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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Começam os primeiros problemas com a possível compra da casa

A situação da casa ainda não está nada resolvida e, afinal está a ser muito mais complicada e stressante do que o que inicialmente o agente me fez pensar. Stressante devido ao empréstimo bancário que tenho que pedir para o pagamento do apartamento. Quando eu disse que queria avançar com a casa e fiz a entrevista com o consultor de financiamento (é assim que se chama em Português a um Independent Mortgage Advisor?), ela disse que o banco que oferecia melhor taxa de empréstimo seria o Santander. Então lá fiz o pedido de empréstimo com o Santander. Passado um dia, o banco confirmou que o meu empréstimo tinha sido oferecido. Fiquei toda contente e descansada porque assim já podia avançar e comecei por pagar o serviço da consultora de financiamento, a entrada para os advogados e o depósito inicial para o apartamento. Dois dias depois de ter feito isso, a consultora volta-me a contactar e diz que afinal o Santander fez um erro no seu acesso e que afinal já não me vão dar um empréstimo! A consultora disse-me que tinham feito um erro quando analisaram o meu 'credito score' (qual o termo utilizado para credit score? Pontuação de crédito?) e que, afinal não era bom o suficiente para eles me concederem um empréstimo. 

 

- O quê?! Mas podem assim mudar de ideias sem mais nem menos? E porque raio é que o credit score não lhes agrada?? Nunca antes tinha pedido crédito e raramente uso o meu cartão de crédito. 

 

Aparentemente o facto de não estar cheia de dívidas é mau para o credit score. O que os bancos querem ver é que eu já tenha pedido dinheiro emprestado frequentemente e pago as dívidas. Mas isso tem alguma lógica?? Não será muito melhor emprestar dinheiro a alguém que sabe gerir o seu dinheiro de forma natural dentro das suas poses em vez de ter que estar a pedir dinheiro emprestado??

 

Enfim, lá a consultora disse-me que a segunda melhor alternativa era tentar pedir o dinheiro ao Barclays. Eu disse que sim, mas depois estive a fazer umas contas e vi que o HSBC oferecia condições muito melhores. Como tal, disse que já não ía em frente com o Barclays e que ía tentar com o HSBC primeiro. No entanto, o problema é que o HSBC é muito mais demorado no seu processo e, agora como já tinha dado a instrução aos advogados, já tenho uma data limite para fazer o contrato daqui a duas semanas e meia. mas estou com medo se o HSBC não trata das coisas até essa data. E se não tratar também não sei quais serão as consequências. Estou a tentar obter toda essa informação, mas devo dizer que isto é tudo muito stressante. 

Eu disse que sim!

O agente respondeu-me a todas as minhas questões, na sua maioria de forma positiva, como tal, eu disse-lhe que sim, que ía em frente. 

 

Agora o próximo passo é encontrar-me com o 'Independent Mortgage Adviser' (IMA) que eles aconselham para que me faça uma entrevista financeira para verificar se efectivamente tenho possibilidades de contribuir com pagamentos regulares. Depois dessa entrevista posso escolher qualquer outro Mortgage Adviser mas eles dizem que tenho que apresentar a minha aplicação para o empréstimo bancário (a mortgage) dentro de 2 dias após a entrevista. Ora isso faz-me pensar que eles estão a limitar o prazo exactamente para que eu não tenha tempo de procurar outra alternativa, o que me irrita. Em princípio gostaria de ir com o HSBC que, aparentemente tem as melhores taxas actuais. Já fui falar com eles e, estão actualmente a cobrar apenas cerca de 1.89% o que é excelente, portanto a ver se o IMA me consegue encontrar uma taxa melhor. De qualquer forma, segundo o que tenho lido, as taxas agora estão de forma geral, muito baixas, sendo o momento ideal para pedir um impréstimo. 

 

Apesar de tudo isto, agora, mais que nunca, tenho andado num corropio a ver sites de casas para vender. Quero ter mais bases para comparação e saber se estou mesmo a fazer a escolha certa ou se haverá por aí um apartamento melhor, maior, com uma melhor vista e bem localizado a um preço mais baixo. Claro que parecem pedidos a mais, mas acho importante fazer esta comparaçäo neste momento em que ainda não paguei nada e posso pensar melhor em todas as hipóteses. 

 

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O apartamento volta a ser uma possibilidade

E no último post tinha dito que o tal apartamento não me tinha sido alocado, mas entretanto recebi um e-mail a informar que o apartamento já estava novamente disponível porque a pessoa a quem tinha sido alocado mudou de ideias. Como tal, o apartamento é meu se eu quiser!! 

 

Mas com essa notícia, também surge a dúvida - será que quero mesmo este apartamento? Será que esta é a melhor opção? Será que eu devia esperar mais algum tempo para ver se encontro um apartamento que possa comprar por inteiro em vez de shared ownership? E se fôr, será que o apartamento e o bloco de apartamentos tem todas as coisas que preciso - por exemplo parque seguro para a minha bicicleta (não quero ter que andar a acartar com ela para cima e para baixo todos os dias)?; A rua junto ao edifício vai ser cortada para não haver passagem de carros?; Vem com seguro de construção?;... fiz uma grande lista de questões que já enviei ao agente. Dependendo das respostas que ele der, eu logo vejo se vou em frente com o apartamento ou se não. Ao mesmo tempo, tenho andado numa euforia a olhar para tudo quanto é site de propriedades para ver o que mais está por aí à venda. Quero poder comparar preços, qualidade, localização, espaço, etc., para verificar se esta será a melhor decisão. Mas estou entusiasmada!

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Recomeça a procura de nova casa

Os leitores mais regulares podem lembrar-se que por meados do ano passado eu escrevi este post quando comecei a pensar em entrar numa das fases mais complicadas na vida de qualquer Londrino - encontrar casa para comprar.

 

Foi também nessa altura que fizeram cortes na minha empresa anterior e lá fui eu juntar-me à fila dos desempregados. Claro que essa não era altura para comprar casa nenhuma e, quando recomecei o novo emprego tive que esperar alguns meses até ficar permanente, antes de sequer poder pensar em comprar casa, visto que a maioria dos bancos não me iriam oferecer um empréstimo nessas condições.

 

Assim que fiz os 6 meses na empresa achei que seria altura de voltar a pensar no assunto. Primeiro fui falar com o meu banco para saber quanto podia emprestar e depois comecei a olhar para os anúncios de propriedades e inscrevi-me para receber alertas das mesmas dentro do meu orçamento.

E começam os alertas – uma mistura entre estúdios, apartamentos em edifícios sociais, apartamentos mais modernos ou em casas bonitas antigas localizados no cú de judas :-S Escusado será dizer que nenhum deles correspondia ao tipo de apartamento que eu gostava de poder comprar. Os preços de casas para comprar são absolutamente ridículos e, sinceramente pergunto-me como é que estas pessoas conseguem comprar as centenas de apartamentos de luxo que estão espalhados pela cidade e que não param de construir.

 

Ao deparar-me com a impossibilidade de comprar o tipo de apartamento que gostava de ter numa zona da minha preferência comecei a pensar que a minha melhor alternativa seria mesmo optar por ‘Shared Ownership’ ou ‘Help to Buy’, sendo que ambos são esquemas oferecidos pelo Estado para ajudar os compradores a comprar a sua primeira casa. No post que escrevi no ano passado já escrevi um pouco sobre shared ownership e, o conceito do Help to Buy é semelhante no sentido em que também não podem usar o esquema se não tiverem intenções de viver na casa. A diferença é que, com o Help to Buy, a casa é toda vossa, mas para além do empréstimo ao banco, o governo também vos dá um outro empréstimo que, até agora tem sido no valor de até 20% do valor total da casa, mas a partir de Abril deste ano vai passar a ser até 40% do valor total da casa para propriedades em Londres. Isso sem dúvida que vai abrir as portas a mais compradores mas também facilita aos construtores que podem continuar a manter os preços elevados sem perderem dinheiro com isso. O problema é que para beneficiarem do ‘Help to buy’ é necessário comprar casa num dos desenvolvimentos especificamente aprovados pelo esquema ‘Help to Buy’ e, a oferta desse tipo de propriedades é muito limitada.

 

Comecei então a pesquisar mais no site de shared ownership por desenvolvimentos que fossem do meu interesse já que essa foi a única opção que encontrei para poder conseguir comprar algo de que goste. Encontrei um desenvolvimento que parecia interessante e bem localizado e fui visitar o apartamento modelo. Gostei e submeti o meu interesse de imediato. Até ao momento em que eu tinha ido visitá-lo já tinham havido 20 pessoas a submeter interesse para os 14 apartamentos disponíveis. Passado uma semana recebi um email a informar-me que nenhum apartamento me tinha sido alocado. 

 

Este é um dos problemas da shared ownership. A concorrência. Preferência é dada a pessoas que vivam e/ou trabalhem na junta de freguesia para a qual se estão a candidatar a um apartamento. Eu correspondo a esse critério, mas existem muitos mais critérios tais como – preferência é dada a cidadãos que tenham cargos considerados ‘essenciais’ tais como enfermeiros, bombeiros, etc. Preferência é também dada a quem já esteja a receber ajudas financeiras do Estado, tais como a viver em acomodação social por exemplo. E eu não correspondo a nenhum desses critérios por isso também sou remetida para o fim da lista. Felizmente esse crit]erio todo está para ser eliminado em Abril deste ano, sendo que apenas os militares vão ter prioridade.

Enfim, não vejo outra possibilidade senão continuar atenta e candidatar-me para outro apartamento, quando eventualmente aparecer algo de que goste.

 

 

 Este mapa indica o valor médio do preco das propriedades por estação de metro de Londres. Vejam o mapa grande aqui

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A rede social para encontrar casa em Londres

Enquanto esta história do trabalho anda e não anda queria aqui informar quem está à procura de casa em Londres que descobri um novo website muito interessante para encontrar quartos em casas partilhadas em Londres. Chama-se weroom.com e o conceito é permitir, não só fazer a listagem de todos os quartos dentro do vosso critério de pesquisa, mas fazer o "matchmaking" entre vocês e potenciais flatmates através de um conceito de rede social. 

 

Isto significa que, primeiro têm que criar uma conta com o vosso perfil indicando qual é o vosso orçamento mensal e zona de pesquisa. Isso irá permitir-vos receberem notificações por email sempre que um novo quarto dentro do vosso critério é anunciado. Depois escrevem sobre vocês incluíndo uma pequena descrição, línguas que falam, podem indicar cartas de referência e até podem verificar o vosso passaporte ou fazer a ligação com o vosso LinkedIn se quizerem. Isto porque o site quer evitar as situações de scam que se tem visto acontecer muito noutros sites e, ao verificarem o vosso documento de identificação com o site terão um selo de aprovação junto ao vosso perfil que ajuda a que os outros acreditem que vocês estão genuinamente à procura de quarto ou a alugar quarto. 

 

Uma vez que têm a conta criada podem então ver todos os anúncios de quartos incluíndo os perfis detalhados dos flatmates que vivem em cada casa, entrar em contacto com eles por mensagem ou directamente através dos comentários na listagem tal como numa rede social. O objectivo do site é colocar pessoas em quartos que pretendem lá resider a longo prazo mas também poderão fazer estadias mais curtas, dependendo das casas. 

 

Outra vantagem é que, através do sistem social do site, permite que formem um grupo de pessoas online para encontrarem uma casa inteira juntos. Também para ajudar a encontrar flatmates com quem se queira viver, o weroom.com organiza eventos todos os meses num bar no centro de Londres onde oferecem snacks e bebidas gratuitamente durante toda a noite e, onde tanto pessoas que têm um quarto, como pessoas que procuram quartos vão lá para tentar encontrar novos potenciais flatmates. Eu fui convidada para ir ao evento mensal deles que decorreu esta semana num bar no Soho e foi lá que descobri sobre os detalhes do website. Para saberem dos próximos eventos deles podem segui-los no Facebook. Tirei a foto em baixo no tal evento (era temática, daí a fatiota de Wally):

 

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Dividir renda em Londres

Parece inacreditável, mas já vai fazer 1 ano em Julho que me mudei para a actual casa onde moro. Como o novo ano, novo contrato e, inevitavelmente o senhorio decidiu aumentar a renda. Felizmente não foi um aumento muito exagerado, mas são cerca de £70 a mais cada mês a dividir entre nós os 3. Mas esta nova renda  veiu fazer com que quizessemos rever a repartição das rendas também. Isto porque temso cá em casa 3 quartos com tamanhos diferentes, mas os residentes de dois dos quartos estavam a pagar o mesmo valor enquanto que só o quarto maior pagava mais. Ora isso traz tanta injustiça para a pessoa do quarto maior como para a pessoa do quarto mais pequeno por estar a pagar o mesmo que a pessoa que tem o quarto médio. 

Entre nós, foi inevitável haver discussøes porque não conseguiamos bem chegar a acordo no valor mais justo para casa um dos residentes. Talvez se não nos conhecessemos, seria mais fácil de fazer a divisão dos valores dado que bastava basear os valores no tamanho dos quartos. Mas não era o nosso caso, portanto outros factores colocam-se em questão e devem também ser considerados quando se pensa na divisão das rendas. Fica aqui uma listagem de critérios que vos possa ajudar a decidir a divisão das vossas rendas, caso, tal como nós, estejam a alugar a casa toda (e não o quarto) directamente com o senhorio, visto que, se esse fosse o caso, seria o senhorio que estabelecia o valor da renda para cada quarto e a discussão não seria colocada em causa. 

 

Comecem por verificar o valor sugerido através de um website imparcial como este https://www.splitwise.com/calculators/rent

 

Essa divisão poderá ser justa considerando que não existem quaisquer outros critérios para comparação. No entanto, podem querer considerar também os seguintes factores para tornar as rendas mais próximas devido a factores que não tenham sido considerados pelo website, tais como:

  • Quem é que trata das contas da casa? - a pessoa que tiver a responsabilidade para tratar das contas, se fôr só uma pessoa, merece um desconto no valor da renda.
  • Quem é que limpa a casa? São todos assiduamente, ou existe alguém que trata da casa mais frequentemente?
  • Existe alguém que passe vários dias fora de casa ou porque vai viajar com o trabalho frequentemente ou porque passa o tempo em casa do namorado/a ou familiar?
  • Para que lado são virados os quartos? Um tem melhor vista que o outro? Ouve mais barulho da rua que outro? Apanha mais sol que o outro? 
  • Algum dos residentes tinha muitos utensílios de cozinha, electrodomésticos, etc., que vai partilhar com os outros?

Todos os critérios indicados em cima são relativos, não se aplicam para todas as casas e nem todas as pessoas dão a mesma importância a uns e outros critérios. Sem dúvida que a decisão sobre a potencial partilha pode ser complicada principalmente quando alguma das partes não está disposta a ceder. Mas para tentarem resolver as coisas da forma mais simples e rápida possível, preparem-se para a conversa com os vossos flatmates com uma listagem de todos os critérios que considerem relevantes e, face aos mesmos, o valor final da divisão que vos parece justo para todos.

 

Pensem sempre no outro lado também. Se fossem vocês na situação dos outros flatmates, iriam achar justa a proposta que lhes vão fazer? Explicando tudo muito bem, nós conseguimos chegar a acordo cá por casa. Mais que tudo, é preciso ter calma nestas conversas e estar abertos a alcançar um meio termo com que todos fiquem relativamente satisfeitos. 

 

A rainha do DIY

Era sábado de manha e estava farta de ter aquelas madeiras do roupeiro ali encostadas 'as paredes do meu quarto. Os meus flatmates não se levantavam e eu também não queria ter que esperar por eles. Voltei a pegar naquelas instruções quase incompreensíveis e tentei fazer algo com elas. Comecei por separar tudo o que era parafuso e afins para conseguir identifica-los pela foto consoante as quantidades. Pelo final da manha já tinha a estrutura de baixo montada e no domingo passei o dia a fazer o resto.

 

Sem dúvida que me de morou mais do que se tivesse um daqueles manuais passo a passo do IKEA já que houve muito tempo a tentar identificar o que é que era suposto enfiar onde, mas como já tinha montado outra mobília antes acho que isso também ajudou para conseguir identificar como aquilo se faz. A qualidade também não é das melhores mas é OK. Portanto, apesar das instruções reduzidas, até que aconselho quem esteja num budget para comprar mobília recorrer a estas empresas que anunciam no Gumtree. Para quem estiver interessado fico o número de telefone do meu contacto desta empresa - 078 2636 4509 e chama-se Billy.

 

Fica o resultado final:

 

Novo roupeiro

O guarda-roupa

Já era quase 1h da tarde e o motorista ainda não me tinha dito nada. Supostamente devia vir entregar-me o guarda-roupa ainda antes das 14h. Telefonei para o vendedor e pedi-lhe justificações. Disse que me voltava a ligar quando soubesse e o motorista efectivamente ligou-me. Disse que vinha lá pelas 16h-18h ao que eu fiquei toda chateada porque obviamente com um dia bonito como estava não queria ficar todo o dia fechada em casa à espera de uma entrega. Apesar de tudo, passado um pouco ligou-me novamente e estava a 20minutos de distância (faltavam pouco para as 14h). Achei que foi muito simpático da parte dele afinal ter vindo fazer a entrega a mim primeiro. 

 

O motorista e o assistente foram muito simpáticos, ajudaram a descarregar o móvel e tudo mais por isso sem dúvida que fiquei com uma boa primeira impressão. 

 

No dia seguinte quando comecei a tirar as tábuas e materias da caixa, vi que de facto as madeiras tinham bom aspecto o que também era positivo. Nao tinha quem me ajudasse a montar (e o meu novo flatmate estava em casa no momento em que andei a carregar as tábuas da sala para o meu quarto no andar superior e nem se preocupou em me oferecer ajuda o que achei um pouco antipático. Tudo bem que ajudar a montar o guarda-roupa é pedir um bocado demais por isso não esperava que oferecesse ajuda para isso, mas para acartar as tábuas grandalhonas, acho que era apenas uma questão de simpatia, cavalheirismo, sei lá, chamem-lhe o que quiserem, mas que fiquei desapontada, fiquei. Eu teria oferecido ajuda se fosse ao contrário de certeza! E ele viu-me a acartar com aquilo tudo enquanto estava a tomar o seu café nas calmas e nem aí nem úi. Enfim,...)

 

Ao retirar as últimas caixas da caixa eu perguntei-me - mas espera lá - então onde é que estão as instruções? Tal como é costume, e que me foi muito útil na última vez que montei um guarda-roupas sozinha, aquele manual de instruções do IKEA é essencial para eu saber o que fazer. Mas desta vez, com este guarda-roupa made in Malaysia e vendido por um indivíduo que anuncia no gumtree não havia nada disso. Encontrei antes uma folha de papel A5 e num dos lados estavam estava isto:

 

wardrobe instructions
Como montar um guarda-roupa em 5 passos. Este pessoal só pode estar a gozar comigo!!! É que no meio de tanta tábua e prego com tamanhos semelhantes não faço a mínima ideia de como é que hei-de decifrar a construção deste guarda-roupa. Bem sabia que devia haver uma boa razão pela qual eu devia ter voltado a comprá-lo no IKEA. Enfim, não foi o caso e neste momento ainda me encontro com as tábuas no quarto. Estou à espera que o meu flatmate volte de férias para ver se ele é capaz de decifrar este enigma que eu, infelizmente não faço mesmo ideia do que fazer ou por onde começar. Bem lá tenho que continuar a viver de caixas por mais uns tempos.

Comprar mobília pelo Gumtree

Estou urgentemente a precisar de um guarda-roupa. O meu quarto ainda está uma desgraça já que tenho imensa tralha que, enquanto não tiver um roupeiro, não consigo enfiar em lado nenhum, tal como podem ver:

 

Quarto desarrumado

 

 

 

O primeiro sítio óbvio onde encontrar um foi o IKEA, mas após passear-me pelo website deles, verifiquei que não havia nenhum com as características que queria em termos de tamanho e arrumação e que fosse dentro do meu budget que estava a manter ao máximo de £180 (o que é quase nada por um guarda-roupa).

 

A segunda hipótese foi o Argos. É conhecido por ser mais barato mas também pela falta de qualidade dos seus produtos. De qualquer forma, nada como dar uma olhadela, mas infelizmente também não havia o que estava 'a procura.

 

As hipóteses passaram ainda pelo site do Homebase, B&Q, Tesco Furniture, M&S Furniture (caríssimo!) Asda Furniture, Debenhams (caro), eBay, Amazon. Nada! Quer dizer, na eBay e na Amazon até que encontrei alguns, mas o problema é que eram guarda-roupas já construídos que as pessoas estavam a tentar vender e eu não teria forma de como transportá-los a não ser que pagasse por uma carrinha e, para isso, mais valia comprar um mais caro novo, noutro sítio qualquer. Mesmo assim, estava tentada por um no Homebase que era um pouco mais caro do que queria pagar, e não tinha todo o espaço que eu queria, mas ao menos era muito bonito.

 

Antes de me decidir, lembrei-me de ir ao Gumtree. Maioritariamente o Gumtree iria ter o mesmo problema que o eBay e Amazon, de guarda-roupas vendidos por pessoas que se queriam livrar deles, em vez de empresas, mas, tal como nesses dois sites, também haviam lá algumas empresas a anunciar móveis. Encontrei este aqui que tem o tamanho e arrumação que eu queria e a um preço excelente - £119! A única desvantagem aparente é que tem portas de correr, e eu preferia as portas normais, mas dado a minha pesquisa, eu sabia que não dava para ser muito esquisita nestas coisas.

 

Telefonei para o número anunciado e o senhor que me atendeu o telefone disse que os guarda-roupas que vendem são baratos porque são feitos na Malásia. Vem empacotados para montar em casa e podia-me fazer a entrega ao domicílio já neste sábado, cobrando apenas 10 pela entrega (se eu mandasse vir por uma loja reconhecida teria que esperar mais dias e muitos não faziam entregas ao fim-de-semana, além de muitas entregas serem mais caras (tal como o IKEA que me cobrava £35). Pediu-me foi para fazer o pagamento em dinheiro no próprio dia. Hummm,... "dodgy!"

 

De qualquer forma resolvi marcar com ele para a compra do guarda-roupa, mas sinceramente estou um bocado apreensiva. Que garantias é que eu tenho da qualidade do guarda-roupa? Nenhumas. Portanto é sem dúvida um risco dar assim £130 para a mão de um desconhecido que me vem entregar um armário que, obviamente, eu só irei saber se está tudo OK quando ele se for embora e eu começar a montá-lo.

 

Depois digo como a coisa correu.

Festa da Primavera Portuguesa

 

Quanto 'a casa, ao que parece os meus vizinhos "maravilha" da festa devem ter estado com uma bezana tao grande no sábado que parece que nao sairam de casa esse dia. Encontrei-os quando estava a sair de casa no domingo de manha, e vinham eles a sair de casa com grandes sacadas de lixo com garrafas de bebidas vazias. Ao chegarem ao corredor fizeram um ar muito espantado e disseram - "hiii, que nojo" ao verem o gregoriado. Pediram desculpa e disseram que íam tratar daquilo.

Trataram, porque quando voltei de facto já lá nao estava. Enfim, se efectivamente eles nao tinham visto antes é menos mal porque ao menos nao estou a viver no prédio com "pessoal das cavernas" mas nao deixou de ser desconfortável.

 

No sábado lá passei pela tal "Portuguese Spring Party" que tinha indicado num post anterior. Ainda nunca tinha estado no Dalston Eastern Curve Garden e gostei muito do espaco. O local é uma espécie de jardim comunitário onde há um cafézinho. O jardim está decorado com muitos recantos, mesas em madeira e cadeirinhas, zonas com grandes almofadas, pequenos canteiros e muito espaco com relva agradável para grupos passarem por ali o dia na conversa.  

 

Ao entrar encontrava-se a zona dos comes e bebes. Foi aí onde a logística falhou um pouco pela distribuicao das filas ser um pouco confusa e muitas pessoas acabaram por ir para a fila errada, perdendo  tempo. 'A parte da espera, o meu pao com chourico na grelha e o pastel de nata estavam optimos. Havia também uma variedade de comida incluíndo a morcela, o frango assado e batata a murro, e apesar nao estarem no menú, também vi por lá umas sardinhas a serem assadas.

 

Só estive por lá até a primeira banda comecar a tocar, mas amigos meus ficaram até ao final e disseram que maioritariamente foram boas bandas tipo Indie a tocarem e animar o pessoal que entretanto ficou mais desanimado quando a chuva apareceu.

 

Sem dúvida o ambiente era muito diferente do da festa anual do "Dia de Portugal" em Kennington Park. Boa onda, pessoas simpáticas, boa escolha de local. Gostei e espero que facam mais vezes. Concerteza que os problemas logíticos serviram de aprendizagem e para uma proxima poderao melhorar nesse aspecto. Tudo o resto acho que resultou bem.