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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

La vie Bohème - Lille

Fui passar este fim-de-semana a casa de uma amiga em Lille, no norte de França. Como fiquei em casa da mãe dela aproveitei por me envolver mais nos costumes locais, principalmente no que se refere às refeições. Já conhecia estes hábitos, mas não deixa de ser interessante voltar a passar por eles. Durante a refeição, o pão mantém-se tapado e ninguém lhe toca (eu bem que me apetecia molhar o pão no molho, mas se mais ninguém o fazia, também não era eu que o ía fazer, não vá ser totalmente contra as regras comer pão com a refeição). Parte-se o pão no fim da refeição quando é servida a salada e os queijos. Aparentemente devia comer primeiro a salada e depois os queijos, mas nisso, elas também foram contra as regras e comeram a salada e os queijos ao mesmo tempo. Depois a sobremesa conta com iogurtes. Gostei muito de fazer parte destes hábitos, mas sem dúvida que prefiro quando os queijos vêm como entrada e quando tenho como sobremesa um bolo ou algo desse género. Iogurte para mim é mais para o pequeno-almoço ou para meio da tarde se tiver fome. 

 

Quanto à cidade em si, Lille é uma cidade de tamanho médio. Visitei a maior parte das atracções do centro da cidade incluíndo o museu de belas Artes em uma tarde nas calmas. Entre as zonas mais interessantes destacaram-se a parte velha da cidade e as ruelas próximas da "place aux oignons". O centro está recheado de lojas e de maravilhosas patisseries e boulangeries cheias de bolos de aspecto artístico e pão delicioso. Para o meu almoço de sábado, e como estava sozinha a passear a essa altura, tentei procurar um café agradável e convidativo, e sem dúvida que encontrei um. Localizado num edifício alto e estreito, como muitos dos edifícios de Lille, com pequenas mesas e paredes em pedra e com carácter convidativo a passar ali a tarde. Muito agradável.

 

 

 

Nessa noite a minha amiga tinha a festa de aniversário de uma amiga dela por isso lá fui com ela. A festa foi em casa da aniversariante e a única pessoa não Francesa que ali estava era mesmo eu. Mas ao contrário do que temia, até que o facto do meu Francês ser fraco não influenciou negativamente a minha noite. Pelo contrário. Acho que talvez por aquele pessoal não ter muito contacto com estrangeiros até estavam muito abertos a conversar comigo em Inglês e, para aqueles cujo nível de inglês era muito fraco, o meu Francês ainda se conseguiu estender ao nível de conversação, o que foi bom para mim também. Aqueles três anos de Francês no secundário lá serviram para alguma coisa. 

 

No domingo à tarde, esta foi passada na zona boémia de Lille num café/bar junto ao mercado onde a nuvem de cigarros, apesar do óbvio sinal de proibição de fumar dentro do estabelecimento, dançava no ar ao ritmo da banda que tocou música tradicional Francesa toda a tarde.

 

Bar no mercado de Lille

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