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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

To Kindle or not to Kindle

Parece impressionante, mas é que toda a gente tem um Kindle ou um iPad hoje em dia (pronto, ligeiro exagero aqui, mas percebem a ideia). Ok que o iPad tem outras funcionalidades (muitas) que o kindle não tem. É basicamente um mini computador por isso até que se percebe perfeitamente todo o interesse gerado à volta do mesmo. Agora um Kindle ou outro desses tabletes leitores de livros que há para aí? Sim, claro que também percebo perfeitamente a funcionalidade e bem que não me dá jeito nenhum acartar o meu livro gigantesco de um lado para o outro.

Talvez até me renda a comprar um tablete qualquer dia destes por ser mais prático de levar no metro no dia-a-dia. Em vez de ter um jornal, cuja página bate na perna do vizinho, ou levar um chumbo de um livro na mala, poderei antes levar um Kindle onde me cabem vários jornais sem chatear os vizinhos com a paginação e poder usar a mala pequena para o trabalho já que lá dentro cabe uma grande biblioteca sob a forma de Kindle. Mas seria só mesmo para as leituras nos transportes no dia-a-dia que iria usar um Kindle.

Eu gosto de folhear as páginas do jornal ou do livro, eu gosto de sentir o cheiro dos livros, de ver a minha colecção de tudo o que já li ou tenho para ler exposta na estante para me relembrar das histórias. Mas ao que parece, muitas pessoas já não pensam nada assim. Dizem que vão deixar de comprar livros já que fica muito mais barato fazer o download e é muito mais práctico. Dizem que não sentem qualquer falta dos livros, que adoram estas novas tecnologias e que não vão desperdiçar mais dinheiro em material de leitura que não seja retirado da Internet.

Fala-se que em poucos anos já não haverão livrarias. Vão dar lugar a lojas Apple e afins com as suas tecnologias. Será? Será que os hábitos dos consumidores vão mudar assim tanto que a geração que está agora na sua infância já não vai dar qualquer valor ao livro impresso? Bem, só sei que por mim a indústria dos e-books não vai ganhar muito, mas custa-me imaginar que as pessoas tenham razão e que um dia ainda vá ver um mundo sem livros. Bem, e dito isto eu não estou a escrever um livro, estou a escrever um blog, o que há alguns anos atrás seria impensável. Não sei, talvez seja só a minha mentalidade tradicionalista a vir ao de cima, mas mesmo que os hábitos mudem muito, eu continuarei concerteza a comprar e ler livros e jornais impressos sempre que poder.

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