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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

O que fazer em Londres em Março 2016 (o que resta dele)

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OK, este mês tenho andado mais preocupada com a história da casa do que qualquer outra coisa, mas isso não afecta as centenas de coisas interessantes que há para fazer em Londres este mês. O post vem atrasado este mês, mas ainda vale a pena pesquisar sobre o que fazer nas restantes semanas de Março. Fica uma selecção do que achei interessante:

 

Eventos que celebram a História da Mulher O que é? Uma organização cultural em Tower Hamlets no Este de Londres está a realizar vários eventos ao longo de todo o mês de Março, desde palestras, a exposições de arte e comédias relacionadas com a história da Mulher. Quando? Até 31 de Março. Quanto? Alguns eventos pagos outros gratuitos. Ver programa. Onde? Vários locais em Tower Hamlets. Ver site para detalhes. 

 

Mariza em Londres O que é? A famosa fadista Portuguesa, Mariza, volta a cantar em Londres. Quando? 15 de Março. Quanto? £45.Onde? Barbican. Estação? Barbican.

 

Strange and Familiar - Exposição de fotografia O que é? Exposição de fotógrafos internacionais que capta a sua persectiva de aspectos da vida no Reino Unido. Quando? De 16 Março a 19 de Junho. Quanto? £12.  Onde? Barbican. Estação? Barbican.

 

St. Patrick's Day O que é? O dia de São Patrício, o Santo Padroeiro da Irlanda, celebra-se a dia 17 de Março, e tudo o que é pub e bar Irlandês vai celebrar o dia em força. Aconselho a lista seleccionada pela Time Out de locais onde celebrar essa noite. Quando? 17 de Março. Onde? Vários locais por Londres inteira.

 

Mercado de Primavera Filandês O que é? Mercado onde se vende artesanato, comes e bebes, incluíndo um BBQ à moda Filandesa. Quando? De 18-20 de Março. Quanto? Entrada gratuita. Onde? Finish Church.  Estação? Rotherhite.

 

Corrida dos Barcos - Oxford vs Cambridge O que é? Todos os anos estudantes das universidades de Oxford e Cambridge entram em competição numa corrida de barcos a remo no Tamisa. Tipicamente, os espectadores passam a tarde nos pubs solarengos junto do Tamisa enquanto esperam ver os barcos passar. Quando? 27 de Março. Quanto? Não se paga para ser espectador. Onde? Zona de Putney.  Estação? Putney ou Hammersmith.

 

O apartamento volta a ser uma possibilidade

E no último post tinha dito que o tal apartamento não me tinha sido alocado, mas entretanto recebi um e-mail a informar que o apartamento já estava novamente disponível porque a pessoa a quem tinha sido alocado mudou de ideias. Como tal, o apartamento é meu se eu quiser!! 

 

Mas com essa notícia, também surge a dúvida - será que quero mesmo este apartamento? Será que esta é a melhor opção? Será que eu devia esperar mais algum tempo para ver se encontro um apartamento que possa comprar por inteiro em vez de shared ownership? E se fôr, será que o apartamento e o bloco de apartamentos tem todas as coisas que preciso - por exemplo parque seguro para a minha bicicleta (não quero ter que andar a acartar com ela para cima e para baixo todos os dias)?; A rua junto ao edifício vai ser cortada para não haver passagem de carros?; Vem com seguro de construção?;... fiz uma grande lista de questões que já enviei ao agente. Dependendo das respostas que ele der, eu logo vejo se vou em frente com o apartamento ou se não. Ao mesmo tempo, tenho andado numa euforia a olhar para tudo quanto é site de propriedades para ver o que mais está por aí à venda. Quero poder comparar preços, qualidade, localização, espaço, etc., para verificar se esta será a melhor decisão. Mas estou entusiasmada!

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Recomeça a procura de nova casa

Os leitores mais regulares podem lembrar-se que por meados do ano passado eu escrevi este post quando comecei a pensar em entrar numa das fases mais complicadas na vida de qualquer Londrino - encontrar casa para comprar.

 

Foi também nessa altura que fizeram cortes na minha empresa anterior e lá fui eu juntar-me à fila dos desempregados. Claro que essa não era altura para comprar casa nenhuma e, quando recomecei o novo emprego tive que esperar alguns meses até ficar permanente, antes de sequer poder pensar em comprar casa, visto que a maioria dos bancos não me iriam oferecer um empréstimo nessas condições.

 

Assim que fiz os 6 meses na empresa achei que seria altura de voltar a pensar no assunto. Primeiro fui falar com o meu banco para saber quanto podia emprestar e depois comecei a olhar para os anúncios de propriedades e inscrevi-me para receber alertas das mesmas dentro do meu orçamento.

E começam os alertas – uma mistura entre estúdios, apartamentos em edifícios sociais, apartamentos mais modernos ou em casas bonitas antigas localizados no cú de judas :-S Escusado será dizer que nenhum deles correspondia ao tipo de apartamento que eu gostava de poder comprar. Os preços de casas para comprar são absolutamente ridículos e, sinceramente pergunto-me como é que estas pessoas conseguem comprar as centenas de apartamentos de luxo que estão espalhados pela cidade e que não param de construir.

 

Ao deparar-me com a impossibilidade de comprar o tipo de apartamento que gostava de ter numa zona da minha preferência comecei a pensar que a minha melhor alternativa seria mesmo optar por ‘Shared Ownership’ ou ‘Help to Buy’, sendo que ambos são esquemas oferecidos pelo Estado para ajudar os compradores a comprar a sua primeira casa. No post que escrevi no ano passado já escrevi um pouco sobre shared ownership e, o conceito do Help to Buy é semelhante no sentido em que também não podem usar o esquema se não tiverem intenções de viver na casa. A diferença é que, com o Help to Buy, a casa é toda vossa, mas para além do empréstimo ao banco, o governo também vos dá um outro empréstimo que, até agora tem sido no valor de até 20% do valor total da casa, mas a partir de Abril deste ano vai passar a ser até 40% do valor total da casa para propriedades em Londres. Isso sem dúvida que vai abrir as portas a mais compradores mas também facilita aos construtores que podem continuar a manter os preços elevados sem perderem dinheiro com isso. O problema é que para beneficiarem do ‘Help to buy’ é necessário comprar casa num dos desenvolvimentos especificamente aprovados pelo esquema ‘Help to Buy’ e, a oferta desse tipo de propriedades é muito limitada.

 

Comecei então a pesquisar mais no site de shared ownership por desenvolvimentos que fossem do meu interesse já que essa foi a única opção que encontrei para poder conseguir comprar algo de que goste. Encontrei um desenvolvimento que parecia interessante e bem localizado e fui visitar o apartamento modelo. Gostei e submeti o meu interesse de imediato. Até ao momento em que eu tinha ido visitá-lo já tinham havido 20 pessoas a submeter interesse para os 14 apartamentos disponíveis. Passado uma semana recebi um email a informar-me que nenhum apartamento me tinha sido alocado. 

 

Este é um dos problemas da shared ownership. A concorrência. Preferência é dada a pessoas que vivam e/ou trabalhem na junta de freguesia para a qual se estão a candidatar a um apartamento. Eu correspondo a esse critério, mas existem muitos mais critérios tais como – preferência é dada a cidadãos que tenham cargos considerados ‘essenciais’ tais como enfermeiros, bombeiros, etc. Preferência é também dada a quem já esteja a receber ajudas financeiras do Estado, tais como a viver em acomodação social por exemplo. E eu não correspondo a nenhum desses critérios por isso também sou remetida para o fim da lista. Felizmente esse crit]erio todo está para ser eliminado em Abril deste ano, sendo que apenas os militares vão ter prioridade.

Enfim, não vejo outra possibilidade senão continuar atenta e candidatar-me para outro apartamento, quando eventualmente aparecer algo de que goste.

 

 

 Este mapa indica o valor médio do preco das propriedades por estação de metro de Londres. Vejam o mapa grande aqui

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Segurança em Londres

O facto da porta da minha casa ter sido arrombada é sem dúvida muito desconcertante, e não só não foi a primeira vez que me tentaram assaltar a casa como conheço várias pessoas que já tiveram situações semelhantes ou piores. Os piores casos foram:

  • Entraram pela janela da casa da minha amiga que vivia em Muswell Hill durante o dia e roubaram tudo, tudo, tudo que fosse de valor. Desde portáteis a máquinas fotográficas, roupa, dinheiro, etc. - exactamente a mesma situação aconteceu com um amigo que vivia em Putney (não sei como entraram no apartamento dele). 
  • Numa casa ao lado da minha quando morava em Camberwell, viviam lá 5 raparigas. 4 delas tinham ido sair à noite e a outra ficou em casa a dormir. Como uma delas tinha ficado em casa, as outras decidiram fechar a porta apenas no trinco. Os ladrões facilmente abriram a porta com um cartão ou algo semelhante que fez a porta abrir sem estragos ou barulho. Roubaram também tudo da casa expecto as coisas que estavam no quarto da 5ª rapariga que tinha ficado a dormir. Obviamente eles devem ter entrado no quarto, viram que estava a dormir e deixaram-na ficar. 'Sorte' a dela ter estado a dormir porque nunca se sabe o que fariam caso ela não estivesse. 
  • A pior de todas foi mesmo o assalto ao apartamento do amigo de um amigo que acordou a meio da noite no seu quarto, com um ladrão com uma arma apontada para ele enquanto o outro roubava o portátil.  -  Horrível mesmo!

 

Apesar de todas essas situações, quando me perguntam se Londres é uma cidade perigosa, eu respondo que não é propriamente perigosa. Sendo uma cidade grande, claro que vão haver pessoas mal intencionadas, mas de forma geral, é uma cidade onde se pode andar à noite sozinho sem problemas nas zonas movimentadas. Claro que se voltarem sozinhos para casa a meio da noite é sempre mais seguro apanhar um táxi, mas não é do tipo de cidades em que a probabilidade de que algo aconteça seja alta. Nestes 10 anos em Londres tenho voltado para casa sozinha à noite muitas vezes e fui assaltada uma vez. Além disso, se eu pensar nas minhas amigas próximas que estão em Londres há tanto ou mais tempo que eu, nunca sofreram nenhum assalto. 

 

Portanto, de forma geral, sim é preciso ter cuidado, tanto em casa como na rua com possíveis ladrões, mas de forma geral Londres não é uma cidade onde tenham que estar constantemente preocupados com a segurança. Ficam algumas sugestões de precaução:

 

Em casa:

  • Fechar sempre a porta de casa à fechadura mesmo quando estão em casa
  • Fechar as janelas quando não estão em casa para não dar oportunidades aos ladrões de entrarem nem de verem o que se encontra dentro da casa
  • Se forem de férias, vale a pena comprarem uma das luzes que se acendem automaticamente a certas horas do dia para parecer que a casa está ocupada

 

Na rua:

  • Não andar a falar com telemóveis na rua à noite
  • Cobrir sempre bem o PIN quando estão numa caixa multibanco e não utilizem a caixa se estiver alguém com ar suspeito ali próximo
  • Não andar com câmaras ao pescoço ou outro equipamento de alto valor que possa atrair as atenções
  • pelo sim, pelo não é aconselhável que apanhem um taxi para casa se voltarem sozinhos depois da meia-noite
  • Se tiverem uma bicicleta, certifiquem-se de que a prendem a um local apropriado sempre com pelos menos duas trancas, uma para cada roda, sendo que uma delas deve também trancar a estrutura da bicicleta

 

Para quem vive em Londres, se tiverem outras dicas que achem úteis na precaução de possíveis assaltantes, por favor indiquem nos comentários.

 

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O que fazer em Londres em Janeiro 2016

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Ora o novo ano já entrou em grande e, se quiserem seguir alguns dos conselhos de resoluções indicadas no post anterior, podem começar por aproveitar alguns dos eventos e actividades que Londres oferece aos seus habitantes e residentes este mês. 

 

London Short Film Festival O que é? Apresentações de curtas metragens. Conta também com eventos de networking relacionados com as apresentações e uma cerimónia de prémios. Quando? De 8 a 17 de Janeiro. Quanto? De £7 a £11. Onde? Vários locais. Ver site para detalhes. 

 

La Soiree O que é? Espéctaculo de Cabaret que conta com actos de controcionismo, circo, comédia e outros. Fui ver no inverno passado (2014) e devo dizer que foi muito bom. Quando? Até 10 de Janeiro. Quanto? Entre £15 a £47.  Onde? Southbank. Estação? Waterloo.

 

Lumiere Festival O que é? Festival de luzes que vai iluminar edifícios de Londres com shows de luz e 3D durante quatro noites. Quando? De 14 a 17 de Janeiro. Quanto? Entrada gratuita. Onde? Em vários locais no West End e Kings Cross. 

 

Burns Night O que é? Todos os anos o aniversário do reconhecido poeta Escocês Robert Burns é celebrado com recitais de poesia ou eventos de dança Escocesa Ceilidh. Existem vários eventos pela cidade em celebração organizados por bares, restaurantes Escoceses e grupos de dança Ceilidh. Quando? 25 de Janeiro.

 

Big Bang Data O que é? Exposição que explora a importância da manipulação de 'Big Data' no mundo hoje em dia, desde às instituições governamentais, às empresas, investigação de saúde e mais, assim como a forma como esta nos tem beneficiado. Quando? Até 28 de Fevereiro. Quanto? £12.50. Onde? Somerset House. Estação? Charing Cross.

 

Brick Lane Japan Film Festival O que é? Apresentações de filme Japonês de grande variedade. Visualização de cada filme custa £4 e o bilhete inclui um Sake. Quando? 29 a 31 de Janeiro. Quanto? £4 por filme. Onde? The 5th base Gallery. Estação? Liverpool Street.

 

Pop-Up Painting O que é? Um pop-up para ensinar a pintar o reconhecido quadro 'The Kiss' do Klimt. O evento incluí vinho e tutorial para iniciados. Quando? 30 de Janeiro. Quanto? £35 Onde? Trafalgar. Estação? Charing Cross.

10 Resoluções para os residentes de Londres em 2016

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Londres é uma cidade incrível, não há qualquer dúvida! Por isso tenho pena quando conheço pessoas que me dão a perceber que simplesmente não estão a aproveitar o que Londres tem de melhor para lhes oferecer. Por isso aqui ficam, 10 resoluções que gostava de dar a todos aqueles que estejam ou venham a viver em Londres neste novo ano de 2016. Algumas delas eu também ainda não as sigo à risca por isso ficam aqui para mim também.

 

1. Conhecer novas pessoas

Em Londres têm a vantagem de estar perante um dos maiores conglomerados de culturas do mundo por isso aproveitem para conhecer pessoas fora dos vosso círculo de amigos Portugueses ou do trabalho. Existem imensas formas de fazer novas amizades, mas é preciso que dêm esse primeiro passo para o conseguir fazer. Já escrevi alguns posts sobre como fazerem novas amizades aqui e aqui, mas também podem juntar-se a grupos de desporto - por exemplo no gumtree costumam anunciar grupos de futebol, rugby, andebol, corrida ou outros semelhantes. Podem conhecer pessoas através de aulas de dança ou aulas no ginásio; ao juntarem-se a um grupo de teatro amador ou um grupo de voluntariado, por exemplo. 

 

2. Manter-se a par das notícias

Para se sentirem parte da comunidade e cultura locais é importante que estejam a par do que se passa por Londres e pelo Reino Unido de forma geral por isso dediquem-se a ler todos os dias as notícias. Apanhem o Metro ou o Evening Standard gratuitamente na vossa estação, subscrevam à newsletter do Guardian, comprem ou jornal i que tem muitas notícias sumarizadas ou façam download de um app que congregue o tipo de notícias que sejam do vosso interesse.

 

3. Imortalizem a vossa experiência todas as semanas

Quer seja através de um post no Facebook, uma foto no Instagram, um post num blog, uma entrada num diário, vão colocando retalhos da vossa estadia em Londres, daquilo que fazem, dos sítios onde vão, para mais tarde recordarem a experiência que passaram por cá. 

 

4. Ter o emprego que gostavam mesmo de fazer

Quer já estejam a trabalhar ou ainda não, a maior parte dos anos da vossa vida (para a maioria de nós) serão passados a trabalhar. Como tal, parem para pensar no que têm hoje. Estão no emprego ou no curso certo? Aos domingos à noite (ou no dia de folga) estão contentes que venha o dia seguinte? Vêm a desenvolver uma carreira na área profissional em que estão hoje? Se a resposta fôr não, então aproveitem 2016 para mudar isso. O que é que precisam de fazer para ter o emprego que pretendem? Precisam de tirar um curso primeiro? Precisam de melhorar o CV? Precisam de fazer mais networking na indústria? Delinem um plano de acção realista que possa trazer o tipo de emprego que pretendem ter e façam esse plano acontecer. Londres é uma cidade com muitas oportunidades. É preciso é saber lutar por elas e não desistir. 

 

5. Ir a um novo pop-up uma vez por mês

Os pop-ups já são característicos da cidade de Londres e trazem-nos a sensação de estarmos sempre a descobrir sítios novos, experimentar coisas diferentes visto o seu factor temporário. Existem pop-ups de tudo e mais alguma coisa, desde supper clubs, a lojas de roupa, cafés, restaurantes e tudo mais. Podem encontrar muitos pop-ups anunciados neste blog ou sigam o Tuga em Londres no Twitter ou Facebook que também vou indicar lá sempre que sei de algum pop-up interessante. 

 

6. Visitar todos os Royal Parks

Os parques de Londres são extramente característicos e lindíssimos. Existem centenas de parques, commons e espaços verdes em Londres, mas se não podem visitar todos, ao menos tentem visitar todos os 8 Royal Parks que são eles Green park, St. James Park, Greenwich Park, Hyde Park, Kensington Gardens, Regent's Park, Bushy Park, Richmond Park. Para além desses aconselho também os meus três favoritos que são o Victoria park, o Battersea Park e o Hampstead Heat.

 

7. Andar mais a pé ou de bicicleta

Londres é uma cidade cheia de coisas interessantes, ruas lindíssimas que muitas vezes nem damos por elas, se estamos sempre a atravessar a cidade no túnel do metro ou nos rotas dos autocarros. Esqueçam os transportes públicos sempre que poderem e andem até ao vosso destino ou apanhem uma Boris Bike e descem-se ir à descoberta de Londres. Existe sempre alguém por perto que vai estar prestes a dar-vos indicações se precisarem, por isso nunca se vão perder. 

 

8. Sair numa estação onde nunca foram uma vez por mês

Sabem que em Neasden existe o maior templo Indiano fora da Índia? Ou que ao sairem em Loughton ou Epping podem ir passar o dia na Epping Forest? Existem concerteza muitas estações onde nunca sequer consideraram ir e, onde pode haver muitas coisas de interesse para visitarem. Dediquem um dia por mês a sair numa uma estação de metro onde nunca foram antes e ir à descoberta de Londres. Londres é muito mais que a zona 1. 

 

9. Ver mais arte

Em Londres á vi exposições de arte e instalações verdadeiramente surpreendentes. Além de que ir a uma galeria providencia, muitas vezes, uma tarde ou noite bem passadas a descobrir algo novo, falar com pessoas interessantes. Podem começar por pesquisar no site da TimeOut que tem uma boa secção sobre galerias de arte e, uma vez que forem às galerias, podem subscrever-se às suas newsletters para começarem a receber convites para as noites de abertura onde geralmente podem conhecer os artistas enquanto bebem vinho que será servido durante a noite. 

 

10. Viver de forma mais saudável

Pode ser uma grande cidade com mais poluição que a zona campestre, mas isso não é razão para não tratarem bem de vocês. Comecem o dia por correr nos parques ou ao longo do rio, em termos de alimentação, o que não falta são restaurantes e mercearias que se dedicam à comercialização de comida saudável, biológica, que ajuda a manter uma boa nutrição. Existem ginásios espalhados por toda a cidade por isso nunca estarão longe de nenhum e, com as mudanças que a câmara de Londres está a fazer nas estradas, estas estão estão cada vez mais seguras para os ciclistas, e andar de bicicleta em vez de transportes proporciona uma boa forma de exercício regular. 

 

Emigrante Portuguesa em Londres: 10 anos em revista

Neste sábado que passou fez 10 anos que me mudei permanentemente para Londres. Já cá tinha vivido durante 5 meses como estudante Erasmus no ano anterior, mas foi a 5 de Setembro de 2005 que, depois de uma primeira semana de treino em Munique para o meu primeiro emprego, me mudei permanentemente para Londres. Na altura não sabia que a estadia se ía prolongar tanto, mas também não tinha qualquer intenção de que fosse uma estadia curta. Como tenho dito ao longo destes 10 anos, cada vez que me perguntam se vou ficar - "para já é aqui que quero viver. No futuro logo se vê se pretendo viver noutro local."

 

Penso no passado muito pouco, mas, provavelmente devido à ocasião, este fim-de-semana, acabei por lembrar-me bastante dos diferentes acontecimentos que foram decorrendo ao longo destes 10 anos - os altos e baixos, os amigos que fiz, as viagens e passeios, os diferentes empregos que tive, os amores que não ficaram, as zonas de Londres por onde vivi, a forma como evolui e me transformei numa pessoa diferente daquela jovem tímida que vivia nos arredores de Lisboa à mais de 10 anos atrás.

 

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AS CASAS

10 anos, 8 casas, 7 localizações

  • Vivi as minhas primeiras semanas em Tower Hill em casa de um amigo de Erasmus. Como o seu contrato estava a acabar, decidimos procurar casa juntos com mais uma Austriaca e vivi com eles na minha primeira residência permanente em Camberwell durante 1 ano até o senhorio vender o apartamento.
  • Mudei-me depois uns metros à frente, mais próximo da estação de Oval, para uma casa com 5 quartos onde vivi por cerca de ano e meio. Ali fizemos muitas e boas festas, até que as coisas começaram a correr mal com o tal amigo Austriaco de Erasmus e quiz procurar nova casa para morar.
  • Lá consegui encontrar quarto num apartamento em Clapham Common mas estava a viver com uma Inglesa com quem era extremamente difícil de viver e, apenas fiquei por lá 3 meses porque não queria estar a viver em condições tão desconfortáveis.
  • Conheci o meu flatmate Português, com quem vivo até hoje quando me mudei para o novo apartamento em Brixton. Vivemos ali cerca de 2 anos até que o senhorio vendeu.
  • Ao contrário do que eu queria e esperava ao fim de mais de 5 anos a viver no sul de Londres, encontrámos novo apartamento no Norte de Londres, em Stoke Newington. Foi uma das melhores mudanças que fiz porque essa mudança também trouxe um novo grupo de amigos que adoro.
  • Ao fim de ano e meio a senhoria decide vender o apartamento e lá temos que mudar outra vez. Essa procura foi muito difícil mas lá encontrámos um apartamento em Dalston à última da hora. Não gostámos do novo apartamento e só lá ficámos 3 meses.
  • Tivemos a oportunidade de ir morar para uma casa um pouco mais a sul onde duas amigas moravam e íam sair. Já passaram 2 anos e 2 meses e por lá continuo. Agora espero que só saia daqui quando fôr para comprar o meu apartamento. Já estou farta de tanta mudança.

Ao contrário do que pensei algumas vezes, o local onde vivo é mesmo importante para o meu bem-estar geral, por isso sou apologista de não entrarem em contratos de arrendamento de longo prazo sem uma claúsula de "escape" porque só mesmo quando lá se vive é que se sabe se se vão sentir bem.

 

O EMPREGO

10 anos, 8 empregos, 6 títulos

  • Comecei num "international graduates scheme" para uma grande empresa, mas o programa deles não incluía experiência em marketing. Não gostei e senti que não estava a fazer um bom trabalho. Saí.
  • Mudei para vendas porque tinham o trabalho anunciado como "field marketing". De marketing não tinha nada. Passei o inverno a andar kilómetros todos os dias a vender de porta em porta linhas telefónicas baratas para as lojas. Um dia não aguentei mais e despedi-me. 
  • A meu envio incessante de CVs resultou numa entrevista para uma agência de marketing. O candidato que fizesse o melhor plano de marketing para um dos seus serviços, ficava com o emprego - consegui e tive o meu primeiro emprego como 'Marketing Assistant'.
  • Essa empresa foi comprada por um grupo de empresas e mudei-me para a sua empresa de construção como 'Marketing Executive'.
  • Passados 2 anos mudei para outra empresa do grupo de processamento de pagamentos, novamente como 'Marketing Executive'.
  • Passados mais 2 anos, chegou a fase da crise, essa empresa foi à falência e fiquei desempregada durante umas 2 semanas.
  • Encontrei novo emprego como 'Marketing Manager - EMEA & APAC' para uma empresa de tecnologia e por lá fiquei durante 4 anos, até ter a infelicidade de ter que lidar com uma chefe péssima.
  • Mudei então para outra empresa de tecnologia como 'Marketing Manager - EMEA' até ter sido despedida devido a cortes de custos. 
  • Ao fim destes 10 anos sou agora 'Senior Marketing Manager - EMEA' para uma empresa de tecnologia que, ao fim dos primeiros 2 meses no novo emprego, estou a gostar bastante.

Nunca é fácil encontrar novo emprego, principalmente no início quando não se tem experiência e todos os anúncios pedem por ela. Demorei 8 meses a encontrar o emprego certo que me lançou na carreira de marketing que pretendia, mas o importante é que não desisti. Sabia o que queria, e tentei não perder muito tempo nos trabalhos "errados" por isso insisti, insisti, insisti, até dar.

Através da experiência ao longo destes anos algumas das lições importantes que aprendi foi para nunca desistir dos meus objectivos; a ser confiante mesmo quando tudo parece estar contra nós; a nunca julgar alguém pelo seu emprego; e a não tratar ninguém de forma diferente independentemente do cargo que ocupam do executivo ao empregado das limpezas.

 

OS AMIGOS

Vieram e foram ao longo dos anos. Uma das situações comuns entre pessoas que são novas numa cidade ou país é que tendem a fazer amizade com outras pessoas que também estão nessa cidade há pouco tempo. São essas as pessoas que procuram estabilizar-se e fazer novos amigos, mas também são eles que mais rapidamente vão mudar de opinião acerca da nova cidade e ou voltar para o país de origem ou procurar outra localidade. Assim foi com os meus amigos também. Do primeiro grupo de amigos próximo que fiz, a grande maioria já não vive em Londres. Cada vez que os mais próximos se vão embora ficava com aquela sensação de vazio. - "E agora, quem é que vou poder convidar para ir sair expontaneamente?" - Tive que recomeçar amizades de raiz várias vezes, mas com o passar dos anos, aquelas pessoas que são estrangeiras e que também ficam por cá, já passaram a fase da dúvida, e são mais prováveis a manterem-se por cá. Com os anos também se começam a criar amizades mais facilmente com outros que sejam ou originários de cá ou que já cá criaram raízes.

Ao fim das primeiras vezes que "perdi" amigos locais devido a mudanças, aprendi a não parar de tentar conhecer pessoas novas. Assim, fui criando uma rede de diferentes grupos de amigos e, hoje em dia, se alguns tomarem a decisão de irem, já não me vou sentir sozinha. 

 

OS AMORES

Nunca desejei a vida convencional - estudar, trabalhar, casar, ter filhos - e a minha mudança para Londres  fez exactamente com que não tivesse essa vida e que aproveitasse com uma variedade de experiências pelas quais, em Lisboa não teria sido possível passar. Mas no que se trata de amor, Londres torna-se um bocado vingativa, porque o facto de haver tantas pessoas nesta cidade, também faz com que todos sejam muito mais selectivos ou muito mais interessados em experimentar estar com diferentes personalidades para perceberem bem o que gostam e não gostam antes de optarem por aquela que é mesmo ideal.

Queixo-me mas não me posso queixar porque também caí na mesma armadilha de pensar assim. Quebrei corações assim como mo quebraram a mim. Alguns marcaram mais que outros mas o facto é que entre aqueles que me marcaram nos últimos 10 anos - 4 namorados (o Britânico de origem Cipriota e Polaca, o Inglês, o Irlandês e o outro Irlandês) e outros que nunca o chegaram a ser - por uma razão ou outra não foram a pessoa ideal. 

 

#

 

Olhando para estes 10 anos, considero que o balanço foi sem dúvida positivo. Posso ainda não ter o cargo, a casa e o namorado que imaginava que teria ao fim de 10 anos, mas tive muitas experiências e coisas boas que valeram muito a pena e compensaram eventuais pontos menos positivos.

Se vou ficar por cá mais 10 anos? O que penso que vai acontecer? - Não sei. - Passem aqui pelo blog em inícios de Setembro de 2025. Se eu ainda estiver por Londres, eu digo o que aconteceu por cá. 

Top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar à venda no Reino Unido

Apesar de já estar a viver no Reino Unido há vários anos, há coisas que vão-me sempre fazendo falta e que é difícil encontrar por cá. Fica aqui o meu top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar no Reino Unido à venda em comparação com a facilidade com que os encontro em Portugal:

 

1 - Alcóol etílico

Esta gente deve ter medo de vender alcóol etílico para o caso de alguém ter a ideia de o ir beber. Encontram-no ocasionalmente se pedirem por "surgical spirit" que é basicamente uma versão aguada do alcóol etílico que nem borbulha, nem dói, nem nada nem que se despeje a garrafa para cima de uma ferida aberta.

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2 - Água oxigenada

Também difícil de encontrar mas já existe com maior frequência já que o estrago não é tão grande se alguém beber aquilo - peçam por hydrogen peroxyde. 

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3 - Bacalhau

 Ou "salted codfish" também só conseguem encontrar àparte das lojas Portuguesas, em alguns hipermercados na zona da comida das caraíbas ou em alguns mercados que geralmente vendam produtos das caraíbas. Esse bacalhau, no entanto, não se vende inteiro como o nosso, mas às pequenas tiras por isso podem esquecer o bacalhau cozido com couves porque aquilo que se compra por aí só dá para um bacalhau à brás.

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4 - Escova de dentes com cabeça

Parece estranho, mas vão lá à vossa Boots mais próxima a ver se conseguem encontrar muitas escovas de dentes com a cabeça para tapar a escova quando não a estão a utilizar? Vão encontrá-las em muito menos locais do que possam imaginar. 

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5 - Farinha maizena

Esta é a "cornflour", mas também não há por tudo quanto é mercearia tal como em Portugal. Têm que ir aos hipermercados ou a lojas de comidas alternativas/orgânicas/naturais e afins.

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A minha recente procura de emprego

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Esta semana passada comecei o meu novo emprego e com isso dá-se por concluída a minha recente procura de novo emprego desde que fui informada de que íam haver despedimentos na empresa. O meu último dia oficial na empresa anterior foi a 19 de Junho e, passadas 2 semanas comecei o meu novo emprego. Felizmente não demorou muito tempo na procura, mas acho que valeu bem a pena ter dedicado o máximo de tempo possível na procura. 

 

A partir do dia em que fui notificada que efectivamente tinha que deixar a empresa, fiquei decidida de que queria econtrar um emprego o mais rapidamente possível. Ainda tinha um mês pela frente a trabalhar com a minha empresa anterior e, por motivos éticos queria acabar o máximo que conseguisse daquilo em que estava a trabalhar, se bem que também queria dedicar-me à procura de emprego. Assim sendo, todas as manhãs eu concentrava-me na procura de trabalho e, durante as tardes trabalhava para a empresa.

 

 

Tinha como objectivo candidatar-me a um mínimo de 3 empregos relevantes por dia, sendo que alguns tinham longos processos de candidatura e, portanto, cada um demorava bastante tempo para preparar a candidatura.

 

Comecei primeiro  por listar o meu CV nos sites que considero melhores em termos de reconhecimento para a minha área e frequentados por recrutadores de boas empresas incluíndo:

Cada vez que colocava o CV num desses sites também pesquisava e candidatava-me logo a empregos relevantes anunciados nos respectivos sites. 

 

O risco que correm quando se candidatam a vários empregos é que, se uns dias mais tarde, um recrutador vos telefona relativamente a um deles, vocês poderão não se lembrar do emprego em questão. Por vezes isso pode cair mal se o recrutador vos pergunta o que é que vos atraiu no emprego e, vocês têm que admitir que não sabem a que emprego ele se está a referir. Alguns recrutadores, principalmente se forem representantes da própria empresa, podem achar que isso significa que não estavam mesmo interessados naquele emprego em específico e que apenas querem um emprego qualquer. Para evitar isso e também para me ajudar em termos de preparação para entrevistas no caso de ser chamada por alguns dos empregos, decidi criar uma folha de excel num google doc onde anotava o link para todos os empregos para os quais me candidatava assim como os respectivos contactos, nome da empresa, título do emprego, salário anunciado, data de candidatura, e espaço para observações relativamente ao estado da aplicação. Assim, cada vez que um recrutador me telefonava, podia olhar para essa folha de excel e sabia imediatamente tudo o que precisava saber sobre esse emprego sem ter que estar a fazer perguntas desnecessárias. 

 

Nessa mesma folha de excel, anotava também numa outra folha, os contactos de todos os recrutadores que me telefonavam e os respectivos empregos sobre os quais me falavam. Assim sendo, não só sabia com quem tinha que falar mas também permite-me manter os contactos organizados para o futuro em que possa precisar de contactá-los novamente numa próxima pesquisa de emprego.

 

Durante a primeira semana enviei imensas candidaturas, inclusívie do tipo de candidaturas que se envia através do LinkedIn em que basta enviar o perfil sem ter que escrever carta de apresentação. Esse pequeno esforço resultou em muito pouco e, na semana seguinte decidi mudar a minha estratégia e, passei a candidatar-me a menos empregos mas enviar cartas de apresentaçao muito específicas para cada emprego, o que obviamente também reflectia passar mais tempo em cada aplicação. Na carta de apresentação colocava pelo menos um parágrafo muito personalisado possívelmente relativo a algo que conseguia ver no marketing deles que poderia ser melhorado e como eu gostaria de falar com eles sobre as minhas ideias. No dia em que enviei a primeira carta com esse nível de personalisação recebi um telefonema da empresa e marcámos entrevista para o dia seguinte. 

 

Nessa noite preparei-me muito bem para a entrevista, memorizando bons exemplos de actividades em que tinha trabalhado no passado, com os respectivos resultados. Não me chegaram a chamar para a segunda fase desta empresa porque não tinha toda a experiência que eles queriam mas, valeu a pena dedicar esse tempo a preparação porque isso facilitou a preparação para todas as outras entrevistas que tive depois bastando investigar sobre a empresa, a sua história e produtos ou serviços e reler tudo aquilo que já tinha preparado sobre a minha experiência. Aconselho lerem este post sobre preparação de entrevista. 

 

No final da segunda semana comecei a ter mais chamadas e pedidos de entrevistas, mas aí também se apresentou o problema de que na quarta-feira da semana seguinte eu ía para férias durante 10 dias logo não estaria disponível para entrevistas presentes. Mesmo assim, os recrutadores foram bastante flexíveis e acabei por marcar 3 entrevistas no dia antes de ir para férias e tive mais 3 entrevistas por skype e telefone enquanto estive de férias em Itália. Todas essas 6 entrevistas correram muito bem e fui convidada a ir à segunda fase para todas elas. Entretanto, enquanto estive de férias recebi várias chamadas e, com tudo isso, na semana em que voltei tinha 10 entrevistas marcadas. Nessa segunda-feira em que voltei, tive logo 4 entrevistas e uma das empresas, que estava no meu topo 2 de preferência entre todas as com quem tinha entrevista marcada, fez-me uma oferta de emprego, nesse mesmo dia. 

 

Decidi tomar o risco de não aceitar imediatamente por duas razões - 1) porque queria continuar o processo de candidatura em pelo menos uma outra empresa de que também gostava e 2) porque ao demonstrar que estava em mais processos de candidatura também me tornaria uma candidata mais atraente para esta empresa e, como tal, haveria mais probabilidade de me oferecerem o salário que eu tinha pedido porque não me iriam querer perder para outra empresa. 

 

Assim continuei nos outros processos de candidatura de que gostava mais e cancelei todos os outros pelos quais não tinha tanto interesse. Para o final dessa semana a outra empresa de que eu queria concluir o processo de recrutamento tinha indicado que me queria ver para uma fase 3 de entrevistas, mas que o processo só podia ser finalizado dali a 2 ou 3 semanas porque entretanto também havia um novo candidato interno e, como tal tinham que dar prioridade ao candidato interno. Visto isto decidi que não queria continuar com o processo porque senão iria estar a rejeitar uma outra boa oportunidade que era a do primeiro emprego que me tinha sido oferecido e, obviamente não os podia fazer esperar mais 2 ou 3 semanas. Por isso na semana seguinte tratei dos detalhes com essa empresa e acordamos que eu começaria na semana seguinte que, foi a passada segunda-feira. 

 

Claro que todo o processo foi um bocado stressante porque nunca se sabe o que se vai conseguir, o tempo que vai demorar, etc., mas felizmente as coisas correram pelo melhor e não demorou muito tempo. Acho que também ajudou bastante ter um CV em que eu indiquei factores de sucesso dos meus trabalhos anteriores apresentados com dados, percentagens de sucesso ou outros dados quantitavos que os recrutadores gostam sempre muito. Para dicas sobre como construir um bom CV já escrevi este post

 

Agora a ver como as coisas vão correr com o novo emprego, mas para já estou satisfeita e entusiasmada com os desenvolvimentos da primeira semana e curiosa sobre o que me aguarda nesta semana que vem. 

O que fazer gratuitamente em Londres em Junho 2015

Ora aqui como a futura desempregada (só começa a contar a partir de dia 19 deste mês) não pode gastar dinheiro, e imagino que hajam por aí muitas outras pessoas em situações semelhantes, decidi dedicar este post de eventos mensais a anunciar eventos e actividades totalmente gratuitos. Afinal, Londres tem sempre muito a oferecer gratuitamente, como tal, poupar dinheiro não deverá ser uma desculpa para não se sair de casa. A ver então o que é que está planeado a acontecer gratuitamente este mês pela cidade.

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More London Festival O que é? Este é um festival anual gratuito a decorrer junto ao City Hall ao pé de Tower Bridge. Conta com teatro, música, comediantes, cinema e mais. Vejam no link para o calendário de eventos. Quando? De 3 de Junho a 24 de Setembro. Onde? More London. Estação? London Bridge.

 

Festival of Love O que é? Já no seu segundo ano, este festival conta com performances de teatro, exposições, música e até oportunidades para conhecerem novas pessoas. Nem todos os eventos são gratuitos por isso convém ver a programação antes de irem. Quando? De 6 de Junho a 31 de Agosto. Onde? Southbank Centre.  Estação? Waterloo.

 

Indonesia Day O que é? Celebração do Dia da Indonésia que incluí performances tradicionais, música e comida em Trafalgar Square. Quando? 7 de Junho. Onde? Trafalgar Square. Estação? Charing Cross.

 

The Big Lunch at the Olympic Park O que é? Levem o farnel para o Olympic Park e socializem com as muitas pessoas que lá vão estar também com o objectivo de estar envolvidos num grande picnic, que conta com várias actividades gratuitas para os que lá vão estar. Quando? 7 de Junho. Onde? Queen Elizabeth Park. Estação? Stratford.

 

Trooping the Colour  O que é? Procissão militar em celebração do dia de aniversário oficial da Rainha. Quando? 13 de Junho. Onde? The Mall. Estação? Green Park.

 

World Naked Bike Ride O que é? Passeio de bicicleta nús pela cidade como forma de protesto contra o abuso do óleo e do trânsito. Quando? 13 de Junho. Onde? Pelo centro da cidade.

 

Pride in London O que é? Encontro e cortejo anual da cultura gay, lésbica e transsezual em Londres. Vários eventos decorrem entre 21 a 28 de Junho mas a parada principal será no dia 27 de Junho. Quando? De 21 a 28 de Junho. Onde? A parada de dia 27 começa pelas 13h em Baker Street e termina no Whitehall. 

 

Ecrãs gigantes para ver o torneio de Wimbledon O que é? Quem é fã de ténis e não teve a oportunidade de conseguir bilhetes para ir ver os jogos, poderá vê-los em ecrãs gigantes espalhados um pouco por toda a cidade. Quando? De 29 de Junho a 11 de Julho. Onde? Vários locais. 

 

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