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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Hawai em Londres

É o que eu digo, os Tugas Londrinos já se encontram por todo o lado e, quando menos se espera, encontra-se um novo.

Desta vez foi numa festa de um amigo meu Ingles que, por ir mudar de casa, ele e os "flatmates" dele decidiram fazer uma festa lá em casa com o tema "Festa do Hawai" para também celebrar o fim do verao.

Este meu amigo nunca tinha tido absolutamente contacto nenhum com Portugueses que eu conheco, mas nao é que, ao chegar 'a festa, dou de caras com um Portugues que já tinha conhecido 'a cerca de um ano atrás, que era amigo dum conhecido da Restelo. Aparentemente, ele vive com uma flatmate Alema que, por sua vez joga voleibol com este tal Ingles e, como tal, veiu também 'a festa. Como Londres parece tao pequena, de vez em quando.

Bem, e a noite nao podia ter sido melhor para uma festa Hawaiana já que, de facto o sol brilhou durante todo o dia e a noite permaneceu quente e limpa, para a nossa sorte, já que estavamos todos calcados com Havaianas ou sandálias. Muito divertida a festa e também torna-se um tema fácil de organizar já que basta levar uns colares de flores e roupa colorida, chinelos e está feito.

Domingo, como já tinha dito antes, foi dia do festival do Tamisa (ou Thames Festival) que é, um dos meus festivais de rua favoritos de Londres. Comecei por ver a parada Carnavalesca seguindo depois para o passeio ao longo do rio.

 

 

Desde Waterloo até Tower Hill, a rua junto ao Tamisa estava replecta de actividades, palcos com música ao vivo, stands de artesanato e de comida variada. Inclusívie consegui encontrar um stand de comida Portuguesa que era algo como "Carne de Porco da Rainha Santa". Entretanto já fiz uma pesquisa na net e verifiquei que de facto este stand faz parte de um negócio de exportacao de produtos alimentares Portugueses, todos com óptimo aspecto, que podem encontrar aqui.

Após um bom passeio ao longo do rio eu e os meus amigos deixamo-nos passar o resto da noite sentados na relva em frente 'a Tate Modern, cujos jardins estavam com instalacoes de fogo muito interessantes, e várias pequenas chamas de fogo tinham sido colocadas próximas do chao para aquecer as muitas pessoas que por lá estavam sentadas.

Pelas 22h deram-se os fogos de artifício. Fazendo parte de um festival gratuito nunca sao muito impressionantes mas, mesmo assim, sempre valem a pena ver e, acaba por ser uma boa forma de celebrar oficialmente o final do verao Londrino.

 

 

Para dar energia para a semana que agora comeca, fico aqui com a minha música Britanica do momento, a nova "Boys and Girls" da cantora adolescente Pixie Lott. 

 

"House warming" e Festa da Primavera

Qual é a semelhança entre Pimlico e Kilburn? Foram os locais deste fim-de-semana onde me dirigi para duas house parties. E sim, essa é mesma a única semelhança entre estas duas zonas de Londres já que Pimlico é o “créme de la créme” e Kilburn é mais uma zona movimentada e residencial para o comum dos mortais, como a maioria de nós, viver.

Comecei então pela house party de Pimlico no sábado ‘a noite logo após uma passagem pelo Royal Festival Hall onde ainda apanhei o final do concerto do Simon Bolivar Youth Orchestra que estava a ser transmitido através de ecrãs gigantes na zona exterior da área de concerto para todos aqueles que não tinham bilhete, tal como eu. Do pouco que vi gostei bastante e agrada-me principalmente a ideia de que toda a orquestra é formada por músicos adolescentes Argentinos, todos provenientes de condições precárias mas que, através desta orquestra têm a oportunidade de conseguir um futuro melhor.
Bem, saindo do concerto fui então para a festa em Pimlico que era, por sinal, a “house warming party” (festa que se dá para festejar a mudança para uma casa nova) do meu ex-flatmate Holandês que partilhava casa comigo o ano passado quando eu morava também com a bruxa da Inglesa, para quem se lembra da história. Mas não, ele não se conseguiu aguentar lá tanto tempo. Depois de eu sair dessa casa após os 3 longos e duros meses que lá estive a morar, ele esperou mais 3 meses até que terminasse o contrato e foi viver para London Bridge. Ora isso foi em meados de Agosto/Setembro do ano passado, o que me remete para o facto de que, ele também não teve assim tanta sorte com o flatmate na casa de London Bridge já que, novamente ao fim de 6 meses voltou a mudar de casa para esta onde está agora já há 2 meses.
Eu bem o tinha avisado de que devia ter feito uma house warming quando se mudou para a casa de London Bridge para lhe dar boa sorte, mas ele não me deu ouvidos e os resultados são óbvios. Ou seja, desta vez já não esteve para arriscar e lá se decidiu a juntar o dia nacional da Holanda com a sua house warming, decorou a casa em tons de cor de laranja, convidou os amigos e foi festarola prolongada pela noite dentro. Agora com house warming concluída, a ver se é desta que ele tem mais sorte com as flatmates actuais, uma Australiana e outra Inglesa e a ver se se conseguem manter por ali durante pelo menos um ano.
Pelo menos para mim, a house warming da minha casa actual deve ter resultado que já lá estou 'a quase 1 ano e vamos renovar o contrato por um ano mais. Aliás, podem facilmente verificar que as coisas estão a correr bem lá em casa porque não tenho vindo aqui para o blog desabafar dos problemas com o meu flatmate como eu costumava fazer o ano passado. OK, talvez em parte eu também já não desabafe porque este flatmate é Português logo corro sérios riscos de que lhe cheguem aos ouvidos as coisas todas que ando a contar sobre ele, e depois ele se chateie comigo porque ando a falar sobre ele no blog. Mas a sério, não é só por ele ser Português, é mesmo porque não tenho razoes para me queixar dele. Além do facto de que ele raramente limpa a casa de banho, deixa a roupa dentro da máquina de lavar durante horas afim, ter que o lembrar que tem que aspirar a casa, deixar sempre o lixo para eu o ir despejar, ..., não, não tenho mesmo razoes de queixa dele.
Aproveitei também esta house warming party para introduzir o meu antigo flatmate Holandês (Michiel) ao meu actual flatmate Português (J.), mas acho que eu não devia ter feito um comentário 'a nova flatmate Australiana do Michiel em frente do J. em que lhe disse que o Michiel era "the most easy going flatmate ever" porque acho que o J. é capaz de se ter sentido um bocadinho descriminado. Mas é verdade, o Michiel era mesmo o flatmate quase perfeito já que é super calmo, super simpático, respeitador, para ele está sempre tudo bem e nunca se chateia com nada. É perfeito! OK, isso agora lembra-me de que ele também não era lá grande coisa com as limpezas e que durante o tempo que vivemos juntos deve ter limpo prái uma vez a casa de banho. Mas o que é que é esta coisa dos homens e das limpezas de casa de banho?? Será que têm alguma alergia a esse tipo de limpezas que eu desconheço?
No domingo, e aproveitando o senhor Sol que nos sorriu o dia todo, fui a uma “Spring party”em Kilburn. A "Spring party" ou "Festa da Primavera", como o nome indica, pretendia celebrar a bela da primavera que nos alegra os dias, com o teor temático de que devíamos estar vestidos “’a primavera”, ou seja, com roupas coloridas, flores, ou o que seja alusivo ao tema. Sendo que as duas raparigas da casa eram uma Portuguesa e outra Australiana, então os convidados na sua maioria também se repartiam entre Portugueses e Australianos. E obviamente notavam-se bem os que eram Portugueses mesmo antes de os conhecer, e porquê, perguntam vocês? Ora porque a maioria dos portugueses da festa fizeram exactamente aquilo que os Portugueses fazem sempre em festas temáticas – não vão vestidos ao tema. Porque é que isso acontece? Ainda nunca percebi muito bem, mas sem dúvida que em várias ocasiões já reparei que os Portugueses são sempre aqueles que não costumam respeitar muito as festas temáticas e ou não levam mesmo nada temático e vestem-se normalmente ou então apenas colocam um pequeno detalhe ao tema mas que não se note muito. Será que isso é tudo vergonha? Eu própria já fiz isso uma vez e também fui a uma festa temática só com uma coisa mínima, mas arrependi-me porque obviamente se todos pensarem assim então a temática das festas nunca se realiza bem e a festa em si perde um pouco da sua piada original.
Bem, mas uns mais vestidos “’a primavera” e outros nem tanto, a festa foi boa na mesma e uma forma bem divertida de passar a tarde de domingo e encher-nos de forca para mais uma semana de trabalho.

Discoteca em casa e jogo Sueco

Novo fim-de-semana, nova house party. Desta vez, bem no norte de Londres que é para ser o mais longe possível da minha casa  Mas valeu bem a pena. A casa era óptima para receber uma festa dado ter um grande jardim e o barbeque estar toda a noite a funcionar, com todos os esfomeados da noite saceando a fome em carne acabadinha de grelhar. Sendo uma casa de 5 quartos tem o "problema" de que a maioria dos espaços é relativamente grande, pelo que, apesar da festa estar com bastantes convidados, a zona para dançar na cozinha parecia sempre meio vazia (possivelmente por todos estarem de roda do barbeque) o que não trazia o ambiente necessário para a festa. Assim decidimos mudar-nos para o corredor e aí sim, por mais estranho que pareça, é que houve um grande ambiente para dançar. O espaço ali no corredor e hall era relativamente pequeno, apagamos as luzes, fechamos as portas adjacentes para criar o espaço ainda mais pequeno e colocamos o volume no máximo (coitados dos vizinhos). Aí sim, todos começaram a dançar como se estivessem numa discoteca, e o pequeno hall ficou cheio de gente, até porque quando o pessoal do barbeque começou a ouvir a animação vinda do corredor largaram os bifes e juntaram-se ao grupo. Resultado, pleno ambiente de discoteca conseguido ali mesmo no corredor da casa. Fica a dica para quem pensar organizar próximas house parties.

 

Domingo acordei com o sol a bater-me na janela, mas infelizmente, ao contrário do que aconteceu no sábado, esta luminosidade não durou muito. Mesmo assim ainda esteve uma temperatura amena o suficiente para poder ir fazer um pic nic com amigos para o parque local onde, inclusivie aprendi a jogar um jogo Sueco. Este jogo era constituído por duas equipas, cada equipa tem 5 paus em pé no chão, e existe um pau maior no meio que é supostamente o "rei", que deverá ser o último a ser derrubado. O objectivo é que, com o auxilio de outros paus mais finos, amandá-los (estilo como no jogo da malha) para o lado da equipa oponente para tentar derrubar os 5 paus dessa equipa colocados em pé no chão. Basicamente era essa a ideia do jogo, mas aparentemente é mesmo só conhecido na Suécia que até as pessoas que passavam perto de nós olhavam com um ar estranho sem perceber  bem o que raio estavamos para ali a fazer.

 

 

Dia de São Valentim em Londres

Coraçõezinhos, balões, cartões e flores são os símbolos representativos do Dia dos Namorados que inundaram todos os restaurantes, pubs, discotecas, parques e quaisquer outros locais potencialmente românticos de Londres durante o dia de ontem. A partir do momento que se saía de casa era quase impossível não encontrar um dos "sinais" que relembravam a celebração do dia dos namorados. Principalmente por ter calhado a um sábado este ano, muitas das pessoas, quer tenham namorado(a) quer não tenham, acabaram por celebrar o dia de alguma forma. As opções variam mas as mais habituais foram mesmo:

  • Típico jantar num restaurante onde estavam disponíveis menus pré-definidos do dia dos namorados cujas mesas têm decorações cor-de-rosa, flores, velinhas e tudo mais a que um jantar romântico tem direito.
  • Festas para solteiros em discotecas, festas de speed dating ou de dating de forma geral.
  • Festas anti-são valentim geralmente em bares e pubs para todos aqueles que não querem saber falar de florinhas e pétalas de rosa espalhadas pelo chão.

Eu? Fui a uma "house party" cuja temática era o dia de São Valentim, o que basicamente significava que tinhamos direito a bombons e gomas em forma de coração. Mas também foram esses os únicos sinais relativos ao dia.

Como a casa da festa ficava bem longe da minha zona e da zona de muito pessoal que estava lá na festa, acabamos por deixar prolongar a festa até esperar pelo primeiro metro de domingo. Claro que continuavamos a aguentar a festa muito bem e a partir das 5h da manhã começaram a cozinhar Churros (escusado será dizer que os organizadores da festa eram Espanhóis) para manter o pessoal animado e cheio de energia até chegar a hora do primeiro metro. Quanto estavamos nesta parte da noite, um amigo meu Inglês vira-se para mim e diz - "Nunca vi uma festa aguentar-se até às altas horas desta maneira! Os únicos casos em que vi uma festa maioritariamente Inglesa aguentar-se até tão tarde era porque estava a ser baseada em drogas e álcool. Aqui, numa festa de Espanhóis começam a cozinhar às 5h da manhã. Adoro isto!" 

Noites de um típico fim-de-semana Londrino

Depois da saída que tive com o pessoal da empresa à umas semanas atrás, voltamos a repetir a dose esta última sexta-feira. Ao contrário do que é típico na maioria das empresas, na minha raramente saíamos juntos, mas acho que agora que descobrimos que nos divertimos vamos passar a repetir essas saídas mais vezes.  Assim, na sexta-feira passada voltaram-se a descobrir novas facetas nas pessoas tão "sérias" com quem trabalhamos no dia-a-dia. Não vou entrar em muitos detalhes, mas desde tentar equilibrar copos cheios de bebida na cabeça que obviamente acabaram espalhados no chão, a comer rosas (sim, literalmente), o resultado é que hoje no trabalho (já todos com o seu ar sério do costume) um dos meus colegas acabou por confessar que já não se pode mais juntar com o outro nosso colega de Essex, já que os dois levam-se um ao outro pelos piores caminhos. Acho que daqui a duas semanas eles já não se lembram...

 

Sábado aproveitei para ir a mais uma house party onde, desta vez, estavam uma maior quantidade de Portugueses do que é costume apesar de haver, mesmo assim uma grande misturada de tudo o que é nacionalidade. A festa foi bastante divertida mas não gostava de ser a dona do quarto onde a maior parte do pessoal pasou a noite sentado já que a quantidade de vinho tinto que caiu naquela carpete e o cheirete a tabaco no ar, de certeza que não foram tornar o dia de domingo nada agradável para ela.

 

Com tudo isto, domingo acabei por ficar em casa a descansar, aproveitando ao fim do dia para tentar os meus dotes culinários influenciados pela cozinha Inglesa para preparar um Sunday Roast tradicional. Infelizmente não tinha Yorkshire pudding o que tornou o Sunday Roast não tão tradicional como era suposto, mas ficou saboroso à mesma. E aqui fica o resultado:

 

Neste aniversário fiz uma house party!

Geralmente prefiro passar o meu aniversário com os amigos e a família em Portugal, mas como estive em Portugal na semana passada para o casamento da minha amiga e não ía lá dois fins-de-semana seguidos, decidi aproveitar para celebrar o meu aniversário em Londres numa festa cá em casa. Eu só faço anos hoje mas a festa já foi no sábado.

Passei a tarde a fazer pastéis de bacalhau, pataniscas e croquetes para os convidados já que lhes tinha prometido uns “Portuguese nibbles” e ainda coloquei na mesa uns pastéis de nata e bolinhos sortidos que, escusado será dizer, foram os primeiros a desaparecer da mesa.
A partir das 20h, aos poucos e poucos os convidados começaram a chegar e passado pouco tempo a cozinha estava a abarrotar de tanta gente. Mas o facto é que, como eu tinha colocado um papel na porta da cozinha a pedir para não levarem copos de bebidas escuras para a zona com carpete, o pessoal concentrou-se na cozinha agarrados aos seus copos e bem próximos da comida.
Também, apesar de eu ter pedido às pessoas para me avisarem de eventuais terceiras pessoas que também trouxessem à festa, isso não funcionou lá muito bem visto que a certa altura fui abrir a porta e estavam lá fora cinco pessoas das quais não conhecia nem uma. Pensei que talvez fossem amigos do meu “flatmate” mas eles disseram-me que eram amigos de outro rapaz amigo meu, apesar de não terem vindo com ele. Assim, entre convidados meus e do meu flatmate e convidados dos nossos convidados, quando estive a contar as pessoas que estavam nas fotos cheguei ao número 54. Como não cheguei a fotografar toda a gente, suponho que o número de pessoas que passaram por minha casa no sábado passou as 60.
Bem, mas foi tão, tão divertido! Adorei a minha festa de anos!
Adorei todos os presentes tão lindos que me deram e com as quais nem sequer estava a contar.
 
 
Adorei o momento em que me cantaram os parabéns em Inglês, e depois o pessoal Tuga cantou-me os parabéns em Português, seguidos do pessoal Espanhol que me cantou também os parabéns na língua de Cervantes.
Adorei o facto do pessoal ter respeitado o pedido para não saírem com bebidas escuras fora da cozinha e terem todos descalço os sapatos à entrada.
 
 
Adorei as duas zonas da festa em que, na cozinha conversava-se e na sala quem estava lá era para dançar.
Adorei o facto do meu vizinho do andar de baixo mais o amigo dele se terem também juntado à festa apesar de ainda nunca os ter conhecido – tal como eles disseram, nao íam conseguir dormir com a música, por isso mais valia juntarem-se ‘a festa.
Adorei quando a sala estava cheia de pessoas a dançar e a cantar.  
 
 
Adorei que os convidados se tenham divertido e me pedido para fazer uma nova festa proximamente.
 
 
Adorei que a festa tenha durado 7 horas e adorei o facto dos vizinhos do lado não terem chamado a polícia para acabar com o barulho.
Fui-me deitar às 5h e às 11h de domingo já estava em pé pronta para ir limpar a casa (ou talvez não). Bem, a imagem da cozinha de manhã foi mesmo muito má com tanta garrafa vazia, copos por todo o lado e chão peganhento, mas com a ajuda da Restelo (muito obrigada pela ajuda!) conseguimos deitar para o lixo tudo o que era necessário em pouco tempo. Depois foi uma questão de fazer todas as restantes limpezas em profundidade de toda a casa. Só acabei às 4h da tarde mas ficou tudo num brinquinho e felizmente a carpete manteve-se sem nódoas nenhumas. Mesmo assim demorei tanto tempo porque o meu flatmate estava com uma ressaca de todo o tamanho e que, por acaso, só se levantou quando eu tinha acabado de limpar tudo. Humm,…
 
 
A coisa mais estranha foi mesmo quando reparei que tinham sobrado uns sapatos ténis da festa. Ou seja, algum dos convidados deve ter ido para casa descalço?!?! Bem, caso a pessoa que se esqueceu deste par de ténis cá em casa seja alguém que costume ler aqui o blog ao menos podem reclamá-los aqui de volta.
 
 

Uma tarde nos bombeiros e Botellom de fim de verão

A minha amiga Espanhola que já se despediu de Londres voltou a Londres temporariamente este fim-de-semana. Então para aproveitarmos bem o seu último fim-de-semana em Londres, nada melhor do que ir a mais uma house party na sexta-feira.

Desta vez foi numa casa em Brent Cross que, basicamente, fica no cú de Judas, na zona 3 a norte. A zona em si é bastante calma, com casas muito bonitas e um ambiente agradável para famílias viverem na zona. Quando saímos da estação quase não se via ninguém na rua, mas de repente assusto-me quando vejo vários vultos vestidos de preto e com chapéus de abas igualmente pretos. Mas mal me aproximei vi logo que eram apenas judeus. Não deixei de apanhar um pequeno susto, mas isso fez-me lembrar que de facto nessas zonas a norte existe uma comunidade judaica muito grande.

 

Foi fácil de identificar a casa onde a festa estava a decorrer já que aquela rua era calmíssima, logo uma música mais alta e risadas sobressairam de imediato ali no bairro (acho que os vizinhos é que não deviam estar a gostar muito da brincadeira). Acabou por ser uma festa bastante divertida e como a casa tinha um grande jardim deu para ainda se aproveitar uma das poucas noites agradáveis para se estar na rua sem casaco.

 

 

 

No sábado à tarde um amigo nosso, também Espanhol, que tinha cá a irmã de visita quiz levá-la a conhecer o seu local de trabalho - uma estação de bombeiros. Assim sendo, aproveitamos a "boleia" e fomos eu, a Ana e a namorada desse nosso amigo também fazer a visita turística à estação de bombeiros. Primeiro levou-nos a conhecer as instalações que incluem as zonas de cacifos onde estão as camas para os bombeiros que fazem a ronda da noite; passando depois pela sala que incluía uma mesa de snooker e uma zona de ginásio; depois pela grande cozinha; e no andar de baixo pelos escritórios e zona de arrumação das roupas de bombeiro. Foi aí nessa última onde estivemos mais tempo a experimentar vestir as roupas, a descer pelo pau cilindrico que liga o 1º andar ao rés de chão, e a tirar imensas fotos daquilo tudo. Pareciamos nós que estavamos a brincar aos bombeiros Bem, mas o que vale é que até o comandante veiu lá tirar umas fotos conosco e todos se divertiram com a situação. Afinal, não tinham nenhuma emergência por isso lá estavam os bombeiros entretidos com a nossa presença por lá.

 

Ainda ficamos bem a conhecer os camiões dos bombeiros e como funcionam de forma geral. Entretanto os bombeiros trocaram a ronda e o chefe dessa ronda perguntou-nos se nós não queriamos subir acima das escadas usadas para chegar ao cimo dos prédios e pontos altos. Claro que nós queriamos e lá fomos passar por essa experiência então. Essa foi sem dúvida a parte que gostei mais. A escada chegou a uma grande altitude mesmo e claro que tinhamos uma vista espectacular a partir lá de cima. Gostei muito. Afinal, não é todos os dias que se tem a oportunidade de subir acima das escadas dos bombeiros. 

 

 

 

 

 

 

No final do dia fomos comprar uma grande quantidade de bolos para dar aos bombeiros já que de facto foram todos muito simpáticos conosco e lá eles ficaram todos contentes também.

 

Saídos dos bombeiros dirigimo-nos então para a zona de relva junto ao London Eye onde ía haver o Botellon de despedida do verão. Para quem não sabe o que é um Botellon, basicamente trata-se de uma actividade muito comum em Espanha que envolve uma grande quantidade de pessoas a juntarem-se numa zona na rua com muito alcóol e beberem e conversarem no meio da rua. Botellon é o nome correspondente a uma garrafa grande.

 

A comunidade Espanhola de Londres quer manter a tradição activa em Londres também e por isso fazem estes encontros de Botellon nesa zona do London Eye com alguma frequência. Quem vai a estes encontros, no entanto, não são só Espanhóis, mas encontram-se sempre muitas pessoas de todas as nacionalidades. Para os interessados em ir a outros Botellons, existe um grupo no Facebook com esse nome que informa os membros de todos os encontros.

 

O Botellon foi mesmo muito divertido e aconselho a quem quizer ir a um dos encontros.  

 

 

 

 

 

House Party número... (já perdi a conta) deste verão

Já falei aqui sobre tantas house parties este ano que até parece que não faço mais nada, mas lá está, é daqueles momentos relaxados que tenho por cá que só me fazem bem. Adoro festas em casa porque sempre se conhecem caras diferentes e há sempre oportunidade para rever outras tantas que geralmente só as vejo em festas. 

Desta vez levei comigo o meu novo flatmate Português para ele ficar a conhecer também o ambiente destas "house parties" Londrinas que costumo frequentar.

Foi em casa de um amigo meu Colombiano o qual já está a morar neste apartamento à mais de 1 ano mas esta foi a primeira vez que ele e a flatmate dele decidiram organizar uma festa. Bem, para começar adorei o apartamento que ficava na zona de London Bridge, bem no centro de Londres, num edifício relativamente novo, com tudo muito moderno e onde, na sala, se podia literalmente jogar à Malha, tanto era o espaço que por lá havia. Muito giro o apartamento e a festa em si foi também muito boa.

 

 

Neste tipo de festas, não posso deixar de reparar nas diferenças de ambiente que existem entre o início e o fim da festa. Isto porque, ao início ainda está tudo muito calmo, elas olham umas para as outras para julgar o que as outras têm vestido e calçado; quanto a eles, começam timidamente a meter conversa com as pessoas mais próximas. No entanto, quando a festa está mais para o fim todos falam uns com os outros, qualquer um dança quer esteja sozinho quer acompanhado já que não se importam mais com as aparências, uma diversão total (enfim, talvez devido um bocado ao efeito do lcóol). Mas lá está a razão pela qual as festas estão sempre melhores no final, é mesmo ´nessa altura em que o pessoal é mais expontâneo e todos se sentem mais confortáveis daí também haver maior interacção e, portanto, diversão, entre todos os presentes.

E agora, que venha a próxima "house party".

E o fim-de-semana passado foi assim...

Continuando sem net em casa, os meus posts mantem-se mais curtos e curtos, por isso, desta vez deixo as fotos falarem por si:

 

 

Tarde e noite de sábado passado em BBQ e house party. Ainda tinha uma segunda house party para essa mesma noite, mas acho que é nestas alturas, em que já nao tenho energia para ir depois da meia-noite para uma segunda festa, em que sinto que estou a ficar velha.

 

 

 

 

 

 

Domingo á tarde andei em passeio pela zona da Southbank, tendo passado pela Tate Modern e pelas suas imagens temporárias alusivas á exposicao de Street art que está lá a decorrer de momento até meados de Agosto.

 

 

E terminei o domingo no Bar Estrala a ver o jogo Portugal-Suica, perante o olhar desiludido da multidao.

 

 

 

 

Festa do Francês e Paintball

Mais um fim-de-semana passado com outra house party. Não sei se já mencionei, mas Adoro festas em casa. São sempre um espectáculo porque acaba-se sempre por conhecer imensas pessoas e todos têm interesse em meter conversa com toda a gente. Além disso, tem a vantagem de que mesmo que não conheças essa pessoa será sempre um amigo de um amigo, logo não é tão provável que seja um tarado ou uma maluquinha como às vezes se encontram numa discoteca ou num bar.

Foi em casa do Alex Francês. Ele também adora dar festas em casa e a maior parte das vezes que o vejo é mesmo numa house party qualquer.

 

 

Desta vez a festa foi um bocadinho mais calma do que o que é habitual. Isto porque a última festa que deu em casa acabou em mal experiência, desde os convidados terem urinado no terraço, a terem urinado na porta do vizinho, a terem entornado vinho tinto para a alcatifa beje nova e para as cadeiras branquinhas da cozinha, a fazerem barulho e gritaria, roubarem dinheiro da mala de uma rapariga, vomitarem em locais menos apropriados, etc., etc. Resultado, ele e o "flatmate" dele ficaram queimados nessa festa e, por isso, desta vez convidaram menos pessoas e apenas permitiam que cada pessoa trouxesse um amigo no máximo desde que avisa-se com antecedência. Resultado final, uma festa mais calma, com menos animação, mas mesmo assim cheia de Franceses e alguns espanhóis como já é costume nas festas do Alex.

 

 

Mas deu para me divertir bem sem exageros que, no dia seguinte (sábado) eu ía ter que acordar bem cedo, mais precisamente 5:25h da manhã para ir jogar paintball.

Pois de facto acordar a essa hora para ir jogar paintball também não me parece lá muito bem, mas tendo em atenção que tinha combinado com um grupo de Portugueses do Star Tracker encontrarmo-nos em London Bridge às 6:45h da manhã não tive outra alternativa se não acordar assim tão cedo.

Estranhamente lá chegamos todos relativamente a horas e lá apanhamos o comboio que nos levou a Whyteleafe South onde fica localizada a Paintzone, ou seja, o nosso campo de paintball para o dia.

Fomos os primeiros a chegar ao campo de paintball, mas menos de 5 minutos depois de nós veio um grande grupo de homens do tipo "Eastenders" para quem conhece a novela, com um ar de quem nos íam afogar em tinta. Portanto não estavamos assim com uma muito boa ideia inicial do jogo.

 

 

O terceiro grupo a vir foi outro constituído apenas por homens. Estes estavam todos já vestidos com roupa camuflada tipo tropa e começaram com uns gritos de grupo tipo à grito de guerra. Uuuii, isto estava a começar bem.... Lá veiu depois mais outro grupo onde estavam incluída uma rapariga e um rapaz que não devia ter mais que 16 anos. Ahhh, agora sim, estes conseguiamos nós combater! Venham de lá eles. Mas com esta gente toda ainda não sabiamos contra quem é que iriamos mesmo "combater".

 

 

Estavamos já nós na área "base" onde cada equipa tinha os seus bancos e espaço para descansarem e onde colocamos os nossos fatos protectores de tinta e preparavamos as armas, quando chegou um novo grupo. 3 raparigas vieram à frente, cabelos morenos e baixinhas, tinham mesmo ar de Portuguesas dissemos nós uns para os outros. Depois vieram os rapazes desse mesmo grupo também com as mesmas características. Claro que não foi preciso muito para termos ido confirmar as nossas suspeitas de que de facto eles eram Portugueses e também alguns Brasileiros.

Não sei se foi por coincidência ou porque tinhamos ar de estar "ao mesmo nível", mas os organizadores colocaram-nos com o outro grupo de Portugueses e com o grupo onde estava a rapariga e o adolescente no mesmo território, dividindo-nos entre todos em 2 grupos rivais.

Ainda nunca tinha jogado Paintball antes por isso tudo foi uma novidade para mim e gostei bastante. Durante a manhã decorreram 3 jogos, cada qual num território e com um objectivo diferente. Seguiu-se o almoço que estava incluído no preço do bilhete e que foi Pizza Margarita da Pizza Hut para todos. Depois de algum descanso seguiram-se mais 3 jogos, sendo que o último era um todos contra todos onde havia o salve-se quem puder.

Diverti-me bastante mas cheguei à conclusão que num verdadeiro campo de guerra eu não ía sobreviver muito tempo, logo é melhor nunca ir para guerra nenhuma que senão tou lixada.

O nosso dia de paintball acabou por volta das 15h e lá nos fizemos à estrada de volta à capital Londrina.