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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Ideias de jogos e entretenimento para as video-conferências

Com tantas conversas de Zoom, Skype, Webex, Houseparty, Video Messenger e afins que estão a decorrer durante este lockdown, concerteza que muitos de vocês também já se dedicaram a participar em jogos para fazer a interação das conversas mais divertidas, e para dar uma razão adicional para se encontrarem com a família e os amigos mais frequentemente através de video-conferência. 

 

Se, como eu, também, andam a pesquisar por ideias de jogos fáceis e divertidos a fazer no vosso próximo Zoom, passo a deixar aqui as ideias de jogos que já fiz que achei mais divertidos:

 

  • Caça de material em casa - Isto envolve que o organizador vos indique o nome de um objecto que, um participante por casa deve ir buscar algures em casa, e as três pessoas que voltarem junto à câmara com o tal objecto na mão primeiro ganham pontos (a primeira a chegar com o objecto ganha 3 pontos, a segunda, 2 pontos e a terceira, 1 ponto). Os objectos em questão devem ser coisas que geralmente as pessoas têm em casa. Por exemplo, 'vão buscar uma tesoura' ou 'um rolo de papel higiénico'. É engraçado ver as pessoas nas respectivas casas a correrem para ir buscar cada um dos objectos o mais depressa possível. Também podem adicionar variantes que não envolvam a rapidez, tais como 'vão buscar o objecto de cozinha que achem mais original' ou 'vão buscar a garrafa de bebida alcoólica mais estranha que tenham em casa', e o organizador decide o vencedor nesses casos. No final contam os pontos e ganha quem tiver mais pontos. Ao escrever a descrição até parece complicado, mas acreditem que é mesmo muito divertido!
  • Guess the emoji - O organizador envia pela chat um conjunto de emojis que representem um certo tema, e os participantes têm 5 ou 10 segundos (dependendo da dificuldade) para decifrar o que os emojis representam. Escrevem as respostas num papel, e no fim recebem um ponto por cada resposta correcta. Podem encontrar muitos exemplos se pesquisarem por 'guess the emoji' no Pinterest. Por exemplo, os emojis em baixo representam nomes de estações de metro e de comboio de Londres. Conseguem descobrir os nomes das estações?

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  • Adivinhem quem é? Colocam um post-it na testa com o nome de uma celebridade ou animal ou outro tema que queiram, e têm que adivinhar que nome é, baseado em perguntas de resposta 'sim' ou 'não' que façam às outras pessoas do grupo para tentar adivinhar o nome que têm na testa. Podem fazer este jogo 'à mão' se tiverem mais que uma pessoa em casa que vos escreva o nome no papel sem verem, ou se estiverem sozinhos, podem fazer o download do app 'Heads Up' disponível na Apple ou Android, e colocam o telemóvel na testa até aparecer o nome para as outras pessoas do zoom (claro que têm que ter a certeza de que não se podem ver a vocês próprios no zoom).
  • Festa de culinária: Decidem qual o prato que vão fazer antecipadamente para que todos tenham os ingredientes necessários, e um de vocês vai indicando o passo-a-passo da preparação do prato. Depois quanto estiver o prato preparado, sentam-se em frente ao computador e comem 'juntos'. 
  • Book Club: Este não é propriamente um jogo, mas também serve como uma boa desculpa para se encontrarem - escolhem um livro antecipadamente (geralmente um mês ou duas semanas antes, dependendo da vossa rapidez de leitura) e discutem a vossa opinião sobre o livro durante a video conferência.
  • Netflix party: E uma alternativa às video conferências, é verem um filme juntos. A Netflix, através da aplicação Netflixparty permite que várias pessoas estejam a ver o mesmo filme em simultâneo, enquanto vão fazendo comentários numa barra lateral. É ideal para filmes que sejam altamente divertidos e um bocado parvos. Eu vi o Blades of Glory numa Netflix party e os comentários que íamos tendo ao longo do filme eram por vezes mais hilariantes que o próprio filme.

 

Com um grupo de amigos, começamos a fazer um 'pub quiz' à 3 semanas, e este fim-de-semana vai ser a minha vez de organizar as questões. Como notei que são geralmente as mesmas pessoas que têm melhores resultados, achei por bem fazer um pub quiz um pouco diferente, que não seja só há base de perguntas do tipo - 'quem é o cantor e qual o nome desta música' ou quem foi o actor principal deste filme, etc. Há certas pessoas que se lembram dos nomes de tudo e mais alguma coisa, e outras que são mais visuais ou têm memória curta, portanto, para diversificar um pouco tenho estado a pensar fazer as seguintes categorias de perguntas:

  • Plantas - apresento as imagens de várias plantas e flores conhecidas tais como salsa, gerânios, etc. e peço que indiquem os respectivos nomes.
  • Arte - Vou apresentar-lhes a imagem do quadro 'The Scream' e peço-lhes que façam a sua versão interpretativa desse mesmo quadro durante 5 minutos. Depois peço a todos que dêm entre 1 a 5 pontos aos quadros dos outros participantes. 
  • Covid-19 - vou apresentar algumas palavras inventadas relacionadas com o virus, por exemplo 'quarantini'; 'Sauvignon Furlough'; Covidiot; etc. e peço que me escrevam a descrição mais engraçada que essa palavra represente. Depois peço a todos a votarem nas melhores (nunca podem votar em si próprios para ser justo).
  • Marcas - em que as questões se referem a marcas que fizeram algo muito memorável ao longo dos anos, por exemplo, perguntar o nome do jogo de realidade aumentada que tomou conta das ruas de Londres em 2016  - foi o Pokemon Go
  • Fotografia - Vou apresentar fotos de locais onde tenhamos estado juntos e peço que indiquem o lugar. Quem enviar a resposta certa por mensagem mais rapidamente, ganha essa ronda. 

 

Para já foram essas as ideias que tive. Mas gostava ainda de ter pelo menos mais uma ou duas rondas. Têm alguma sugestão de outras perguntas/jogos que possa adicionar ao meu 'Not your usual pub quiz' quiz? Agradecia as vossas ideias! Tenho até Domingo à tarde para fazer o jogo. 

Cada vez mais isolados e cada vez mais próximos

A cada semana que passa, novas medidas têm sido colocadas em prática para reforçar a necessidade de que as pessoas fiquem em casa, tal como fechar o acesso a parques e locais que geralmente atraem grande quantidade de pessoas. E com todo este tempo que estamos em casa, alguns sozinhos, outros acompanhados por familiares, amigos ou meros colegas de casa, tem-se tornado muito mais importante manter o contacto com aqueles que são importantes para nós mas com quem não nos podemos encontrar pessoalmente. 

Os grupos de WhatsApp nunca tiveram tão activos em  simultâneo, e como o isolamento afectou o trabalho de muitas pessoas, existe sempre alguém disponível para continuar a conversa nos grupos de WhatsApp, logo, basta deixar de olhar para o telefone durante uma hora, para ter cerca de 50 mensagens por ler. É a forma que encontramos para estar constantemente em contacto com os amigos e família de forma imediata, e que estamos a utilizar para partilhar tudo o que é gifs e memes engraçados relacionados com o coronavirus que nos mantêm entretidos.

 

E claro que queremos encontrar-nos com amigos apesar de não podermos estar com eles fisicamente, portanto, é aí que entram as plataformas de vídeo conferência como o Zoom, o Skype ou semelhante. Com essas plataformas, de forma geral já temos que ser mais organizados, e planear uma certa hora a que seja bom para todos se encontrarem disponíveis online para fazermos uma vídeo conferência. No meu caso, e ao que parece, o caso de muitas pessoas, temos organizado 'Bebidas no pub' todas as sextas e sábados à noite com alguns grupos de amigos diferentes e outros repetidos; e depois ainda organizamos mais uma ou outra chamada no zoom assim a meio da semana porque o fim-de-semana já está cheio de chamadas. Oram são 'bebidas no pub', ou 'beber o café', ou 'jantar juntos' ou até cozinhar juntos que vou experimentar pela primeira vez para a próxima semana; sabe bem encontrarmos estas razões para os encontros virtuais tais como se fossem encontros ao vivo.

 

E depois temos também aplicações como o House Party que serve como uma espécie de plataforma entre o whatsapp e o zoom, que permite tal como o whatsapp, ter uma iteração mais imediata com quem estiver activo na plataforma, mas também permite um nível de entretenimento maior com os jogos e outras brincadeiras que estão incluídos nesta plataforma.

 

O que é engraçado é que, entre estas chamadas todas, e contacto por mensagem, reparei que tenho tido mais comunicação com amigos e familiares nas últimas 2 semanas, do que teria no dia-a-dia normal. Algumas das pessoas com quem geralmente só falo de tantos em tantos meses, de repente, estou a falar com elas quase diariamente. Grupos de amigos com quem, geralmente é difícil encontrar uma data para nos encontrarmos em pessoa, agora é facílimo, e nem nunca tinha feito uma vídeo conferência com tantas pessoas da família ao mesmo tempo, quanto a que fiz no fim-de-semana passado. 

 

Diria que as desvantagens destas plataformas, especialmente as vídeo conferências é que, apesar de serem bons substitutos para um encontro em pessoa, durante a situação actual, não acho que, quando voltarmos à vida social que tínhamos dantes, continuarão a ser utilizados da mesma forma porque a interacção que se tem num 'pub virtual' é bastante diferente da iteração que se tem num pub real. Em vídeo conferência, cada um tem que falar de cada vez, porque senão ninguém se entende. Todos temos que estar na mesma conversa, o que não aconteceria numa situação de encontro pessoal, onde as pessoas começam conversas paralelas e a oportunidades para se estar juntos durante mais tempo são inúmeras. Enquanto que virtualmente, quando começa a parar a conversa, é geralmente sinal que é tempo de desligar, porque senão estamos todos apenas ali a olhar para um ecrã e isso é muito estranho. Logo, também o tempo que se está junto no ambiente virtual é mais reduzido do que num encontro na vida real. 

 

Mas devo dizer que apesar de todos os defeitos inevitáveis às conversas virtuais, sem dúvida que têm sido muito úteis e bem vindas durante estas semanas, e tenho estado a gostar da proximidade que elas me têm proporcionado, principalmente com as pessoas com quem não comunicava tão frequentemente antes disto tudo começar. 

 

Se quizerem partilhar a vossa opinião nos comentários, adorava também saber se estão a gostar das vossas experiências relativamente a toda esta comunicação virtual. 

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O assassino misterioso

Ou como lhe chamamos em Inglês - 'Murder Mistery' - foi um dos jogos que fiz com alguns amigos durante a nossa escapadela no campo este fim-de-semana que passou. Gostámos tanto que achei por bem deixar aqui a experiência, visto que geralmente nesta altura do ano há sempre imenso pessoal a fazer jantaradas e um jogo como este pode ser uma boa adição. 

Para quem não conhece, este é um tipo de jogo ideal para animar os jantares de adultos ou de adultos com crianças. O conceito da história é simples - um certo número de pessoas encontra-se na mesma casa para um evento, e de repente um detective é chamado ao local porque uma pessoa é encontrada morta. O detective é a pessoa que orienta as partes do jogo, todas as restantes pessoas são suspeitas de serem o assassino e cada qual vai relevando diferentes pistas da sua relação com a pessoa assassinada que os podem incriminar ao longo do jogo. No final cada qual diz quem acha ser o assassino mas será o detective a revelar o culpado. 

Passado a primeira ronda já todos percebiam como o jogo funcionava e tornou-se hilariante, principalmente quando o pessoal se dedicou aos sotaques e a encarar bem a personalidade dos seus personagens. Fomos também para a temática de uma festa durante os anos 20, por isso todos estávamos vestidos apropriadamente. 

Fiz o download do jogo no site do Red Herring Games, mas existem imensos sites que oferecem esse tipo de jogos. E depois há imensos temas à escolha também. Fica a ideia para as vossas festas de Natal, Ano Novo e afins.

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Um mês a não parar

Este mês está a ser sem parar. Estamos a meio de Setembro, e este mês já tive um casamento, fui a um festival ao País de Gales, fui a um evento de trabalho na Colónia e, esta semana ainda vou para a ilha de Mallorca para um fim-de-semana prolongado com as amigas. Devo dizer que, apesar de andar de um lado para o outro, acho que estes próximos dias me vão saber bem. O festival foi divertido, o evento foi interessante, mas fazer um imediatamente a seguir ao outro fez com que eu não descançasse mesmo nada. Resultado - no sábado estava doente.

 

Sinceramente, dá para perceber que o meu corpo simplesmente não quer o rebuliço do andar de um lado para o outro constantemente, seguido de várias horas de trabalho a tentar fazer o máximo possível no menor espaço de tempo. E o facto é que não tirei férias durante o verão, por isso também ainda não me deu para fazer aquela pausa do dia-a-dia que é bem necessária de vez em quando. Parece que deixei tudo de saídas para Setembro e agora tenho um mês demasiado preenchido. Mas ao menos estes dias em Mallorca acho que vão saber bem. Alugámos uma casa no meio do nada e, como tal, o objectivo vai ser fazer nenhum à sombra da bananeira. Os nossos planos são descansar, conversar, apanhar banhos de sol (se bem que parece que o tempo está de trovoada para lá, por isso nem sei bem se vamos ter esse prazer), ler livros e fazer umas comidas boas. Só! Este post até nem parece escrito por mim, que sempre que vou a algum lado só quero ir passear para ver coisas, e sair para ir dançar, mas desta vez não. Só quero calma e descanso. Não sei se este é mais um dos sinais da idade a avançar, mas o que é certo é que, devemos ouvir aquilo que o nosso corpo nos pede. Quando pede festa e animação, devemos-lhe dar isso, e quando quer descanso, devemos-lhe dar isso também. Gosto de seguir a regra de dar atenção àquilo que o corpo me pede porque acho que é uma forma de ele se manter saudável durante mais tempo. 

 

Ainda nunca fui à ilha de Mallorca, mas pensámos que seria uma boa opção para esta altura do ano, por ser mais quente que outros locais na Europa. Os preços dos voos e da vila que alugámos também são muito bons por isso pareceu-nos a opção ideal. Vamos lá em celebração do aniversário de uma amiga. Elas já lá estão desde sábado, mas como eu sabia que não podia tirar tantos dias de férias, vou só apanhar a segunda metade da estadia. Mas vejo que elas estão a adorar a experiência pelas fotos que me têm enviado, por isso mal posso esperar para partilhar alguns dias com elas por lá também. E venham as mini-férias! 

 

 

 
 
 
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It’s not coffee but it’s a damn fine spot to sit and enjoy one. #mallorca #landscape #sea #chill

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 Foto de Mallorca retirada do Instagram

Despedida de Solteira em Bath

Não, não é a minha, que não tenho quaisquer planos de casamento. Mas estamos em época de casamentos, e como tal, as despedidas de solteiras também não falham. Só neste fim-de-semana, conheço 3 outras raparigas que também foram a outras despedidas de solteiras. O meu Instagram não parou com imagens das mesmas. Aquela a que fui, decorreu em Bath. Bath é uma das cidades mais populares para festas de despedida por causa dos muitos locais de Banhos/Spa abertos à comunidade desde os finais do século XIX. No entanto, nós só para contrariar, não fomos ao Spa. Devo dizer que eu própria fiquei surpreendida, visto pensar que essa fosse a principal razão por irmos passar o fim-de-semana por lá, mas as damas de honor decidiram-se por outra opção que também foi agradável e divertido de qualquer forma. 

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Ao chegarmos à casa no sábado de manhã, já estava tudo preparado em termos de decoração  - pensem em tudo aquilo que constitui uma típica festa de solteira, desde pilinhas insufláveis a outros acessórios de teor semelhante.  Tínhamos também um bom pequeno-almoço à nossa espera e até um 'goody bag'. Depois da inicial animação da chegada e de nos termos apresentado a quem ainda não conhecíamos, lá seguimos para a cidade, para começar a tarde numa classe de cocktails. Aprendi umas coisas úteis, até porque recebi recentemente um kit para fazer cocktails, por isso esta aula veio mesmo dar jeito. 

 

A segunda parte da tarde foi passada na 'praia de Bath'. Está entre aspas porque Bath não fica ao pé do mar, portanto o conceito de praia é um bocado relativo. Basicamente, é o primeiro ano em que o concelho da localidade aceitou transformar uma pequena parte do parque da cidade em zona de areia, com cabanas de praia, decoração tiki, e zona de jogos tipo mini-golf, voleybol de praia e ping pong. Ficámos por lá entretidas durante umas horas, até perto da hora de jantar. 

 

O jantar foi em casa, onde tínhamos um chef (por sinal o mesmo chef que vai cozinhar para o casamento) que cozinhou o nosso jantar. Eu nem fazia ideia que este é um grande negócio, mas aparentemente, ele faz a maior parte do seu dinheiro através deste tipo de festas privadas de despedidas de solteiras e semelhantes). Devo dizer que o jantar estava absolutamente delicioso. Fica o exemplo da entrada e sobremesa nas fotos em baixo. 

 

Depois o resto da noite foi passada em casa, a fazer jogos, seguidos de uma noite de Silent Disco. Estava um pouco incerta sobre a idea da Silent Disco, porque geralmente a vantagem de uma Silent Disco, é que as pessoas podem escolher a playlist que ouvem, e dançam de uma forma completamente diferente umas das outras. Neste caso, apenas havia a opção para ouvir de uma playlist, mas devo dizer que foi suficiente. Uma vez que tínhamos a música junto dos ouvidos, não dá para conversar. Assim sendo, só nos resta dançar, e foi o que fizemos o resto da noite. Inclusive, como estava uma noite tão quente e visto a Silent Disco não fazer barulho nenhum para quem não tenha os auscultadores, fomos para a rua dançar. Quem passava pela rua ficava a olhar para nós com ar suspeito. Acho que a maioria percebia que estávamos numa Silent Disco. Uma rapariga até se quis juntar ao grupo e ficou a dançar connosco ali no meio daquela rua em Bath pelas 2h da manhã.

 

Foi muito giro. Agora estou é curiosa pelo casamento porque vai ser a primeira vez que vou a um casamento com tradições Judaicas.  

 

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Passeios tipo peddy-paper de orientação em Londres

Oferecemos a uma amiga no aniversário dela um passeio da Hidden City, onde cada uma de nós comprou o próprio bilhete, e oferecemos-lhe o dela. É um presente original que permite passarmos umas horas juntas a passear por Londres de forma divertida, e ela adorou. Aliás, já é a segunda vez que oferecemos um passeio destes, e possivelmente não vai ser a última.

 

Basicamente o passeio é tipo peddy-paper ou passeio de orientação, e é feito exclusivamente através de pistas enviadas por mensagem de telemóvel por isso não precisamos de nos encontrar com ninguém da organização. Antes de começarmos, é-nos enviada a informação sobre o local onde devemos começar. Quando queremos começar enviamos uma mensagem para o número da organização, e automaticamente recebemos uma mensagem com a primeira pista que conta sempre com uma pergunta. Claro que a pista é altamente codificada e nada é muito óbvio, mas todas elas têm lógica e, por vezes é preciso andar de um lado para o outro ali perto para tentar encontrar algum sinal que esteja relacionado com a pista enviada, quer seja o nome de uma rua, o aspecto de um edifício, etc. Algumas são bastante difíceis, tipo apresentadas em código, mas de forma geral são acessíveis.

 

Desta vez fizemos um passeio chamado 'Evening Lights City Trail' que começava pela zona do Barbican e levou-nos a meio do caminho ao terraço de um bar muito giro onde parámos durante um bocado antes de continuarmos para a pista seguinte. O local final onde o passeio nos levou também era muito giro, onde poderíamos ter continuado a noite. 

 

Portanto fica a dica, caso gostem deste tipo de actividades, que estes passeios proporcionam um bom 'team building' e também vos leva a descobrir certas zonas da cidade que podem desconhecer. Em ambos os passeios que já fiz da Hidden City, descobri locais meio escondidos que não fazia ideia que existiam. 

 

Despedida de Solteira em Liverpool

Vou a um casamento em Junho de uma amiga que é originária de Liverpool e, como tal, ela optou por celebrar a despedida de soleira na sua cidade Natal. Neste caso ela optou não só por fazer uma despedida de solteira (= hen do) mas uma 'hag do' que, basicamente é uma 'hen' e 'stag' (= despedida de solteiro) em conjunto. Ou seja, fomos tanto as amigas da noiva como os amigos do noivo para Liverpool, mas ficámos em apartamentos diferentes, e tivemos a maior parte do tempo separados, excepto à noite quando o noivo e amigos vieram ter à mesma discoteca onde nós estávamos.

 

Devo dizer que foi uma despedida de solteira muito divertida. Fomos no sábado de manhã, e quando chegámos ao apartamento ficámos todas entusiasmadas porque o apartamento era um espéctaculo! Ficámos numa penthouse com dois andares e terraço com uma decoração ultra moderna, umas janelas gigantes e estáva um prosecco fresquinho e cupcakes à nossa espera quando chegámos.

 

 

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Durante a tarde fomos para o  terraço pintar um tecido com as palavras 'Just Married' a ser colocado nas traseiras do barco que nos vai levar da zona da igreja à zona da boda. E depois passámos o resto da tarde a embonecrar-nos. Até veiu uma artista de maquiagem profissional que nos veio fazer a maquiagem ao estilo de Liverpool lá a casa, para estarmos bem enquadradas na noite. Para quem não sabe, Liverpool é uma das cidades reconhecidas pelas suas noitadas em que o pessoal se prepara mesmo à séria para sair à noite, inclusivie as raparigas tendem a colocar uma quantidade de maquiagem exagerada, e vestem vestidos o mais justo e curtos possível. Então, como não podia deixar de ser, nós preparámo-nos a rigor para estar bem integradas na noite de Liverpool. Assim o fizemos e devo dizer que foi uma noite muito divertida. A discoteca onde fomos estava ao rubro assim que chegámos, por volta das 23h e só saímos mesmo quando fecharam a discoteca. 

 

No dia seguinte, o ambiente era bem mais calmo já que algumas estavam com um pouco de dôr de cabeça, inevitavelmente, mas ainda fomos a um bar num terraço com uma vista gira para o rio, seguido de um afternoon tea. 

 

Sem dúvida um fim-de-semana bem passado e, acho que todas ficámos positivamente impressionandas com Liverpool. 

Meetups com estranhos

Recentemente houve duas noites em que não tinha nada planeado, mas apetecia-me sair. Então em ambas as ocasiões, tendo sido a última delas hoje mesmo, decidi ir a um Meetup. 

 

O Meetup em que fui a umas poucas semanas atrás foi organizado pelo grupo London International Meetup. Pensei que sendo um grupo internacional ía ter muitas pessoas novas em Londres, entusiasmadas por cá estar que apenas querem conhecer pessoal novo. Além do mais tinha um grande número de confirmados e era apenas para nos encontrarmos para bebidas num pub por isso achei que seria uma boa alternativa a ir para casa. Não era membra desse grupo antes mas pesquisei na listagem de todos os eventos a decorrer em Londres nessa sexta e esse pareceu-me o mais interessante.

 

Desta vez optei por ir a um encontro de Natal de um grupo, ao qual já pertenço à alguns anos, mas ao qual ainda só tinha ido a um meetup, relacionado com pessoas interessadas em ver música ao vivo

 

A comparação? Em ambos conheci pessoas completamente diferentes do meu habitual grupo de amigos. Afinal são eventos abertos a toda a qualquer pessoa, por isso é normal que se encontre uma grande variedade de pessoas. No entanto, gostei mais da experiência do grupo de hoje do que do grupo do pub de algumas semanas atrás. O facto é que ir a um meetup tão generalista como "friday night drinks" que era o caso, atraí uma variedade muito maior de pessoas. Tinha pouco em comum com a maioria das pessoas que lá estam, por isso era difícil manter uma conversa. Tentei conversar com a maior parte das pessoa presentes para me aperceber melhor do grupo, mas não conseguia encontrar um link comum entre elas, e apenas com algumas consegui manter conversas interessantes mais prolongadas. Conheci lá o médico Alemão acabado de chegar ao páis, o Espanhol também acabado de chegar que mal conseguia falar Inglês, a professora que não tem paciência nenhuma para educar as crianças dos outros, o Inglês que foi dar a volta ao mundo durante o maior tempo que pôde e, desde que voltou, não sabe o que fazer com a sua vida, e muitos mais,...

 

No meetup de hoje, no entanto, notava-se que existia um interesse em comum - música. E como tal, era mais fácil estabelecer conversas e fazê-las prolongar. Sem dúvida que ainda havia uma grande diversidade de pessoas, mas o factor diferença não era tão óbvio como no meetup anterior. Acabei até por receber a lista das "melhores músicas de 2016" de acordo com um dos organizadores do grupo (a sua selecção pessoal). Fica aqui a playlist se tiverem curiosidade para ouvir o que outras pessoas consideram o seu top 100 do ano. Eu estou a ouvi-la agora. Para já, algumas considero também boas. Outras, não tanto, mas penso que seja uma boa oportunidade para ficar a conhecer nova música de qualquer forma. 

 

Em resumo, os meetups podem ser interessantes e divertidos, mas convém ir a metups com uma temática de interesse, para que os seus participantes tenham algo em comum porque senão, os eventos generalistas são um "hit or miss", ou seja, serem bons eventos depende apenas do factor sorte. 

 

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Halloween no Castelo e centros de escalada em Londres

Este fim-de-semana fui à minha primeira festa de Halloween deste ano. O seu intuito principal não era propriamente o Halloween mas sim a celebração do 20º aniversário do The Castle Climbing Centre que, tal como o nome indica, é um centro de escalada, localizado num castelo. É um castelo que foi originalmente construído em 1856 com o intuíto de alojar umas bombas de filtração das águas do resevatório adjacente ao castelo. Alguns anos depois já não tinha qualquer uso, mas a comunidade local não deixou que o edifício fosse destruído e listaram-no como edifício protegido. Só muito mais tarde, já em 1994 é que foi dada a autorização para construção de um centro de escalada lá dentro que abriu em 1995. 

 

Desde então o The Castle, localizado em Green Lanes, entre Manor House e Stoke Newington, tornou-se o centro de escalada mais conhecido de Londres. Não o costumo frequentar, mas como uma conhecida vai todas as semanas ela é que nos falou do 20º aniversário do centro que decorreu este fim-de-semana. E, aproveitando a desculpa do Halloween, os organizadores criaram o ambiente de uma forma muito interessante que se enquadrou muito bem naquele ambiente - uma festa de luzes ultra-violeta à temática Halloween. Ou seja, estava escuro, a maioria das pessoas encontrava-se vestida de cores fluorescentes com temáticas de horros nas suas vestimentas. Foi muito giro o ambiente criado e, depois como as próprias pedras de escalada são pintadas em cores fluorescentes, todas as paredes que nos rodeavam cintilavam a inúmeras cores. 

 

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Tenho vários amigos que fazem escalada como hobbie e adoram, não só pelo desafio físico, mas também é uma boa forma de formar um grupo novo de amigos neste tipo de hobbie visto que requer muitas vezes que as pessoas se entreajudem na escalada. 

 

Para quem estiver interessado em experimentar escalada, existem vários centros espalhados em diferentes partes de Londres. Os que conheço incluem:

 

Norte

The Castle Climbing Centre - Manor House

The Arch Climbing Wall - Burnt Oak

 

Sul

The Arch Climbing Wall - Bermondsey

Vauxhall Climbing Centre - Vauxhall

 

Este

Mile End Climbing Wall - Mile End

The Reach Climbing Wall - Woolwich

 

Oeste

Urban Ascent - Parsons Green

Westway Climbing - Ladbroke Grove

 

 

Emigrante Portuguesa em Londres: 10 anos em revista

Neste sábado que passou fez 10 anos que me mudei permanentemente para Londres. Já cá tinha vivido durante 5 meses como estudante Erasmus no ano anterior, mas foi a 5 de Setembro de 2005 que, depois de uma primeira semana de treino em Munique para o meu primeiro emprego, me mudei permanentemente para Londres. Na altura não sabia que a estadia se ía prolongar tanto, mas também não tinha qualquer intenção de que fosse uma estadia curta. Como tenho dito ao longo destes 10 anos, cada vez que me perguntam se vou ficar - "para já é aqui que quero viver. No futuro logo se vê se pretendo viver noutro local."

 

Penso no passado muito pouco, mas, provavelmente devido à ocasião, este fim-de-semana, acabei por lembrar-me bastante dos diferentes acontecimentos que foram decorrendo ao longo destes 10 anos - os altos e baixos, os amigos que fiz, as viagens e passeios, os diferentes empregos que tive, os amores que não ficaram, as zonas de Londres por onde vivi, a forma como evolui e me transformei numa pessoa diferente daquela jovem tímida que vivia nos arredores de Lisboa à mais de 10 anos atrás.

 

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AS CASAS

10 anos, 8 casas, 7 localizações

  • Vivi as minhas primeiras semanas em Tower Hill em casa de um amigo de Erasmus. Como o seu contrato estava a acabar, decidimos procurar casa juntos com mais uma Austriaca e vivi com eles na minha primeira residência permanente em Camberwell durante 1 ano até o senhorio vender o apartamento.
  • Mudei-me depois uns metros à frente, mais próximo da estação de Oval, para uma casa com 5 quartos onde vivi por cerca de ano e meio. Ali fizemos muitas e boas festas, até que as coisas começaram a correr mal com o tal amigo Austriaco de Erasmus e quiz procurar nova casa para morar.
  • Lá consegui encontrar quarto num apartamento em Clapham Common mas estava a viver com uma Inglesa com quem era extremamente difícil de viver e, apenas fiquei por lá 3 meses porque não queria estar a viver em condições tão desconfortáveis.
  • Conheci o meu flatmate Português, com quem vivo até hoje quando me mudei para o novo apartamento em Brixton. Vivemos ali cerca de 2 anos até que o senhorio vendeu.
  • Ao contrário do que eu queria e esperava ao fim de mais de 5 anos a viver no sul de Londres, encontrámos novo apartamento no Norte de Londres, em Stoke Newington. Foi uma das melhores mudanças que fiz porque essa mudança também trouxe um novo grupo de amigos que adoro.
  • Ao fim de ano e meio a senhoria decide vender o apartamento e lá temos que mudar outra vez. Essa procura foi muito difícil mas lá encontrámos um apartamento em Dalston à última da hora. Não gostámos do novo apartamento e só lá ficámos 3 meses.
  • Tivemos a oportunidade de ir morar para uma casa um pouco mais a sul onde duas amigas moravam e íam sair. Já passaram 2 anos e 2 meses e por lá continuo. Agora espero que só saia daqui quando fôr para comprar o meu apartamento. Já estou farta de tanta mudança.

Ao contrário do que pensei algumas vezes, o local onde vivo é mesmo importante para o meu bem-estar geral, por isso sou apologista de não entrarem em contratos de arrendamento de longo prazo sem uma claúsula de "escape" porque só mesmo quando lá se vive é que se sabe se se vão sentir bem.

 

O EMPREGO

10 anos, 8 empregos, 6 títulos

  • Comecei num "international graduates scheme" para uma grande empresa, mas o programa deles não incluía experiência em marketing. Não gostei e senti que não estava a fazer um bom trabalho. Saí.
  • Mudei para vendas porque tinham o trabalho anunciado como "field marketing". De marketing não tinha nada. Passei o inverno a andar kilómetros todos os dias a vender de porta em porta linhas telefónicas baratas para as lojas. Um dia não aguentei mais e despedi-me. 
  • A meu envio incessante de CVs resultou numa entrevista para uma agência de marketing. O candidato que fizesse o melhor plano de marketing para um dos seus serviços, ficava com o emprego - consegui e tive o meu primeiro emprego como 'Marketing Assistant'.
  • Essa empresa foi comprada por um grupo de empresas e mudei-me para a sua empresa de construção como 'Marketing Executive'.
  • Passados 2 anos mudei para outra empresa do grupo de processamento de pagamentos, novamente como 'Marketing Executive'.
  • Passados mais 2 anos, chegou a fase da crise, essa empresa foi à falência e fiquei desempregada durante umas 2 semanas.
  • Encontrei novo emprego como 'Marketing Manager - EMEA & APAC' para uma empresa de tecnologia e por lá fiquei durante 4 anos, até ter a infelicidade de ter que lidar com uma chefe péssima.
  • Mudei então para outra empresa de tecnologia como 'Marketing Manager - EMEA' até ter sido despedida devido a cortes de custos. 
  • Ao fim destes 10 anos sou agora 'Senior Marketing Manager - EMEA' para uma empresa de tecnologia que, ao fim dos primeiros 2 meses no novo emprego, estou a gostar bastante.

Nunca é fácil encontrar novo emprego, principalmente no início quando não se tem experiência e todos os anúncios pedem por ela. Demorei 8 meses a encontrar o emprego certo que me lançou na carreira de marketing que pretendia, mas o importante é que não desisti. Sabia o que queria, e tentei não perder muito tempo nos trabalhos "errados" por isso insisti, insisti, insisti, até dar.

Através da experiência ao longo destes anos algumas das lições importantes que aprendi foi para nunca desistir dos meus objectivos; a ser confiante mesmo quando tudo parece estar contra nós; a nunca julgar alguém pelo seu emprego; e a não tratar ninguém de forma diferente independentemente do cargo que ocupam do executivo ao empregado das limpezas.

 

OS AMIGOS

Vieram e foram ao longo dos anos. Uma das situações comuns entre pessoas que são novas numa cidade ou país é que tendem a fazer amizade com outras pessoas que também estão nessa cidade há pouco tempo. São essas as pessoas que procuram estabilizar-se e fazer novos amigos, mas também são eles que mais rapidamente vão mudar de opinião acerca da nova cidade e ou voltar para o país de origem ou procurar outra localidade. Assim foi com os meus amigos também. Do primeiro grupo de amigos próximo que fiz, a grande maioria já não vive em Londres. Cada vez que os mais próximos se vão embora ficava com aquela sensação de vazio. - "E agora, quem é que vou poder convidar para ir sair expontaneamente?" - Tive que recomeçar amizades de raiz várias vezes, mas com o passar dos anos, aquelas pessoas que são estrangeiras e que também ficam por cá, já passaram a fase da dúvida, e são mais prováveis a manterem-se por cá. Com os anos também se começam a criar amizades mais facilmente com outros que sejam ou originários de cá ou que já cá criaram raízes.

Ao fim das primeiras vezes que "perdi" amigos locais devido a mudanças, aprendi a não parar de tentar conhecer pessoas novas. Assim, fui criando uma rede de diferentes grupos de amigos e, hoje em dia, se alguns tomarem a decisão de irem, já não me vou sentir sozinha. 

 

OS AMORES

Nunca desejei a vida convencional - estudar, trabalhar, casar, ter filhos - e a minha mudança para Londres  fez exactamente com que não tivesse essa vida e que aproveitasse com uma variedade de experiências pelas quais, em Lisboa não teria sido possível passar. Mas no que se trata de amor, Londres torna-se um bocado vingativa, porque o facto de haver tantas pessoas nesta cidade, também faz com que todos sejam muito mais selectivos ou muito mais interessados em experimentar estar com diferentes personalidades para perceberem bem o que gostam e não gostam antes de optarem por aquela que é mesmo ideal.

Queixo-me mas não me posso queixar porque também caí na mesma armadilha de pensar assim. Quebrei corações assim como mo quebraram a mim. Alguns marcaram mais que outros mas o facto é que entre aqueles que me marcaram nos últimos 10 anos - 4 namorados (o Britânico de origem Cipriota e Polaca, o Inglês, o Irlandês e o outro Irlandês) e outros que nunca o chegaram a ser - por uma razão ou outra não foram a pessoa ideal. 

 

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Olhando para estes 10 anos, considero que o balanço foi sem dúvida positivo. Posso ainda não ter o cargo, a casa e o namorado que imaginava que teria ao fim de 10 anos, mas tive muitas experiências e coisas boas que valeram muito a pena e compensaram eventuais pontos menos positivos.

Se vou ficar por cá mais 10 anos? O que penso que vai acontecer? - Não sei. - Passem aqui pelo blog em inícios de Setembro de 2025. Se eu ainda estiver por Londres, eu digo o que aconteceu por cá.