

Sinto necessidade de fazer esta aplicação para residência permanente o mais rapidamente possível, mas agora que acabei de ler a documentação necessária para providenciar juntamente com o preenchimento do formulário de aplicação de 85 páginas, até me fiquei a sentir mal. Eu já sabia que ía ter que procurar informação de todas as datas em que estive fora do Reino Unido durante os últimos 5 anos, mas existe tanta mas tanta mais informação necessária além disso - comprovativos de todos os empregos incluíndo cartas dessas empresas, recibos de salários, formas P60; comprovativos de qualquer tipo de self-assessment de impostos; comprovativos de todas as casas em que morei incluíndo uma variedade de diferentes provas de residência; comprovativos de quaisquer pedidos de ajuda financeira ao Estado e tudo e tudo e tudo. Pendem tantos detalhes e tantos comprovativos, todos eles originais, que até dói pensar nas horas e horas que vai demorar a conseguir descobrir os detalhes de toda a informação que pedem. 

 

Para já comecei a pedir a ex-colegas que ainda trabalham nas minhas antigas empresas para me darem os contactos dos seus recursos humanos para ver se consigo ter as tais cartas requeridas. 

 

Dá-me nauseas só de pensar no tempo que vou perder com isto, mas dá-me náuseas ainda maiores da possibilidade do Estado Britânico não conseguir fazer uma acordo favorável com a UE que permita aos actuais residentes Europeus no Reino Unido de permanecerem no país sem outras burocraciais que poderão ser ainda mais difíceis de ultrapassar.

 

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O Boris não é amigo cá da malta

OK, estava errada. O Boris afinal decidiu apoiar a Brexit - campanha de saída da União Europeia. Continuo a acreditar que a maioria dos Londrinos vai continuar a votar para ficar na UE, mas não deixa de ser um pouco preocupante o facto do Presidente da Câmara de Londres apoiar a saída. Concerteza irá influenciar alguns dos seus eleitores. Estamos para ver qual o poder da sua influência. 

Em resposta aos comentários colocados no post anterior, de facto não penso que a possível saída da UE indique que de repente vão mandar todos os emigrantes Europeus reencambiados para os seus países de origem. Isso seria impossível para o país fazer já que iria levar muitas empresas à falência, mas também não acredito que a situação vá ficar igual. Irão haver burocracias, chatisses, entraves,.. Ainda nada está certo acerca do que vai acontecer exactamente no caso do Não ganhar, mas sem dúvida que me quero informar melhor sobre os detalhes de ambas as campanhas. Já comprei bilhetes para ver um debate ao vivo em meados de Março. Depois venho cá escrever o que descobrir por lá. 

Com isto tudo fico mesmo com vontade de tirar o passaporte Britânico só para poder votar no dia. Quero poder ter o poder de influência e parece-me muito injusto que o futuro do país em que vivo, que sinto como se fosse o meu país, e da minha relação com ele, vá ser decidida por outros. 

 

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