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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

De volta ao mercado

Sinceramente já há muito tempo que não me sentia tão stressada com uma mistura de ânsia e receio tal como o que senti na semana passada. Esta história do agente imobiliário com as suas ameaças, mais a senhoria que nunca atendia o telefone e toda aquela incerteza de não saber o que se passava e se tinha a casa ou não tomou completamente conta da minha vida. Estava de tal forma tão desconcentrada de tudo o resto que no trabalho, na quinta-feira mandei para a base de dados Francesa, Italiana, Inglesa e Australiana um email a convidar para assistirem ao webinar Francês deste mês :-S Estamos a falar de umas dezenas de milhares de pessoas que receberam o convite errado. Foi de levar as mãos à cabeça. Mas como se isso não fosse mau o suficiente, na sexta-feira enviei a newsletter italiana à base de dados do Reino unido com mais de 22,000 contactos. Bem, só posso dizer que quando me apercebi do erro desta tamanha gravidade e, ainda por cima, repetido em dois dias seguidos nem sabia o que havia de fazer a mim própria. Uma solução foi sem dúvida não enviar mais emails em massa nessa semana. Muito mau mesmo. Em 1 ano que trabalho naquela empresa nunca fiz tal coisa, e assim de repente o mesmo erro logo em 2 dias seguidos. Enfim, acho que das próximas vezes que enviar o mail que fôr vou verificar quatro e cinco vezes se está tudo correcto antes de carregar no botão para enviar. 

 

O facto é que, como a senhoria não me atendia o telefone, não sabia se era de estar ocupada, se era porque não queria falar conosco por qualquer razão ou porque é que era. Tinha a casa? Não tinha a casa? Não sabia, e isso é que me estava a levar os nervos à flôr da pele. Também não queria começar a procurar nova casa enquanto não tivesse certeza de que não tinha aquela. 

 

No sábado o meu flatmate ligou-lhe de manhã, e nada. Enviou mensagem a avisar que tinham colocado um anúncio falso em nosso nome no gumtree, e nada. Da parte da tarde ele voltou a ligar-lhe do número de casa de um amigo e finalmente ela atendeu. Disse então que achava que nós tinhamos intenções de subalugar o apartamento e, como tal ía mostrar a casa a outros grupos nesse fim de semana. E eu tinha-lhe dito quando falei com ela na terça que queria levar lá a possível 3ª pessoa a visitar a casa no fim de semana para os 3 assinarmos o contrato. Com uma afirmação destas como é que ela pode pensar que queríamos subalugar? Ou viu o anúncio e acreditou, ou o agente fez-lhe a cabeça, ou não sei. Sinceramente já estava tão farta dela que nem queria saber desta casa para mais nada, mas o que me irritou profundamente foi saber que ela já tinha decidido que não queria que nós ficassemos com a casa e não nos tinha dito nada! Isto tendo em consideração que eu lhe tinha mandado um email a meio da semana a pedir por favor para nos dizer algo qualquer que fosse a resposta porque se tivessemos que procurar casa novamente teriamos apenas mais duas semanas para fazê-lo. Mas mesmo assim não disse nada e provavelmente não teria dito se o meu flatmate não lhe tivesse telefonado de outro número. É uma falta de consideração pelas pessoas inacreditável. 

 

No sábado lá voltamos à procura no mercado, se bem que, pesquisas ao fim-de-semana não são ideais visto que os agentes já têm todos casas marcadas para mostrar a potenciais inquilinos. Para marcar é preciso telefonar na sexta-feira, mas como ainda estavamos na dúvida se ficavamos ou não com aquela casa também não queriamos procurar outras. 

 

Ainda conseguimos mesmo assim marcar uma casa para ver no sábado. Ficava em Lower Clapton, mas apesar da casa ser bastante boa, a localização é simplesmente demasiado distante do centro e do trabalho por isso não valia a pena. 

 

Entretanto hoje conseguimos ir ver uma casa em Stoke Newington e adoramos. A casa é espectacular, a localização é impecável, muito segura e cheia de lojinhas e restaurantes giros, e também bem perto de um parque. Fizemos uma oferta. Agora é só fazer figas, rezar uns quantos avé marias e esperar que desta a coisa seja mesmo para ficar.