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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Como despedir alguém

Esta semana que passou foi uma das mais difíceis que tive no trabalho até hoje. Tinha sido informada na sexta-feira anterior, que a nossa empresa ia ter que fazer cortes de pessoal - 80 pessoas para ser exacta, e no nosso escritório seriam cortadas 19 pessoas, entre elas 3 membros da minha equipa. Os cortes iam ser anunciados na quarta-feira que passou, por isso passei o fim-de-semana e os primeiros dois dias da semana a preparar-me para fazer o inevitável. Durante esses dias também tentei encontrar alternativas para manter dois dos membros da equipa, na empresa, ao encontrar-lhes outras posições dentro da nossa empresa mãe (a empresa que comprou a nossa, no ano passado). Para um deles não seria possível muda-lo para a outra posição que tinha em mente, por ser uma função significativamente diferente daquela que ele actualmente estava a fazer. Assim sendo, o seu posto teria que ser anunciado como estando em risco de terminação, para que ele depois pode-se candidatar-se à outra função. Para o outro, o posto que tinha em mente faria efectivamente a mesma função, mas iria fazer parte de outra equipa, e iria apoiar ambas as empresa, em vez de apoiar só a nossa. Consegui que a sua mudança para o novo posto fosse aprovada, e assim o seu emprego deixou de ficar em risco. 

 

Na quarta-feira, quanto mais se aproximava da hora em que o nosso patrão ia anunciar as más notícias a todos, mais eu ficava nervosa. Eu tinha preparado exactamente o que ia dizer, de acordo com o que me foi enviado a mim e aos outros gerentes de departamento, pelos Recursos Humanos, mas isso não me deixava acalmar. Estava prestes a virar do avesso a vida de algumas das pessoas com quem tinha trabalhado ao longo de mais de um ano, em ambos os casos, por isso não conseguia deixar de me sentir mal pelo que ia ter que fazer. 

 

A primeira reunião que tive nessa tarde, foi com as pessoas da minha equipa cujas funções não estavam em risco, incluíndo a do que eu tinha conseguido mudar para outra função semelhante de forma a não perder o emprego. Eu estava satisfeita por ter conseguido isso, mas ele não ficou nada satisfeito. Foi a pessoa que recebeu as notícias de pior forma e disse que nunca quereria ir trabalhar para a empresa mãe, que agora considerava como a grande, má, empresa corporativa que fez com que os amigos ficassem sem emprego, e que o mudou a ele de função sem o seu consentimento. Ele quase que gritava de tão zangado que estava, o que me surpreendeu totalmente. Parecia que não estava a ter qualquer consideração pelos colegas que tinham os seus cargos prestes a ser eliminados, ao começar a queixar-se que teve uma alteração de equipa, como se esse facto fosse pior que o de ter o cargo eliminado. 

 

As outras reuniões com cada um, a que tive que dar a notícia de que as suas funções iam ser eliminadas, correram melhor. Eles claro que não estavam nada contentes, mas foram mais profissionais do que o primeiro. 

 

De forma geral, não foi nada fácil ter estas conversas, nem passar pelos dias seguintes num escritório que estava reduzido a 60% das pessoas que tinha anteriormente. E como se isso não fosse suficiente, o departamento inteiro de Marketing foi reestruturado para unificar as duas empresas a nível de marketing, o que também feriu algumas pessoas com as mudanças a nível de linhas de gerência. Esse vai ser uma outra dificuldade com que vou ter também que lidar. 

 

Já tinha estado antes numa empresa que fez despedimentos, mas eu tinha sido uma das pessoas a sair, como tal, ainda não tinha passado por este nível de reestrutura e mudanças, e verifico que efectivamente não é um processo que esteja a ser fácil de ultrapassar. Espero pelo melhor para as próximas semanas, mas a ver vamos. Todas as pessoas lidam com situações como esta de formas diferentes, e nem sempre é fácil lidar com todos os tipos de personalidades. Se alguém tiver experiência em lidar com pessoas difíceis no trabalho, gostava de ouvir qualquer conselho que tenham para dar. 

O poder da mulher no trabalho, na vida, na política, na moda - um dia na Stylist Live

Ontem passei o dia no Stylist Live, um evento organizado pela revista Stylist que é oferecida ao público junto às estações de transportes principais de Londres todas as quartas-feiras. Para quem não conhece a revista, a Stylist tem sido um autêntico fenómeno de sucesso dentro das revistas femininas, porque ao contrário da maioria, não se concentra em bisbilhotices sobre as celebridades, mas sim apresenta jornalismo inteligente que trata de temas tais como o papel da mulher no ambiente de trabalho, entrevistas com mulheres que ofereçam inspiração para outras, viagens, eventos e moda. Todos os anos organiza um evento que conta com várias palestras, uma zona de passarelle de modelos, workshops, assim como uma zona de exibição onde há desde cabeleireiros e salões de unhas que embelezam as participantes gratuitamente, até várias marcas de moda, joalharia, comida, bebida, etc. que apresentam os seus produtos e oferecem imensas amostras. 

 

Digamos que passei lá todo o dia e não fiquei aborrecida. Gostei principalmente do que aprendi durante as palestras. A primeira que ouvi foi dada pela fundadora da marca de papelaria Kikki.K, Kristina Karlson, que focou no valor de manter um diário. Ela escreve 3 páginas no seu diário todas as manhãs, mas ao contrário da forma como geralmente pensamos sobre um diário, onde escrevemos para mais tarde recordar, no caso dela, ela escreve para deixar sair todos os seus pensamentos, mas nunca mais volta a ler as páginas que escreveu, e muitas vezes, até queima o que escreveu. A lógica dela é que, ao deitarmos para fora num papel tudo o que vai na nossa mente nesse dia, ajuda a reflectir no que nos tormenta e no que nos torna feliz, ajudando a contrabalançar as ideias e tomarmos acções para o dia que está pela frente. Ainda nunca tinha pensado bem nesse benefício que um diário pode trazer, mas acho que o que ela diz tem muita lógica. Sem dúvida, quando coloco as ideas no papel, ajuda-me a pensar mais sobre elas e a reflectir em possíveis soluções, caso uma solução seja necessária.  Acho que muitas pessoas conseguem alcançar o mesmo tipo de resultado quando fazem meditação. No meu caso, costumo fazer esse tipo de reflexões quando vou correr junto ao canal ou no parque. O ar da rua e silêncio matinal também costumam ajudar-me a reflectir sobre o dia, e sobre as coisas boas e as coisas que me atormentam de forma geral. Mas gostei da sugestão do diário também como uma boa alternativa para passar os pensamentos. 

 

Uma outra palestra que achei interessante foi a discussão entre os autores de dois recentes livros 'Everywomen: One woman's truth about speaking the truth' e 'How not to be a boy'. Respectivamente, estou-me a referir a Jess Phillips, que é uma MP do Partido Trabalhista que representa Birmingham e o actor/comediante Robert Webb. A Jess é conhecida pela sua luta pela presença de mais mulheres no Parlamento e o seu livro fala sobre as várias situações por que as mulheres passam ao longo da vida onde são humilhadas por homens ou forçadas a passar por situações que não querem passar, e o livro oferece ideias e sugestões que podem ajudar essas mulheres a aperceberem-se de que têm o direito e dever de dizer que não, ser mais fortes, acreditar mais em si mesmas, e lutar pelo que querem. O livro do Robert retrata a sua própria infância e as dificuldades por que passou ao crescer como um rapaz sensível que gostava de poesia e detestava desporto numa sociedade onde os rapazes deviam fazer exactamente o oposto daquilo que ele queria, e onde fala também da sua próxima relação com a mãe e da sua dificuldade em ultrapassar a morte dela quando ele tinha apenas 17 anos. A forma como apresentaram os livros foi extremamente atraente, e resultou em grandes filas com pessoas a esperarem para ter os seus novos livros assinados pelos autores. 

 

Outras palestras de interesse foram uma onde Jess Phillips, Catherine Mayer (a co-fundadora do Partido da Igualdade das Mulheres) e Nimco Ali (Activista pelos direitos sociais, geralmente relacionados com a igualdade das mulheres, raça e religião) falaram sobre a importância de cada uma de nós estar atenta à política nacional, a importância do voto, e porque é que não devemos ignorar o que se passa à nossa volta a nível político. Gostei também muito de uma outra onde a empreendedora Debbie Wosskow falou da sua história, lutas e sucessos relacionadas com o lançamento e venda de duas empresas e, do seu actual projecto Allbright, que é efectivamente uma organização que oferece treino  e apoio financeiro para mulheres que também querem lançar a sua própria empresa. Fica a informação sobre esta organização, caso esta venha a ser útil para algumas das leitoras do blog. 

 

De forma geral, foi um dia muito bem passado e voltei para casa cheia de entusiasmo e com novas ideias para aplicar no meu dia-a-dia. 

 

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Como complicar uma viagem de trabalho

Na semana passada fui a Berlim a uma conferência onde íamos ter um stand e fazer uma apresentação.

 

Cheguei a Berlim na quarta à noite, fui do aeroporto para o centro da cidade de comboio, lá sempre com a preocupação de sair na estação correcta. Quando estava já em Aleksander Platz, estava a mandar mensagem para os meus colegas que já lá estavam, acerca do horário para nos encontrarmos no dia seguinte. E é no momento em que escrevo sobre os preparativos e todas as coisas que tinha comigo para levar para a conferência, que olho para baixo e reparo que não tinha a minha bagagem comigo. Com a preocupação de sair na estação correcta, tinha deixado a mala no comboio!  Mal queria acreditar que tinha sido tão distraída ao ponto de me esquecer da mala. Voltei a correr para a plataforma mas claro que o comboio já lá não estava e, como eram cerca de 22h também não consegui encontrar staff nenhum pela estação. Fiquei com aquela sensação de incapacidade, sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo sem a possibilidade de fazer nada. Lá encontrei a zona de informações que tinha apenas alguns números de telefone indicados, mas as linhas apenas estariam abertas no dia seguinte. 

 

Ali estava eu, em Berlim, às 22h da noite, quando já estava tudo fechado, com mais nada para além do que tinha na minha mala de ombro. No hotel lá me deram uma escova e pasta de dentes, e na recepção havia forma de carregar o telemóvel, por isso ao menos isso. 

 

Pensei que no dia seguinte podia comprar roupa para usar na conferência, visto que estava vestida um pouco casualmente com calças de ganga, mas rapidamente apercebo-me de que era um feriado na Alemanha, e na Alemanha todas as lojas estão fechadas aos feriados. Perfeito! 

 

Como a conferência só começava pela parte da tarde, ainda fui ao centro de Perdidos e Achados numa estação no Este de Berlim. A pessoa que me atendeu não falava uma palavra de Inglês o que não ajudou nada, mas deu para perceber que tinha que ir online para indicar a perda da mala, e só no dia seguinte é que talvez eles tivessem alguma novidade acerca da mala. 

 

Até então ainda não tinha telefonado ao meu escritório a indicar que tinha perdido todas coisas que tínhamos preparado para trazer para o evento, com esperança de que ali fosse encontrar a mala. Mas lá tive que fazer o telefonema. Como o meu patrão vinha no dia seguinte, ele podia trazer mais material e, entretanto, tínhamos que nos aguentar com as poucas coisas que um outro colega que lá estava também tinha trazido. 

 

As coisas lá se resolveram entre eles os dois, e eu tive que ir para a conferência de calças de ganga, mas não tinha mesmo escolha. Apesar de só ter trazido roupa para 2 dias tinha lá dentro coisas com algum valor que não iam deixar de ser uma chatice de substituir. Ao fim de sexta-feira ainda não havia sinais da mala e eu tinha que voltar para Londres. Já estava conformada que não ia voltar a ver a mala. Entretanto, esta tarde, ao fim de 5 dias de ter deixado a mala naquele comboio, recebo um e-mail dos Perdidos e Achados a dizer que tinham encontrado uma mala. Respondi logo, mas ainda não sei se é a minha.

 

Enfim, resumo da história, fiquem sempre atentos às malas, principalmente se as colocarem num compartimento onde a mala não vai estar à vista. E sem dúvida que aconselho colocarem sempre uma etiqueta com o vosso nome e endereço de email ou telefone. Eu tinha só o nome e o email, e acho que foi através da informação nessa etiqueta que entraram em contacto comigo visto que o seu email não fazia referência ao facto de eu ter submetido um alerta de perca da mala. A ver vamos. Espero que me reencontre com a mala e sem dúvida que vou ter muito mais cuidado de futuro. 

 

Por um lado mais positivo, a temperatura em Berlim estava óptima e só me fez apetecer voltar lá em férias. 

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 Margem do Rio Spree no SpreeBogenPark

O poder do Instagram como plataforma para novas celebridades

Como trabalho para uma tecnologia de marketing que está altamente envolvida com as redes sociais, no outro dia organizei um evento para os nossos clientes e, como parte do evento, quis incluir uma discussão entre 'micro-influencers' no Instagram. Ou seja, pessoas que tenham bons feeds de Instagram com cerca de 8.000 a 80,000 seguidores. Tivemos 3 Instagrammers e, entre elas, rapidamente descobri que a mais popular das três, com mais de 63,000 seguidores, era Portuguesa. Chama-se Mia Soarez, e conta com o nome de perfil nas redes sociais de Silver Girl. Já começou à alguns anos a postar maioritariamente sobre moda, e tem também um perfil no YouTube e está a começar a fazer mais com o music.ly também. 

 

As outras duas Instagrammers eram a Andrea Cheong e a Shelley Morecroft. Todas elas têm um feed virado para a moda, viagens e estido de vida, mas cada um dos feeds tem a sua personalidade distinta. Achei muito interessante a discussão entre as três e as histórias que partilharam relativamente ao seu sucesso no Instagram. A Mia que, me pareceu ser a mais jovem de todas, basicamente passou grande parte da adolescência a postar no Instagram, enquanto que as outras duas começaram mais recentemente. Nos três casos, o que tinham em comum, é que postam frequentemente, são muito selectas na qualidade das fotos que colocam no Instagram, e querem que as suas personalidades estejam representadas nas fotos. Elas sabem que os seus seguidores, decidiram começar a segui-las porque gostam da consistência do seu feed, e elas próprias indicaram que os seus posts não perfomam tão bem se não tiverem sempre os mesmos cuidados. 

 

Uma das partes interessantes da discussão foi quando começaram a falar sobre como trabalham com marcas. Todas elas são contactadas regularmente por marcas que querem que elas publiquem fotos com os seus produtos, quer estes sejam acessórios, roupa ou hotéis, restaurantes, etc. Algumas das marcas pedem para que façam posts sem oferecer contrapartida; outras vezes oferecem-lhes os produtos gratuitamente, em troca de uma foto e referência nas suas redes sociais; outras vezes as marcas pagam-lhes para isso, e em alguns casos mais especiais, as marcas convidam-lhes para participar nas suas próprias campanhas de publicidade, como se de modelos se tratassem. O que achei positivo por parte das três é que, em todos os casos, dizem que só porque uma marca lhes possa oferecer produtos ou dinheiro para que coloquem fotos sobre os seus produtos, elas confirmam que só o fazem se efectivamente gostarem das marcas e acharem que estas marcas estão relacionadas com as personalidades que transmitem nas redes sociais. Elas sabem que se começarem a fazer posts que sejam pura publicidade sem ter qualquer interesse no produto em questão, os seus seguidores vão notar essa falsidade e vão deixar de estar interessados em seguir os seus perfis. 

 

As suas actividades com marcas também significam que têm o seu tempo-livre limitado e, por isso duas delas decidiram trabalhar para o seu Instagrama, blog e relações com marcas a tempo inteiro. É uma decisão arriscada, mas ao deixarem o seu trabalho normal, também significa que têm mais tempo para criar mais e melhores fotos com o intuito de crescer a sua rede de seguidores e, consequentemente, poderem cobrar mais caro às marcas que querem trabalhar com elas. 

 

Outros assuntos que também foram discutidos incluíram o próprio acto de tirar as fotografias. Sendo que elas são a 'modelo' em muitas das suas fotografias, como é que elas fazem para tirar a foto? Todas elas tinham alguém que lhes tira essas fotos ou utilizam um triped. Num caso é um amigo que tira as fotos, noutro caso era outra Instagrammer que lhe tirava fotos e, basicamente tiram fotos uma à outra para os seus respectivos feeds no Instagram. 

 

Gostei muito de ouvir a sua experiência e perceber melhor o tempo e dedicação que têm que dar a cada foto, mas o que é mais interessante é que, estes são exemplos de raparigas que há alguns anos atrás, só poderiam conseguir o mesmo nível de reconhecimento e trabalho, se tivessem certos requisitos que as agências de modelos considerassem bons para as poderem representar em frente a marcas. Hoje em dia, no entanto, qualquer pessoa pode ser modelo, trabalhar com campanhas de marcas e ter os seus momentos de fama, através das suas próprias redes sociais. Estas redes passaram o poder para as mãos do indivíduo em vez das agências e o seu sucesso nunca foi tão pessoal como o que é hoje em dia com as redes sociais. 

 

A Mia chegou a publicar uma foto no seu Instagram no dia em que foi ao nosso evento por isso aqui fica a mesma:

 

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A dificuldade de encontrar candidatos a um emprego

Estou a recrutar pela primeira vez para uma posição permanente, mas isto é muito mais difícil do que pensava. E porquê, quando há tantas pessoas à procura de empregos? Possivelmente uma das razões é por não ter investido o suficiente em publicidade, mas principalmente porque simplesmente parece que as pessoas candidatam-se a qualquer emprego sem ter qualquer tipo de experiência relevante para o que é pedido. Eu preciso de um profissional com experiência específica incluíndo bons conhecimentos práticos a trabalhar com o software de automação de marketing - Marketo, para além de experiência com Salesforce, HTML, alguns conhecimentos de design para poder criar os emails e páginas de web e boa qualidade de escrita. Quase todas as empresas B2B hoje em dia têm alguém neste tipo de função por isso não devia ser assim tão difícil, mas já recebi CVs de candidatos que não têm conhecimento de nada do que é pedido. Se precisam de ganhar experiência então devem-se candidatar a um tipo de função mais júnior, não será? Achei que devia comentar aqui sobre o assunto porque caso andem à procura de emprego, aconselho a que tenham isso em consideração e simplesmente evitem perder o vosso tempo e o tempo dos empregadores ao candidatarem-se para empregos que não se adequem de forma alguma à experiência ou qualificações que têm. Quando querem mudar de área a solução passa por tirarem um curso relacionado ou ganhar experiência através de voluntariado nessa área antes de começarem a canditar-se a empregos da área. Se se candidatarem apenas aos empregos relevantes, cujos requerimentos se assemelham muito à vossa experiência, e enviarem uma boa carta de apresentação que indica a razão pela qual são os melhores candidatos para a função, vão ver que vão ter muito maior sucesso na taxa de respostas.  

 

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 Fonte da image: www.networks3r.com

 

No entanto, e já que estou aqui a falar sobre este emprego, se conhecerem alguém com o tipo de experiência indicada em cima por favor enviem-me um email (o email está no perfil) com o CV que eu envio de volta mais informação sobre o cargo em questão. 

 

 

A psicologia do dinheiro

Este post não vai entrar assim tanto na área da psicologia como o título do post indica, mas apenas acho interessante observar o meu próprio comportamento face ao dinheiro, agora que vou ficar um tempo indefinido sem emprego. 

 

E que comportamento é esse, perguntam vocês. E fica a resposta:

  • Se não é essencial, não compro - ainda há pouco tempo estava disposta a gastar quando queria, sem exageros, mas também sem remorsos. Isso mudou completamente. É como se o meu cérebro tivesse voltado uns anos atrás no tempo. De repente, passo a pensar em tudo duas vezes antes de tomar uma decisão de comprar o que fôr. Comer fora é para esquecer e quando vou socializar tenho muito cuidado com o orçamento. E é só isso. Comida e bebida e algumas coisas essenciais para a casa que têm que ser substituídas são as únicas coisas que preciso.
  • Passo muito mais tempo em casa. Fiquei em casa ontem e hoje à noite. Duas noites seguidas em casa? Nem me estou a reconhecer. Mas o facto é que não tenho sequer aquele interesse habitual em ir a eventos, ver galerias, socializar ou o que quer que seja que eu faça após o trabalho. 

 

Mas faz parte do processo. Nem sequer me sentiria bem comigo própria se não tomasse estes cuidados já que não sei quanto tempo vai demorar até conseguir um novo emprego. Agora o problema é que nesta altura crucial de procura de emprego em que devia estar constantemente a falar com agências de recrutamento e potenciais empregadores, tenho férias marcadas!! Não sei ainda muito bem como vai ser a minha atitude em termos de dinheiro durante as férias, mas também não quero deixar de aproveitar a viagem já que tenho tudo tratado e marcado à muito. Enfim, vou tentar limitar-me a um orçamento pre-estipulado e esticá-lo ao máximo que conseguir sem ter que abdicar de muita coisa. Não é a situação ideal ter que andar a contar tostões mas quando tem que ser, tem que ser.

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Fonte da imagem http://consultoriopsicologiamatosinhos.blogspot.co.uk/

 

O Dia D aproxima-se

Cada vez que digo a alguém sobre o que sucedeu na empresa olham para mim como se fosse uma coitada e dão-me imensas dicas sobre o que eu devo fazer etc. Esquecem-se de me perguntar primeiro como é que eu me sinto com a situação antes de assumirem que estou aqui para morrer. Claro que não é ideal, mas sinceramente não precisam de olhar para mim como se fosse uma coitada. As pessoas fazem-me sentir como se eu devesse estar muito preocupada com o assunto, mas efectivamente, não estou. Se for despedida não será pelo meu mau desempenho porque eu tenho imensos resultados que provam que tenho feito um bom trabalho para a empresa. Eu sei que as coisas se irão resolver mais cedo ou mais tarde caso seja despedida no dia D, que será esta próxima sexta-feira. É preciso manter uma mentalidade positiva nestas situações porque, é quando as pessoas se deixam ir abaixo que se torna mais difícil continuar em frente porque o medo e o stress serão evidentes em potenciais entrevistas, o que não conta nada a favor do entrevistado. De qualquer forma, até saber o resultado final continuarei a fazer o meu trabalho como normal, enquanto me candidato para novos empregos nas horas vagas, pelo sim, pelo não.

 

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Imagem retirada: LeadStrategic.com

 

Já nem me lembrava bem do tempo que cada uma destas aplicações demora - no domingo queria ter enviado candidaturas a pelo menos umas 3 empresas, mas o processo de candidatura da primeira empresa a que me candidatei foi tão longo e minucioso que só consegui mesmo candidatar-me a essa. Uff! Demora tempo, mas acho importante dedicar esse tempo para ter a certeza que se envia uma aplicação o melhor possível. 

 

Acho interessante ver a reacção de alguns colegas perante esta situação, principalmente o Vendedor Júnior que passava o tempo antes a querer que chegassem as 18h para poder ir para casa e evitava ao máximo possível fazer telefonemas (que é o trabalho dele), mas desde que houve o aviso de despedimento, passa o tempo todo ao telefone. Pois, quando se vê assim perante a pressão de perder o emprego, lembra-se logo que quer fazer um bom trabalho. Se calhar é tarde demais, não? 

 

Hoje um colega meu faz 1 ano de aniversário na empresa. Cada vez que há um aniversário da empresa, o empregado recebe um pequeno presente simbólico (tipo um fio com o logotipo da empresa). Cada vez que se dá esse presente também se escreve um cartão a agradecer por todo o trabalho que essa pessoa tem feito na empresa. Desta vez era a minha vez de escrever no cartão. Eu escrevi algo como "Feliz aniversário de um ano na empresa. Desculpa, mas não me parece correcto escrever o resto da mensagem habitual. Espero que gostes do teu fio". Ele achou muita piada à mensagem. Ao menos valeu para o colocar bem disposto. 

 

A minha reunião com os Recursos Humanos vai ser amanhã. Eu sei o que vou dizer, mas sei que a reunião não vai significar para nada. Irão despedir a quantidade de pessoas que precisarem de cortar em salários por isso nada que eu diga vai fazer uma grande diferença, mas a ver vamos. Eu irei preparada de qualquer forma, e depois logo se vê.

Como ser freelancer em Londres: 7 Dicas

Pela primeira vez o Tuga em Londres conta com um 'guest post'. A autora deste post é a Raquel Jamanca, freelancer e responsável no simplesmoda.com. Sendo uma freelancer profissional, a Raquel vem-nos contar os detalhes sobre como se estabelecerem como freelancers em Londres:

 

"Como trabalhadora em marketing digital, a decisão de trabalhar por conta própria como freelancer foi tomada com muita pouca hesitação. A área de internet tanto em design, programação, e marketing tem crescido muito estes últimos 10 anos. O mercado de trabalho nesta área é também positivo, sendo que existe mais demanda do que trabalhadores, e sempre quis mais flexibilidade com o meu tempo para poder escolher quando e como quero trabalhar.

                           

Sou freelancer na área de SEO (search engine optimisation/“otimização de motores de busca”) á coisa de 2 anos, tenho no total 7 anos de experiência nesta área, e também alguns bons contatos que facilitaram esta transição de funcionária efetiva e full-time a freelancer.

 

Claro que com esta nova sensação de “falsa liberdade”, vêm muitos riscos… não tenho um ordenado garantido ao final do mês, ferias pagas ou outros benefícios, e o sucesso e processo administrativo da minha empresa é a minha responsabilidade. 

 

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Freelancers num café. Fonte: seriouseats.com

 

 

Como muitos amigos e amigos de amigos, sempre me perguntam sobre esta opção, achei pertinente partilhar também aqui no Tuga em Londres algumas dicas sobre como começar a ter sucesso nesta área aqui por terras da rainha:

 

 

1 - Ltd Company X Umbrella company

 

A primeira coisa a decidir são as legalidades de como vais trabalhar e pagar impostos.

 

Aconselho a formarem uma empresa ou ‘Ltd company’, se pensam em trabalhar por mais de 3 meses, ou utilizar uma 'Umbrella company' se quiserem fazer apenas um ou dois contratos em menos de 3 meses.

 

O que é a ltd company, e as suas vantagens?

 

A ltd company é basicamente uma empresa que formas, onde as responsabilidades dos directores neste caso o freelancer são limitadas, ou seja o freelancer e a empresa são consideradas duas entidades diferentes.  O registo é feito no website da Companies House  e em menos de duas semanas terás a tua empresa oficialmente formada.

 

As vantagens: preferível com clientes, mais profissional, custos de trabalho como transporte e alimentação são pagos pela empresa, e oferece mais opções de poupança de custos no que diz respeito a impostos.

 

O que é uma umbrella company, e as suas vantagens?

 

A umbrella company é uma opção oferecida a freelancers, onde esta atua como o empregador. È a opção mais fácil para quem quer fazer contratos a curto prazo, e não quer o trabalho administrativo que a ltd company traz, mas é também a opção mais cara.  

 

As vantagens: requer menos administração, em termos de impostos e o envio de facturas para os clientes, não requer período mínimo e o registo é rápido.

 

 

2 - Aprenda o necessário sobre Impostos e National Insurance

 

A estrutura e requisitos para Impostos e National Insurance (segurança social), variam dependendo do set up que tem. Se optar por uma ltd company terá de registar a sua empresa para corporation tax no website da HMRC após a incorporação. Como tenho uma ltd company estes são os custos que tenho que considerar no que diz respeito a Impostos e NI (National Insurance) :

 

 Corporation Tax  (impostos no lucro da minha empresa).

 Employers NI  (custos de NI da empresa por me pagar um ordenado como diretora).

 Personal Tax  ( impostos que pago anualmente por receber dividendos da empresa) .

 

Aconselho a contratarem um contabilista que seja especialista na sua área, é um pequeno custo para a sua empresa mas um investimento que lhe irá poupar tempo e dinheiro, além de dar mais legitimidade e profissionalismo.

 

 

3  - Como conseguir trabalho

 

Eu penso que cada área de especialismo oferece diferentes métodos e ferramentas para conseguir trabalho.

 

Um website e portfolio são essenciais, e para categorias de internet onde me especializo, os trabalhos em design e programação web não faltam. O importante é também escolher se prefere trabalhar para agencias e empresas grandes, ou negócios pequenos e locais, pois as formas de conseguir trabalho são um pouco diferentes.

 

Eu neste momento consigo trabalho através de contatos em agencias de emprego e ex colegas, mas se não tem nenhum contacto em Londres aconselho que :

 

  • Tenha um website e/ou portfolio onde expõe a sua experiência e trabalho de uma forma clara e concisa.
  • Crie um perfil completo no LinkedIn, e anuncie no header se está disponível para trabalho, siga grupos e empresas da sua área.
  • Registe-se com empresas de trabalho que se especializem na sua área. Vitamin T, Major Players e Aspire são algumas das melhores para web e design.
  • Use um website de emprego, como o indeed.co.uk, este site tem um motor de busca que apresenta resultados tanto do site deles como de outros como o Monster ou Total Jobs, o que lhe vai poupar tempo na pesquisa.

 

 

4 - Quanto cobrar

 

O assunto sobre quanto cobrar, foi com o qual tive mais dificuldade no inicio, claro que não queria cobrar a menos e perder dinheiro ou cobrar a mais e perder trabalho. Por isso agora tenho uma faixa de preços em vez de um preço fixo, que depois negoceio com o cliente dependendo do orçamento disponível, o nível de experiência necessária e a duração do contracto. Um contrato a mais de 3 meses requer o lado da faixa mais alta, e um contrato mais longo requer o lado da faixa mais baixo.

 

Normalmente os freelancers cobram um preço ou rate por dia a partir de £100, com trabalhos mais especialistas e de mais experiência como programadores de aplicações de telemóvel a cobrarem mais de £400 por dia! Mas para dar uma ideia de preços estas são as faixas a considerar:

 

1-3 anos de experiência = £100 a £200 por dia

3-6 anos de experiência = £ 200 a £300 por dia

6 anos + = £300 a £500 por dia

 

Outra forma de calcular quanto cobrar, é simplesmente adicionar 30% de aquilo que seria o seu ordenado anual se tivesse um trabalho efetivo, e dividi-lo pelo numero de dias no ano (sem contar com fim de semanas e feriados).  Existem também algumas calculadoras online que ajudam imenso: http://ournameismud.co.uk/fraq/

 

E se tiver alguma dúvida, o melhor é mesmo falar uma agencia de recrutamento.

 

 

5 -  Concorde os termos e condições do trabalho em um contrato

 

Normalmente os clientes preparam o contrato, com os termos mais vantajosos para eles. Nunca tive qualquer problema com os termos propostos, mas sempre confiro termos de pagamento e responsabilidades e condições para com informação sensível sobre o seu negocio.Se optar por usar uma umbrella company, eles normalmente lidam com esta parte.

 

Na eventualidade de precisar de escrever o contrato existem vários exemplos online, pessoalmente acho que este é muito bom : http://stuffandnonsense.co.uk/projects/contract-killer/

 

 

6 - Como cobrar

 

Se usar uma umbrela company, eles são responsáveis por enviar faturas em seu nome para os seus clientes. Quando recebem o pagamento eles descontam a cota deles e impostos antes de transferir o restante para a sua conta bancária.

 

Como ltd company, deverá abrir uma conta bancária apenas para o seu negócio (business account), para poder receber pagamentos. Pode demorar quase um mês a abrir uma business account em Londres, por isso aconselho a fazerem o pedido assim que tiverem a empresa registada.

 

A frequência para o envio de facturas terá de acertar com o cliente antes de assinar o contrato, mas normalmente é aceitável enviar facturas semanalmente com pagamentos a serem efectuados num prazo máximo de 30 dias.

 

 

7 -  Mais vale poupar do que remediar

 

Como o trabalho nunca é garantido, é muito importante ter algum dinheiro poupado para a eventualidade de não conseguir um trabalho quando necessário, ou existirem atrasos com o pagamento por parte do cliente.

 

Eu pessoalmente sempre tenho um montante guardado que me garanta sobreviver 2/3 meses para o caso de não ter qualquer rendimento. Uso uma conta de poupança cash-isa pois oferece maiores taxas de juros e também porque posso levantar o dinheiro quando quiser e sem qualquer penalização."

Novo chefe

Acabei de reparar que o Blog dos Blogs do Sapo escreveu um post com uma seleção de posts de 2014 de vários bloguistas e um dos posts do Tuga em Londres está destacado como um dos posts que os chocou mais este ano.  Foi um post que escrevi à quase um ano atrás sobre a minha chefe na altura. Bem me lembro o desespero com que andava por alturas de Novembro e Dezembro de 2013 quando queria desesperadamente sair daquela empresa...

 

 

Um ano depois, felizmente já não tenho problemas com chefes e estou a trabalhar com uma equipa de pessoas que, além de competentes, são simpáticas e agradáveis de se trabalhar de forma geral, o que sem dúvida faz uma diferença enorme ao nosso bem-estar no trabalho.

 

Agora até que tenho um novo chefe que é um colega que foi promovido no final de Dezembro perante a saída do nosso chefe anterior. Sempre nos demos muito bem como colegas, e até agora, durante estes primeiros dias no seu novo posto, ele não parece ter demonstrado grandes mudanças de comportamento relativamente a nós. Só com o decorrer dos meses se vai ver melhor se a nova posição lhe vai afectar o comportamento de forma negativa, mas espero que não e acredito que não o afecte. Até que ele ainda nem sequer se mudou da secretária onde sempre esteve para o escritório ao qual efectivamente ele agora tem direito de utilizar. Tenho que concordar que agrada-me essa sua atitude porque assim, ajuda a não criar o distanciamento que eventualmente começariamos a ter caso ele se mudasse para o escritório. Mas, ainda estamos no início e, talvez ele ainda se decida a mudar para lá, talvez ele mude a sua atitude um pouco se começar a tiver pressão dos executivos para alcançar objectivos, etc., mas para já, tudo bem. A ver vamos...

 

Fonte: toonpool.com

 

Dia da Camisola de Natal

Se já tiverem passado pelas ruas do centro de Londres hoje, concerteza repararam que há algo diferente, ou melhor, algo semelhante entre muitas pessoas - estão a usar camisolas de Natal. E isto porque hoje é o dia "oficial" da Christmas Jumper Day "patrocinado" pela organização 'Save the Children' com o objectivo de que as pessoas que participem ao levar camisolas de Natal para o trabalho, façam uma doação de dinheiro para esta organização. 

 

Com ou sem a intenção de ajudar esta organização, o facto é que os Britânicos ADORAM camisolas de Natal. Quanto mais exageradas melhor. Há aquelas com sinos cozidos, há as que têm bolas ou narizes de bonecos de neve espetados, há as que têm música de Natal, ou aquelas que têm uma fogueira que tem luzes para fazer o efeito como se a fogueira estivesse acessa. 

 

No meu escritório houve pelo menos uma pessoa a usar uma camisola de Natal todos os dias desta semana, sendo que o auge das camisolas de Natal foi ontem porque tivemos a nossa festa de Natal do escritório e decidimos ir com elas vestidas. 

 

Por acaso não sei se em Portugal também existe este hábito das camisolas de Natal hoje em dia? Quando eu vivia por Lisboa não me lembro que os adultos se divertissem a usar camisolas de Natal, mas aqui sem dúvida é uma das coisas essenciais da diversão Natalícia. Tenho pena de que vou perder uma 'Christmas jumper house party' que vai decorrer mesmo no dia em que eu vou para Lisboa passar o Natal, mas ao menos já me vinguei ao usar a minha grande camisola cor-de-rosa com um esquilo felpudo na neve durante a festa de Natal de ontem 

 

Antes da festa ainda trocamos presentes para o "Secret Santa", em que cada um compra um presente para uma pessoa cujo foi selecionado ao acaso. Como fui a uma loja chamada Tiger que tem tudo e mais alguma coisa a preços baratíssimos, consegui comprar 4 presentes para o meu Secret Santa e aproveitei para comprar o presente em baixo que achei que combinava muito bem com a camisola de Natal dele:

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E fica a moda de outros colegas:

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