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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Boas notícias

Ora boas notícias no. 1 como já se devem ter apercebido pelos comentários do post anterior, é que o falecimento do blog da Restelo foi falso alarme, e o Blogspot conseguiu reanimá-lo, ou fazê-lo renascer das cinzas, como diz a própria. 

 

Boas notícias no. 2 é que amanhã é noite de grandes descontos no centro de Londres - a Carnaby Street vai ter uma noite especial com 20% de desconto em todos os retalhistas, animação nas lojas, bandas, goody bags e bebidas oferta de algumas marcas envolvidas no evento. Começa às 17h e prolonga-se até às 21h de quinta-feira dia 17 (amanhã). Quem quizer tirar proveito dos descontos convém imprimir o bilhete gratuito que podem encontrar nesta página http://www.carnaby.co.uk/ 

 

Boas notícias no. 3 mas a nível pessoal, é que finalmente aprendi a dançar o Shim Sham. Imagino que a maioria não faça ideia do que isso seja, que não é muito conhecida, mas basicamente é uma coreografia que passa em quase todos os eventos sociais de dança swing. Tal como aquela coreografia tipo de kuduru que todo o pessoal sabe dançar nas discotecas Portuguesas, é a mesma ideia mas em festas de swing. O pessoal está a dançar em pares nestes sociais, mas assim que começa a passar a música Tain't What You Do, todos deslargam os pares e começam a fazer a coreografia. Escusado será dizer que estou sempre a apanhar do ar quando me tento meter e participar na coreografia, mas hoje finalmente aprendi! {#emotions_dlg.happy} Agora é só uma questão de practicar para não me esquecer, que ainda são uma quantidade de passos. Aqui ficam com o Shim Sham:

 

 

 

 

 

A grande noite

E já lá vai a noite da performance de swing. 

Todo o dia foi ocupado com preparações para o evento. Começou pelas 11 h da manhã com mais um treino num espaço que uma das raparigas do grupo tem lá no trabalho dela. Durante esse ensaio o Stephane (o meu tal parceiro, com não muito jeito para a dança) continuava a enganar-se e a esquecer-se muitas vezes, mas eu insisti tanto para que ele treinasse aquelas partes em que ele tinha mais dificuldade que ao final da sessão de treino ele já estava melhorzinho, apesar de alguns esquecimentos ainda continuarem. Também consegui aproveitar para treinar com o meu segundo parceiro o que ajudou bastante também a afinar uns últimos pormenores que ainda tinha em falta. 

 

A meio da tarde, depois de já ter vindo a casa vestir-me para o ocasião, levei tudo o que é coisa para o cabelo - laca, ganchinhos e afins, para casa de um dos casais que também dançam conosco, já que amavelmente ofereceram o espaço da casa deles para que as meninas se embonecracem juntas à anos 40. Duas delas vestem-se normalmente à moda vintage e sabem perfeitamente fazer os penteados à moda, por isso, ajudaram-nos às restantes, que não sabiamos o que fazer ao cabelo, a transformá-lo completamente. Ficámos mesmo muito à anos 40 com os nossos vestidos, cabelo e maquiagem. Só o que não foi muito à anos 40 foi a grande encomenda de pizza que mandámos vir quando os rapazes chegaram para nos enchermos de energia para a dança que estava para vir. 

 

Girls getting vintage

 

Já no local do evento, que foi num espaço muito grande, a nossa primeira performance foi logo ao início da noite. Fomos o segundo grupo a actuar. Foi nesta primeira vez que eu ía dançar com o Stéphane e, sem dúvida, tinha um pouco de receio que ele se fosse esquecer de tudo. Seria tão mau sermos o único par a destoar do resto do grupo. No entanto, ao chegarmos ao final da coreografia, eu mal podia acreditar de que pela primeira vez desde que andei a practicar a coreografia com ele, ele não se esqueceu de nenhum passo. Parecia inacreditável. Claro que não foi uma óptima performance, mas ao menos conseguimos fazer tudo sem se enganar nos passos. Fiquei super contente por mim e por ele já que vi que ele próprio radiáva de felicidade por ter conseguido fazer tudo até ao final sem se enganar. 

 

Já mais para o final da noite fizemos a nossa segunda performance, em que dancei com o meu segundo parceiro, com o qual efectivamente consegui dançar com mais energia e acho que até correu bastante bem. Fiquei satisfeita e, agora, após o evento, consigo ver nos vídeos que todo o grupo estava muito bem coordenado. Nem parece nada o mesmo grupo que só à uma semana atrás andava a treinar com todos super descoordenados, continuamente a esquecerem-se da coreografia. 

 

Após a performance a noite ainda continuou até bem tarde numa after party num armazém perdido algures no meio de Hackney que, sinceramente, se não tivesse ido com eles que sabiam onde era, acho que nunca ía ser capaz de dar com aquilo. E se desse, provavelmente passáva-lhe ao lado porque não ía acreditar que a after party seria alí. É que se realizou num armazém que é apenas um armazém. Nem sequer era um armazém convertido em bar - Aliás, nem sequer um bar tinha e tivemos que ir comprar bebidas ao off license da esquina. No entanto, o espaço era grande, tinham lá colocado umas almofadas grandalhonas num dos cantos para o pessoal se sentar, havia uma grande mesa do DJ e bastante espaço para dançar, que era o necessário.

 

Muito bom mesmo. Adorei a experiência! 

3 dias para a grande noite

Na segunda-feira fomos ensaiar a coreografia e a coisa não estava muito melhor para o meu lado, com o meu parceiro a continuar a fazer mesmo muitos erros. Para o final ele já estava um pouco melhor, mas mesmo assim nós eramos visivelmente o pior par a dançar a coreografia. Claro que estava um bocado triste para o final da noite, mas nessa mesma noite em casa tive uma óptima ideia para solucionar os meus problemas - eu dançar duas vezes. É que como temos mais raparigas que rapazes, o grupo já ía dançar 2 vezes de qualquer maneira à excepção de um ou dois dos rapazes. No dia seguinte mandei logo um e-mail aos professores a perguntar se tal seria possível, ao que eles responderam que isso se podia arranjar sem qualquer problema e que até já tinham pensado no assunto (porque obviamente toda a gente sabe que o meu parceiro não é bom dançarino nem de perto nem de longe). 

 

Ficou resolvido o meu problema e a minha tristeza. Assim, não só estou mais contente por dançar com o Stephane, como não é necessário desistir da performance e decepcioná-lo, como já me tinha passado pela cabeça, e ao menos tenho a oportunidade de numa das vezes realmente tentar dar o meu melhor. 

 

Hoje já treinei com  novo parceiro e a diferença é enorme! E entretanto acho que o Stephane deve ter andado a practicar em casa porque ele próprio também já estava bem melhor e já conseguimos fazer a maioria dos passos sem muitos enganos. 

 

Uff, que alívio!! Agora só espero que as coisas corram bem durante a performance propriamente dita. Ah e entretanto hoje gravei um vídeo dos professores a fazerem a nossa coreografia para poder ir olhando para ela quando estou nos transportes para relembrar os passos.

 

Aqui fica o vídeo. Agora imaginem dançar isto com um parceiro que não sabe dançar...

 

Já tenho par para a coreografia mas...

Ontem quando chegámos ao ensaio para a coreografia de Lindy Hop que vou dançar no próximo sábado com os meus colegas de dança, a primeira coisa que o professor fez foi dizer-nos quem seriam os parceiros de cada um. 

 

Estavamos todos em roda e, ao olhar para todos os dançarinos, haviam perspectivas boas de ficar com um bom parceiro. 5 deles são altos (importante porque eu também sou alta), giros (não é um factor importante na dança, mas é sempre um benefício extra) e são dançarinos de nível médio ou bom, portanto ficaria contente com qualquer um deles. Depois haviam dois mais baixinhos mas que também são bons dançarinos (o facto altura é importante numa dança como a Lindy Hop já que tenho que fazer umas voltinhas em que passo por baixo do braço deles logo dava muito mais jeito ser um parceiro mais alto que eu). Depois havia uma mulher que também dança como líder. Ela dança bem mas também não seria ideal. Por último havia um homem que é aqueles que nas aulas nunca ninguém quer dançar com ele porque efectivamente ele não tem bom sentido de ritmo e os seus passos andam sempre trocados. Além disso é o mais baixo deles todos e tem a desvantagem extra de que as unhas das mãos estão negras com porcaria lá dentro. De todos, definitivamente este último, era o único com quem eu não queria mesmo nada ficar. 

 

Os pares são anunciados e vejo cada um dos bons dançarinos ficarem pareados com alguém e, começo a pensar - então, e com quem é que eu vou ficar? - lá finalmente anunciam o meu nome e paream-me, como não podia deixar de ser, com o Stephane, o tal homem baixinho que não faz a mínima ideia do que está para ali a fazer! Não!!! Não podia acreditar! Com tanta rapariga baixinha porque raio é que me tinham juntado com ele? Eu posso não ser das melhores dançarinas mas sem dúvida que também não sou das piores. Quero acreditar que a razão porque me colocaram com ele foi porque não faziam ideia de quem eu era quando viram o meu nome no papel ou por eu ter sido a última pessoa a juntar-me ao grupo e, como tal, fico com o piorzinho. 

 

Dançamos a primeira vez e sinceramente, foi um autêntico desastre. O homem não sabia nada da coreografia! E em Lindy Hop, o líder é que tem que ter o controlo da dança, enquanto que o seguidor deixa-se levar pelos passos que o líder fizer, mas com ele sem saber onde põe os pés e as mãos a coisa torna-se complicada. Sinceramente, a minha primeira impressão foi que seria melhor desistir da coreografia porque não quero ir para o dia do show em frente de centenas de pessoas fazer má figura. Mas depois dancei mais umas vezes com ele e ele começou a ficar melhor e a saber alguns passos. Achei também que, a uma semana do show, desistir seria muito mau, principalmente para o Stephane porque obviamente ele iria-se aperceber que a razão da minha desistência era por eu ter ficado com ele como meu par. Assim sendo, decidi antes que temos é que treinar bastante antes do show e tenho que fazer com que ele, pelo menos memorize todos os passos para podermos conseguir fazer toda a coreografia sem erros, mesmo que os passos não fiquem muito bem feitos. A ver como são os progressos dos ensaios na próxima semana. 

Free 2 Dance

Tal como tinha sugerido no post relativo ao que fazer em Londres em Outubro, eu participei na Silent disco do evento Free to Dance e foi muito giro. A minha escolha foi pelo slot de música dos anos 50 para poder dançar o Swing. Fui sozinha porque nesta coisa do Swing ainda sou relativamente nova e ainda não conheço muitas pessoas. Mas foi sem problema nenhum porque passado pouco tempo de lá ter chegado já estava a dançar e deu ainda para conhece umas quantas pessoas. Foi pena não terem estado tantas pessoas como pensei que fossem estar, mas sendo que se trata de swing também é normal que não seja das danças mais populares. Mas foi muito divertido.

Ao entrar emprestaram-me uns auscultadores para poder ouvir a música. Daí o facto de ser silent disco, já que para todos os que estão a ver, parece que se está a dançar sem música. Dentro da zona do evento, as pessoas tinham bastante espaço para dançar e, no palco, encontrava-se o Ben Hammond a fazer a sua maratona de 6 dias sem parar de dançar para poder entrar para o livro de records do Guiness e, consequentemente, ajudar a comunicar a situação política em Burma. 

 

Quem quizer, ainda pode lá participar até domingo (amanhã) à tarde. Aqui encontram o calendário dos slots de tipos de música para poderem escolher ir nas horas que mais vos agrada. Não é necessário pagarem nada nem marcar com avanço. Basta passarem pelo Scoop (junto ao City Hall e Tower Bridge), deixam £10 de depósito para poderem utilizar os auscultadores e dançar. Ao sairem e entregarem os auscultadores devolvem-vos as £10.

 

Aqui fica um pequeno vídeo da noite:

 

Entretanto, a aproveitando o facto de que estou a falar de swing, no dia do meu aniversário tinha aqui indicado que entrei para um grupo de swing e pretendia fazer a coreografia que eles tinham planeada para uma demonstraçãocom todas as classes da companhia onde estou a ter aulas. Pois é, ainda estou envolvida nisso, mas diga-se de passagem que a coreografia é difícil como tudo! Pior, falta só uma semana para a noite da performance e ainda nem sem bem a rotina, nem sei quem é que vai ser o meu parceiro. Amanhã vamos ter novo ensaio e aí é que vamos ficar a saber quem vai ser já que os professores é que vão escolher os parceiros para todos aqueles que não tinham ninguém com quem à partida quizessem dançar. Estou curiosa para saber com quem é que me colocaram. Espero que seja um dos "bons dançarinos", como é óbvio, mas mesmo que não seja, a maioria até que não está nada mal como dançarinos. Portanto desde que não me coloquem com um parceiro mais baixinho que eu, já que isso é que era um bocado chato, já fico contente. A ver vamos...

Vintage Festival

Este fim-de-semana abri uma excepção ao meu estudo normal para poder ir ao Vintage festival no Southbank Centre no domingo. 

 

Pela primeira vez o Southbank Centre foi completamente fechado ao público, sendo que apenas era permitida a entrada a pessoas com bilhete. Apesar de falhar com as suas normas habituais, parece-me que o Southbank Centre fez uma boa escolha ao ter ocupado todo o seu espaço com este festival porque de facto fê-lo muito bem. Com várias pistas de dança, cada qual com música de uma década; uma pista principal onde decorreram as passagens de modelos de vestuário vintage; havia uma cave com decoração à armazém abandonado onde passava música rave dos anos 80 e uma varanda no topo do edifício com música techno também da década de 80; zonas para aprender a bordar e cozer; zonas onde maquiavam as pessoas com características de uma época à sua escolha; salão de jogos com máquinas de flippers, juke box e pacman, um museu; exposições, fotografia; concertos de reconhecidos cantores que tiveram os seus singles de sucesso nas décadas de 70, 80 e 90; com certeza não faltaram coisas para se fazer naquele festival. Mas uma das características mais interessantes foi mesmo o facto de que a larga maioria das pessoas estavam vestidas à ocasião com vestuário da sua década de escolha. Tinhamos desde saias pelo joelho rodadas dos anos 50 às meninas e meninos "groovy" da década de 70. Havia mesmo de tudo e sem dúvida que a larga maioria das pessoas fez um esforço para estar o melhor que podia com a sua vestimenta e acessórios. 

 

Eu fui vestida à década de 70 com um vestido que efectivamente era dessa época (nada dessas imitações modernas que agora há por aí). Era um vestido que a minha mãe fez para ela própria quando tinha os seus 20 e poucos anos, e que agora é meu. Adoro-o. E provavelmente por ter sido feito pela minha mãe adoro-o ainda mais já que tem todo o valor acrescentado. Calcei os sapatos e coloquei os acessórios que tinha que ficavam melhor enquadrados na época, usei o meu baton vermelho carregado, e estava pronta para o Vintage Festival. Muito gira a experiência. Gostei mesmo. 

 

Para quem não foi fica com um pouquinho de uma dança com que os swingers do festival se entreteram:

 

E o verão chegou oficialmente ao fim

Segundo a Câmara Municipal de Londres, o festival do Tamisa celebra o encerramento oficial do verão Britânico. Como tal, isso significa que já acabou mesmo porque este festival teve lugar no fim-de-semana com o grande final de fogos de artifício ontem à noite.

 

Engraçado como, apesar de já cá estar há uns anos, ainda acho estranho esta coisa de se ter fogos de artifício pelas 9h da noite, ou mais precisamente 9:45h. Sem dúvida que tem lógica. Afinal é domingo, mas acho que em Portugal nunca vi fogos de artifício tão cedo quanto isso. Geralmente são lá para a meia-noite que isto das 9h ainda é hora mas é do pessoal estar no café a tentar decidir se vai ou não ver os fogos de artifício. Por cá acho que os únicos fogos de artifício que decorrem tão tarde como à meia-noite só mesmo na passagem de ano.

 

Bem, mas numa coisa eles têm razão, vê-se o fogo de artifício cedo, vai-se para casa cedo, dorme-se mais, acorda-se cedo no dia seguinte depois de uma noite bem descansada e o dia seguinte torna-se muito mais produtivo. Ou pelo menos é essa a ideia...

 

Desta vez a área junto à Tate Modern tinha um palco de música Rock n' roll tipo anos 60 e, não só colocaram um chão de madeira daqueles escorregadiços bem apropriado para se conseguir dançar a deslizar bem ao som da música, como devem ter anunciado previamente junto de escolas de dança desse género que ía haver aquele palco no festival porque haviam imensas pessoas por lá vestidas à ocasião bem ao estilo 60's. Foi muito giro principalmente porque uma grande parte das pessoas que estavam na pista sabiam dançar bastante bem ao estilo anos 60.

 

O facto é de que gostei tanto daquela onda do Rock n' Roll que já fui pesquisar onde é que posso eventualmente ir ter umas aulas deste tipo de dança. O que encontrei:

 

  • Swing Time - Indica vários locais um pouco espalhadas pela cidade onde existem aulas de dança de segunda a domingo.
  • London Swing Dance - Tem aulas em bares/espaços reservados todos os dias da semana em zonas centrais da cidade.

Já estou entusiasmada com esta ideia do Swing. Depois digo como foi quando experimentar. Entretanto, ficam as fotos de ontem do Festival do Tamisa:

 

 

Palco de Rock n' Roll do Thames Festival

 

Dançarinos de Swing 1

 

Dançarinos de Swing 2