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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Fim-de-semana surpresa em Portugal

Relativamente à situação no emprego, não há grandes novidades. Decidiram adiar a decisão por mais uma semana  No entanto, houve uma colega minha que entretanto encontrou um novo emprego através dos contactos dela e já tinha entregue a carta de demissão (fiquei a saber na sexta-feira). Talvez a redução desse salário seja suficiente? Não sei. O facto é que decidiram adiar a decisão na base de novos contratos que foram fechados desde que eles enviaram o aviso. Não estão relacionados, mas houve um certo factor sorte pelos contratos terem fechado nessa semana. De qualquer forma, não concordo com esta ideia de adiar a decisão. Ficamos mais uma semana na dúvida. Ou querem despedir, ou não querem despedir - decidam-se! Caso esses novos contratos fossem suficientes para manter o pessoal já deviam ter tomado essa decisão. 

 

Trabalho à parte, na sexta-feira à tarde parti para Lisboa. O meu irmão foi ter comigo ao aeroporto que era o único que sabia que eu ía lá este fim-de-semana já que tinha como objectivo fazer uma surpresa à minha avó para o seu 87º aniversário que decorreu este domingo. No entanto, a reação que a família teve ao ver-me não foi exactamente a que eu esperava:

Quando a minha mãe chegou a casa e me viu disse - "A minha filha?!" E depois ficou notavelmente nervosa e perguntou assustada "Mas o que é que aconteceu?"

Quando a minha avó me viu disse (ela já não vê muito bem) - "Mas quem és tu?" 

 

OK, foram reações um bocadinho diferentes daquilo que imaginei, mas pareceu-me que quando passou o estado de choque elas ficaram contentes com a visita. 

 

O sábado foi passado na Praia Grande (e que bom que estava com os seus altos 20ºC!) e o domingo foi passado na aldeia da minha avó em festejos com a família. Voltei a Londres hoje de manhã recebida por 10ºC e chuva. Oh, enfim, ao menos passei um fim-de-semana muito solarengo. Eis a vista de sábado para a vista de hoje. Descubram as diferenças 

praia_londonbridge_horizontal.jpg

 

Portugal não vai à Expo 2015?

Este fim-de-semana, ainda em modos de celebração do meu aniversário, encontrei-me com a família em Milão para passarmos esse tempo juntos e descobrir-mos uma nova cidade. 

 

Devo dizer que a cidade de Milão surpreendeu-me pela positiva. É mais bonita e tem mais para ver do que aquilo que imaginava. E agora, como se está a preparar para a Expo Mundial de 2015, ainda está a embelezar-se mais, especialmente em certas zonas da cidade, tais como o Navigli District, junto aos canais. O grande acontecimento da Expo para o próximo ano não passará despercebido por ninguém que passe por Milão nesta altura, já que está bem anunciada por toda a cidade. As bandeiras dos países participantes decoram ruas e edifícios e, foi ao olhar para essas bandeiras que reparei - "mas onde está a bandeira Portuguesa?" Não estava. 

 

 

Hoje quando liguei a Internet, queria tirar a dúvida. No site da Expo 2015, indicam que Portugal é um dos países que não assinaram contrato para a participação na Expo. Esse artigo já parece ter sido escrito no início do ano já que se referiam à possibilidade de assinatura dos EUA aquando da visita do Presidente Barack Obama a Roma em Março. Entre as bandeiras que lá se apresentavam, efectivamente a bandeira Americana encontrava-se lá por isso imagino que o contrato efectivamente se tenha dado nessa data. 

 

A exposição, cujo tema vai ser "alimentar o planeta, energia para a vida", vai decorrer de 1 de Maio a 31 de Outubro e vai contar com mais de 25 Milhões de visitantes. Sem dúvida uma boa oportunidade para Portugal exibir o que temos feito em termos da produção da energia aeólica, por exemplo, já que somos um dos maiores produtores Europeus deste tipo de energia, a qual providencia energia suficiente para a produção de certos produtos alimentares de uma forma sustentável que depois serão exportados para outras partes do mundo. Também poderíamos exibir o que temos feito relativamente à pesca sustentável e depois associar tudo isso à nossa tradição gastronómica. 

 

Talvez a razão pela qual as entidades responsáveis decidiram não participar estará relacionado com o investimento necessário para a participação, mas será que não seria possível passar esses custos para as empresas Portuguesas que de certa forma estejam relacionadas com o tema e que queiram expôr o seu trabalho assim como o trabalho da respectiva indústria? Parece-me uma oportunidade desperdiçada de atrair maior exportação de produtos alimentares Portugueses, e turismo de forma em geral.

 

Em procura pela Internet sobre as razões pelas quais Portugal não se encontra incluído na Expo 2015 não consegui encontrar nada para além de eventuais artigos que indicavam que Portugal ainda não tinha assinado presença. Gostaria de saber o que O Turismo de Portugal tem a dizer sobre o assunto. Não sei se a responsabilidade da nossa participação vem deles, mas concerteza estarão bem a par do assunto. Vou-lhes mandar um Tweet a ver se respondem. Se estiverem interessados na conversa (caso exista resposta) podem segui-la aqui no Twitter do @tugaemlondres.

Está para breve

Não sei se outros emigrantes também têm esta sensação, mas cada vez que a minha ida a Portugal se aproxima, começo a sentir os cheiros característicos de zonas em Portugal que conheço muito bem. Acho que a expectativa e o facto de saber que a minha ida está para breve traz ao de cima todos os sentidos fazendo com que eles se concentrem num só ponto - Portugal.

 

Basta inspirar neste momento que consigo sentir o cheiro a lenha queimada no verão tão característica da terra da minha avó na Estremadura. Ao longe, ouço uma voz - "Oh Gina!" grita a senhora - é a vizinha que chama pela minha avó. Para quê campainhas ou telemóveis? Aqui as pessoas comunicam com a garganta.

 

Se estiver em silencio consigo ouvir o som dos grilos a cantar bem alto tal como cantam na terra do meu pai no Alentejo. Passo pela rua principal e o cheiro do pão acabadinho de fazer corre pelas ruas. Apetecia-me comê-lo agora quentinho com manteiga derretida. Hum..

 

Se fechar os olhos sinto o vento do Guincho na cara enquanto o som das ondas bate na areia. Inspiro,... o cheiro a maresia paira pelo ar e, ao fundo, o infinito. Faz-me pensar no mundo que está para além do mar e nas possibilidades do que poderia estar a fazer. Mas, naquele momento,... não me apetecia estar em mais lado nenhum senão ali.

Em Portugal

Desde o momento em que saí de minha casa em Londres até ao momento que cheguei à casa dos meus pais, passaram exactamente 9 horas! Parece estranho, não é, visto que Londres e Lisboa apenas se encontram a 2:30h de vôo. Mas claro está, esse curto espaço de tempo verifica-se se não tiver que parar em Madrid a meio do caminho. Ao todo desde o aeroporto de Londres ao de Lisboa foram 5 horas passadas, o que não parece assim tão mau, mas tendo que estar 2 horas com antecedência no aeroporto, e mais a espera das malas em Lisboa e as viagens de e para o aeroporto também não ajudam a fazer a viagem mais rápida.

 

Depois da longa viajei lá finalmente cheguei a casa bem para o final da noite, e hoje tenho-me estado a deliciar por estar num meio Português. Estava eu às compras hoje com a minha mãe, quando por um momento parei e claramente reparei que todas as pessoas à minha volta falavam Português - Claro que falam Português. Estou em Portugal! Mas essa percepção, quando realmente parei para apreciar tudo o que se passava à minha volta, soube-me diferente, soube-me bem. É o facto de estar num sítio rodeada de pessoas que têm algum em comum comigo apesar de nunca as ter visto antes. O facto de eu própria não ter um sotaque quando estou a falar. O facto de sentir uma empatia com quem me rodeava e ter uma noçao de familiaridade traz um certo conforto. 

 

Não me lembro de ter tido outras vezes em que realmente apreciei tanto esse facto de estar num ambiente Português antes. Imagino que tenha a haver com a quantidade de anos em que já vivo fora do país onde cresci, e claro que quanto mais tempo estou longe, mais aprecio cada vez que cá volto.

 

Bem, ainda tenho mais uns 9 dias para apreciar tudo o que Portugal tem para me oferecer, por isso bem que penso aproveitar este tempo ao máximo.

E terminaram as férias do verão

Tenho estado ausente. Não só do blog mas mesmo de casa e das minhas visitas de lazer à Internet. Nas últimas semanas tem sido um acontecimento atrás do outro. Primeiro com as férias em Portugal, depois com uma semana de trabalho de longas noites que pareciam não ter fim, chegar a casa estafada, e mais um fim-de-semana onde não parei um segundo,... Ufff!! Eu bem que gosto de estar ocupada, mas sinceramente já tinha saudades de simplesmente vir para casa após um dia de trabalho e não fazer mais nada a não ser comer, Internet e descansar. Quando se tem muitas dessas noites, tornam-se monótonas, mas quando passa tanto tempo sem as ter, a primeira oportunidade de passar uma noite em casa sabe que nem ginjas!

 

Bem, mas cá estou e, agora já não tenho a agenda tão carregada por isso já penso poder voltar ao meu ritmo normal pós férias. 

 

No post anterior tinha comentado sobre os meus primeiros dias em Portugal com a minha amiga Francesa. Ao fim de toda aquela semana ela ainda teve a oportunidade de ficar a conhecer as praias da Costa, Sesimbra, Sintra, Cascais, onde passou o dia inteiro no Guincho em aulas de Surf e também ficou a conhecer Tomar. Dei-lhe a conhecer algumas das nossas iguarias como os queijinhos, alguns dos doces mais tradicionais com que cresci (pastéis de belém, Queijadas de Sintra, Travesseiros de Sintra) e outros que eu própria experimentei pela primeira vez como os "Beija-me rápido" (acho que era assim que se chamavam) e uns doces de amêndoa de Tomar. 

 

Doces de Tomar
Ela também teve a oportunidade de provar uns quantos aperitivos e digestivos, e mais outras coisas boas da nossa culinária. Resultado, no último dia quando fui ao Pingo Doce para me fornecer das coisinhas essenciais que, como boa emigrante, gosto de trazer comigo cada vez que vou a Portugal, ela acabou de sair de lá com o cesto mais cheio que o meu. Comprou um vinho Alentejano, uma garrafa de Amêndoa Amarga, um queijinho amanteigado de Azeitão, e mais uma quantidade de outros queijos, enchidos, enlatados (é difícil encontrar um atum tão bom como o nosso "Bom Petisco" aqui por terras Britânicas) e doces. 
Foram umas belas de umas férias, a terminar em alta com o casamento de uma nossa amiga que lá nos trouxe um dia cheio de emoções - desde a lágrima no olho quando dentro igreja, à hora passada a comentar os vestidos durante a sessão de fotos, às risadas durante a boda e momentos de dança como se não houvesse o dia do amanhã pelas altas horas da noite. 
Foram umas belas de umas férias. Já terminaram, mas felizmente sinto-me satisfeita. Tenho saudades do meu dia-a-dia de Londres e de voltar a aproveitar tudo aquilo que tenho perdido enquanto estive de férias ou ocupada com outras coisas. Hoje senti como sendo o primeiro dia de volta à normalidade. Estou preparada para voltar a aproveitar mais do que Londres tem para oferecer!

 

Na nova casa mas sem Internet

E finalmente o pesadelo acabou e já estou a morar 'a 5 dias na nova casa :-) Ainda está tudo um bocado um pandemónio lá em casa com caixas por tudo quanto é lado que vou ter que resolver este fim-de-semana, Mesmo assim já está a ficar com um ambiente mais familiar com os livros nas estantes, as especiarias alinhadas na prateleira da cozinha, etc. etc. Aos poucos e poucos isto vai lá. O único problema para já é que continuo sem Internet e assim irei continuar durante pelo menos mais uma semana, daí a minha ausencia recente aqui do Tuga em Londres. 

Com falta de Internet este mes nao vou conseguir escrever o habitual post mensal sobre o que fazer em Londres e só vou podendo responder a alguns emails de vez em quando. Desculpem-me se me estao a enviar e-mails daqueles com certa urgencia como por vezes costumam enviar mas inevitavelmente o meu tempo de Internet está limitado a ficar um pouco extra no trabalho para colocar um pouco estas coisas em dia.

Assim que a O2 se dedicar a colocar-me Internet lá em casa eu já vou aqui dar a atencao devida.

 

Ah e entretanto,respondendo 'a pergunta que alguém me colocou num comentário, sim aqui tem-se falado sobre a situacao em Portugal. Ao chegar 'a estacao de metro hoje de manha vi logo o jornal City A.M. com "Portugal" em letras grandes na capa. Juntamente ao artigo sobre a falencia do país estava uma imagem de um jogo de dominó em que a peca de dominó com a imagem da bandeira da Grécia tinha derrubado a peca com a imagem da Irlanda, que por sua vez estava a derrubar a peca com a imagem de Portugal e que, por sua vez, estava em vias de embater com a peca com a imagem da Espanha.

No artigo referiam-se claro ao grande custo para a Uniao Europeia e que, 13% desse custo será pago pelo Reino Unido.  

Está quase...

Mal posso acreditar. Passaram 8 meses e meio, mas finalmente, amanhã VOU A PORTUGAL!! :-))))

Que saudades da família, dos amigos, das noites quentes na esplanada do café, da comida, do mar, de Sintra, das noites no Guincho, de conduzir, da marginal de Cascais, do Chiado,... amanhã pós trabalho lá vou eu!

Há dias...

Eu sei que estou em Londres, uma das cidades com melhor vida nocturna a nível mundial, mas neste momento estava-me mesmo a apetecer ficar pela noite de Lisboa.

Hoje deu-me para sintonizar a emissão online da Mega FM que é coisa que muito raramente faço, e de ouvir muitas das músicas que pela rádio têm estado a passar só me fez lembrar as boas noitadas em algumas discos Lisboetas com os meus amigos.

Sim, claro que muita da música que passa pelas discotecas Portuguesas também passa pelas Londrinas, mas não todo o tipo de música. E dou-me com saudades daquela combinação animada das discos Portuguesas entre músicas Americanas e Inglesas, com algumas Portuguesas, Brasileiras, Africanas e latinas. Tenho saudades de toda essa combinação, da noitada Portuguesa até às 5h, de ir comer um pão com chouriço depois à 24 de Julho, de conduzir para casa quando a IC19 está quase vazia e posso guiar sem parar ao som da minha música. 

Hoje queria estar aí...

O que os Ingleses vão fazer a Portugal?

Quando se começa conversa com uma pessoa estrangeira desconhecida, como todos sabem, o mesmo tipo de perguntas, de forma geral, surgem ao início:

- Como é que te chamas?

- O que é que fazes em Londres?

- Há quanto tempo estás em Londres?

- Qual o teu país de origem?

 

Ora e quando chega à parte de perguntar qual é o meu país de origem e eu respondo que sou de Portugal, eu faço sempre outra pergunta imediata, quase automaticamente que é:

- Já alguma vez foste a Portugal? 

 

E de tantas vezes que tenho feito esta pergunta, já consegui formar um padrão de resposta que me dão, principalmente se essas pessoas com quem estiver a falar forem Britânicas:

 

Padrão de resposta 1: Ainda não mas gostava muito de ir.

 

Padrão de resposta 2: Sim, já fui ao Algarve (e depois passam o resto do tempo a falar das festanças e bebedeiras que tiveram com os amigos na sua passagem pelo Algarve. Enfim, nada a que não estejamos já perfeitamente conscientes de que é muito habitual dos Ingleses).

 

Padrão de resposta 3: Sim, já fui a Lisboa e ao Porto ver monumentos. (Geralmente aos que me dizem isto informo que estou surpresa por não me dizerem que foram ao Algarve visto que é essa a resposta da larga maioria. Estas pessoas geralmente respondem que não têm interesse nenhum em ir para o Algarve porque só o povo é que vai para lá para a bebedeira e eles não gostam dessas coisas).

 

Padrão de resposta 4 (este tem sido o padrão de resposta mais surpreendente que eu tenho recebido e, sinceramente, não foram tão poucas as vezes assim que já me deram esta resposta):

Eles: Sim, já fui a Portugal em trabalho.

Eu: Ah então que tipo de trabalho é que foste lá fazer?

Eles: Fui lá visitar os centros comerciais

Pois é, aparentemente os nossos muitos centros comerciais são tão populares que até o pessoal que trabalha no ramo da construção de infraestruturas do mesmo género, vai de propósito a Portugal fazer a ronda dos centros comerciais. Das opiniões que tive lembro-me que ouve uma dessas pessoas que me disse que o seu favorito tinha sido o centro da rua de Santa Catarina no Porto, e a última pessoa com quem falei à umas semanas atrás, que também lá tinha ido pelo mesmo motivo disse que tinha gostado mais do centro Vasco da Gama. Mas uma opinião geral recebi dos nossos centros comerciais, é que é uma pena que os centros tenham uma variedade de lojas tão pequena, recheados das lojas Espanholas tipo Mango e Zara. Bem, e lá nisso têm eles razão. De facto a nossa variedade de cadeias de retalho não é assim muito grande.

 

Achei engraçado isso de efectuarem viagens de trabalho para visitar os Shoppings Portugueses. Eles podem não saber que temos o Fado, o Bacalhau e a cortiça, mas ao menos lá centros comerciais, isso sabem eles que temos, e muitos.

Onde é que ela está?

Hoje foi o último dia da exposição do World Travel Market de que já aqui tinha falado e só hoje reparei nos anúncios do Turismo de Portugal colocados ao longo do corredor antes de entrar para o centro de exibições Excel. Eram três grandes cartazes com imagens de Portugal, um deles tinha a imagem de um campo de golfe junto ao mar (possivelmente um dos muitos no Algarve), outro já não me lembro qual era a imagem mas sei que reconheci e um terceiro que ao olhar para a imagem pensei "mas isto é em Portugal?" Nunca vi nenhum local semelhante em Portugal. A foto mais parece retirada do Brasil ou doutro país tropical do que propriamente de Portugal. No entanto, depois de pensar um pouco sobre o assunto surgiu-me o Arquipélago dos Açores em mente. Será? Acho que só pode ser. Nunca lá fui, mas imagino que os Açores sejam repletos deste tipo de beleza natural. Fica a foto para quem conseguir reconhecer o local (infelizmente não dá para ver muito bem porque o material do poster era esburacado e consegue-se ver os contornos do bar que estava localizado por trás do poster):

 

 

E aqui está o stand do Turismo de Portugal:

 

 

Com o final da exposição foi a parte de arrumar as caixas todas e levar as coisas de volta para o escritório. Organizámos um táxi e lá fomos nós. Ao chegar ao escritório foi agarrar em caixas, sacos e sei lá mais o quê que nem tinha mãos para mais nada. Após arrumações feitas estava eu a prestes de sair para ir ter com uns amigos, vou a pegar na mala e... onde é que ela está? Não está!

Ah pois é!! Com a tralha toda esqueci-me da minha mala com a minha carteira, chaves de casa, telemóvel, máquina fotográfica e tudo e tudo, dentro do táxi

Mal podia acreditar! Após a fase de choque inicial, pensei tomar um bocado controlo das coisas e telefonar para a companhia dos táxis a comunicar o assunto. O rapaz lá foi muito prestativo e contactou de imediato o motorista que nos tinha trazido e felizmente ele tinha a mala. Foi uma combinação de alívio e medo de que ele fosse utilizar o meu cartão ou copiar as minhas chaves de casa ou o que fosse. Optei por não cancelar logo o meu cartão e fui primeiro a Old Street, onde a companhia de táxis era baseada para tentar recuperar a minha mala. Lá estava ela lindinha à minha espera. O rapaz garantiu-me que ninguém tinha aberto a mala. Claro que nestas coisas nunca se pode ter a certeza mas pareceu-me sincero o suficiente. Bem, ao menos na parte das chaves mesmo que as tivessem copiado não havia forma de saber a minha morada por isso esse problema estava eliminado. Quanto ao cartão,.. bem, caso tenham copiado os detalhes vou ver os resultados na minha conta em poucos dias, mas pagamentos online podem sempre ser cancelados e ao menos saberei exactamente quem poderá ter tido acesso ao cartão pelo que também não me parece muito inteligente que fossem copiá-lo. Como tal, assim ficamos. Só vou é estar muito mais atenta daqui em diante de onde deixo ou não deixo a mala.