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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Como complicar uma viagem de trabalho

Na semana passada fui a Berlim a uma conferência onde íamos ter um stand e fazer uma apresentação.

 

Cheguei a Berlim na quarta à noite, fui do aeroporto para o centro da cidade de comboio, lá sempre com a preocupação de sair na estação correcta. Quando estava já em Aleksander Platz, estava a mandar mensagem para os meus colegas que já lá estavam, acerca do horário para nos encontrarmos no dia seguinte. E é no momento em que escrevo sobre os preparativos e todas as coisas que tinha comigo para levar para a conferência, que olho para baixo e reparo que não tinha a minha bagagem comigo. Com a preocupação de sair na estação correcta, tinha deixado a mala no comboio!  Mal queria acreditar que tinha sido tão distraída ao ponto de me esquecer da mala. Voltei a correr para a plataforma mas claro que o comboio já lá não estava e, como eram cerca de 22h também não consegui encontrar staff nenhum pela estação. Fiquei com aquela sensação de incapacidade, sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo sem a possibilidade de fazer nada. Lá encontrei a zona de informações que tinha apenas alguns números de telefone indicados, mas as linhas apenas estariam abertas no dia seguinte. 

 

Ali estava eu, em Berlim, às 22h da noite, quando já estava tudo fechado, com mais nada para além do que tinha na minha mala de ombro. No hotel lá me deram uma escova e pasta de dentes, e na recepção havia forma de carregar o telemóvel, por isso ao menos isso. 

 

Pensei que no dia seguinte podia comprar roupa para usar na conferência, visto que estava vestida um pouco casualmente com calças de ganga, mas rapidamente apercebo-me de que era um feriado na Alemanha, e na Alemanha todas as lojas estão fechadas aos feriados. Perfeito! 

 

Como a conferência só começava pela parte da tarde, ainda fui ao centro de Perdidos e Achados numa estação no Este de Berlim. A pessoa que me atendeu não falava uma palavra de Inglês o que não ajudou nada, mas deu para perceber que tinha que ir online para indicar a perda da mala, e só no dia seguinte é que talvez eles tivessem alguma novidade acerca da mala. 

 

Até então ainda não tinha telefonado ao meu escritório a indicar que tinha perdido todas coisas que tínhamos preparado para trazer para o evento, com esperança de que ali fosse encontrar a mala. Mas lá tive que fazer o telefonema. Como o meu patrão vinha no dia seguinte, ele podia trazer mais material e, entretanto, tínhamos que nos aguentar com as poucas coisas que um outro colega que lá estava também tinha trazido. 

 

As coisas lá se resolveram entre eles os dois, e eu tive que ir para a conferência de calças de ganga, mas não tinha mesmo escolha. Apesar de só ter trazido roupa para 2 dias tinha lá dentro coisas com algum valor que não iam deixar de ser uma chatice de substituir. Ao fim de sexta-feira ainda não havia sinais da mala e eu tinha que voltar para Londres. Já estava conformada que não ia voltar a ver a mala. Entretanto, esta tarde, ao fim de 5 dias de ter deixado a mala naquele comboio, recebo um e-mail dos Perdidos e Achados a dizer que tinham encontrado uma mala. Respondi logo, mas ainda não sei se é a minha.

 

Enfim, resumo da história, fiquem sempre atentos às malas, principalmente se as colocarem num compartimento onde a mala não vai estar à vista. E sem dúvida que aconselho colocarem sempre uma etiqueta com o vosso nome e endereço de email ou telefone. Eu tinha só o nome e o email, e acho que foi através da informação nessa etiqueta que entraram em contacto comigo visto que o seu email não fazia referência ao facto de eu ter submetido um alerta de perca da mala. A ver vamos. Espero que me reencontre com a mala e sem dúvida que vou ter muito mais cuidado de futuro. 

 

Por um lado mais positivo, a temperatura em Berlim estava óptima e só me fez apetecer voltar lá em férias. 

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 Margem do Rio Spree no SpreeBogenPark

Uma semana em Nova York

Esta semana passei-a em Nova York em trabalho. Fui com o resto da equipa de marketing de cá para o nosso encontro anual com a equipa inteira dos vários escritórios. A semana em si foi muito cansativa, tendo-a passado em reuniões atrás de reuniões, mas foi também muito produtiva, e mesmo assim consegui aproveitar as noites e um pouquinho do fim-de-semana para aproveitar a cidade. 

 

Algumas coisas que achei interessantes de alguma forma que aprendi durante esta semana, ou que esta semana me ajudou a relembrar:

  • Os Americanos ADORAM comida com sabores e combinações diferentes, artificiais e modificados. Basta olhar para os armários de snacks do escritório

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  • O Leite de Amêndoa é tão comum quanto leite de vaca ou soja - E não me refiro só ao que se encontra no escritório, até porque esse até nós temos no escritório em Londres o que adoro, mas refiro-me sim aos cafés. Em qualquer café onde se vá, é standard que estejam disponível pelo menos estes 3 diferentes tipos de leite. Aqui por Londres ainda é ocasional quando se encontra leite de amêndoa ou aveia disponível e, geralmente só mesmo nas zonas mais trendy e hipster da cidade é que vai encontrar essa oferta.
  • O metro de Nova York quase mete medo - é mais sujo, antigo, os assentos são desconfortáveis e é muito comum depararem-se com pessoas que, infelizmente chegaram a estados de loucura e que aparecem no metro a gritar. Isto nota-se ainda mais quando se torna mais tarde no dia e rapidamente me apercebi de que viajar sozinha no metro de Nova York depois das 22h não é muito boa ideia.
  • O capitão da equipa de Hockey no Gelo dos New York Islanders é Português (ou de origem Portuguesa) - com o nome Tavares foi fácil identificar quando estive a ver o jogo dos Islanders contra Montreal na Quinta-feira, e nada que uma pequena pesquisa no Wikipedia não desvenda-se acerca das origens do jogador prodígio - John Tavares, que é neto de Portugueses emigrados para Toronto.

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  • É preciso saber onde se quer ir antes de se sair para as ruas de Nova York - a maior parte das zonas não têm uma rua comercial, mas sim os ocasionais bares, restaurantes e lojas espalhados pelas ruas muito compridas. Pelo que não é propriamente fácil (a não ser que estejamos mesmo na zona do centro) encontrar o tipo de restaurante ou loja que se quer se não soubermos antecipadamente o local específico onde pretendemos ir. De qualquer forma ontem descobri que as ruas de Christopher Street e Bleecker Street em Greenwich Village (que apesar de já ter passado na Bleecker Street antes, devo ter ido a outras partes da rua longe e portanto não tinha encontrado esta zona) estão cheínhas de lojas, bares e restaurantes agradáveis. 

E o Cambodja é assim

Estou de volta a Londres e estou contente por estar de volta. Sem dúvida gostei da minha primeira experiência na Ásia, mas também depois de vários dias num ambiente tão diferente a que estou habituada, sabe bem voltar a casa e ao dia-a-dia. 

 

Aprendi imenso sobre a cultura, os hábitos e o país em sim. Sendo um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, algumas das suas características chocam um pouco. No entanto, para um país que teve que recomeçar do zero apenas à cerca de 40 anos atrás quando o Governo ditaturial do Khmer Rouge destruio o país e assassinou todas as pessoas que tinham algum nível de educação, seria difícil estar noutro tipo de situação. 

 

Algumas das coisas que me chocaram incluío ver as crianças a trabalharem em todo o lado; muitas pessoas a pedir esmola; muito lixo nas ruas, principalmente na capital Pnhom Penh; muita prostituição de adolescentes; a falta de controlo no trânsito onde era 'todos ao molho e fé em Deus' nos cruzamentos. A realidade com que os nacionais do Cambodja vivem fez-me apreciar e agradecer muito o facto de ter crescido num país desevolvido, onde, as crianças têm a oportunidade de ser educadas e poderem ter escolhas para o seu futuro. No Cambodja, a maioria das pessoas simplesmente não têm escolha. As suas decisões são motivadas pela sobrevivência e as condições locais da zona onde nasceram tendem a ditar aquilo que vão fazer para o resto da vida. 

 

Fiquei a conhecer essa parte da realidade do Cambodja, mas também fiquei a conhecer zonas muito interessantes com um tipo de beleza que nunca antes tinha visto. A zona de Siem Riep onde são localizados os principais templos do país é mais turística e agradável em termos de ambiente de rua do que a capital, e a visita aos templos, principalmente tendo a possibilidade de vê-los ao nascer do sol, é espectacular. Se bem que a minha visita favorita foi mesmo à ilha de Koh Rong, que era paradisíaca. Adorei!

 

Ficam algumas fotos da viagem:

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 Zona ribeirinha Phnom Penh

 

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Passeio de barco Phnom Penh

 

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Venda de insectos - aranhas, larvas, e outras coisas mais

 

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Ankor Wat

 

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Ilha Koh Rong

 

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Praia Koh Rong

Vou mas é para o Cambodia pensar no assunto

Ontem tive o tal telefonema com o HSBC. Não durou muito tempo porque assim que lhes expliquei que tinha que fazer contrato em pouco mais de 2 semanas, eles disseram-me que seria impossível que a aplicação tivesse feita e aprovada nessa data, sendo que normalmente demoram 3 meses, e em casos rápidos demoram 2 meses. Portanto tive que desistir do HSBC. 

 

Nesse momento reparei que tinha duas opções - ou avançava com o Barclays ou desistia da casa. Olhei novamente para os valores do Barclays e, com tudo, ao final dos 2 anos do período de taxa fixa, iria pagar um valor total apenas de mais £100 que o HSBC. Isto porque, apesar do Barclays ser mais caro mensalmente, eles oferecem um cashback de £1000 o que é bom e balança logo as coisas. Tenho é que certificar-me de que coloco estes £100' de parte para efectivamente não sentir tanto o peso do empréstimo bancário. 

 

Telefonei à consultora e disse-lhe para ir em frente com o Barclays. Ela agora vai submeter mais papelada e, eventualmente lá me diria se fui aceite ou não. Essa é que é a grande questão!

 

Entretanto, enquanto isto avança e não avança, vou reflectir sobre o assunto para o Cambodia. É uma viagem que já tinha marcado em Dezembro e que finalmente está para chegar. Muito entusiasmante visto que nunca antes fui à Asia. A parte menos agradável é que o voo vai demorar quase 24horas!!! Parto amanhã de manhã cedo, e só chego a Pnhom Phen, a capital do Cambodia por volta das 13:30h do dia seguinte (que corresponde às 6:30 do horário Britânico). Tenho hotel para as duas primeiras noites e depois disso,... não sei. Vou à descoberta com a mala às costas. 

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New York, New York

Lá consegui chegar a Nova York. Cheguei só na segunda-feira à tarde, e fui logo direitinha para o escritório. Demorou uns dias a passar o jetlag e, pela hora em que o meu relógio biológico se habituou às 5 horas de diferença, já era tempo de voltar novamente. 

 

Fiquei lá de segunda a sábado e, só tive mesmo tempo para passear em Nova York no sábado antes de ir para o aeroporto, e uma noite da semana em que fui a Times Square para ver as luzes. De qualquer forma gostei muito da viagem e de ter passado tempo com os colegas que só conhecia através de Google Hangouts. Os Americanos, lá continuam com as suas diferenças da cultura Europeia - de uma forma generalista são suuuper simpáticos de uma forma que te faz pensar se eles estão mesmo a ser genuínos; mas também olham para as coisas de uma forma positiva o que ajuda a criar um bom ambiente. As diferenças são interessantes, mas a cidade, apesar de ser enorme e cheia de bairros com características diferentes, as ruas parecem-me sempre muito semelhantes quer esteja no Upper East Side, em Hell's Kitchen ou Chelsea. Para o meu passeio de sábado e, como já conhecia as atrações principais de Nova York das outras vezes quando tinha lá estado, optei por passear primeiro por Central Park, indo depois ao Museu De Arte e Design, seguido de umas compritas em Williamsburg e terminei o dia por atravessar a Brooklyn Bridge. 

 

À saída do nosso escritório

 

A zona de relaxe/brainstorming/cantina do escritório

 

 A vista do nosso escritório

 

Times Square

 

Central Park

 

Brooklyn Bridge

 

 

Mas que belo fim-de-semana para ir a Nova York

Nas duas últimas empresas Americanas para que trabalhei tive a oportunidade de ir visitar a sede logo nos primeiros meses na empresa, mas desta vez, demoraram 6 meses até essa oportunidade aparecer. Eu que comecei a trabalhar ali em Julho, bem que tinha sido uma boa ideia ir ao escritório de Nova York por alturas de Setembro quando ainda se está recentemente na empresa e é uma boa oportunidade para conhecer todos, além de que também estaria a temperatura perfeita. Mas não, nada disso. Esperei até Janeiro para fazer a tal visita e, não é que decido escolher exactamente o fim-de-semana em que está a cair um nevão daqueles grandes em Nova York? Inicialmente tinha marcado o vôo para hoje à tarde. Assim chegava lá ao início da noite e ainda tinha tempo para descansar bem e fazer um bocadinho de turismo no Domingo. O problema é que com o aviso do nevão eminente, tive que trocar o voo para amanhã. Marcação estava para as 8:50h, mas com todos os vôos cancelados de hoje, a vôo já atrasou para as 11:50h. A ver se se vai conseguir manter a essa hora ou não vou ter tempo nenhum para fazer qualquer tipo de turismo que seja. Estive a dar uma vista de olhos pelas fotos que os Nova Iorquinos têm andado a postar no Instagram, e este é o resultado:

 

@diografic

 

@msyoleecom

 

E enquanto estava a selecionar estas fotos, recebo uma mensagem a informar-me de que o vôo de amanhã foi cancelado 

Marquei outro para segunda. A ver se vai dar...

 

 

De volta a Londres e a 100 à hora

Uff, finalmente tenho oportunidade de fazer um update no TugaemLondres. Bem sei que tenho vários e-mails por responder e, irei chegar a todos nos próximos dias. As férias Italianas acabaram no domingo à noite e, a partir do momento que cheguei, ainda não tive tempo para parar. Só tinha dormido umas 3 horas no sábado, e no domingo também tive pouco mais de 5 horas para dormir porque tinha que me levantar cedo para a primeiro entrevista que ía ter nesse dia, para a qual ainda não me tinha preparado. No total, tinha umas 10 entrevistas marcadas para esta semana. Como tal tem sido um corropiu entre entrevistas, levando o portátil comigo para poder fazer uma revisão nos cafés para a entrevista seguinte no tempo que ía tendo entre cada uma.

 

Já chegámos a quinta-feira e mal vi a semana a passar. Acho que provavelmente pela falta de sono e cansaço geral o meu corpo começou a fraquejar e hoje tive que passar o dia em casa, com tosse, dor-de-cabeça, corpo dorido e actualmente encontro-me sentada no sofá rodeada por um mar de lenços de papel usados. Felizmente já tinha desmarcado as 3 entrevistas que ía supostamente ter hoje, já que não seria mesmo capaz de sair de casa. Em vez disso, passei o dia a trabalhar para uma apresentação para outra entrevista que tenho amanhã. A empresa parece ser interessante, cheia de 'geeks' já que é uma consultoria de informática, mas gosto muito do conceito que tem e estou curiosa para lá ir conhecer as pessoas e os escritórios. Esta vai ser a segunda entrevista com eles visto que a primeira foi feita por telefone. Esta posição será para a única pessoa de marketing na empresa, mas tem potencial para crescer em termos de equipa. Acho que seria uma oportunidade um pouco  diferente daquilo que tenho feito até aqui, mas também será mais desafiante que outros empregos que tenho em consideração. E uma coisa interessante é que estes tratam os empregados MUITO bem. Para terem uma ideia, para a festa de verão deles, eles vão alugar uma ilha privada onde todos vão festejar com parceiros, crianças, etc. Yep, uma ilha privada!! 

 

Com isto posso dizer que a procura de emprego está a correr positivamente. Quando estiver tudo finalizado irei escrever um post sobre como procedi à pesquisa durante este período e os altos e baixos por que tenho passado, para que possívelmente vos possa  ajudar também numa próxima que estiverem a procurar por novo emprego. 

 

Entretanto, as minhas férias em Itália já parecem um sonho distante. Foram mesmo relaxantes e animadas. Adorei! Ficam fotos que tirei na segunda parte das férias quando estava em Como:

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Vista do apartamento

 

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 Swing dancing on the square @SwingCrash

 

Férias Italianas

Já tinha férias planeadas para Itália desde o final do ano passado. Não calharam lá na melhor altura - estadia na Costa Amalfitana e no Lago Como durante 11 dias quando não tenho ainda o próximo emprego definido  Não é propriamente ideal, mas também não queria desistir das férias por causa disso. Tenho passeado e relaxado que estava bem a precisar, mas também não parei de me dedicar à procura de emprego. Simplesmente estou a fazê-lo remotamente. 

Neste momento em que vos estou a escrever, tenho esta vista à minha frente:

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Vale a pena! A paisagem que me rodeia e a companhia das minhas amigas são perfeitas para esta altura e é mesmo o que eu precisava para recarregar forças, concentrar-me nos meus objectivos e energizar-me para o que está para vir. Passo a deixar algumas fotos da minha estadia em Itália até agora. Sem dúvida, locais muito interessantes ou bonitos que aconselho a visitar:

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Nápoles

 

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Amalfi

 

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Vista do topo do Vulcão Vesúvio

 

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Ruínas da cidade de Pompeei

Cidades e aldeias de Inglaterra a visitar neste Natal

Este fim-de-semana que passou fui passá-lo com um grupo de amigas a Arundel em West Sussex. Arundel é uma pequena vila medieval com um grande castelo, ruas simpáticas, lojinhas bonitas em que apetece comprar de tudo, rodeada de campos ideais para se ir dar longos passeios e um ambiente já muito Natalício. Vai ser no entanto, a dia 6 de Dezembro que as celebrações de Natal da vila vão decorrer nesta vila por isso achei que podia ser útil para alguns dos leitores que estejam interessados em passar um fim-de-semana fora nesta época Natalícia, ficarem com algumas ideias de onde podem ir.

 

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Fiz uma pequena pesquisa per mercados e festejos Natalícios por localidades bonitas de Inglaterra e aqui ficam algumas ideias:

 

Arundel Oquê? Arundel by Candlelight vai contar com mercado de Natal, cortejos e celebrações a partir do final da tarde de dia 6 de Dezembro. Onde? West Sussex. Distância de Londres? 1:45h de comboio. 

 

Rye Oquê? Rye conta com vários eventos de Natal cuja lista encontram no link indicado mas o principal dia dos cortejos de Natal vai ser no Sábado 13 de Dezembro. Onde? East Sussex. Distância de Londres? 1:12h de comboio.

 

Lavenham O quê? Esta vila, considerada a mais medieval de Suffolk vai celebrar o início do seu mercado de Natal de 5 a 7 de Dezembro com vários eventos, mas o mercado irá continuar também nos dias seguintes até ao Natal. Onde? Suffolk. Distância de Londres? 1:20h até a estação mais próxima em Sudbury e daí apanhar autocarro ou taxi.

 

Castle Comb O quê? Mercado de Natal nesta aldeia que já foi nomeada como uma das mais bonitas de Inglaterra. Onde? Whiltshire. Distância de Londres? 1:20h até a estação mais próxima em Chippenham e daí apanhar táxi.

 

Lymington O quê? Evento para o acender das luzes de Natal que também conta com mercado e animação. Esta vila é tipicamente Georgiana e baseada à beira-mar. Onde? Hampshire. Distância de Londres? 1:48h

 

Lincoln O quê? Lincoln já é uma cidade, mas se procuram um sítio com um grande mercado, esta cidade-catedral conta com 250 stands e vários eventos durante o fim-de-semana de 4 a 7 de Dezembro. Onde? Lincolnshire. Distância de Londres? 2:18h.

 

Se souberem de outras localidades bonitas com bons mercados ou festividades de Natal por favor indiquem nos comentários.

Estou a exagerar?

Neste momento estou chateada e preciso de desabafar. Acho que escrever sobre o assunto também me vai ajudar a pensar melhor sobre isto e talvez ajude a ter outra perspectiva das coisas.

 

Durante os últimos 6 dias estive de férias em Portugal. Foi lá ter comigo uma amiga de Londres que ficou lá em casa dos meus pais durante os últimos 5 dias. Fartamo-nos de passear para ela ficar a conhecer Lisboa, Sintra, Cascais e afins e os dias passaram-se bem e rapidamente. A viagem de volta estava marcada para hoje e, quando eu estava a fazer o meu check-in, o rapaz que me atendeu disse-me que o voo estava overbooking, e perguntou-me se eu me queria voluntarizar para ficar em terra caso, efectivamente houvessem pessoas a mais no voo. Em troca teria direito a receber cerca de €400 em dinheiro, uma estadia num hotel e lugar num voo às 11h de amanhã. Eu pensei um bocadinho no assunto, principalmente por causa do trabalho, mas achei que não seria problemático trabalhar só meio dia amanhã e assim sempre podia passar mais uma noite calma com os meus pais e ficava com aquele dinheiro extra que claro que seria bem vindo, portanto voluntarizei-me a ficar em terra. 

 

Quando me volto a encontrar com a minha amiga depois do check-in, já que o fizemos separadas, conto-lhe o sucedido e ela fica toda entusiasmada com o assunto e diz que também quer voluntariar-se e pede-me para irmos lá perguntar ao rapaz se é possível que ela também fique na lista caso haja outro segundo lugar extra necessário vagar. A minha primeira reacção foi pensar que preferia ficar essa noite só com a família, caso efectivamente acontecesse, mas como ela estava tão entusiasmada com a ideia, e havia a hipótese de receber aquele dinheiro também, claro que fui lá com ela novamente ao check-in perguntar se precisavam de mais outra voluntária. Ele disse que talvez já não fosse preciso outra pessoa, mas colocou-a na lista de voluntariados de qualquer forma pelo sim, pelo não. 

 

Ao chegar à porta de embarque, quando eu passo, não me pedem para ficar, mas a ela pediram. Depois quando lhes dizemos que estamos juntas eles informam-nos que só vão precisar que uma pessoa fique em terra. Eu olho para ela e vi logo que ela queria ficar, ao que eu fico meio estufacta, porque, tudo bem que calhou ter sido a ela que perguntaram, mas ela apenas estava na lista porque eu tinha estado primeiro, e ela tinha dito que queria ficar comigo se eu ficasse. Ela perguntou-me o que eu achava, ao que eu respondi que eu gostava de ficar. Mas ela não ficou satisfeita e sugerio então atirarmos uma moeda ao ar para ver quem ficava. 

 

Eu mal queria acreditar que ela me estava a sugerir isso, porque para mim a situação era mais que lógica. Se a situação fosse invertida eu sei que não precisava de pensar duas vezes quem é que ía ficar em terra, e claro que diria para ela ficar. Mas ela vai-me pedir para jogar cara ou coroa, como se fosse igualmente justo que qualquer uma de nós ficasse em terra. Mas também não me quiz chatear. Aceitei atirar a moeda e perdi. Disse-lhe adeus e fui para o avião. Mas saíi dali mesmo com uma sensação de ter sido injustiçada, e ainda não me passou. 

 

Geralmente sou aquela pessoa que tenta sempre ver o lado das outras pessoas, tentar apaziguar zangas e tenta perceber as duas partes. Mas desta vez sincerimente ainda não consegui encontrar um ponto de equilíbrio nesta situação e ainda estou chateada com o acontecimento. Então eu é que tinha sido convidada a ser voluntária, depois volto lá com ela porque ela também queria ficar caso houvesse um segundo lugar, e como calhou que a rapariga do embarque lhe pediu a ela, vai-se aproveitar da situação para ir ela e não me dá o lugar mim que estava primeiro? A rapariga da porta de embarque não sabe quem estava primeiro, mas nós sabíamos. 

 

Eu estava a tentar compreender porque é que estou assim tão chateada com ela, mas cheguei à conclusão que nem é pelo facto de não ter tido a noite extra em Lisboa nem o dinheiro de compensação, mas sim a atitude que ela tomou. Eu tenho a certeza que nunca tomaria essa atitude no lugar dela. Nem tal me passaria pela cabeça. Porque é que não foi assim com ela. Ganância? Ela pensou como amiga ou pensou nela própria? Ou sou eu que estou a exagerar e qualquer outra pessoa no lugar dela teria feito o mesmo que ela fez?