Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A época das Campainhas em Inglaterra

As florestas do campo Inglês estão em flôr nesta altura do ano, entre finais de Abril e meados de Maio com Campainhas ou 'Bluebells'. Podem encontrá-las um pouco por toda Inglaterra em zonas florestais, mas eu fui vê-las a Surrey este fim-de-semana, imediatamente a sul de Londres. Apanhei o comboio de London Bridge até Upper Warlingham, e a partir daí estava apenas a 30 minutos de zonas florestais com imensas campainhas. Se estiverem interessados em semelhantes passeios, podem encontrar alguns a partir deste guia da Countrylife.

 

Ficam algumas fotos do passeio que fiz este fim-de-semana na zona da Warlingham:

bluebells-walk15.jpeg

bluebells-walk21.jpeg

bluebells-walk12.jpg

bluebells-walk20.jpeg

bluebells-walk16.jpeg

 

 

 

Enviar encomendas do Reino Unido depois do Brexit

No início do mês a minha mãe fez 70 anos. Era suposto ter estado em Portugal para todos fazermos uma grande festa mas claro que isso não foi possível. Como tal quis ao menos enviar-lhe um presente para ter no dia dos anos. Queria-lhe dar um fio mas queria enviar juntamente com um cartão escrito por mim para ser um presente bonito. Se eu comprasse directamente de Portugal, viria numa caixa sem estar embrulhado nem nada, portanto fui ver quais as minhas opções para poder enviar a partir de cá, sabendo que hoje em dia, com o Brexit, enviar encomendas não é tão fácil ou rápido como costumava ser. Mas também não esperava que fosse assim tão mau. 

 

Pesquisei primeiro pelas companhias de entrega e verifiquei que, apesar do Brexit, estavam-me a dar uma estimada data de entrega de 3 dias para Portugal. Encontrei um fio de que gostei a partir do Etsy, e enviei primeiro para minha casa, para poder embrulhar o presente e colocar juntamente com um cartão. 

 

Como a transportadora dizia que só demorava 3 dias para entrega, mesmo assim, decidi enviar com o dobro da antecedência só para ter a certeza de que chegava a tempo. A transportadora cobrou £35 pela entrega.

 

Um dia depois de ter enviado, telefonaram-me da central da transportadora no Reino Unido a dizer que eu tinha que colocar a factura de alfandega com a encomenda porque senão não a deixavam passar. Nessa factura tem que estar indicado o conteúdo e valor da encomenda - Eu já tinha ouvido falar da necessidade de enviar tal factura, mas pensei que só seria necessário com os correios porque com a transportadora eles teriam toda essa informação através do código de barras que tive que colar no pacote. Mas afinal, tal não é suficiente, e a factura de alfandega será sempre necessária quando se enviar o que quer que seja para fora do Reino Unido, apesar de não me terem indicado que tal seria preciso quando fiz o pagamento da encomenda. Mas lá a enviei por email, e a transportadora confirmou que a colocou com a encomenda.

 

Uma semana e meia depois de ter enviado a encomenda e, 5 dias depois do aniversário da minha mãe, a minha mãe recebe uma mensagem da alfândega a dizer que tem uma encomenda que está retida na alfandega porque o número de referência da encomenda tinha um número a menos do que é normal. Como tal tinha que lhe enviar a prova de pagamento da encomenda para verificar o número de referência. 

 

Lá eu lhes enviei a tal prova. No dia seguinte pediram-me também o número de contribuinte. 

 

Um dia depois pediram-me que lhes enviasse a factura de alfândega (outra vez). Lá enviei.

 

E que tal me terem pedido tudo o que precisavam de uma vez só em vez de pedir cada coisa em dias separados, não?

 

Seis dias depois recebi uma confirmação de que a encomenda estava a ser despachada para entrega e que, ao ser recebida, tinha que pagar uma nova factura de custos de gestão de alfândega, no valor de,... esperem por esta... €107!!! €107!!! Mal podia acreditar! 

Screenshot 2021-04-25 at 21.57.58.png

Screenshot 2021-04-25 at 21.58.14.png

Ainda enviei um email de volta para tentar fazer com que eu pagasse o valor para que não pedissem à minha mãe para pagar isso, mas já foi tarde demais, e a entrega já tinha sido feita e a minha mãe tinha pago pelos custos administrativos. Claro que depois lhe paguei, mas ela acabou por ficar a saber o custo da alfândega e o custo do presente porque estáva indicado na factura de alfândega que estava anexada à encomenda. 

 

Resultado, não só a entrega do documento custou-me no total mais do que o presente em si, como demorou, não 3 dias como tinham indicado, mas 3 semanas. Portanto, a conclusão é que se poderem evitar enviar qualquer encomenda que seja para dentro ou fora do Reino Unido, evitem. 

Comprar casa em Londres - Parte V

Já há algumas semanas que não fazia um update da mudança para a nova casa, porque sinceramente, não têm havido grandes updates.

  • A organização que gere a minha Shared Ownership tinha o direito de promover directamente o apartamento durante um período de 8 semanas. A primeira pessoa que viu a casa fez uma oferta, mas não passou aos requerimentos financeiros da organização, e como tal, não pude proceder com a venda.  Mas como a organização quase não fez promoção nenhuma, acabei por só ter duas pessoas a verem o apartamento, e como tal, não vendeu. 
  • Ao fim das 8 semanas tenho o direito de vender o apartamento através de um agente imobiliário e ao preço total - portanto sem ser em shared ownership. Então contactei alguns agentes, e com todos os detalhes acordados, o apartamento foi colocado novamente no mercado na quinta-feira passada. 
  • Nesse mesmo dia tive uma reunião dos residentes com a nossa organização de gestão do edifício e eles deram-nos as notícias de que identificaram que o material colocado no chão das varandas não é seguro de acordo com as novas regulações de prevenção de fogos em prédios. Como tal vão ter que ser substituídas e ainda não nos conseguem dar uma data certa de quando isso vai acontecer.

 

Resultado? Agora tenho todas as dúvidas sobre se devo continuar com a tentativa de venda antes desta situação estar resolvida. Isto é altamente negativo não só porque é um risco de fogo, os eventuais compradores provavelmente não estão interessados a comprar até a situação estar resolvida, e os bancos provavelmente não vão emprestar dinheiro a compradores quando o apartamento em questão está em risco de pegar fogo mais facilmente que outros. 

 

Vou falar com o agente amanhã mas o mais provável vai ser mesmo ter que adiar esta nossa venda e compra por um período indefinido até nos resolverem esta situação. É muito desanimador quando já estávamos tão entusiasmados com a ideia de nos mudarmos para uma casa com mais espaço. São coisas que acontecem e que, infelizmente não são do nosso controlo o que torna a coisa ainda mais frustrante porque efectivamente não podemos fazer nada a não ser esperar que a organização resolva o assunto. Agora estou para ver é quanto tempo é que isto vai demorar...

 

balcony.jpg

 

Mais uma semana até ao princípio do fim

Daqui a uma semana e 3 dias as primeiras lojas não essenciais vão finalmente poder abrir. Entrámos no nosso terceiro confinamento aqui em Inglaterra a 5 de Janeiro e, desde essa altura que as lojas não essenciais não voltaram a abrir, que não podemos viajar, que não nos podemos encontrar com mais do que um amigo fora de casa. Faz mais de 4 meses nesta situação em que os nossos dias, noites, fins-de-semanas são idênticos ao outro anterior. Foram 4 meses em que temos estado a viver o 'Groundhog Day' continuamente. Só que em vez de passarmos o dia num festival cheio de pessoas onde temos a oportunidade de socializar e conhecer cada pessoa melhor, passamos os dias a fazer passeios sozinhos ou com as pessoas que vivemos, a ouvir podcasts, tentar ser imaginativos com a culinária e ver séries sem fim no Netflix. 

 

 

Devo dizer que este ano permitiu-me conhecer melhor a zona onde vivo do que nos 6 anos anteriores em que já estava na zona. Neste momento penso que já não há qualquer rua num rádio de 5 km por onde ainda não tenha passado. Isso é positivo não é? Sempre é bom conhecer bem a zona onde se vive. Não seria bem o que teria escolhido fazer num ano normal mas há que olhar pelo lado positivo da coisa.

 

Esta fase também nos ajudou a parar e pensar mais na vida que vivemos, o que alcançámos e o que ainda queremos alcançar. E devo dizer que, pelas conversas que tenho tido com muitas pessoas, isso não tem sido necessariamente uma actividade positiva. Afinal, quando temos uma vida ocupada e não estamos a atingir aquilo que queremos - quer seja o trabalho que fazemos; o lugar onde vivemos; estarmos a partilhar a nossa vida com a pessoa certa; ou fazer o projecto que temos planeado à anos - temos uma desculpa para não os termos atingido porque estamos demasiado ocupados. Agora de repente temos tempo. Tivemos um ano inteiro de tempo, e apesar de haver o desconfinamento em vista, não temos a certeza total de que efectivamente vamos voltar à normalidade que conhecíamos em 2019 para breve. E com todo este tempo é inevitável que tenha havido muita ansiedade, depressão, incertezas, porque não são muitas as pessoas que podem dizer que está tudo bem com elas e que têm a vida exactamente como elas queriam. Pelo contrário, acho que nunca ouvi tantas pessoas dizerem num espaço de tempo tão pequeno de que esta não era a vida que imaginaram para elas. 

 

Conheço quem se queira divorciar porque se apercebeu, com o confinamento, que estar 24horas com o pai do filho só lhe traz desgosto; quem decidiu que vai ser mãe solteira porque quer mais que tudo ser mãe mas que já não sente qualquer esperança de ter tempo para  conhecer o futuro pai dos filhos a tempo de engravidar enquanto ainda é jovem o suficiente para o fazer com segurança; conheço quem se apercebeu que escolheu a carreira errada mas que enquanto não sairmos do confinamento não pode fazer uma mudança; conheço também quem tenha decidido optar voltar ao trabalho que tinha deixado à anos atrás porque o confinamento não lhe permitiu continuar a seguir o seu sonho;conheço também quem tenha visto os seus negócios aceleraram de uma forma que nunca teria acontecido se não fosse a pandemia e que, agora estão muito melhor financeiramente do que o que estavam à um ano atrás; conheço quem decidiu mudar-se para o campo para poder ter o espaço e o conforto que acha que nunca vai poder ter na cidade;  conheço também quem se tenha enroscado de tal forma em casa com receio e ansiedade de apanhar o vírus que agora se sente altamente desconfortável por sair de casa e não gosta da ideia de voltar a encontrar-se com pessoas. 

 

Esta pandemia trouxe-nos mais que muitas mudanças na vida e dúvidas que colocaram em perspectiva e em questão as nossas decisões. Tem havido muita tristeza associada com tudo isto mas eu espero que este ano de introspecção, nos ajude a termos força para podermos tomar as decisões que precisamos de tomar para fazermos as mudanças que sejam necessárias baseadas naquilo tudo que andámos a pensar e que concluímos. Somos nós os donos das próprias vidas e devemos vive-las como quisermos pelo que espero que daqui a um ou dois anos, quando olhar para trás para este período, em vez de apenas pensar em todas as coisas negativas que estão intrinsecamente associadas a este período, que consiga também ver as mudanças que eu e as pessoas que me envolvem fizeram para melhorar de uma forma ou outra aquilo que achámos que não estavam bem certo. 

 

Entretanto só espero que o Governo Britânico esteja correcto, e que este terceiro confinamento que estamos quase a terminar, tenha sido mesmo o último para podermos finalmente passar esta fase e sair do 'Groundhog Day'. A ver vamos...

Até me esqueço que tinha férias para tirar

Esta coisa do lockdown e de ter quase tudo fechado durante meses a fio significa que as únicas férias que tirei até agora foram mesmo as do Natal e o meu dia de aniversário. Mesmo assim, tinha férias a mais e muito que fazer no trabalho, portanto acabei por decidir passar 4.5 dias de férias do ano passado para este ano, esperando que antes da sua data de prazo (dia 1 de Abril) eu poderia tirá-las para ir passar uma semana numa casa de campo algures pela Inglaterra, mas qual quê. Vamos entrar em Abril e ainda não há hipótese de se ir para lado nenhum. Esqueci-me completamente do prazo até meados da semana que passou. Já estávamos a meio de Março e estou com imenso trabalho por isso não me estava nada a ver a conseguir tirar os tais 4.5 dias a que tinha direito, mas também não os queria perder totalmente. Nesta empresa também não permitem pagar férias que não tenham sido utilizadas por isso estou mesmo numa daquelas situações de 'use it or lose it'. Decidi tirar dois dias e, como tal, vou ficar com um fim-de-semana prolongado na próxima semana e, novamente na semana seguinte, por ter os feriados da Páscoa. Como tal, esta semana que vem trabalho 4 dias e na seguinte trabalho só três. Acho que vai saber bem aproveitar pelo menos dois dos dias a que tinha direito, mas de facto o lockdown tira um pouco a satisfação de ter férias. 

 

Para já estou a planear fazer um passeio de bicicleta num dos dias, e no outro planeio dedicá-lo a um projecto que comecei no primeiro lockdown do ano passado. Como esse projecto envolve estar sentada ao computador como em qualquer outro dia de trabalho acho que não vai saber bem a férias, mas enfim. Numa situação normal, iria levar o portátil para um café, e trabalhava de lá que sempre tornava a experiência diferente do dia-a-dia, mas como ainda faltam dois meses para me poder voltar a sentar dentro de um café, vou mesmo ter que me sentar no meu local habitual. Ou quem sabe, talvez altere um pouco a posição da mesa só para me sentir num ambiente ligeiramente diferente do ambiente de trabalho  Aii, estou tão farta disto que nem os dias de férias são dos mais entusiasmantes, mas é um último esforço - mais dois meses para voltarmos a um situação um pouco mais próxima da normalidade 

 

Numa nota mais positiva, se houver algum leitor do blog que seja baseado no Este de Londres, descobri esta semana um novo serviço local de entrega de compras de supermercado que entregam em 10 minutos, inclusive produtos de lojas locais, e não utilizam plásticos para a entrega. Como são um serviço novo em Londres estão a fazer um desconto de £10 em qualquer ordem (sem ordem mínima). Achei bem bom (estas são o tipo de coisas que me deixam entusiasmada no lockdown - qual é o novo serviço de entrega ). Para os interessados este é o Gorillas App, e podem utilizar o código LDN10 para receberem o desconto.

gorillas.jpg

 

Camden High Line - Novo parque no horizonte

Já há planos bem avançados para Londres poder iniciar a construção de um novo parque que utiliza o percurso de uma linha de comboios abandonada, entre Kings Cross e Camden à semelhança do conceito da high line de Nova York - seria a nova Camden High Line.

camden-highline-location.png

 

As vantagens da construção deste parque são variadas - não só surge como um novo espaço público verde para todos poderem apreciar, como vai ser uma boa alternativa de percurso a ser percorrido entre estas duas localidades para ajudar a reduzir o número de pessoas que chega a Camden Town através da estação de metro que está demasiado cheia no dia-a-dia normal (quando não estamos em modo de pandemia). Ajudaria também a reduzir o número de pessoas que, actualmente fazem o mesmo percurso, ao longo do canal. Além do mais, com a construção desse parque no ar, iria fomentar mais trabalho para a zona e, uma vez que o parque fosse concluído, também ía levar à criação de novos negócios e emprego para a zona com os cafés e outros estabelecimentos que serão criados junto à High Line. 

Podem ler mais sobre o projecto aqui, e se quizerem ajudar a que este projecto se torne uma realidade podem fazer donações ou subscreverem à sua mailing list para receberem mais updates sobre o progresso a partir daqui

Eu pessoalmente acho que é uma óptima ideia e adorava ver esse novo espaço construído entre as duas localidades. 

camden-highline-plan.png

Vê-se a luz ao fundo do túnel

Esta semana foi anunciado o plano para terminarmos com o confinamento no Reino Unido com o objectivo de que, uma vez que sairmos, não vamos voltar novamente ao confinamento. O Governo tem a confiança de poder dizer isso tendo em conta a velocidade a que as vacinas estão a ser administradas e, porque espera que todos os adultos no Reino Unido tenham recebido a sua vacina em Julho. Eu e todos esperamos que o Governo esteja correcto desta vez, mas imagino que só vai conseguir atingir o nível esperado de controlo do vírus se mantivermos as viagens internacionais limitadas e com teste e quarentena obrigatórias como estão a fazer na Austrália. Sinceramente, prefiro não sair desta ilha por mais um ano mas poder viver uma vida o mais normal possível aqui dentro do que me deixarem ir viajar e com isso, encontrarmo-nos constantemente numa situação de surjo de infecções.

 

Então este foi o plano anunciado:

  • 8 de Março: as escolas voltam a abrir (imagino que todos os que têm crianças estejam mais que satisfeitos com estas notícias)
  • 12 de Abril (ou depois desta data): retalhistas não essenciais e ginásios podem abrir. Bares, pubs, restaurantes podem servir pessoas em zonas exteriores. Eventos ao ar-livre de drive-in podem abrir. Acomodação de férias individuais também podem abrir (ou seja hóteis ainda não vão ser permitidos porque os hóspedes partilham o espaço interior mas casas individuais alugadas por inteiro podem abrir)
  • 17 de Maio (ou depois desta data): Eventos ao ar-livre com um máximo de 30 pessoas podem decorrer. Dentro de espaços fechados podem-se encontrar no máximo 6 pessoas ou duas casas (se o número fôr maior que 6). Aulas de exercício, cinemas, hoteis podem abrir, e os estádios podem começar a receber público até metade da sua capacidade.
  • 21 de Junho (ou depois desta data): Final das restrições

Para informações mais detalhadas sobre o que pode e não abrir, vejam o site oficial do governo Britânico.

O resultado da informação anunciada levou a que a população começasse a marcar tudo o que é acomodação de férias e festival do verão pelo que muitos dos festivais já estão esgotados e tenho pesquisado por acomodação de férias que também já está esgotada até Setembro. Claro que todos estão com muita vontade de tirar férias e sair do seu ambiente à volta de casa por isso é inevitável esta reacção do público. Agora se os grandes eventos tais como os festivais vão mesmo decorrer este verão, isso é que ainda estamos para ver. 

sold-out-festivals.JPG

 

 

Mapa de passeios em Londres

Descobri hoje este mapa de passeios por Londres no website do Londonist e achei por bem partilhar que, sem dúvida, se há pelo menos uma coisa que se pode fazer hoje em dia e que sabe bem, é dar passear agradáveis. 

london-walks-map.png

O mapa conta com passeios ao longo de canais, parques, bosques, do rio, campo, todos eles em Londres. Já fiz alguns mas vejo que há muitos mais para fazer. Ficam na lista para quando fôr possível viajar um pouco mais longe de casa. Podem encontrar mais detalhes sobre as rotas neste post do Londonist.

Canais Portugueses no Youtube de exercício

Desde que o meu ginásio fechou por alturas de Março do ano passado que ainda não voltei mais ao ginásio, e encontrei como alternativa, alguns canais do YouTube de que gosto e que tenho seguido mais ou menos desde essa altura. 

O meu preferido e que utilizo mais frequentement é o canal da MadFit.  Gosto por várias razões:

  • Ela não perde tempo com conversa e cada vídeo é dedicado aos vários exercícios, tem um bom espaço para fazer os seus vídeos e a sua produção tem qualidade
  • Os vídeos têm diferentes níveis de dificuldade, mas de forma geral, acabo cada vídeo a sentir que efectivamente fiz um bom exercício
  • Os vídeos têm durações diferentes mas maioritariamente são de 15, 20 ou 30 minutos portanto não exigem muito tempo mas também não são muito curtos
  • Ela faz post de vídeos novos frequentemente
  • A maioria dos vídeos trabalham o rabo, a barriga, os braços ou o corpo todo, mas também tem vídeos de yoga ou de dança, pelo que é bastante variado
  • Tem os vídeos organizados por playlists separados por categorias o que permite ser fácil de procurar e seleccionar o vídeo pretendido
  • A Youtuber tem uma personalidade simpática e não é exagerada na forma de falar como a maioria das YouTubers Americanas (se bem que ela é Canadiana, o que pode justificar a diferença)

Screenshot 2021-02-14 at 17.29.52.png

 

Depois também faço vídeos de yoga com o canal da Americana Yoga with Adriene e por vezes altero os vídeos de exercício da MadFit com os vídeos do Britânico Joe Wicks no seu canal The Body Coach TV

Os vídeos dos três canais são gratuitos mas os seus organizadores ganham uma remuneração considerável através da publicidade do YouTube, porque têm uma rede de seguidores tão grande, que acabam de passar muitos anúncios nos seus canais e, como tal, recebem muito boas comissões. Para terem uma ideia, um Youtuber geralmente recebe uma comissão entre $0.01 a $0.03 por cada anúncio visto no seu canal. Pode parecer pouco, mas o The Body Coach TV tem 2.7M de seguidores no seu canal, a MadFit tem 5.4M, e o Yoga with Adriene tem $9.4M de seguidores, portanto, mesmo o The Body Coach que tem menos seguidores, se ganhar em média $0.02 por anúncio, corresponde a $54,000 se cada um dos seus seguidores visse os seus vídeos apenas uma vez. Mas claro que isso não acontece. Geralmente as pessoas decidem seguir um YouTuber porque vêm os seus vídeos frequentemente, portanto mesmo que cada seguidor visse apenas 5 vídeos do The Body Coach durante um ano inteiro, isso representa para o seu organizador, $270,000 anuais só através da comissão dos anúncios nos seus vídeos no YouTube (e ele faz muito mais do que vídeos de YouTube). 

 

Então esta semana estava a pensar se existem YouTubers Portugueses que organizem canais semelhantes. Concerteza que devem haver mas sendo que o nosso país é bem mais pequenino que os dos outros organizadores, os YouTubers Portugueses, em princípio vão sempre ter menos seguidores que os YouTubers Norte Americanos por exemplo. Por isso achei que se conseguisse encontrar canais Portugueses igualmente bons, queria começar a fazer os seus vídeos para apoias os YouTubers Portugueses também. Comecei a fazer uma pesquisa, mas devo dizer que não consegui encontrar muita escolha. A maioria dos canais de exercício em Português que encontrei foram canais Brasileiros, e nesse caso, como o Brasil também é um país tão grande, os YouTubers locais podem também conseguir grandes audiências. No entanto o número de canais de Portugueses que encontrei foram muito poucos, e entre os que encontrei, não correspondem exactamente àquilo que procuro neste tipo de vídeos. Foram eles:

  • 100 Desculpas - é um canal criado pela actriz Vanessa Martins (não a conheço. Imagino que tenha surgido na TV Portuguesa nos últimos anos). Os exercícios parecem bons mas cada vídeo apenas tem cerca de 5 minutos, o que significa que cada vez que se começa um, logo se perde aquele tempo de início em que ela está a explicar o que vai fazer. Também ela parece que desistiu de adicionar vídeos no canal, que ainda só lá tem cerca de 14 vídeos de exercício. O seu canal actualmente tem 35.2k seguidores.
  • Dicas do Salgueiro - o organizador é muito animado nos seus vídeos e tem uma grande variedade de conteúdo desde vídeos de exercício a vídeos de nutrição e podcasts, mas devo dizer que também não achei ideal porque ou encontro uma playlist de exercícios em casa com o mínimo de 1 hora cada vídeo, ou são super curtos de cerca de 5 minutos, e ele também tende a falar um bocado nos vídeos antes de começar os exercícios o que, não é ideal quando não se tem muito tempo e apenas queremos exercitar até suar e depois continuar com o dia. O seu canal tem neste momento 370k seguidores.
  • Não consegui encontrar canais de Portugueses dedicados a Yoga.

 

Mas não posso acreditar que não existam imensos outros canais também muito bons de Portugueses para exercício ou yoga. Podem é ter poucos seguidores e por isso talvez não me estejam a aparecer nas pesquisas. Se conhecerem alguns canais bons por favor indiquem nos comentários que adorava poder experimentar outros canais e poder contribuir para esses canais mais pequenos.

Comunidade para quem vive sozinho

Apesar de eu não viver sozinha, durante o primeiro lockdown no ano passado, eu descobri através do Twitter uma jornalista que escreve o The Single Supplement. Esta é uma newsletter que ela lançou por finais de 2019, para comunicar sobre tudo o que lhe ia na alma, relacionado com o facto dela própria ser solteira e viver sozinha, e achar que não havia uma comunidade ou meio onde as pessoas falavam abertamente sobre a vida a um. Haviam sim fóruns e afins para pessoas que vivem sozinhas falarem sobre dating, encontrar um(a) companheiro(a), etc., mas não era esse o objectivo dela. O objectivo era criar uma comunidade entre pessoas que vivem sozinhas ou que são solteiras para entre elas trocarem experiências, falarem de coisas que as preocupam ou de coisas que adoram, e discutirem sobre como viver bem consigo próprias. Por isso, para além da newsletter, onde ela partilha as suas próprias opiniões, e a opinião de alguns escritores convidados, ela também criou um grupo do facebook para que pudesse haver essa interacção de ideias entre pessoas da comunidade. 

thesinglesupplement-2.png

Quando descobri a newsletter, acabei por ler quase todas as newsletters anteriores, e devo dizer que fiquei fã. Gostei muito porque os temas que ela abordou lembraram-me perfeitamente aquilo de que gostava ou me preocupava quando eu própria era solteira, desde pequenas coisas como ir comer a um restaurante sozinha a estar bem comigo própria de forma geral. Adorava que essa newsletter já existisse nessa altura porque acho que me ía ajudar bastante, e acho que já a comuniquei a todas as minhas amigas que vivem sozinhas actualmente porque penso que também as pode vir a ajudar. E vivendo sozinha ou não, acho que a newsletter é muito interessante, e tenho-a lido quase todas as semanas desde que me subscrevi à newsletter por volta de Abril do ano passado. 

 

Principalmente com este ano de pandemia, onde o distanciamento social é essencial, viver sozinho tomou uma perspectiva bem diferente de qualquer outro ano por isso decidi comunicar esta newsletter e comunidade aqui também, que acho que pode ser útil para as pessoas que se sintam sozinhas neste momento.