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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Como aprender a esquiar da forma mais dorida

E já terminaram as minhas pequenas férias na neve. Mal posso acreditar que ainda ontem estava a caminhar por cima de neve com montanhas branquinhas que me rodeavam e hoje já estou numa Londres solarenga de volta ao dia-a-dia normal. De forma geral gostei bastante da viagem e de estar num ambiente completamente diferente durante os últimos dias. Se consegui aprender a esquiar desta vez? - Mais ou menos.

 

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A parte positiva é que, sem dúvida, achei o ski mais fácil de aprender-lhe o jeito do que o snowboard, mas de qualquer forma ainda não saí de lá experiente na coisa. Dizem que a melhor forma de aprender é não ter medo de cair e deixar-se ir. Bem, eu não tive medo de cair, mas quem me dera que tivesse um pouco mais medo porque assim talvez não tivesse caído tantas vezes e não estaria tão dorida e tão cheia de nódoas negras como estou agora. Penso que o meu primeiro problema é que não cheguei a tempo de ter aulas no primeiro dia. Assim sendo, fui logo para cima da montanha e tentei descer aquilo tudo sem ter técnica nenhuma para além das dicas que a minha amiga me deu. Resultado, eu ganhava imensa velocidade, não conseguia parar, e espetava-me de poucos em poucos metros. Mesmo assim consegui fazer quase uma pista inteira, tendo passado o resto do tempo no après-ski, que passado aquelas 2 primeiras horas de esqui nesse dia já não tinha capacidade para me levantar mais uma vez que fosse do chão. 

 

No segundo dia as escolas de ski estavam encerradas por isso eu não podia mesmo ter aulas. Voltei para cima de outra montanha e lá comecei a descer uma das pistas que me parecia um pouco mais fácil. No entanto, passado uns metros, essa tal pista fácil transformou-se numa descida muito íngreme que, obviamente resultou numa grande cambalhota, parti os óculos de esqui e fiquei a sangrar do lábio. Digamos que não estava lá muito feliz depois desse sucedido e comecei a ficar muito nervosa e desanimada com a minha performance por não ser capaz de esquiar como todas aquelas centenas de pessoas incluíndo criancinhas que estavam ali a passar sem qualquer problema em descer a montanha graciosamente nos seus esquis. 

 

Já estava quase a chegar ao elevador mais abaixo que me iria levar novamente para outra montanha mais acima, mas depois daquela queda, só a ideia de ter que ir voltar a descer outra pista sem noção de quando poderia voltar a encontrar o elevador que me levaria de volta para a vila, não me pareceu nada boa ideia. por isso mesmo, em vez de continuar para baixo, decidi, tirar os esquis e andar tudo para trás a subir aquela pista íngreme a carregar os esquis porque ao menos lá em cima, sabia que estava o tal elevador que voltava à vila. Claro que ninguém sobe uma montanha numa pista de esqui. A ideia é sempre descer, logo eu bem notei nos ares de estranheza que as pessoas me davam ao passarem por mim, mas eu queria lá saber. Estava frustrada e só queria voltar a terra bem firme e seca na vila. Depois de 45 minutos a subir a pista, lá entrei no elevador e fui acalmar-me para a vila com um chocolate quente. Nessa altura tinha duas hipóteses - ou ia tirar as botas de esqui e passar o resto do dia a dar uma volta pela vila e ler um livro enquanto esperava pela minha amiga que andava pela montanha, ou ganhava coragem e ia praticar para as pistas pequenas junto à vila. Optei pela segunda hipótese e lá fui continuar a minha tentativa de aprender a esquiar. Depois de fazer essas pistas algumas vezes senti-me muito melhor comigo própria por ter conseguido manter a velocidade e descer a colina sem cair. Isso animou-me bastante e, no terceiro e último dia lá fui finalmente ter aulas.

 

Quando me apercebi que o meu grupo ia começar a aula na mesma pista onde eu tinha dado a grande queda no dia anterior só me apetecia voltar para trás, mas lá me forcei a fazer essa pista novamente. Ainda caí várias vezes, mas finalmente, a meio da manhã, e depois de muita paciência do meu instrutor, algo fez sentido e finalmente apercebi-me do que é que o meu corpo tinha que fazer para conseguir parar os esquis nas pistas íngremes. A partir daí, o número de vezes que caí reduziu consideravelmente e finalmente comecei a gostar da experiência de esquiar a descer a montanha.

 

Acabei o dia muito mais confiante e com vontade de continuar já que finalmente lhe tinha apanhado o jeito, mas esse foi o meu último dia de esqui e tive que voltar ontem de manhã. Ao menos fiquei contente porque sei que é possível eu aprender e, para uma próxima vez, acho que vou ter a possibilidade de apreciar muito mais a experiência. 

 

Dicas para quem também quer aprender - tenham aulas logo no primeiro dia e escolham um resort com pistas verdes. Acho que se eu tivesse tido aulas no dia 1 teria vindo com muito menos nódoas negras, e infelizmente o facto de ter ido para St. Anton que é um resort que não tem pistas verdes também não ajudou. Note-se que a cor da pista reflecte o seu nível de dificuldade, sendo que as verdes são menos íngremes e ideias para principiantes, as azuis são consideradas "fáceis" mas têm zonas muito íngremes, as vermelhas têm um grau de dificuldade intermédio e as negras são pistas quase verticais, para o pessoal bem mais confiante nas suas habilidades de esquiadores ou snowboarders. 

 

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Aparte das dificuldades no esqui, gostei muito dos meus dias de férias na neve. A paisagem é lindíssima, o ambiente neste tipo de locais é bastante animado e social, e as festas de après-ski, onde muitos dançam em cima das mesas a cantarolar muita música Alemã e não só, são muito divertidas. Quero voltar para o ano e estou confiante que para a próxima, a experiência de ski vai correr muito melhor. 

A Páscoa em Londres

Amanhã acordo pelas 3:30h para ir apanhar exageradamente cedo para me levar às montanhas Austríacas. OK, não estou nada contente com as poucas horas que vou ter de sono mas estou entusiasmada com a ideia de ir passar os próximos dias a esquiar. Isto é, se eu conseguir esquiar durante os 3 dias que vou ter na neve. O ano passado fiz a minha primeira viagem de neve, mas tentei snowboarding. A coisa não correu lá muito bem em termos de snowboard que, consegui sair de lá com muitas nódoas negras, extremo cansaço e um rabo dorido, mas sem quaisquer capacidades de snowboarder. Então este ano lá vou tentar novamente, mas desta vez com esquis que ouço dizer ser mais fácil de aprender. Lá vou estar eu a aprender a esquiar com a miudagem toda enquanto o resto do pessoal está a divertir-se mas, espero que ao menos, vá ser capaz de descer a montanha a fazer ski e não a fazer sku, nem que seja só no último dia. 

 

Entretanto como as férias da Páscoa celebram-se durante 4 dias em Londres visto que a sexta e a segunda-feira são feriados, vai haver muito com que se entreterem para quem fica por cá. Assim sendo, e como tenho que ir dormir em breve, passo a deixar-vos os links de alguns dos eventos que me parecem interessantes, em vez da habitual descrição mais detalhada dos eventos. 

 

Eventos para famílias:

Caça Gigante ao Pato da Páscoa

Férias da Páscoa no Discover (Museu das crianças)

Caça aos Ovos da Páscoa em Kew Gardens

Teatro em Trafalgar Square: A Paixão de Jesus

Páscoa no Roof Gardens

Hotel Chocolate Tasting Experience no London Eye

Almoço de Páscoa num barco

 

Festas:

Morning Glory - Easter Sleepover

Lock Tavern Festival

Noite de Deep House com Secretsundaze

As One Easter Weekend Festival

 

Desejos de um fim-de-semana prolongado de Páscoa feliz para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

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                                                                                                           Fonte: https://bemditarte.wordpress.com

 

Um fim-de-semana prolongado em Como

 

Se ainda nunca foram a Como na Itália, aconselho vivamente a que coloquem na vossa lista de locais a visitar. O Lago de Como é lindo!! Fica a cerca de 1h45m e dois comboios do aeroporto de Milan Malpensa. Cheguei por volta das 22h 'a vila de Como, mas tive um pequeno percalço logo 'a chegada. Estava na conversa com os amigos e, apesar de já termos chegado 'a estacão de Como, estávamos a deixar as outras pessoas saírem primeiro do comboio sem pressas. Quando estas saíram, aproximamo-nos então nós da saída e, ao irmos carregar no botão para abrir as portas, estas não abrem; as luzes do comboio apagam-se; e os motores do comboio param. Voltamos a tentar abrir as portas. Não funcionam. Corro pelo corredor para tentar chegar ao motorista para lhe dizer que ainda estamos ali dentro mas as portas entre cada carruagem também estão fechadas. Estávamos mesmo fechados naquela carruagem escura, 'a noite, num país estrangeiro. Brilhante! {#emotions_dlg.sad} Não havia hipótese mas puxar o alarme. Sempre tive aquela vontade para puxar um daqueles alarmes por isso aqui estava uma boa situação para o fazer. Não consegui. A porra daquele alarme era difícil de puxar que se fartava. Felizmente o meu amigo conseguiu, mas também lhe custou bastante. Se calhar fazerem os alarmes mais possíveis de funcionar não seria má ideia. O alarme de emergência de abertura de porta lá deu de si e saímos. Ao passarmos pela plataforma vimos que os motoristas estavam a sair da sua carruagem e continuaram em frente para a saída da estacão. Impressionante como nem sequer se deram ao trabalho de passar pelo comboio para ver se alguém tinha lá ficado ou o que quer que seja. Isto se acontecesse em Londres, muitas pessoas iam ficar fechadas nos comboios toda a noite já que há sempre alguém que fica a dormitar. Enfim, lá deve ter ficado a porta do comboio a noite toda aberta. Ups!

 

O nosso apartamento era mesmo no centro histórico, e ao caminharmos para o apartamento passamos pela Casa da Ópera que tinha as janelas abertas devido ao calor e estava uma Ópera a decorrer naquele mesmo momento. Pareceu-me um momento mágico chegar 'aquela praça lindíssima enquanto ouvia o som de uma ópera ao vivo naquela noite quente. Foi mesmo - wow!

 

Chegados 'a rua do apartamento onde íamos ficar, e o nosso amigo que tinha chegado mais cedo estava á janela 'a nossa espera. Ao entrarmos, deparamos com um apartamento que mais parecia um palacete com tetos muito altos e frescos pintados no teto; com um lustre na casa de banho; uma sala lindíssima. E melhor que tudo ficou-nos a uma pechincha, daí não estar nada 'a espera que fosse assim tão bom. O nosso amigo que tinha chegado mais cedo já tinha a mesa posta á nossa espera para um belo jantar de Tortellini al suco como ele lhe chamou. Foi uma chegada perfeita. Quanto ao resto da estadia, contou com muita dança ao ar-livre na praça principal da vila de Como, muito sol e Prosecco. Adorei e aconselho.

 

Lago de Como
 

 

Agora tenho dois dias em casa para trabalhar (sim, tenho que ficar em casa porque esta semana nao temos escritório já que também vamos mudar de local de escritório) e para encaixotar todas as coisas para a minha mudanca de casa que vai ter que decorrer na segunda-feira assim que eu voltar do festival de Glastonbury. Uff! Acho que vou precisar de mais umas férias depois disto para efectivamente poder descansar.

 

Dancar em Como

 

 

E terminaram as férias do verão

Tenho estado ausente. Não só do blog mas mesmo de casa e das minhas visitas de lazer à Internet. Nas últimas semanas tem sido um acontecimento atrás do outro. Primeiro com as férias em Portugal, depois com uma semana de trabalho de longas noites que pareciam não ter fim, chegar a casa estafada, e mais um fim-de-semana onde não parei um segundo,... Ufff!! Eu bem que gosto de estar ocupada, mas sinceramente já tinha saudades de simplesmente vir para casa após um dia de trabalho e não fazer mais nada a não ser comer, Internet e descansar. Quando se tem muitas dessas noites, tornam-se monótonas, mas quando passa tanto tempo sem as ter, a primeira oportunidade de passar uma noite em casa sabe que nem ginjas!

 

Bem, mas cá estou e, agora já não tenho a agenda tão carregada por isso já penso poder voltar ao meu ritmo normal pós férias. 

 

No post anterior tinha comentado sobre os meus primeiros dias em Portugal com a minha amiga Francesa. Ao fim de toda aquela semana ela ainda teve a oportunidade de ficar a conhecer as praias da Costa, Sesimbra, Sintra, Cascais, onde passou o dia inteiro no Guincho em aulas de Surf e também ficou a conhecer Tomar. Dei-lhe a conhecer algumas das nossas iguarias como os queijinhos, alguns dos doces mais tradicionais com que cresci (pastéis de belém, Queijadas de Sintra, Travesseiros de Sintra) e outros que eu própria experimentei pela primeira vez como os "Beija-me rápido" (acho que era assim que se chamavam) e uns doces de amêndoa de Tomar. 

 

Doces de Tomar
Ela também teve a oportunidade de provar uns quantos aperitivos e digestivos, e mais outras coisas boas da nossa culinária. Resultado, no último dia quando fui ao Pingo Doce para me fornecer das coisinhas essenciais que, como boa emigrante, gosto de trazer comigo cada vez que vou a Portugal, ela acabou de sair de lá com o cesto mais cheio que o meu. Comprou um vinho Alentejano, uma garrafa de Amêndoa Amarga, um queijinho amanteigado de Azeitão, e mais uma quantidade de outros queijos, enchidos, enlatados (é difícil encontrar um atum tão bom como o nosso "Bom Petisco" aqui por terras Britânicas) e doces. 
Foram umas belas de umas férias, a terminar em alta com o casamento de uma nossa amiga que lá nos trouxe um dia cheio de emoções - desde a lágrima no olho quando dentro igreja, à hora passada a comentar os vestidos durante a sessão de fotos, às risadas durante a boda e momentos de dança como se não houvesse o dia do amanhã pelas altas horas da noite. 
Foram umas belas de umas férias. Já terminaram, mas felizmente sinto-me satisfeita. Tenho saudades do meu dia-a-dia de Londres e de voltar a aproveitar tudo aquilo que tenho perdido enquanto estive de férias ou ocupada com outras coisas. Hoje senti como sendo o primeiro dia de volta à normalidade. Estou preparada para voltar a aproveitar mais do que Londres tem para oferecer!

 

Verâo em Portugal

Yeah, finalmente voltei a Portugal! Já cá não vinha desde o Natal (imperdoável, bem sei) por isso bem que tinha saudades. 

Este ano também adiei a vinda um pouco mais do que o habitual porque vou a um casamento por cá no próximo fim-de-semana por isso fazia sentido juntar as férias com a vinda ao casamento. 

 

Como o casamento é de uma amiga Portuguesa que vive em Londres, há uma quantidade de pessoal de vem de lá também o que torna a experiência ainda mais interessante. Uma amiga minha Francesa já veio comigo no sábado e assim aproveito esta semana para lhe dar um tour de Lisboa e arredores, das nossas praias, da nossa gastronomia,... Para já, ela parece estar encantada (e também exausta) por onde a tenho levado. Ontem comecei por Lisboa. Estacionando o carro ali pelo Largo do Camões, tomámos o cafézinho na Brasileira, descemos o Chiado até ao Rossio, Rua Augusta, Terreiro do Paço onde estávamos desesperadas para a casa-de-banho, e deparámo-nos com "The Sexiest WC on Earth". Já viram isso? É uma ideia da Renova para publicitar os seus rolos multi-cores de papel higiénico. Fizeram uma casa-de-banho toda XPTO, decorada com os rolos coloridos, onde cada cubículo é muito espaçoso, com um grande espelho e portas forradas a madeira por dentro de forma original. O único senão é que cobram €0.50 para lá entrar mas também tem a sua lógica cobrarem entrada já que foram tão cuidados no seu design. Não faria muito sentido deixarem a casa-de-banho ao desbarato, correndo o risco de ser danificada, o que também iria afectar a boa imagem que a Renova quer transmitir. 

 

Fiquei também surpreendida com todos os bares e restaurantes que há ali pelo Terreiro do Paço. Não havia nada disso à pouco tempo, mas sem dúvida que me parece uma boa forma de trazerem mais pessoas ao Terreiro do paço. Dantes ia-se ao Terreiro do Paço para tirar uma foto à estátua ou para apanhar o barco para o Barreiro. Não havia muito mais a fazer por ali, por isso acho bem estarem a incentivar as pessoas a ficarem por lá mais tempo e fazerem mais uso deste espaço tão agradável que o é o Terreiro do Paço ali à beira rio. 

 

Passado o Terreiro do Paço, levei-a em direcção ao Castelo, passando pela Sé e parando para almoçar no Chapitô. Gosto do espaço do restaurante do Chapitô e acho que patrocina um ambiente agradável para um almoço, no entanto, os preços dos pratos que já eram caros, agora estão um abuso! €16 por um prato de Lulas Grelhadas que nem sequer foi muito bem servido e as lulas estavam mal grelhadas? Sa de lá com a impressão do "nunca mais cá volto". Tudo bem que se paga um pouco mais caro pelo local e pela vista, mas acho aquele preço um abuso e, a comida simplesmente não estava à altura. Prefiro muito mais ir a uma Tasca Portuguesa comer bem, ter um prato bem servido e a um preço em conta.

 

Durante o resto da tarde ainda demos umas voltas pelo Castelo, depois voltámos ao carro para ir aos Pastéis de Belém, onde ela ficou muito impressionada com a dimensão do espaço da casa e com a quantidade de pessoas a comer pastéis na rua, assim como pelo sabor, que esse, nunca desaponta.

 

O final da tarde foi passado em Carcavelos. Bem sei que não é a melhor praia para dar a conhecer a uma turista, mas estava ali pertinho e já eram 18h por isso não havia tempo de ir para o Guincho.

 

A ronda do Dia 2 começa esta manhã com a Costa da Caparica. 

Tuga em Londres na Croácia

Durante os últimos 10 dias este blog esteve de férias. Voltou um blog bem mais bronzeado e cheio de energia para recomeçar a relatar os acontecimentos Londrinos, mesmo a tempo do último dia dos Jogos Olímpicos. 

 

Durante os últimos dias, a autora do blog deliciou-se com as muitas maravilhas que o país da Croácia tem para oferecer. Começou, durante 5 dias com um festival de música, localizado numa pequena baía que se tornou num pequeno paraíso seleccionado exclusivamente para os festivaleiros que lá estavam presentes. Desde dias quentes banhados nas calmas águas do Adriático às longas noites de música e festa, foi sem dúvida um festival para não esquecer e, para repetir. 

 

Passados os primeiros 5 dias, as férias continuaram primeiro pela bonita cidade de Split, com as suas ruas estreitas, arquitectura tradicional, animação nocturna, comida fantástica e os seus habitantes extremamente simpáticos. 

 

O plano era lá ficar uma noite, depois mais duas noites em Dubrovnik e vir para cima, passando pelas cascatas do Parque Nacional de Krka e visitar também uma das ilhas. Mas os planos mudaram, uma vez chegada a Dubrovnik já que o resto dos dias foram passados por lá entre a cidade, as praias e as ilhas próximas da cidade. Aquela parte do mundo é linda! Só tinha hotel para as primeiras duas noites e na sexta o hotel estava completo, mas aconselharam-nos uma acomodação privada e, a escolha não podia ter sido melhor porque, além de ser mais próxima da vila antiga, o dono da casa era super simpático e ajudou-nos imenso em termos de conselhos e transporte. Se alguma vez foram a Dubrovnik podem pedir-me o contacto desta acomodação privada que é sem dúvida aconselhada.

 

A comida,.... uuui, que bela comida que há naquele país. Só é pena o azeite que servem ser tão fraquinho. Foi de surpreender já que têm tantas oliveiras naquele país, mas definitivamente o azeite não é o seu forte. 

 

Achei algumas semelhanças com Portugal em termos das paisagens, algumas características dos habitantes, a arquitectura das localidades, alguma comida e, claro está, a temperatura elevada, mas concerteza que tem muitas coisas bem distintivas que valem bem a pena visitar.

 

Ficam algumas fotos:

 

Festival beach bar

Festival boat party

 

Split Port

 

Dubrovnik Old Town vista da Dubrovnik Wall

 

Vista da ilha de Sipan




Leeds e Peak District

E neste fim-de-semana prolongado lá fui passar ao norte de Londres como planeado.
Leeds é uma cidade mais bonita do que pensava. Isto porque me tinham dito que era uma cidade tão industrial sem muito que ver ou fazer, que as minhas expectativas estavam mesmo em baixo. Como tal até tive uma boa surpresa. Leeds é uma cidade com um centro relativamente pequeno mas bonito. Tem muitos edifícios antigos e altos, bem conservados, uma zona agradável junto ao rio e zonas de comércio com grande actividade. O edifício principal a destacar penso que seja mesmo a câmara municipal. Não encontrei muitas coisas culturais para visitar, mas o ambiente é agradável e lá existe o que é aparentemente o maior mercado fechado da Europa.

Ainda passei meio da tarde num pub a ver a final da FA Cup, rodeada de Nortenhos não muito satisfeitos. Depois lá foi a vez do concerto, que se realizou ao ar-livre numa praça onde, aparentemente existem imensos concertos. Provavelmente por ser uma cidade fortemente estudantil, os concertos são um grande êxito entre a população local. Só foi pena é que ele não cantou a música que eu queria ouvir que coloquei aqui no post anterior, mas enfim... Pensei que até a tivesse a guardar para o encore (e se calhar até estava), mas não deu para descobrir, porque não houve encore!!! Acho que foi um dos poucos concertos a que fui até hoje onde o público não pediu por um encore. E não tem nada a haver com o facto do público não ter gostado porque até estava tudo ao rubro durante o concerto. Mas assim que acaba, viram todos costas e lá vão eles. Eu fiquei estupefacta com esta reacção, mas se calhar é uma coisa de pessoal do Norte de Inglaterra.

No dia seguinte lá fui em direcção ao Peak District, mais precisamente para a aldeia de Edale. Ou melhor, o hostel dizia que era localizado em Edale, mas afinal ficava a uns 2 kilómetros que tinham que ser percorridos pelo meio do prado, até lá chegar. Bem, foi da forma que começamos logo a fazer a nossa caminhada mesmo antes de estarmos instaladas.

Comprei um livrinho de passeios e lá fomos nós por mio de vales e prados à descoberta daquilo que nos indicava o livro. Andámos 12 kilómetros no primeiro dia e uns 10km no dia seguinte. Foi cansativo mas mais que valeu a pena. A paisagem era espectacular para qualquer lado que nos virássemos e poder respirar aquele ar puro durante os dois dias que lá estivemos fez toda a diferença. Assim é que dá para me aperceber como deve haver algo errado com o ar de Londres já que não sinto o mesma vontade de respirar fundo em Londres.

Na noite em que lá ficámos passámo-la no único pub que há na aldeia de Edale, que era bem agradável por sinal. Estava-nos a saber tão bem estar ali que só quando se aproximou da hora de fechar é que nos lembrámos que íamos ter que fazer aqules 2 km a pé no meio do mato às escuras. Quando perguntamos à empregada do pub se havia outra melhor alternativa para chegarmos ao hostel, mas ela disse que não e desejou-nos boa sorte. Ora isto claro que não nos trouxe muito mais coragem para fazer o percurso, mas lá teve que ser. Felizmente, ao contrário do que estava previsto, não esteve a chover, pelo contrário, estava o céu limpo, e com a luz da lua cheia lá dava para ver um pouco do percurso. Inevitavelmente enganámo-nos no sítio onde tinhamos que virar, mas eventualment acabámos por ir dar a uma estrada principal onde encontrámos um sinal com a indicação do hostel.

Se aconselho a visita ao Peak District? Sem dúvida, e tanto ficar em Edale como na aldeia de Castleton que é maior e mesmo muito linda, são ambas boas opções.

De volta e felizmente com vida

Terminaram as férias e voltei novamente a Terras de Sua Majestade. 

 

O casório no sábado lá foi divertido. Com a boda numa fazenda tipicamente Alentejana e a contar com migas para o almoço, foi mesmo à boa moda do Alentejo. Neste casamento descobri umas novas tradições sobre as quais não tinha ouvido falar antes - aparentemente é tradicional os amigos esconderem os bonecos do bolo da noiva para os devolverem um ano depois num jantar que irão dar aos noivos e às pessoas que estavam sentadas na mesma mesa durante a boda. Para não fugir à tradição os amigos lá roubaram os bonecos, mas esqueceram-se é que é suposto roubarem os bonecos só depois do bolo já estar partido para que os convidados pelo menos possam chegar a ver os bonecos. Não foi o caso e desapareceram logo com eles ao início. Mas não é só essa a tradição. Para esse jantar, um ano depois, terão também que comer um pedaço de bolo dos noivos que foi congelado no dia do casamento para durar um ano inteiro {#emotions_dlg.confused} Eu cá não me imagino a comer um bolo com creme após um ano, mesmo que tenha sido congelado. 

Ah, mas a tradição que eu gostei mais é que para além dessa fatia de bolo ainda se congelam mais uma outra fatia que é para dar ao primeiro filho. Argh!!! {#emotions_dlg.brrrpt}

 

Ontem lá voltei, mas sinceramente foi uma daquelas viagens que talvez tenha sido a viagem de avião mais assustadora que já tive apesar de não haverem nuvens quase nenhumas no céu para justificarem a turbolência. É que o piloto, das duas um, ou aquele era o seu primeiro vôo e estava nervoso ou então estava bêbado. 

Ao levantar voo lá o avião foi aos saltinhos ligeiramente para cima e para baixo que só me fazia ficar com aquele friozinho na barriga, mas o pior foi mesmo a descida. Eu até estava tão bem a dormitar quando sinto grandes solavancos da aterragem. Acordei e olhei lá para fora para ver a pista mas afinal ainda não estava na pista coisíssima nenhuma. Estavamos em pleno voo com a terra lá bem longe ainda. E nós ali aos solavancos todos para cima e para baixo que até tive que me agarrar à cadeira (como se isso fosse servir de alguma coisa caso o avião caísse dali). Notava-se que havia uma certa agitação entre os passageiros, e já metiamos conversa uns com os outros de filas diferentes a falar sobre o assunto. Mas vá lá, aterramos a custo, mas aterramos. Desta vez é que os passageiros quase todos baterem as palmas já que estavam todos contentes mas era de estarem vivos. E era um avião da TAP, nem foi de uma easyjet ou coisa que o valha onde talvez este tipo de condução já fosse mais esperada. Acho que eles deviam tentar era  treinar melhor os pilotos antes de os deixarem sozinhos a conduzir um avião. Chiça! Valeu pelo susto.

Aii, mas que porra de verão!

Hoje foi dia de visitar a festa das flores de Campo Maior. Já lá tinha ido uma vez mas tinha sido à tantos anos que não me lembrava bem. De qualquer forma hoje também não deu bem para relembrar como deve de ser devido aos estragos causados pela chuva. As ruas enfeitadas, em vez de presentearem os visitantes com os seus tectos de flores multi colores como era suposto, presenteou-nos com tectos de flores brancas, isto porque a chuva fez com que toda a côr tenha saído destas, uma vez bonitas, flores de papel. Algumas ruas tinham os tectos ou arranjos laterais tombados ou destruídos, e muitas outras tinham os arranjos laterais e frontais de cada rua cobertos com plásticos para que se consigam manter até ao fim-de-semana quando são esperados os maiores números de visitantes e também se espera que a chuva já não caia nesse dia. Entretanto os residentes da cidade de Campo Maior continuavam a trabalhar para fazer novas flores de papel de forma a substituir todas aquelas que ficaram destruídas ou descoloradas. Se para mim me custa, só de ver o trabalho que foi ali colocado para criar todas as estruturas em flôr presentes em cada rua a ter que ser feito novament, imagino a frustração por que as pessoas envolvidas no trabalho sentem.

 

Já a mesma coisa se passou nas festas do Redondo que decorreram mais próximo do início do mês de Agosto, em que a chuva também destruiu muitas flores que tiveram que ser reconstruídas durante a noite. É mesmo muito chato.

 

Após a visita a Campo Maior, lá dei um saltinho a Badajoz e quando lá estava choveu tanto, mas tanto, que em cerca de 15 minutos já estavam formados pequenos rios de água da chuva nas estradas da cidade. Não podia deixar de imaginar como estariam as coisas em Campo Maior. Se a chuva caiu com a mesma intensidade por lá, deve ter destruído completamente o resto dos arranjos que, durante a tarde ainda se mantinham intactos. Afinal são só cerca de 18km de distância de Badajoz por isso é perfeitamente plausível que a mesma quantidadade de chuva tenha caído por lá.

 

Aii, e o meu sol e calor que ainda não me apareceram este verão :-(

Primeiras impressões das férias deste verão

Ora queria eu sol e calor? Queria eu daquelas noites quentes maravilhosas que só apetece estar na rua numa esplanada? Pois queria, mas não há. Chuva hoje, em pleno Agosto em Lisboa. Mal posso acreditar!

Até agora, e desde quinta, quando cheguei, só ainda consegui ter um dia e meio de praia. Já é qualquer coisa mas está longe das expectativas.

Sol àparte, tenho tentado aproveitar a minha estadia por cá ao máximo - jantas com amigos, festarola de Nafarros, noitada no Lux, outra no Bairro. De entre as saídas descobri que Alfama tem muito mais do que aquilo que pensava para uma noite bem passada ao som de um belo de um fado. É pena os restaurantes por ali serem um pouco mais para o carotes, mas desconhecia que havia tantos e tão giros por ali. Recomenda-se para quem também ainda não foi por lá muito.

 

Como já tinha dito vou fazer o Vintage Midnight Walk, para o qual vários de vocês já ajudaram com contribuições, o que tenho só a agradecer. É estranho mas a maioria das pessoas que realmente conheço e são minhas amigas, quase nenhuma me patrocinou, e têm sido os leitores do blog que contribuiram mais até agora. Muito, muito obrigada para todos os que contribuiram até já. A minha venda de bolos no escritório na semana passada afinal mostrou-se um sucesso. Fiz um bolo de tiramisu e uns biscoitos de canela que a minha avó me costumava fazer quando era pequena, e renderam bem ao final dos 3 dias em que estiveram à venda com £52 angariados. Fiquei impressionada visto que no primeiro dia pareceu que não havia grande aderência. Agora as minhas amigas que também se inscreveram comigo é que também têm que investir no tempo para angariarem os fundos necessários que senão a coisa vai estar muito áquem do target. A ver vamos...

 

Mas isto tudo para dizer que, quando vim de férias ainda não tinha a roupa para a minha participação no Vintage walk. Para a caminhada preciso estar vestida no tema vintage com roupa e acessórios que representem o que se usava entre os anos 20 e 40. Eu decidi que preferia ir vestida ao estilos anos 40, mas falta encontrar a roupa. Onde vivo há imensas lojas com roupa vintage mas na voltinha que dei por lá às lojas não consegui encontrar nada que me servisse. Então vim com esperanças de encontrar a roupa mesmo por cá. Quando cheguei rapidamente verifiquei que lojas vintage não são propriamente fáceis de encontrar e, por isso, as que existem, são caras. Descobri da existência de uma porque patrocina uma série Portuguesa que há para aí agora que é passada em Portugal nos anos 60/70. A tal loja chama-se A Outra Face da Lua e fica localizada numa transversal à Rua Augusta. Fui lá logo nos primeiros dias e ao falar com os empregados rapidamente descobri que a forma que têm de encontrar tanta roupa vintage é porque,… a mandam vir de Londres :-P E depois vendem cá um pouco mais caro, como é óbvio. Bem, mas eu não tinha grande escolha à minha disposição por isso toca de tentar encontrar algo por lá. Infelizmente não encontrei nada que se adapta-se aos anos 40 e anterior a essa década. Resultado, acabei por sair das lojas sem o vestido pretendido e com um bocadinho menos de paciência do que a que tinha quando entrei. Mas foi uma questão de dar umas voltas ao antigo roupeiro da minha mãe e lá encontei algo que consigo adaptar aos anos 40 por isso vou optar antes por esse mesmo.

 

Coisas que tenho encontrado diferente desta vez? A minha melhor amiga da época da primária já teve bébé (parece que ainda há tão pouco tempo estavamos a ir para a primária a falar sobre quanto tempo faltava para entrarmos na universidade, e agora já acabou a universidade à uns anos e ela já tem o seu bébé. Mas fiquei toda babada ao ver a pequenina. É a minha primeira "sobrinha" linda). Quanto a outras coisas, já encontrei uns novos bares ali para o Chiado; novas "celebridades" é que parece que não falta por aí, pelo menos foi com essa a ideia que fiquei quando li as revistas côr-de-rosa enquanto esperava para ser atendida no cabeleireiro. Já não conheço quase ninguém das caras do Jet 7 Português; há uns programas novos na TV;... mas aparte disso o resto das coisas parecem mais ou menos idênticas ao que estavam sem grandes mudanças, o que eu gosto.

 

Bem e agora vou de partida para o Alentejo. Tenho casório na família lá pra baixo este fim-de-semana. Peço desculpa  quem me tem enviado emails e comentários aos quais eu ainda não tenho tido a oportunidade para responder mas assim que poder eu respondo.