Todos estamos bem cientes do que está a ocorrer no mundo neste momento, com o nascimento do movimento Black Lives Matter para alertar e lutar contra as injustiças raciais que infelizmente, ainda hoje existem.
Penso que uma das melhores maneiras de ajudar a causa neste momento é falar sobre o assunto. Falar com os vossos familiares, amigos, colegas e em social media, porque ao falarmos abertamente e partilharmos o que sabemos sobre o assunto ajuda a que todos o percebam melhor. Ajuda a perceberem o porquê deste movimento apesar de estarmos no meio de uma pandemia, e porque é que é tão urgente ocorrer agora.
O que temos visto pela história muitas e muitas vezes, é que são movimentos como este que levam à acção por parte dos governos e das sociedades, tais como o movimento das sufragettes no início do século passado, que também levou a muitos protestos, muitos deles de forma violenta; levando ao resultado que as mulheres hoje em dia têm direito ao voto.
Tenho andado a ver e ler imenso sobre o assunto e devo dizer que fiquei espantada por algumas coisas que encontrei mas que demonstram a evidência deste racismo inerente à nossa sociedade:
Vejam este exemplo em que uma jornalista chamou a polícia para lidar com os protestantes que tinham assaltado uma loja, e a polícia prendeu os donos que eram negros.
Ou este exemplo em que uma jornalista descreve o acto em que uma mulher branca está a aproveitar os protestos para assaltar uma loja, com a desculpa de que talvez a mulher trabalhe na loja (ela nunca diria isso se a côr da pele da mulher fosse diferente).
Em baixo vou deixar um dos vídeos que achei que explicavam melhor a corrente situação, que foi criado pelo comediante Sul Africano Trevor Noah, apresentador do the Daily Show, se bem que neste caso o vídeo não pretende ser humoristico. Vou deixar-vos com ele:
Hoje é o World Cycling Day, e como promotido no último post, eu venho desta vez escrever sobre recomendações de rotas que vos vão ajudar a descobrir Londres de bicicleta. Eu pedi-vos para darem também as vossas sugestões de rotas de bicicleta, por isso, este post vai combinar algumas das minhas e das vossas rotas de bicicleta favoritas.
Como alguns sabem, o meu amor de andar de bicicleta em Londres começou em 2013 por opção pessoal, mas agora, em que estamos a aprender a viver com o Covid-19, é aconselhado a que mais pessoas utilizem a bicicleta como modo de transporte principal, para poderem evitar os transportes públicos que são mais aptos à transmissão do virús. No último post, falei sobre as medidas que o Presidente da Câmara está a fazer para tornar as ruas mais seguras para ciclistas. Neste post, pretendo oferecer-vos algumas ideias de passeios de bicicleta em Londres que sejam bonitos e calmos e sugerir alguns websites que podem utilizar para planear as vossas próprias rotas.
Para criarem as vossas rotas:
RidewithGPS.com - permite utilizar pins para ajustarem a vossa rota de bicicleta por onde quizerem. Podem gravar a rota e fazer o download para o móvel com uma conta.
CityMapper - apenas vos permite planear uma rota do local A ao local B, mas podem escolher entre ruas calmas ou percurso mais rápido.
E quanto às recomendações de percursos de bicicleta em Londres, aqui ficam elas por zonas:
Rotas de bicicleta no Norte de Londres
1. Crouch End - Hampstead - Camden Town
Distância: 15km
Grau de dificuldade: Média (146m elevação)
Descrição: Percorrem ruas lindíssimas de ruas residenciais de vários estilos arquitectónicos, passam por Hampstead Garden Suburb que é uma zona onde o planeamento foi feito com ruas largas e terrenos grandes para cada casa. Nessa mesma zona encontram a Bishop's Avenue que é a segunda rua mais cara para se viver em Londres. Depois passam por Hampstead Heat até ao centro de Hampstead e continuam pelas ruas bonitas dessa zona e de Belsize Park até chegarem a Camden Town.
2. Finsbury Park - Parkland Walk - Alexandra Palace
Distância: 6.5km
Dificuldade: Média (110m de elevação)
Descrição: Comecando em Finsbury Park, vão apanhar o percurso do Parkland Walk, que é um parque na zona onde esteve em tempos uma linha de comboio, e terminam em Alexandra Palace onde podem ter uma vista espectacular de Londres.
3. Blackheat - Shooters Hill - Eltham - Chilehurst
Distância: 15km
Dificuldade: Elevada (183m de elevação)
Descrição: Passeio entre parques bonitos, e com uma vista excelente de Shooters Hill. Passam depois pelo Palácio de Eltham e terminam nas caves de Chislehurst.
Ideal para: Apreciadores de vistas em altitude, palácios e natureza.
Passeio recomendado pela Patita.Rocha. Podem fazer o download aqui
4. Wandle Trail: Wandsworth - Croydon
Distância: 18.3km
Dificuldade: Fácil (99m de elevação)
Descrição: O Wandle Trail é um conhecido percurso de bicicleta por passar quase toda a rota entre parques (10 parques para ser precisa) e junto a canais. É muito bonito e fácil com pouca elevação.
Ideal para: Apreciadores de parques e natureza
Pode aceder e fazer download do mapa criado por Rozzas aqui
Rotas de bicicleta no Este de Londres
5. Victoria Park - Hackney Wick - Hackney Marshes - Walthamstow Marshes - Tottenham Marshes - Epping Forest
Distância: 26.3km
Dificuldade: Médio (141m de elevação)
Descrição: Passeio muito agradável por entre um parque real, vários parques mais selvagens, várias barragens e uma floresta.
Ideal para: Apreciadores de natureza mais selvagem
Passeio combinado entre as recomendações da Rita Lopes e do João Fernandes via Facebook. Para um percurso menor e com pouca elevação, terminem em Tottenham. Para um percurso mais longo e difícil continuem até Epping Forest. Podem fazer o download do percurso aqui
6. Mile End - Stratford - Three Mills Island - Limehouse - Tower Bridge
Distância: 12.8km
Dificuldade: Fácil (50m elevação)
Descrição: Começando a partir do Mile End Park, e em direcção a Stratford, apanhando aí o canal até Three Mills Island e, depois continuando ao longo do canal até Limehouse, quando se juntam ao lado norte do Tamisa, percorrendo o percurso pela zona das Docklands junto ao rio até Tower Bridge.
Descrição: Passeio na margem sul ao longo do Tamisa com vistas impressionantes para a margem norte da cidade e percurso com muito pouco trânsito.
Ideal para: Apreciadores das margens do Tamisa
Passeio recomendado pela Maria Santos via Facebook e podem fazer o download da rota aqui. Notem que o Diogo Domingues via Instagram aconselha que a continuação desse passeio de Richmond até Kingston também vale muito a pena
8. Primrose Hill - Little Venice - Hyde Park
Distância: 9.5km
Dificuldade: Fácil (34m de elevação)
Descrição: Bonita rota pela zona central-oeste de Londres, começando por ver a vista do centro de Londres a partir de Primrose Hill, passando depois ao longo do canal até Little Venice, e passando por Paddington até Hyde Park.
Pelo menos até dia 1 de Junho, o lockdown em Inglaterra vai manter-se relativamente restrito, sendo que as pessoas continuam a ser aconselhadas a ficar em casa o máximo possível e evitar os transportes públicos. Como tal, as lojas de bicicleta têm estado muito mais ocupadas com um surto de novos clientes que querem começar a utilizar a bicicleta como o seu meio de transporte principal.
Fila para entrar numa loja de bicicletas no Este de Londres, Abril 2020
Ainda mais, o Presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, anunciou no dia 15 de Maio, os seus planos para dedicar algumas das ruas principais do centro de Londres a terem acesso exclusivo para ciclistas, peões e autocarros, eliminando portanto o acesso a carros e carrinhas, de forma a tornar essas ruas mais seguras para ciclistas e peões. Além do mais, existem outros planos de aumentar o número de ciclovias e também aumentar o preço da 'congestion charge' paga para veículos que entram o centro de Londres, de £11.5 para £15 de forma a encorajar mais pessoas a evitar andar de carro e preferir a bicicleta. Esta está a ser uma das maiores iniciativas criadas no centro de uma cidade para reduzir consideravelmente e rapidamente, o uso de carros e carrinhas da cidade, e vem em resposta à necessidade de manter-mos a distância social após o lockdown - mais ciclistas leva à redução do uso de transportes públicos e leva à necessidade de redução do trânsito, para a cidade se manter mais segura para ciclistas.
O Guardian criou um gráfico que ajuda a indicar as principais ruas a ser afectadas por estas mudanças, que deverão entrar em prática já este verão:
Estas ruas vão ligar London Bridge a Shoreditch, Euston a Waterloo, e Old Street a Holborn.
No próximo post quero escrever sobre ideias de passeios de bicicleta em Londres , e adorava criar esse post, não só com sugestões minhas, mas também com sugestões vossas para conseguir cobrir um pouco de Londres inteira. Adorava recomendações principalmente do Oeste, Norte e Sul de Londres onde tenho feito menos passeios. Por favor enviei-me as vossas opiniões através dos comentários em baixo, por email (que está no perfil), Instagram ou Facebook. Eu irei apresentar as sugestões mais interessantes no próximo post assinadas com o vosso nome e link para o vosso blog ou conta no Instagram se quiserem.
Durante as últimas 7 semanas, entre conversas que tenho tido com amigos, a artigos que tenho lido, podcasts que tenho ouvido, e posts nas redes sociais que tenho visto, notei uma tendência para emoções negativas relacionadas com a quarentena.
As razões da negatividade eram mais que muitas:
Era a amiga que estava com a ansiedade mais acentuada que o normal nesta fase por causa do isolamento social;
Era a outra amiga que também estava com ataques de ansiedade e depressão por ter ficado sem emprego;
Eram os inúmeros artigos dedicados a alertar pessoas para cuidar da sua saúde mental durante a quarentena e aconselhar a praticar meditação;
Eram os comentários nas redes sociais a envergonhar e apontar o dedo a quem tenha saído à rua por não estarem a cumprir com o isolamento social (mesmo que uma atitude não influencie necessariamente a outra);
Era os inúmeros webinars a dar recomendações sobre como lidar com as finanças pessoais e corporativas durante a quarentena;
Era os familiares idosos com medo de sair de casa com receio de apanhar o vírus;
Eram as newsletters que falavam das dificuldades de se estar sozinho ou solteiro neste período da quarentena.
Em resumo, isto têm sido 7 semanas em que só se tem falado de desgraça! Portanto podem imaginar a minha surpresa quando nesta sexta-feira passada, quando estava numa vídeo-conferência do Zoom com amigos, alguém perguntou quem tem estado a gostar da quarentena, e umas 7 (eu não fui uma delas) das 10 pessoas que estavam na chamada levantaram a mão a concordar de que estavam a gostar! - Oquê?? 70% das pessoas estavam a gostar da quarentena? Principalmente sabendo que algumas delas tinham tantas razões negativas relacionadas à quarentena, e apesar disso agora, numa altura em que se vêm os primeiros passos para sair de quarentena, as pessoas começaram a gostar desta situação de isolamento em que nos encontramos?
Depois no Domingo, leio a newsletter do The Single Supplement em que a autora diz quetambém ainda não estava preparada para sair da quarentena (na altura em que enviou a newsletter ainda não sabíamos quais iam ser as medidas a ser anunciadas pelo Governo nessa noite) . O quê?! Mas então ninguém quer sair da quarentena agora?
Primeiro ninguém gostava nada desta situação, e agora que estamos a começar a sair, querem ficar confinados mais tempo em casa? Então perguntei aos amigos o porquê de dizerem que estão a gostar da quarentena, e o sentimento geral é que finalmente, após as primeiras semanas de desgosto e desânimo, já encontraram uma boa rotina, e até que estão a gostar dela. As razões principais que indicaram foram as seguintes:
quem perdeu o trabalho, está a gostar de não ter obrigações, e o facto de haver muito pouca ou nenhuma oferta de emprego relevante para eles, faz com que não exista a pressão de procurar emprego, logo sentem uma certa libertação dessa responsabilidade e da responsabilidade de trabalhar de forma geral;
quem se sentia com problemas financeiros ao início da quarentena, já se habituou à ideia de estar a receber menos durante este período - basicamente as ajudas que o Governo está a oferecer aos que têm direito - mas também aproveitaram para fazer uma revisão de todos os custos mensais que tinham, cortaram com vários custos desnecessários, e também estão a gastar muito menos dinheiro durante esta fase porque simplesmente não há muito em que gastar dinheiro aparte de comida e bebida, e que portanto sentem-se bem com a estabilidade encontrada a nível financeiro;
outros estão a gostar do tempo de qualidade que têm passado consigo próprios ou com os parceiros - alguns dedicaram-se a fazer coisas novas, outros simplesmente aproveitaram para dar mais passeios;
outros estão gratos pela calma que este tempo lhes tem trazido e por não sentirem as habituais obrigações sociais de ir a certas festas ou eventos sociais.
Não deixa de ter vindo a ser interessante ver as mudanças do estado emocional das pessoas ao longo desta quarentena. Infelizmente acho que ainda está longe de acabar, mas para já, acho que este gráfico representa bem o que tem acontecido até aqui:
Com tantas conversas de Zoom, Skype, Webex, Houseparty, Video Messenger e afins que estão a decorrer durante este lockdown, concerteza que muitos de vocês também já se dedicaram a participar em jogos para fazer a interação das conversas mais divertidas, e para dar uma razão adicional para se encontrarem com a família e os amigos mais frequentemente através de video-conferência.
Se, como eu, também, andam a pesquisar por ideias de jogos fáceis e divertidos a fazer no vosso próximo Zoom, passo a deixar aqui as ideias de jogos que já fiz que achei mais divertidos:
Caça de material em casa - Isto envolve que o organizador vos indique o nome de um objecto que, um participante por casa deve ir buscar algures em casa, e as três pessoas que voltarem junto à câmara com o tal objecto na mão primeiro ganham pontos (a primeira a chegar com o objecto ganha 3 pontos, a segunda, 2 pontos e a terceira, 1 ponto). Os objectos em questão devem ser coisas que geralmente as pessoas têm em casa. Por exemplo, 'vão buscar uma tesoura' ou 'um rolo de papel higiénico'. É engraçado ver as pessoas nas respectivas casas a correrem para ir buscar cada um dos objectos o mais depressa possível. Também podem adicionar variantes que não envolvam a rapidez, tais como 'vão buscar o objecto de cozinha que achem mais original' ou 'vão buscar a garrafa de bebida alcoólica mais estranha que tenham em casa', e o organizador decide o vencedor nesses casos. No final contam os pontos e ganha quem tiver mais pontos. Ao escrever a descrição até parece complicado, mas acreditem que é mesmo muito divertido!
Guess the emoji - O organizador envia pela chat um conjunto de emojis que representem um certo tema, e os participantes têm 5 ou 10 segundos (dependendo da dificuldade) para decifrar o que os emojis representam. Escrevem as respostas num papel, e no fim recebem um ponto por cada resposta correcta. Podem encontrar muitos exemplos se pesquisarem por 'guess the emoji' no Pinterest. Por exemplo, os emojis em baixo representam nomes de estações de metro e de comboio de Londres. Conseguem descobrir os nomes das estações?
Adivinhem quem é? Colocam um post-it na testa com o nome de uma celebridade ou animal ou outro tema que queiram, e têm que adivinhar que nome é, baseado em perguntas de resposta 'sim' ou 'não' que façam às outras pessoas do grupo para tentar adivinhar o nome que têm na testa. Podem fazer este jogo 'à mão' se tiverem mais que uma pessoa em casa que vos escreva o nome no papel sem verem, ou se estiverem sozinhos, podem fazer o download do app 'Heads Up' disponível na Apple ou Android, e colocam o telemóvel na testa até aparecer o nome para as outras pessoas do zoom (claro que têm que ter a certeza de que não se podem ver a vocês próprios no zoom).
Festa de culinária: Decidem qual o prato que vão fazer antecipadamente para que todos tenham os ingredientes necessários, e um de vocês vai indicando o passo-a-passo da preparação do prato. Depois quanto estiver o prato preparado, sentam-se em frente ao computador e comem 'juntos'.
Book Club: Este não é propriamente um jogo, mas também serve como uma boa desculpa para se encontrarem - escolhem um livro antecipadamente (geralmente um mês ou duas semanas antes, dependendo da vossa rapidez de leitura) e discutem a vossa opinião sobre o livro durante a video conferência.
Netflix party: E uma alternativa às video conferências, é verem um filme juntos. A Netflix, através da aplicação Netflixparty permite que várias pessoas estejam a ver o mesmo filme em simultâneo, enquanto vão fazendo comentários numa barra lateral. É ideal para filmes que sejam altamente divertidos e um bocado parvos. Eu vi o Blades of Glory numa Netflix party e os comentários que íamos tendo ao longo do filme eram por vezes mais hilariantes que o próprio filme.
Com um grupo de amigos, começamos a fazer um 'pub quiz' à 3 semanas, e este fim-de-semana vai ser a minha vez de organizar as questões. Como notei que são geralmente as mesmas pessoas que têm melhores resultados, achei por bem fazer um pub quiz um pouco diferente, que não seja só há base de perguntas do tipo - 'quem é o cantor e qual o nome desta música' ou quem foi o actor principal deste filme, etc. Há certas pessoas que se lembram dos nomes de tudo e mais alguma coisa, e outras que são mais visuais ou têm memória curta, portanto, para diversificar um pouco tenho estado a pensar fazer as seguintes categorias de perguntas:
Plantas - apresento as imagens de várias plantas e flores conhecidas tais como salsa, gerânios, etc. e peço que indiquem os respectivos nomes.
Arte - Vou apresentar-lhes a imagem do quadro 'The Scream' e peço-lhes que façam a sua versão interpretativa desse mesmo quadro durante 5 minutos. Depois peço a todos que dêm entre 1 a 5 pontos aos quadros dos outros participantes.
Covid-19 - vou apresentar algumas palavras inventadas relacionadas com o virus, por exemplo 'quarantini'; 'Sauvignon Furlough'; Covidiot; etc. e peço que me escrevam a descrição mais engraçada que essa palavra represente. Depois peço a todos a votarem nas melhores (nunca podem votar em si próprios para ser justo).
Marcas - em que as questões se referem a marcas que fizeram algo muito memorável ao longo dos anos, por exemplo, perguntar o nome do jogo de realidade aumentada que tomou conta das ruas de Londres em 2016 - foi o Pokemon Go
Fotografia - Vou apresentar fotos de locais onde tenhamos estado juntos e peço que indiquem o lugar. Quem enviar a resposta certa por mensagem mais rapidamente, ganha essa ronda.
Para já foram essas as ideias que tive. Mas gostava ainda de ter pelo menos mais uma ou duas rondas. Têm alguma sugestão de outras perguntas/jogos que possa adicionar ao meu 'Not your usual pub quiz' quiz? Agradecia as vossas ideias! Tenho até Domingo à tarde para fazer o jogo.
Nas Stories da @tugaemlondres no Instagram de hoje (dia 23 - só duram 24horas) aproveitei para apresentar o meu pequeno jardim da varanda que me tem dado alguma alegria. Todos os anos, por início da primavera, costumo ir compras novas plantas que necessitem de substituição no Columbia Road Market, também conhecido como o Mercado das Flores, localizado na zona entre Bethnal Green e Shoreditch. Adoro passear por aquele mercado cheio de flores, escolher as mais coloridas, e passar a tarde em plantações e organização dos potes para ficar com a varanda o mais verdejante e colorida possível.
Não queria deixar de fazer o mesmo este ano, só que, claro que com o coronavirus, este ano não há mercado para ninguém. A minha sogra ofereceu-nos um Loureiro este ano através da Patch Plants, e eu sei que têm flores e plantas excelentes, mas, para as restantes flores que queria comprar, queria manter os custos reduzidos e a Patch não vende propriamente a preços que encontraria no mercado. Então, acabei por comprar umas no Sainsbury's, para dar côr à varanda, e limpei todas as outras plantas que tinham sobrevivido ao inverno. Espero que, sem as folhas secas, tenham espaço para novos ramos, e as flores cresçam com força. A ver vamos. Para já está simples, mas está bonito, e como agora tenho passado muitas tardes na varanda, sabe bem, ter um espaço à nossa volta que nos inspire e nos faça sorrir.
Entretanto, também já descobri que um dos vendedores da Columbia Road, criou uma nova página de facebook para poder vender as flores e plantas online, portanto acho que ainda vou tentar comprar mais umas coloridas através dele. Para quem estiver interessado encontram-no no Facebook como Roman Road Plants.
Sim, leram bem - benefícios. Isto afinal não pode ser só negatividade e 2020 não tem que ser um ano totalmente para esquecer. Quando comecei a pensar no assunto, até que encontrei vários. Ora vejam lá se não são coisas boas:
Andar de leggings e t-shirt o dia todo, todos os dias - ou pode ser o pijama, o fato de treino, o que quiserem, o importante é que não precisam de perder tempo a pensar no que vão vestir todas as manhãs (OK, se tiverem uma vídeo-conferência com o trabalho convém mudar a parte de cima para algo mais apresentável, que geralmente não é considerado muito profissional ir para reuniões com uma t-shirt do Winnie-the-Pooh.
Ter muito menos roupa para lavar - logo não tenho que estar sempre a ver roupa a secar que era uma chatice, e a parte melhor disto tudo é que a roupa que efectivamente lavo, não precisa de ser passada a ferro, e mesmo que precise,... quero lá saber!
Não ter que fazer maquiagem todos os dias que a nossa pele até agradece que já há anos que não tinha os poros tão limpos como agora. Se bem que, tenho que confessar que comecei a colocar só um bocadinho de rimel nos olhos quando vou à loja, para ter a sensação de que vou a algum sítio especial. E de certeza que a senhora do offlicense até agradece o esforço por não lhe aparecer com o aspecto de quem acabou de sair da cama.
Não ter FOMO por todas as festas que estão a perder - não existem festas nenhumas portanto ninguém está a perder nada. Literalmente o único FOMO que podem ter é de saber que o amigo já conseguiu ver mais séries do Netflix que vocês.
Verem todas as séries e filmes que tinham na lista à anos e finalmente terem uma razão para começar a ver todos os outros filmes mais sinistros que não vos atraía nada, mas quem sabe, até podem encontrar umas pérolas por lá.
Poupam imenso tempo por não ter que viajar todos os dias para o trabalho, que podem dedicar a ver mais séries no Netflix.
Não têm que lidar com o cheiro de suor do suvaco das pessoas mais altas que insistem aparecer sempre no metro em hora de ponta.
Com tanta refeição em casa aprendem a cozinhar novas refeições - ou será que isso é mais negativo que positivo? Afinal, significa que estamos sempre a cozinhar e não podemos ir a nenhum restaurante bom. - É melhor não pensar nisso. Esqueçam esta.
Com o tempo todo extra que têm podem utilizá-lo também para aprender coisas novas - como fazer um curso, começar a vossa própria empresa, aprender uma língua,... ou então não aprendem nada e utilizam antes o tempo para ficar de papo para o ar a apanhar o sol da varanda sem fazer nenhum, que sabe melhor ainda. Isso, ou vêm mais Netflix.
E foram esses o benefícios de que me lembrei. Se já tiverem encontrado mais, indiquem, que o que precisamos hoje em dia é de coisas positivas
A cada semana que passa, novas medidas têm sido colocadas em prática para reforçar a necessidade de que as pessoas fiquem em casa, tal como fechar o acesso a parques e locais que geralmente atraem grande quantidade de pessoas. E com todo este tempo que estamos em casa, alguns sozinhos, outros acompanhados por familiares, amigos ou meros colegas de casa, tem-se tornado muito mais importante manter o contacto com aqueles que são importantes para nós mas com quem não nos podemos encontrar pessoalmente.
Os grupos de WhatsApp nunca tiveram tão activos em simultâneo, e como o isolamento afectou o trabalho de muitas pessoas, existe sempre alguém disponível para continuar a conversa nos grupos de WhatsApp, logo, basta deixar de olhar para o telefone durante uma hora, para ter cerca de 50 mensagens por ler. É a forma que encontramos para estar constantemente em contacto com os amigos e família de forma imediata, e que estamos a utilizar para partilhar tudo o que é gifs e memes engraçados relacionados com o coronavirus que nos mantêm entretidos.
E claro que queremos encontrar-nos com amigos apesar de não podermos estar com eles fisicamente, portanto, é aí que entram as plataformas de vídeo conferência como o Zoom, o Skype ou semelhante. Com essas plataformas, de forma geral já temos que ser mais organizados, e planear uma certa hora a que seja bom para todos se encontrarem disponíveis online para fazermos uma vídeo conferência. No meu caso, e ao que parece, o caso de muitas pessoas, temos organizado 'Bebidas no pub' todas as sextas e sábados à noite com alguns grupos de amigos diferentes e outros repetidos; e depois ainda organizamos mais uma ou outra chamada no zoom assim a meio da semana porque o fim-de-semana já está cheio de chamadas. Oram são 'bebidas no pub', ou 'beber o café', ou 'jantar juntos' ou até cozinhar juntos que vou experimentar pela primeira vez para a próxima semana; sabe bem encontrarmos estas razões para os encontros virtuais tais como se fossem encontros ao vivo.
E depois temos também aplicações como o House Party que serve como uma espécie de plataforma entre o whatsapp e o zoom, que permite tal como o whatsapp, ter uma iteração mais imediata com quem estiver activo na plataforma, mas também permite um nível de entretenimento maior com os jogos e outras brincadeiras que estão incluídos nesta plataforma.
O que é engraçado é que, entre estas chamadas todas, e contacto por mensagem, reparei que tenho tido mais comunicação com amigos e familiares nas últimas 2 semanas, do que teria no dia-a-dia normal. Algumas das pessoas com quem geralmente só falo de tantos em tantos meses, de repente, estou a falar com elas quase diariamente. Grupos de amigos com quem, geralmente é difícil encontrar uma data para nos encontrarmos em pessoa, agora é facílimo, e nem nunca tinha feito uma vídeo conferência com tantas pessoas da família ao mesmo tempo, quanto a que fiz no fim-de-semana passado.
Diria que as desvantagens destas plataformas, especialmente as vídeo conferências é que, apesar de serem bons substitutos para um encontro em pessoa, durante a situação actual, não acho que, quando voltarmos à vida social que tínhamos dantes, continuarão a ser utilizados da mesma forma porque a interacção que se tem num 'pub virtual' é bastante diferente da iteração que se tem num pub real. Em vídeo conferência, cada um tem que falar de cada vez, porque senão ninguém se entende. Todos temos que estar na mesma conversa, o que não aconteceria numa situação de encontro pessoal, onde as pessoas começam conversas paralelas e a oportunidades para se estar juntos durante mais tempo são inúmeras. Enquanto que virtualmente, quando começa a parar a conversa, é geralmente sinal que é tempo de desligar, porque senão estamos todos apenas ali a olhar para um ecrã e isso é muito estranho. Logo, também o tempo que se está junto no ambiente virtual é mais reduzido do que num encontro na vida real.
Mas devo dizer que apesar de todos os defeitos inevitáveis às conversas virtuais, sem dúvida que têm sido muito úteis e bem vindas durante estas semanas, e tenho estado a gostar da proximidade que elas me têm proporcionado, principalmente com as pessoas com quem não comunicava tão frequentemente antes disto tudo começar.
Se quizerem partilhar a vossa opinião nos comentários, adorava também saber se estão a gostar das vossas experiências relativamente a toda esta comunicação virtual.
Como não estou a trabalhar nesta altura, e não me encontro na categoria de pessoas com maior risco do Covid-19 tenho oferecido a minha ajuda como voluntária para quem estiver a precisar por não poder sair de casa ou precisar de falar com alguém.
Neste momento ofereci a minha ajuda para dois grupos de voluntariado - o Covid-19 Mutual Aid grupo da minha zona local, que basicamente consiste em estarmos disponíveis para ajudar vizinhos. Existem grupos destes um pouco por todo o Reino Unido e podem encontrar o vosso grupo local na página do Covid-19 Mutual Aid UK.
O segundo grupo a que ofereci ajuda é o grupo de voluntários de apoio ao NHS que também podem oferecer o mesmo tipo de ajuda através de uma aplicação que nos alerta para quando alguém na zona local precisar de alguma forma de ajuda - buscar compras, medicamentos ou fazer um telefonema a quem se sinta só ou apenas queira falar com alguém. Podem encontrar informação sobre oferecerem-se como voluntários no site da aplicação GoodSam. Ao oferecerem-se como voluntários para o NHS passam por verificações de identidade como medidas de segurança mas passado uns dias será dado o acesso à aplicação. Recebi acesso ontem e instalei hoje a aplicação. Basta colocar o meu perfil como disponível na aplicação e, quando alguém necessitar de ajuda irei receber um alerta através da aplicação mas até agora ainda não recebi alertas.
No entanto, tive a minha primeira experiência de voluntariado esta semana através do Covid-19 Mutual Aid grupo da minha zona local. Esse grupo funciona através do WhatsApp. Os voluntários do grupo espalharam vários panfletos em toda a zona local com o número que as pessoas devem ligar caso necessitem de apoio, e o administrador do grupo que acede a esse número, passa a informação para o grupo de Whatsapp mais próximo da pessoa em questão (existe um só número para a zona toda local, mas vários pequenos grupos de whatsapp que cobrem as variadas ruas). Quem estiver nesse grupo e disponível no momento, oferece ajuda e o administrator passa os detalhes de contacto da pessoa que pediu auxílio. A partir desta semana começamos a receber pedidos de ajuda mais frequentes e para já ajudei um rapaz na minha rua que já está isolado à duas semanas por ter condições de saúde que o colocam na categoria de alto risco que precisava que alguém lhe fosse fazer umas compras ao supermercado.
Em termos de trocas de dinheiro, a situação mais eficiente é quando o voluntário se dispõe a pagar pelas compras e depois passa os detalhes bancários e recibo à pessoa que precisa de ajuda para lhe poder fazer uma transferência bancária. Claro que nem todos poderão facilmente fazer transferências bancárias online, mas para já, não houvi falar de qualquer problema relativamente a pagamentos de compras.
Ambos os grupos parecem muito bem organizados e, ao se basearem na nossa zona local também é uma forma de que os próprios voluntários se exponham o menos possível na rua.
Achei boa ideia deixar aqui esta informação para quem também estiver interessado em se voluntariar ou em pedir ajuda, saber que existe forma de o fazer através da vossa comunidade local de forma a evitar os dias de espera pelas entregas dos supermercados e afins.
Quantidade de grupos locais do Covid-19 Mutual Aid Group
Eu posso estar sem trabalho e fechada em casa, mas aborrecida é uma coisa que não tenho estado. Lá tive um dia em baixo na semana passada, mas tal como costumo fazer noutra situação, começo a entreter-me com projectos diferentes e isso faz-me distrair e concentrar noutra coisas, e consequentemente, sentir-me melhor.
Tenho seguido algumas das ideais sobre as quais escrevi por aqui e uma delas é que, agora como tenho o 'fermento de sourdough' (se alguém souber o que se chama em Português a um Sourdough Starter agradecia. Será que 'fermento de sourdough' está correcto?), para manter a cultura viva tenho que activá-lo pelo menos uma vez por semana. Por isso estou-me a dedicar a fazer produtos de padaria com ele durante os próximos tempos.
No fim-de-semana passado, tinha feito pão e este fim-de-semana dediquei-me a fazer pão novamente e também aprendi a fazer brioche, que adoro! Ficaram todos bem e, o pão até ficou melhor desta segunda vez do que da primeira. Quanto mais se faz, mais se aprende como melhorar, claro está.
Mas devo dizer que esta coisa de estar a aprender estas receitas, também me fez aperceber que apesar de gostar muito de brioche, se calhar devia não gostar assim tanto porque aquilo leva carradas de manteiga que nunca mais acaba. Digamos que não é propriamente o alimento mais saudável OK, eu já sabia que esse tipo de pão doce leva muita manteiga, mas tem-se sempre uma perspectiva diferente entre comer algo que foi comprado já feito, e comer algo que fomos nós a fazer e sabemos exactamente os ingredientes que levou. É por essas e por outras que não se pode parar com o exercício durante estes dias que estamos de quarentena.
Mas manteigas à parte devo concordar que esta coisa de fazer pão até que é bastante agradável. É interessante seguir os passos e ver como a forma como se amassa afecta o sabor do pão. É também entusiasmante olhar para a massa depois de umas horas de levedura e verificar que realmente cresceu! Acho que como passo sempre a vida num corrupio nem nunca tinha pensado na possibilidade de fazer pão por o considerar uma perca de tempo. Porque é que haveria de fazer pão quando a 15 minutos a pé de casa tenho acesso a 6 padarias excelentes (e de certeza que me estou a esquecer de mais algumas)? Mas esta situação em que estamos faz-nos colocar tudo em perspectiva - desde a forma como passamos o nosso tempo como a possibilidade de apreciar outras coisas novas. Nada como tentar aproveitar para ver o lado positivo que esta situação também nos possa trazer nem que seja a oportunidade para descobrirmos novos hobbies.
Para a semana estou a ponderar entre utilizar o fermento de sourdough para fazer pizza ou para fazer Raviolis. Deixei agora na minha Story no Instagram a pergunta para lá poderem dar a opinião, mas se quiserem digam-me também nos comentários. Eu faço aquele que tiver mais votos e depois coloco os resultados no Instagram.
Entretanto fica aqui o resultado dos brioches e pão de hoje