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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Festa em pleno rio Tamisa

Se há uma coisa que os Ingleses gostam muito de fazer é festas no rio Tamisa. Geralmente são festas de empresa onde o patrão, em vez de subir o ordenado ao pessoal todo, quando vê que o ânimo não está no alto, vai de organizar uma festa, pó pessoal se esquecer do aumento que nunca mais vem.

Ora desta vez foi a minha empresa que fez isso. Lá foi um barquinho alugado (daqueles que têm andar de cima descoberto e no andar de baixo mesas e cadeiras para o jantar, e um barzinho aberto para beber tudo e mais alguma coisa que se quizer a noite toda. O truque do bar aberto é muito bom porque, claro está, o pessoal vai-se todo enfrascar até não aguentar mais, vai chegar ao cúmulo de dizer piadas que nunca na vida iriam dizer numa situação normal ao patrão, e vão tirar fotos como aquela típica de agarrar na gravata pendurada para cima a fingir que se está a enforcar. Esse é o símbolo típico do trabalhador frustrado que finalmente transmite como se sente na empresa através de uma fotografia que, se não estivesse bebado, nunca iria tirar.

O pior é que nestas situações as fotos são sempre da máquina de outra pessoa que, no dia seguinte, já as distribuio pelo escritório inteiro. Ou seja, o trabalhador frustado que se enfrascou à grande e à francesa na noite anterior, no dia seguinte vai-se arrepender amargamente de alguma vez ter ido à festa. Não só é o mais falado como, não vai ter a coragem para encarar o patrão tão cedo, logo, vai atrasar o pedido de aumento salarial.

E aqui está o grande truque dos empregadores para evitarem que hajam tais pedidos - bar aberto. E o trabalhador comum, como simples e inocente que é, caí sempre na mesma armadilha.

No caso da festa da nossa empresa, a coisa não correu bem assim, mas mais um bocado para o exacto oposto. No nosso caso, não foi o empregado que se enfrascou à grande, mas sim, um dos directores de departamento. Sempre muito sério e calmo no ambiente de escritório e, passo a citar palavras do próprio "que nunca ninguém me viu sem gravata"! Ahhh, bem, isso talvez fosse válido até ao dia da festa no Tamisa, mas agora já não é. Desde mandar a gravata pendurada para as costas, ou metê-la na cabeça ou tirá-la completamente enquanto tirava o microfone do capitão do barco, para contar uma anedota, ouve de tudo. Engraçado foi ver as caras dos outros directores departamentais que nunca imaginaram que tal coisa podesse acontecer com ele. Chegaram mesmo a afirmar que aquele só podia ser um irmão gémeo.

Com uns mais e outros menos bêbados a festa lá se foi passando numa noite que estava surpreendentemente boa. Com um barbeque no barco que percorreu várias zonas a este e oestedo rio, o passeio de barco em si foi espectacular. Já o tinha feito à alguns anos, mas já não me lembrava como londres era tão bonita vista de barco ao entardecer.

Bem, mas estas  festas têm sempre muito que se lhe diga e, na maioria das vezes, lembramo-nos delas principalmente pelas cenas embaraçosas. Tipo o Polaco que, abanou-se tanto a dançar que as pessoas começaram a sair do andar de baixo onde era a "pista" por se sentirem pouco comfortáveis lá. Ou o momento em que o jovem novo na empresa se me começa a pôr a mão assim na cintura e eu "eh lá, mas o que é que este quer? Mas tá parvo ou faz-se?" e lá fui estrategicamente colocar-me numa zona oposta aquela onde ele estava. E no dia seguinte o rapaz, lá quando me cruzei com ele no corredor tava assim com a cara a modos que embaraçada.

Moral da história, festas da empresa são um perigo! O truque é beber limonada a noite toda que assim vocês ficam ali de cabarote a ver as cenas embaraçosas de todos os outros.

 

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