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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Finalmente houve Lua-de-mel ao fim de 2.5 anos

Feliz ano novo de 2022 aos leitores do blog!! 

 

E já cá estamos do outro lado do ano, e do outro lado das férias que, sinceramente, estava com receio de que não acontecessem/alguma coisa corresse mal, até à última da hora. Mas felizmente, não só conseguimos ir passar o Natal a Portugal, como também conseguimos finalmente tirar a nossa tão atrasada lua-de-mel!

 

Os leitores mais atentos talvez se lembrem de que me casei no verão de 2019. Tínhamos a nossa lua-de-mel planeada para a Malásia em inícios de Março de 2020, mas tal não aconteceu (e não foi por causa do Covid). 

 

Mas por causa do Covid não conseguimos voltar a marcar a lua-de-mel novamente durante os últimos dois anos. Houveram algumas temporadas em que as viagens estavam acessíveis, mas a altura não era ideal para viajar por causa do trabalho por isso fomos adiando e adiando. E este Novembro passado, quando estávamos a pensar sobre os planos para o Natal e Passagem de Ano Novo, pensamos em marcar a tal lua-de-mel atrasada por altura do Ano Novo. A altura era ideal por ser tudo calmo no trabalho nesta temporada pelo que podíamos ir e realmente relaxar do dia-a-dia. 

 

A Malásia desta vez não era uma boa opção. Não só pelas restrições Covid, como também envolvia 3 diferentes voos, e uma quantidade de testes Covid e burocracias que queríamos evitar ao máximo. Neste momento existem alguns, poucos destinos que têm regras de entrada relativamente simples e sabíamos que queríamos ir a um destino quente por isso foi fácil decidir-nos pelas Ilhas Maldivas. Muitos dos resorts já não tinham qualquer disponibilidade e já estava a começar a desistir da procura, mas eventualmente um novo agente conseguiu encontrar-nos uma vila na ilha de Kuredu que tinha as características que queríamos por isso fizemos a marcação. Depois foi esperar e tentar evitar apanhar Covid que parecia que Londres inteira estava a apanhar antes do Natal. Por isso também decidimos voltar para Londres de Portugal, no mesmo dia em que apanhamos o voo para as Maldivas. Dessa forma evitámos entrar no Reino Unido, e fazer mais testes, e assim o teste PCR que fizemos em Portugal serviu para entrar no Reino Unido e nas Maldivas. 

 

Finalmente lá chegamos e devo dizer que já percebo bem porque é que as Maldivas são um destino tão popular de lua-de-mel. As ilhas são paradisíacas com um mar azul marinho muito vibrante e a areia branquinha, a vegetação muito verdejante e imensa. Qualquer lado em que olhávamos era lindo, lindo, lindo! Kuredu é também a segunda maior ilha-resort das Maldivas, o que significa que tem mais que explorar do que outras ilhas mais pequenas. Sempre ouvi as pessoas queixarem-se de que achavam que as Maldivas podiam ser aborrecidas por serem tão pequenas, mas eu não estive nada aborrecida de lá estar. Para além de relaxar à beira da piscina com um cocktail numa mão e um livro na outra (que devo concordar que até passei bastante tempo dedicada a isso), a ilha tinha muito mais para oferecer tal como vários desportos aquáticos, golfe, ginásio, passeios de barco, e passeios a fazer na ilha. Entre as várias actividades o que gostei mais foi mesmo de snorkelling e passeio imenso tempo a nadar com os peixinhos entre os corais e até tive também a oportunidade de nadar mesmo junto de um tubarão (os tubarões das Maldivas são vegetarianos e amigáveis). Demorou a tirarmos estas férias de lua-de-mel mas foram muito bem passadas. 

 

Aproveitei também enquanto lá estava para escrever os meus objectivos para este ano. Gosto de utilizar esta altura do ano para refocar aquilo que é importante para mim e delinear objectivos alcançáveis e possíveis de medir ao longo do ano para verificar onde estou ao alcança-los. Estabeleci objectivos ao nível de trabalho, a nível pessoais, relacionados com aprendizagem e cultura, relacionados com saúde e exercício. Esqueci-me de definir alguns a nível financeiro mas ainda os vou definir que todas estas áreas são importantes. E ainda vou dedicar algum tempo hoje a começar a preparar a realização de alguns deles por isso termino este post por aqui mas ficam algumas memórias das Maldivas. 

 

 

 

 

Consigo ir a Portugal este ano?

Não quero passar mais um Natal sem poder ir a Portugal. A minha viagem está marcada para dia 24 (eu sei que é um pouco em cima da hora e que quanto mais próximo do Natal mais probabilidade há que algo que me impossibilite de ir aconteça, MAS ao ir no dia 24 de manhã cedo em vez de ir no dia 23 ou 22 poupamos £400 no preço dos voos!! Estão mesmo caras as viagens). 

 

A minha dúvida se vou mesmo conseguir viajar ou se não é mesmo é, vocês adivinharam - Covid. Todos sabemos que os casos estão a crescer substancialmente. Mas não só estão a subir como já estiveram noutras alturas desde o início da pandemia, mas pela primeira vez, vejo esses casos subirem entre a minha rede de amigos e conhecidos. Nos meses anteriores, eu conhecia uma ou duas pessoas na minha rede de amizades ou amigos de amigos que já tinham contraído o vírus, mas desta vez, Londres está a ser atacada em forte. 

 

Alguns amigos ficaram positivos em Outubro, depois foram colegas de trabalho, e seguidos de outros amigos. No sábado da semana passada tinha planeado ir a uma festa com amigos. Eu já estava com algumas dúvidas em relação a ir à tal festa, e nessa manhã, quando estávamos a fazer os teste antigen, um deles teve um resultado positivo. Esse facto tirou-me toda a dúvida que tinha sobre ir a essa festa e sugeri logo deixarmos de ir à tal festa e fazer um encontro só entre nós alternativo. Houve algum silêncio no nosso grupo de Whatsapp quando eu fiz essa sugestão, o que notava que todos estavam a pensar no assunto, mas não faltou muito para os primeiros dizerem que concordavam e deixamos todos de ir à tal festa. Afinal, entre nós, sabíamos que todos tínhamos feito a diligência de nos testar, mas muito provavelmente nem todas as pessoas da festa o fariam, e esta altura do ano é demasiado arriscada para ir a aglomeramentos porque ninguém quer ficar em casa em quarentena este ano. 

 

Mas nota-se bem que a maioria das pessoas está a pensar da mesma maneira porque Londres na última semana esteve muito mais calma que na semana anterior. As pessoas sabem que o vírus está bem presente em Londres de momento e ninguém o quer apanhar. E não só tenho receio de apanhar o vírus de momento, como também tenho receio de que algum dos Governos faça restrições nas viagens entre os países. A França esta semana fechou as bordas com o Reino Unido, e este fim-de-semana, a Alemanha também anunciou que as vai fechar. Estão os países todos a ficar com receio das chegadas do Reino Unido, e eu estou com receio se o Governo Português vai tomar as mesmas medidas. 

Temos mais 5 dias até à nossa viagem. Espero que as coisas não alterem durante este período. Não quero passar outro Natal sem ir a Portugal!

Finalizar o ano com o pé direito

Desde que escrevi o último post que começaram a haver algumas mudanças positivas a nível de trabalho. O assunto ainda não está resolvido porque ainda somos muito poucos numa equipa da qual se espera muito, por isso as horas extras ainda são inevitáveis, mas algumas novidades fazem-me sentir mais positiva para os próximos meses. 

 

  • Tive a oportunidade de finalmente conhecer pessoalmente membros da minha equipa directa ao fim de quase 1.5 anos a trabalhar juntos diariamente e membros de outras equipas com quem trabalho frequentemente. E é impressionante a diferença que faz poder ter tempo com esses colegas num ambiente que vai para além dos 30 minutos fugidos numa chamada habitual de videoconferência. Digam o que disserem, videoconferências são uma boa alternativa quando a distância não permite uma iteração diária, mas não consegue estabelecer o mesmo nível de relação que uma conversa pessoal permite. Conhece-los e poder discutir e planear trabalho juntos trouxe-nos a todos uma energia renovada que acho que vai ser muito importante enquanto não conseguirmos re-estabelecer o número de pessoas na equipa que, neste momento temos a menos. 

 

  • A conversa com os colegas inspirou-me para poder escrever exactamente aquilo que acho que precisamos ter para conseguir alcançar os objectivos da empresa para a nossa equipa, e apresentei esse plano e proposta ao meu chefe que, pelo menos aparentemente, aceitou a proposta de forma positiva. 

 

  • Começámos a receber candidatos para um dos cargos necessários preencher na equipa e vou começar a entrevistar esta semana. 

 

Portanto, pelo menos para já, parecemos estar num caminho melhor do que estávamos há um mês atrás. Agora é ver como as coisas decorrem e quantas das mudanças discutidas efectivamente vão ser possíveis de ser implementadas. 

 

Pelo menos pela parte que me cabe, e agora que nos estamos a aproximar do final do ano, eu quero certificar-me de que termino os projectos planeados para este trimestre e que tenho um plano bem definido do que vai ser necessário fazer ao longo do próximo ano e, principalmente no primeiro trimestre do próximo ano. Há que aproveitar que o fim do ano geralmente permite-nos fazer um 'reset' à rotina do dia-a-dia, e repensar naquilo que queremos e como pretendemos levar o nosso caminho para a frente.

 

Entre o trabalho e a vida pessoal tenho muito que ajustar e planear para o próximo ano, por isso vou dedicar o meu Dezembro a essa fase de planeamento. E vou começar já hoje. Iniciei o dia por escrever a minha lista de projectos que queria completar hoje, vim para um café para não ter as distracções habituais que se tem sempre em casa, e vou dedicar as próximas horas a completar esses projectos pessoais o mais que possível. 

 

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Estou com ansiedade?

No último post que escrevi aqui no blog, já no início de Setembro, eu tinha falado sobre a minha situação actual no trabalho e como as consecutivas horas de trabalho excessivo me estavam a deixar constantemente cansada e sem tempo para fazer coisas de que gosto, mas que necessitam de tempo, tal como escrever aqui no blog. 

 

Quase dois meses depois a situação ainda não mudou. Até tem estado um pouco pior nas últimas duas semanas porque estava a trabalhar num projecto, cujo prazo terminou esta semana e, como tal, passei os últimos dias antes do prazo, ou sentada na secretária, ou a dormir, com as ocasionais visitas à casa-de-banho. 

 

E, apesar de ter estado a trabalhar consecutivamente para o tal projecto, continuavamos a ter as reuniões habituais sobre outros temas em que era esperado de mim que estivesse preparada para essas reuniões com updates o que, me era completamente impossível. Eu consigo trabalhar rapidamente e considero que faço o meu trabalho de forma eficiente, mas quando há tantos projectos e prioridades em simultâneo, simplesmente não é fisicamente possível fazer tudo num pequeno espaço de tempo.

 

Isso significa que, antes de ir para certas reuniões, eu comecei a sentir  uma sensação nervosa que me começa pelo topo da cabeça e que se expande por toda a parte de trás da cabeça; começo também a transpirar e ficar com receio da conversa que está para acontecer na reunião. Durante a noite, também adormeço a pensar no trabalho, sonho com o trabalho e acordo a pensar nele também. Percebo perfeitamente que esses são sinais de ansiedade. 

 

E ansiedade não é um problema que tenha tido antes. Ocasionalmente, antes de falar em público ou semelhante, tinha um pouco de nervosismo/ansiedade, que passa logo de seguida. Mas ultimamente tem sido uma sensação que tenho experienciado durante a maioria dos dias. Escusado será dizer que essa sensação não é positiva, e que, ao continuar a este ritmo, estou a caminho para um possível esgotamento mental. 

 

Na minha equipa de marketing, em que, actualmente já somos muito poucos, o que se reflecte no excesso de trabalho que todos temos tido, no último mês, tivemos três pessoas da equipa a enviar a sua carta de resignação. Portanto, para uma equipa que já era pequena, agora vai ficar ainda mais limitada. 

 

A adicionar ao facto da equipa estar a reduzir, temos um novo CMO que, até já, ainda não recebeu a opinião positiva da equipa. Tal como em qualquer caso quando um novo líder entra numa empresa, quer fazer várias mudanças, e, como em qualquer altura de mudança, há quem goste e quem não goste. Ainda não há estabilidade com  a nova liderança, e o facto de que estavamos todos a trabalhar neste projecto, fez com que também não houvesse muito tempo para envolver a equipa nas mudanças e explicar as intenções. Para já dou-lhe o benefício da dúvida porque sei que não houve tempo para se estabelecer e estabelecer a equipa. Mas agora que temos este projecto terminado, espero ver a diferença para breve. Eu sem dúvida que não quero continuar no mesmo ritmo e percebo os riscos associados relacionados com a minha saúde, portanto, vou dar mais algum tempo para ver como as coisas decorrem, e se não melhorarem, vai ser tempo de mudança para mim também. 

 

Para já, e enquanto as coisas não mudam, para controlar a ansiedade tenho andado a fazer o seguinte:

  • Acordo sempre cedo de manhã pelo menos 2h15min antes de ter que começar a trabalhar para poder fazer exercício e ir dar um passeio. Activar as endorfinas logo de manhã faz-me sentir bem e ajuda a deixar de lado pensar no trabalho durante esse período. E, o passeio matinal pelo parque e zonas bonitas locais também me faz ficar mais positiva. Ajuda-me a ajustar as ideias, redefinir as prioridades para o dia, e activar os meus níveis de energia
  • Ouço música de que gosto durante as horas do trabalho quando não estou em reuniões. De forma geral, a música tem a tendência para me distrair pelo que normalmente evito ter a música ligada, mas desde que a música seja calma, eu consigo trabalhar sem me distrair, e, ultimamente com a situação actual, tenho achado que os benefícios que ganho por estar a ouvir música se sobrepoem às desvantagens de me poder distrair um pouco. 
  • Quando estou prestes a entrar numa reunião que me está a deixar ansiosa, tento parar a acelaração dos pensamentos, respiro fundo, tento prever o que vai ser discutido e o que vou responder para me sentir um pouco mais preparada e evitar ser apanhada de surpresa com questões a que não posso responder. 

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Para já são esses os meus métodos para lidar com a situação para tentar controlar ao máximo como me tenho estado a sentir. Agora com o fim do tal projecto espero poder começar a ver a luz ao fim do túnel. A ver vamos... acho que o tempo que me demorar a voltar a escrever aqui também vai dar uma indicação de como as coisas estão a correr. 

 

Têm alguma experiência de como lidar com ansiedade e/ou esgotamento que possam partilhar? Acho importante falar do assunto porque, eu sei que situações como a minha, são comuns, e reconhecer quando estamos a passar por este tipo de situação, falar sobre o assunto, e receber dicas sobre como outros lidaram com isso, pode ajudar a definirmos o nosso próprio problema melhor, para podermos, eventualmente superá-lo. 

 

Lidar com trabalho a mais

Faz um mês em que não vinha escrever aqui no blog. Antes disso, tinha passado outro mês desde a última vez que tinha escrito, e acho que desde que comecei o blog, nunca tinham passado dois meses em que tinha escrito apenas dois posts. Quando me perguntei a mim própria porquê, rapidamente cheguei à conclusão de que a minha energia para escrever no blog estava a ser ultrapassada pela minha exaustão com o trabalho. 

 

Eu gosto muito do que faço, mas nunca tive tanto trabalho como agora e ter mais trabalho não é algo positivo, porque sinto que se as coisas não melhorarem posso entrar em ponto em que deixo de gostar daquilo que faço e, posso pensar que a única solução será mudar de empresa. Mas estou neste emprego faz só um ano e acho que ainda tenho tanto para poder beneficiar e aprender com ele que não queria ter que mudar tão cedo. Mas o facto é que estou a trabalhar uma média de 11 horas por dia, e ao fim de cada dia, muitas vazes termino com a sensação de que não fiz tudo aquilo que pretendia. E isso é porque simplesmente tenho trabalho a mais. 

 

Tento sempre começar os meus dias, primeiro com algum tipo de exercício, seguido por um passeio para espairecer um pouco, ir tomar um café, e ouvir um podcast ou música para evitar começar o dia logo a trabalhar, e estou na minha secretárias às 9h (quando não tenho reuniões às 8:30h). Começo o dia de trabalho a responder às mensagens de colegas dos EUA que me deixaram durante a noite, seguindo de responder a emails, escrevo a minha lista do que tenho para fazer nesse dia, e vou actuando em cada uma delas ao longo do dia. Eu gosto do meu processo e acho que é uma forma muito eficiente de trabalhar e estar no topo de tudo o que tenho para fazer, só que, todos os dias tenho também várias reuniões, principalmente ao final do dia porque trabalho com a Costa Oeste dos EUA e só temos uma hora oficial de trabalho em comum. O que significa que eles acordam muitas vezes cedo para começar a ter reuniões comigo, e eu não tenho alternativa senão ter reuniões tardias também. 

 

O tempo em que estou em reuniões consome-me o tempo em que devia estar a fazer trabalho e acabo por ter que o continuar a fazer após as reuniões terminadas. O que significa que acabo de trabalhar já tarde quase todas as noites, e estou sempre tão cansada que a única coisa que consigo fazer depois de jantar (que felizmente o meu Inglês gosta de cozinhar e por isso não tem sido muito problemático o facto de ele ter que andar a cozinhar muito mais frequentemente por eu acabar sempre tão tarde), é sentar-me a ver televisão ou ler. Não tenho energia para voltar a ligar o computador e vir escrever no blog e, aos fins-de-semana só me sabe bem relaxar ou ir sair com amigos, porque tenho feito muito menos actividades sociais durante a semana porque simplesmente não tenho tempo para os amigos. 

 

E o que posso fazer para mudar as coisas? Preciso de ajuda. Preciso de pelo menos mais uma pessoa na equipa porque sem dúvida que estou a fazer trabalho de duas pessoas neste momento e isso, não só não é ideal para mim em termos de cansaço, mas também sei que por vezes não dedico tanto tempo quanto devia dedicar a certos projectos porque simplesmente não o tenho e isso também significa que as coisas não ficam tão bem feitas como deveria ficar. 

 

Falei com o meu chefe, esta semana mesma, expliquei-lhe a situação, e pedi-lhe especificamente por essa nova pessoa para a equipa. Ele bem sabe que eu era suposto já ter tido esse cargo contratado no início do ano mas que me cortaram essa vaga e até agora ainda não voltou a ser aprovada. E acho que para eles, simplesmente não querem aprovar o cargo porque pensam que como as coisas aparecem feitas de qualquer maneira, é porque não deve ser preciso. Por isso é da minha responsabilidade fazer bem visível essa necessidade de contratar mais uma pessoa. Espero que ele tenha percebido, mas para já ainda estou à espera da confirmação. 

 

Entretanto, vou finalmente de férias. Amanhã mesmo! E vou para Portugal! Pela primeira vez em 1 ano e 7 meses! Mal posso esperar. Finalmente vou voltar a ver a família, mas também vou poder descansar do dia-a-dia.

 

Tenho a papelada toda preparada para poder viajar - passaporte Covid, Certificado teste antigen (que agora já não é preciso, mas na semana passada quando vi as regras ainda era), e o formulário de localização preenchido, por isso espero que tenha tudo o necessário para ser uma viagem relativamente simples. 

 

Desta vez vou directa para o Algarve e encontro-me com a família por lá. Tenho saudades de Lisboa mas também vai saber muito bem poder ir passar uma férias logo na praia. Estarei por Vilamoura e já não vou lá há mesmo muitos anos. Pelo menos uns 15 ou 16 anos. Se tiverem algumas recomendações de restaurantes, cafés, bares, eventos etc que se passem por lá, por favor digam que imagino que esteja tudo muito diferente do que conhecia antes. 

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E bem, se eu voltar a demorar a escrever depois destas férias novamente, já sabem do que se trata. Entretanto vou partilhando alguns posts da minha estadia pelo Algarve no Instagram do @tugaemlondres

Escapadelas de Spa no Reino Unido

Depois do Primeiro-Ministro ter anunciado que planeava reduzir as restrições do Covid por meados de Julho comecei a fazer planos para o verão e, entre eles, combinei com algumas amigas irmos fazer um 'spa break' em Julho. 

Inglaterra e o Reino Unido de forma geral, estão cheios de spas muito bons, muitas vezes localizados em grandes casas no campo, e era mesmo para uma dessas onde queríamos ir. 

O nosso critério é que tinha que ser localizado entre Londres e a região de Somerset visto que uma amiga vinha de lá, e não queríamos que a estadia fosse muito cara. 

Como existem websites que permitem oferecer uma procura de spa breaks com pacotes que incluem acomodação e acesso ao spa, decidimos começar por procurar por esses mesmos, e não demorou muito para encontrarmos vários de que gostámos. Reparámos também, que se fossemos numa noite a meio da semana o preço era ainda melhor, e por isso mesmo optámos ir numa segunda-feira. Por uma noite, incluindo acesso ao spa, um tratamento, um jantar de 3 pratos e pequeno almoço ficou a £175 por pessoa num quarto a partilhar com outra amiga que achámos um óptimo preço. 

Aqui ficam os websites que utilizámos para a procura que tinham pacotes muito bons:

O hotel que escolhemos, Tilney Hall Hotel & Gardens em Hampshire era muito bom e bonito com grandes jardins para passear mas o spa em si era relativamente limitado, pelo que para quem estiver interessado em ir a um spa muito bom ficam antes estas recomendações onde algumas das minhas amigas já foram, e que ficaram na lista para experimentar:

Esta coisa de ir passar uma estadia num hotel spa é relativamente nova para mim, mas devo dizer que fiquei fã e já percebo porque é que as pessoas gostam tanto de escapadelas destas. 

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A abertura do país à vida pós pandemia

Desde o dia 17 de Maio que a vida em Inglaterra parece um pouco mais normal e, devo dizer, que me tem sabido muito bem. Tão bem, que reparei agora que já não vinha aqui escrever à um mês!  A minha ausência tem sido a combinação entre ter tido mais horas diárias a trabalhar - em média estou nas 10-11h diárias, pelo que quando termino só me apetece descansar. E aos fins-de-semana só quero aproveitar para fazer muitas das coisas que não podia fazer durante o último ano e isso sabe bem. O que me faz falta agora é mesmo a possibilidade de dançar livremente, mas para já, isso é que ainda não é possível. No entanto, as vacinações estão a dar frutos em termos de resultados positivos com muito menos hospitalizações por cada 100 casos do que no início do ano, e isso é sinal de que estamos no caminho certo. 

 

Desde que as regras ficaram mais relaxadas em Maio, já pude ir passar um fim-de-semana fora num ambiente diferente, tenho voltado a experimentar diferentes cafés e restaurantes, passei algumas manhãs a trabalhar em cafés locais, visto que o escritório ainda não está oficialmente aberto. Pude finalmente conhecer os meus colegas, após 11 meses nesta empresa por termos feito um evento em pessoa. Pude também celebrar o aniversário de amigos junto deles e em locais que tinham muitas mais pessoas. Os passeios que dava com amigos durante o último ano, também poderem finalmente ter um destino, que não se baseavam apenas em andar às voltas do parque. Pude também ir ao meu primeiro concerto ao vivo o que soube maravilhosamente. Até o facto de poder ir ver um jogo de futebol com muitas pessoas à minha volta me soube bem. 

 

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Quando se passa tanto tempo sem essas pequenas coisas a que estávamos tão habituados notamos o quanto essas coisas nos faziam sentir bem. Um dos momentos em que me apercebi disso, foi no primeiro fim-de-semana em que pude ir celebrar o aniversário de uma amiga a um bar. As regras que se mantêm é que apenas podemos ter 6 pessoas por mesa num espaço ao ar-livre com pessoas que não vivem juntas, mas todo o bar pode estar cheio de outras pessoas, o que foi o caso. E apesar de estarmos todos separados por mesa, sabe bem estar num ambiente com outras pessoas na proximidade. E foi no momento em que estive na fila para a casa-de-banho desse bar, e que comecei a conversar com uma outra rapariga que estava na fila e que não conhecia, que me apercebi do quanto eu sentia falta daquilo - sim, sentia falta de falar com estranhos na fila da casa-de-banho! 

 

Umas semanas depois começaram os jogos do Euro, e marquei para ver o primeiro jogo de Inglaterra com alguns amigos numa cervejaria local. Não sabia bem como ia ser a distribuição de mesas mas tinham-as colocado, mesas compridas para 6 pessoas em fila umas atrás das outras e direccionadas para o ecrã gigante. Como não podia deixar de ser, todas as mesas estavam cheias e, quando Inglaterra marcou o seu golo, todo o espaço vibrou com pessoas a saltar nos seus lugares e abraçarem os amigos. Foi outro daqueles momentos em que me apercebi o quanto sentia falta daquela animação de estar junto a um grupo de pessoas. A energia recebida quando se está num grupo em que a maioria está a torcer pela mesma equipa é inexplicável. Traz-nos aquela alegria interna que sobe pelo corpo e nos faz sentir bem. 

 

Adoro, adoro poder voltar a estar nestes ambientes com outras pessoas e sentia mesmo muita falta deles. Só espero podermos continuar nesta trajectória e que não tenhamos que voltar a ter mais restrições. A maioria dos habitantes no Reino Unido deve ter a sua segunda vacina até ao fim do verão, portanto, mesmo com o vírus por aí, se nos conseguirmos manter protegidos e não formos afectados seriamente, a nossa vida em conjunto com a sociedade vai poder continuar.

Último mês para o Settled Status no Reino Unido

Com toda esta história do Brexit, estamos a chegar à recta final para que os Europeus que queiram ter o direito de ficar a trabalhar e viver no Reino Unido possam fazer a aplicação do Settled Status que termina já no fim deste mês, a 30 de Junho de 2021. Isto significa que, se algum Europeu que tenha entrado no país antes de 31 de Dezembro de 2020, ou se tiver entrado depois mas fôr familiar de outra pessoa que já tenha o settled ou pre-settled status antes de 31 de Dezembro de 2020, ainda pode ir a tempo de efectuar a aplicação para pre-settled status que permite ter o direito a ficar no país durante 5 anos. Ao fim dos 5 anos consecutivos no país (não pode viver por mais de 6 meses consecutivos fora do país para ser considerado) poderá depois enviar a aplicação para Settled Status que lhe vai dar o direito de ficar a viver no Reino Unido indefinidamente. 

 

Para todos os outros que tenham entrado depois de 31 de Dezembro de 2020 já não vão poder aplicar-se para o pre-settled ou settled status. Em vez, precisam de ter um visto de emprego ou estudo tal como qualquer outro cidadão de um país fora da União Europeia para poderem entrar com direito a ficar no país.

 

Para quem vem para o país em turismo ou visitar família/amigos:

  • Pode entrar sem visto desde que tenha prova de bilhete de volta dentro menos de 90 dias
  • O Cartão do Cidadão deixou de ser um documento permitido de entrada no Reino Unido, pelo que todos necessitam de ter um passaporte com mais de 6 meses de validade. 

Estava a ouvir o podcast do Guardian no outro dia e, infelizmente, parece que o controlo de emigração no Reino Unido tem sido muito exigente com os novos requerimentos de entrada no país e, se não tiverem um bilhete de volta dentro dos 30 dias, nem um visto, vão ser interrogados e têm o risco de que a vossa entrada no país não seja permitida. Podem ouvir a experiência pela qual uma Irlandesa passou, no podcast 'Is Britain Becoming a hostile Environment for EU citizens?'

 

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A época das Campainhas em Inglaterra

As florestas do campo Inglês estão em flôr nesta altura do ano, entre finais de Abril e meados de Maio com Campainhas ou 'Bluebells'. Podem encontrá-las um pouco por toda Inglaterra em zonas florestais, mas eu fui vê-las a Surrey este fim-de-semana, imediatamente a sul de Londres. Apanhei o comboio de London Bridge até Upper Warlingham, e a partir daí estava apenas a 30 minutos de zonas florestais com imensas campainhas. Se estiverem interessados em semelhantes passeios, podem encontrar alguns a partir deste guia da Countrylife.

 

Ficam algumas fotos do passeio que fiz este fim-de-semana na zona da Warlingham:

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Enviar encomendas do Reino Unido depois do Brexit

No início do mês a minha mãe fez 70 anos. Era suposto ter estado em Portugal para todos fazermos uma grande festa mas claro que isso não foi possível. Como tal quis ao menos enviar-lhe um presente para ter no dia dos anos. Queria-lhe dar um fio mas queria enviar juntamente com um cartão escrito por mim para ser um presente bonito. Se eu comprasse directamente de Portugal, viria numa caixa sem estar embrulhado nem nada, portanto fui ver quais as minhas opções para poder enviar a partir de cá, sabendo que hoje em dia, com o Brexit, enviar encomendas não é tão fácil ou rápido como costumava ser. Mas também não esperava que fosse assim tão mau. 

 

Pesquisei primeiro pelas companhias de entrega e verifiquei que, apesar do Brexit, estavam-me a dar uma estimada data de entrega de 3 dias para Portugal. Encontrei um fio de que gostei a partir do Etsy, e enviei primeiro para minha casa, para poder embrulhar o presente e colocar juntamente com um cartão. 

 

Como a transportadora dizia que só demorava 3 dias para entrega, mesmo assim, decidi enviar com o dobro da antecedência só para ter a certeza de que chegava a tempo. A transportadora cobrou £35 pela entrega.

 

Um dia depois de ter enviado, telefonaram-me da central da transportadora no Reino Unido a dizer que eu tinha que colocar a factura de alfandega com a encomenda porque senão não a deixavam passar. Nessa factura tem que estar indicado o conteúdo e valor da encomenda - Eu já tinha ouvido falar da necessidade de enviar tal factura, mas pensei que só seria necessário com os correios porque com a transportadora eles teriam toda essa informação através do código de barras que tive que colar no pacote. Mas afinal, tal não é suficiente, e a factura de alfandega será sempre necessária quando se enviar o que quer que seja para fora do Reino Unido, apesar de não me terem indicado que tal seria preciso quando fiz o pagamento da encomenda. Mas lá a enviei por email, e a transportadora confirmou que a colocou com a encomenda.

 

Uma semana e meia depois de ter enviado a encomenda e, 5 dias depois do aniversário da minha mãe, a minha mãe recebe uma mensagem da alfândega a dizer que tem uma encomenda que está retida na alfandega porque o número de referência da encomenda tinha um número a menos do que é normal. Como tal tinha que lhe enviar a prova de pagamento da encomenda para verificar o número de referência. 

 

Lá eu lhes enviei a tal prova. No dia seguinte pediram-me também o número de contribuinte. 

 

Um dia depois pediram-me que lhes enviasse a factura de alfândega (outra vez). Lá enviei.

 

E que tal me terem pedido tudo o que precisavam de uma vez só em vez de pedir cada coisa em dias separados, não?

 

Seis dias depois recebi uma confirmação de que a encomenda estava a ser despachada para entrega e que, ao ser recebida, tinha que pagar uma nova factura de custos de gestão de alfândega, no valor de,... esperem por esta... €107!!! €107!!! Mal podia acreditar! 

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Ainda enviei um email de volta para tentar fazer com que eu pagasse o valor para que não pedissem à minha mãe para pagar isso, mas já foi tarde demais, e a entrega já tinha sido feita e a minha mãe tinha pago pelos custos administrativos. Claro que depois lhe paguei, mas ela acabou por ficar a saber o custo da alfândega e o custo do presente porque estáva indicado na factura de alfândega que estava anexada à encomenda. 

 

Resultado, não só a entrega do documento custou-me no total mais do que o presente em si, como demorou, não 3 dias como tinham indicado, mas 3 semanas. Portanto, a conclusão é que se poderem evitar enviar qualquer encomenda que seja para dentro ou fora do Reino Unido, evitem.