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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Vê-se a luz ao fundo do túnel

Esta semana foi anunciado o plano para terminarmos com o confinamento no Reino Unido com o objectivo de que, uma vez que sairmos, não vamos voltar novamente ao confinamento. O Governo tem a confiança de poder dizer isso tendo em conta a velocidade a que as vacinas estão a ser administradas e, porque espera que todos os adultos no Reino Unido tenham recebido a sua vacina em Julho. Eu e todos esperamos que o Governo esteja correcto desta vez, mas imagino que só vai conseguir atingir o nível esperado de controlo do vírus se mantivermos as viagens internacionais limitadas e com teste e quarentena obrigatórias como estão a fazer na Austrália. Sinceramente, prefiro não sair desta ilha por mais um ano mas poder viver uma vida o mais normal possível aqui dentro do que me deixarem ir viajar e com isso, encontrarmo-nos constantemente numa situação de surjo de infecções.

 

Então este foi o plano anunciado:

  • 8 de Março: as escolas voltam a abrir (imagino que todos os que têm crianças estejam mais que satisfeitos com estas notícias)
  • 12 de Abril (ou depois desta data): retalhistas não essenciais e ginásios podem abrir. Bares, pubs, restaurantes podem servir pessoas em zonas exteriores. Eventos ao ar-livre de drive-in podem abrir. Acomodação de férias individuais também podem abrir (ou seja hóteis ainda não vão ser permitidos porque os hóspedes partilham o espaço interior mas casas individuais alugadas por inteiro podem abrir)
  • 17 de Maio (ou depois desta data): Eventos ao ar-livre com um máximo de 30 pessoas podem decorrer. Dentro de espaços fechados podem-se encontrar no máximo 6 pessoas ou duas casas (se o número fôr maior que 6). Aulas de exercício, cinemas, hoteis podem abrir, e os estádios podem começar a receber público até metade da sua capacidade.
  • 21 de Junho (ou depois desta data): Final das restrições

Para informações mais detalhadas sobre o que pode e não abrir, vejam o site oficial do governo Britânico.

O resultado da informação anunciada levou a que a população começasse a marcar tudo o que é acomodação de férias e festival do verão pelo que muitos dos festivais já estão esgotados e tenho pesquisado por acomodação de férias que também já está esgotada até Setembro. Claro que todos estão com muita vontade de tirar férias e sair do seu ambiente à volta de casa por isso é inevitável esta reacção do público. Agora se os grandes eventos tais como os festivais vão mesmo decorrer este verão, isso é que ainda estamos para ver. 

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Mapa de passeios em Londres

Descobri hoje este mapa de passeios por Londres no website do Londonist e achei por bem partilhar que, sem dúvida, se há pelo menos uma coisa que se pode fazer hoje em dia e que sabe bem, é dar passear agradáveis. 

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O mapa conta com passeios ao longo de canais, parques, bosques, do rio, campo, todos eles em Londres. Já fiz alguns mas vejo que há muitos mais para fazer. Ficam na lista para quando fôr possível viajar um pouco mais longe de casa. Podem encontrar mais detalhes sobre as rotas neste post do Londonist.

Canais Portugueses no Youtube de exercício

Desde que o meu ginásio fechou por alturas de Março do ano passado que ainda não voltei mais ao ginásio, e encontrei como alternativa, alguns canais do YouTube de que gosto e que tenho seguido mais ou menos desde essa altura. 

O meu preferido e que utilizo mais frequentement é o canal da MadFit.  Gosto por várias razões:

  • Ela não perde tempo com conversa e cada vídeo é dedicado aos vários exercícios, tem um bom espaço para fazer os seus vídeos e a sua produção tem qualidade
  • Os vídeos têm diferentes níveis de dificuldade, mas de forma geral, acabo cada vídeo a sentir que efectivamente fiz um bom exercício
  • Os vídeos têm durações diferentes mas maioritariamente são de 15, 20 ou 30 minutos portanto não exigem muito tempo mas também não são muito curtos
  • Ela faz post de vídeos novos frequentemente
  • A maioria dos vídeos trabalham o rabo, a barriga, os braços ou o corpo todo, mas também tem vídeos de yoga ou de dança, pelo que é bastante variado
  • Tem os vídeos organizados por playlists separados por categorias o que permite ser fácil de procurar e seleccionar o vídeo pretendido
  • A Youtuber tem uma personalidade simpática e não é exagerada na forma de falar como a maioria das YouTubers Americanas (se bem que ela é Canadiana, o que pode justificar a diferença)

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Depois também faço vídeos de yoga com o canal da Americana Yoga with Adriene e por vezes altero os vídeos de exercício da MadFit com os vídeos do Britânico Joe Wicks no seu canal The Body Coach TV

Os vídeos dos três canais são gratuitos mas os seus organizadores ganham uma remuneração considerável através da publicidade do YouTube, porque têm uma rede de seguidores tão grande, que acabam de passar muitos anúncios nos seus canais e, como tal, recebem muito boas comissões. Para terem uma ideia, um Youtuber geralmente recebe uma comissão entre $0.01 a $0.03 por cada anúncio visto no seu canal. Pode parecer pouco, mas o The Body Coach TV tem 2.7M de seguidores no seu canal, a MadFit tem 5.4M, e o Yoga with Adriene tem $9.4M de seguidores, portanto, mesmo o The Body Coach que tem menos seguidores, se ganhar em média $0.02 por anúncio, corresponde a $54,000 se cada um dos seus seguidores visse os seus vídeos apenas uma vez. Mas claro que isso não acontece. Geralmente as pessoas decidem seguir um YouTuber porque vêm os seus vídeos frequentemente, portanto mesmo que cada seguidor visse apenas 5 vídeos do The Body Coach durante um ano inteiro, isso representa para o seu organizador, $270,000 anuais só através da comissão dos anúncios nos seus vídeos no YouTube (e ele faz muito mais do que vídeos de YouTube). 

 

Então esta semana estava a pensar se existem YouTubers Portugueses que organizem canais semelhantes. Concerteza que devem haver mas sendo que o nosso país é bem mais pequenino que os dos outros organizadores, os YouTubers Portugueses, em princípio vão sempre ter menos seguidores que os YouTubers Norte Americanos por exemplo. Por isso achei que se conseguisse encontrar canais Portugueses igualmente bons, queria começar a fazer os seus vídeos para apoias os YouTubers Portugueses também. Comecei a fazer uma pesquisa, mas devo dizer que não consegui encontrar muita escolha. A maioria dos canais de exercício em Português que encontrei foram canais Brasileiros, e nesse caso, como o Brasil também é um país tão grande, os YouTubers locais podem também conseguir grandes audiências. No entanto o número de canais de Portugueses que encontrei foram muito poucos, e entre os que encontrei, não correspondem exactamente àquilo que procuro neste tipo de vídeos. Foram eles:

  • 100 Desculpas - é um canal criado pela actriz Vanessa Martins (não a conheço. Imagino que tenha surgido na TV Portuguesa nos últimos anos). Os exercícios parecem bons mas cada vídeo apenas tem cerca de 5 minutos, o que significa que cada vez que se começa um, logo se perde aquele tempo de início em que ela está a explicar o que vai fazer. Também ela parece que desistiu de adicionar vídeos no canal, que ainda só lá tem cerca de 14 vídeos de exercício. O seu canal actualmente tem 35.2k seguidores.
  • Dicas do Salgueiro - o organizador é muito animado nos seus vídeos e tem uma grande variedade de conteúdo desde vídeos de exercício a vídeos de nutrição e podcasts, mas devo dizer que também não achei ideal porque ou encontro uma playlist de exercícios em casa com o mínimo de 1 hora cada vídeo, ou são super curtos de cerca de 5 minutos, e ele também tende a falar um bocado nos vídeos antes de começar os exercícios o que, não é ideal quando não se tem muito tempo e apenas queremos exercitar até suar e depois continuar com o dia. O seu canal tem neste momento 370k seguidores.
  • Não consegui encontrar canais de Portugueses dedicados a Yoga.

 

Mas não posso acreditar que não existam imensos outros canais também muito bons de Portugueses para exercício ou yoga. Podem é ter poucos seguidores e por isso talvez não me estejam a aparecer nas pesquisas. Se conhecerem alguns canais bons por favor indiquem nos comentários que adorava poder experimentar outros canais e poder contribuir para esses canais mais pequenos.

Comunidade para quem vive sozinho

Apesar de eu não viver sozinha, durante o primeiro lockdown no ano passado, eu descobri através do Twitter uma jornalista que escreve o The Single Supplement. Esta é uma newsletter que ela lançou por finais de 2019, para comunicar sobre tudo o que lhe ia na alma, relacionado com o facto dela própria ser solteira e viver sozinha, e achar que não havia uma comunidade ou meio onde as pessoas falavam abertamente sobre a vida a um. Haviam sim fóruns e afins para pessoas que vivem sozinhas falarem sobre dating, encontrar um(a) companheiro(a), etc., mas não era esse o objectivo dela. O objectivo era criar uma comunidade entre pessoas que vivem sozinhas ou que são solteiras para entre elas trocarem experiências, falarem de coisas que as preocupam ou de coisas que adoram, e discutirem sobre como viver bem consigo próprias. Por isso, para além da newsletter, onde ela partilha as suas próprias opiniões, e a opinião de alguns escritores convidados, ela também criou um grupo do facebook para que pudesse haver essa interacção de ideias entre pessoas da comunidade. 

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Quando descobri a newsletter, acabei por ler quase todas as newsletters anteriores, e devo dizer que fiquei fã. Gostei muito porque os temas que ela abordou lembraram-me perfeitamente aquilo de que gostava ou me preocupava quando eu própria era solteira, desde pequenas coisas como ir comer a um restaurante sozinha a estar bem comigo própria de forma geral. Adorava que essa newsletter já existisse nessa altura porque acho que me ía ajudar bastante, e acho que já a comuniquei a todas as minhas amigas que vivem sozinhas actualmente porque penso que também as pode vir a ajudar. E vivendo sozinha ou não, acho que a newsletter é muito interessante, e tenho-a lido quase todas as semanas desde que me subscrevi à newsletter por volta de Abril do ano passado. 

 

Principalmente com este ano de pandemia, onde o distanciamento social é essencial, viver sozinho tomou uma perspectiva bem diferente de qualquer outro ano por isso decidi comunicar esta newsletter e comunidade aqui também, que acho que pode ser útil para as pessoas que se sintam sozinhas neste momento. 

Veganuary 2021

Para quem segue as Stories no Instagram do @tugaemlondres, tem visto que este mês tenho postado sobre as experiências culinárias vegan que tenho feito este mês porque ando a fazer o 'veganuary'. Para quem não conhece, o veganuary é um desafio que envolve experimentar a alimentação vegan durante um mês. Fiz também no ano passado e já escrevi sobre razões e benefícios aqui e aqui.

 

Não faço intenções de passar para uma alimentação vegan permanente mas gostei da experiência porque descobri mais receitas e alimentos novos do que noutros anos, e ajudou-me a aumentar o meu portfólio de receitas para fazer no dia-a-dia, e não ter que voltar sempre à carne ou peixe como fontes de proteína. Acho que a parte de estarmos em lockdown teve muita influência porque como comi sempre em casa, também tive mais tempo para ser original com a culinária. 

 

Coloquei nas Stories fotos de todas as refeições ao jantar que eu ou o meu Inglês fizemos durante este mês, e fui-lhes dando ratings the 1 a 5, sendo que o valor 5 é porque achei a refeição muito boa e quero fazer mais vezes. Aqui ficam as fotos das várias experiências culinárias deste mês:

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Dia 2: Stir fry de arroz de couve-flor com brócolos e tofu - 4/5

Dia 3: Sopa de tomates e orégão - 3/5

Dia 4: Ratatouille - 5/5

Dia 5: Yaki Soba de vegetais - 5/5

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Dia 6 - Fritters de milho - 3.5/5

Dia 8 - Fruta jaca com pêra abacate e arroz - 4/5

Dia 9 - Espetadas de tofu com molho de Tikka Masala - 2.5/5

Dia 10 - Feijoada de cogumelos e pastinagas assadas - 4/5

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Dia 11 - Dhal de lentilhas - 3.5/5

Dia 13 - Pimentos recheados com pesto, fruta jaca e grão - 4/5

Dia 14 - Shashuska com falafel - 4/5

Dia 15 - Curry com grão e batata doce - 4/5

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Dia 17 - Risotto com cogumelos e alho francês - 4/5

Dia 18 - Arroz de açafrão com tofu e legumes - 4/5

Dia 19 - Dhal de lentilhas (sim novamente. O maridinho comprou um saco de 5kg de lentilhas e é a única receita que pensou fazer em repetição) - 3.5/5

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Dia - Beringelas Vietnamitas - 4/5

Dia 22 - Stir Fry de espinafres e cogumelos com massa de arroz - 4/5

Dia 24 - Beringelas recheadas com pimento, courgette e vagem - 4.5/5

Dia 25 - Hambúrguer de vegetais com feijão verde fino - 3/5

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Dia 26 - Estufado de cogumelos mistos e endivias - 4/5

Dia 27 - Arroz frito com Tempeh e Kimchi - 3/5

Dia 28 - Sopa Tailandesa de courgettes e tofu - 5/5

Dia 29 - Curry de fruta jaca e arroz preto - 4.5/5

 

Nos dias não apresentados em cima ou comemos restos ou takeaway por isso não contaram aqui para as receitas originais do mês. Hoje é o dia final do veganuary e estou a planear fazer um risotto de abóbora. Já não vai ficar aqui a foto, mas se quiserem ver o resultado final vai ficar nas Instagram stories durante 24 horas. De qualquer forma, sabendo que abóbora não é dos meus vegetais favoritos, acho que não vai ser uma das receitas a receber o ranking de topo. O que significa que aquelas receitas de que gostei mesmo muito durante este mês e que, sem dúvida pretendo fazer novamente são - Rattatouille, Yaki Soba de vegetais e a Sopa Tailandesa de courgettes e tofu

Como também tenho passado o mês sem beber álcool ou comer doces estou ansiosa para finalmente poder abrir os bombons que recebi no Natal amanhã e comer queijo. Tenho saudades de queijo!

 

Comprar casa em Londres - Ainda não foi desta

Na continuação do meu post anterior, passei o início da semana ansiosa para saber a resposta do vendedor. Na segunda-feira ficamos a saber que a tal casa tinha recebido mais 3 outras ofertas, e que a outra que também tínhamos visto e de que tínhamos gostado recebeu duas outras ofertas. Decidimos fazer uma oferta para essa também, visto as nossas hipóteses não serem tão boas com a outra. Em ambos os casos, o agente pediu-nos para dar-mos a nossa 'melhor e final oferta' até ao dia seguinte. Isto faz parte do processo habitual, para dar hipótese aos compradores de fazerem a oferta mais alta que poderem se quiserem mesmo aquela casa, e também para dar ao vendedor o maior valor possível. 

 

Infelizmente, como o mercado está agora - em que há muito poucas novas propriedades a sair no mercado, mas há muitas pessoas a quererem mudar para um espaço maior devido ao lockdown - não me parece que vamos conseguir encontrar qualquer propriedade em que não tenhamos concorrência na oferta. 

 

Lá pensamos naquilo que podíamos/queríamos oferecer como valor máximo por cada uma das casas e enviamos as nossas ofertas finais no dia seguinte. 

 

Para a casa que tinha mais duas ofertas, recebemos uma resposta nesse mesmo dia - o vendedor tinha aceito a oferta de outro comprador que colocou uma oferta acima da nossa, e acima do preço anunciado, e que não tinha nenhuma casa para vender, portanto, supostamente poderia proceder ao contrato mais rapidamente que nós. 

 

Para a casa que tinha mais três ofertas, só recebemos a resposta na quarta-feira - também foi uma resposta negativa. O comprador que teve a sua oferta aceite colocou uma oferta ao mesmo valor que nós, e também acima do preço anunciado, mas não tinham uma casa para vender. 

 

A conclusão é que esta coisa de ter uma propriedade para vender nota-se muito problemática porque, quando em competição com outros, aquele que não estiver numa 'chain', ou seja, que não tenham uma casa para vender, vai estar sempre em vantagem. 

 

Na quinta-feira, o nosso apartamento entrou no mercado. E já não era sem tempo, porque enquanto o tivermos, acho que não vamos conseguir comprar nada. O problema agora vai mesmo ser quanto tempo a venda vai demorar. O meu vizinho de cima que tem um apartamento do mesmo tamanho e que começou a publicitá-lo em Dezembro, ainda não recebeu nenhum interesse de potenciais compradores, e isso preocupa-me.

 

Lembro-me que na altura em que andei à procura de apartamentos em shared ownership, há cinco anos atrás, eu tanto procurava novos edifícios como apartamentos em segunda-mão, e a procura era imensa que, assim que aparecia um no mercado, era vendido quase imediatamente. Como o apartamento está em perfeitas condições, é espaçoso para um apartamento de 1 quarto, e a localização é óptima em termos da proximidade ao centro e a muitas zonas populares em Hackney, achei que não haveria dificuldade nenhuma em vender, mas agora com o exemplo do meu vizinho estou com medo que a pandemia tenha afectado essa possibilidade. 

 

De qualquer forma, acho que agora o melhor será mesmo esperar até pelo menos começar a ver algum interesse no apartamento antes de nos dedicarmos novamente à procura de nova casa. Não temos urgência em sair mas claro que, agora que temos em mente a ideia de podermos ter uma casa com mais espaço e mais divisões onde poder trabalhar de casa, é desanimador ter que adiar essa mudança. 

 

Se conhecerem alguém interessado em comprar o seu primeiro apartamento em shared ownership, não deixem de entrar em contacto 

Comprar casa em Londres - Parte III

Este mês ainda não tinha vindo escrever sobre a situação actual da procura de casa, mas só parámos de procurar mesmo nos dois fins-de-semana do Natal e Ano Novo. Mas devo dizer que o mercado tem estado fraquito neste início de ano. Não me surpreende muito visto estarmos em lockdown, e talvez os vendedores prefiram deixar esta fase passar antes de ter várias pessoas a entrar nas suas casas, mas não deixa de ser um bocadinho desmoralizante quando não se vê nada interessante a aparecer no mercado. Mesmo assim, apesar de terem aparecido poucas propriedades, conseguimos encontrar duas semelhantes de que gostamos - a primeira está em óptimas condições mas a localização não é ideal em termos de distância a andar para locais de que gostamos, e também é um pouco mais distante dos nossos respectivos escritórios, quando eventualmente abrirem. 

 

A segunda precisa de renovações logo de início, mas preferimos a sua localização. Quando as vimos pela primeira vez, em dias diferentes, estávamos quase convencidos de que queríamos fazer uma oferta à primeira, mas ao visitarmos ambas pela segunda vez no mesmo dia apercebemo-nos de certas outras vantagens que a segunda tem comparativamente com a primeira, para além da localização. Como tal, decidimos fazer uma oferta na segunda propriedade. 

 

Já vai ser a terceira oferta que fazemos. Adorava que fosse desta que conseguíssemos que a oferta fosse aceite, mas já sabemos de pelo menos mais outra oferta que foi feita, e haviam mais 4 pessoas a fazer uma segunda visita tal como nós, por isso imagino que vamos ter bastante concorrência. 

 

Depois ainda temos a desvantagem de que o meu apartamento ainda não está no mercado. Já deveria estar, que a avaliação e as fotos tão tratadas. Só falta mesmo à associação que me vendeu a casa colocá-la no mercado porque, sendo vendida em esquema de shared ownership, é a associação que deve publicitá-la durante as primeiras 8 semanas, e só se não conseguir é que eu posso utilizar um agente. 

 

Inevitavelmente, cada vez que faço uma oferta numa casa, até saber a resposta do vendedor fico ansiosa pela resposta, começo a imaginar-me a viver lá, e claro que, cai-me tudo quando a resposta é negativa. 

 

Não sei se recebo a resposta já amanhã. Imagino que não seja uma decisão imediata, mas espero que não demore muito que agora só quero saber se vamos conseguir ficar com aquela casa ou se não. 

 

 

via GIPHY

 

O que quero fazer quando a pandemia terminar

Já estou farta desta pandemia até aos olhos. Estamos todos, eu sei! Temos que ter paciência e aguentar este último esforço (esperemos que seja o último) nos próximos meses para conseguirmos ultrapassar a situação com o mínimo possível de afectados. 

 

Até lá podemos sonhar com o que vamos fazer quando a pandemia terminar. No outro dia perguntaram-me o que seria o top 3 das actividades que pretendo fazer quando puder, e não foi preciso parar para pensar no assunto:

  • abraçar amigos e família, muito forte e muitas vezes;
  • fazer uma grande festa com amigos daquelas que começam num dia e acabam na manhã seguinte. Vai incluir cumprimentar pessoas novas com dois beijos, conversar com muitas pessoas a menos de 1 metro de distância que a festa vai ter tantas pessoas que vai estar tudo um pouco apertado, rir muito e dançar o resto da noite;
  • viajar! Para longe e sem ter que usar máscara durante o percurso.

 

E acho que não sou a única que tem esse objectivo de ir a festas após a pandemia. No outro dia achei interessante ler este artigo sobre a predição do epidemiologista Dr Nicholas Christakis que, baseado no estudo dos efeitos sociais após pandemias anteriores, ele prevê que, novamente vai surgir uma euforia de actividade social, tal como houve nos anos 20, após a Febre Espanhola, com o surgir dos roaring 20s. E acredito perfeitamente que o desejo de socialização vai levar a um movimento semelhante. Desta vez não será ao som do Charleston, mas imagino que um tipo de música com batida igualmente rápida venha a ser predominante dessa futura era. Imagino até, que existem muitos músicos neste momento, que estejam a tentar criar o novo estilo musical que venha a ser representativo dessa fase. 

 

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Segundo o Dr. Christakis, tal efeito ainda vai demorar a chegar, visto que, antes disso, ainda se vão sentir os efeitos da depressão económica, e portanto, só por 2024, se venham a verificar os novos roaring 20s do século XXI. Desanimou-me um pouco a ideia de que tal venha a demorar ainda tanto tempo a acontecer, mas, caso a sua predição seja correcta, mais vale tarde do que nunca. 

 

Já pensaram também naquilo que querem fazer quando a pandemia terminar? Como esta pandemia afectou tanto tipo de actividade, vão com certeza existir muitos desejos diferentes. Até lá, há que ter paciência, e continuar a sonhar. 

Lockdown Parte III

E entramos no terceiro lockdown. Isto já começa a ser tão habitual que já nem me admiro. Como Londres já estava no Tier 4, que era o que tinha restrições mais elevadas em que as lojas, bares e restaurantes estava já tudo fechado, não me faz muita diferença este novo lockdown, mas tem a grande desvantagem de que agora voltamos à situação em que estavamos em Março, em que não devemos sair à rua, a não ser por razões essenciais, e não nos podemos encontrar com amigos para socializar. No Tier 4 ao menos, passear com amigos era permitido. 

 

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Estou eu e estamos todos mais que fartos disto, mas sinceramente, com as vacinas que agora estão disponíveis, e contando com o facto de que o Reino Unido foi o país que já encomendou mais vacinas per capita, sinto-me mais positiva de que há uma luz ao fundo do túnel, e que a partir da primavera vamos estar numa situação melhor com muitas mais pessoas protegidas, uma redução consideravel dos casos, e consequentemente, uma maior abertura das nossas vidas sociais novamente. Mal posso esperar! Até lá, bem, tenho mais umas quantas séries com que me entreter, um puzzle para acabar, e aprender a fazer muitos cozinhados veganos durante este mês que estou a fazer o 'veganuary'. Se estiverem interessados em ver as minhas criações veganas, espreitem as Stories do @tugaemlondres no Instagram. 

2020 em revista

Bem sabemos como este ano foi tão diferente para todos, mas o fim do ano é uma boa altura para olhar para trás, e reflectir em tudo o que aconteceu ao longo do ano - e no meio de tanta coisa má, com certeza vão encontrar momentos bons também que vos vão fazer aperceber que o ano não foi totalmente para esquecer, se bem que esquecer-nos deste ano será difícil de qualquer forma. 

 

Aqui fica a reflexão de como vi este ano passar:

Comecei o ano no desemprego, ao ser informada dos cortes que iam fazer na empresa.  São coisas que acontecem, mas logo comecei a aproveitar o tempo livre para fazer o CV e começar a enviar currículos. Ao fim das primeiras semanas, já tinha as primeiras entrevistas marcadas para quando viesse da minha lua-de-mel. Lua-de-mel essa que nunca chegou a acontecer. Ao voltar de alguns dias de descanso alternativos em Littlehampton, começou o lockdown, e foram eliminadas todas as entrevistas que tinha alinhadas. 

 

Durante os meses seguintes, foi o que se sabe - entrevistas eram mentira, por isso aprendi a fazer pão, e os seguidores do @tugaemlondres no Instagram ainda se puderam entreter a ver muitas das minhas criações na altura; comecei a fazer ponto-cruz (ainda não terminei o projecto que comecei no lockdown 1); dei imensos passeios a pé e de bicicleta; dediquei-me a um grande novo projecto que sempre quis fazer, mas que não consegui terminar antes de começar o novo emprego pelo que ainda se encontra na lista de coisas a fazer quando voltar a ter tempo; dediquei-me à jardinagem; e fiz imensas vídeo-conferências com amigos, que até este ano, praticamente só fazia com o trabalho ou com a família. 

 

Durante aquela fase pior do lockdown 1 onde tudo estava parado, houve muita conversa de angústia e sensação de solidão, mas quando se anunciou que o lockdown estava prestes a terminar ao fim das 6-7 semanas, as pessoas já se tinham habituado tanto a essa nova forma de vida que, de repente, identificou-se que muitas não queriam sair do lockdown e notou-se uma nova onda de angústia e depressão devido à incerteza do que estava para acontecer. 

 

Entretanto com a morte de George Floyd surgiu um novo movimento das Black Lives Matter que criou um surgimento de manifestações ao longo do mundo contra todas as regras do Covid pelas pessoas se aperceberem que era urgente actuarem. Houveram muitos problemas associados com essas manifestações, a população ficou muito dividida entre o estar certo ou errado fazer estas manifestações no meio de uma pandemia, queimar-se estátuas e afins de personalidades históricas que contribuiram para o tráfego de escravos e afins. Muitos disseram que se estava a mutilar importantes momentos da história. Sinceramente, na minha opinião, esse movimento fez história e já se vêm muitas repercusões positivas desde que este movimento surgiu. 

 

Quando o lockdown terminou estávamos a entrar no verão, e as actividades sociais com outras pessoas começaram a ser permitidas novamente, primeiro com encontros no parque permitidos, e a partir de meados de Julho, os restaurantes e pubs voltaram também a abrir. Também comecei a ter mais respostas às minhas candidaturas a emprego a partir de inícios do verão, o que eventualmente deu em resultado positivo.

 

Ao fim dos primeiros 100 dias desde que o lockdown começou fiz um post com fotos em revista que foi uma boa representação de como passei esse tempo. Os casos do coronavirus estavam a diminuir significativamente e havia um certo optimismo pelo ar.

 

Comecei o meu novo emprego em meados de Julho, e ao fim de 5 meses de lá estar, ainda só conheci fisicamente 5 colegas. Tem sido sem dúvida estranho estar num emprego que faço praticamente todo online, sem conhecer os meus colegas em pessoa, mas fico a aguardar o momento em que eventualmente vou poder conhecê-los, espero que seja algures em 2021. 

 

Entre um emprego novo e uma pandemia, acabei por não viajar para lado nenhum este ano, aparte de uns poucos fins-de-semana prolongados passados na zona do campo de Inglaterra. Foram bem passados mas devo dizer que estou ansiosa para poder fazer uma viagem mais prolongada e mais distante algures em 2021 (talvez? se for possível?).

 

Como tomamos a decisão de comprar casa nova, essa decisão também pode influenciar a nossa possibilidade de virmos a tirar férias. Afinal, precisamos de juntar o máximo de dinheiro que conseguirmos para comprar uma propriedade que gostarmos, e gastar dinheiro em férias parece uma frivolidade nesta altura. Custa-me pensar que talvez ainda não seja para 2021 que vamos ter a oportunidade de fazer a nossa lua-de-mel, mas, vai depender do valor da casa que encontrarmos, da pandemia, de muitas coisas. Não quero desistir da ideia de ter uma lua-de-mel, mas quando a vamos poder fazer é outra história.

 

Durante todo o ano, o único local onde parecia que não havia lockdown era Broadway Market, em Hackney. Muitas pessoas, inclusive eu, estavam chocadas ao início ao ver o número de pessoas que se encontravam naquela rua durante todos os dias, mas sinceramente, ao fim de tanto tempo e de tanto lockdown, sabia-me bem passar por lá e ver o rebuliço nas ruas, e ter uma sensação de normalidade ao passar por lá. Como os muitos bares, cafés e restaurantes têm estado abertos para takeaway durante quase todo o ano, as pessoas gostam de passar por lá, para ir comprar o café durante a manhã, o Aperol Spritz durante o verão ou o Mulled Wine nas noites frias de inverno e ficar em pé no meio da rua a conversar com os amigos. E não foi por isso que a zona de Hackney tenha estado mais infectada que outras, porque não o esteve de todo. Em certa altura no verão, Hackney era até uma das zonas com menos infectados de Londres, o que reflecte como a socialização em espaços abertos é bem menos contagiosa do que em espaços fechados. Foi quando soube desses números que me comecei a sentir mais confortável de passar por lá para aproveitar aquela sensação de normalidade. 

 

Relativamente às regras que se têm estabelecido ao longo do ano, estas têm criado muita controvérsia entre amigos - há aqueles que respeitam as regras ao extremo, os outros que não querem saber, e aqueles que tomam decisões mais moderadas entre aquilo que acham que podem ou não fazer. Todas as pessoas são diferentes e todas têm razões para pensar de uma forma ou outra, mas o importante é que respeitem as decisões uns dos outros. 

 

Já passamos o lockdown 2 em Novembro, e duas semanas depois fomos colocados no Tier 4 que, basicamente, equivalente ao lockdown 3 (ou será que nunca chegamos a sair do lockdown 2 e aquelas duas semanas foram todas uma mentira para nos dar um bocadinho de energia apenas para continuarmos em lockdown durante mais uns meses?) 

 

Com o anúncio das novas vacinas, primeiro pela Pfizer e agora também pela Astrazeneca, há mais esperança de que o fim esteja próximo. Ainda não vai ser para já, e apesar de hoje terminar o ano de 2020 oficialmente, acho que a sensação que temos tido este ano ainda se vai prolongar pelos primeiros meses do ano. Tenho esperança que o próximo verão seja diferente do verão de 2020 e que sejam permitidas mais actividades sociais, que o teatro e os concertos voltem a ser permitidos,... eu tenho esperança nisso e quero pensar positivamente que tal vai acontecer. Até lá, é mais um esforço. Continuar a respeitar ao máximo possível as regras que temos, para que a sensação de liberdade social posso voltar o mais cedo possível. 

 

Feliz Ano Novo e que volte a haver liberdade social em 2021 são os meus desejos para o mundo. 

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