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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Festa de aniversário "Peace and Love"

E lá vai mais um ano! Amanhã é o meu aniversário mas já fiz a celebração adiantada este fim-de-semana. Os leitores mais atentos já sabem que adoro festas temáticas. O ano passado foi "Round the World", no ano anterior tinha sido uma "Beach Party", em 2011 foi uma "50's Party", no ano antes tinha sido "Dress like a Camden Towner" e a primeira festa temática que organizei teve como tema "Bad Taste Party". Este ano o tema foi "Peace and Love", com o objectivo de representar ou a época hippie dos anos 60 ou o que quer que as pessoas quizessem interpretar com esse tema. 

 

A temperatura teve do nosso lado e, esteve uma noite muito agradável para estar no jardim. Ainda mais, como fizemos uma fogueira, a maior parte das pessoas que não estavam a dançar, passaram a noite sentados em roda da fogueira. Foi assim:

 

 

 

 

Pintora Portuguesa Natália Gromicho com exposição em Londres

Para a próxima semana a pintora Portuguesa Natália Gromicho vai exibir o seu trabalho em Londres na Hay Hill Gallery em Baker Street. 

A artista iniciou a sua carreira em 1995, com a sua primeira exposição em Almada e, lançou-se internacionalmente em 2012 com exposições em Itália, Miami e São Paulo. Este ano vai expôr individualmente pela primeira vez em Londres de 29 de Setembro a 25 de Outubro e esta exposição vai estar aberta de segunda a sábado com entrada gratuita. 

 

Em antecipação à exibição tive a oportunidade de entrevistar a Natália que passo a publicar em baixo:

 

Natália Gromicho

 

 

Natália, para quem ainda não conhece o seu trabalho, o que é que os visitantes podem esperar desta exibição?

R – Para quem não conhece o meu trabalho, pode esperar o inesperado.  Eu tento, ao logo dos 20 anos que já pinto, que a minha obra seja apenas reconhecida pela assinatura, que não haja ligação entre as várias coleções (conjuto de pinturas baseado no mesmo tema), esta coleção que apresento em Londres é o conjunto das obras mais expostas em todo o  mundo, o exemplo do quadro “Hermafrodite” que para além de já ter percorrido Portugal e norte a sul com a exposição “Modos de Ver” já teve na Austrália e em Nova Iorque. Acho que os visitantes vão gostar da selecção que a Hay Hill Gallery vai apresentar.

Quanto tempo costuma dedicar a cada peça de trabalho e em que é que se inspira cada vez que pretende começar a trabalhar numa nova pintura? 

R – Em relação ao tempo que dedico, podemos considerar que em média 2 semanas em cada trabalho, é necessário esboçar, estudar a ideia, esboçar e depois passar á ação. Por vezes são duas semanas, por vezes meses e alguns até levam anos até chegar ao ponto que quero. A minha inspiração é baseada em tudo o que se passa no mundo, tenho várias coleções relacionadas com os direitos Humanos, a sexualidade; outras com fenómenos e catástrofes como Fukushima, Prestige, Tsunami e mais importante que tudo são as guerras, não consigo ficar indiferente sem passar para a tela o que me vai na alma (Tripoli).

Já exibiu o seu trabalho em vários países ao longo dos anos. Como é que iniciou a sua carreira internacional e de que forma é que essas exposições beneficiaram a sua carreira?

R – Sim já fiz várias exposições internacionais, Miami foi a primeira e uma das mais marcantes, a partir de Miami, de contactar com artistas a pintar ao vivo, nos próprios ateliers, á noite deu-me a ideia de fazer o mesmo em Portugal. Seguiu-se a Austrália, que comercialmente foi a que teve mais impacto imediato, para além de ter sido a primeira artista Portuguesa (e única até á data) a expôr no Adelaide Fringe Festival,  vendi metade da exposição em meia hora, foi uma experiência única pela rapidez como aceitaram a minha obra, do outro lado do mudo... de regresso da Austrália, decidi homenagear a minha cidade e pintei, para uma exposição de grande formato, Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Carlos Paredes entre outros em quadros de mais de 2 metros para um evento na LX Factory chamado Open Day. Foi muito intenso. Para ter uma ideia, para esta exposição fui obrigada a alugar um Atelier, concorri a um concurso municipal e a CM de Lisboa colaborou com esta iniciativa, aproveitei a ideia que trazia de Miami e abri, uma galeria que é também um atelier, onde os interessados podem ver-me pintar diariamente, ao vivo, para além de ter todo o meu acervo (mais de 200 quadros) exposto para os interessados, no centro de Lisboa, Chiado.

Este ano tem sido um ano muito positivo para mim, em Fevereiro tive em Nova Iorque onde fiz uma live performance na Soho e que resultou numa venda de uma obra por $25.000 USD,  representei oficialmente Portugal em Moscovo (já não ia um artista português á Rússia á mais de 10 anos), em França e para além desta exposição de Londres, até fim do ano, vou ainda á India (Nova Delhi) e Timor (Dili)

 

Quais teriam que ser os resultados da exibição em Londres para poder considerar esta como uma exibição de sucesso? 

R – Para mim, já é um “sucesso” ter sido considerada por tão prestigiada galeria Londrina, é o realizar de um sonho. Já não é a primeira vez que venho a Londres por causa do meu trabalho, em 1999 ganhei um concurso da Radio Comercial que consistia em desenhar um logotipo alternativo dos Rolling Stones para a tour “Bridges to Babylon Tour”, ganhei e vim ao concerto dos Rolling Stones, no antigo estádio do Wembley e foi um momento marcante.

Considera que tem uma carreira de sucesso ou que falta para chegar a esse ponto?

R – Ainda falta muito para atingir o ponto, não me movo por ter uma carreira de sucesso ou não, mas sim se o publico gosta ou não da obra que faço, sinto-me mais realizada desta forma...

Quais são os desafios e benefícios que os artistas Portugueses têm de forma geral?

R – É ir contra o pré-estabelecido, existem muitos obstáculos para um artista português consiga fazer o seu trabalho, o estado atual da cultura é uma excepção em relação ao resto do mundo, por exemplo, não temos ministro da cultura, todas as semanas recebemos noticias de cortes orçamentais na cultura, cancelam os poucos programas que temos que nos dão acesso á cultura, enfim acho que não é preciso falar muito mais sobre este tema...

Muitos jovens artistas Portugueses hoje em dia decidem iniciar a sua carreira no estrangeiro com o objectivo de obter melhores oportunidades. Que conselhos daria aos jovens que preferem ficar em Portugal, para conseguirem desenvolver a carreira no seu país?

R – O meu conselho é simples peçam apoios a fontes alternativas que não o estado ou instituições publicas, façam-se representar por marcas ou empresas, como sabem a lei do mecenato já não existe e têm de existir alternativas, por isso não desistam, façam projectos e apresentem... nunca desistam.

Se os Portugueses residentes em Londres quiserem conhecê-la pessoalmente, tem algum dia em específico em que vai estar disponível para falar com o público durante a sua exibição?

R – Sim, vou estar na abertura da exposição no dia 30/09 a partir da 18h, de qualquer forma vou estar em Londres de 29 de Setembro a 01 de Outubro, podem contactar-me através de email para info@nataliagromicho.com ou através das redes sociais (Facebook e LinkedIn). Apareçam!

 

 

'Better together' - Escócia vota Não!

Os resultados do referendo relativos à independência da Escócia indicaram uma significativa maioria a apoiar o Não. O Sim apenas saiu vitorioso em 4 districtos do país - Glasgow com 53%; West Dunbartonshire com 54%; Dundee com 57% e North Lanarkshire com 51%. No total, de acordo com o jornal Guardian esta manhã, 55% dos votos escolheram o Não contra 45% que escolheram o Sim, e como tal a Escócia irá continuar a fazer parte do Reino Unido. Apesar dos resultados, este referendo histórico não deixa de ser uma vitória para quem queria uma Escócia independente visto que, como parte da campanha para o Não, o Primeiro Ministro Britânico David Cameron tinha prometido que a Escócia iria passar a ter mais direitos a nível legal e político do que tinha anteriormente, se se mantivesse no Reino Unido.

 

Esta manhã, um amigo meu Escoçês que vive em Londres e, portanto não pôde votar, mas que tem feito campanha para o Sim nas suas redes sociais já desde o início do ano, colocou esta mensagem na sua página do Facebook:

 

Dear Scotland

I see you've decided that it's a NO Vote for you. Despite it not being my preferred vote, I'm glad it was an overwhelming majority for you because I want you all to stay together and work together as Scots. Whichever country or ethnicity your people historically came from, yer aw Scots and must work together and continue to feed an appetite to involve yourself in your country, its politics and feed that newfound appetite to change our country for the better.

I don't live there anymore. You are the guardians of that place all Scots call home.

Look after it well, back up your decision with action and good luck with the many challenges that come. Lang may yer lum reek.

 

 

Os resultados do referendo pela independência Escocesa

A independência Escocesa explicada

Amanhã, dia 18 de Setembro, os cidadāo Escoceses, cidadãos Britânicos residentes na Escócia e cidadãos da União Europeia também com residencia permanente na Escócia vão tomar um voto que irá marcar a história desta nação para sempre - vão poder votar pela sua independência da União de Estado do Reino Unido, que actualmente é constituído pelo conjunto das nações da inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia. 

Actualmente a Escócia tem um sistema legislativo parcialmente independente do Reino Unido mas encontra-se sobre o governo do sistema parlamentar da Reino Unido, ou seja, a Escócia terá que continuar a submeter-se às leis que afectam de forma geral o Reino Unido inteiro. 

 

Os assuntos sobre os quais a Escócia actualmente TEM controlo são os seguintes:

  • agricultura, florestação e pesca
  • educação
  • ambiente
  • saúde e serviços sociais
  • acomodação e estrutura residencial
  • segurança e policiamento
  • governos locais
  • desporto e artes
  • turismo e desenvolvimento económico
  • a maioria dos aspectos relacionados com transporte

Os assuntos sobre os quais a Escócia actualmente NÃO tem controlo são os seguintes:

  • benefícios e segurança social
  • imigração
  • defesa militar 
  • política estrangeira
  • políticas de emprego
  • radiodifusão
  • comércio e indústria
  • força nuclear, óleo, carvão, gás e electricidade
  • direitos do consumidor
  • protecção de dados
  • a Constituição

Durante as eleições de 2011, Alex Salmond, o líder do Partido Nacional Escoçês (SNP) venceu as eleições com uma percentagem significativa e, como tal, o Primeiro Ministro Britânico sentiu-se forçado a oferecer à Escócia o poder para efectuar um referendo para que o povo possa indicar se efectivamente prefere uma total independência do Reino Unido.

 

Vários estudos têm surgido nas últimas semanas com predicções do que poderá acontecer, mas para já nada é conclusivo com resultados predictos quase de 50%-50% entre o Sim e o Não. 

 

Quais são então as vantagens e desvantagens da independência mais frequentemente mencionadas?

 

As vantagens de uma Escócia Independente:

  • Aplicação de leis mais relevantes para os Escoceses: por exemplo, o suplemento de inverno da pensão para os reformados na Escócia poderá passar a ser mais elevado visto que os invernos são mais rigorosos nesta zona do que em Inglaterra, e logo os custos de aquecimento, etc., também são maiores.
  • Tomada de controlo da imigração: A Escócia poderia abrir mais as portas à imigração do que o que faz hoje devido aos elevados controlos do Reino Unido.
  • Controlo do seu destino político: Todas as áreas em que, de momento a Escócia não tem qualquer controlo, passaria a ter total autonomia. desde os impostos aos benefícios sociais, o governo Escocês teria total controlo sobre o que seria melhor para a sua nação.
  • Controlo das reservas de óleo do Mar do Norte: De momento estas estão a ser exploradas pelo reino unido mas a sua riqueza passaria a ser do controlo Escocês
  • Fim das armas nucleares: Actualmente estas são mantidas na Escócia, mas o partido SNP pretende retirá-las do país.

 

As desvantagens de uma Escócia Independente:

  • A moeda: A deixar o Reino Unido, a Escócia não será permitida a continuar a utilizar a Libra Esterlina, e daí surge a necessidade ou de criar uma moeda própria ou de se juntar ao Euro.
  • A força dos dois países diminui: O Reino Unido terá menos poder a nível financeiro e político a nível internacional se não incluir a Escócia e esta última será demasiado fraca para conseguir manter a mesma influência que tinha a nível político internacional enquanto fazia parte do Reino Unido. A Escócia possivelmente terá que voltar a reaplicar à União Europeia também.
  • Outros países têm receio de que uma Escócia independente vá levar a que sejam forçados a permitir referendos semelhantes de regiões locais, por exemplo o caso da Catalunha em Espanha.
  • Instabilidade econónima: Com uma nova moeda e fora da UE, a Escócia irá sofrer alguns momentos de instabilidade económica o que pode levar a que muitas empresas saiam do país durante o período de instabilidade o que irá piorar a situação.

 

Argumentos à muitos e os indicados apenas são uns dos mencionados mais frequentemente. Está para se saber os resultados amanhã.

 

 

 

Fontes (informação acedida a 17 de Setembro de 2014):

- Wikipedia, Escócia: http://en.wikipedia.org/wiki/Scotland 

- Wikipedia, Estado Parlamentar: http://en.wikipedia.org/wiki/Scotland

- Website do Parlamento Escoçês: http://www.scottish.parliament.uk/visitandlearn/25488.aspx 

- Politics.co.uk: http://www.politics.co.uk/comment-analysis/2014/08/20/everything-you-need-to-know-about-the-scottish-independence

- Twizz: http://twizz.co.uk/scottish-independence-pros-and-cons

- Mashable: http://mashable.com/2014/09/08/pros-cons-scottish-independence/

- The Guardian: http://www.theguardian.com/politics/2014/sep/07/what-would-independence-mean-for-scotland-economy

- The Week: http://www.theweek.co.uk/uk-news/scottish-independence/55716/the-pros-and-cons-of-scottish-independence-referendum-countdown

 

Passeios pelo campo

No fim-de-semana passado convidei uns amigos a irmos ao campo fazer um dia de "hiking". Como não queriamos ir para muito longe de Londres optámos por um passeio a partir de uma zona ainda acessível pelo metro, mesmo no final da zona 8 de Londres. O percurso foi de Chorleywood até Chesham (neste momento em que escrevo a descrição do passeio no site não está correcta por isso convém sempre verificar isso, caso hajam problemas destes no site como parecem haver agora), percorrendo 15km por entre grandes campos, passando junto a um rio, lagos e montes. Já tinha feito alguns passeios semelhantes antes, geralmente para mais longe de Londres, mas sinceramente a paisagem não muda muito por isso até que foi uma muito boa ideia ter ficado tão perto de Londres, sendo que estávamos na mesma totalmente rodeados pelo ar fresco do campo. 

 

Aconselho vivamente a quem ainda nunca fez tais passeios, a dedicar-se a isso um dia porque a experiência é óptima e, só o facto de se estar fora de Londres durante um dia, traz a sensação de que estivemos fora durante mais tempo que isso, dada a diferença entre o reboliço de Londres e a calma do campo serem tão grandes. 

 

Existem guias de passeios muito bons e detalhados que facilmente encontram em vários websites. Imprimam o passo-a-passo do passeio e, hoje em dia, em vários sites, também vos permitem que façam o download do mapa para os smartphones que vos vai ajudar bastante nos eventuais momentos em que se sentirem perdidos. 

 

O website do WalkingClub por exemplo, é bastante bom e podem encontrar passeios um pouco por todo o país e até em alguns outros países. Curiosamente, o primeiro que aparece na lista do link que indiquei até é um passeio por Vale de Engenhos no Algarve. 

 

Up hill

 

 
 
Esculturas esculpidas nas árvores em Chorleywood House Estate

 Esculturas esculpidas nas árvores em Chorleywood House Estate

 

 

Lamas
Uns amigos Lamas que encontrámos pelo caminho
 

 

Latimer
Vista de Latimer House
 

Latimer House
Latimer House
 
 

Um dia por Peckham

No fim-de-semana passado decidi ir ao Frank's Cafe com umas amigas visto que já estávamos para lá ir à imenso tempo e daqui a pouco encerra com o final do verão, portanto esta seria um dos poucos fins-de-semana que ainda tinhamos livres para poder lá ir. 

 

O Frank's é um dos "sítios da moda" já há uns dois anos por isso queríamos saber o porquê dessa popularidade. É localizado no topo de um parque de automóveis em Peckham estrategicamente localizado que permite uma bela vista sobre a cidade. Também tinhamos ouvido dizer que servia um bom brunch, e foi com a comida em mente que lá fomos no passado domingo de manhã. Afinal de contas, ao conseguirmos descobrir como se chega lá acima (as indicações nāo eram das melhores, tal como era de esperar de um sítio meio 'hiptster' como aquele), verificamos que afinal não servem brunch e só começam a servir comida a partir das 15h. Ora como ainda era por volta do meio-dia não nos íamos começar a enfrascar em cerveja que era o que se vendia por ali àquela hora por isso optámos por tentar descobrir algum café bom para brunch localmente. De qualquer forma, a primeira impressão do Frank's foi muito boa. A vista é excelente, cobrindo o skyline de Londres, desde as Torres do Parlamento às torres de Canary Wharf. O espaço é muito grande, com imensos bancos e mesas. Imagino que fique cheio nos dias solarengos e que seja um local bem animado por isso ficámos com curiosidade para lá voltar num outro dia mais ao final do dia. 

 

Frank's Cafe
Frank's Cafe

 

O local para brunch que encontrámos apresentava muitas boas recomendações online chamado Cafe 67. Faz parte da South London Gallery, portanto um local perfeito para brunch e para visitar a respectiva galeria de arte moderna que, pelo menos, na semana passada tinha algumas instalações bem interessantes.

 

cafe 67
 
Cafe 67

 

A caminho do Cafe 67 ainda vimos um café que também parecia muito bom chamado Peckham Pelican. O ambiente era muito agradável, daquele tipo de cafés ideas para levar o portátil e ficar por lá a tarde toda, como eu gosto. Se fosse localizado a Este de Londres, concerteza que ía lá passar várias vezes. De qualquer forma, o menú de brunch deles não nos pareceu muito apelativo por isso decidimos continuar até ao Cafe 67. 

 

Peckham Pelican
 
The Peckham Pelican

 

Terminado o brunch e como já passavam das 14h e estava um dia tão agradável, voltámos para o Frank's, para aproveitar aquela vista mais um pouco. A meio da tarde, o Frank's já estava com muitas mais pessoas e, o facto das mesas serem compridas, torna o ambiente muito social, visto que é prático começar a falar com outras pessoas que estejam sentadas na mesma mesa. Sem dúvida quero voltar. 

 

A ideia era, após o Frank's, voltarmos para o Este de Londres, mas depois pensando melhor, achámos que, já que ali estávamos, mais valia ir descobrir mais do que aquela zona tem para oferecer. Peckham é uma zona que ainda conta com algum carácter negativo, dado ter sido uma daquelas zonas onde já houve vários problemas com gangs, etc., no entanto, na High Street encontram-se todo o tipo de lojas, com produtos baratos ou ecléticos que dão carácter ao local. Também já há muito que não ouço falar de violência na zona e, sem dúvida que tenho ouvido falar cada vez mais em Peckham como uma boa zona para se sair à noite e com bons bares e restaurantes. É uma daquelas zonas "up and coming" que são um bom local para onde, por exemplo, investir em comprar casa, visto que não dúvido que os preços das casas por ali só venham a aumentar nos próximos anos. Principalmente porque as ruas residenciais fora da high street são muito agradáveis e calmas e portanto apelativas. É só uma questão do comércio local evoluir mais um pouco e a zona vai ganhar imenso valor. 

 

Mas de volta ao passeio, pensámos então em ir dar uma vista de olhos por outro terraço-bar que conseguiamos ver oposto ao Frank's. Esse terraço fica no edifício do Bushy Building, que é um antigo armazém que, hoje em dia é utilizado como discoteca (muito boa por sinal, já pude comprovar) e também tem escritórios, uma igreja aos domingos (descobri nesse dia), estúdios de artistas, etc. Ao chegarmos ao terraço verificámos que este estava vazio porque parece ser apenas utilizado quando há ali sessões de cinema ao ar-livre, já que o espaço está assim organizado. Descobrimos que na cave do Bushy Building abriu também agora à pouco tempo um novo bar/restaurante e loja de discos de nome Rye Wax que está aberto todo o dia e vai ter vários gigs e eventos, assim como pista de dança sendo um potencial bom local para ir sair no inverno. 

 

Era então tempo de andar um pouco e fizemos um longo passeio pelas ruas de Peckham indo parar a East Dulwich, que não fica nada longe e é uma zona extremamente agradável com muitas lojinhas, cafés, bares e pubs muito simpáticos ao longo da rua principal. Acabámos por sair da zona ao final do dia. Um passeio inesperado para quem apenas queria ir tomar brunch ao Frank's Cafe, mas muito simpático. Sabe bem descobrir novos locais fora do nosso dia-a-dia e como Londres tem tantos bairros, há muito por onde escolher para um próximo dia de passeio. 

O que fazer em Londres em Setembro 2014

O verão pode estar a terminar, mas ainda há tempo para visitar alguns dos eventos outdoor a decorrer ainda este mês.

 

Aqui ficam algumas dicas de actividades para Setembro:

 

Totally Thames O que é? Vários eventos e actividades a decorrer ao longo das 42 milhas do Tamisa. Incluí um festival de barcos altos em Greenwich; festival de barcos clássicos na St. Katherine's Docks; festival de cinema gratuito no More London ainda a decorrer este mês; passeios guiados relacionados com a arqueologia ao longo do Tamisa; descontos em viagens de barco no Tamisa durante todo o mês (podem fazer o download do voucher 2 por 1, aqui); e muito mais.  Quando? Todo o mês de Setembro. Ver no site para datas específicas para cada evento. Quanto? Gratuito. Onde?Ao longo do Tamisa.

 

Paint Dance O que é? Pintar uma parede com a vossa criação artística no café Russet ao som da música tocada pelo DJ local. Quando? 2 de Setembro. Quanto? £12 Onde? Hackney 

 

iTunes Fesfival O que é? Festival de música gratuito que conta com os artistas - David Guetta, Kasabian, Calvin harris, Placebo, Maroon 5, e muitos mais - patrocinado peloiTunes. Os bilhetes podem ser adquiridos apenas através de sorteio. Quando? De 1 a 30 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? RoundHouse. Estacão? Camden Town.

 

Kings Place Festival O que é? Festival de música contemporânea, clássica, jazz, poesia e mais a decorrer em Kings Place, um bonito espaco para espectaculos em Kings Cross, junto ao canal, que conta também com um bom restaurante e bar.Quando? De 12 a 14 de Setembro. Quanto? Todos os bilhetes a £6.50. Onde? Kings Place, York Way. Estacão? Kings Cross.

 

London Open House  O que é? Festival de arquitectura que permite entrada do público a alguns dos edifícios mais icónicos de Londres. Muitos dos edifícios têm que ser marcados com antecedência. Quando? 20 e 21 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Por Londres inteira.

 

Supper Club Japonês O que é? O restaurante Japonês de pop-up Monograph vai ter a sua presença temporária num local secreto em Old Street. Já tendo recebido boas reviews no passado, esta será uma experiência culinária de sabores orientais. Paga-se um valor certo para poderem provar a refeição única e podem trazer as vossas bebidas sem pagar mais por isso.  Quando? 5, 12, 19 e 26 de Setembro. Quanto? £29 para adultos. Onde? Local secreto a ser revelado a quem compra bilhetes. Estação? Old Street.

 

Bermondsey Street Festival O que é? Festa anual de rua em Bermondsey Street. Conta com música, danca, comes e bebes. Quando? 20 de Setembro. Quanto?Gratuito. Onde? Entre London Bridge e Tower Bridge.  Estacão? London Bridge.