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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Natal com os sogros - parte I

Este vai ser o primeiro ano que não vou passar o Natal com a família em Portugal. Como fizemos por lá a festa do casamento, achámos por bem que os pais do meu Inglês tinham direito a ser os primeiros a receber-nos no Natal. Mas também não posso deixar de passar o Natal com os meus pais, por isso vamos já neste próximo fim-de-semana passar a 'consoada' Portuguesa com os meus pais. 

 

Entretanto, começaram as conversas sobre os preparativos para o Natal com os sogros. A minha sogra está entusiasmada por me apresentar às tradições do Natal Inglês, mas eu também quero trazer comigo algo do Natal Português. Não vou influenciar o prato principal do almoço de Natal, que já se sabe que nessa parte da refeição nunca se pode mexer com as tradições, mas estou a pensar fazer uma entrada e uma sobremesa. 

 

Como entrada estou a pensar fazer pastéis de bacalhau e talvez uns canapés. Não consigo pensar em canapés que sejam tipicamente Portugueses, mas acho que só pastéis de bacalhau também será uma entrada fraquinha? Agradeço sugestões! 

Quanto à sobremesa, estava a pensar fazer arroz doce que é sempre uma sobremesa essencial do nosso Natal, mas quando sugeri essa sobremesa ao meu Inglês, ele encolheu a cara em desgosto e disse que arroz doce só se come nas sobremesas da escola.  - OK, não faço arroz doce se é assim tão mal vindo. Em alternativa talvez faça antes pudim flãn que adoro. 

 

Quaisquer outras sugestões serão também muito bem vindas. Isto há que causar uma boa primeira impressão ao meus primeiro Natal com os sogros das tradições que levar comigo. 

O assassino misterioso

Ou como lhe chamamos em Inglês - 'Murder Mistery' - foi um dos jogos que fiz com alguns amigos durante a nossa escapadela no campo este fim-de-semana que passou. Gostámos tanto que achei por bem deixar aqui a experiência, visto que geralmente nesta altura do ano há sempre imenso pessoal a fazer jantaradas e um jogo como este pode ser uma boa adição. 

Para quem não conhece, este é um tipo de jogo ideal para animar os jantares de adultos ou de adultos com crianças. O conceito da história é simples - um certo número de pessoas encontra-se na mesma casa para um evento, e de repente um detective é chamado ao local porque uma pessoa é encontrada morta. O detective é a pessoa que orienta as partes do jogo, todas as restantes pessoas são suspeitas de serem o assassino e cada qual vai relevando diferentes pistas da sua relação com a pessoa assassinada que os podem incriminar ao longo do jogo. No final cada qual diz quem acha ser o assassino mas será o detective a revelar o culpado. 

Passado a primeira ronda já todos percebiam como o jogo funcionava e tornou-se hilariante, principalmente quando o pessoal se dedicou aos sotaques e a encarar bem a personalidade dos seus personagens. Fomos também para a temática de uma festa durante os anos 20, por isso todos estávamos vestidos apropriadamente. 

Fiz o download do jogo no site do Red Herring Games, mas existem imensos sites que oferecem esse tipo de jogos. E depois há imensos temas à escolha também. Fica a ideia para as vossas festas de Natal, Ano Novo e afins.

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Viagem por Marrocos

Ainda não tinha deixado aqui a experiência da nossa viagem a Marrocos, após o susto do dentista, por isso aqui ficam as minhas impressões:

  • Foi extremamente interessante de, apenas a 3.5h de Londres me encontrar de repente num mundo tão diferente ao da Europa Ocidental. Desde a cultura, a arquitectura, a língua, os hábitos, a comida, a forma de lidar com turistas, as paisagens, tudo é tão diferente. E da minha experiência essa diferença tem partes tanto positivas como negativas.

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  • Ficámos muito contentes por não ter pernoitado dentro da Medina de Marrakech como tínhamos inicialmente pensado porque simplesmente aquela Medina era uma confusão grande demais  e acho que não ia apreciar estar ali no meio da Medina a noite toda. 

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  • Conduzem todos como loucos naquela cidade. Não há respeito pelos sinais vermelhos, andam de motorizada por todo o lado, passando à frente dos carros e das pessoas sem qualquer cuidado, e os tubos de escape deixam sair todo o fumo da combustão do petróleo, pelo que o cheiro na ar em Marrakech é de constante poluição.

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  • Parece existir este acordo entre os homens de Marrakech que devem direccionar os turistas para ir ver a zona onde a pele é tratada para ser depois transformada em malas, e outros artigos de pele. Isto porque vários nos fizeram parar no meio da Medina a dizer que tínhamos que lá ir ver o festival da pele que era tão bonito, e de tanto comentário que lá fomos, seguindo um deles. Resultado, acabámos por ter que pagar uma grande de uma gorjeta que não era negociável, num momento em que estávamos rodeados de locais, e sem muito oportunidade para sair dali calmamente sem lhes dar o dinheiro que pediam. Não foram agressivos, mas também não fos fizeram sentir confortáveis. Claro que pensávamos dar uma gorjeta, mas a gorjeta deveria ser o preço que nós decidimos, não o preço que eles decidem.

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  • Basicamente os locais de interesse turístico tais como a Medina, os palácios e os jardins Majorel eram bonitos e interessantes, mas chateou-me o facto de estar constantemente a ser chamada a parar para comprar qualquer coisa que alguém quer vender. Isso adicionado à confusão de pessoas e scooters e a poluição no ar, transforma o passeio um pouco exaustante. 

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  • As Montanhas Atlas valem a pena visitar - desde as paisagens à possibilidade de visitar algumas das aldeias berberes e ficar a conhecer um pouco mais sobre a cultura local. 

De forma geral gostei mas não fiquei com vontade de voltar em breve para ir conhecer as outras cidades. 

Dentista de urgência em Londres

Era meia-noite, tinha acabado de lavar os dentes e estava a passar com o fio dental quando sinto algo estranho - tinha-me caído a restauração de um dos dentes onde já tinha feito uma desvitalização. Resultado, um dente todo aberto 7 horas antes de eu ter que sair de casa para ir para o aeroporto apanhar o meu avião para Marrocos. 

 

O meu Inglês diz-me - olha, lá vais ter que ir ao dentista a Marrocos.  Ora claro que não estava cheia de vontade de ir tirar tempo das minhas poucas férias para ir tentar encontrar um dentista num país estranho onde nem tenho bem noção da qualidade dos profissionais da área dentária. Pesquisei no Google por 'urgency dentist London' e apareceu-me logo uma clínica em Baker Street que me atendeu imediatamente (também me parece ser a única com serviços a 24 horas por dia). 

 

Uma hora mais tarde, estava eu a ser atentida por esta dentista Portuguesa, muito simpática e atenciosa, de nome Juliana Brito, que foi a minha salvação naquele momento.

 

Pelas 2:30h, estava de volta em casa com o dente cheio, mas a carteira bem mais leve Custou-me um total com todos os custos da urgência, ser após meia-noite etc, etc, £850! Ouch!!! Acho que isto de abrir uma clínica dentária de 24horas é que é mesmo um muito bom negócio, porque o paciente numa situação desesperada não pode fazer mais nada senão aceitar o preço. Felizmente tenho seguro dentário, o que espero que me cubra pelo menos por metade da consulta, mas mesmo assim, é caríssimo. De qualquer forma, olhem, é melhor do que ficar com o dente aberto e ter tempo de aparecerem infeções, por isso ao menos houve uma hipótese. 

Como fazer a transcrição de casamento para Portugal

Como já tinha indicado antes, eu casei-me oficialmente no registo civil em Inglaterra e, em Portugal, apenas tive um casamento simbólico. Como tal, para poder estar oficialmente casada em Portugal e ter o meu estado civil alterado, tive que fazer a transcrição do casamento para Portugal. Encontrar toda a informação sobre o que era preciso tratar para conseguir essa transcrição não foi própriamente óbvio, por isso aqui fica este post para ajudar quem venha a precisar e, principalmente, para vos alertar dos erros importantes que estão actualmente escritos no website do Consulado de Portugal em Londres que me fizeram gastar £310 sem ser necessário!

 

Para a transcrição de casamento:

  1. Marcar a data para uma reunião com o consulado - para efectuar a reunião oferecem um endereço de email cac.ru@ama.pt e um número de telefone 02036368470. Ao email responderam-me sempre entre 1 a 2 dias o que não foi mau, mas a resposta era o mais básica e simplificada possível. Por exemplo, no website indicaram que ficavam com o certificado de nascimento original do meu marido. Ora claro que isso não pode ser possível, pelo que pedi por email para clarificarem. A resposta foi "é essa a informação que temos". Oquê?! Claro que não podia ser! Ao pesquisar mais e com ajuda de uma leitora do blog descobri que o marido teria que pedir uma cópia oficial do certificado de nascimento através do website do Governo Britânico. Porque é que o Consulado não me soube explicar isso?? Ainda tinha tentado telefonar também ao número em cima para falar com alguém sobre essa informação. Passado 45minutos à espera na linha, a chamada foi desconectada. Portanto podem esquecer o telefone. 

Os requisitos do consulado

2. Os necessários indicados eram - o certificado de matrimónio original (ou seja, uma cópia oficial do original, mas também não explicam isso no site); o meu cartão de cidadão, prova de morada no Reino Unido, foto tipo passe (a primeira coisa que não foi necessária e em que nem estou a contar no total custo que tive com isto), e a cópia do meu certificado de nascimento (indicam que se pode retirar gratuitamente online, mas não explicam que é no momento da reunião da transcrição que os próprios fazem essa extracção. Como tal fui comprar um leitor de cartões para fazer a minha autenticação online para pedir isso, e afinal não era necessário -também não estou a contar com esses £9 que gastei para comprar o tal leitor de cartões tais custos finais). Do marido pediram o certificado de nascimento e o passaporte.

3. Pediram outros documentos que não se aplicam a todos os casais tais como prova de escritura antinupcial, prova de residência antes e pós casamento, informação sobre estado civil anterior e existência de filhos, etc. 

4. A parte que me lixou mesmo foi na parte do website que indicaram que era necessário ter a tradução legalizada para Português do certificado de nascimento do marido, e da certidão de casamento, e que tanto os certificados como as traduções tinham que ser oficializadas com a Apostilha de acordo com a convenção de Gaia. - Ora não só, não era necessário ter a tal apostilhada (que obviamente se paga para pedir, e tem que se andar a pagar correios por entrega especial e afins), como nem sequer era necessária a tradução oficial. E isso tudo sim (incluindo também a tradução e certificação do meu deed poll para mudança de nome - que também não chegou a ser preciso, apesar do website também não ter dado informações claras relativamente à mudança de nome quando eu estava a retirar um dos meus nomes e adicionar o do marido), custou-me os £310. Aos poucos e poucos não era muito, mas tudo junto foi imenso! A tradução de cada certificado era £30, mas depois havia pagar a um advogado para certificar a tradução (outros £15 por cada certificado), mais os custos de transportes de correios, mais a apostilha, ficou em tudo nos tais £310. E para quê? Para nada!!! Quando a empregada do Consulado me disse que não precisava de ter feito nada daquilo, até que me ia dar uma coisinha má. Ela disse que já tinham feito a actualização dessa informação no website à uns meses. Então lá fui ver com ela ao website onde tinha visto isso, e passo agora a copiar aqui em baixo também. Está lá explicitamente indicado pelo menos até ao dia de hoje de 7 de Outubro de 2019, que toda essa informação é necessária. 

Copiado do site do Consulado de Portugal no dia 7-10-19

Sinceramente o Consulado devia era pagar-me os £310 devido à informação falsa no website! Eu vou-me queixar, claro, mas o ideal seria queixar-me a uma espécie de watchdog que governe este tipo de serviços, mas não sei a quem me queixar. Se tiverem alguma sugestão, agradecia. 

 

Passeios alternativos em Londres - Parkland Walk

Já há quase dois anos que tinha passado de bicicleta na zona de Highbury e reparei que havia um caminho longo mas pouco largo rodeado de árvores que aparecia por debaixo da ponte de uma estrada - era o Parkland Walk - um caminho por onde passa antigamente uma linha de comboio, o que justifica ser tão estreito. 

 

Ontem foi o meu dia de aniversário, estava cansada da festa da noite anterior e o tempo estava Outunal, meio friorento e nublado mas relativamente seco. Por isso achei que seria uma oportunidade ideal para ir fazer aquele passeio. Decorre apenas ao longo de 4km dentro de Londres, pelo que, caso começasse a chover poderia facilmente acolher-me num pub da zona local. Mas não foi preciso. É um passeio extremamente agradável e faz sentir que estamos no meio do campo, apesar de não passarmos da zona 3 de Londres. 

 

Começamos o passeio em Finsbury Park, percorremos o Parkland Walk até Highgate, atravessámos um pouco da rua principal de Highgate e entrámos em Highgate Woods que também oferece outro passeio muito agradável, até chegarmos a Muswell Hill onde fomos jantar. 

 

Adoro descobrir estes novos passeios em Londres e, apesar de já ter percorrido mesmo muito de Londres, sem dúvida que há muitos mais locais agradáveis como este a descobrir. Se conhecerem algum que seja pouco óbvio, por favor indiquem, que adorava conhecer mais. Ficam algumas fotos do passeio, para quem não viu todas as fotos que fui colocando nas minhas Instagram Stories. 

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Homens e namoros em Londres

No outro dia uma rapariga que conheci que se tinha mudado recentemente para Londres, perguntou-me como é que é que são os homens em Londres de forma geral no que toca ao aspecto romântico. - Uuuii! Aí está uma pergunta interessante. 

Bem, claro que cada caso é um caso e que generalizações nem sempre se aplicam mas, depois de tantos anos de experiência por minha parte e por parte das minhas amigas, pude informar-lhe que, no que respeita a encontros românticos, eles calham quase, quase sempre entre uma das quatro categorias seguintes: 

  • Os preguiçosos - Infelizmente este grupo incluí um grande número dos homens em Londres. São preguiçosos porque quando se apercebem de que não estão interessados, ou que já tiveram aquilo que queriam da relação (geralmente sexo), desaparecem. Simplesmente desaparecem. Assim, sem mais nem menos. Parecia que estava tudo a correr tão bem... Tinha havido aquele passeio tão agradável; até tinha-vos apresentado aos amigos; tinha falado da próxima vez que se íam encontrar; tinham conversas tão divertidas; tinha falado de como tinham tantas coisas em comum; e de um dia para o outro deixaram de responder às mensagens. Estar incluído na categoria dos preguiçosos infelizmente também não melhora com a idade. E perdi conta das vezes que mo fizeram a mim, e das vezes que amigas me disseram que lhe fizeram a elas. 

 

  • Os mulherengos - Eles são giros, são atraentes, e eles sabem disso. E como sabem disso, não vão desperdiçar esse dom com uma só mulher. Antes, vão aproveitar os seus poderes para atrair o máximo número possível de mulheres igualmente atraentes. Geralmente são mais cuidados que os 'preguiçosos' e até têm a tendência a prolongar as relações um pouco mais. Eles gostam de ter uma namorada, de ser apaparicados e na hora de terminar tendem a informar para evitar que elas andem atrás. 

 

  • Os problemáticos - Estes trazem sempre muita bagagem atrás que geralmente não a apresentam até que as mulheres já estejam completamente apaixonadas por eles. É nesse momento que eles decidem explicar que têm todos aqueles problemas e que, portanto, não estão na fase certa da vida para ter uma relação. E que, se quizerem continuar a vê-los terá que ser na desportiva para a diversão, mas que não se podem comprometer. 

 

  • Os bons - São uma pequena minoria, e já estão todos comprometidos. 

 

Costa del Margate

Foi assim que eu e os meus amigos decidimos chamar a Margate. Tal como houve a grande fase de turismo Britânico para passar férias à Costa del Sol, agora está a começar a fase de turismo em massa para Margate, portanto, que nome mais apropriado que 'Costa del Margate'? 

 

OK, o turismo em Margate ainda não chegou bem aos níveis do turismo de Espanha, mas vai a caminho (ou pelo menos assim o espera a minha amiga que comprou lá um apartamento como investimento). Com muito ou pouco turismo, o facto é que a tal amiga, bloqueou o fim-de-semana passado no Air-bnb para podermos ir lá usufruir do apartamento dela e aproveitar um pouco do que Margate tem para oferecer. E tem muito mais do que aquilo que pensei. 

 

Margate fica localizado no Nordeste de Kent junto à costa do Mar do Norte. Pela arquitectura dos edifícios nota-se que em tempos, Margate foi um destino relevante para os cidadãos Britânicos, ainda com o seu antigo Lido e teatro agora totalmente em ruínas ou a caminho. Desde há muito que Margate deixou de ser um destino para as férias dos Ingleses e, como tal, foi ficando mais desprezado. As famílias mais ricas e mais idosas vivem nas cidades vizinhas de Ramsgate e Broadstairs, mas em Margate é ainda onde vive a população mais pobre e menos educada, e isso nota-se mesmo ao andar nas ruas. No entanto, é interessante ver que no meio de uma rua meio desprezada, aparece uma loja de decoração ou restaurante muito giros. É um sinal de mudança. E sem dúvida que Margate já tem muitos sinais desses e, junto à praia, também existem muitos bares com bom ambiente, novos ou construídos num edifício aproveitado que à muito estava abandonado. Isso, juntamente com a Dreamland, um parque temático que tem um palco com espaço para concertos, estão a trazer novo sangue para Margate. Muitas das pessoas que se estão a mudar para lá são efectivamente Londrinos que, ou com o interesse de construir família e ter uma casa maior, ou com o interesse de criar um negócio que não poderiam pagar em Londres, decidiram mudar-se para Margate.  E afinal, apesar de ainda ser um bocado mal frequentada, esta cidade tem muitos dos ingredientes para se tornar popular novamente dentro dos próximos anos. 

 

Passámos o sábado a passear de um lado para o outro da cidade, a apreciar os bares e restaurantes locais que foram óptimos, e a fazer uma visita à Turner Gallery, que é um obra de design moderno fantástico. E ao chegar à noite, enquanto discutíamos no restaurante para que bar deveríamos ir, a empregada de mesa informo-nos de uma festa de praia que havia nas proximidades e, lá eventualmente fomos parar. 

 

Foi muito, muito giro. Adorei a experiência de passar o fim-de-semana em Margate. Pode não vir exactamente a ser a Costa del Margate, mas acho que tem muito potencial para ser novamente um destino favorito dos Britânicos para uma escapadela de fim-de-semana e para viver. 

 

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O que fazer em Londres em Setembro 2019

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Setembro, é o mês em que se começa a sentir o dia escurecer mais cedo, se vê as folhas a cairem e se começa a sentir as temperaturas mais baixas. Mas com o entrar do Outono, é também uma boa oportunidade para visitar os edifícios de Londres na Open House London, ir a concertos nos festivais que decorrem dentro de bares em vez de parques, e até presenciar a gravação dos vossos podcasts favoritos no London Podcast Festival. 

 

Totally Thames Festival O que é? Festival que celebra o rio Tamisa que decorre em vários locais juntos ao Tamisa e conta com variados eventos desde seminários a shows de dança, arte, etc. Quando? Todo o mês de Setembro. Quanto? Maioritariamente conta com eventos gratuitos. Onde? Vários locais ao longo do Tamisa.

 

London Art Book Fair O que é? Feira do livro de Londres a decorrer numa galeria de arte no Este de Londres. Quando? De 5 a 8 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Whitechapel Gallery.

 

Show de Barcos Clássicos O que é? Podem ver e entrar numa variedade de barcos clássicos durante este festival. Quando?  6 a 8 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? St. Katherine's Docks.

 

London Podcast Festival O que é? Neste festival podem assistir ao vivo à gravação de variados podcasts. Quando? 6 a 15 de Setembro. Quanto? Preços rondam os £15. Onde? Kings Place.

 

Hackney Carnival O que é? Cortejo carnavalesco pelas ruas de Hackney que conta também com vários eventos relacionados independentes organizados pelos estabelecimentos locais. Quando? 8 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Hackney Central e London Fields.

 

Bermondsey Street Festival O que é?  Festa na Bermondsey Street com várias barraquinhas de comes, bebes e artesanato e música para animar a festa. Quando? 14 de Setembro. Quanto? Gratuito. Onde? Bermondsey Street, London Bridge.

 

Open House Festival O que é?  O fim-de-semana em que Londres abre as portas dos seus edifícios ao público. Desde edifícios governamentais, a estúdios artísticos, escritórios, monumentos, e até edifícios residenciais de interesse arquitectónico, esta é uma oportunidade única para os Londrinos ficarem a conhecer melhor o interior dos edifícios de que tanto gostam. Quando? 21 e 22 de Setembro. Quanto? Gratuito mas visitar alguns edifícios será possível apenas com marcação prévia. Onde? Por toda a cidade.

 

Emerge Festival O que é? Um festival que conta com concertos, DJs, performances e poesia em 40 diferentes locais em Londres. Quando? 27-28 de Setembro. Quanto? De £15 a £40.  Onde? Ver locais no website.

 

Big Scary Monster Big Day Out O que é? 3 espaços de Hackney vão organizar um dia de concertos de música alternativa, indie, rock e punk.  Quando? 28 de Setembro. Quanto? £20. Onde? MOTH Club, Paper Dress Vintage e o The Empire Bar

 

Passeio de bicicleta - De Stratford a Victoria Park

Pelo título do post, quem conhece esta zona até fica a pensar que esse é um passeio de bicicleta de treta porque Victoria Park fica quase ao lado de Stratford, mas não é, quando o passeio é feito com uma grande volta pelo meio - OK, não foi assim uma volta tão grande, mas foram 10km, e num percurso muito interessante e bonito. 

 

Não tinha qualquer intenção de fazer um passeio de bicicleta. O plano para hoje era encontrar-me com uma amiga para café, seguido, de uma visita ao Columbia Road Market para comprar umas plantas para substituir as que morreram durante estes dias de calor mais intenso. Mas depois do café com a amiga, decidi ir passar de bicicleta primeiro pela zona de Bethnal Green que precisava de ir lá, e como o dia estava bom e aquelas rua pareciam bonitas e ainda nunca tinha passado por algumas delas, decidi continuar em frente para explorar a zona um pouco mais. Quando deparei por mim estava numa zona de Hackney Wick/Stratford/Pudding Mill Lane onde ainda nunca tinha estado antes, e foi nessa altura que decidi que queria continuar em frente à descoberta. Abri o meu app do Runkeeper para poder monitorizar o percurso que estava prestes a fazer. Não tinha destino. Simplesmente continuei em frente, evitei as ruas principais, e rapidamente encontrei um dos canais que tinha um passeio ao lado que me permitiu percorrer este percurso que foi de Stratford a Three Mills Island, passando por Bow e depois para Limehouse e novamente ao longo do canal, passando por Mile End até Victoria Park. Adorei! É muito giro descobrir estes percursos novos que se mantêm bem no centro de Londres mas que nos fazem sentir que saímos um pouco da cidade e estamos num ambiente diferente. Agora fiquei com vontade para a próxima de fazer o percurso ao longo do canal para norte em direcção de Epping Forest. 

 

Fica o mapa do percurso para quem gostar de fazer passeios calmos de bicicleta a explorar a cidade. 

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