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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A moda dos pratos pequenos nos restaurantes

Esta coisa dos restaurantes hipster que andam por aí agora stressa-me um bocado - porquê? Porque todos servem pratos pequenos! 

 

Empregado - "Bem-vindos! Já alguma vez vieram ao nosso restaurante?" 

Nós - "Não, é a primeira vez."

Empregado - "Então deixem-me explicar como funciona o menu no nosso restaurante - os pratos são pequenos, ideais para partilhar. Nós aconselhamos 5 pratos por cada 2 pessoas."

 

Pois amigo, está bem! Posso ainda não ter vindo a este restaurante, mas já fui a outros 50 restaurantes onde a lenga-lenga é sempre a mesma. Claro que são 5 pratos por cada 2 pessoas para se degustar bem a variedade da cozinha de excelência do chef! O problema, amigo, é que cada prato ronda as £8, ou seja, saio daqui a pagar £40 sem contar com bebida nenhuma. Depois, obviamente que os vinhos são do melhor vintage que há, ou um Argentino Malbec ou um Riesling da Áustria, porque obviamente quanto mais reconhecido em termos de qualidade ou menos comum for melhor, para se poder cobrar um preço exorbitante pela coisa.  

 

É que não há paciência! Sim, OK, eu posso tentar evitar estes restaurantes e ir aos restaurantes que têm uns pratos de um tamanho como deve de ser, mas sinceramente não são assim tantos. Ou se vai a uma pizzaria, ou hamburgueria onde se tem uma dose decente, ou então, são pratos pequenos para partilhar. Faz saudades daqueles restaurantes em Portugal onde se tem que pedir uma meia-dose porque a dose é grande demais. Isso por cá nunca acontece. Se fosse pedir a meia-dose de um prato por cá, em vez de receber um prato com 3 mexilhões, recebia um prato com mexilhão e meio 

 

Até os restaurantes Tugas mais recentes que há por cá são cheios de pieguices dos pratos pequenos - "- Já alguma vez vieram cá? Aqui servimos Petiscos à moda Portuguesa, que são pratos pequenos, perfeitos para partilharem. Aconselhamos 5 por cada duas pessoas..."

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Preparações para o casamento - Parte I

Como tinha indicado no meu post do ano 2018 em revista, este ano vou-me casar. O sortudo é um Inglês que era meu vizinho quando eu morava na casa anterior, mas que conheci através do Happn. Para quem não conhece, este é um desses dating apps que andam por aí, cuja diferença principal entre os outros é o facto de se basear em localização, ou seja, só aparecem pessoas no app com quem se cruzem na rua ou que vivem ou trabalham perto de vocês. Não só éramos vizinhos, mas íamos frequentemente ao mesmo pub, aos mesmos cafés, aos mesmos bares ali da zona, mas nunca antes o tinha visto. Uma das desvantagens de se viver numa cidade grande, portanto, muito obrigada Happn por nos teres juntado!

 

'Fast forward' 3 anos, e agora estamos a preparar o momento em que efectuamos o compromisso em frente de amigos e família próximos de que queremos ter um futuro juntos. Quando começámos a falar no assunto eu sugeri logo que deveríamos casar-nos em Portugal. Ele ainda hesitou um bocadinho pensando no facto de que teríamos mais pessoas vindas do Reino Unido do que de Portugal mas facilmente o convenci - a festa de casamento é muito mais barata em Portugal, a temperatura é muito melhor e a grande maioria dos nossos amigos e a família dele até que iam apreciar ir passar umas férias a Portugal. 

 

Os meus locais preferidos para o casamento eram Sintra ou Lisboa. Sintra porque eu vivi a minha infância no Concelho de Sintra e passei por lá muitos bons momentos. Ia para a Serra de Sintra com a família passear, ia para as praias de Sintra no verão, ia à vila comer travesseiros quentinhos no inverno, e quando os amigos começaram a ter carta de condução, era para Sintra que íamos à noite. Sintra, no entanto, tem a desvantagem de ter uma temperatura incerta e de estar complicada hoje em dia para se lá passar de carro com o seu novo sistema de trânsito apenas num sentido no centro da vila. Por isso, e pela facilidade de acesso achei que talvez Lisboa fosse a melhor opção, mas o facto é que é altamente complicado encontrar bons locais para fazer o casamento dentro da cidade. Não há quintas espaçosas para o efeito. Há jardins como a Estufa Fria, há grandes restaurantes e hotéis, mas acho que lhes falta carácter, ou então, sítios bonitos como a Estufa Fria são caríssimos. Em termos de espaços para casamento em Lisboa acabei por ponderar as Portas do Sol, o Espaço da Tapada e o Pateo Alfacinha, mas todos faltaram em alguns aspectos daquilo que pretendia. Pesquisei também pela linha do Estoril mas não encontrei nenhum local que achasse que valia a pena ir visitar. Sintra, para mim era mesmo o ideal, mas mesmo em Sintra estava a ser difícil. Havia sempre alguma coisa que estava errada com a quinta - ou estava perto de uma estrada barulhenta, ou a festa seria realizada numa marquee e eu preferia dentro de um edifício, ou a acessibilidade era muito má, etc., etc. Havia sempre alguma coisa. Eventualmente foi o meu noivo que acabou por escolher visto que eu não me conseguia decidir. E ele escolheu apenas através das fotografias porque ele não pôde ir a Portugal na altura que eu fui fazer as visitas. Mas por vezes é bom ter uma pessoa que tenha uma visão mais imparcial baseada nos factos, vantagens e desvantagens, e que consiga considerar as coisas mais importantes. E quando ele me ajudou a olhar para as opções dessa forma, concordei que essa seria sem dúvida a melhor escolha. A quinta escolhida fica numa das encostas da Serra de Sintra e só teremos que organizar um autocarro para levar os convidados à quinta. Organizei um desconto com duas pensões em Sintra para que a maioria dos convidados possa estar juntos e ser agradável de nos encontrarmos com eles se possível, no dia anterior e seguinte ao casamento. 

 

Entretanto quando fui a Lisboa no Natal também consegui encontrar o meu vestido de noiva na Princesa de Sonho que é uma loja em Lisboa, onde a fundadora já tem esta loja há mais de 30 anos e ela própria desenha alguns dos vestidos que vende na loja. Por acaso, nessa altura, já tinha desistido da hipótese de conseguir comprar um vestido desenhado por uma estilista Portuguesa, por ter encontrado tão poucos ou serem demasiado caros, por isso foi uma óptima surpresa quando descobri que aquele vestido que experimentei e adorei, era da linha desenhado pela senhora da casa. 

 

Portanto, já tenho quinta, já tenho vestido, espero já ter fotógrafos (falta finalizar detalhes), e agora uma parte importante que me falta ainda e que devia marcar o quanto antes é a música. E encontrar uma banda com as características que pretendo está a ser mais difícil do que aquilo que esperava, por isso queria perguntar se alguém tem recomendações de músicos - ou uma banda com instrumentos de jazz tipo trompete, bateria, guitarra que possibilitem tocar música animada e conhecida em Português e Inglês tipo Stevie wonder, Metro Station, Rolling Stones, Amy Winehouse, etc. ou um DJ que no seu repertório tenha alguns clássicos de casamento tipo Xutos e Pontapés, musica indie rock tipo The Killers, The Fratelis, música de festa mais moderna tipo Barbra Streisend, Uptown Funk e até um pouco de Electrónica. Eu sei que posso também fazer uma playlist e dar a indicação ao DJ do que quero, mas é preferível que esse fosse o tipo de música que o DJ normalmente toque porque as coisas nunca correm bem quando o som que o DJ passa não é ao seu estilo. 

 

Para já é assim que estou de organização, mas ainda falta muita coisa. Espero conseguir finalizar as coisas mais importantes para breve. 

O que fazer em Londres em Fevereiro 2019

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Quer estejam interessados em encontros românticos para o Dia dos Namorados ou saídas com os amigos, aqui ficam algumas ideias interessantes para o mês de Fevereiro. 

 

Festival das Órquidias de Kew - O que é? O Kew Gardens vai ter uma grande instalação de orquidias coloridas em honra da diversidade de flora da Colombia. Quando? De 9 de Fevereiro a 10 de Março. Quanto? £16.50 Onde? Kew Gardens.

 

Ano Novo Chinês O que é?  Parada de celebrações do Ano Novo Chinês na zona de China Town. Quando? De 10 de Fevereiro. Quanto? Gratuito. Onde? China Town. 

 

Hot Gin Roof O que é?  O moderno Ham Yard Hotel em Picadilly, em parceria com a destilaria Sipsmith, está a organizar um evento dedicado à prova de cocktails quentes originais à base de gin, localizados no ambiente do acolhedor terraço do hotel. Quando? Até 17 de Fevereiro. Onde? Ham Yard Hotel, Picadilly.

 

Craft Beer Rising O que é? 175 pequenas e médias cervejarias vão dar a conhecer os seus sabores neste festival de cerveja, street food e música. Quando?  De 21 a 23 de Fevereiro. Quanto? A partir de £16.80. Onde? Truman Brewery, Brick Lane.

 

Exposição de Jogos de Vídeo O que é? Os apreciadores de jogos de computador vão apreciar esta exibição que retrata alguns dos elementos mais importantes do design de alguns dos jogos mais icónicos criados até hoje. Os visitantes podem contar também com instalações interactivas. Quando? Até 24 de Fevereiro. Quanto? £18.  Onde? Victoria & Albert Museum.

 

Good Grief, Charlie Brown O que é?  Uma exposição que retrata o génio de Schultz, e o desenvolvimento de uma das bandas desenhadas mais reconhecidas do mundo - Charlie Brown.  Quando? Até 28 de Fevereiro. Quanto?  £14. Onde?  Somerset House.

 

Vault Festival O que é? Festival de teatro imersivo, cabaret, comédia, e festas debaixo das arcadas de London Bridge. Quando? Até 17 de Março. Quanto? Cerca de £13. Onde? Waterloo

Um mês em detox

Uff, Janeiro chegou ao fim, e com ele, o fim do meu detox anual. Já há vários anos que venho a fazer um mês de detox por ano. Ao início fiz pela altura da quaresma, durante quarenta dias, há dois anos atrás optei por fazer o mês de Fevereiro, e desde o ano passado mudei para Janeiro. Diferentes meses por diferentes razões mas a experiência e o resultado são os mesmos. 

 

De que consiste o detox que faço? Deixo de beber álcool, consumir lacticínios e derivados, deixo de comer carne, quaisquer alimentos com açúcar adicionado e deixo de beber café. 

 

Porquê? Basicamente faço-o como uma espécie de 'reset' aos meus hábitos de consumo menos saudáveis que me custam a deixar, mas ao fim das 4 semanas estou mais ou menos habituada e faz que, quando volte à minha alimentação normal, adicione esse tipo de alimentos lentamente e tenha mais atenção ao que como. 

 

E resulta? Resulta! Hoje foi o primeiro dia que voltei à minha alimentação 'normal', e sem pensar nisso o único alimento que introduzi hoje até agora (ainda não jantei) foi o café (aiii que saudades tinha do meu café matinal!!). 

 

É difícil? É um bocado ao início, mas rapidamente me habituo. O café custa-me bastante, e quando estive semi desesperada tomei café descafeinado. Ao início de deixar de tomar café fico com dôr de cabeça e sinto-me muito cansada, mas passado uns dois dias essa sensação passa. O álcool geralmente também custa, mas hoje em dia encontro cervejas sem álcool em quase todos os bares, por isso consigo ter o mesmo sabor a que estou habituada quando vou sair mas sem o álcool e sem as dores de cabeça, que é uma maravilha. O açúcar também me custa um bocado principalmente à noite porque gosto imenso de comer umas bolachinhas com o chá. Mas nozes e figos secos não são uma má alternativa como snack. Os lacticínios só são difíceis quando vou comer fora porque ainda há muitos locais que têm pouca oferta de escolha, e muitos pratos vegetarianos têm queijo. A carne é provavelmente o mais fácil de retirar da alimentação, até porque continuei a comer peixe, e existe sempre alguma alternativa de peixe, vegetariana ou vegana que corresponda aos meus requisitos complicados. 

 

Sinto-me diferente? Sim, sem dúvida. Como a alimentação consta maioritariamente de alimentos de fácil digestão como vegetais, fruta, peixe e nozes, o meu sistema digestivo fica regular que é uma maravilha e sinto-me leve e com energia. 

 

Se é assim tão bom, porque é que não continuo com essa alimentação? Ai não! Eu gosto, faz-me bem, leva a que eu faça receitas mais originais e a pensar duas vezes antes de comer certas coisas nos meses seguintes ao detox; mas de forma geral gosto muito de poder comer o que o meu corpo me pede sem restrições. 

 

Foi bom, mas também é bom que já acabou. 

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Cerimónia da Naturalização Britânica

A minha cerimónia de naturalização Britânica decorreu na semana passada. Partilhei um bocadinho da experiência nas Instagram Stories, mas aqui fica um pouco mais sobre a cerimónia em si:

 

  • Decorreu no edifício da Junta de Freguesia onde vivo e contou com cerca de 30 pessoas a fazer a sua naturalização em simultâneo.
  • Primeiro pediram-nos para fazermos a jura, dizendo cada um dos nossos nomes individualmente, e depois dizendo em conjunto cada uma das frases relacionadas com a nossa promessa a ser fiéis à monarquia Britânica, e à justiça do Reino Unido. 
  • O grupo de pessoas que fez o juramento religioso, começou, e depois foram os restantes. 
  • Ao terminarmos o juramento em conjunto, a representante de Estado que nos estava a guiar a cerimónia declarou-nos oficialmente Britânicos. 
  • Depois disso cantámos o Hino Nacional Britânico em conjunto, e terminámos a cerimónia ao irmos cada um ao centro para receber o nosso certificado de naturalização e tirar uma fotografia com as bandeiras da nossa freguesia, do Reino Unido e da União Europeia (é uma tristeza que a bandeira da UE não vá manter-se em cerimónias de Naturalização de muitas mais pessoas).

 

Ao contrário do que estava à espera, a maioria das pessoas que ali estavam não eram já Europeias, mas mesmo assim, uma grande parte delas eram. Talvez 30-40% das pessoas fossem de origem Europeia. Mas foi interessante, que apesar de estarmos ali 30 pessoas, 29 delas eram de países diferentes, e pareceu-me que eu era a única Portuguesa. 

 

De forma geral foi uma experiência interessante e gostei de ver a emoção que muitas pessoas claramente tinham ao receber aquele certificado. Principalmente para pessoas que estejam cá com Visas e que tenham receio de voltar para o país de origem, deve ser uma sensação muito boa de saberem que podem continuar com as suas vidas cá com segurança. 

 

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4 dias em Tampa

Esta semana passada tive o 'Sales Kick Off' da empresa em Tampa, na Flórida, onde juntámos o pessoal de vendas, alguns da equipa de marketing, produto e executivos de todos os escritórios pela primeira vez. 

Cheguei no sábado à noite, para poder aproveitar o dia de Domingo e fazer um bocadinho de turismo já que nunca tinha estado na Flórida. 

Foram estas as minhas impressões da cidade:

  • Tampa, como muitas outras cidades dos EUA é feita a pensar na circulação de automóveis, com grandes estradas pelo meio de toda a cidade, e poucas zonas no centro agradáveis para andar. 

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  • O caminho ao longo do rio é a zona mais agradável para se passear, e a única onde encontrei várias pessoas a passear. Mesmo assim, apesar da cidade contar com mais de 3 milhões de pessoas, viam-se poucas pessoas na rua de forma geral.

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  • O Museu de Arte de Tampa não é muito grande mas tinha duas exposições excelentes. Uma delas, 'love is calling' de Yayoi Kusama, esgotou em poucos dias quando esteve em Londres e, mesmo para quem tinha marcado bilhete tinha que ficar na fila. Em Tampa, foi só comprar bilhete e entrar.

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  • Encontrei duas zonas para comida e lazer que parecem estar na moda visto que eram as zonas que mais pessoas tinham. Uma era a Sparkman Wharf localizada numa das pontas do percurso pedestre ao longo do rio, e a outra, o Armature Works, estava localizada na outra ponta do percurso, junto a um pequeno parque, onde haviam placas a avisar para termos cuidado com os crocodilos 

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  • Tampa é a base de alguns parques temáticos, incluíndo Busch Gardens, onde tive a oportunidade de ir na última tarde da minha estadia. Basicamente um parque cheio de montanhas russas de todos os tipos. 

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De forma geral, Tampa em si, não tem muito para visitar, mas é reconhecida pelas bonitas praias que tem nas redondezas, incluíndo 'Clearwater beach' e o estilo de vida ao ar-livre dadas as boas temperaturas ao longo de todo o ano. 

Estou aprovada como cidadã Britânica

Isto demorou-me cerca de um ano a tratar, mas finalmente está resolvido! - Quando voltei a casa das férias do Natal em Portugal, deparei-me com a carta que confirmava que tinha efectuado a minha aplicação para a cidadania Britânica, com sucesso! 

 

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E pronto, em finais de Janeiro lá irei fazer o juramento de que aceito ser fiel à rainha de Inglaterra e aos seus subdítos para poder receber o meu comprovativo de cidadania. 

 

De facto, eu demorei um ano a preparar a papelada porque também fui um bocado preguiçosa e não fiz tudo de seguida. Um amigo meu, vai ter a cerimónia no mesmo dia que eu e ele só começou a tratar da aplicação por volta de Outubro. 

 

Como a papelada era um bocado confusa, eu fui tomando nota dos passos que tinha a tomar, caso possa ajudar alguém que ainda esteja a tentar efectuar a aplicação para ser cidadão Britânico antes do Brexit (ainda o devem poder fazer depois, mas talvez os requesitos alterem). 

 

  1. É necessário tirarem o documento da permanencia de residência (se ainda não fizeram isto, talvez seja melhor esperar para o Brexit entrar em vigor em Março porque, aparentemente, os requesitos para efectuarem o novo 'Settled Status' vai ser simplificado). Se quiserem ler sobre a chatisse que foi tirar este documento, podem ler sobre isso aqui, aqui e aqui
  2. Passado um ano de terem tirado esse documento, ou imediatamente, caso tenham provado que vivem no Reino Unido há mais de 5 anos, é que começam o processo de aplicação para a cidadania Britânica. Eu comecei por fazer o teste Life in the UK. Podem ler sobre a minha experiência e testar os vossos conhecimentos aqui, aqui, aqui e aqui
  3. Depois fui fazer o teste de Inglês GESE Grade 5 no Trinity College que basicamente consistiu em 10 minutos de conversa básica com o examinador e sabe-se o resultado na hora.
  4. A partir daí, é começar a preencher a papelada chata. Se quiserem ir tirar fotocópias de todos os documentos oficiais a uma entidade autorizada para não terem que ficar sem o vosso passaporte durante os meses, então devem efectuar a aplicação online. que a encontram aqui: https://www.gov.uk/government/collections/citizenship-application-forms#apply-to-register-as-a-british-national
  5. Como um cidadão da União Europeia, devem utilizar a forma 'Apply to become a british citizen by naturalisation (form AN) https://www.gov.uk/government/publications/application-to-naturalise-as-a-british-citizen-form-an Convém abrirem ao mesmo tempo, o 'guide for applicants' que explica o que colocar em cada questão do formulário, em caso de dúvidas.
  6. Custos indicados aqui: https://www.gov.uk/government/publications/fees-for-citizenship-applications
  7. Mais informação sobre o document return service aqui: https://www.gov.uk/government/collections/nationality-document-return-service . A lista de autoridades locais de Londres onde podem utilizar o 'document return service' encontram-se listadas aqui https://www.gov.uk/government/publications/nationality-document-return-service-greater-london - podem ir a outros concelhos que não o vosso local para utilizar este serviço. 
  8. Para efectuar a aplicação para um passaporte Britânico ao mesmo tempo que a aplicação para a cidadania é necessário ir pedir o respectivo formulário ao posto dos correios
 
Outras considerações necessárias para o preenchimento do formulário de aplicação:
  • Vão precisar de ter dois cidadãos Britânicos dispostos a servir como referências. Estes dois cidadaos têm que vos conhecer por pelo menos 3 anos e estar dispostos a ser contactados pelo Home office para responder a questões sobre o conhecimento que têm de vocês. Não podem ser familiares, parceiros ou pessoas que vos prestem um serviço, tal como o vosso advogado.
  • Vão ter que enviar os vossos dados biométricos, mas a informação e documentos para fazerem isso apenas vão aparecer depois de já terem submetido o formulário da aplicação. Isso será fácil porque basta irem aos correios fazer isso e levar a papelada que vos pedem. 
  • Tenham em atenção que ao se aplicarem para o passaporte ao mesmo tempo que a cidadania, têm que enviar 4 fotos tipo passe no total e todas elas devem ser idênticas.
  • Durante a vossa aplicação também vos é providenciada uma check list com todos os documentos que devem apresentar ou enviar com a vossa aplicação. 

 

Em resumo, isto tudo dá trabalho e é confuso, mas com paciência vai lá. 

 

Mais um ano em Londres em revista

Ao aproximar-nos do final do ano, é inevitável querer fazer um balanço do ano que passou, do que gostámos, do que não gostámos, do que nos marcou, do que queremos melhorar para o ano seguinte,... Este foi o meu:

 

Trabalho: Comecei o ano com uma promoção. Foi das promoções mais entusiasmantes e mais assustadoras que já recebi. Não veio sem os seus problemas - houve uma pessoa que não gostou nada e me fez a vida negra durante uns tempos; comecei a trabalhar com outras novas pessoas com quem aprendi mais; ao ter mais responsabilidade aprendi que quando há problemas a culpa deve ser assumida por mim, quando há prezas, devem ser passadas para a equipa; aprendi mais sobre psicologia e como lidar com pessoas diferentes; aprendi que há limites para energisar os outros quando eles não querem ser energisados; aprendi a importância de me reunir com diferentes pessoas mesmo que seja uma perca de tempo, para dar visibilidade do que fazemos a pessoas mais sénior que eu. Em 2019 já sei que vão haver mais mudanças e ainda não sei se vou gostar delas ou se não, mas o importante é que quero manter a minha energia, dedicação e paixão por aquilo que faço. Se isso deixar de se concretizar eu sei que será tempo de mudar.

 

Amizades: Fiz muito poucas amizades novas este ano. Consigo contar uma ou duas, o que é uma grande diferença do que eu costumava fazer em anos anteriores. Acho que estou na fase em que gosto mais de passar tempo de qualidade com os amigos que tenho do que estar sempre a tentar aumentar o meu grupo de amizades que já é relativamente estável. Digo relativamente porque de repente este ano muitos amigos saíram ou planearam sair de Londres, o que me deixou triste. A ver como a vida se vai desenvolver no ramo de amizades para o próximo ano.

 

 
 
 
 
 
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Adorei passear pelo #Porto hoje. Vista do terraço #portocruz em #vilanovadegaia #gaia #tugaemferias #tuganoporto #feriasporto

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Viagens: Fiz duas grandes viagens este ano - para o Oeste da Austrália para ir a um casamento no início do ano, e às Ilhas Maurícias mais para o fim do ano. Aproveitei também para visitar o Porto por alturas da Páscoa que já lá não ia há muito, e adorei a visita. Depois tive várias pequenas viagens com o trabalho, mas sem dúvida que as mais marcantes foram estas três. Ainda não tenho planos de viagens para 2019 para além de várias visitas a Portugal.

 

Verão: O verão em Londres este ano foi estupendo. Um dos melhores verões em termos de temperatura desde que vivo em Londres, e isso reflectiu-se na alegria das pessoas no dia-a-dia. Alguns momentos vão fazer-me lembrar deste verão, principalmente o Queen's Yard Summer Party em Hackney Wick que foi um dia excelente passado com amigos num ambiente de festa ao ar-livre; o ambiente durante o Mundial de futebol de que falei aqui e aqui; os passeios de bicicleta, e os festivais de verão onde fui.

 

Novos locais que descobri: Os leitores do blog habituais já sabem que adoro descobrir novos locais, e felizmente, em Londres, novos locais é coisa que nunca falta. Estes foram aqueles que visitei pela primeira vez este ano e que gostei para lá querer voltar - Peckham Levels (efectivamente fui a uma festa num escritório nos andares do Peckham Levels, portanto apenas passei pelos bares a caminho da festa, mas gostei do que vi); os Nomadic Community Gardens em Brick Lane que descobri um dia em que estava a passear pela zona; Grow, um bar e café nas margens do canal em Hackney Wick que conta com inúmeros eventos de música ao vivo, nomeadamente jazz, bossa nova, reggae e outros estilos, que decorrem ao longo de todo o ano;  Coal Drop Yard, a nova zona comercial junto a Granary Square que, para mim, fez com que Kings Cross se tenha transformado num novo destino para compras, o que prefiro muito mais do que ir ao Centro de Londres por ser mais calma e agradável. Este ano também fui a 4 restaurantes adicionais do nosso A-Z dos Restaurantes que já ando a fazer com o namorado à dois anos em que tentamos visitar um restaurante diferente para cada letra do alfabeto. Ainda só estamos na letra H, porque há sempre alguma letra que é complicada. Por exemplo, para a letra H, queríamos ir comer comida Húngara, mas neste momento só há um restaurante Húngaro em Londres que fica em New Cross e demorou uns tempos para lá ir. Este ano fomos a restaurantes do Equador, França, Grécia, e Hungria. Se continuarmos com esta média de 4 restaurantes por ano, ainda nos vai faltar uns anitos até conseguirmos chegar à letra Z da nossa #voltaaosrestaurantes.

 

Amor: Em termos de amor a coisa anda bem. Tão bem, que este ano, o Inglês fez-me um daqueles momentos à filme, durante um pôr-do-sol quando estávamos nas Ilhas Maurícias, para me pedir em casamento. Resultado, vamos ter casório para 2019 e desde então tenho andado de um lado para o outro a tentar perceber os vários detalhes de organizar um casamento que são mais que muitos. Desde a burocracia, à organização e aos convidados, isto de organizar casamento não é assim tão simples quanto pensava. Mas também ainda estou no início dos preparativos e acho que ainda vou ter muito que falar sobre este assunto em 2019. 

 

Desejos de uma entrada em grande e óptimo ano de 2019 para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

 

Feliz Natal!

Enquanto estou estes dias por Portugal, aproveito para desejar aos leitores do blog uma época Natalícia muito feliz! 

O gato dos meus pais também vos quer desejar as Boas Festas! 

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Entrega de CVs porta-a-porta - os prós e contras

Esta semana, estava eu no trabalho, quando uma rapariga entra pelo escritório a dentro à procura da zona da recepção, que não há. 

 

 Ela disse que já conhecia a nossa empresa há alguns anos e que vinha entregar o CV na esperança que houvesse alguma vaga de emprego em Account Management ou Marketing. Disse também que tinha já alguma experiência em Lisboa mas que pretendia mudar-se para Londres.

 

Um dos meus colegas apresentou-a logo à nossa recrutadora, que teve uma conversa inicial com ela e, mais tarde nesse mesmo dia, ela voltou para ter uma entrevista inicial com a Directora de Account Management. O facto é que, efectivamente, uma das nossas Account Managers despediu-se recentemente e iremos ter que substituí-la para o próximo ano. A vaga ainda não existe mas é possível que venha a existir para breve. Além disso, a rapariga Portuguesa disse que só estava em Londres durante dois dias e que tinha vindo propositadamente para entregar CVs às empresas onde estava interessada em trabalhar.  Por isso mesmo, e como ela tinha um bom CV, achámos por bem aproveitar que ela estáva por cá e fazer logo a entrevista em pessoa caso o lugar venha a estar mesmo disponível.

 

Devo dizer que é preciso ter uma certa dedicação e empenho para ir directamente à porta das empresas entregar o CV e isso foi apreciado também pelos meus colegas, daí o interesse em darem-lhe atenção e ouvir o que ela tinha para oferecer.

 

Agora vocês perguntam-se se eu aconselho quem esteja interessado em encontrar um emprego em Londres a tomar este tipo de iniciativa? Nem digo que sim, nem que não à partida. Nem sempre este tipo de iniciativa apresenta os resultados esperados, mas até que poderá ser muito positivo em situações como esta. Vamos então ver os prós e os contras.

 

Prós:

  • Uma pessoa que faz isso demonstra coragem, entusiasmo, dedicação e extroversão.
  • As características associadas a esta atitude são óptimas para quem pretenda encontrar um trabalho em vendas, account management ou semelhantes. O nosso Director de Vendas achou logo que ela seria óptima para vendas.
  • Encontrar um candidato directamente, é positivo para a empresa por pouparem tempo e evitam os custos de empresas de recrutamento.
  • Ao vierem entregar o CV a uma empresa específica, significa que estão realmente interessados nessa empresa, e as organizações gostam de se sentir especiais.

 

Contras:

  • É estranho ter alguém a bater à porta a vir dar o CV e esta atitude é considerada mal prática. Ir entregar o CV no escritório de uma empresa não é o mesmo que ir fazer a ronda dos pubs para um trabalho de empregado de bar.
  • Há empresas e pessoas que podem achar essa atitude demasiado desesperada e os recrutadores podem considerar que um profissional que tome essa iniciativa não consegue que ninguém o empregue o que é visto negativamente por empregadores.
  • Não sabem o que está a acontecer na empresa no dia/momento em que decidem lá ir entregar o CV, e ao chegarem lá por horas de uma grande reunião ou em época de crise com clientes, a vossa presença poderá incomodar e ser muito mal vista.

 

A ter em consideração:

  • A época do ano ou o dia da semana em que vão à empresa é a considerar. A rapariga que veio à nossa empresa, veio no meio da semana, o que, se não fosse a última semana antes do Natal, onde as coisas estão a acalmar, poderia ser difícil de encontrar alguém relevante que lhe tomasse nota do CV e que tivesse tempo para falar com ela. Sextas-feiras ou épocas antes das férias ou feriados, geralmente são melhores porque as pessoas tentam evitar muitas reuniões no último dia antes das folgas.
  • A dimensão da empresa. Se tentarem ir a uma empresa tipo a Google ou até uma de tamanho médio, mas grande o suficiente para ter grandes processos, o vosso CV possivelmente nunca chegará às mãos certas porque nesse tipo de empresas, ou o edifício tem muita segurança e não vos deixam entrar sem terem uma reunião previamente marcada, ou a recepcionista diz-vos que têm que fazer o mesmo processo que todos os outros candidatos fazem, e enviarem a vossa aplicação através de um formulário gigantesco no website da empresa, etc.
  • Devem sentir-me mesmo seguros de que têm as qualificações necessárias para o tipo de cargo a que se pretendem candidatar porque senão as empresas apenas vão achar que a vossa atitude é triste.
  • Se entregarem o CV pessoalmente mas não tiverem a certeza que a pessoa certa o tenha recebido, vale a pena enviarem o CV através do website ou email também, indicando na carta de apresentação que passaram por lá pessoalmente. Já escrevi um post detalhado sobre como escrever um bom CV.

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Em resumo, como quase ninguém toma esse tipo de atitude hoje em dia (de facto, eu era o única da empresa que conhecia alguém que já tinha ido dar o CV directamente a empresas – e ele também era Português, por isso não sei se é algo que apenas os Portugueses gostem de fazer), e o dia escolhido foi um bom dia, nós ficámos bem impressionados com a coragem e atitude da rapariga. Pensando nos prós e nos contras parece-me que desde que escolham as empresas muito bem, que as empresas sejam pequenas/médias e que tenham experiência muito relevante para as empresas escolhidas, até acho que as possíveis vantagens de tomar uma atitude semelhante podem ser mais significativas que as desvantagens.