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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

E começa o início do fim: Theresa May assina o Artigo 50

Quando o David Cameron decidiu sair da posição de Primeiro Ministro depois do voto do Brexit ter vencido, e foram apresentados os novos candidatos ao cargo, eu sinceramente pensei que Theresa May iria encontrar forma de evitar Brexit. Estava enganada. Hoje, ela assinou os documentos que oficializaram o interesse do Reino Unido de deixar de fazer parte da União Europeia. Até agora, tudo o que se ouvio falar foram rumores do que poderia eventualmente acontecer - os Europeus vão precisar de Visas para ficar no país? Vai deixar de haver livre circulação de mercadoria? As empresas Europeias vão decidir mudar de sede para a União Europeia? Os produtos vão ficar mais caros? Os preços das casas vão cair? Todas e muitas mais perguntas e sugestões do que pode acontecer, são apenas teorias. O facto, é que só a partir de hoje é que as negociações vão começar, e são esperadas decorrer ao longo de dois anos até à sua decisão definitiva entrar em vigor. A partir de agora, é que tudo o que sair das reuniões com a Europa vai ter mais fundamento e poderá eventualmente acontecer. Estou nervosa, estou triste, estou zangada. Ainda mal posso acreditar que o público Britânico votou desta maneira e sinceramente acredito que, hoje em dia, depois de ter havido toda esta especulação e informação sobre os efeitos negativos do Brexit, que muitos votariam de forma diferente. Mas é tarde demais. Vamos ficar atentos aos próximos meses, e ver o que vai acontecer. 

 

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 Fonte da imagem: BBC

A saída da Europa está neste momento à frente

Acabei de chegar ao apartamento onde estou a ficar (neste momento estou num festival em Cannes) e, ao chegar, a primeira coisa que quiz fazer foi ligar o meu telemóvel para poder ver os resultados do referendum. Para a minha surpresa, o Não à Europa neste momento está na frente - com 50.5% dos votos contra os 49.5% de pessoas que pretendem continuar na UE. Os resultados ainda não são finais mas isto está a deixar-me nervosa. 

Vá lá Reino Unido - nāo posso querer acreditar que sejam assim tāo xenófobos (o principal argumento que governou a campanha do Não). Vocês não são assim. Não nos deitem esta chapada na cara. 

O voto do Reino Unido para sair da União Europeia

Hoje o primeiro Ministro Britânico, David Cameron, anunciou que o Reino Unido vai fazer um referendo relativo à sua presença na União Europeia - sai ou fica? Nos últimos poucos anos, o governo tem sofrido pressão por parte de membros da população e do partido Conservador (liderado por David Cameron), para a existência de tal referendo, principalmente desde que países como a Grécia, Irlanda, itália, Espanha, e claro está, Portugal, têm estado a sofrer uma forte crise económica, a qual, o Reino Unido tem ajudado financeiramente a suportar. 

 

Este referendo só está marcado para, pelo menos, daqui a 4 anos (depois das próximas eleições), e, se efectivamente ocorrer, pode levar à saída completa do Reino Unido, ou o governo Britânico, poderá negociar que o país tenha influência apenas na Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e/ou fazer parte da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (EEA). Este artigo do Economista dá uma boa ideia das consequências ao nível positivo e negativo de uma possível saída do Reino Unido para quem estiver interessado em saber um pouco mais sobre o assunto. 

 

Agora uma questão ocorreu-me assim que vi nas notícias esta situação do referendo - se o Reino Unido efectivamente sair da União Europeia, o que vai ser de todos os cidadãos Europeus que, no momento têm a possibilidade de entrar, viver, estudar e trabalhar livremente no país? Passam a ter que pedir Visas com direito a estadia de duração limitada?

 

Será que vai haver uma forte vaga de candidaturas à cidadania Britânica por parte de muitos Europeus que cá estejam a viver, com medo da potencial saída da União Europeia? Fiquei curiosa sobre o que é preciso para uma candidatura a cidadania. Vou investigar e depois indico aqui num próximo post. 

 

Uma coisa é verdade - é que se o referendo decorresse amanhã, muito provavelmente os cidadãos Britânicos íriam votar para a saída.