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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Visita a Lisboa de última hora

Hoje acordei cheia de saudades. Saudades dos meus pais, da minha família, de Lisboa, de Portugal. O facto é que, pela primeira vez, desde que estou em Londres, que não marquei férias para ir a Lisboa no verão. O plano era ir só em alturas da Web Summit, já que vou lá em Novembro. Má ideia! Eu não quero passar tanto tempo longe. Olhei para o meu calendário, e sinceramente tenho algo combinado a fazer nos próximos fins-de-semana, todos os fins-de-semana até meados de Outubro!! Não existe um único fim-de-semana pelo meio onde não tenha nada planeado. nenhum, à excepção deste próximo fim-de-semana que está para vir. 

 

Fui ver vôos para este fim-de-semana e devo dizer que não estão nada baratos - ir para Lisboa num fim-de-semana em época alta, não é própriamente a escolha de fim-de-semana mais inteligente para fazer uma visita a Lisboa. Mas também quando fôr em Novembro não vou pagar viagem e, já desde a Páscoa que lá não vou, por isso achei que valia a pena pagar o extra. E acabei de marcar! Yeah! Estou contente, vou a Lisboa este fim-de-semana :-) 

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Apoiar equipas de futebol que não sejam a do país de origem

Os meus amigos Britânicos agradeceram-me por apoiar a Inglaterra nos jogos que tenho visto do Campeonato do mundo. E nem foi só uma ou duas vezes. Foram várias pessoas que me disseram isso. Mas o que não percebo é porque é que me estão a agradecer. OK, tudo bem, eu não vivi cá a vida toda, mas já cá estou há vários anos, totalmente envolvida com a vida e cultura Inglesas, portanto claro que vou sentir uma ligação positiva com este país que me recebeu, que me ensinou tanto, e fez de mim a pessoa que sou hoje. O Mundial de futebol é um dos eventos  desportivos mais importantes para o país, portanto, claro que quero apoiar a equipa do país onde vivo. OK, se estivessemos a falar de um Portugal-Inglaterra, inevitavelmente o meu apoio iria estar para Portugal sem qualquer dúvida. Mas quando não estão ambas as equipas em confronto, vou apoiá-las a ambas nos respectivos jogos. 

A ordem de apoio fica mesmo assim:

- Portugal

- Inglaterra

- Brasil

- Qualquer que seja a equipa que me tenha saído no sweepstake

 

Nunca vivi no Brasil, mas apoio também a equipa, quando não está a jogar contra nenhuma das outras duas, pelos laços que nos unem da nossa língua, mas principalmente porque gosto muito do povo Brasileiro de forma geral. É um povo alegre, simpático, genuíno, e tem um sotaque muito giro, portanto, não dá para não gostar 

 

E simplesmente também não é preciso ter uma razão especial para apoiar a selecção de um país que não o meu de origem. Quando se gosto, gosta. 

 

 

Já fomos. Agora a esperança fica no Brasil... ou na Inglaterra...?

Eu estava toda chateada por não poder ver o jogo de Portugal de sábado porque tinha bilhetes para o Paintjam, mas se calhar foi pelo melhor que sei que teria ficado muito irritada com aquele jogo. É pena, mas ainda não vai ser desta que ganhámos o Mundial de Futebol. 

 

O Brasil, no entanto, está a dar-se bem. Também ficava bem contente se a Inglaterra ganha-se, mas sinceramente não tenho grandes esperanças com aquela equipa. Acho que até podem conseguir ganhar contra a Colombia amanhã, mas não acredito que consigam chegar à final. Quanto ao Brasil, no entanto, há esperança. Vamos lá Brasil!!

 

Agora, uma coisa é certa, Brasil, relativamente às vossas músicas de apoio ao Mundial, a coisa está muito fraca. Andei a pesquisar a ver o que têm por aí este ano, mas a única que me aparece deste ano é um hino assim para o sério, que não tem piada nenhuma, feito pelo patrocinador Itaú:

 

 

Portugal, no entanto, fica muito à frente do Brasil no que toca à música de apoio ao Mundial com esta marcha da RFM, que esta sim, é uma música como deve de ser:

 

 

A Inglaterra, como não podia deixar de ser, nunca gosta de levar este tipo de canções a sério, por isso todas as que encontrei são de paródia. Por exemplo: 

 

Celebrar o Midsummer em Londres

Uma amiga minha que é assim meio hippie sugeriu que fossemos ir ver o sol nascer no dia mais longo do ano. Eu como estou sempre pronta a experimentar algo diferente disse-lhe que me parecia bem, mas o problema é decidir onde é que vamos?

 

Há a possibilidade de irmos ao lugar mais óbvio - Stonehenge - onde todos os anos, centenas a milhares de pessoas juntam-se nas rochas pré-históricas para celebrar o dia mais longo do ano. ora mas claro que essa seria uma péssima idea, exactamente porque centenas a milhares de pessoas vão lá estar! Com certeza que não vai haver nada de espiritual ou calmante com essa experiência. Até estou a imaginar o pessoal se empurrar uns aos outros para conseguirem estar perto das rochas durante o nascer do sol. Uff! Não! 

 

O melhor será mesmo ficar em Londres, até porque no dia seguinte, há trabalho. Estive a ver as hipóteses e até que há algumas, mas na sua maioria são nos dias seguintes ao midsummer, principalmente durante o fim-de-semana. Assim sendo, restam-nos no dia 21 as seguintes hipóteses - começar o dia a fazer yoga num terraço, tomar um jantar à moda Sueca com 3 pratos e acompanhados de cocktails no Lost Days of Shoreditch; dançar em festa no Kosmopol em Fulham. Nenhuma dessa hipóteses, no entanto, parecem assim muito calmas que ofereça o momento de concentração de que a minha amiga se referia, por isso, se formos a alguma lado, talvez seja mesmo para acordar pelas 3:30h da matina, para conseguir chegar ao topo de uma das bonitas zonas com vista de Londres - Parliament HiIll em Hampstead Head, Primrose Hill, ou  Alexandra Palace. Para esses locais não consegui encontrar eventos para a manhã ou final do dia de dia 21, mas imagino que haja algumas pessoas que tenha a mesma ideia e que vá para lá de madrugada para ver o sol nascer. 

 

Se souberem de mais algum evento interessante a decorrer no dia 21 por favor indiquem nos comentários. 

 

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Imagem retirada do site countryfile.com

 

Passeios tipo peddy-paper de orientação em Londres

Oferecemos a uma amiga no aniversário dela um passeio da Hidden City, onde cada uma de nós comprou o próprio bilhete, e oferecemos-lhe o dela. É um presente original que permite passarmos umas horas juntas a passear por Londres de forma divertida, e ela adorou. Aliás, já é a segunda vez que oferecemos um passeio destes, e possivelmente não vai ser a última.

 

Basicamente o passeio é tipo peddy-paper ou passeio de orientação, e é feito exclusivamente através de pistas enviadas por mensagem de telemóvel por isso não precisamos de nos encontrar com ninguém da organização. Antes de começarmos, é-nos enviada a informação sobre o local onde devemos começar. Quando queremos começar enviamos uma mensagem para o número da organização, e automaticamente recebemos uma mensagem com a primeira pista que conta sempre com uma pergunta. Claro que a pista é altamente codificada e nada é muito óbvio, mas todas elas têm lógica e, por vezes é preciso andar de um lado para o outro ali perto para tentar encontrar algum sinal que esteja relacionado com a pista enviada, quer seja o nome de uma rua, o aspecto de um edifício, etc. Algumas são bastante difíceis, tipo apresentadas em código, mas de forma geral são acessíveis.

 

Desta vez fizemos um passeio chamado 'Evening Lights City Trail' que começava pela zona do Barbican e levou-nos a meio do caminho ao terraço de um bar muito giro onde parámos durante um bocado antes de continuarmos para a pista seguinte. O local final onde o passeio nos levou também era muito giro, onde poderíamos ter continuado a noite. 

 

Portanto fica a dica, caso gostem deste tipo de actividades, que estes passeios proporcionam um bom 'team building' e também vos leva a descobrir certas zonas da cidade que podem desconhecer. Em ambos os passeios que já fiz da Hidden City, descobri locais meio escondidos que não fazia ideia que existiam. 

 

O que fazer em Londres em Junho 2018

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Entre a selecção de eventos que escolhi apresentar para o mês de Junho, houve um em particular que não consegui encontrar e, portanto, imagino que não decorra este ano - as celebrações do Dia de Portugal em Londres. Se alguém souber se existe algum tipo de evento, por favor indique nos comentários. Entretanto, aqui ficam outros tantos. 

 

Zoo Nights - O que é? Esta série de eventos oferecem uma boa oportunidade para aproveitar as noites de verão no jardim zoológico de Londres a ver comédia, palestras e fazer competições, para além de ver os animais ao vivo. Estes eventos estão abertos apenas para adultos. Quando? Todas as sextas-feiras em Junho. Quanto? £17.50 Onde? Jardim Zoológico de Londres, Regent's Park

 

UnampliFire O que é? Festival de música folk que conta com 4 palcos, música à volta da fogueira, localizado num ambiente íntimo em Deptford. Quando? 9 de Junho. Quanto? £28 mas a TimeOut está a vender os bilhetes por £19.60Onde? Deptford.

 

3º Aniversário do Pop Brixton  O que é? O Pop Brixton é um espaço comunitário, com alguns escritórios, street food e animação junto ao Mercado de Brixton. Neste próximo fim-de-semana faz 3 anos que foi criado e para celebrar vai trazer várias bandas e artistas para animar o pessoal, desde música latina e brasileira, a pop, folk e mais. Quando? 9 de Junho. Quanto? Gratuito.  Onde? Brixton

 

Trooping the Colour O que é? A celebração oficial do aniversário da Rainha decorre com pompa e circunstância com uma grande parada dos guardas da rainha, e os espectadores vão poder ver a tainha passar na carruagem até ao Buckingham Palace. Quando? 9 de Junho. Quanto? Gratuito. Onde? Horse Guards Parade, Westminster.

 

World Naked Bike Ride O que é? No dia do aniversário da Rainha, podem ver também os Britânicos, turistas e imigrantes, todos nús na World Naked Bike Ride que vai decorrer pela cidade. Quando? 9 de Junho. Quanto? Gratuito. para participar basta aparecerem com as vossas bicicletas. 

 

Aperol Spritz Social O que é?  O Aperol Spritz vai lançar um bar pop-up que conta com vários elementos relacionados com a bebida, incluíndo um pequeno canal cor-de-laranja.  Quando? De 6 a 9 de Junho. Quanto?  £10 que conta com dois cocktails. Onde? Shoreditch Electric Station

 

Taste of London  O que é? Este é um festival anual onde os melhores restaurantes e chefes de Londres apresentam as suas melhores criações culinárias a preços reduzidos do seu valor no restaurante. Existem também workshops de culinária e provas de vinhos ou masterclasses de cocktails, por exemplo. Quando?  De 13 a 17 de Junho. Quanto? £17. Onde? Regent's Park

 

Merge Festival O que é? Festival de arte, música e teatro a decorrer em vários locais em Bankside. Quando? De 8 a 1 de Junho. Quanto? Preços variados. Onde? Bankside

 

Sounds Like London O que é? Este evento que decorre ao longo de todo o mês tem o intuito de promover a música e locais de performances musicais em Londres. Quando? Ao longo de todo o mês de Junho. Quanto? Alguns eventos são gratuitos, outros pagos.

 

Políticos Portugueses votam contra a despenalização da Eutanásia

Eu vinha escrever sobre outro assunto, mas quando li o artigo de frente de página do Sapo de hoje não pude deixar de escrever sobre este tema, para deixar sair para fora o meu descontentamento com mais uma decisão dos políticos Portugueses, que a meu ver é negativa. Será que quem votou contra a despenalização da morte assistida, nunca conheceu directa ou indirectamente, alguém que tenha estado num sofrimento tal que preferisse a morte ao resto de uma vida a sofrer?

 

Na semana passada estava a falar com uma amiga sobre isso mesmo. O Pai dela está a lutar há anos contra vários problemas inclusive um cancro. Ele tem mais de 70 anos e à duas semanas atrás desistiu de lutar. Não existe forma alguma de poder recuperar e pediu aos médicos que lhe parassem toda a medicação porque só queria passar o resto dos seus dias em casa com a família sem tubos nem medicamentos. Está com dores e sofrimento constante, mas está lúcido e só queria acabar com o sofrimento rapidamente. A família percebe, e apoiaria a decisão dele de ter uma morte assistida se essa fosse permitida no Reino Unido. Mas não é. E estando em casa, se ele morresse por qualquer outro factor que não fosse uma morte natural, a mãe dela iria presa em suspeita de assassinato.

 

Um caso desses apareceu nos jornais locais de uma vila no centro de Inglaterra à uns tempos, onde o marido estava doente e queria morrer, mas não queria que a mulher ficasse com a culpa, por isso ela foi viajar durante o fim-de-semana quando ele decidiu efectuar o suicídio. A terra toda condenou a mulher por ter deixado o homem doente sozinho, e a polícia investigou-a de qualquer maneira, mas foi a única forma que o casal encontrou para acabarem com o sofrimento sem que ela pudesse ser a culpada. É justo deixar que famílias passem por isto? 

 

A medicina tem o poder para ajudar as pessoas a ir sem dor, com cuidado. Como é que é possível que tal não seja permitido e que seja considerado melhor deixar as pessoas sentirem os seus próprios orgãos a falhar e sofrer de maneiras horríveis?

 

Claro que tem que haver controlo e que sejam estabelecidos processos para evitar decisões bruscas, mas infelizmente há pessoas que beneficiariam do direito à eutanásia. Não percebo como tantos países podem negar tal direito às pessoas. Actualmente a eutanásia só está legalizada na Bélgica, Canadá, Colômbia, Holanda, Índia e Luxemburgo e o suicídio assistido está legalizado na Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Suíça, e alguns estados dos Estados Unidos da América. 

 

Acredito que custe aprovar tais decisões, talvez eu até não tenha toda a informação dos efeitos negativos que tal decisão possa trazer para um país, mas a legalização parece-me a solução mais humana e custa-me a acreditar como não há mais países a possibilitar esse direito. 

 

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GDPR - uma alegria para alguns e pesadelo para tantos outros

Se ainda não sabiam o que era o GDPR (General Data Protection Regulation), desde a última semana que já devem estar fartos de saber desta nova lei Europeia que pretende protejar a forma como as organizações guardam e lidam com os vossos dados pessoais, após terem recebido pelo menos uns 10 e-mails sobre o assunto. 

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Pois é, esta nova lei entra em vigor na sexta-feira dia 25, e parece que todas as empresas só se aperceberam agora de que tinham que se preparar para o assunto, porque de repente, estão todas a enviar e-mails de última hora a tentar manter os vossos endereços de e-mail subscritos na sua base de dados. E eu sou uma delas (não da parte de só me ter apercebido agora, que já andamos a tratar das preparações na empresa à meses, que o GDPR não afecta só a base de dados de marketing, mas relativamente à parte de ter também andado a enviar esse tipo de e-mails). 

 

Estive cuidadosamente a redigir os emails, para tentar que fossem o mais diferentes e atraentes possível. Para o primeiro fomos pelo tipo de e-mail que é curto, simples e directo, com um botão grande, e indicação do tipo de e-mails que podem continuar a esperar receber de nós. Cerca de 300 pessoas resubscreveram. Como o número foi tão baixo, no segundo e-mail que enviei, tentei uma outra alternativa e dei exemplos do tipo de emails que enviámos no passado, tais como o convite para uma festa num iate em Cannes Lions, eventos no Shard, e relatórios da indústria. Afinal, quem é que não quer ir a uma festa num iate em Cannes? Ou ir ver as vistas do Shard? Tudo bem que são eventos que decorreram no passado, e que possivelmente não vão voltar a acontecer, mas quem sabe até possamos vir a ter uns ainda mais interessantes, e se os contactos não resubscreverem, não vão ficar a saber o que é que vão estar a perder. O que acham? Resubscreviam se vos aparecesse um e-mail desse género? A mim, esse tipo de e-mail resultava concerteza. Mas parece que não resulta para a maioria. Cerca de 250 contactos resubscreveram.  

 

Portanto, tenho um dia para resubscrever o resto dos 17,500 contactos que tenho na base de dados. Fácil?  Pois é,  possivelmente depois do último e-mail de amanhã devo ficar com cerca de 4% da base de dados. 4%!!! Depois de anos a fazer a base de dados crescer aos poucos e poucos, de repente, assim sem mais nem menos, esse trabalho todo vai ao ar. E é isto mesmo que todas essas empresas que vos têm enviado e-mails estão a pensar também. É péssimo para as empresas, mas eu bem sei que para o indivíduo até que lhe vai saber bem de repente ficar com a sua caixa de correio limpa de newsletters que nunca lêem. Eu própria estou a aproveitar para não me resubscrever para a maioria. Enfim, lá se vai ter que lidar com o que nos restar. 

 

O custo de não cumprir com o GDPR é demasiado elevado para arriscar - 4% do proveito anual da empresa como multa. Pergunto-me, no entanto, se as muitas empresas Portuguesas que me mandam spam, mesmo spam a sério, a promover o tipo de coisas de que nunca demonstrei qualquer interesse em receber informação tais como máquinas para agricultura ou apartamentos no Cacém, se se vão preocupar com o GDPR ou não? Essas sim, deviam preocupar-se com o assunto porque são total invasão da minha caixa de correio e não me consigo livrar delas. Falei sobre esse tipo de emais aqui. Essas até me vai dar prazer queixar-me às entidades reguladoras do GDPR se me continuarem a enviar e-mails depois de sexta. 

Uma semana em Berlim

Esta semana passada estive por Berlim em trabalho. Tinha uma conferência na quinta e sexta, por isso aproveitei para ficar lá a semana toda e passar o tempo com a equipa do escritório de Berlim. Cheguei no Domingo ao final do dia, mas como estava um fim de tarde solarengo, não quiz deixar de aproveitar. Lembrava-me que Berlim é muito bom em termos dos muitos bares de praia no rio, por isso pesquisei por um que tivesse wifi para poder levar o portátil e preparar um pouco do trabalho que ía ter nessa semana. 

 

Fui parar ao Sage Beach em Kreuzberg - bons cocktails, com bom ambiente mas sem estar demasiado cheio de gente, confortável para lá estar sozinha a trabalhar durante um bocado. Gostei!

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Tinha pesquisado previamente por cafés/bares que ficassem abertos até tarde na zona, e um dos mais recomendados foi o Café Luzia, que ficava não muito longe do Sage. Então lá fui com o objectivo de jantar por lá, mas afinal, não tinham menus para jantar. Só fazem café e bolo durante o dia, e passa para bar durante a noite. Mas lá recomendaram-me o restaurante Santa Maria do outro lado da rua, e lá fui. Muito boa recomendação! Não só a comida era excelente, como a decoração era gira, e era também confortável para lá estar sozinha a jantar, com as suas mesas pequeninas e grandes janelas para dar para ver a vida passar pela rua. 

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Nos dias seguintes, só pude aproveitar Berlim um pouco ao final do dia, e na noite que tive livre tentei ir visitar uma galeria, que, como qualquer outro lado em Berlim, fica altamente longe do metro mais próximo. Nessa noite também foi a única noite que decidiu chover em força, por isso tive que correr no meio duma zona onde não havia qualquer abrigo, para conseguir chegar a esta galeria que queria ver, sem estar completamente encharcada. E quando finalmente chego lá - estava fechada! Uma hora mais cedo do que o que dizia no website e do que estava indicado na porta. Obrigadinha! 

 

A conferência em si foi interessante, e adoro o edifício escolhido - The Haus der Kulturen der Welt. A arquitectura deste edifício não passa indiferente a ninguém e, sendo localizada nas margens do Rio Spree, cria um ambiente muito agradável para quem por lá passa.

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Na noite de sexta-feira, houve um jantar organizado para algumas pessoas da conferência no edifício dedicado às exposições de carros do grupo Volkswagen, chamado DRIVE. Foi interessante, por estarmos a jantar rodeados de automóveis que não se vêm normalmente pelas ruas. Quem segue o Tuga em Londres no Instagram, terá visto o vídeo que tirei do interior nas Instagram Stories. . 

 

Tinha o meu avião marcado pelas 9:30h do dia seguinte, mas a cliente que estava comigo disse que lhe tinham recomendado um bar/discoteca muito bom a ir em Berlim. Resultado? Acabei por dormir pouco mais de 2 horas nessa noite, e ela dormiu menos ainda que o seu voo ainda era mais cedo que o meu, mas valeu a pena. 

 

Adoro Berlim! Se não fosse o facto das distâncias serem sempre tão grandes entre qualquer sítio onde se queira ir, e a cidade fosse mais simpática para andar, estaria indecisa se me deveria mudar para lá.

 

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Um dia difícil

Hoje foi um dia complicado no trabalho. Apeteceu-me escrever sobre o assunto porque quero deitar fora o que tenho cá dentro. Desde os despedimentos que houve na empresa por finais do ano passado que um dos membros da minha equipa, de que falei nesse post que lidou muito mal com a notícia, nunca mais foi o mesmo. Ele basicamente mudou-se para outra equipa onde o seu chefe estava baseado nos EUA e nunca acho que a nova equipa dele lhe deu a direcção que queria, nunca voltou a estar satisfeito ou sentir-se realizado e, pelo contrário, estava descontente com as diferenças que a nova função trouxe. Eu conseguia ver isso e falei com ele várias vezes sobre o assunto, mas nunca havia uma resolução imediata. Ele queria que as coisas voltassem como estavam antes, mas infelizmente isso não era possível. Estava desmotivado e isso notava-se no dia-a-dia. Mesmo nos projectos que trabalhava com a nossa equipa, não dava o seu 100% como costumava dar antes. Ele próprio era vocal sobre o seu descontentamento e dizia não ter trabalho o suficiente, o que é importante que tenha apresentado para que as coisas podessem mudar. Mas isso também contribuiu para o facto que a minha chefe ontem me desse a notícia de que íam fazer a função dele desaparecer da empresa e, como tal a sua função já não ía ser necessária. 

 

Custou-me saber isso e, apesar de perceber toda a lógica da decisão, eu tenho trabalhado com ele ao longo dos últimos 2 anos e meio, ele foi a primeira pessoa que contratei, já passámos por muita coisa juntos na empresa, por isso a ideia de que ele não vai estar lá mais, principalmente numa situação destas em que basicamente ele vai ter que sair por decisão da empresa, custa ainda mais. 

 

Desta vez não era eu que ía ter que ter essa conversa, mas eu estive nervosa o dia todo a pensar na reação dele ao ouvir as notícias ao final do dia. E tive que passar o dia a conversar com ele de forma normal como se nada estivesse a acontecer. Não foi fácil.  

 

Quando ele saiu da reunião onde eu soube que ele ía ser informado, eu perguntei-lhe se ele queria conversar, o que ele quiz. Felizmente ele viu a decisão como algo positivo para ele e tratou tudo de forma muito menos emocional do que tratou a situação das últimas vezes quando houveram despedimentos na empresa. Ele sabia que queria sair, e este foi o empurrão que precisava, para além de que lhe dava o tempo que precisava para procurar novo emprego enquanto continuava a ser pago. Eu sei que ele não vai ter problema nenhum em encontrar novo emprego por todas as qualidades que ele tem, mas não consigo deixar de sentir um aperto no peito por o deixar ir. Obrigada Mark, por tudo.