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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Glastonbury 2011

Imaginem que as pessoas que enchem um dos grandes estádios de futebol Portugueses são despejadas num campo. Essa é a quantidade de pessoas que enche só o terreno em frente ao palco principal de Glastonbury, o "Pyramid Stage". Como Glastonbury tem 45 palcos e todos estão constantemente cheios de espectadores, serão precisos os fãs de uns poucos estádios de futebol para encher o espaço ocupado pelas cerca de 150,000 pessoas que visitam o festival todos os anos. 

 

Agora imaginem que em vez dessas pessoas serem fãs de clubes de futebol diferentes, são fãs de um mesmo clube. E imaginem que esse clube acabou de ganhar a taça. É esse o espírito de alegria que se encontra em todo o lado pelo festival. Todos estão alegres e falam uns com os outros como se conhecessem à imenso tempo. 

 

É uma realidade diferente que se experiencia neste festival, que ajuda completamente a sair da rotina do dia-a-dia e faz-nos sentir como se estivessemos num mundo diferente. É o pequeno mundo de Glastonbury, afinal. 

 

Desde concertos muito bons de bandas reconhecidas (Coldplay e Two Door Cinema Club são de destacar na minha opinião) a pequenos concertos aleatórios de bandas que nem conhecia a existência mas que se apresentam como boas surpresas; passando pelos campos calmos e hippies de Green Fields; a participação no maior jogo de Twister do mundo; a oferta de variedade de comida vinda dos 5 cantos do mundo; os shows de circo inacreditáveis; as noites irreáis de Shangri La; o pôr do sol visto do Park; o nascer do sol visto de Stone Circle;...

 

Claro que nem tudo foi bom, houve a chuva e a lama espessa, o calor extremo de domingo enquanto tinhamos que continuar a usar galochas quentes e pesadas já que a lama não secou, as casas de banho mal cheirosas e os 5 dias sem tomar banho. Mas isso são tudo pormenores quando tudo o resto é tão bom. 

 

O público é sem dúvida maioritariamente Inglês, mas isso não impossibilitou de ter encontrado lá dois Portugueses que vieram propositadamente de Portugal para o festival. Foi fácil identificá-los porque traziam com eles uma grande bandeira Portuguesa. Logo, assim que vi a bandeira, não pude deixar de passar por lá para dizer um olá e ainda tirei também uma foto com os meninos e a sua bandeira. 

 

Mas essa não foi a única "surpresa Portuguesa" que encontrei por lá. Numa das zonas mais dedicadas ao entertenimento nocturno, pós concertos, chamada The Common, surpresa das surpresas, encontrei lá uma réplica da praça de touros do Campo Pequeno em Lisboa:

 

 

Lá dentro é que era um bocadinho diferente da actual praça do campo pequeno com o seu centro comercial. Lá dentro era assim:

 

 

 

 

Ainda me sinto em período de recuperação da estadia no festival. Querer fazer tudo significa que as horas dormidas são as mínimas possível, por isso agora mal posso esperar pelo fim-de-semana para o descanso bem necessário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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