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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Um mês a não parar

Este mês está a ser sem parar. Estamos a meio de Setembro, e este mês já tive um casamento, fui a um festival ao País de Gales, fui a um evento de trabalho na Colónia e, esta semana ainda vou para a ilha de Mallorca para um fim-de-semana prolongado com as amigas. Devo dizer que, apesar de andar de um lado para o outro, acho que estes próximos dias me vão saber bem. O festival foi divertido, o evento foi interessante, mas fazer um imediatamente a seguir ao outro fez com que eu não descançasse mesmo nada. Resultado - no sábado estava doente.

 

Sinceramente, dá para perceber que o meu corpo simplesmente não quer o rebuliço do andar de um lado para o outro constantemente, seguido de várias horas de trabalho a tentar fazer o máximo possível no menor espaço de tempo. E o facto é que não tirei férias durante o verão, por isso também ainda não me deu para fazer aquela pausa do dia-a-dia que é bem necessária de vez em quando. Parece que deixei tudo de saídas para Setembro e agora tenho um mês demasiado preenchido. Mas ao menos estes dias em Mallorca acho que vão saber bem. Alugámos uma casa no meio do nada e, como tal, o objectivo vai ser fazer nenhum à sombra da bananeira. Os nossos planos são descansar, conversar, apanhar banhos de sol (se bem que parece que o tempo está de trovoada para lá, por isso nem sei bem se vamos ter esse prazer), ler livros e fazer umas comidas boas. Só! Este post até nem parece escrito por mim, que sempre que vou a algum lado só quero ir passear para ver coisas, e sair para ir dançar, mas desta vez não. Só quero calma e descanso. Não sei se este é mais um dos sinais da idade a avançar, mas o que é certo é que, devemos ouvir aquilo que o nosso corpo nos pede. Quando pede festa e animação, devemos-lhe dar isso, e quando quer descanso, devemos-lhe dar isso também. Gosto de seguir a regra de dar atenção àquilo que o corpo me pede porque acho que é uma forma de ele se manter saudável durante mais tempo. 

 

Ainda nunca fui à ilha de Mallorca, mas pensámos que seria uma boa opção para esta altura do ano, por ser mais quente que outros locais na Europa. Os preços dos voos e da vila que alugámos também são muito bons por isso pareceu-nos a opção ideal. Vamos lá em celebração do aniversário de uma amiga. Elas já lá estão desde sábado, mas como eu sabia que não podia tirar tantos dias de férias, vou só apanhar a segunda metade da estadia. Mas vejo que elas estão a adorar a experiência pelas fotos que me têm enviado, por isso mal posso esperar para partilhar alguns dias com elas por lá também. E venham as mini-férias! 

 

 

 
 
 
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It’s not coffee but it’s a damn fine spot to sit and enjoy one. #mallorca #landscape #sea #chill

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 Foto de Mallorca retirada do Instagram

O que fazer em Londres em Setembro de 2018

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E pronto, estamos a chegar ao fim de mais um verão, mas ainda não é o final dos eventos ao ar-livre. este é o mês quando se celebra o que de melhor o rio Tamisa tem para nos oferecer e, nas zonas próximas às margens do rio, vão encontrar vários eventos relacionados com o Totally Thames. A Bermondsey Street vai fazer a sua festa anual de promoção desta bonita e interessante rua, e este mês traz, o que para mim, é um dos eventos anuais mais interessantes da cidade em termos de patrocinar uma forma do público ficar a conhecer melhor a cultura da sua cidade através da Open House. 

 

Totally Thames - O que é? Festival que decorre durante todo o mês de Setembro com vários eventos e exibições em celebração do rio Tamisa. Quando? Até 30 de Setembro. Quanto? Alguns eventos pagos. Ver site para preços. Onde? Vários locais na margem do Tamisa.

 

On Blackheath - O que é? Um dos últimos festivais do verão de Londres, decorre no parque de Blackheath, junto a Greenwich. Este é um festival relativamente pequeno mas com um ambiente simpático e agradável para todas as idades. O headliner deste ano são os Squeeze e a Paloma Faith. Quando? 8 e 9 de Setembro. Quanto? £56 por um dia ou £92 para os dois dias. Onde? Blackheath.

 

Classic Boat Festival - O que é? Inserido no Totally Thames, este festival envolve a apresentação de vários barcos clássicos de vela e iates na St. Katherine's Docks. Vão haver actividades para crianças e a oportunidade de experimentarem andar de canoa gratuitamente. Quando? 8 a 10 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? St. Katherine's Docks

 

Picasso 1932 - O que é? Esta exposição que retrata as pinturas de Picasso durante o ano de 1932, quando ele tinha 50 anos, está quase a terminar por isso esta será a última oportunidade para a verem. Quando? Até 9 de Setembro. Quanto? £22. Onde? Tate Modern.

 

Carnaval de Hackney - O que é? À semelhança do Carnaval de Nothing Hill, o Carnaval de Hackney conta com marchas, palcos de música na rua, inclusivé em Ridley Road e Gillett Square em Dalston, e com comes e bebes de influencia das caraíbas e africanos. A principal diferença é que o carnaval de hackney é muito mais pequeno e menos conhecido, mas mesmo assim traz animação para quem gosta dos ritmos carnavalescos. Quando? 9 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Vários locais de hackney. Ver no site para detalhes.

 

Bermondsey Street Festival - O que é? A Bermondsey Street geralmente é bastante animada, mas neste dia ainda vai estar mais porque será fechada ao trânsito para dar lugar a stands de comerciantes locais, dois palcos com música, um show de cães e mais actividades. Quando? 15 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Bermondsey Street, London Bridge

 

London Design Festival - O que é? Para os amantes de design e arquitectura este é um evento a não perder. Conta desde um labirinto interactivo no V&A à instalação 'Alphabet' de Kellenberger-White em Finsbury Square, entre vários outros eventos, instalações, workshops e exibições. Quando? De 15 a 22 de Setembro. Quanto? Alguns eventos gratuitos outros pagos. Onde? Vários locais por Londres

 

Festa de lançamento de uma nova cerveja Fourpure - O que é? O Londonist, em parceria com a cervejaria Fourpure, vão lançar uma nova cerveja, e o lançamento será celebrado em festa e o bilhete incluí 4 cervejas, um goodie bag e música ao vivo. Quando? 16 de Setembro. Quanto? £10 Onde? Foursquare Brewery em South Bermondsey.

 

Open House - O que é? Centenas de edifícios de interesse arquitectónico ou histórico vão abrir as portas ao público. Para os edifícios mais icónicos tais como 'Downing Street 10' ou o Shard, os bilhetes vão estar disponíveis através de uma selecção aleatória e, os interessados têm que preencher um formulário o quanto antes. Quando? 22 e 23 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Por toda a cidade de Londres.

 

 Deptford X - O que é? Programa que incentiva artistas locais a exibir. Os 10 dias do evento contam com um programa de exibições e um programa de festival fringe. Detalhes do programa ainda estão para ser anunciados. Quando? De 21 a 30 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Vários locais em Deptford.

Uma experiência falhada no Secret Cinema

Secret Cinema é uma das noites populares que já decorre em Londres há vários anos e que combina ver um filme com a experiência teatral em volta desse filme. Ao início, lembro-me que as pessoas não sabiam que filme iam ver até ao momento do evento. Os bilhetes já era um pouco caros nessa altura a cerca de £40. Hoje em dia os bilhetes já são mais que £70. Ao longo dos anos o conceito tem mudado e hoje em dia, todo o espectáculo de teatro em volta do filme está maior e melhor, mas os filmes já não são um mistério. O filme em questão é altamente publicitado e os organizadores criam imenso interesse e expectação antes do lançamento de um novo filme. 

 

Praticamente toda as pessoas que conheço por cá já foram pelo menos a um Secret Cinema, mas eu ainda nunca tinha ido. Tentei pela primeira vez no ano passado quando estavam a apresentar o filme Moulin Rouge. Uma amiga tinha conseguido bilhetes super descontados a £20 cada para um dos últimos shows, por isso marcámos. Em cada filme, os espectadores fazem parte do ambiente do cenário do filme, por isso, a cada espectador é dada informação sobre o personagem que têm que representar no dia, e são dadas indicações sobre o que devem vestir, acessórios a trazer e informação que ofereça de guia inicial para o que os espectadores podem esperar do seu envolvimento com o teatro. Nessa altura quando tive os bilhetes para o Moulin Rouge, a personagem que eu ia ter que representar ia ser a de um criminoso corcunda com uma cicatriz na cara  Eu lá estava disposta e curiosa por representar a minha personagem, mas apesar de toda a expectação, nesse dia fiquei doente de cama, por isso não houve qualquer hipótese para eu conseguir ir.

 

As minhas amigas foram e tomaram parte na parte inicial do teatro, mas a certo ponto, houve um corte de luz, por isso o evento teve que ser cancelado antes de poderem começar o filme. Assim sendo, deram-nos bilhetes para outro Secret Cinema em compensação. Isso foi bom para mim, porque ao menos o preço que paguei pelo bilhete não tinha sido em vão. Deixámos passar o Blade Runner (não porque não queríamos ver esse filme, mas apenas porque não calhou com as datas). Tentámos marcar para ver o Romeu e Julieta, mas umas semanas antes da data que tínhamos marcado, uma das nossas amigas diz que ia ter que viajar com o trabalho nessa data, por isso tivemos que mudar para outra data. Acontece, que nessa data em que tínhamos marcado o Romeu e Julieta inicialmente, choveu torrencialmente, e tiveram que cancelar o filme, por isso, até que calhou bem termos mudado. A nova data foi agora nesta sexta-feira que passou. O meu personagem desta vez era uma das raparigas da família dos Montague's (a família de Romeu). Foi engraçado preparar-me para o evento, aprender a coreografia dos Montague's e umas frases que tinha a dizer para fazer as pazes com os Capulents.

 

Quando chegámos, ainda era cedo, por isso decidimos ir comer antes de nos envolvermos com a peça. Foi fila para a comida, fila para o bar, e quando finalmente estávamos prestes a envolver-nos com a peça, já todos tinham entrado no recinto e, como tal, não haviam os artistas iniciais a guiar os grupos de pessoas, logo, não sabíamos muito bem por onde começar. Juntámos-nos a um grupo, mas eles estavam a acabar aquilo que tinham dito. Como o recinto do Romeu e Julieta decorreu ao ar-livre com ar de festival, todos os grupos estavam muit separados. Segundo o que ouvi dizer, geralmente não acontece assim, e é mais fácil de seguir o grupo devido à estrutura habitual dos shows, mas este, sendo verão, tinha todo o espaço ao ar-livre e era muito maior do que é normal. 

 

Enquanto tentámos descobrir por onde devemos ir, começa a chover. Vamos esconder-nos dentro de um dos bares, onde nos envolvemos com um pequeno sketch de teatro numa zona do bar. Entretanto como a chuva continua com força, grande parte dos espectadores também decide vir resguardar-se no bar. Ou seja, ali estávamos, bem apertadas, enquanto esperávamos pela chuva passar. Até pensámos que fossem cancelar o show, mas não cancelaram. Quando a chuva começou a passar, vimos que o filme estava a começar, mas já não nos podíamos sentar no chão que, a nossa manta estava encharcada e o chão, cheio de lama. 

 

Resultado, com imensa chuva e frio, nem nós, nem a maioria das pessoas que ali estava, lhes apeteceu ficar a ver o filme ali em pé, por isso saímos e fomos para o pub. 

 

Não temos sido lá muito sortudas com o Secret Cinema. Com isto tudo, mal cheguei a ter a experiência. A questão é, se tento voltar a ir outra vez mais tarde, ou se simplesmente desisto da ideia? Dicas que posso aconselhar sabendo da minha experiência é, tentarem verificar se o Secret Cinema vai decorrer ao ar-livre ou se não. caso vá, convém levarem mais resguardo, pelo sim pelo não. E evitem pagar o bilhete com o preço total, porque existem sempre locais a oferecer descontos. É só uma questão de pesquisar um pouco por ofertas e competições onde possam ganhar bilhetes. 

 

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Imagem retirada: O2 Priority 

O mistério da maternidade

Neste momento estou sentada num avião e ao meu lado estão uma mãe e filha com cerca de 3 anos. Estamos num voo para Boston por isso, quando me apercebi que a minha companheira de voo seria uma criança de 3 anos ate fiquei com receio das próximas 6h e meia que tinha pela frente. No entanto, a cada birra que a filha faz, a mãe até agora, tem conseguido acalmá-la. Devo dizer que, numa escala de mal comportamento, até que a criança, tem-se demonstrado relativamente bem comportada, tipo a nível 4 numa escala de 10, mas não deixa de querer sempre mais qualquer coisa - ou tem fome, ou quer ajuda para encontrar o desenho-animado no iPad, ou quer mudar de lugar, ou deita o copo cheio de água cair para o chão,…

 

Enquanto isso, o pai e a filha mais velha com cerca de 9 ou 10 anos e, portanto, muito mais calma e bem comportada, estão sentados nos lugares imediatamente à frente. Claro que a mãe é que fica com a filhota mais nova e menos bem comportada. Não sei bem porque é assim, mas parece ser uma situação geral quando vejo famílias viajar. Será que os próprios pais estão a dizer com isso que não sabem como lidar com crianças mais excitadas no voo? Ou será que são as mães que não conseguem deixar a criança mais pequena e pensar que essa é a criança que precisa mais delas?

 

Tenho que admitir que devido aos acontecimentos ao meu lado durante a viagem até agora (estamos a cerca de meio do voo), que já passei por várias fases de sentimentos – primeiro estava chateada por ter uma criança ao lado que a mãe não parava de dizer para estar quieta. Depois senti-me satisfeita por estar na minha situação actual – sem crianças, numa viagem de trabalho para Boston, que ate já não me importei nada de ter que estar a trabalhar durante parte do voo, visto que preferia muito mais esta situação, do que a situação em que esta mãe está. Mas a minha terceira fase de sentimento foi de pena desta mãe. Pena quando a filha da frente, de repente decide inclinar as costas da cadeira enquanto a mãe ainda estava com um copo de café cheio, que o fez cair ao chão, e ela ficar com as calcas todas sujas de café quente. O marido só lhe deu um guardanapito com que se limpar, e quando a mãe confrontou a filha com a situação, a filha respondeu “how is that my fault?”, como se não fosse nada com ela. Eu também não tinha nada com que a pudesse ajudar para limpar o café das calças, o que me fez sentir mal, principalmente quando vi o ar com que aquela mãe ficou, que nem era bem de tristeza, mas mais de vazio e cansaço.

 

Sinceramente, por exemplos como estes, parece-me incrivelmente difícil ser mãe! Não consigo bem imaginar como seria ter que passar por isto o tempo todo? Constantemente a dizer para a criança parar, constantemente a ser vítima dos desvaneios das crianças,... Deve ser preciso ser uma super mulher que está acima de tudo isto e que consegue ter imensa paciência para conseguir viver de uma forma saudável, porque senão como é que fazem? Ao mesmo tempo que escrevo esta pergunta, verifico o quanto parva esta questão é. As mulheres têm sido mães desde o início da nossa civilização, e continuam a repetir e a ter mais do que um filho, por isso, a experiência não pode ser má. Mas parece ser má.

 

É  impossível saber ao certo como a criança vai nascer. Umas são muito calminhas, outras crianças são uns terrores. E o facto de serem um anjinho ou um terror não tem muito ou nada a haver com a educação ao início, mas simplesmente com a personalidade da criança. Ao passar dos primeiros anos, claro que a educação irá influenciar muito, mas mesmo assim, há sempre uma certa inquietação nas crianças que só pára com o passar dos anos. Mas são muitos anos até a criança ser uma adulta e ter uma relação de adultos com os pais. E até lá, como se faz? Vive-se anos e anos da vida a mandar outro ser humano comportar-se. Esta situação da maternidade continua a ser um mistério para mim, que não consigo bem perceber. E não quero dizer com isso que nunca vou querer ter filhos, porque nunca digo nunca, e não sei o que o dia de amanhã me reserva. Por vezes o interesse da maternidade pode mudar muito com mudanças pessoais, como sei que aconteceu com mulheres amigas que diziam não ter interesse em ser mães, e entretanto já vão na segunda gravidez. No entanto, se me perguntassem hoje se preferia continuar com a vida que tenho e poder fazer aquilo que quero, ter controlo sobre o meu horário, sobre os meus hobbies, sobre as minhas viagens, sobre as minhas noitadas, os meus longos passeios, ou ficar grávida amanhã…, eu sei bem aquilo que ía escolher.

 

E já que a viagem foi a Boston, fica uma foto das docas

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Seaport, Boston 

 

Nota: Post escrito durante o voo para Boston, mas publicado só na volta

O que fazer em Londres em Agosto 2018

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Agosto, começou como mais um mês encalorado, com uma temperatura demasiado alta para a média desta altura no Reino Unido, mas não ficou por muito tempo. Parece que de repente, sem mais nem menos, entrámos numa fase de chuva e frio. Se como eu, também não são fãs da chuva e frio, ao menos ficam por aqui a saber algumas das actividades e eventos a decorrer este mês em Londres que talvez vos ajude a animar. 

 

Portuguese Story Time O que é? Não sei bem como encontrei isto, mas achei interessante. Na livraria de Lambeth, contam-se histórias para crianças em Português. Talvez se repita semanalmente mas não consigo ter certeza através do website. Entrem em contacto com a biblioteca se estiverem interessados em que os filhos mantenham contacto com a língua Portuguesa para saber mais. Quando? Sexta-feira 10 de Agosto 10:00h-12:00h. Quanto? Gratuito Onde? Lambeth Library, Vauxhall

 

Zip Now London O que é? O zip wire no centro de uma cidade mais longo do mundo com 225 metros. Quando? Até 9 de Setembro. Quanto? £26.5 para adultos. Onde? Archbishop's Park, Waterloo.

 

Art's House Festival O que é? Os conhecidos DJ Londrinos Artwork e DJ Harvey vão lançar o seu primeiro mini festival este fim-de-semana na Three Mills Island, uma ilha no meio do rio Tamisa, junto à zona de Stratford. O line up? Artwork e DJ Harvey, só. Ou gostam ou não gostam. Quando? 11 de Agosto. Quanto? £30. Onde? Three Mills Island.

 

Carnaby Street Eat O que é? Carnaby Street vai fazer um festival de comida aberto a todos. Basta aparecerem por Carnaby Street este fim-de-semana, escolherem entre uma das muitas opções e sentaram-se a uma longa mesa ao longo da rua com o resto das outras pessoas que também ali vão estar a apreciar a comida do festival. Alguns comerciantes oferecem sempre algumas comidas ou bebidas gratuitamente por isso é de aproveitar. Quando? 11 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Carnaby Street, Soho.

 

Film 4 Screen  O que é? Sessões de cinema ao ar-livre na Somerset House. Quando?  Até 22 de Agosto. Quanto? A partir de £19.75. Onde? Temple

 

Beautiful Allotment O que é? No pátio do Geffrey Museum, que actualmente está fechado para obras, encontram o 'Beautiful Allotment', um conjunto de hortas, cabanas e pedaços de terreno e jardim onde podem alugar um espaço para passar a tarde com amigos enquanto apreciam um BBQ. É uma boa alternativa ao típico bar ou mercado. Quando? Até 26 de Agosto. Quanto? Gratuito. Onde? Hoxton 

 

Notting Hill Carnival O que é?  O maior carnaval de rua da Europa decorre no último fim-de-semana de Agosto pelas ruas de Notting Hill. O Domingo é o dia de Família com mais actividades e shows agradáveis para as crianças.  Quando? 26 e 27 de Agosto. Quanto?  Gratuito. Onde? Zona entre Notting Hill, Westbourne Park e Ladbroke Grove

 

Costa del Tottenham O que é? Basta ter um nome brilhante destes para fazer-me querer ir visitar. Esta discoteca pop-up conta com uma piscina, a possibilidade de trazerem o vosso próprio BBQ, e ali vão organizar várias festas ao longo do resto do mês de Agosto. Quando? Até 31 de Setembro. Quanto? Entrada gratuita às sextas e domingos, e a £10 ou £15 aos sábados. Onde? Tottenham Hale

 

Instalação no lago de Hyde Park de Christo e Jeanne Claude O que é? Actualmente há uma instalação de arte no meio da Serpentine, o lado de Hyde Park, que está a tomar conta de tudo o que é feed de Instagram. o que é engraçado, é que esta instalação parece saídinha dos jardins do Parque das Nações. Ou será que sou só eu que acho que esta instalação deve ter sido inspirada pelos volcões de água do Parque das Nações? Quando? Podem ver no Hyde Park até dia 9 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Knightsbridge.

 

Despedida de Solteira em Bath

Não, não é a minha, que não tenho quaisquer planos de casamento. Mas estamos em época de casamentos, e como tal, as despedidas de solteiras também não falham. Só neste fim-de-semana, conheço 3 outras raparigas que também foram a outras despedidas de solteiras. O meu Instagram não parou com imagens das mesmas. Aquela a que fui, decorreu em Bath. Bath é uma das cidades mais populares para festas de despedida por causa dos muitos locais de Banhos/Spa abertos à comunidade desde os finais do século XIX. No entanto, nós só para contrariar, não fomos ao Spa. Devo dizer que eu própria fiquei surpreendida, visto pensar que essa fosse a principal razão por irmos passar o fim-de-semana por lá, mas as damas de honor decidiram-se por outra opção que também foi agradável e divertido de qualquer forma. 

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Ao chegarmos à casa no sábado de manhã, já estava tudo preparado em termos de decoração  - pensem em tudo aquilo que constitui uma típica festa de solteira, desde pilinhas insufláveis a outros acessórios de teor semelhante.  Tínhamos também um bom pequeno-almoço à nossa espera e até um 'goody bag'. Depois da inicial animação da chegada e de nos termos apresentado a quem ainda não conhecíamos, lá seguimos para a cidade, para começar a tarde numa classe de cocktails. Aprendi umas coisas úteis, até porque recebi recentemente um kit para fazer cocktails, por isso esta aula veio mesmo dar jeito. 

 

A segunda parte da tarde foi passada na 'praia de Bath'. Está entre aspas porque Bath não fica ao pé do mar, portanto o conceito de praia é um bocado relativo. Basicamente, é o primeiro ano em que o concelho da localidade aceitou transformar uma pequena parte do parque da cidade em zona de areia, com cabanas de praia, decoração tiki, e zona de jogos tipo mini-golf, voleybol de praia e ping pong. Ficámos por lá entretidas durante umas horas, até perto da hora de jantar. 

 

O jantar foi em casa, onde tínhamos um chef (por sinal o mesmo chef que vai cozinhar para o casamento) que cozinhou o nosso jantar. Eu nem fazia ideia que este é um grande negócio, mas aparentemente, ele faz a maior parte do seu dinheiro através deste tipo de festas privadas de despedidas de solteiras e semelhantes). Devo dizer que o jantar estava absolutamente delicioso. Fica o exemplo da entrada e sobremesa nas fotos em baixo. 

 

Depois o resto da noite foi passada em casa, a fazer jogos, seguidos de uma noite de Silent Disco. Estava um pouco incerta sobre a idea da Silent Disco, porque geralmente a vantagem de uma Silent Disco, é que as pessoas podem escolher a playlist que ouvem, e dançam de uma forma completamente diferente umas das outras. Neste caso, apenas havia a opção para ouvir de uma playlist, mas devo dizer que foi suficiente. Uma vez que tínhamos a música junto dos ouvidos, não dá para conversar. Assim sendo, só nos resta dançar, e foi o que fizemos o resto da noite. Inclusive, como estava uma noite tão quente e visto a Silent Disco não fazer barulho nenhum para quem não tenha os auscultadores, fomos para a rua dançar. Quem passava pela rua ficava a olhar para nós com ar suspeito. Acho que a maioria percebia que estávamos numa Silent Disco. Uma rapariga até se quis juntar ao grupo e ficou a dançar connosco ali no meio daquela rua em Bath pelas 2h da manhã.

 

Foi muito giro. Agora estou é curiosa pelo casamento porque vai ser a primeira vez que vou a um casamento com tradições Judaicas.  

 

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E já lá vão 2 anos

Vão 2 anos que me mudei para esta casa. Em celebração, fiz uma refeição completa de 3 pratos, abri o Prosecco e enviei uma mensagem congratulatória ao grupo de Facebook que tenho com os meus vizinhos do prédio, visto que, na sua larga maioria, terão todos se mudado para os respectivos apartamentos na mesma altura que eu, já que o edifício era novo, e que saiba, ainda ninguém vendeu o seu apartamento. Acho que eles apreciaram a mensagem positiva já que, é um facto, que cada vez que comunicamos através do grupo, é geralmente para nos queixarmos de algum problema que a associação que trata do edifício ainda não resolveu. Mas problemas à parte, estamos num edifício bem localizado, onde podemos ir a pé para imensas zonas muito interessantes, e o apartamento possibilita o espaço e condições necessárias para me sentir confortável. Não há razões para me queixar. OK, talvez não me importasse se não tivesse que ver o apartamento dos vizinhos do edifício oposto ao meu, e por isso conhecer um pouco mais deles do que aquilo que gostaria, mas tudo bem. Já estou habituada. 

 

Aqui fica em celebração de mais um ano nesta casa. 

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Um fim-de-semana em Lisboa

Já fui e já voltei. Passou a fugir.

 

Assim que cheguei ao aeroporto da Portela no sábado de manhã, os meus pais estavam lá para me ir buscar. O destino, desta vez não era a casa onde cresci, mas a aldeia onde o meu pai cresceu no Alentejo. Desde que estão reformados, os meus pais passam o tempo entre a zona de Lisboa, o Alentejo, e a  Estremadura (onde a minha mãe cresceu). Desta vez, era fim-de-semana de festa na aldeia do meu pai, na zona de Montemor-o-Novo, e os meus pais já tinham planeado lá ir antes de saberem (e eu saber) que ía a Portugal este fim-de-semana. Por isso não quiz que mudassem os planos por mim. Como tal, fomos à festa da aldeia

 

Era a festa das Tasquinhas, e emvolve que qualquer pessoa da aldeia possa candidatar-se a ter uma tasquinha na festa onde possa vender uma variedade de comida, bebida ou artesanato. Só havia um dos stands que efectivamente vendia artesanato, sob a forma de pulseiras. De resto, o pessoal só qqueria mesmo saber dos comes e bebes. Haviam carnes grelhadas, fritas, omeletes, empadas, muitos doces incluíndo Sericaia e outros doces Alentejanos e Portugueses de forma geral. Os pratos eram de tamanho petisco, mas vendiam-se apenas a €3.50 cada um. E quanto às sobremesas, eram fatias mesmo grandes de bolo a €1 cada uma. Nem sei como fazia qualquer dinheiro àqueles preços, mas concerteza que a intenção não era lucrar, mas sim cobrir os custos e ajudar a fazer aquele evento acontecer, o que me pareceu muito agradável. É que nem pensar encontrar uma festa em Londres, onde os comerciantes estejam só a cobrar o custo de produção e pouco mais. Nem pensar! Mas claro está, os custos de vida de Londres comparados com os custos de vida de uma aldeia no Alentejo, também não são bem os mesmos. Imagino qie muitos emigrantes como eu, quando fazem estas viagens e deparam-se com a diferença de preços, pensam duas vezes se querem voltar para o seu país de acolhimento. OK, eu não tive que pensar no assunto porque adoro Londres muito para além do que a diferença de custos de vida possam justificar, mas de qualquer forma, imagino que quem não esteja tão decidido acerca da localidade para onde emigrou, repense duas e três vezes se vale a pena toda a distância. 

 

Para além da festa da aldeia que também contou com muita dança pimba como não podia deixar de ser, e eu lá no meio a dançar até partir a sandália (literalmente), aproveitei também para descansar, para ler e para pôr a conversa em dia com a família. Quem segue o Instagram do @tugaemlondres terá visto um pouco mais da animação nos posts.

 

Foi um bom fim-de-semana a ajudou a reenergisar as forças para o dia-a-dia. 

 

Visita a Lisboa de última hora

Hoje acordei cheia de saudades. Saudades dos meus pais, da minha família, de Lisboa, de Portugal. O facto é que, pela primeira vez, desde que estou em Londres, que não marquei férias para ir a Lisboa no verão. O plano era ir só em alturas da Web Summit, já que vou lá em Novembro. Má ideia! Eu não quero passar tanto tempo longe. Olhei para o meu calendário, e sinceramente tenho algo combinado a fazer nos próximos fins-de-semana, todos os fins-de-semana até meados de Outubro!! Não existe um único fim-de-semana pelo meio onde não tenha nada planeado. nenhum, à excepção deste próximo fim-de-semana que está para vir. 

 

Fui ver vôos para este fim-de-semana e devo dizer que não estão nada baratos - ir para Lisboa num fim-de-semana em época alta, não é própriamente a escolha de fim-de-semana mais inteligente para fazer uma visita a Lisboa. Mas também quando fôr em Novembro não vou pagar viagem e, já desde a Páscoa que lá não vou, por isso achei que valia a pena pagar o extra. E acabei de marcar! Yeah! Estou contente, vou a Lisboa este fim-de-semana :-) 

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Apoiar equipas de futebol que não sejam a do país de origem

Os meus amigos Britânicos agradeceram-me por apoiar a Inglaterra nos jogos que tenho visto do Campeonato do mundo. E nem foi só uma ou duas vezes. Foram várias pessoas que me disseram isso. Mas o que não percebo é porque é que me estão a agradecer. OK, tudo bem, eu não vivi cá a vida toda, mas já cá estou há vários anos, totalmente envolvida com a vida e cultura Inglesas, portanto claro que vou sentir uma ligação positiva com este país que me recebeu, que me ensinou tanto, e fez de mim a pessoa que sou hoje. O Mundial de futebol é um dos eventos  desportivos mais importantes para o país, portanto, claro que quero apoiar a equipa do país onde vivo. OK, se estivessemos a falar de um Portugal-Inglaterra, inevitavelmente o meu apoio iria estar para Portugal sem qualquer dúvida. Mas quando não estão ambas as equipas em confronto, vou apoiá-las a ambas nos respectivos jogos. 

A ordem de apoio fica mesmo assim:

- Portugal

- Inglaterra

- Brasil

- Qualquer que seja a equipa que me tenha saído no sweepstake

 

Nunca vivi no Brasil, mas apoio também a equipa, quando não está a jogar contra nenhuma das outras duas, pelos laços que nos unem da nossa língua, mas principalmente porque gosto muito do povo Brasileiro de forma geral. É um povo alegre, simpático, genuíno, e tem um sotaque muito giro, portanto, não dá para não gostar 

 

E simplesmente também não é preciso ter uma razão especial para apoiar a selecção de um país que não o meu de origem. Quando se gosto, gosta.