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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Desporto ao ar-livre em Londres

Hoje esqueci-me da mochila do ginásio em casa. Por isso, e como me estava mesmo a apetecer exercitar um bocado, quando voltei a casa do trabalho, troquei de roupa e fui mesmo correr para a rua.

 

Claro que o facto de a hora ter adiantado este fim-de-semana ajudou imenso porque às 18:30h estava ainda o sol alto e muito agradável para se estar na rua.

 

Assim que saí da porta do prédio começo a minha corrida e vou por entre a zona das lojas, passando pela confusão da saída do metro até chegar ao parque, sempre a correr. Confesso que me parecia um pouco estranho ao início estar a correr no pavimento onde outras pessoas andavam ainda de mala na mão vindas do trabalho, mas depressa essa sensação passou. Isto porquê, porque em Portugal, eu jamais que ía assim correr para o meio da rua. Até me parece um pouco ridículo esta ideia, mas tal nunca me passaria pela cabeça a não ser que fosse correr para um local devidamente próprio para o exercício tal como a passagem para peões e bicicletas que liga o Guincho a Cascais, ou ali na zona de Belém ou no Parque das Nações ou então numa praia qualquer. Não consigo pensar num outro local onde eu me iria sentir bem a fazer exercício na rua ali na zona de Lisboa. Eu sei que é um pensamento um pouco retrógado, mas este foi um pensamento que me foi incubido pela própria sociedade em que vivia. Acho que não estou a exagerar quando penso que algumas pessoas de facto iriam comentar negativamente o facto de estar uma pessoa a correr no meio da rua em Lisboa. Por isso preferia não fazê-lo, aliás, acho que nem nunca sequer coloquei essa hipótese quando estava em Portugal.

 

Mas aqui é exactamente o oposto. Eu sinto-me mal é de estar na rua a andar e ver tantas pessoas a correr e eu não estar a correr também. Bem, entenda-se que isto também não é assim pela cidade toda. Depende um bocado das zonas. Na área onde eu estava a morar antes, por exemplo, se via uma pessoa a correr na rua das duas uma, ou estava a fugir dum ladrão ou estava a fugir da polícia. Não tinha nada que enganar.

 

Em Clapham Common é impressionante a quantidade de pessoas que vejo a correr na rua todos os dias. Também estamos junto ao Common, ou seja o parque, por isso é normal que as pessoas já venham de casa a correr em direcção ao Common. Mas se isto fosse em Portugal, eu acho que as pessoas iriam a andar até ao parque e só quando lá chegassem é que começavam a correr.

 

Clapham Common 

 

Como estou aqui a morar na zona à relativamente pouco tempo ainda não tinha tido esta experiência de ir correr para o Common ao fim da tarde depois do trabalho, mas sinceramente fiquei fã. Com a temperatura amena, o sol lentamente a esconder-se, campos verdes enormes à minha volta, uma música boa no ouvido e a motivação que é ver tantas outras pessoas a correrem também, faz com que aprecie muito mais a minha corrida. Muito mais do que no ginásio onde aquela passadeira rolante não deixa de ser extremamente monótona.

 

E sinceramente ainda fiquei admirada com a quantidade de pessoas que estavam no parque a correr ou a fazer Tai Chi ou a jogar jogos de equipa,... o ambiente era muito bom mesmo. Aliás, acho que as únicas vezes onde vi tanta gente junta a correr num mesmo local em Lisboa foi mesmo na mini-maratona da Ponte 25 de Abril. Pronto OK, aí estamos a falar de mesmo muitas pessoas, mas acho que por lá é mesmo assim ou é 8 ou 80. Vêm-se umas poucas pessoas a correr nos locais "apropriados" para tal ou então vêm-se aos milhares em eventos públicos. Não há meio termo.

 

Isto tudo para dizer que não há que ter vergonha de ir exercitar fora de um ginásio, que devia-se aliás fazer muito mais já que é uma sensação tão boa, e isto é um conselho principalmente para mim própria. Estou tão habituada a exercitar num espaço fechado que só agora ando a descobrir as vantagens de ter um parque aqui tão perto de casa. Tenho que fazê-lo mais vezes principalmente agora com o começo dos dias quentes. E quem puder, aconselho o mesmo também que, sinceramente, vale bem a pena!

 

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