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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

O que os resultados das Europeias representam

 Na sexta-feira a Theresa May finalmente demitiu-se do seu cargo de Primeira-Ministra. Nem implantou Brexit no pais como queria, nem manteve o seu partido unido durante o procedimento. Para a complicação de incerteza relativamente ao Brexit, levou com ela o partido Trabalhista, com quem tem andado em discussões à várias semanas para tentar chegar a um possível acordo relativo ao Brexit, mas também sem qualquer sucesso. O que fez foi com que os cidadãos do país se sintam ainda com menos confiança nos dois principais partidos políticos e isso reflectiu-se nos resultados das Eleições Europeias de ontem à noite. O partido Conservador teve um dos seus piores resultados da história política do Reino Unido, e o Partido Trabalhista também teve resultados fracos perdendo o lugar de um deputado no Parlamento Europeu. 

 

Quem saiu surpreendentemente vitorioso foi o Brexit Party, um partido que foi formado apenas à cerca de um mês atrás pelo antigo líder do partido de extrema direita UKIP, Nigel Farage, com 32% dos votos. Os Brexiteers estão a aproveitar este resultado para dizer que é um sinal que os cidadãos querem sair da União Europeia o mais rapidamente possível sem a necessidade para estabelecer um acordo negociado com a União Europeia. No entanto, se olharem bem para os resultados, os partidos que são extremos contra o Brexit, foram aqueles que também saíram vitoriosos, tais como o Partido dos Liberais Democratas, e dos Verdes que tiveram os seus melhores resultados históricos. No total pode-se contar com cerca de 40% dos votos entre partidos que são contra o Brexit. O problema é que, para quem não quer que o país saia da União Europeia, vai querer votar no partido, cujas políticas sente mais relevantes para representar o país na Europa, enquanto que quem votou no Brexit Party apenas está a querer sair da UE e não quer saber de políticas nenhumas. Votaram no Brexit Party, porque o seu próprio nome indica que vai fazer de tudo para querer sair do Parlamento Europeu. E devo dizer, que o Brexit Party foi inteligente quanto à imagem estabelecida para ajudar a influenciar as pessoas a votar neles. O logotipo deles era brilhante. Repararam bem nele? É uma casa virada para a direita, que se apresenta também como uma seta a indicar onde o voto deve ser colocado nos papéis de voto.

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Reparem também que, devido ao logo do Partido Change UK não ter sido aprovado a tempo, aparecem no papel sem qualquer logo, quase parecem inexistentes. 

 

Uma outra consideração é que, os cidadãos quer de uma opinião ou de outra relativamente ao Brexit, querem que o partido onde votem tenha uma posição mais definitiva e, neste momento, nenhum dos principais partidos tinha essa posição. Tanto os Conservadores como os Trabalhistas não sabem o que fazer e têm demasiado medo de tomar uma posição definitiva porque sabem que têm uma grande representação de opiniões divididas entre os seus eleitores. Mas por isso mesmo, os seus habituais eleitores decidiram não votar neles desta vez, e votaram antes nos partidos mais extremistas.

 

Dos partidos alternativos, o que me surpreendeu mais pela falta de votos foi mesmo o partido Change UK, por ter sido formado exactamente por deputados do partido Conservador e Trabalhista que, estando descontentes com a posição dos respectivos partidos na sua posição para o Brexit, decidiram formar este novo partido que apoia manter o país dentro da União Europeia, mas este não chegou a conseguir nem um lugar no Parlamento Europeu. Talvez a falta de logo também tenha influenciado...

 

Estas eleições portanto, apenas confirmaram o que nós já sabíamos, o país continua extremamente dividido relativamente ao Brexit. O que me assusta é que, com estes resultados eleitorais, e com o Partido Conservador ainda no poder, sendo que na sua maioria, os Conservadores são mais a favor do que contra o Brexit, agora vão possivelmente querer ter uma opinião mais extrema relativamente ao Brexit, o que pode ser já transmitido na eleição de um substituto da Primeira-Ministra para um candidato como o Boris Johnson que é altamente a favor do Brexit. E se acabarmos com um Primeiro-Ministro como ele, é mais possível que ele avance com o Brexit na data de 31 de Outubro sem qualquer acordo negociado com a União Europeia e isso, seria pior do que o acordo que a Theresa May tinha proposto. 

 

Reino Unido à parte, de forma geral, o que me agradou nestas eleições Europeias é que houve uma redução da eleição de Partidos de extrema direita, o que me estava a assustar um pouco durante os últimos anos. Ainda existe uma forte presença destes partidos na Itália e França, e também um pouco pela Alemanha e Polónia, mas a sua força já não é tão significativa quanto se estava a ver nas eleições locais anteriores. No entanto, tal como no Reino Unido, também se viu o incremento de votos para partidos pequenos como os verdes ou os Liberais Democratas (ou equivalentes nos respectivos países), e isso indica que os Europeus querem-se manter numa Europa Unida, mas reformada. 

 

Em Portugal também se viu que a esquerda teve mais força, não só com o PS, mas também através de um considerável número de votos nos verdes e bloco de Esquerda, no entanto o problema que se continua a ver em Portugal é que, quem está descontente, se abstém, e houve uma enorme percentagem de abstenção nestas eleições. Não consigo perceber porque é que em Portugal os eleitores pensam que essa seja a melhor opção? Ao não votarem, simplesmente estão a deixar as outras pessoas, com as quais talvez nem concordem, decidir a representação do seu país. 

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Gráfico retirado do Guardian

Estamos para ver como os próximos tempos se vão desenrolar em termos de política. 

As últimas do Brexit - a saga continua

Os últimos votos no parlamento Britânico relativamente ao Brexit indicaram que os deputados não querem aceitar o acordo negociado pela Primeira Ministra mas também não querem sair sem um acordo.

 

Estamos a pouco mais de uma semana para a data em que temos de activar o processo de saída da união europeia, mas o parlamento votou a favor de prolongar essa data. No entanto, a Ministra insiste que quer que o governo aceite o acordo estabelecido por ela por isso vai lançar um terceiro voto ao seu acordo e até lá, vai tentar novamente convencer os seus deputados que essa é a melhor opção. A União Europeia, entretanto, está furiosa com a decisão de Theresa May, porque não lhe vai dar o tempo suficiente para fazer uma boa decisão relativa à permissão da extensão. Donald Tusk, Presidente do Concelho da Europa está disposto a oferecer ao Reino Unido uma longa extensão da sua saída da União Europeia para dar tempo aio Reino Unido para estabelecer unanimidade no país e repensar a sua posição relativamente à União Europeia, mas não estava preparado para que a Theresa May tentasse ganhar o voto do seu acordo uma terceira vez! 

 

Se Theresa May conseguir que os deputados acordem desta vez no seu acordo proposto, vai então pedir uma extensão do prazo de saída da saída da União Europeia para 30 de Junho apenas para preparar o actual acordo melhor antes da saída. Mas se os deputados não acordarem ou se o governo europeu não oferecer a extensão requerida, ainda estamos com a possibilidade de encarar uma saída a 29 de março sem qq acordo, ou então colocasse a opção do Reino Unido extender a data de saída da UE para uma data indefinida.

 

A União Europeia está a aconselhar que façamos outro referendo no Reino Unido relativamente à nossa presença na União Europeia. Na sexta-feira alguns dos deputados tentaram fazer com que votassem contra a total possibilidade de haver um segundo referendo mas felizmente o 'speaker' do parlamento evitou que isso acontecesse. Digo-vos, adorava que houvesse novo referendo relativo ao Brexit. E desta vez eu poderia votar! Assim como muitos mais Europeus que entretanto, como eu, também tiraram a cidadania Britânica. Mas a minha esperança que isso aconteça ainda é muito, muito pequena. A quantidade de tempo, dinheiro público e recursos em geral que têm sido gastos no Reino Unido nos últimos três anos para prepararem a saída do país da União Europeia tem sido imenso, e nem que seja pelo simples facto de orgulho do Partido Conservador, parece-me que nunca que eles vão dar o braço a torcer e deixar o povo votar novamente quando já investiram tanto no Brexit. Caso o voto desta vez fosse para permanência, o que eu acredito que fosse, este partido e Governo nunca seria esquecido na História do Reino Unido por todas as más razões. 

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Imagem retirada do site theconversation.com

A data do Brexit está a chegar, e agora?

Absolute shambles! É a expressão a ser utilizada mais frequentemente pelos Britânicos em referência ao estado actual do Brexit. 

 

O referendo decorreu em Junho de 2016. Quase 3 anos mais tarde e, a 2 semanas da data final em que supostamente teriamos que começar o processo de saída da UE, ainda não foi alcançado qualquer acordo com a União Europeia sobre a nova relação entre o Reino Unido e a UE após Brexit. Em Janeiro, o acordo negociado pela Primeira Ministra foi altamente rejeitado pelo Parlamento, principalmente pelo facto de que o acordo näo ía garantir a paz entre Irlanda e a Irlanda do Norte por trazer barreiras entre os dois países. Entretanto a Primeira Ministra alcançou mais algumas mudanças no acordo com a UE e este acordo foi novamente a votos ontem. Como não podia deixar de ser, a proposta do seu acordo foi altamente rejeitada. 

 

Portanto, não temos acordo, mas a data de saída da UE está marcada para dia 29 de Março. Ora, isso levanta a pergunta - saímos da UE mesmo sem acordo? Isso levou a outro voto no Parlamento hoje, e a maioria dos deputados votaram a favor de não sairmos sem acordo. Surprendeu-me que esse voto não tenha tido uma margem maior do que a que teve, mas assim foi. 

 

Agora amanhã vai haver um outro voto no Parlamento relativamente a pedir a extensão da data para a saída da UE. Basicamente os votos terão que ser de acordo a pedir uma extensão, porque senão, com 2 semanas à frente, sem querer sair sem acordo, mas sem haver acordo nenhum possível para além daquele que a Primeira Ministra negociou, o que mais se poderá fazer? 

 

Shambles, é o que vos digo, a situação deste país está ridícula.

 

 

Uma semana para o teste Life in the UK

Estou a uma semana para o dia do meu primeiro teste do Life in the UK. Digo o primeiro, porque sei lá se vou ter que voltar a fazer novamente. Eu já tinha lido o livro todo e tirado notas, mas mesmo assim estou sempre a esquecer-me das datas e do que aconteceu em cada batalha e afins. Ou seja, de vez em quando passo os testes de prática, outras vezes não passo. Como isto vai ter mesmo que ser mais relacionado com memorizar do que perceber, tenho adiado o estudo porque acho que vá ser mais fácil ao estudar próximo da data do exame. Então ontem dediquei a tarde à coisa. Reli a parte de história, tomei notas mais sumarizadas e por ordem cronológica para tentar fazer com que a leitura mais visual de forma cronológica, ajude a memorizar. Consegui passar os 4 testes que fiz depois da sessão de ontem, mas agora vou ter que continuar a fazer testes todos os dias para não me esquecer, e ainda me falta reler o resto do livro que trata de informação mais específica sobre política e o dia-a-dia da sociedade actual, se bem que essa parte já me parece mais fácil. 

 

Acho que valeu a pena fazer o download da aplicação oficial do teste, intitulada também Life in the UK test. Custa £4.99, mas conta com informação de estudo e testes práticos, onde se podem fazer testes só sobre uma das secções do teste em que se tenha maior dificuldade. Eu fiz maioritariamente os testes de história, exactamente por essa ser a parte em que preciso de decorar mais informação. 

 

Para terem uma noção do tipo de questões, ficam aqui os exemplos de algumas questões que falhei nos testes de prática que fiz. Tentem responder às questões antes de ver os resultados que coloquei no final do post.

 

1 - What do Sir William Golding, Seamus Heaney and Harold Pinter have in common?

A) They are all famous British athletes

B) They have all been Prime Ministers

C) They were part of the first British expedition to the North Pole

D) They have all been awarded the Nobel Prize in literature

 

2 - A very impressive hill fort can still be seen today at Maiden Castle, in the English county of ______

A) Danesbury

B) Cornwall

C) Dorset

4) Sussex

 

3 - Which of these forts were part of Hadrian's Wall?

A) Housesteads

B) Skara Brae

C) Sutton Hoo

D) Chesters Hill

 

4 - What happens when a Member of Parliament (MP) dies or resigns?

A) The post remains vacant until the next general election

B) Their party chooses someone to fill the post until the next General Election

C) A by-election is held to replace the MP

D) A neighbouring MP looks after the constituency

 

5 - The Civil War between Charles I and Parliament in the mid-17th century led to Oliver Cromwell becoming King of England

A) True

B) False

 

6 - King Richard III of the House of York was killed in the Battle of Bosworth Field in:

A) 1485

B) 1490

C) 1495

D) 1498

 

7 - Big Ben bell, housed in the Elizabeth Tower is over ____ years old and is a popular tourist attraction

A) 150

B) 180

C) 200

D) 210

 

8 - ___________ abolished slavery throughout the British Empire

A) The Abolition Act

B) The Emancipation Act

C) The Freedom Act

D) The Slavery Act

 

9 - The most serious cases in Scotland, such as murder, are heard at a _______ with a judge and a jury

A) Crown Court

B) Magistrates' Court

C) High Court

D) Youth Court

 

10 - There are _____ who are specialists in particular areas, and their knowledge is useful in making and checking laws

A) House of Commons

B) House of Lords

C) MPs

D) Peers

 

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 Algumas das notas que me entretive a tirar ontem

As respostas correctas são:

1 - D

2 - B

3 - A

4 - C

5 - B - é falso porque Oliver Cromwell ficou como lider da república, no entanto, a forma como a frase está construída é enganadora, porque ao ler rapidamente, parecia que iria ser uma resposta positiva, caso não se tenha atenção e não se repare na parte que se refere ao facto de o chamarem de rei. Já encontrei muitas questões enganadoras semelhantes.

6 - A

7 - A

8 - B

9 - C

10 - D

 

Então que tal? Passavam com mais de 60% se vos aparecessem estas perguntas no teste? (O teste real tem 24 questões, mas estas questões dão uma boa noção do nível de dificuldade)

Quanto mais testes faço melhor fico, mas sem dúvida que não é fácil passar sem se estudar.

 

Life in the UK - O teste está marcado

O meu plano era estudar para o teste do Life in the UK até me sentir preparada e depois marcar o teste. Já li o livro todo, tirei as minhas notas, mas dos 11 testes de prática que fiz até agora só passei 4. Ou seja, isto não está a resultar. Portanto decidi marcar o teste a sério para ver se, com uma data fixa eu consigo dedicar-me mais à coisa. Sem data marcada, estava a estudar de vez em quando, e cada vez que voltava a fazer um teste já me tinha esquecido de muitas das datas, reis, batalhas e outras coisas que tinha aprendido antes, por isso acho que só mesmo fazendo mais pressão vai ajudar. Agora está marcado para o final do mês portanto tenho mais dois fins-de-semana para me dedicar à coisa. A ver se consigo melhorar. 

 

 

O estado de residência dos Europeus após Brexit

Na semana passada, o jornal Guardian publicou um artigo sobre um novo documento avançado pela Primeira-Ministra, Teresa May, que finalmente veiu dar algumas informações mais específicas relativamente ao futuro de residência dos cidadãos Europeus no Reino Unido após a implementação do Brexit em Março de 2019. É de notar que ainda nada está oficialmente decidido, mas ao menos ficamos a saber quais as intenções da Ministra relativamente à nossa residência. 

Denote-se que vai haver um período de transição do Brexit que começa em Março de 2019 e ainda não tem uma data exacta definida, mas provavelmente será 31 de Dezembro de 2020.

Ficam então as propostas definidas pela Ministra:

  • Os imigrantes da União Europeia que venham morar para o Reino Unido durante após o Brexit entrar em vigor, e desde que ainda venham dentro do período de transição, podem obter um certificado de residência temporária até 5 anos, e se essa fôr a sua intenção, terão que o fazer dentro dos primeiros 3 meses que estiverem a viver no país.
  • Ao ficarem os 5 anos de residência, terão direito, nessa altura de submeter os documentos para pedirem um certificado de residência permanente no país. 
  • Os imigrantes da UE que venham viver para o Reino Unido durante o período de transição, terão menos direitos de trazer família para cá viver do que os imigrantes que já tiverem estatuto de 'residência permanente' por essa altura. Um dos novos requerimentos para trazer família para viver no país vai estar relacionada com a prova de que essa pessoa está a receber o salário mínimo requerido para este efeito, no valor de £18,600 anuais. 
  • Aos imigrantes que vierem viver para o Reino Unido durante o período de transição, vai ser dado o direito de ficarem cá a viver durante 5 anos.

Portanto com tudo isto, significa que ainda vai ser possível vir morar para o Reino Unido até possívelmente o final de 2020, e conseguir ficar cá o número de anos necessários para obter uma residência permanente. Isto também parece aparentar que quem quer que já cá esteja, tenha que também efectuar esse tipo de aplicação para residência permanente, mas de tal não trataram no artigo. Se estiverem interessados em ler o artigo inteiro, aqui está ele.

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 Fonte: Artigo do Guardian

Tirar o passaporte Britânico - desta é que vai ser

É um dos meus objectivos para 2018  - tirar o passaporte Britânico. Comecei a pensar nisso assim que houve o voto para o Brexit. Em Julho de 2016 já tinha o livro em casa para começar a estudar para o teste da 'Life in the UK' que é necessário confirmar que tenha passado, ao enviar a minha candidatura para o passaporte. 

 

Ao começar a ouvir as notícias iniciais de que os cidadãos da União Europeia que já estão cá a viver iam ficar com direito para continuar no país, deixei o tempo ir passando e não cheguei a ler o livro. Entretanto, com a mudança do ano (e já se sabe os efeitos que a mudança de ano tem em nós relativamente a pensarmos na vida, no que queremos fazer, no que deixámos para trás, etc.) lá me decidi a tirar o passaporte. Mas afinal descobri que ainda tinha que tirar o comprovativo de residência permanente no Reino Unido antes de poder tirar o passaporte. Ora então lá tratei dissorecebi o meu certificado passado cerca de 1 mês, e ao tê-lo, não pensei mais no passaporte porque já tinha ali a minha garantia de que podia ficar a viver permanentemente no Reino Unido. Entretanto, lá as notícias continuam a estipular o que vai acontecer com os cidadãos Europeus após Brexit e, a certo ponto falou-se de que os cidadãos Europeus que cá vivem iam ter que efectuar uma aplicação para provar que cá têm estado a viver e trabalhar à certo tempo, mesmo que já tenham o certificado de permanência de residência. Claro que isto ainda é tudo especulação, e de facto há muitas opiniões e incertezas, mas o que é certo é que vão haver quaisquer burocracias relativas a legalizar os Europeus que se encontram cá a viver actualmente, após o Brexit entrar em vigor.

 

Ora para evitar mais incertezas, burocracias, para poder ganhar direito de voto e, porque me é permitido ter dupla nacionalidade, nem é tarde, nem é cedo - iniciei o meu estudo para o teste da Vida no Reino Unido hoje mesmo. 

 

Antes disso verifiquei o resto dos requerimentos para ter a certeza de que não havia nada necessário que não me seria impossível de apresentar, e não é que descobri que vou ter que fazer um teste de Inglês!! Eu já fiz um First Certificate in English, um Certificate in Advanced English e dois TOEFL por razões diferentes e porque o certificado de Inglês geralmente tem uma validade até quando ser aceite por entidades oficiais. E agora vou ter que fazer outro mesmo que já esteja aqui a trabalhar e viver à 12 anos e meio?!? O que vale é que para o passaporte um dos certificados permitidos é bastante básico porque é apenas um teste de conversação de 10 minutos intitulado GESE Grade 5. Mas o facto é que mesmo sendo um exame básico, o problema é que custa £150 que ainda é significativo. 

 

Depois quanto ao resto da papelada vai ser muito semelhante ao que tive que enviar para provar  a minha residência em Londres por isso espero que aí não hajam complicações. 

 

Ben, por agora vou concentrar-me no teste do 'Live in the UK' e depois o resto logo trato. 

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Olha desta não estávamos à espera, Theresa May

Hoje a Theresa May anunciou que vão haver eleições legislativas já no próximo dia 8 de Junho. Esta anúncio veiu para espanto de todos visto que, quando subio ao poder, ela tinha dito que não iria avançar com eleições antecipadas, iria levar com Brexit em diante, e que as próximas eleições só decorririam na data planeada em 2020. 

 

O facto é que actualmente, o partido trabalhista está mais fraco do que já esteve à bastante tempo com o líder Jeremy Corbyn à frente, que apela apenas aos trabalhistas com tendências mais viradas para a esquerda, e apela menos à maioria dos regulares apoiantes do partido. Ou seja, a Theresa May, viu isto como uma oportunidade de reforçar o número de lugares no parlamento representados por membros dos Conservadores para que as suas decisões tenham mais apoiantes. Ela sabe que em tão poucas semanas o Partido Trabalhista não vai encontrar um novo líder que ganhe a confiança da população. Também sabe que a maioria do país votou Brexit e, como tal, se estas pessoas quiserem que Brexit continue a ir em frente, agora que o lançar do Artigo 50 já foi anunciado, vão querer votar no partido que vai continuar com Brexit para a frente. 

 

Isto portanto significa que também existe uma oportunidade com estas eleições - que é a oportunidade das pessoas votarem contra os Conservadores para demonstrarem que afinal estão disatisfeitas com o resultado do referendo e que querem continuar na UE porque se aperceberam que tudo aquilo que lhes tinha sido prometido com a campanha do Brexit - mais dinheiro para o NHS, redução de imigração, etc - foi tudo uma farsa usada pela campanha, mas que na realidade já todos sabemos que esses 'problemas' de que tanto falaram, não vão ser resolvidos com o Brexit. 

 

O problema é que mesmo que as pessoas se tenham arrependido do seu voto, neste momento não têm boas alternativas onde votar e, ou continuam a votar Conservadores porque são pessoas que neste momento, se preocupam maioritariamente com aquilo que directamente lhes afecta a elas tais como redução nos impostos; ou votam Trabalhistas para apoiarem o partido da Concorrência e não dar tantos lugares no parlamento aos Conservadores; ou votam num dos partidos mais pequenos, o que vai dispersar os votos mas também não vai dar nenhuma oposição clara aos Conservadores. 

 

O horizonte não está azul neste momento, mas uma coisa é certa, se os Conservadores, por algum milagre perdessem estas eleições, o Parlamento iria olhar para Brexit com outros olhos e pensar duas vezes antes de avançar com as negociações. 

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Fonte: Imagem da capa do Jornal Metro retirada da BBC

E começa o início do fim: Theresa May assina o Artigo 50

Quando o David Cameron decidiu sair da posição de Primeiro Ministro depois do voto do Brexit ter vencido, e foram apresentados os novos candidatos ao cargo, eu sinceramente pensei que Theresa May iria encontrar forma de evitar Brexit. Estava enganada. Hoje, ela assinou os documentos que oficializaram o interesse do Reino Unido de deixar de fazer parte da União Europeia. Até agora, tudo o que se ouvio falar foram rumores do que poderia eventualmente acontecer - os Europeus vão precisar de Visas para ficar no país? Vai deixar de haver livre circulação de mercadoria? As empresas Europeias vão decidir mudar de sede para a União Europeia? Os produtos vão ficar mais caros? Os preços das casas vão cair? Todas e muitas mais perguntas e sugestões do que pode acontecer, são apenas teorias. O facto, é que só a partir de hoje é que as negociações vão começar, e são esperadas decorrer ao longo de dois anos até à sua decisão definitiva entrar em vigor. A partir de agora, é que tudo o que sair das reuniões com a Europa vai ter mais fundamento e poderá eventualmente acontecer. Estou nervosa, estou triste, estou zangada. Ainda mal posso acreditar que o público Britânico votou desta maneira e sinceramente acredito que, hoje em dia, depois de ter havido toda esta especulação e informação sobre os efeitos negativos do Brexit, que muitos votariam de forma diferente. Mas é tarde demais. Vamos ficar atentos aos próximos meses, e ver o que vai acontecer. 

 

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 Fonte da imagem: BBC

Com residência permanente no Reino Unido

Não fazia ideia do que me esperava para ir buscar aos correios, e mal seria o meu espanto quando vi que era um envelope do Home Office. Tinha enviado a minha aplicação para residência permanente apenas à um mês atrás e sabia que iria demorar cerca de 3-4 meses até receber uma resposta por isso fiquei um pouco nervosa quando vi um envelope deles. Será que já tinham encontrado quaisquer impedimentos para a minha aplicação? Mas não - lá dentro encontrei todos os documentos que tinha enviado, acompanhados de um cartão que certifica o meu direito a residência permanente no país. Fiquei contente e aliviada de imediato. Não sei se foi tão rápido porque efectivamente alocaram mais pessoal para tratar da quantidade elevada de aplicações ou se simplesmente ajudou no processo o facto de ter enviado tudo muito organizado na minha aplicação, mas o que importa é que já está. 

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De qualquer forma, para quem tenha interesse em também submeter a sua aplicação para residência permanente aconselho o seguinte:

  • Enviar documentos que provem que vivem cá durante 6 anos (se fôr o caso) em vez do mínimo requerido de 5 anos, porque ao provarem os 6 anos, estão automaticamente aprovados para pedirem a cidadania, só pelo sim, pelo não.
  • Se tiverem quaisquer condições especiais que precisem de explicar, adicionem uma carta que coloquem no topo dos documentos da aplicação, que explique de imediato a vossa situação especial, e relacionando essa situação a quaiquer número de secções do formulário que sejam relevantes para o que precisam de explicar.
  • Adicionem um post-it ou uma página em branco entre cada papelada que está anexada para compravar diferentes secções do formulário, escrevendo nesse papel separador ao que é que os próximos documentos correspondem (por exemplo, documentos comprovativos de residência ou comprovativos de emprego).
  • Sempre que tiverem que continuar a preencher uma tabela numa folha aparte, criem essa folha numa página de Word para que tudo se apresente bem formatado e com uma apresentação semelhante à tabela respectiva do formulário. 

Simplesmente achei que quanto mais fácil eu tornasse a revisão dos documentos que estava a enviar, maior probabilidade teria de que não encontrassem empedimentos para me darem o cartão. Não sei se isso efectivamente ajudou na decisão e rapidez para o meu caso, mas o importante é que o cartão já cá canta.