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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

'Better together' - Escócia vota Não!

Os resultados do referendo relativos à independência da Escócia indicaram uma significativa maioria a apoiar o Não. O Sim apenas saiu vitorioso em 4 districtos do país - Glasgow com 53%; West Dunbartonshire com 54%; Dundee com 57% e North Lanarkshire com 51%. No total, de acordo com o jornal Guardian esta manhã, 55% dos votos escolheram o Não contra 45% que escolheram o Sim, e como tal a Escócia irá continuar a fazer parte do Reino Unido. Apesar dos resultados, este referendo histórico não deixa de ser uma vitória para quem queria uma Escócia independente visto que, como parte da campanha para o Não, o Primeiro Ministro Britânico David Cameron tinha prometido que a Escócia iria passar a ter mais direitos a nível legal e político do que tinha anteriormente, se se mantivesse no Reino Unido.

 

Esta manhã, um amigo meu Escoçês que vive em Londres e, portanto não pôde votar, mas que tem feito campanha para o Sim nas suas redes sociais já desde o início do ano, colocou esta mensagem na sua página do Facebook:

 

Dear Scotland

I see you've decided that it's a NO Vote for you. Despite it not being my preferred vote, I'm glad it was an overwhelming majority for you because I want you all to stay together and work together as Scots. Whichever country or ethnicity your people historically came from, yer aw Scots and must work together and continue to feed an appetite to involve yourself in your country, its politics and feed that newfound appetite to change our country for the better.

I don't live there anymore. You are the guardians of that place all Scots call home.

Look after it well, back up your decision with action and good luck with the many challenges that come. Lang may yer lum reek.

 

 

Os resultados do referendo pela independência Escocesa

Malaysia Airlines MH17, uma tragédia imperdoável

Os primeiros corpos do voo MH17 regressaram para a Holanda ontem, dia em que o país declarou dia de luto nacional, o primeiro oficialmente declarado desde a morte da Rainha Wilhelmina em 1962.

 

Uma semana depois deste acidente trágico e ainda mal posso acreditar que tal aconteceu. Incrível como somos impotentes a evitar situações deste género pelas quais nāo temos qualquer controlo. Mas uma coisa é certa, após o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines em Março deste ano; este terrível acidente que ocorreu pela Malaysia Airlines decidir tomar uma rota sobre a zona de conflito na Ucrânia, e o facto de no dia 20 de Julho, para evitarem voar sobre a Ucrânia, decidirem ter tomado uma rota sobre outra zona de conflito na Syria; deixa a concluir, que esta companhia aérea tem muita responsabilidade sobre estes acidentes e não me parece de forma alguma confiável tendo em conta o tipo de decisões que tem tomado. 

 

Tocou-me bastante quando vi a mensagem de Facebook que tinha sido postada por um dos passageiros Holandeses do voo MH17, antes de entrar para o avião, em referência ao vôo desaparecido de Março:

 


O texto em Holandês significa: "Se este desaparecer, ele era assim".

Margaret Thatcher continua a causar rebuliço

Já todos sabemos da morte de Margaret Thatcher, a ex Primeira-Ministra do Reino Unido (1979-1990), que aconteceu na passada segunda-feira. Também já todos sabemos que ela provocou mais amor e ódio como nenhum outro Primeiro-Ministro Britânico provocou até hoje. A sua forte convicção para transpor os ideais de um partido de direita, levou a alguns extremos que deixou a classe baixa em apuros e a classe alta consideravelmente melhor. 

 

Ela já saiu do poder há 23 anos, mas apesar disso, a sua morte não deixou de ser celebrada pelas pessoas que se sentiram influenciadas negativamente pelas suas políticas à vários anos atrás e pelos mais extremistas de esquerda, tal como se ela tivesse estado no poder hoje.

 

Celebrações surgiram logo no dia da sua morte, mas uma festa maior está planeada para este sábado em Trafalgar Square, onde muitas pessoas anti-Thatcherismo planeiam desde há 10 anos atrás, fazer a grande festa de celebração do fim da época de Margaret Thatcher.

 

Sinceramente parece-me extremo fazerem algo como a celebração da morte de uma pessoa sobre a qual discordam das suas políticas que foram tomadas à tantos anos atrás. Tudo bem que nem todas as políticas foram as melhores e sem dúvida que algumas afectaram muito negativamente uma grande parte da população - mas agora fazer uma festa em celebração da morte de uma pessoa? margaret Thatcher pode ter sido uma pessoa um bocado extrema nas suas convicções mas também não foi nenhum Hitler. 

 

De qualquer forma, para os interessados em ver o que se vai passar, é estarem na zona de Trafalgar Square no sábado à tarde.

O voto do Reino Unido para sair da União Europeia

Hoje o primeiro Ministro Britânico, David Cameron, anunciou que o Reino Unido vai fazer um referendo relativo à sua presença na União Europeia - sai ou fica? Nos últimos poucos anos, o governo tem sofrido pressão por parte de membros da população e do partido Conservador (liderado por David Cameron), para a existência de tal referendo, principalmente desde que países como a Grécia, Irlanda, itália, Espanha, e claro está, Portugal, têm estado a sofrer uma forte crise económica, a qual, o Reino Unido tem ajudado financeiramente a suportar. 

 

Este referendo só está marcado para, pelo menos, daqui a 4 anos (depois das próximas eleições), e, se efectivamente ocorrer, pode levar à saída completa do Reino Unido, ou o governo Britânico, poderá negociar que o país tenha influência apenas na Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e/ou fazer parte da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (EEA). Este artigo do Economista dá uma boa ideia das consequências ao nível positivo e negativo de uma possível saída do Reino Unido para quem estiver interessado em saber um pouco mais sobre o assunto. 

 

Agora uma questão ocorreu-me assim que vi nas notícias esta situação do referendo - se o Reino Unido efectivamente sair da União Europeia, o que vai ser de todos os cidadãos Europeus que, no momento têm a possibilidade de entrar, viver, estudar e trabalhar livremente no país? Passam a ter que pedir Visas com direito a estadia de duração limitada?

 

Será que vai haver uma forte vaga de candidaturas à cidadania Britânica por parte de muitos Europeus que cá estejam a viver, com medo da potencial saída da União Europeia? Fiquei curiosa sobre o que é preciso para uma candidatura a cidadania. Vou investigar e depois indico aqui num próximo post. 

 

Uma coisa é verdade - é que se o referendo decorresse amanhã, muito provavelmente os cidadãos Britânicos íriam votar para a saída. 

Votar para Portugal em Inglaterra

Eu quero ir votar e estava convencida que podia ir votar por estar registada a viver em Londres desde à quase dois anos atrás quando renovei o meu passaporte por cá. No entanto agora lembrei-me de ir ao site do consulado só para verificar como é que efectivamente podia efectuar o voto, horários, etc., e afinal,... não posso. Como é que eu me posso ter esquecido disto, mas faltou-me recensear cá. Não basta ter a minha morada registada cá. Tenho que me voltar a recensear cá e eu pensei que isso fosse efectuado automaticamente assim que a minha residência é oficialmente alterada. Para verificar que efectivamente ainda não estou recenseada por cá fui ao site oficial do Recenseamento em Portugal que permite efectuar uma pesquisa automática relativa ao local onde estou recensada e ainda me deu como resultado a minha antiga freguesia em Portugal. E o problema é que agora já é tarde para me recensear já que devia tê-lo feito com 60 dias de antecedência antes das eleições, portanto já não vou nada a tempo visto as eleições legislativas serem já no próximo dia 5 de Junho.

 

Bem sei que muitas pessoas neste momento estão a pensar - "mas porque raio é que ela quer tanto votar. Cada partido é pior que o outro. Eu vou mostrar a minha indignação por não votar". Pois é, quando fui a Portugal na Páscoa era esta a maioria dos comentários que ouvia. E tudo bem que não concordem em completo com o que nenhum partido tem planeado para o futuro do país, mas se não votarem também não vai ser assim que algo vai mudar. Apenas estão a deixar os resultados nas mãos de quem realmente se interessa em apoiar um certo partido e, como tal, podem deixar isso nas mãos das pessoas erradas. Será um caso de qual é o partido com mais "amigos" ou com mais pessoas que se deixaram influenciar pelas suas campanhas publicitárias. No pior dos casos se não quizerem mesmo apoiar nenhum dos dois "grandes" partidos, votem nos Verdes ou num dos partidos mais pequenos com o qual concordem com pelo menos algumas das suas políticas. Votem em branco em último caso, mas por favor votem!

 

Tenho que confessar que não estou expert no que cada partido defende. Penso estar relativamente informada mas gostava de saber mais por isso estejam à vontade para corrigir ou adicionar algo que não tenha mencionado abaixo relativamente ao que cada programa eleitoral, dos dois principais partidos, defende. Acho interessante trocarem-se diferentes opiniões e acho que a opinião e conhecimentos de outras pessoas podem ser interessantes e úteis para ajudar outros que leiam este post a tomar uma decisão de voto mais informada caso estejam indecisos entre um deles. No entanto, por favor, quem não estiver de acordo com algo que não comece à batatada. É positivo trocar ideias, mas não gerar discussões, se fazem favor.

 

Comparação entre o que o PS e o PSD defendem para o futuro de Portugal:

 

PS:

  • Aumentar a taxa de escolarização e aplicar a escolaridade obrigatória de 12 anos.
  • Introduzir sistemas de redução da pobreza dos idosos - embora não expliquem como vão fazer isso.
  • Continuação da reforma dos cuidados de saúde primários para garantir médico de família a todos.
  • Prosseguir com a modernização das infrastruturas a nível dos transportes (imagino que estejam a incluir aí as obras para o TGV e o novo aeroporto)
  • Redução do défice orçamental mais pelo lado da despesa que da receita
  • Revisão do sistema de comparticipação dos medicamentos

 

 

PSD:

  • Terminar com o actual sistema de emprego em que uma vez que os empregados passam a efectivos, practicamente não podem mais ser despedidos enquanto que a maioria dos jovens mantêm-se durante anos a recibos verdes porque as empresas não querem arriscar passá-los a efectivos. (Reparem que acabar com esse sistem não é mau. Em Inglaterra passado os primeiros 3-6 meses numa empresa fica-se logo efectivo. Claro que também podem despedir o empregado se não gostarem do trabalho dele, mas isso apenas me parece justo. Se não trabalha vai embora e que se dê a oportunidade a outro melhor. O sistema funciona bem por cá portanto não existe razão para não funcionar bem em Portugal também.)
  • Privatização parcial da saúde e da Caixa Geral de Depósitos - para que recebam mais apoios dos privados que gerem riqueza e poder utilizar o valor dos impostos para outras coisas de grande necessidade como a qualidade dos estabelecimentos de ensino
  • Aumentar o IVA em produtos de menor necessidade como a cerveja.
  • Defende uma avaliação nacional no fim de cada ciclo de ensino e a revisão do modelo de financiamento dos contratos de associação.
  • Diminuição do número de escalões do IRS e redução do IRC para exportadoras
  • Diversificar fontes de financiamento das pensões e criar esquemas complementares ao nível das empresas
  • Suspensão das grandes obras (imagino que se estejam a referir a obras como o caminho para o TGV e o novo aeroporto) dando prioridade aos investimentos públicos.
  • Revisão do sistema de comparticipação dos medicamentos.

O Reino Unido vota amanhã

Amanhã é mais um dia decisivo para os próximos 5 anos do Reino Unido. O povo vai às urnas votar no partido que julgam que irá melhor representá-los no parlamento.

 

Com a recente crise parece que a maioria tem estado em dúvida relativamente ao partido onde melhor colocar o seu voto, de tal forma que, algumas previsões indicam que estas eleições irão resultar num aumento de votos para os partidos minoritários. Mesmo que assim seja, existem 3 principais partidos que lutam pela maioria dos votos - Convervatives, Labour e Liberal Democrats (apresentados por ordem alfabética).

 

Tendo o Reino Unido uma história recente de uma maioria de apoiantes de Labour (centro, esquerda), e devido ao descontentamento da maioria com a corrente situação política e económica do país, as previsões indicam que muitos dos habituais votantes em Labour, assim como muitos apoiantes dos conservatives, desta vez, irão optar pela diferença e dar o seu apoio aos Liberal Democrats o que, poderá levar a um "hung parliament" o que significa que nenhum partido terá a maioria dos votos, sendo que o poder terá que ser dividido entre os vários partidos e, nenhuma lei poderá ser aplicada sem o apoio dos restantes partidos.

 

Desta vez, eu também vou ter o poder para votar! Pensava que tal não seria possível por não ser uma cidadã Britânica, no entanto, no ano passado foi-me enviado um formulário para casa para eu preencher de forma a que o meu cartão de eleitor fosse enviado. Aparentemente como neste caso votamos para os governos locais que, indirectamente irão decidir o número de deputados de cada partido no parlamento e, consequentemente decidir quem sera o próximo primeiro ministro, assim, já posso marcar a minha posição. Como tal claro que vou exercer o meu direito. Afinal é aqui que vivo e onde pago impostos, por isso, acho muito bem também ter o direito a ter influência sobre o partido que vai governar o país onde moro.

Ainda estava um pouco indecisa entre os partidos, mas após uma pesquisa mais profunda sobre o que cada partido pretende fazer, quais as mudanças, quais as políticas e quais os valores de cada um, já me sinto preparada para tomar uma decisão consciente do partido que eu quero que me represente nos próximos 5 anos.

Fica aqui um pequeno resumo de comparação das prioridades dos três principais partidos retirado do site da BBC:

 

Conservative Party

  • Aim to eliminate "the bulk" of the UK's structural deficit within five years beginning in 2010 with £6bn in cuts
  • Spending cuts in all areas apart from health and foreign aid
  • Allow charities, trusts, voluntary groups and co-operatives to set up new Academy schools, independent of local authority control, and to run other public services
  • Scrap identity card scheme
  • Recognise marriage in the tax system by allowing adults who are married or in a civil partnership to transfer up to £750 of their tax-free personal allowance to their spouse, as long as the higher-income member of the couple is a basic-rate taxpayer.

 

Labour Party

  • "Targeted" increase in public spending over the next year to "sustain the recovery", before cutting the deficit by more than 50% by 2014 and reducing the structural deficit by at least two-thirds over the next parliament
  • Protect "frontline investment" in childcare, schools, the NHS and policing
  • Ensure all people who suspect they have cancer get test results within one week
  • Restore the link between the state pension and earnings from 2012
  • Guarantee a place in education or training for all 16 and 17 year olds
  • Guarantee people aged 18-24 a job, work experience or training place if they are unemployed for more than six months
  • Give parents of one- and two-year-olds an extra £4 a week in Child Tax Credit for each child from 2012
  • Hold a referendum on adopting the Alternative Vote system for Westminster elections and making the House of Lords fully elected by October 2011.

 

Liberal Democrats

  • Identify and cut £15bn of lower priority spending per year to protect front-line services while reducing structural deficit at least as fast as Labour plans, beginning in 2011
  • Raise the threshold at which people start paying income tax from £6,475 to £10,000
  • Impose "mansion tax" on the value of properties over £2m and increase capital gains tax to bring it into line with income tax
  • Introduce a banking levy until such time as banks' retail and investment arms can be separated
  • Scrap identity card scheme
  • Provide £2.5bn for a "Pupil Premium" for schools teaching the poorest pupils, allowing average primary school class sizes to be cut to 20
  • Replace the Council Tax with a Local Income Tax after a pilot phase
  • Introduce a written constitution and single transferable vote (STV) system for all UK elections
  • Allow voters to force a by-election for any MP found responsible for "serious wrongdoing".

 

Para além destas ideias principais entre os partidos, parece-me interessante também indicar as politicas de cada partido relativamente à imigração no Reino Unido. Esta informação retirei do site www.comparepolitics.co.uk:

 

 

Conservative Party

Immigration can be a real benefit to the UK, but only if it is properly controlled with its impact on the economy, public services and social cohesion taken into account.

Our approach will ensure that we admit both the right people for our economy and also the right number of people. For economic migrants from outside the EU, we propose a two-stage process:

  • The first stage is making eligible for admission those who will benefit the economy
  • The second stage is an annual limit to control the numbers admitted with regard to the wider effects on society and the provision of public services

A Conservative Government would also apply transitional controls as a matter of course in the future for all new EU entrants.

To enforce such controls, and to prevent illegal immigration and combat criminals who compromise our security, we need a new, integrated approach to managing our borders.

So we will introduce a dedicated Border Police Force to bring together all the agencies responsible for border control.

Unlike Labour's Border Agency, which does not even include the police, our force will have the power to stop, search, detain and prosecute the terrorists, traffickers and illegal immigrants who currently slip through the net. Only then will we be able to start making Britain safer.

 

 

Labour Party

Labour knows that we all want strong borders and a fair deal. That is why Labour is continuing to deliver the biggest changes to our immigration, citizenship and border security system for decades. Our changes include:

  • New electronic border controls will be counting people in and out of the country by 2010
  • In 2008 we activated powers to automatically deport foreign national rule-breakers, and we will expand our detention estate to lift the number of people we remove from Britain.
  • We will introduce legislation to reform the immigration system and set out a new agenda of earned citizenship where the rights and responsibilities of becoming a British citizen have to be earned. This will ensure that only those who share our values can earn the right to stay by clearly spelling out the rights and obligations of legal immigrants to Britain, as well as the requirements for earning British citizenship - including learning English, paying tax and obeying the law.
  • The new Migration Impacts Fund, that comes from an extra levy on new migrants as they enter the country, will support local services like health, police, and schools manage short-term pressures of migration.
  • Enforcing strict penalties against immigrants or their employers if they break the rules, including the establishment of new partnerships between local authorities and enforcement agencies to gather intelligence, disrupt illegal activity and track down illegal immigrants and failed asylum seekers.

 

Liberal Democrats Party

Years of incompetence, and failure to plan for the effects of unprecedented immigration, has led to a crisis of public confidence that threatens Britain's historically liberal approach to immigration. We must recognise that we can only secure the substantial economic and cultural benefits of a liberal immigration policy if we make the effort to plan for the impact and consequences of that policy. But since the Tories and Labour abolished exit checks in the 1990s, we have no way of knowing how many illegal immigrants live here.

Liberal Democrats want an immigration system that works. A system that is firm but fair, which plans for the effects of managed legal migration and promotes integration. We believe in the benefits that immigration has brought this country but we do not believe our borders should be a soft touch.

Liberal Democrats would take control of our borders and immediately reintroduce entry and exit checks. Our National Border Force would have the power of arrest. We will bring unscrupulous employers and people traffickers to justice. We will offer families who have been here for years and want to pay taxes a route to citizenship, provided they want to work, speak English and want to commit to the UK in the long term. We would also introduce a Regional Points-Based Immigration System to ensure that immigration is targeted on areas that are under-populated and want more immigration, like Scotland.

We will make the asylum system, for those fleeing real persecution, fairer by taking responsibility away from the Home Office and giving it to a Canadian-style independent agency, which will substantially reduce the number of decisions overturned on appeal. We will end asylum-seekers' dependence on benefits by allowing them to work to support themselves and their families.