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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Primeiras visitas aos retalhistas após o lockdown

Para os leitores que seguem o Tuga em Londres à algum tempo, concerteza que não se vão admirar de eu ser das primeiras pessoas a fazer visitas aos retalhistas após o lockdown. Mal podia esperar! Fico também muito grata por todas as pessoas que não pensam como eu, porque isso faz com que os retalhistas, neste momento estejam confortáveis e com muito espaço para se poder fazer o distanciamento social que se pretende. Não sei se a mesma coisa se vai verificar quando o bom tempo voltar a Londres, mas pelo menos, para já, tenho gostado das minhas experiências nos retalhistas. 

 

Não fui logo no sábado, quando as restrições foram levantadas, mas no Domingo, quando estava a voltar a casa de uma passeio de bicicleta, enviei uma mensagem ao meu Inglês, se queria voltar ao nosso pub local. Fazia parte da nossa rotina de Domingo, quando não tínhamos planos com outras pessoas, de passar uma ou duas horas no final do dia no pub local à conversa. O dia até que não estava muito frio, por isso lá fomos. No caso deste pub, ainda se mantém aberto apenas na zona exterior. Eles mantêm uma mesa à entrada do pub, que não permite a entrada de clientes, a não ser que queiram ir à casa-de-banho. Pedimos e pagámos as nossas bebidas e voltámos para o terraço. Quando chegámos, havia uma mesa vazia, e devo confessar que, se não houvesse nenhuma, nem sequer iria pedir a ninguém para partilhar mesa, apesar de serem mesas longas. Prefiro manter a tal distância e também não quero fazer ninguém desconfortável ao pedir para partilhar mesa. Mas lá ficámos durante um pouco de tempo a apreciar o momento em que podemos voltar ao nosso pub local depois de todos estes meses. Não me senti nada desconfortável porque até estava a mais de 2 metros da qualquer outra pessoa. 

 

No dia seguinte, no entanto, voltei a ir a outro pub com uns amigos e a experiência já foi mais próxima daquilo que se pode esperar de um pub durante os próximos tempos - tinham um sistema de um sentido para entrada e saída no pub, não era permitido estar parado em pé no meio do pub, e todos tinham que estar nas suas respectivas mesas, sentados a pelo menos 1 metro de distância das pessoas com quem estavam na mesa com quem não vivessem, e as mesas estavam todas espaçadas a mais de dois metros de cada uma. Isto também foi possível porque o pub em questão era bastante grande, com um grande terraço, onde estávamos. Não sei se funcionará tão bem em pubs mais pequenos. Outras coisas que notei diferentes, foi o facto de disponibilizarem gel para desinfetar as mãos, só poderem entrar duas pessoas de cada vez na casa-de-banho, e a colocação de setas e gráficos no chão para indicar o caminho a percorrer e a avisar do distanciamento de 1 metro necessário entre pessoas. novamente a experiência foi boa e senti-me perfeitamente segura em termos da distância necessária das outras pessoas.

 

Hoje, tive a minha primeira experiência de passar a tarde num café. Escolhi o Mare Street Market em Hackney porque tem um espaço enorme, e ainda não me sinto confortável para me sentar num café pequeno. Adoro estar a fazer os meus projectos no computador enquanto estou num ambiente de café, e sinceramente já estava mais que farta de estar a olhar para o mesmo local em casa, todos os dias, durante todos estes meses. Mais um bocado e dava em doida! Aqui foi o primeiro estabelecimento em que efectivamente fiquei lá dentro, por isso optei por me sentar numa mesa alta virada para a janela porque ali sabia que ninguém se iria sentar ao meu lado, e também não estava a ocupar uma mesa grande. A gerência também tinha tudo muito bem organizado - as pessoas têm que esperar para ser sentadas pelo staff, o que certifica que ninguém se vá sentar a menos de um metro de mais ninguém. Lá dentro também há um sistema de um sentido orientado por setas no chão, existe um limite de 6 pessoas por casa-de-banho (por existirem 6 cubículos), e na zona do Deli, todas as sandes e saladas estavam cobertas por um plástico, havia um painel de vidro entre os clientes e os empregados de forma a distanciar-nos e também ofereciam desinfectante para as mãos à entrada. Durante o tempo que lá estive, também me senti super confortável sem qualquer problema em que as pessoas conseguiam manter a distância e algumas mesas, até estavam vazias. 

 

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Saída de lá, fui para o cabeleireiro. OK, isto a escrever assim tudo, até parece que não tenho feito mais nada do que ir a retalhistas, mas calhou serem visitas próximas e, enfim, tinha saudades de me sentar num café e num pub. Só não tinha saudades do cabeleireiro mas esse foi mesmo por necessidade. No caso da experiência no cabeleireiro, esta foi um pouco diferente porque é mais difícil manter o distanciamento. Os trabalhadores estavam todos de máscara, mantinham a porta aberta para entrar o ar, e também tinham gel desinfectante disponível, mas por exemplo, quando lavei a cabeça, tive que tirar a minha máscara durante a lavagem para que fosse possível tirarem a tinta, e claro que, todo o tempo, alguém estava junto de mim para me tratar do cabelo. Houve um pouco menos conversa do que o normal porque, não só a máscara é inconveniente para se ter uma conversa, mas também existe mais perigo de transmissão quando se está a falar, por isso a conversa falhou. E também não houve a oferta do café ou chá habitual, nem haviam as revistas de fofoca do costume para ler, tudo com o seu intuito de evitar que várias pessoas toquem no mesmo material. Mas gostei de ver que, quando a cliente anterior a mim saiu, desinfectaram a cadeira e a prateleira em frente com um spray e outro produto. Mesmo assim, com todos os cuidados, se tivesse que escolher a experiência retalhista que achei menos segura, teria mesmo que dizer que as condições no cabeleireito foram as que me trouxeram menos segurança, mas acho que isso tem mesmo a haver com a natureza de proximidade que é inevitável nesta situação. 

 

Gostei de ver como os diferentes retalhistas estão a adaptar-se às mudanças e estão a tentar proporcionar as melhores condições possíveis para a segurança de todos nós. 

 

100 dias de lockdown em fotos

Marcou esta semana os 100 dias de 'lockdown' no Reino Unido. Mal dá para acreditar que já estamos há tanto tempo nisto mas é um facto. Durante este tempo todo, a minha vida, como a da maioria da população Britânica e do mundo, tem sido passada em casa, mas fui captando alguns momentos ao longo deste período e aqui fica a história:

 

Aprendi a fazer pão, e felizmente agora os meus pães parecem muito mais com o da direita do que os da esquerda

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E fartei-me de fazer doces, porque nada como nos encher-mos de açucar quando estamos fechados em casa sem fazer nenhum 

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Ah, e claro que me entreti a experimentar novas receitas culinárias

(basicamente, mal saí da cozinha)

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Socializei entre jantaradas e bebidas através do Zoom

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E dancei por casa ao som dos muitos streams de música ao vivo

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Durante o dia passei muito tempo dedicada a vários projectos novos e outros antigos e claro, à procura de emprego, se bem que entre Março e Maio isso era quase impossível 

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Quando saía de casa passava o tempo em filas

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Ou ía passear de bicicleta pelas ruas e parques de Londres

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E muitos kilómetros eu percorri a pé pelos canais de Londres

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Londres parecia uma cidade fantasma com todas as lojas fechadas

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Comecei a encomendar comida e bebida online

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Gostei de ver a comunicação espalhada pela cidade com o intuito de nos animar e encorajar a ajudar uns aos outros

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Quando as condições começaram a ficar menos restritas passei algumas tardes solarentas pelos parques e a ter os primeiros encontros com amigos à distância

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Esta semana comecei a ver os primeiros sinais de preparação de abertura dos bares e restaurantes para este fim-de-semana

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A vida vai finalmente começar a aproximar-se um pouco mais da normalidade com a abertura dos bares, restaurantes, cabeleireiros e afins. Enquanto o virús por aqui andar, não vai ser igual como era antes, mas é um passo no caminho certo. 

Festas virtuais durante a quarentena

Durante estes últimos meses, com a falta da interacção social cara-a-cara, restou-nos a muitos, a oportunidade de fazermos festas virtuais com amigos. Claro que não é o mesmo que estar numa festa em casa de alguém ou num bar. A interacção nunca é a mesma, até porque enquanto numa festa pessoal, várias conversas podem acontecer em simultâneo, no caso de uma festa virtual isso torna-se mais complicado, mas não deixou de ser uma boa alternativa. Já aqui tinha falado antes no tipo de jogos que muitas pessoas têm estado a fazer em video-conferências, mas desta vez queria antes falar das festas com live streams de música, que também têm sido muito populares. 

 

Nem todos os live stream serão associados a uma 'festa', mas podem sê-lo quando, ou têm um dos vossos amigos a tocar música para vós ou combinam ouvir o mesmo live stream enquanto estão a falar no zoom. Fui a duas festas virtuais desse género. Na primeira, um amigo estava a tocar directamente a partir do zoom, o que não foi ideal, porque o som era transmitido apenas a partir do som do computador, e como tal não se ouvia a música claramente. Mas da segunda vez, outro amigo fez uma sessão de DJ transmitida através de um live stream no Twitch, a partir do qual conseguiu que o som passasse directamente do sistema de DJ para o software do Twitch, e como tal, a qualidade estava perfeita. É necessário alguma preparação para fazer um live stream por ser necessário ter certo equipamento como um 'encoder', e a música tocada não poder infringir os direitos de copyright dos autores da música, mas existem vários tutoriais online que explicam como fazer um live stream a partir do Twitch, Facebook ou Youtube. 

 

De qualquer forma, sintonizarem com amigos ao mesmo livestream também pode ser uma boa ideia para poderem fazer a vossa própria festa virtual sem terem que lidar com a organização de um live stream. 

 

Tal como numa festa presencial, a virtual também começou com conversa em que íamos mandando mensagens uns aos outros no zoom (visto que tinhamos que manter os nossos microfones em silêncio para conseguir ouvir a música), mas depois de algum tempo e algumas bebidas, as pessoas começam a levantar-se e dançar nas suas respectivas casas, como se tivessemos a dançar numa festa no mesmo espaço. É um pouco estranho ao início, mas passado pouco tempo estava tudo habituado à ideia e a dançar ao som da música nas respectivas salas. 

 

Quanto aos live streams, encontram de todo o género de música. Basta irem à secção 'Live' no Facebook ou Youtube e pesquisarem entre os variados live streams que estejam a haver no momento por aqueles que mais gostarem. Ou organizações como o Sofar Sounds também estão a fazer live streams de artistas menos conhecidos espalhados pelo mundo todos os dias. 

 

Empresas também têm organizado festas de zoom com acesso a centenas de pessoas e encontrei esta gravação de uma delas no youtube:

 

O Covid tem distanciado as pessoas, não só em metros

Uma das coisas boas relacionadas com o Covid-19 de que se tem ouvido muito falar tem sido a entreajuda entre pessoas, com os vários grupos de voluntários entre vizinhos e outras comunidades a surgirem para apoiar as pessoas que mais necessitam de que já falei aqui e também aproximou pessoas que já se conheciam mas que se mantiveram mais em contacto durante o lockdown, sobre o que falei aqui. Por outro lado, apercebi-me no outro dia que, ao longo deste tempo, também tenho presenciado exactamente o oposto. E sinto isso mais ainda, agora que começamos a sair do lockdown. Sinto que as pessoas tanto têm estado unidas quanto têm estado mais sensíveis e críticas às atitudes dos outros, chegando até a ser abusivas umas com as outras. 

 

Comecei então a pensar nos vários eventos em que encontrei esse tipo de abuso:

  • #StayTheFuckHome foi uma campanha lançada durante o lockdown e que foi utilizada não só em países de língua inglesa, mas como outros, inclusive em Portugal. O objectivo - incentivar as pessoas a ficarem em casa, e consequentemente ajudar a não espalhar o virús. Tudo perfeito quanto ao objectivo. Mas reparem na escolha de palavras - Stay THE FUCK home. Porque é que teve que ser adicionado o 'the fuck'? O governo e o NHS tinham lançado já a campanha #StayAtHome que transmite exactamente a mesma mensagem. O facto de se adicionar o 'the fuck' transmite logo um factor negativo e rude à campanha. E consequentemente, sendo que as pessoas viram tanto essa campanha, é normal que sentirem que fazer essa exigência é perfeitamente aceitável, e que é perfeitamente aceitável de certa forma 'maltratar' os outros ao utilizar palavras tão fortes (pode não ser um maltrato físico, mas não deixa de poder ter consequências negativas para quem o recebe). E agora algum de vocês perguntam - "mas o que é que tens contra isso? Não achas que foi correcto as pessoas ficarem em casa?" - Claro que sim. Concordo plenamente que isso tenha sido uma medida necessária. Mas para algumas pessoas ficar em casa o tempo todo não é uma hipótese tão fácil como para outras - possivelmente para as pessoas que vivem sozinhas ou que vivem com pessoas com quem não se dão bem tenha sido mais difícil passar o lockdown, do que pessoas que vivem com parceiros e em famílias felizes. Pessoas que vivem em más condições, em quartos pequenos, com famílias abusivas, todas elas terão achado mais difícil passar todo o tempo em casa do que os outros que vivem em casas grandes, com espaço, jardim privado e afins. E agora imaginem serem uma dessas pessoas que precisavam mesmo de sair um pouco mais que a maioria para o bem da sua saúde mental, e ser bombardeados com a mensagem 'stay the fuck home'. 

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  • Envergonhar pessoas nas redes sociais por terem ido a zonas de afluência de pessoas durante o lockdown - quase todos os fins-de-semana via-se imagens a percorrer as redes sociais dos parques de Londres cheios de pessoa, o que levava a um total choque por parte de todas as outras pessoas que viam essas imagens e que começavam a escrever todo o tipo de mensagens abusivas nas redes sociais. E tenho que confessar que eu própria partilhei uma imagem de um parque cheio na altura do lockdown que também achei péssimo (mas não fiz comentários abusivos). Mas agora olhando para trás e pensando melhor sobre o assunto - se as pessoas não fossem a esses parques será que conseguiam andar até outro local que lhes trouxesse a mesma sensação de calma que um parque? É normal que as pessoas escolham o seu local de passeio como o local próximo que seja mais bonito, mais calmo, e geralmente, na maioria dos conselhos de Londres, esse local será o parque. E também, as pessoas não sabem se o parque vai estar cheio antes de lá chegarem, e mesmo que cheguem e vejam que estejam lá muitas pessoas, desde que sintam que estão com mais de 2 metros de qualquer outra pessoa, sentem-se seguros e continuam o seu passeio. E a outra situação é que as próprias pessoas que partilhavam fotos dos parques cheios, também tinham estado no parque, portanto estavam a contribuir para o parque cheio. 
  • Protestos - uma morte injusta de um cidadão dos EUA levou a que milhares de pessoas pelo mundo despertassem a anos de injustiça e viessem para as ruas em protesto para exigir mais igualdade e justiça. O que recebem? Abuso.
  • Festas clandestinas - agora que começaram a haver reduções de restrições começaram também a haver pessoas a fazer festas. Congregam-sem em casas, em parques e afins. As pessoas que foram até podem ter pensado que seriam festas pequenas, com distancia social, mas depois chegaram lá e tal, e se calhar a festa estava boa, e já há tanto tempo que não podiam ir a uma festa, e tinham saudades que deixaram-se estar. Receberam também abuso por ter ido às festas. 
  • Abriram as lojas - E ao abrirem as lojas parece que as pessoas não têm podido comprar tudo aquilo que queriam online durante este tempo todo, que de repente as filas e encontrões para as pessoas visitarem centros comerciais, a Primark, a loja da Nike e tudo mais, foi uma loucura. O motivo das pessoas que foram? Talvez gostem muito da experiência de compras numa loja, talvez não gostem de comprar online. Mas o que receberam? Abuso!

 

Porque é que eu estou a escrever este post a defender esta gente toda que não cumpriu com as regras? Não estou. Não é esse o meu objectivo. O meu objectivo é alertar para o inúmero abuso que tem havido ao longo dos últimos meses. As pessoas são todas diferentes e todas têm os seus motivos para tomar certas atitudes com as quais, nem todos concordamos. Mas o nível de abuso de tem resultado não faz bem a ninguém - nem a quem o recebe, nem a quem o dá. As opiniões podem ser dadas. Críticas construtivas e discussões de pontos de vista devem continuar sempre a ser debatidos, mas não é preciso ser com abuso. E com a variedade de exemplos que dei deve dar para perceber que não são sempre as mesmas pessoas a quebrar todas as regras mencionadas. Aqueles que foram agora à Primark, talvez tenham estado a comentar abusos para os outros que estavam no parque durante o lockdown, e os que foram às festas possivelmente andavam a partilhar #staythefuckhome durante o mês de Abril. Basicamente, com este post apenas quero alertar para que pensem na melhor forma como dar a vossa opinião sem ser preciso utilizarem formas e palavras abusivas e confrontais negativas. Afinal, quem não desrespeitou uma única regra do governo durante esta pandemia até agora, que atire a primeira pedra. 

 

 

Perceber #BlackLivesMatter

Todos estamos bem cientes do que está a ocorrer no mundo neste momento, com o nascimento do movimento Black Lives Matter para alertar e lutar contra as injustiças raciais que infelizmente, ainda hoje existem. 

 

Penso que uma das melhores maneiras de ajudar a causa neste momento é falar sobre o assunto. Falar com os vossos familiares, amigos, colegas e em social media, porque ao falarmos abertamente e partilharmos o que sabemos sobre o assunto ajuda a que todos o percebam melhor. Ajuda a perceberem o porquê deste movimento apesar de estarmos no meio de uma pandemia, e porque é que é tão urgente ocorrer agora. 

 

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O que temos visto pela história muitas e muitas vezes, é que são movimentos como este que levam à acção por parte dos governos e das sociedades, tais como o movimento das sufragettes no início do século passado, que também levou a muitos protestos, muitos deles de forma violenta; levando ao resultado que as mulheres hoje em dia têm direito ao voto. 

 

Tenho andado a ver e ler imenso sobre o assunto e devo dizer que fiquei espantada por algumas coisas que encontrei mas que demonstram a evidência deste racismo inerente à nossa sociedade:

  • Vejam este exemplo em que uma jornalista chamou a polícia para lidar com os protestantes que tinham assaltado uma loja, e a polícia prendeu os donos que eram negros.
  • Ou este exemplo em que uma jornalista descreve o acto em que uma mulher branca está a aproveitar os protestos para assaltar uma loja, com a desculpa de que talvez a mulher trabalhe na loja (ela nunca diria isso se a côr da pele da mulher fosse diferente). 

Em baixo vou deixar um dos vídeos que achei que explicavam melhor a corrente situação, que foi criado pelo comediante Sul Africano Trevor Noah, apresentador do the Daily Show, se bem que neste caso o vídeo não pretende ser humoristico.  Vou deixar-vos com ele:

 

Passeios de bicicleta em Londres

Hoje é o World Cycling Day, e como promotido no último post, eu venho desta vez escrever sobre recomendações de rotas que vos vão ajudar a descobrir Londres de bicicleta. Eu pedi-vos para darem também as vossas sugestões de rotas de bicicleta, por isso, este post vai combinar algumas das minhas e das vossas rotas de bicicleta favoritas.

 

Como alguns sabem, o meu amor de andar de bicicleta em Londres começou em 2013 por opção pessoal, mas agora, em que estamos a aprender a viver com o Covid-19, é aconselhado a que mais pessoas utilizem a bicicleta como modo de transporte principal, para poderem evitar os transportes públicos que são mais aptos à transmissão do virús. No último post, falei sobre as medidas que o Presidente da Câmara está a fazer para tornar as ruas mais seguras para ciclistas. Neste post, pretendo oferecer-vos algumas ideias de passeios de bicicleta em Londres que sejam bonitos e calmos e sugerir alguns websites que podem utilizar para planear as vossas próprias rotas.

 

Para criarem as vossas rotas:

  • RidewithGPS.com - permite utilizar pins para ajustarem a vossa rota de bicicleta por onde quizerem. Podem gravar a rota e fazer o download para o móvel com uma conta.
  • CityMapper - apenas vos permite planear uma rota do local A ao local B, mas podem escolher entre ruas calmas ou percurso mais rápido. 

Se preferirem passear apenas por ciclovias que foram específicamente criadas para bikes, podem encontrar o mapa de rotas de bicicleta oficiais no site do Transport for London.

E quanto às recomendações de percursos de bicicleta em Londres, aqui ficam elas por zonas:

 

Rotas de bicicleta no Norte de Londres

1. Crouch End - Hampstead - Camden Town

  • Distância: 15km
  • Grau de dificuldade: Média (146m elevação)
  • Descrição: Percorrem ruas lindíssimas de ruas residenciais de vários estilos arquitectónicos, passam por Hampstead Garden Suburb que é uma zona onde o planeamento foi feito com ruas largas e terrenos grandes para cada casa. Nessa mesma zona encontram a Bishop's Avenue que é a segunda rua mais cara para se viver em Londres. Depois passam por Hampstead Heat até ao centro de Hampstead e continuam pelas ruas bonitas dessa zona e de Belsize Park até chegarem a Camden Town. 
  • Ideal para: Apreciadores de arquitectura

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Podem fazer o download do percurso aqui

 

2. Finsbury Park - Parkland Walk - Alexandra Palace

  • Distância: 6.5km
  • Dificuldade: Média (110m de elevação)
  • Descrição: Comecando em Finsbury Park, vão apanhar o percurso do Parkland Walk, que é um parque na zona onde esteve em tempos uma linha de comboio, e terminam em Alexandra Palace onde podem ter uma vista espectacular de Londres.
  • Ideal para: Apreciadores de parques e natureza

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Podem fazer o download do percurso aqui

 

Rotas de bicicleta no Sul de Londres

3. Blackheat - Shooters Hill - Eltham - Chilehurst

  • Distância: 15km
  • Dificuldade: Elevada (183m de elevação)
  • Descrição: Passeio entre parques bonitos, e com uma vista excelente de Shooters Hill. Passam depois pelo Palácio de Eltham e terminam nas caves de Chislehurst.
  • Ideal para: Apreciadores de vistas em altitude, palácios e natureza.

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Passeio recomendado pela Patita.Rocha. Podem fazer o download aqui

 

4. Wandle Trail: Wandsworth - Croydon

  • Distância: 18.3km
  • Dificuldade: Fácil (99m de elevação)
  • Descrição: O Wandle Trail é um conhecido percurso de bicicleta por passar quase toda a rota entre parques (10 parques para ser precisa) e junto a canais. É muito bonito e fácil com pouca elevação.
  • Ideal para: Apreciadores de parques e natureza

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Pode aceder e fazer download do mapa criado por Rozzas aqui 

 

Rotas de bicicleta no Este de Londres

5. Victoria Park - Hackney Wick - Hackney Marshes - Walthamstow Marshes - Tottenham Marshes - Epping Forest

  • Distância: 26.3km
  • Dificuldade: Médio (141m de elevação)
  • Descrição: Passeio muito agradável por entre um parque real, vários parques mais selvagens, várias barragens e uma floresta. 
  • Ideal para: Apreciadores de natureza mais selvagem 

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Passeio combinado entre as recomendações da Rita Lopes e do João Fernandes via Facebook. Para um percurso menor e com pouca elevação, terminem em Tottenham. Para um percurso mais longo e difícil continuem até Epping Forest. Podem fazer o download do percurso aqui

 

6. Mile End - Stratford - Three Mills Island - Limehouse - Tower Bridge

  • Distância: 12.8km
  • Dificuldade: Fácil (50m elevação)
  • Descrição: Começando a partir do Mile End Park, e em direcção a Stratford, apanhando aí o canal até Three Mills Island e, depois continuando ao longo do canal até Limehouse, quando se juntam ao lado norte do Tamisa, percorrendo o percurso pela zona das Docklands junto ao rio até Tower Bridge.
  • Ideal para: apreciadores de canais

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Podem fazer o download do percurso a partir daqui

 

Rotas de bicicleta no Oeste de Londres

7. Battersea - Putney - Barnes - Kew - Richmond

  • Distância: 23.4km
  • Dificuldade: Média (120m de elevação)
  • Descrição: Passeio na margem sul ao longo do Tamisa com vistas impressionantes para a margem norte da cidade e percurso com muito pouco trânsito.
  • Ideal para: Apreciadores das margens do Tamisa

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Passeio recomendado pela Maria Santos via Facebook e podem fazer o download da rota aqui. Notem que o Diogo Domingues via Instagram aconselha que a continuação desse passeio de Richmond até Kingston também vale muito a pena

 

8. Primrose Hill - Little Venice - Hyde Park

  • Distância: 9.5km
  • Dificuldade: Fácil (34m de elevação)
  • Descrição: Bonita rota pela zona central-oeste de Londres, começando por ver a vista do centro de Londres a partir de Primrose Hill, passando depois ao longo do canal até Little Venice, e passando por Paddington até Hyde Park. 

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Passeio recomendado por Nora e acessível aqui

 

Espero que gostem dos passeios de bicicleta recomendados, e se tiverem outras sugestões agradáveis, por favor indiquem nos comentários.

Incentivar ciclismo em Londres

Pelo menos até dia 1 de Junho, o lockdown em Inglaterra vai manter-se relativamente restrito, sendo que as pessoas continuam a ser aconselhadas a ficar em casa o máximo possível e evitar os transportes públicos. Como tal, as lojas de bicicleta têm estado muito mais ocupadas com um surto de novos clientes que querem começar a utilizar a bicicleta como o seu meio de transporte principal. 

 

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Fila para entrar numa loja de bicicletas no Este de Londres, Abril 2020

 

Ainda mais, o Presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, anunciou no dia 15 de Maio, os seus planos para dedicar algumas das ruas principais do centro de Londres a terem acesso exclusivo para ciclistas, peões e autocarros, eliminando portanto o acesso a carros e carrinhas, de forma a tornar essas ruas mais seguras para ciclistas e peões. Além do mais, existem outros planos de aumentar o número de ciclovias e também aumentar o preço da 'congestion charge' paga para veículos que entram o centro de Londres, de £11.5 para £15 de forma a encorajar mais pessoas a evitar andar de carro e preferir a bicicleta. Esta está a ser uma das maiores iniciativas criadas no centro de uma cidade para reduzir consideravelmente e rapidamente, o uso de carros e carrinhas da cidade, e vem em resposta à necessidade de manter-mos a distância social após o lockdown - mais ciclistas leva à redução do uso de transportes públicos e leva à necessidade de redução do trânsito, para a cidade se manter mais segura para ciclistas.

O Guardian criou um gráfico que ajuda a indicar as principais ruas a ser afectadas por estas mudanças, que deverão entrar em prática já este verão:

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Fonte da image: Guardian

Estas ruas vão ligar London Bridge a Shoreditch, Euston a Waterloo, e Old Street a Holborn. 

 

No próximo post quero escrever sobre ideias de passeios de bicicleta em Londres , e adorava criar esse post, não só com sugestões minhas, mas também com sugestões vossas para conseguir cobrir um pouco de Londres inteira. Adorava recomendações principalmente do Oeste, Norte e Sul de Londres onde tenho feito menos passeios. Por favor enviei-me as vossas opiniões através dos comentários em baixo, por email (que está no perfil), Instagram ou Facebook. Eu irei apresentar as sugestões mais interessantes no próximo post assinadas com o vosso nome e link para o vosso blog ou conta no Instagram se quiserem.

Agora ninguém quer sair da quarentena?

Durante as últimas 7 semanas, entre conversas que tenho tido com amigos, a artigos que tenho lido, podcasts que tenho ouvido, e posts nas redes sociais que tenho visto, notei uma tendência para emoções negativas relacionadas com a quarentena. 

 

As razões da negatividade eram mais que muitas: 

  • Era a amiga que estava com a ansiedade mais acentuada que o normal nesta fase por causa do isolamento social;
  • Era a outra amiga que também estava com ataques de ansiedade e depressão por ter ficado sem emprego;
  • Eram os inúmeros artigos dedicados a alertar pessoas para cuidar da sua saúde mental durante a quarentena e aconselhar a praticar meditação;
  • Eram os comentários nas redes sociais a envergonhar e apontar o dedo a quem tenha saído à rua por não estarem a cumprir com o isolamento social (mesmo que uma atitude não influencie necessariamente a outra);
  • Era os inúmeros webinars a dar recomendações sobre como lidar com as finanças pessoais e corporativas durante a quarentena;
  • Era os familiares idosos com medo de sair de casa com receio de apanhar o vírus;
  • Eram as newsletters que falavam das dificuldades de se estar sozinho ou solteiro neste período da quarentena.

 

Em resumo, isto têm sido 7 semanas em que só se tem falado de desgraça! Portanto podem imaginar a minha surpresa quando nesta sexta-feira passada, quando estava numa vídeo-conferência do Zoom com amigos, alguém perguntou quem tem estado a gostar da quarentena, e umas 7 (eu não fui uma delas) das 10 pessoas que estavam na chamada levantaram a mão a concordar de que estavam a gostar! - Oquê?? 70% das pessoas estavam a gostar da quarentena? Principalmente sabendo que algumas delas tinham tantas razões negativas relacionadas à quarentena, e apesar disso agora, numa altura em que se vêm os primeiros passos para sair de quarentena, as pessoas começaram a gostar desta situação de isolamento em que nos encontramos?

Depois no Domingo, leio a newsletter do The Single Supplement em que a autora diz quetambém ainda não estava preparada para sair da quarentena (na altura em que enviou a newsletter ainda não sabíamos quais iam ser as medidas a ser anunciadas pelo Governo nessa noite) . O quê?! Mas então ninguém quer sair da quarentena agora?

 

Primeiro ninguém gostava nada desta situação, e agora que estamos a começar a sair, querem ficar confinados mais tempo em casa? Então perguntei aos amigos o porquê de dizerem que estão a gostar da quarentena, e o sentimento geral é que finalmente, após as primeiras semanas de desgosto e desânimo, já encontraram uma boa rotina, e até que estão a gostar dela. As razões principais que indicaram foram as seguintes:

  • quem perdeu o trabalho, está a gostar de não ter obrigações, e o facto de haver muito pouca ou nenhuma oferta de emprego relevante para eles, faz com que não exista a pressão de procurar emprego, logo sentem uma certa libertação dessa responsabilidade e da responsabilidade de trabalhar de forma geral;
  • quem se sentia com problemas financeiros ao início da quarentena, já se habituou à ideia de estar a receber menos durante este período - basicamente as ajudas que o Governo está a oferecer aos que têm direito - mas também aproveitaram para fazer uma revisão de todos os custos mensais que tinham, cortaram com vários custos desnecessários, e também estão a gastar muito menos dinheiro durante esta fase porque simplesmente não há muito em que gastar dinheiro aparte de comida e bebida, e que portanto sentem-se bem com a estabilidade encontrada a nível financeiro;
  • outros estão a gostar do tempo de qualidade que têm passado consigo próprios ou com os parceiros - alguns dedicaram-se a fazer coisas novas, outros simplesmente aproveitaram para dar mais passeios;
  • outros estão gratos pela calma que este tempo lhes tem trazido e por não sentirem as habituais obrigações sociais de ir a certas festas ou eventos sociais. 

 

Não deixa de ter vindo a ser interessante ver as mudanças do estado emocional das pessoas ao longo desta quarentena. Infelizmente acho que ainda está longe de acabar, mas para já, acho que este gráfico representa bem o que tem acontecido até aqui:

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Ideias de jogos e entretenimento para as video-conferências

Com tantas conversas de Zoom, Skype, Webex, Houseparty, Video Messenger e afins que estão a decorrer durante este lockdown, concerteza que muitos de vocês também já se dedicaram a participar em jogos para fazer a interação das conversas mais divertidas, e para dar uma razão adicional para se encontrarem com a família e os amigos mais frequentemente através de video-conferência. 

 

Se, como eu, também, andam a pesquisar por ideias de jogos fáceis e divertidos a fazer no vosso próximo Zoom, passo a deixar aqui as ideias de jogos que já fiz que achei mais divertidos:

 

  • Caça de material em casa - Isto envolve que o organizador vos indique o nome de um objecto que, um participante por casa deve ir buscar algures em casa, e as três pessoas que voltarem junto à câmara com o tal objecto na mão primeiro ganham pontos (a primeira a chegar com o objecto ganha 3 pontos, a segunda, 2 pontos e a terceira, 1 ponto). Os objectos em questão devem ser coisas que geralmente as pessoas têm em casa. Por exemplo, 'vão buscar uma tesoura' ou 'um rolo de papel higiénico'. É engraçado ver as pessoas nas respectivas casas a correrem para ir buscar cada um dos objectos o mais depressa possível. Também podem adicionar variantes que não envolvam a rapidez, tais como 'vão buscar o objecto de cozinha que achem mais original' ou 'vão buscar a garrafa de bebida alcoólica mais estranha que tenham em casa', e o organizador decide o vencedor nesses casos. No final contam os pontos e ganha quem tiver mais pontos. Ao escrever a descrição até parece complicado, mas acreditem que é mesmo muito divertido!
  • Guess the emoji - O organizador envia pela chat um conjunto de emojis que representem um certo tema, e os participantes têm 5 ou 10 segundos (dependendo da dificuldade) para decifrar o que os emojis representam. Escrevem as respostas num papel, e no fim recebem um ponto por cada resposta correcta. Podem encontrar muitos exemplos se pesquisarem por 'guess the emoji' no Pinterest. Por exemplo, os emojis em baixo representam nomes de estações de metro e de comboio de Londres. Conseguem descobrir os nomes das estações?

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  • Adivinhem quem é? Colocam um post-it na testa com o nome de uma celebridade ou animal ou outro tema que queiram, e têm que adivinhar que nome é, baseado em perguntas de resposta 'sim' ou 'não' que façam às outras pessoas do grupo para tentar adivinhar o nome que têm na testa. Podem fazer este jogo 'à mão' se tiverem mais que uma pessoa em casa que vos escreva o nome no papel sem verem, ou se estiverem sozinhos, podem fazer o download do app 'Heads Up' disponível na Apple ou Android, e colocam o telemóvel na testa até aparecer o nome para as outras pessoas do zoom (claro que têm que ter a certeza de que não se podem ver a vocês próprios no zoom).
  • Festa de culinária: Decidem qual o prato que vão fazer antecipadamente para que todos tenham os ingredientes necessários, e um de vocês vai indicando o passo-a-passo da preparação do prato. Depois quanto estiver o prato preparado, sentam-se em frente ao computador e comem 'juntos'. 
  • Book Club: Este não é propriamente um jogo, mas também serve como uma boa desculpa para se encontrarem - escolhem um livro antecipadamente (geralmente um mês ou duas semanas antes, dependendo da vossa rapidez de leitura) e discutem a vossa opinião sobre o livro durante a video conferência.
  • Netflix party: E uma alternativa às video conferências, é verem um filme juntos. A Netflix, através da aplicação Netflixparty permite que várias pessoas estejam a ver o mesmo filme em simultâneo, enquanto vão fazendo comentários numa barra lateral. É ideal para filmes que sejam altamente divertidos e um bocado parvos. Eu vi o Blades of Glory numa Netflix party e os comentários que íamos tendo ao longo do filme eram por vezes mais hilariantes que o próprio filme.

 

Com um grupo de amigos, começamos a fazer um 'pub quiz' à 3 semanas, e este fim-de-semana vai ser a minha vez de organizar as questões. Como notei que são geralmente as mesmas pessoas que têm melhores resultados, achei por bem fazer um pub quiz um pouco diferente, que não seja só há base de perguntas do tipo - 'quem é o cantor e qual o nome desta música' ou quem foi o actor principal deste filme, etc. Há certas pessoas que se lembram dos nomes de tudo e mais alguma coisa, e outras que são mais visuais ou têm memória curta, portanto, para diversificar um pouco tenho estado a pensar fazer as seguintes categorias de perguntas:

  • Plantas - apresento as imagens de várias plantas e flores conhecidas tais como salsa, gerânios, etc. e peço que indiquem os respectivos nomes.
  • Arte - Vou apresentar-lhes a imagem do quadro 'The Scream' e peço-lhes que façam a sua versão interpretativa desse mesmo quadro durante 5 minutos. Depois peço a todos que dêm entre 1 a 5 pontos aos quadros dos outros participantes. 
  • Covid-19 - vou apresentar algumas palavras inventadas relacionadas com o virus, por exemplo 'quarantini'; 'Sauvignon Furlough'; Covidiot; etc. e peço que me escrevam a descrição mais engraçada que essa palavra represente. Depois peço a todos a votarem nas melhores (nunca podem votar em si próprios para ser justo).
  • Marcas - em que as questões se referem a marcas que fizeram algo muito memorável ao longo dos anos, por exemplo, perguntar o nome do jogo de realidade aumentada que tomou conta das ruas de Londres em 2016  - foi o Pokemon Go
  • Fotografia - Vou apresentar fotos de locais onde tenhamos estado juntos e peço que indiquem o lugar. Quem enviar a resposta certa por mensagem mais rapidamente, ganha essa ronda. 

 

Para já foram essas as ideias que tive. Mas gostava ainda de ter pelo menos mais uma ou duas rondas. Têm alguma sugestão de outras perguntas/jogos que possa adicionar ao meu 'Not your usual pub quiz' quiz? Agradecia as vossas ideias! Tenho até Domingo à tarde para fazer o jogo. 

O meu jardim da varanda

Nas Stories da @tugaemlondres no Instagram de hoje (dia 23 - só duram 24horas) aproveitei para apresentar o meu pequeno jardim da varanda que me tem dado alguma alegria. Todos os anos, por início da primavera, costumo ir compras novas plantas que necessitem de substituição no Columbia Road Market, também conhecido como o Mercado das Flores, localizado na zona entre Bethnal Green e Shoreditch. Adoro passear por aquele mercado cheio de flores, escolher as mais coloridas, e passar a tarde em plantações e organização dos potes para ficar com a varanda o mais verdejante e colorida possível. 

 

Não queria deixar de fazer o mesmo este ano, só que, claro que com o coronavirus, este ano não há mercado para ninguém. A minha sogra ofereceu-nos um Loureiro este ano através da Patch Plants, e eu sei que têm flores e plantas excelentes, mas, para as restantes flores que queria comprar, queria manter os custos reduzidos e a Patch não vende propriamente a preços que encontraria no mercado. Então, acabei por comprar umas no Sainsbury's, para dar côr à varanda, e limpei todas as outras plantas que tinham sobrevivido ao inverno. Espero que, sem as folhas secas, tenham espaço para novos ramos, e as flores cresçam com força. A ver vamos. Para já está simples, mas está bonito, e como agora tenho passado muitas tardes na varanda, sabe bem, ter um espaço à nossa volta que nos inspire e nos faça sorrir. 

 

Entretanto, também já descobri que um dos vendedores da Columbia Road, criou uma nova página de facebook para poder vender as flores e plantas online, portanto acho que ainda vou tentar comprar mais umas coloridas através dele. Para quem estiver interessado encontram-no no Facebook como Roman Road Plants

 

Nos anos anteriores

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Este ano

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