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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Novo documento revela direito dos Europeus residirem cá pós-Brexit

Hoje a Primeira-Ministra Britânica, Theresa May, avançou com o primeiro documento oficial que indica os 12 princípios fundamentais que ela pretende colocar em prática para que Brexit tenha efeito. Entre esses princípios, está a indicação do que ela pretende que suceda com os Europeus que actualmente estão a viver no Reino Unido. Aguardei a manhã ansiosa para poder ler o que estava escrito nesse documento, mas afinal o que lá indicava, não era nada mais do que os princípios fundamentais do Brexit, que já anteriormente tinham sido anunciados pela Primeira-Ministra - de que o Reino Unido pretende assegurar o direito dos actuais residentes da UE se manterem no país e dos actuais Britânicos de viverem no estrangeiro, de permanecerem lá. Isso já sabíamos, mas o documento ainda não dá quaisquer garantias aos actuais residentes. 

 

No entanto, o Secretário do Brexit, David Davis, ao anunciar a informação do documento disse - "I will not be throwing people out of Britain." E no documento está escrito que o Governo Britânico reconhece a contribuição que os membros da UE têm feito para a economia e comunidades do país". Tudo isso é indicativo de que efectivamente não pretendem fazer uma evacuação em massa. Mas não há garantias, não há detalhes sobre possíveis critérios de selecção ou excepções à regra. A mesma situação de alguma incerteza mantém-se e cada vez mais ouço de amigos que já começaram o seu processo de aplicação ao cartão de residência permanente no Reino Unido.

 

Um facto interessante que ivi hoje e me surprendeu um pouco é que os Portugueses ocupam o 3º lugar no maior número de imigrantes provenientes de um país da UE a viver no Reino Unido (notem que o gráfico em baixo não apresenta a República da Irlanda. Se contasse, a República da Irlanda estaria no 2º lugar e Portugal em 4º). O número de Portugueses no Reino Unido é enorme em comparação com tantos outros países que têm uma população total muito maior que a Portuguesa. Mais de 200,000 Portugueses fizemos do Reino Unido como o nosso país de escolha. Pensava que o número de Franceses, por exemplo, estivesse muito à frente do número de Portugueses até porque ouço Franceses na rua muito frequentemente, enquanto que é menos frequente ouvir Português. Imagino que esse talvez seja um factor influenciado pelo facto de estar em Londres. Talvez os Portugueses estejam mais espalhados um pouco por todo o país enquanto que os Franceses se tendem a concentrar mais em Londres. Mas mais surpresa ainda fiquei com o número de Polacos que vivem no Reino Unido que é um volume consideravelmente superior a qualquer uma das outras nacionalidades, vivem cá tantos Polacos quanto Romenos, Portugueses, Italianos, Lituanos e Eslovacos juntos. De qualquer forma, sejamos muito ou poucos, o facto é que estes cidadãos da UE decidiram fazer do Reino Unido a sua casa, criando laços familiares e económicos no país, contribuindo significativamente para o desenvolver da sua economia, e quer venha Brexit quer não venha Brexit, agora o Reino Unido não pode simplesmente dizer adeus a todos os 2.9Milhões de Europeus que cá vivem. Ainda estamos para ver como a situação se vai desenrolar.

 

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A mensagem de Hillary

O resultado das eleições Americanas já todos sabemos. Conheci os resultados através de um dos meus grupos de amigos no Whats App que tinham começado a discutir os resultados antes destes serem apresentados. Hillary Clinton estava a ficar para trás e os comentários era de descrédito e receio. Eventualmente os resultados finais foram apresentados e, à medida que as minhas amigas íam acordando e apercebendo-se do resultado, deixavam as suas impressões de desapontamento. A Americana que está no grupo passou a manhã a chorar e pediu para ter companhia durante essa tarde. No meu caso, ao ler os resultados, é como se estivesse a passar pela manhã do Brexit novamente. É aquela sensação de descrédito de que uma maioria de pessoas efectivamente acredite que tenha tomado a decisão certa, e uma sensação de total incapacidade para poder fazer o que quer que seja para mudar os resultados, por isso aqui fica.

 

O discurso de concessão de Hillary Clinton tocou-me, principalmente quando ela se dirigio às jovens mulheres apelando a que nunca dúvidem que têm o valor e a capacidade para conseguirem atingir os seus sonhos. 

 

 

Londres manifesta-se e os primeiros efeitos do referendo

Ontem eu, e mais uns milhares de pessoas fomos para Trafalgar Square manifestar contra o resultado do referendo Europeu - "Brexit No" - gritavam, com posters que indicavam "We  EU"; "Europe Forever" e outros tantos. As bandeiras Europeias encheram a praça, e o sentimento era de revolta e descontentamento pelos resultados. Quando a concentração dos manifestantes foi maior, as pessoas movimentaram-se aos milhares para a frente do Parlamento de forma a mostrar a sua indignação perante os políticos que governam o país. 

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Alguns dizem que não vale a pena ir a manifestações porque o governo já sabe que Londres está maioritariamente descontente com os resultados e que queríamos ficar na Europa, mas na minha opinião, se não houver barulho nas ruas, e consecutivas manifestações a apresentar descontentamento, os políticos poderão simplesmente deixar-se ir com os resultados da maioria dos votos por acreditar que as pessoas não se sentem tão contrariadas com o resultado. 

 

Para quem estiver interessado em juntar-se à próxima manifestação, vai haver uma outra marcha para o Parlamento em oposição do resultado, no sábado. 

 

Agora, para além dos resultados negativos que o referendo já trouxe para o país, tais como a queda do poder da Libra e instabilidade financeira, uma fator que nos afecta directamente e imediatamente aos Europeus e emigrantes de forma em geral que vivem no Reino Unido é o racismo que se tem apresentado brutalmente nas ruas. Tenho ouvido já imensas histórias e, sinceramente não tenho vontade nenhuma de sair de Londres para outras partes do país onde estas situações de racismo são ainda mais evidentes. 

 

Uma amiga minha que é Britânica, nascida aqui, de origem Asiática/oriental ante-ontem foi verbalmente atacada num autocarro em Londres por um homem que lhe gritou que os resultados já sairam e que ela devia ser deportada para de onde veio. 

 

Hoje apareceu no jornal a história de uma senhora Alemã que já está a viver em Chester, no norte de Inglaterra desde os anos 70, que ligou para uma estação de rádio a chorar a dizer que já não sai de casa à 3 dias com medo dos atos xonofóbicos na rua porque diz que já lhe deixaram um monte de fezes à porta de casa e gritaram que já era tempo de ela sair do país. 

 

Estamos numa situação horrível neste momento, em que a população pouco educada do reino Unido, que não são tão poucos assim, simplesmente acha que, o resultado do voto significa que a maioria do país apoia-os no descontentamento da quantidade de imigração existente no país e, como tal, sentem-se no direito de insultar os imigrantes ou todos que, de alguma forma, sejam diferentes do típico Britânico de pele branca. É terrível e, sinceramente não imaginei que chegassemos a estes termos. De qualquer forma, esse tipo de pessoas não representam de forma alguma os Britânicos que conheço e com quem convivo no dia-a-dia, por isso não quero apresentar isto como um estereótipo representativo do país. Há muitas pessoas cá que nunca tomariam esse tipo de atitudes, mas infelizmente, há também muitas pessoas que as tomam, e os seus atos, sendo tão ofensivos, sobresaem mais.  

 

Ainda estamos para saber o que vai exactamente acontecer com a situação política do país, mas a Angela Merkel já afirmou que, se o Reino Unido quizer continuar a ter acesso ao mercado livre Europeu, também vai ter que deixar que continue a existir livre abertura de movimentação de cidadãos Europeus para o Reino Unido. 

União Europeia: O debate do referendo

Esta semana fui ver um debate organizado pelo Guardian relativo ao referendo da potencial saída do Reino Unido da União Europeia. No palco encontravam-se Alan Johnson, que lídera a campanha do Sim para o Reino Unido se manter na Europa; Nick Clegg, o anterior líder da coligação parlamentar a representar o partido liberalista, que também apoia o Sim; Andrea Leadsom que é uma deputada do partido Conservador a apoiar o Não e Nigel Farage, o líder do partido nacionalista britânico - UKIP, também apoiante do não.

 

A primeira pergunta colocada aos panelistas, era talvez aquela que eu tinha mais interesse em ouvir - o que é que vai acontecer efectivamente, se o Reino Unido sair da União Europeia. Ninguém soube responder, porque simplesmente não é algo que está planeado de forma que possa ser feita pública. Só a partir do momento em que a saída do Reino Unido fôr uma realidade é que o Governo Britânico vai entrar em negociações com a UE para que essas decisões possam ser tomadas. Uma coisa é certa. Se sairmos, não vai ser tão fácil para haver movimentação de novas pessoas a imigrar para o Reino Unido como é actualmente. 

 

Em termos das diferentes temáticas discutidas, digamos que, se houvessem vencedores, esses não teriam sido os adoptos do Não concerteza. Simplesmente porque eles não conseguiram providenciar argumentos que fossem fortes o suficiente para justificar a sua decisão. Os seus comentários basearam-se na crítica à imigração, no perigo de que a Turquia venha a fazer parte da UE em breve e, como tal o Reino Unido terá que ajudar e receber muitas pessoas provenientes desse país; e referiram-se também à falta de poder de decisão político visto que muitas regras são ditadas pela UE. 

 

Os representantes do Sim, referiram aos benefícios dos negócios com empresas da UE, à facilidade de movimentação, não só para dentro do Reino unido, mas para a Europa Continentalal, a força e suporte militar, e o facto de estarmos mais fortes e mais envolvidos agora, sendo que actualmente o Reino Unido também pode ter influência nas deciões polícas da UE, sob as quais não terá qualquer contolo se a população decidir sair. 

 

O evento não me respondeu à questão que tinha em mente, mas também agora sei que não existe uma resposta actual para a questão do que vai acontecer exactamente aos actuais e futuros imigrantes provenientes de países da União Europeia. 

 

Uma facto que considerei positivo é que a maior parte da audiência (e estavam ali cerca de 2,000 pessoas) estava a dar mais apoio aos comentários do Sim, do que do Não. 

 

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O Boris não é amigo cá da malta

OK, estava errada. O Boris afinal decidiu apoiar a Brexit - campanha de saída da União Europeia. Continuo a acreditar que a maioria dos Londrinos vai continuar a votar para ficar na UE, mas não deixa de ser um pouco preocupante o facto do Presidente da Câmara de Londres apoiar a saída. Concerteza irá influenciar alguns dos seus eleitores. Estamos para ver qual o poder da sua influência. 

Em resposta aos comentários colocados no post anterior, de facto não penso que a possível saída da UE indique que de repente vão mandar todos os emigrantes Europeus reencambiados para os seus países de origem. Isso seria impossível para o país fazer já que iria levar muitas empresas à falência, mas também não acredito que a situação vá ficar igual. Irão haver burocracias, chatisses, entraves,.. Ainda nada está certo acerca do que vai acontecer exactamente no caso do Não ganhar, mas sem dúvida que me quero informar melhor sobre os detalhes de ambas as campanhas. Já comprei bilhetes para ver um debate ao vivo em meados de Março. Depois venho cá escrever o que descobrir por lá. 

Com isto tudo fico mesmo com vontade de tirar o passaporte Britânico só para poder votar no dia. Quero poder ter o poder de influência e parece-me muito injusto que o futuro do país em que vivo, que sinto como se fosse o meu país, e da minha relação com ele, vá ser decidida por outros. 

 

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Reino Unido na União Europeia? Começou a contagem decrescente

O Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, anunciou que a data do referendum para a saída do Reino Unido da Europa está marcado para Quinta-Feira dia 23 de Junho. É um dia de uma decisão fundamental para todos os cidadãos emigrantes que decidiram mudar para o Reino Unido ao abrigo das leis de livre movimentação de pessoas e trabalho na União Europeia. As consequências para quem já cá vive relativamente a uma potencial saída ainda são incertas, mas o facto é que as condições não serão as mesmas se a maioria dos cidadãos Britânicos votar Não para a UE. 

 

A vantagem é que o David Cameron está a apoiar para que o país fique na Europa, afirmando que conseguiu negociar algumas das condições que pretendia com Bruxelas e que, portanto afirmou ontem - "A escolha está nas vossas mãos. Mas a minha recomendação é clara. Eu acredito que a Grã-Bretanha vai ficar mais segura, forte e melhor ao permanecer numa União Europeia reformada." 

 

Na mesma entrevista, David Cameron apelou ao Presidente da Câmara de Londres, Boris Johnson, para não se juntar à campanha Brexit (=Britain+Exit) e, apoiá-lo na sua campanha de manter o Reino Unido na União Europeia. Segundo o Guardian, o Boris Johnson ainda está duvidoso quanto ao lado a apoiar e vai anunciar a sua decisão sobre quem apoiar hoje à noite.

 

Eu ficaria surprendida se o Boris Johnson não apoiar a campanha do Sim, mas fico a aguardar anciosamente os resultados. Acredito que uma campanha apoiada pelo Primeiro Ministro e Presidente da Câmara de Londres vai ter um peso significativo para a campanha do Sim. Começa a contagem decrescente,...

 

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Como um empregado de sapataria ajuda a Grécia a sair do sofrimento

Como todos sabemos, a situação económica e financeira na Grécia encontra-se actualmente na sua situação mais difícil desde que se conta a história do país:

  • Dívida total aproximada de 3Bilhões € que não podem pagar aos credores;
  • Estabelecimento recente de limites de levantamento de dinheiro em caixas multibanco ao máximo de 60€ por dia;
  • O risco do país ser forçado a sair da moeda única e da união Europeia;
  • O referendo Grego de domingo indicou que o povo não quer aceitar as propostas da União Europeia de ajudar o país com mais alguns bilhões de Euros em troca de mais severas medidas de austeridade;...

 

Os Gregos foram fortes com a sua decisão de apoiar o 'Não' neste referendo,...mas qual é a alternativa? Sem o dinheiro Europeu como é a Grécia vai conseguir sair da actual miséria de dívidas em que se encontra e fomentar a economia do país? Ainda não se sabe e vai ser interessante ver o desenvolver dos próximos acontecimentos.

 

Enquanto esperamos pelas notícias das decisões políticas, houve um homem que tomou uma iniciativa para ajudar a Grécia já. Esse homem chama-se Thom Feeney e é um Inglês de 29 anos que vive em Bethnal Green em Londres e que, até à 2 semanas atrás trabalhava como empregado numa loja de sapatos. Há 8 dias atrás o Thom decidiu que estava farto e triste de ouvir falar sobre a situação que a Grécia está a pensar no momento e lembrou-se que, o problema deles poderia estar resolvido se o povo Europeu se unisse para os ajudar. Se todos os Europeus doassem apenas 3€ à Grécia, seria possível angariar o dinheiro suficiente no valor de 1.6Bilhões € para retirar a Grécia da sua actual situação. Com o apoio dos cidadãos Europeus em mente, o Thom decidiu então, criar uma página no site de angariação de fundos Indiegogo, com o objectivo de conseguir reunir os tais 1.6b € para doar à Grécia. Em 8 dias, a página já conseguiu angariar 1.9M € doados entre 108,101 pessoas (no momento em que escrevo). Parece incrível a rapidez e solidariedade que o povo Europeu tem tido para esta campanha desde que foi criada. O facto é que os líderes políticos não estão a conseguir resolver o assunto, mas o povo unido pode conseguir. 

 

Eu fiz ontem a minha doação assim que li sobre esta campanha e achei por bem partilhar. Afinal, o povo Português bem sabe o quanto custa viver numa economia difícil, mas se a situação do nosso país já é má, imaginem como será viver na actual Grécia.

 

Se fizerem uma doação e, na data final da campanha em Agosto, o objectivo dos fundos não tiver sido alcançado, o dinheiro será devolvido a todos os que contribuiram. Se no entanto o objectivo de se conseguir angariar uma soma tão elevada de dinheiro, conseguir ser alcançada, teremos contribuído para a maior campanha de angariação de fundos de que há história (pelo menos uma história de que eu tenha ouvido falar) em ajuda à população de um país inteiro. 

 

Os interessados podem ajudar a Grécia aqui.

 

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As Eleições Legislativas Britânicas 2015

Nas últimas semanas, aqui pelo Reino Unido, só se tem ouvido falar sobre as "General Elections" que vão decorrer já na próxima quinta-feira dia 7 de Maio. Os principais partidos destas eleições são os Conservatives (Centro, Direita), o Labour (Centro, Esquerda), os Liberal Democrats (têm algumas ideias de esquerda, outras de direita, por isso classifico-os como o partido mais central de todos), os UKIP (Extrema Direita, que basicamente só se preocupam com a saída do Reino Unido da UE) e o Green Party (não os considero extrema esquerda, mas são mais à esquerda que o Labour). 

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Nestas eleições os membros da União Europeia residentes no Reino Unido podem votar nas eleições locais para a Junta de Freguesia onde vivem mas não podem votar nas Eleições Legislativas. É através das Eleições Legislativas que vão ser definidos quantos deputados de cada partido vão estar presentes no Parlamento e, consecutivamente, quem vai actuar como Primeiro Ministro, dentro do partido que receber mais lugares de deputados no Parlamento. 

 

Acho importante ter uma noção do que cada um dos principais partidos está a planear fazer para o país, principalmente no que se referre à sua opinião relativamente à imigração e à presença do Reino unido na União Europeia, por isso fui pesquisar essa informação para os dois principais partidos e passo a colocá-la em baixo:

 

 

 

Conservative 

 

Labour
Principais prioridades

- Eliminar o deficit

- £8b extra para o NHS acima da inflação

- Extender o direito a comprar casa para mais pessoas em apoios sociais

- Legislar o trabalho exercido a 30 horas semanais em salário mínimo esento de impostos

- Estabelecer um mínimo de 30 horas semanais de cuidados a crianças gratuitos

- Fazer um referendo sobre a presença do Reino Unido na UE

 

 

- Cortar no deficit todos os anos

- £2.5b extra para o NHS acima da inflação, subsudado maioritariamente pelo aumento das taxas de mansões com valor acima dos £2M.

- Aumentar o ordenado mínimo para £8/hora até 2019.

- Não aumentar o IVA nem os impostos no rendimento

- Apoio aos cuidados de crianças das 8h-18h.

- Congelar os preços das empresas de energia.

 

Imigração

- Manter a imigração anual no máximo das dezenas de milhares de imigrantes

- Estabelecer que os imigrantes da UE terão que esperar 4 anos antes de poder pedir benefícios do Estado assim como acomodação social

- Não permitir que sejam pagos benefícios a dependentes que vivam fora do Reino Unido

- Estabelecer regras mais fortes para deportar criminosos e dificultar a sua reentrada na União Europeia

 

 

- Adicionar 1000 novos cargos para controlo nas entradas ao país

- Manter um número máximo de trabalhadores provenientes de fora da UE

- Tornar ilegal que os empregadores desconsiderem os trabalhadores Britânicos para preferenciar explorar os imigrantes que estão dispostos a trabalhar por salários mais baixos.

- Estabelecer 2 anos de espera antes que os imigrantes da UE possam pedir benefícios de desemprego

União Europeia

- Estabelecer um referendo acerca da presença do Reino Unido na União Europeia até 2017

- Proteger a Economia Britânica de se integrar ainda mais com a Eurozone.

- Eliminar o Acto dos Direitos Humanos e substituí-lo com um Acto de Direitos para os Britânicos

- Resistir aos interesses da União Europeia de restringir as actividades de serviços financeiros

 

- Estabelecer uma lei que garante a eliminação de transmissão de poderes do Reino Unido para a UE, sem ter que recorrer a um referendo

- Estabelecer o Reino Unido como um país com posição de liderança na UE

- Reformar a Lei de Agricultura Comum

- Assegurar reformas para leis da imigração e bem-estar

Fonte: BBC

Para quem pretende saber mais detalhes sobre os objectivos dos vários partidos, aconselho a utilizarem a página seguinte que permite fazer uma selecção dos tópicos que são mais importantes para vocês, de acordo com a vossa actual situação: Esquema de comparação dos partidos do Guardian.

 

 

 

'Better together' - Escócia vota Não!

Os resultados do referendo relativos à independência da Escócia indicaram uma significativa maioria a apoiar o Não. O Sim apenas saiu vitorioso em 4 districtos do país - Glasgow com 53%; West Dunbartonshire com 54%; Dundee com 57% e North Lanarkshire com 51%. No total, de acordo com o jornal Guardian esta manhã, 55% dos votos escolheram o Não contra 45% que escolheram o Sim, e como tal a Escócia irá continuar a fazer parte do Reino Unido. Apesar dos resultados, este referendo histórico não deixa de ser uma vitória para quem queria uma Escócia independente visto que, como parte da campanha para o Não, o Primeiro Ministro Britânico David Cameron tinha prometido que a Escócia iria passar a ter mais direitos a nível legal e político do que tinha anteriormente, se se mantivesse no Reino Unido.

 

Esta manhã, um amigo meu Escoçês que vive em Londres e, portanto não pôde votar, mas que tem feito campanha para o Sim nas suas redes sociais já desde o início do ano, colocou esta mensagem na sua página do Facebook:

 

Dear Scotland

I see you've decided that it's a NO Vote for you. Despite it not being my preferred vote, I'm glad it was an overwhelming majority for you because I want you all to stay together and work together as Scots. Whichever country or ethnicity your people historically came from, yer aw Scots and must work together and continue to feed an appetite to involve yourself in your country, its politics and feed that newfound appetite to change our country for the better.

I don't live there anymore. You are the guardians of that place all Scots call home.

Look after it well, back up your decision with action and good luck with the many challenges that come. Lang may yer lum reek.

 

 

Os resultados do referendo pela independência Escocesa

Malaysia Airlines MH17, uma tragédia imperdoável

Os primeiros corpos do voo MH17 regressaram para a Holanda ontem, dia em que o país declarou dia de luto nacional, o primeiro oficialmente declarado desde a morte da Rainha Wilhelmina em 1962.

 

Uma semana depois deste acidente trágico e ainda mal posso acreditar que tal aconteceu. Incrível como somos impotentes a evitar situações deste género pelas quais nāo temos qualquer controlo. Mas uma coisa é certa, após o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines em Março deste ano; este terrível acidente que ocorreu pela Malaysia Airlines decidir tomar uma rota sobre a zona de conflito na Ucrânia, e o facto de no dia 20 de Julho, para evitarem voar sobre a Ucrânia, decidirem ter tomado uma rota sobre outra zona de conflito na Syria; deixa a concluir, que esta companhia aérea tem muita responsabilidade sobre estes acidentes e não me parece de forma alguma confiável tendo em conta o tipo de decisões que tem tomado. 

 

Tocou-me bastante quando vi a mensagem de Facebook que tinha sido postada por um dos passageiros Holandeses do voo MH17, antes de entrar para o avião, em referência ao vôo desaparecido de Março:

 


O texto em Holandês significa: "Se este desaparecer, ele era assim".