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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Como complicar uma viagem de trabalho

Na semana passada fui a Berlim a uma conferência onde íamos ter um stand e fazer uma apresentação.

 

Cheguei a Berlim na quarta à noite, fui do aeroporto para o centro da cidade de comboio, lá sempre com a preocupação de sair na estação correcta. Quando estava já em Aleksander Platz, estava a mandar mensagem para os meus colegas que já lá estavam, acerca do horário para nos encontrarmos no dia seguinte. E é no momento em que escrevo sobre os preparativos e todas as coisas que tinha comigo para levar para a conferência, que olho para baixo e reparo que não tinha a minha bagagem comigo. Com a preocupação de sair na estação correcta, tinha deixado a mala no comboio!  Mal queria acreditar que tinha sido tão distraída ao ponto de me esquecer da mala. Voltei a correr para a plataforma mas claro que o comboio já lá não estava e, como eram cerca de 22h também não consegui encontrar staff nenhum pela estação. Fiquei com aquela sensação de incapacidade, sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo sem a possibilidade de fazer nada. Lá encontrei a zona de informações que tinha apenas alguns números de telefone indicados, mas as linhas apenas estariam abertas no dia seguinte. 

 

Ali estava eu, em Berlim, às 22h da noite, quando já estava tudo fechado, com mais nada para além do que tinha na minha mala de ombro. No hotel lá me deram uma escova e pasta de dentes, e na recepção havia forma de carregar o telemóvel, por isso ao menos isso. 

 

Pensei que no dia seguinte podia comprar roupa para usar na conferência, visto que estava vestida um pouco casualmente com calças de ganga, mas rapidamente apercebo-me de que era um feriado na Alemanha, e na Alemanha todas as lojas estão fechadas aos feriados. Perfeito! 

 

Como a conferência só começava pela parte da tarde, ainda fui ao centro de Perdidos e Achados numa estação no Este de Berlim. A pessoa que me atendeu não falava uma palavra de Inglês o que não ajudou nada, mas deu para perceber que tinha que ir online para indicar a perda da mala, e só no dia seguinte é que talvez eles tivessem alguma novidade acerca da mala. 

 

Até então ainda não tinha telefonado ao meu escritório a indicar que tinha perdido todas coisas que tínhamos preparado para trazer para o evento, com esperança de que ali fosse encontrar a mala. Mas lá tive que fazer o telefonema. Como o meu patrão vinha no dia seguinte, ele podia trazer mais material e, entretanto, tínhamos que nos aguentar com as poucas coisas que um outro colega que lá estava também tinha trazido. 

 

As coisas lá se resolveram entre eles os dois, e eu tive que ir para a conferência de calças de ganga, mas não tinha mesmo escolha. Apesar de só ter trazido roupa para 2 dias tinha lá dentro coisas com algum valor que não iam deixar de ser uma chatice de substituir. Ao fim de sexta-feira ainda não havia sinais da mala e eu tinha que voltar para Londres. Já estava conformada que não ia voltar a ver a mala. Entretanto, esta tarde, ao fim de 5 dias de ter deixado a mala naquele comboio, recebo um e-mail dos Perdidos e Achados a dizer que tinham encontrado uma mala. Respondi logo, mas ainda não sei se é a minha.

 

Enfim, resumo da história, fiquem sempre atentos às malas, principalmente se as colocarem num compartimento onde a mala não vai estar à vista. E sem dúvida que aconselho colocarem sempre uma etiqueta com o vosso nome e endereço de email ou telefone. Eu tinha só o nome e o email, e acho que foi através da informação nessa etiqueta que entraram em contacto comigo visto que o seu email não fazia referência ao facto de eu ter submetido um alerta de perca da mala. A ver vamos. Espero que me reencontre com a mala e sem dúvida que vou ter muito mais cuidado de futuro. 

 

Por um lado mais positivo, a temperatura em Berlim estava óptima e só me fez apetecer voltar lá em férias. 

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 Margem do Rio Spree no SpreeBogenPark

O poder do Instagram como plataforma para novas celebridades

Como trabalho para uma tecnologia de marketing que está altamente envolvida com as redes sociais, no outro dia organizei um evento para os nossos clientes e, como parte do evento, quis incluir uma discussão entre 'micro-influencers' no Instagram. Ou seja, pessoas que tenham bons feeds de Instagram com cerca de 8.000 a 80,000 seguidores. Tivemos 3 Instagrammers e, entre elas, rapidamente descobri que a mais popular das três, com mais de 63,000 seguidores, era Portuguesa. Chama-se Mia Soarez, e conta com o nome de perfil nas redes sociais de Silver Girl. Já começou à alguns anos a postar maioritariamente sobre moda, e tem também um perfil no YouTube e está a começar a fazer mais com o music.ly também. 

 

As outras duas Instagrammers eram a Andrea Cheong e a Shelley Morecroft. Todas elas têm um feed virado para a moda, viagens e estido de vida, mas cada um dos feeds tem a sua personalidade distinta. Achei muito interessante a discussão entre as três e as histórias que partilharam relativamente ao seu sucesso no Instagram. A Mia que, me pareceu ser a mais jovem de todas, basicamente passou grande parte da adolescência a postar no Instagram, enquanto que as outras duas começaram mais recentemente. Nos três casos, o que tinham em comum, é que postam frequentemente, são muito selectas na qualidade das fotos que colocam no Instagram, e querem que as suas personalidades estejam representadas nas fotos. Elas sabem que os seus seguidores, decidiram começar a segui-las porque gostam da consistência do seu feed, e elas próprias indicaram que os seus posts não perfomam tão bem se não tiverem sempre os mesmos cuidados. 

 

Uma das partes interessantes da discussão foi quando começaram a falar sobre como trabalham com marcas. Todas elas são contactadas regularmente por marcas que querem que elas publiquem fotos com os seus produtos, quer estes sejam acessórios, roupa ou hotéis, restaurantes, etc. Algumas das marcas pedem para que façam posts sem oferecer contrapartida; outras vezes oferecem-lhes os produtos gratuitamente, em troca de uma foto e referência nas suas redes sociais; outras vezes as marcas pagam-lhes para isso, e em alguns casos mais especiais, as marcas convidam-lhes para participar nas suas próprias campanhas de publicidade, como se de modelos se tratassem. O que achei positivo por parte das três é que, em todos os casos, dizem que só porque uma marca lhes possa oferecer produtos ou dinheiro para que coloquem fotos sobre os seus produtos, elas confirmam que só o fazem se efectivamente gostarem das marcas e acharem que estas marcas estão relacionadas com as personalidades que transmitem nas redes sociais. Elas sabem que se começarem a fazer posts que sejam pura publicidade sem ter qualquer interesse no produto em questão, os seus seguidores vão notar essa falsidade e vão deixar de estar interessados em seguir os seus perfis. 

 

As suas actividades com marcas também significam que têm o seu tempo-livre limitado e, por isso duas delas decidiram trabalhar para o seu Instagrama, blog e relações com marcas a tempo inteiro. É uma decisão arriscada, mas ao deixarem o seu trabalho normal, também significa que têm mais tempo para criar mais e melhores fotos com o intuito de crescer a sua rede de seguidores e, consequentemente, poderem cobrar mais caro às marcas que querem trabalhar com elas. 

 

Outros assuntos que também foram discutidos incluíram o próprio acto de tirar as fotografias. Sendo que elas são a 'modelo' em muitas das suas fotografias, como é que elas fazem para tirar a foto? Todas elas tinham alguém que lhes tira essas fotos ou utilizam um triped. Num caso é um amigo que tira as fotos, noutro caso era outra Instagrammer que lhe tirava fotos e, basicamente tiram fotos uma à outra para os seus respectivos feeds no Instagram. 

 

Gostei muito de ouvir a sua experiência e perceber melhor o tempo e dedicação que têm que dar a cada foto, mas o que é mais interessante é que, estes são exemplos de raparigas que há alguns anos atrás, só poderiam conseguir o mesmo nível de reconhecimento e trabalho, se tivessem certos requisitos que as agências de modelos considerassem bons para as poderem representar em frente a marcas. Hoje em dia, no entanto, qualquer pessoa pode ser modelo, trabalhar com campanhas de marcas e ter os seus momentos de fama, através das suas próprias redes sociais. Estas redes passaram o poder para as mãos do indivíduo em vez das agências e o seu sucesso nunca foi tão pessoal como o que é hoje em dia com as redes sociais. 

 

A Mia chegou a publicar uma foto no seu Instagram no dia em que foi ao nosso evento por isso aqui fica a mesma:

 

miasoarez-post.PNG

 

A dificuldade de encontrar candidatos a um emprego

Estou a recrutar pela primeira vez para uma posição permanente, mas isto é muito mais difícil do que pensava. E porquê, quando há tantas pessoas à procura de empregos? Possivelmente uma das razões é por não ter investido o suficiente em publicidade, mas principalmente porque simplesmente parece que as pessoas candidatam-se a qualquer emprego sem ter qualquer tipo de experiência relevante para o que é pedido. Eu preciso de um profissional com experiência específica incluíndo bons conhecimentos práticos a trabalhar com o software de automação de marketing - Marketo, para além de experiência com Salesforce, HTML, alguns conhecimentos de design para poder criar os emails e páginas de web e boa qualidade de escrita. Quase todas as empresas B2B hoje em dia têm alguém neste tipo de função por isso não devia ser assim tão difícil, mas já recebi CVs de candidatos que não têm conhecimento de nada do que é pedido. Se precisam de ganhar experiência então devem-se candidatar a um tipo de função mais júnior, não será? Achei que devia comentar aqui sobre o assunto porque caso andem à procura de emprego, aconselho a que tenham isso em consideração e simplesmente evitem perder o vosso tempo e o tempo dos empregadores ao candidatarem-se para empregos que não se adequem de forma alguma à experiência ou qualificações que têm. Quando querem mudar de área a solução passa por tirarem um curso relacionado ou ganhar experiência através de voluntariado nessa área antes de começarem a canditar-se a empregos da área. Se se candidatarem apenas aos empregos relevantes, cujos requerimentos se assemelham muito à vossa experiência, e enviarem uma boa carta de apresentação que indica a razão pela qual são os melhores candidatos para a função, vão ver que vão ter muito maior sucesso na taxa de respostas.  

 

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 Fonte da image: www.networks3r.com

 

No entanto, e já que estou aqui a falar sobre este emprego, se conhecerem alguém com o tipo de experiência indicada em cima por favor enviem-me um email (o email está no perfil) com o CV que eu envio de volta mais informação sobre o cargo em questão. 

 

 

A psicologia do dinheiro

Este post não vai entrar assim tanto na área da psicologia como o título do post indica, mas apenas acho interessante observar o meu próprio comportamento face ao dinheiro, agora que vou ficar um tempo indefinido sem emprego. 

 

E que comportamento é esse, perguntam vocês. E fica a resposta:

  • Se não é essencial, não compro - ainda há pouco tempo estava disposta a gastar quando queria, sem exageros, mas também sem remorsos. Isso mudou completamente. É como se o meu cérebro tivesse voltado uns anos atrás no tempo. De repente, passo a pensar em tudo duas vezes antes de tomar uma decisão de comprar o que fôr. Comer fora é para esquecer e quando vou socializar tenho muito cuidado com o orçamento. E é só isso. Comida e bebida e algumas coisas essenciais para a casa que têm que ser substituídas são as únicas coisas que preciso.
  • Passo muito mais tempo em casa. Fiquei em casa ontem e hoje à noite. Duas noites seguidas em casa? Nem me estou a reconhecer. Mas o facto é que não tenho sequer aquele interesse habitual em ir a eventos, ver galerias, socializar ou o que quer que seja que eu faça após o trabalho. 

 

Mas faz parte do processo. Nem sequer me sentiria bem comigo própria se não tomasse estes cuidados já que não sei quanto tempo vai demorar até conseguir um novo emprego. Agora o problema é que nesta altura crucial de procura de emprego em que devia estar constantemente a falar com agências de recrutamento e potenciais empregadores, tenho férias marcadas!! Não sei ainda muito bem como vai ser a minha atitude em termos de dinheiro durante as férias, mas também não quero deixar de aproveitar a viagem já que tenho tudo tratado e marcado à muito. Enfim, vou tentar limitar-me a um orçamento pre-estipulado e esticá-lo ao máximo que conseguir sem ter que abdicar de muita coisa. Não é a situação ideal ter que andar a contar tostões mas quando tem que ser, tem que ser.

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Fonte da imagem http://consultoriopsicologiamatosinhos.blogspot.co.uk/

 

O Dia D aproxima-se

Cada vez que digo a alguém sobre o que sucedeu na empresa olham para mim como se fosse uma coitada e dão-me imensas dicas sobre o que eu devo fazer etc. Esquecem-se de me perguntar primeiro como é que eu me sinto com a situação antes de assumirem que estou aqui para morrer. Claro que não é ideal, mas sinceramente não precisam de olhar para mim como se fosse uma coitada. As pessoas fazem-me sentir como se eu devesse estar muito preocupada com o assunto, mas efectivamente, não estou. Se for despedida não será pelo meu mau desempenho porque eu tenho imensos resultados que provam que tenho feito um bom trabalho para a empresa. Eu sei que as coisas se irão resolver mais cedo ou mais tarde caso seja despedida no dia D, que será esta próxima sexta-feira. É preciso manter uma mentalidade positiva nestas situações porque, é quando as pessoas se deixam ir abaixo que se torna mais difícil continuar em frente porque o medo e o stress serão evidentes em potenciais entrevistas, o que não conta nada a favor do entrevistado. De qualquer forma, até saber o resultado final continuarei a fazer o meu trabalho como normal, enquanto me candidato para novos empregos nas horas vagas, pelo sim, pelo não.

 

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Imagem retirada: LeadStrategic.com

 

Já nem me lembrava bem do tempo que cada uma destas aplicações demora - no domingo queria ter enviado candidaturas a pelo menos umas 3 empresas, mas o processo de candidatura da primeira empresa a que me candidatei foi tão longo e minucioso que só consegui mesmo candidatar-me a essa. Uff! Demora tempo, mas acho importante dedicar esse tempo para ter a certeza que se envia uma aplicação o melhor possível. 

 

Acho interessante ver a reacção de alguns colegas perante esta situação, principalmente o Vendedor Júnior que passava o tempo antes a querer que chegassem as 18h para poder ir para casa e evitava ao máximo possível fazer telefonemas (que é o trabalho dele), mas desde que houve o aviso de despedimento, passa o tempo todo ao telefone. Pois, quando se vê assim perante a pressão de perder o emprego, lembra-se logo que quer fazer um bom trabalho. Se calhar é tarde demais, não? 

 

Hoje um colega meu faz 1 ano de aniversário na empresa. Cada vez que há um aniversário da empresa, o empregado recebe um pequeno presente simbólico (tipo um fio com o logotipo da empresa). Cada vez que se dá esse presente também se escreve um cartão a agradecer por todo o trabalho que essa pessoa tem feito na empresa. Desta vez era a minha vez de escrever no cartão. Eu escrevi algo como "Feliz aniversário de um ano na empresa. Desculpa, mas não me parece correcto escrever o resto da mensagem habitual. Espero que gostes do teu fio". Ele achou muita piada à mensagem. Ao menos valeu para o colocar bem disposto. 

 

A minha reunião com os Recursos Humanos vai ser amanhã. Eu sei o que vou dizer, mas sei que a reunião não vai significar para nada. Irão despedir a quantidade de pessoas que precisarem de cortar em salários por isso nada que eu diga vai fazer uma grande diferença, mas a ver vamos. Eu irei preparada de qualquer forma, e depois logo se vê.

Como ser freelancer em Londres: 7 Dicas

Pela primeira vez o Tuga em Londres conta com um 'guest post'. A autora deste post é a Raquel Jamanca, freelancer e responsável no simplesmoda.com. Sendo uma freelancer profissional, a Raquel vem-nos contar os detalhes sobre como se estabelecerem como freelancers em Londres:

 

"Como trabalhadora em marketing digital, a decisão de trabalhar por conta própria como freelancer foi tomada com muita pouca hesitação. A área de internet tanto em design, programação, e marketing tem crescido muito estes últimos 10 anos. O mercado de trabalho nesta área é também positivo, sendo que existe mais demanda do que trabalhadores, e sempre quis mais flexibilidade com o meu tempo para poder escolher quando e como quero trabalhar.

                           

Sou freelancer na área de SEO (search engine optimisation/“otimização de motores de busca”) á coisa de 2 anos, tenho no total 7 anos de experiência nesta área, e também alguns bons contatos que facilitaram esta transição de funcionária efetiva e full-time a freelancer.

 

Claro que com esta nova sensação de “falsa liberdade”, vêm muitos riscos… não tenho um ordenado garantido ao final do mês, ferias pagas ou outros benefícios, e o sucesso e processo administrativo da minha empresa é a minha responsabilidade. 

 

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Freelancers num café. Fonte: seriouseats.com

 

 

Como muitos amigos e amigos de amigos, sempre me perguntam sobre esta opção, achei pertinente partilhar também aqui no Tuga em Londres algumas dicas sobre como começar a ter sucesso nesta área aqui por terras da rainha:

 

 

1 - Ltd Company X Umbrella company

 

A primeira coisa a decidir são as legalidades de como vais trabalhar e pagar impostos.

 

Aconselho a formarem uma empresa ou ‘Ltd company’, se pensam em trabalhar por mais de 3 meses, ou utilizar uma 'Umbrella company' se quiserem fazer apenas um ou dois contratos em menos de 3 meses.

 

O que é a ltd company, e as suas vantagens?

 

A ltd company é basicamente uma empresa que formas, onde as responsabilidades dos directores neste caso o freelancer são limitadas, ou seja o freelancer e a empresa são consideradas duas entidades diferentes.  O registo é feito no website da Companies House  e em menos de duas semanas terás a tua empresa oficialmente formada.

 

As vantagens: preferível com clientes, mais profissional, custos de trabalho como transporte e alimentação são pagos pela empresa, e oferece mais opções de poupança de custos no que diz respeito a impostos.

 

O que é uma umbrella company, e as suas vantagens?

 

A umbrella company é uma opção oferecida a freelancers, onde esta atua como o empregador. È a opção mais fácil para quem quer fazer contratos a curto prazo, e não quer o trabalho administrativo que a ltd company traz, mas é também a opção mais cara.  

 

As vantagens: requer menos administração, em termos de impostos e o envio de facturas para os clientes, não requer período mínimo e o registo é rápido.

 

 

2 - Aprenda o necessário sobre Impostos e National Insurance

 

A estrutura e requisitos para Impostos e National Insurance (segurança social), variam dependendo do set up que tem. Se optar por uma ltd company terá de registar a sua empresa para corporation tax no website da HMRC após a incorporação. Como tenho uma ltd company estes são os custos que tenho que considerar no que diz respeito a Impostos e NI (National Insurance) :

 

 Corporation Tax  (impostos no lucro da minha empresa).

 Employers NI  (custos de NI da empresa por me pagar um ordenado como diretora).

 Personal Tax  ( impostos que pago anualmente por receber dividendos da empresa) .

 

Aconselho a contratarem um contabilista que seja especialista na sua área, é um pequeno custo para a sua empresa mas um investimento que lhe irá poupar tempo e dinheiro, além de dar mais legitimidade e profissionalismo.

 

 

3  - Como conseguir trabalho

 

Eu penso que cada área de especialismo oferece diferentes métodos e ferramentas para conseguir trabalho.

 

Um website e portfolio são essenciais, e para categorias de internet onde me especializo, os trabalhos em design e programação web não faltam. O importante é também escolher se prefere trabalhar para agencias e empresas grandes, ou negócios pequenos e locais, pois as formas de conseguir trabalho são um pouco diferentes.

 

Eu neste momento consigo trabalho através de contatos em agencias de emprego e ex colegas, mas se não tem nenhum contacto em Londres aconselho que :

 

  • Tenha um website e/ou portfolio onde expõe a sua experiência e trabalho de uma forma clara e concisa.
  • Crie um perfil completo no LinkedIn, e anuncie no header se está disponível para trabalho, siga grupos e empresas da sua área.
  • Registe-se com empresas de trabalho que se especializem na sua área. Vitamin T, Major Players e Aspire são algumas das melhores para web e design.
  • Use um website de emprego, como o indeed.co.uk, este site tem um motor de busca que apresenta resultados tanto do site deles como de outros como o Monster ou Total Jobs, o que lhe vai poupar tempo na pesquisa.

 

 

4 - Quanto cobrar

 

O assunto sobre quanto cobrar, foi com o qual tive mais dificuldade no inicio, claro que não queria cobrar a menos e perder dinheiro ou cobrar a mais e perder trabalho. Por isso agora tenho uma faixa de preços em vez de um preço fixo, que depois negoceio com o cliente dependendo do orçamento disponível, o nível de experiência necessária e a duração do contracto. Um contrato a mais de 3 meses requer o lado da faixa mais alta, e um contrato mais longo requer o lado da faixa mais baixo.

 

Normalmente os freelancers cobram um preço ou rate por dia a partir de £100, com trabalhos mais especialistas e de mais experiência como programadores de aplicações de telemóvel a cobrarem mais de £400 por dia! Mas para dar uma ideia de preços estas são as faixas a considerar:

 

1-3 anos de experiência = £100 a £200 por dia

3-6 anos de experiência = £ 200 a £300 por dia

6 anos + = £300 a £500 por dia

 

Outra forma de calcular quanto cobrar, é simplesmente adicionar 30% de aquilo que seria o seu ordenado anual se tivesse um trabalho efetivo, e dividi-lo pelo numero de dias no ano (sem contar com fim de semanas e feriados).  Existem também algumas calculadoras online que ajudam imenso: http://ournameismud.co.uk/fraq/

 

E se tiver alguma dúvida, o melhor é mesmo falar uma agencia de recrutamento.

 

 

5 -  Concorde os termos e condições do trabalho em um contrato

 

Normalmente os clientes preparam o contrato, com os termos mais vantajosos para eles. Nunca tive qualquer problema com os termos propostos, mas sempre confiro termos de pagamento e responsabilidades e condições para com informação sensível sobre o seu negocio.Se optar por usar uma umbrella company, eles normalmente lidam com esta parte.

 

Na eventualidade de precisar de escrever o contrato existem vários exemplos online, pessoalmente acho que este é muito bom : http://stuffandnonsense.co.uk/projects/contract-killer/

 

 

6 - Como cobrar

 

Se usar uma umbrela company, eles são responsáveis por enviar faturas em seu nome para os seus clientes. Quando recebem o pagamento eles descontam a cota deles e impostos antes de transferir o restante para a sua conta bancária.

 

Como ltd company, deverá abrir uma conta bancária apenas para o seu negócio (business account), para poder receber pagamentos. Pode demorar quase um mês a abrir uma business account em Londres, por isso aconselho a fazerem o pedido assim que tiverem a empresa registada.

 

A frequência para o envio de facturas terá de acertar com o cliente antes de assinar o contrato, mas normalmente é aceitável enviar facturas semanalmente com pagamentos a serem efectuados num prazo máximo de 30 dias.

 

 

7 -  Mais vale poupar do que remediar

 

Como o trabalho nunca é garantido, é muito importante ter algum dinheiro poupado para a eventualidade de não conseguir um trabalho quando necessário, ou existirem atrasos com o pagamento por parte do cliente.

 

Eu pessoalmente sempre tenho um montante guardado que me garanta sobreviver 2/3 meses para o caso de não ter qualquer rendimento. Uso uma conta de poupança cash-isa pois oferece maiores taxas de juros e também porque posso levantar o dinheiro quando quiser e sem qualquer penalização."

Novo chefe

Acabei de reparar que o Blog dos Blogs do Sapo escreveu um post com uma seleção de posts de 2014 de vários bloguistas e um dos posts do Tuga em Londres está destacado como um dos posts que os chocou mais este ano.  Foi um post que escrevi à quase um ano atrás sobre a minha chefe na altura. Bem me lembro o desespero com que andava por alturas de Novembro e Dezembro de 2013 quando queria desesperadamente sair daquela empresa...

 

 

Um ano depois, felizmente já não tenho problemas com chefes e estou a trabalhar com uma equipa de pessoas que, além de competentes, são simpáticas e agradáveis de se trabalhar de forma geral, o que sem dúvida faz uma diferença enorme ao nosso bem-estar no trabalho.

 

Agora até que tenho um novo chefe que é um colega que foi promovido no final de Dezembro perante a saída do nosso chefe anterior. Sempre nos demos muito bem como colegas, e até agora, durante estes primeiros dias no seu novo posto, ele não parece ter demonstrado grandes mudanças de comportamento relativamente a nós. Só com o decorrer dos meses se vai ver melhor se a nova posição lhe vai afectar o comportamento de forma negativa, mas espero que não e acredito que não o afecte. Até que ele ainda nem sequer se mudou da secretária onde sempre esteve para o escritório ao qual efectivamente ele agora tem direito de utilizar. Tenho que concordar que agrada-me essa sua atitude porque assim, ajuda a não criar o distanciamento que eventualmente começariamos a ter caso ele se mudasse para o escritório. Mas, ainda estamos no início e, talvez ele ainda se decida a mudar para lá, talvez ele mude a sua atitude um pouco se começar a tiver pressão dos executivos para alcançar objectivos, etc., mas para já, tudo bem. A ver vamos...

 

Fonte: toonpool.com

 

Dia da Camisola de Natal

Se já tiverem passado pelas ruas do centro de Londres hoje, concerteza repararam que há algo diferente, ou melhor, algo semelhante entre muitas pessoas - estão a usar camisolas de Natal. E isto porque hoje é o dia "oficial" da Christmas Jumper Day "patrocinado" pela organização 'Save the Children' com o objectivo de que as pessoas que participem ao levar camisolas de Natal para o trabalho, façam uma doação de dinheiro para esta organização. 

 

Com ou sem a intenção de ajudar esta organização, o facto é que os Britânicos ADORAM camisolas de Natal. Quanto mais exageradas melhor. Há aquelas com sinos cozidos, há as que têm bolas ou narizes de bonecos de neve espetados, há as que têm música de Natal, ou aquelas que têm uma fogueira que tem luzes para fazer o efeito como se a fogueira estivesse acessa. 

 

No meu escritório houve pelo menos uma pessoa a usar uma camisola de Natal todos os dias desta semana, sendo que o auge das camisolas de Natal foi ontem porque tivemos a nossa festa de Natal do escritório e decidimos ir com elas vestidas. 

 

Por acaso não sei se em Portugal também existe este hábito das camisolas de Natal hoje em dia? Quando eu vivia por Lisboa não me lembro que os adultos se divertissem a usar camisolas de Natal, mas aqui sem dúvida é uma das coisas essenciais da diversão Natalícia. Tenho pena de que vou perder uma 'Christmas jumper house party' que vai decorrer mesmo no dia em que eu vou para Lisboa passar o Natal, mas ao menos já me vinguei ao usar a minha grande camisola cor-de-rosa com um esquilo felpudo na neve durante a festa de Natal de ontem 

 

Antes da festa ainda trocamos presentes para o "Secret Santa", em que cada um compra um presente para uma pessoa cujo foi selecionado ao acaso. Como fui a uma loja chamada Tiger que tem tudo e mais alguma coisa a preços baratíssimos, consegui comprar 4 presentes para o meu Secret Santa e aproveitei para comprar o presente em baixo que achei que combinava muito bem com a camisola de Natal dele:

laurie_at_christmas.JPG

 

E fica a moda de outros colegas:

laura_ian_christmas.png

 

 

A primeira semana no novo emprego

Comecei o novo emprego na terça-feira e devo dizer que, para já estou muito contente com este meu novo emprego. Claro que tinha aquelas dúvidas iniciais:

  • Será que vou gostar do emprego?
  • Será que me vou dar bem com os colegas?
  • Será que vou ter o tipo de responsabilidade que quero?
  • Será que não me vou arrepender?
  • ...

Claro que estas dúvidas ainda não estão completamente de parte já que só lá passei 4 dias, mas para já, estou satisfeita com o que tenho encontrado. 

 

Em termos da função em si comecei a planear as actividades para o ano em antecedência a conhecer o resto da equipa de marketing daqui a 2 semanas quando fôr à nossa sede. Por isso, em termos de trabalho, para já está a ser muito interessante já que tenha a oportunidade de moldar os meus próximos 11 meses da forma que eu considero que vá trazer melhores resultados para a empresa.

  

Em termos dos colegas, eles são todos muito simpáticos. Logo no primeiro dia fomos juntos tomar um copo ao pub após o trabalho para nos conhecermos melhor, e durante a semana deu para perceber que eles são todos super entusiasmados, o que transmite um bom ambiente de trabalho onde as coisas se fazem mais rápida e eficientemente.

 

Em termos do escritório em si, como eles tinham-se acabado de mudar para um novo escritório à 2 semanas atrás, estamos na fase em que vamos pintar o logotipo da empresa nas paredes, e transformar o espaço num local com ar muito moderno e 'coo' já que essa é a ideia que a empresa quer transmitir aos clientes que lá vão. Uma desvantagem a meu ver, à qual ainda me vou ter que habituar é que eles todos gostam de ouvir música enquanto trabalham. Para mim, isso nem sempre dá, já que muitas vezes preciso de estar concentrada no que estou a escrever e a música tende-me a distrair um bocado. Até temos uma playlist no Spotify partilhada onde todos podemos colocar lá música para ouvirmos as nossas preferências. Eu já lá coloquei umas músicas mais Indie mellow (como eu lhes costumo chamar) tipo Lorde e Chvrches para ter uma música mais calminha já que, a meu ver, me ajuda mais em termos de concentração. Claro que se me distrair mesmo muito em certas ocasiões terei que lhes dizer, mas como a música também não está sempre ligada, para já ainda não foi problemática. 

 

Depois outra coisa é que lá todos trabalham com computadores Mac que é coisa a que não estou nada acostumada. Aos poucos começo-me a habituar a usá-lo, mas já tenho tido que fazer várias pesquisas online sobre como efectuar certas coisas no Mac, que são diferentes no PC (como fazer delete; onde está o símbolo £; como guardar favoritos; como guardar ficheiros; etc.; etc.; etc.)

 

Portanto, estou num modo de aprendizagem geral, quer em termos da nova empresa, da indústria, da função e até do computador. Primeiras impressões? Positivas. Espero que assim se mantenham por muito tempo.

Como ter sucesso numa entrevista de emprego em Londres

Como sabem, durante a minha experiência recente de procura de emprego, recebi 3 ofertas de emprego das 4 empresas com que me encontrei para a entrevista face-a-face. Ter conseguido essas ofertas não foi nem por sorte nem por ser uma profissional com um nível de experiencia acima da dos outros candidatos, mas sim porque tenho uma boa técnica de entrevista. Preparei-me convenientemente para todas elas e segui certas regras que são fundamentais para causar uma boa impressão num entrevistador.

 

Passo a deixar as minhas dicas de entrevista que espero também possam vir a ser úteis para alguns dos leitores:

 

Estudar a empresa

 

1. Estudar a empresa

Um dos primeiros temas de conversa durante uma entrevista costuma ser a empresa. Alguns entrevistadores proferem explicar um pouco sobre a empresa e o mercado, outros preferem perguntar o que é que o entrevistado sabe sobre a empresa. Por isso é essencial que tenham lido muito bem tudo sobre a empresa e memorizado uma sucinta, mas eficiente explicação relativa ao que a empresa faz. Não é preciso perderem horas a estudar a empresa para conseguirem ter uma boa definição. Alguns minutos são suficientes para fazerem a seguinte pesquisa:

  • Investigar o website da empresa - ler o "About Us" e ler as páginas relacionadas com o produto ou serviço oferecidos. Tomar notas de todos os pontos essenciais tais como o ano de fundação; o número de escritórios e suas localizações; o número de empregados; a missão, visão e valores da empresa; um pouco da sua história (quem é que fundou a empresa? a empresa já foi comprada ou já comprou outras empresas? a empresa já recebeu alguns prémios, é membro ou parceira de alguma organização de influência na indústria); quais são os principais clientes da empresa. Listar também as características principais do produto ou serviço prestado.
  • Pesquisar pelo nome da empresa no Google - poderão encontrar artigos de imprensa publicados e façam anotações dos temas desses artigos. Podem utilizar a informação destes artigos para criar as questões finais a colocarem ao entrevistador. Não só demonstram que estão interessados em conhecer mais sobre a empresa como também demonstram que se deram ao trabalho de investigar sobre a mesma. 
  • Identificar o tipo de marketing feito pela empresa - leiam o blog, vejam a sua página nas redes sociais tais como Facebook, LinkedIn, Twitter e Google+, subscrevam para a sua mailing list caso haja essa possibilidade. Isto irá permitir-vos perceber qual o tom utilizado pela empresa para comunicar com os seus clientes e stakeholders de forma geral, o que vos permite ter uma ideia do tipo de cultura da empresa. Verifiquem coisas como - o tipo de comunicação efectuada através de texto e imagem é informal e divertida? É formal e profissional? É minimalista? Esse conhecimento irá dar-vos a perceber que tipo de postura e até que tipo de roupa devem levar na entrevista para fazerem entender ao empregador que vocês têm o tipo de personalidade que se vai enquadrar bem na cultura da empresa. 

 

Comparar experiência

 

2. Comparar cada uma das características da descrição do emprego com a vossa experiência 

Anotem para cada item requerido, que tipo de experiência é que vocês têm para satisfazer essa característica, ou, se não tiverem experiência em certos aspectos, indicarem o porque é que pensam que vão ser capazes de satisfazer essas características. Por exemplo:

  • Pedem alguém que tenha a responsabilidade para desenvolver a estratégia e implementar gestão de projectos com um orçamento e prazos de entrega limitados - anotem exemplos de projectos específicos que tenham desenvolvido (se não tiverem exemplos profissionais, pensem em exemplos pessoais), qual o tempo que tiveram para os implementar e qual o budget, indicando também possíveis ideias que tenham tido para conseguirem fazer determinadas actividades para o projecto sem ter que recorrer a fundos financeiros. Pensem também nos resultados do projecto - qual foi o retorno para a empresa?  Quantifiquem o sucesso sempre que possível. 
  • Pedem alguém com capacidade para reportar nos resultados, tendências de mercado e de vendas - anotem experiência relacionada, incluíndo, que tipo de técnicas ou programas tenham utilizado para efectuar essas actividades no passado. Utilizaram um sistema de CRM; tinham um processo semanal para reportar nos resultados ou outros? Mantinham-se a par das tendências de mercado devido à vossa vasta network de contactos? Utilizavam o apoio de uma empresa de pesquisa de mercado? Recebiam Google Alerts para certas keywords e nomes de empresas concorrentes de forma a estarem sempre actualizados nas notícias do mercado?
  • Pedem alguém que seja dedicado, organizado e com forte orientação para o consumidor - anotem exemplos de situações nas vossas vidas profissionais e pessoais em que tenham demonstrado essas características. 

 

Perguntas e respostas

 

3. Escrevam respostas a possíveis perguntas de entrevistas 

Primeiro que tudo pesquisem no Glassdoor pela empresa e emprego em questão para identificar se outras pessoas tenham indicado que tipo de perguntas lhes fizeram na entrevista. Claro que se tiverem a ser entrevistados por uma pessoa diferente, será provável que o tipo de perguntas seja também diferente, mas não deixa de ser um bom ponto de partida para a vossa preparação. E além das possíveis questões indicadas por outros candidatos no Glassdoor, convém que estejam também preparados para responder às 'típicas questões de entrevista' tais como:

  • Fale-me um pouco sobre a sua experiência e como esta se enquadra para este cargo.
  • O que é que pretende conseguir alcançar/fazer durante o seu primeiro mês neste cargo? E ao fim de 3 meses?
  • Porque é que acha que é a pessoa certa para este cargo?
  • Como é que acha que se enquadra nesta empresa e marca?
  • Quais são os seus pontos fortes? E quais os seus pontos fracos?
  • Indique um exemplo de uma situação em que tenha tido um conflito com um colega seu? E com um superior?
  • Como é que lida com críticas construtivas?
  • Descreva-me um dos maiores sucessos profissionais que teve? E um dos maiores insucessos? 
  • Como é que se sente a lidar com personalidades difíceis? Dê exemplos e indique como os resolveu?

Relativamente às vossas respostas notem que nunca devem dizer que não têm exemplos para dar ou que não têm situações negativas ou pontos fracos. O entrevistador quer conhecer-vos e saber como lidam com situações negativas. Dizerem que não têm nenhuma situação, não vos vai ajudar em nada e o entrevistador irá pensar que estão a mentir. No entanto não devem também dar exemplos de pontos tão fracos que possam ser desvantajosos para o emprego ao qual se estão a candidatar, nem exemplos de situações negativas que não conseguiram resolver. Pensem bem que exemplos possam dar. Podem-se referir a pontos fracos que têm mas indicando também o que têm feito para minimizar essa fraqueza. Por exemplo, um dos vossos pontos fracos pode ser não saberem utilizar as redes sociais actuais mas que como têm visto que é essencial estar envolvido nessas redes, já actualizaram a vossa conta no LinkedIn por ser uma rede profissional e que têm começado a utilizar o Google + para poderem seguir as notícias que vos interessam (obviamente não indiquem este como ponto fraco caso a gestão de redes sociais seja uma das características requeridas para o cargo). 

 

Podem encontrar dicas de mais perguntas típicas de entrevistas e exemplos de boas respostas no about.com 

 

Apresentação

 

 

4. Façam uma boa apresentação 

O entrevistador irá criar uma opinião vossa nos primeiros 5 segundos que vos conhecem, portanto certifiquem-se de que essa impressão seja boa:

  • A roupa - ao efectuarem a vossa pesquisa sobre a empresa irão aperceber-se um pouco sobre o tipo de cultura da empresa por isso vistam-se apropriadamente. Por exemplo, se vão a uma entrevista para uma empresa de serviços profissionais com sede na City of London ou Canary Wharf, utilizar um fato é a opção mais correcta. Se forem a uma entrevista para o cargo de designer gráfico numa empresa com sede em Shoreditch, será melhor optarem pelo "cool chic" ou "formal casual". Em caso de dúvida, é preferível que se vistam mais para o formal. O empregador não irá levar muito negativo se forem vestidos demasiadamente formais para a vossa primeira entrevista já que esse é um procedimento normal, mas numa segunda entrevista já poderão ir vestidos de uma forma mais próxima à cultura da empresa visto que já irão perceber melhor como é que as pessoas que trabalham lá se vestem. De qualquer forma, mesmo que a empresa seja extremamente informal, vocês não deixam de estar numa entrevista por isso há certos itens e acessórios que deverão sempre evitar, sendo eles ténis ou chinelas; roupa com nódoas ou mal passada a ferro; acessórios grandes tipo colares, brincos, etc., ou demasiada maquilhagem.
  • O cumprimento - ao olharem para a pessoa que vos vem receber dêem um sorriso simpático e aperto de mão firme e confiante, acompanhado de dizerem algo como "Hello. You must be NOME DELE(A). I'm O VOSSO NOME. It's really nice to meet you!". E ao acompanharem o entrevistador até ao local da entrevista, tentem manter conversa. Geralmente poderão falar sobre como foi fácil encontrar o local do escritório, elogiar a decoração do escritório ou da zona em que se encontram, por exemplo. 

 

Durante a entrevista

 

5. Durante a entrevista 

Descansem na noite anterior à entrevista, releiam as vossas notas antes de entrarem para a entrevista para terem tudo fresco na vossa memória e controlem o nervosismo. É difícil por vezes controlar o nervosismo, mas ninguém quer trabalhar com pessoas que aparentam ser pouco confiantes, por isso mesmo que estejam nervosos, tentem escondê-lo evitando tremer a voz ou as mãos quando falam. A boa preparação prévia é um primeiro passo para se conseguirem sentir confiantes e não estarem tão nervosos já que sabem o tipo de assuntos sobre as quais vão falar. É impossível preparem-se para todas as possíveis questões mas tendo exemplos bons relacionados com as características pedidas na descrição do emprego são fundamentais.

 

Algo que costumo fazer e que costuma funcionar para evitar o nervosismo é concentrar-me a pensar que neste momento não tenho aquele emprego, portanto não tenho nada a perder em ir à entrevista. Vou concentrar-me e dar o meu melhor. Se não passar à fase seguinte é porque talvez aquele nem seja o melhor emprego para mim e algo de melhor ainda há-de aparecer no futuro.

 

Este artigo do Wikihow apresenta 4 técnicas diferentes para ajudar a evitar o nervosismo dependendo do tipo de pessoa que forem, desde exercícios de meditação a técnicas mais racionais para evitar os momentos nervosos.  

 

Acima que tudo sejam positivos na entrevista. Se não tiverem bons exemplos profissionais a dar a certas questões, evitem mentir, e utilizem antes exemplos pessoais. Tentem rir ou trocar uma brincadeira com o entrevistador durante a entrevista se virem que eles estão abertos a isso, já que ajuda a criar uma relacão positiva com essa pessoa e é importante que eles se apercebem de que vocês são pessoas com quem eles gostariam de trabalhar no dia-a-dia. 

 

Outra nota importante é - evitem falar mal do vosso emprego, empregador actual ou país de origem. Se esta fôr a vossa primeira entrevista no Reino Unido, evitem também dizer que se sentem forçados a sair do vosso país devido às condições económicas, más condições de trabalho, etc. Primeiro, o empregador não irá querer contratar uma pessoa que tem problemas com o actual emprego já que pode pensar que a culpa é sua que não é bom profissional ou que não se sabe integrar. Segundo, não irá querer empregar alguém que apenas está a querer vir para o Reino Unido para ter melhores condiçoes económicas mas que no fundo não tinha qualquer interesse em sair do país de origem. Nao só os Britânicos estão fartos de se queixar que os imigrantes da União Europeia vêm tirar os seus empregos, como também empregar alguém nessa situação apresenta o risco de que essa pessoa irá querer voltar para o país de origem assim que tiver melhores condições financeiras.

 

Os empregadores só querem ouvir coisas positivas - que querem vir para o Reino Unido e trabalhar naquela empresa porque sabem que é uma das melhores empresas da indústria (ou que é boa por alguma das razões verificadas durante a vossa pesquisa) e adoravam poder desenvolver a vossa carreira lá; que com a actual globalização sentem que necessitam de trabalhar num ambiente internacional para desenvolver as vossas aptidões pessoais e profissionais; que querem sair da vossa 'zona de comforto' e ter novos desafios, etc.  

 

Após a entrevista

 

6. Após a entrevista 

Nesse mesmo dia ou no dia seguinte, enviem um email à pessoa que vos entrevistou a agradecer o tempo deles, indicando que a entrevista só consolidou o facto de que estão muito interessados naquele emprego e que ficam a aguardar notícias sobre uma potencial segunda entrevista. No about.com podem encontrar vários exemplos deste tipo de emails de agradecimento.

 

 

Espero que estas dicas vos venham a ser úteis. Para quem ainda não chegou à parte da entrevista e está, neste momento, à procura de emprego, no post "Como encontrar emprego em Londres" coloquei muita informação sobre como começar.

 

Boa sorte na vossa próxima entrevista!!