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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Portugal - o país da moda de 2017

Quando escrevi o post sobre o que achei da cidade de Lisboa durante a minha última visita, eu mencionei que sabia de uns colegas que estavam a pensar ir visitar Lisboa. Mas desde então, quase que não ouço falar noutro destino de férias senão Portugal. Nem mesmo nos dias de popularidade do Algarve, nunca me lembro de um ano, desde que estou em Londres onde tenha ouvido tantas pessoas falarem em visitar Portugal. Oram são os meus colegas (são já 7 deles este ano que eu saiba, e um deles, que ainda está para ir, escolheu Portugal como o seu destino para a Lua-de-Mel); ora são pessoas que ouço falarem em visitar Portugal na rua; ora são pessoas que sigo no Instagrama como o @mattpike, o @gallucks, e o @b.local.london que me lembro de ver publicarem fotos de Portugal recentemente. 

 

 

Wavey Pavey

Uma publicação partilhada por M A T T P I K E (@mattpike) a

 

Não pode ser só coicidência que de repente tantas pessoas visitem Portugal. Então fui fazer uma pequena pesquisa para tentar perceber esta mudança. 

 

Em Julho deste ano, quando o Primeiro-Ministro Português, António Costa, fez a inauguração da extenção do aeroporto de Faro, apresentou estatísticas que comprovem o que tenho notado recentemente - houve um aumento de 20% de turismo em Portugal nos primeiros 6 meses deste ano, inclusivé no Algarve com 18% de crescimento entre Janeiro e Maio, o que contraria o que é habitual, da maioria do turismo Algarvio se verificar no período de verão. Este factor, conjunto com o aumento de chegadas aos outros aeroportos internacionais principais do país, indica que o turismo não vem só à procura de praia e sol, mas sim da cultura, e beleza natural que Portugal tem para oferecer. 

 

Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), o Programa Revive que oferesse concessão de projectos de turismo a privados, assim como o investimento que o governo tem feito em infrastrutura de inovação e tecnologia relacionada com o turismo, são dois factores importantes que ajudaram neste crescimento.

 

Mas achei particularmente interessante a explicação dada pelo Público, que indica que este crescimento não foi assim tão súbito. Para que o turismo se sinta atraído por Portugal é preciso que a infrastructura esteja disponível para receber bem os turistas. O primeiro grande impulso relacionado com o investimento na infrastrutura deu-se com a Expo 98, mas foi com o surgir das companhias aéreas low cost, que o turismo começou a aumentar. Com o aumento de viajantes, justificou aos Portugueses investirem mais na infrastrutura, desde hotéis, a restaurantes, área paisagista das cidades, limpeza das cidades e afins. Portanto, de repente temos um país cheio de bom clima, linda paisagem, pessoas simpáticas, boa comida e vinho, óptimos locais onde ficar a dormir, comer e divertir. A infrastrutura está no sítio para que, quem vá a Portugal tenha uma boa experiência e passe a palavra para os amigos quando regressa a casa. Ora da próxima que os tais amigos estão a pensar ir de férias, e vão pesquisar por inspiração à Internet, deparam-se com publicidade digital pelo Turismo de Portugal que promove as variadas experiências que podem ter no país. E assim, o 'amigo' fica convencido de que quer ir a Portugal também. 

 

Este ano o Turismo de Portugal decidiu investir os seus €10Milhões do orçamento de marketing, em marketing digital, e resultou! Afinal hoje em dia a larga maioria de pessoas pesquisa por férias online, e não só a forma como investiu e o tipo de comunicação que está a fazer tem sido extremamente bem sucedido em termos de angariação de turismo, mas agora temos a infrastutura que garante que efectivamente o turista consegue ter o nível de experiência que lhe foi 'vendida' na Internet, fica contente, coloca as suas fotos nas redes sociais criando publicidade gratuita para o país, e a ronda de turismo assim tem continuado a crescer. 

 

Fico muito contente que Portugal tenha dado esta volta à sua imagem. Há 10 anos atrás quando dizia a alguém que era de Portugal, falavam-me no Algarve e não se lembravam do nome da nossa capital. Há 5 anos atrás, quando lhes falava de Portugal perguntavam-me sobre a crise e o desemprego. Hoje em dia, digo que sou de Portugal e respondem entusiasmadamente falando-me sobre a sua última visita à cidade 'trendy' de Lisboa ou Porto, e de como adoram Pastéis de Nata e bacalhau. 

Lisboa já não é o que era

Está cada vez melhor! Estive de visita durante a semana passada por cerca de 5 dias e devo dizer que descobri vários locais diferentes, e gostei bastante da nova atmosfera. Lisboa está cada vez uma cidade mais cosmopolita, os residentes estão a aproveitar os edifícios bonitos da cidade como espaços para novos estabelecimentos interessantes mas mantendo o seu carácter original. Nota-se que há um cuidado maior e apreciação pela cidade e por manter a tradição, se bem que com um toque mais moderno e original. Já tinha ouvido pessoas dizerem que Lisboa é considerada a nova Berlim, e parece-me que têm razão. Lisboa está a tornar-se mais apelativa como cidade de residência para artistas e pequenos empresários, que conseguem obter rendas de estabelecimentos e residência mais baratas que nas outras principais cidades Europeias, enquanto que tem a vantagem do bom clima, comida e simpatia dos Portugueses. Este factor está intimamente ligado ao aumento do turismo. Lembro-me que nos primeiros anos em que cá estive, sempre que ouvia alguém dizer que ía a Portugal, estavam a referir-se ao Algarve, mas hoje em dia, ambos Lisboa e Porto são frequentemente mencionados como as cidades de destino quando vêm a Portugal. 

 

Parece-me que o Porto até está um pouco mais avançado em termos de ter estabelecimentos interessantes e apelativos ao turismo e aos residentes, pelo que tenho ouvido falar, mas já não vou ao Porto desde a minha época de universidade, por isso está na minha lista de locais a revisitar em breve. 

 

No outro dia estava eu a tomar uma bebida no Broadway Market, quando ouço a conversa de um casal jovem Britânico ao meu lado que estavam a contar aos amigos como tinham apresentado a sua demissão no trabalho e se íam mudar para Lisboa, explicando todas as vantagens que eles encontram por se mudar para lá, tais como as que mencionei acima.

 

A minha chefe de Nova York também tem planeado fazer uma visita de 2 semanas com a família este verão por Lisboa, Porto e Algarve, e duas outras colegas de NYC também planearam uma viagem de 1 semana a Portugal este verão. Tenho outro casal amigo que foi passear ao Porto na semana passada, outro casal tinha vindo à duas semanas a Lisboa, etc, etc, etc. Só para verem a frequência com que isto está a acontecer. Adoro saber que os estrangeiros estão a apreciar cada vez mais visitar o nosso país, e depois desta minha passagem por Lisboa, ainda tenho mais locais para recomendar. 

 

Alguns dos locais onde fui pela primeira vez que desconhecia incluem:

  • O bar da Duna da Cresmina com uma vista espectacular para o Guincho e com um DJ a animar o ambiente
  • Bar Procópio nas Amoreiras - já existe há muitos anos mas ainda não conhecia. Ambiente vintage e cocktails deliciosos
  • Embaixada LX no Príncipe Real - todo o carácter deste edifício do século XIX com lojinhas, restaurantes e bares muito giros e altamente populares
  • Pão à Mesa no Príncipe Real - restaurante com bom ambiente e cozinha
  • Vários bares e restaurantes no Cais do Sodré, perto da Rua Cor-de-rosa

 

Fim-de-semana prolongado em Lisboa

Como alguns dos leitores indicaram num post anterior e muito bem, o pessoal da Ryanair mal olhou para o meu bilhete quando estava para entrar no avião no voo para Lisboa e como tal não repararam que duas letras do meu nome estavam diferentes das do passaporte. Uff! Pude respirar de alivio quando entrei para o avião. Depois de toda a organização não teria sido nada boa ideia ficar por Londres enquanto os meus amigos se passeavam por Lisboa sem mim. 

 

Foi um bocado chato no dia que cheguei (sexta-feira) já que estava a chover imenso. Ao chegar ao apartamento que tinha alugado através do air bnb, as minhas amigas já lá estavam e tinham lá passado o dia inteiro, visto que estava a chover imenso e também porque o apartamento era tão bonito que nem apetecia sair de lá. Localizado num dos edifícios altos tradicionais Lisboetas mesmo na Baixa Pombalina, numa rua paralela à Rua Augusta, o apartamento era espaçoso, com tectos muito altos, janelas compridas e decoração tradicional. 

 

Durante o resto do fim-de-semana passámos os dias a passear entre o castelo, a baixa e a zona de Belém. À noite estávamos no Atlantic Swing Festival que decorreu no Armazém F e no sábado à noite, antes de irmos para o festival, ainda os levei à Pensão do Amor onde ficaram deliciados com aqueles cocktails de gin espectaculares que eles por lá servem e, de onde não queriam sair porque a música estava tão boa. De facto aquele DJ era um espectáculo que misturou um pouco de soul com disco e alguns outros géneros. Uma das minhas amigas ainda lhe ficou com o cartão caso o consiga trazer para alguma noite a Londres. 

 

O meu principal desafio foi mesmo encontrar restaurantes para o jantar. Sinceramente já não sei o que é bom por Lisboa. Pedi a alguns amigos e vi recomendações na Internet mas tudo o que me aparecia eram tipo restaurantes inspirados na comida tradicional mas que são modernos e assim com ar fino. Não era nada disso que eu queria. Queria levá-los a um daqueles restaurantes tradicionais normais, onde o pessoal come bem, os pratos são bem servidos, tradicionais e não são caros. Eu sei que ainda há imensos deles mas simplesmente não sabia onde ir. Acabei por ir ao Barrigas no Bairro Alto na primeira noite. Era OK, mas novamente daqueles em que fizeram uma cozinha tradicional moderna, em que os pratos são mais pequenos, um pouco mais caro que o normal e nota-se que é um restaurante relativamente novo. De qualquer forma o meu polvo estava muito bom, mas não era bem a experiência que pretendia. Depois no sábado ainda andei a ver os restaurantes na baixa, mas irritava-me profundamente cada vez que nos aproximamos de um restaurante e lá vêm os empregados tentar impingir que entremos para o restaurante. Tipo, deixem-me em paz! Isso dá uma sensação tão turística que não me deu vontade nenhuma de lá entrar. Acabei por ir nessa noite ao restaurante Faca e Garfo perto do Largo do Carmo. Foi OK. Tem ar menos turístico que o da noite anterior, mas quem pediu pratos de carne ficaram satisfeitos e quem pediu pratos de peixe ficaram insatisfeitos porque estes últimos eram servidos com dois bocadinhos de brócolos e com 3 batatas. Mesmo muito fraco, além das lulas estarem duras. Felizmente a maioria das pessoas pediram carne, cujos pratos eram bem servidos por isso, esses tiveram uma boa experiência. 

 

Uma coisa interessante é que acabei por ir a um sítio onde também ainda nunca tinha ido antes nem fazia ideia que existia. Foi uma das minha amigas que passou por lá e reparou numa tabuleta que indicava um bar no terraço do edifício. Foi no terraço do Hotel Eden, junto ao Rossio. O terraço está aberto ao público e tem esta vista espectacular sobre Lisboa:

 

Vista do terraço do Eden

Dançar Swing em Portugal

Uma vez quando estava a conversar com uma amigo Inglês que costuma dançar comigo, ele perguntou-me se eu já tinha dançado muito Swing em Portugal. Respondi-lhe que não e que nunca sequer tinha ouvido falar de locais onde se dance Lindy Hop ou outros tipos de dança Swing em Portugal. Ao que ele pareceu muito espantado porque disse-me que existe um grupo considerável de bons dançarinos em Portugal, já que ele até veiu a um festival de Lindy que houve neste verão passado no Porto.

 

Disse-me então que me colocaria em contacto com os contactos Portugueses dele que conheceu nos dias em que esteve no tal festival no Porto. Colocou, e um dos contactos dele informou-me que ontem mesmo ía haver em Lisboa uma festa de Natal de Lindy Hop com aula incluída. Ora, nem mais, claro que tive que ir experimentar e convidei os meus pais para virem também comigo como intuito de que eles começassem a fazer ums aulas caso gostassem, já que é um hobbie muito agradável. 

 

Decorreu no Teatro da Comuna e até contou com um número significativo de pessoas, muitas delas que sem dúvida já dançam há bastante tempo, e muitas também que eram principiantes. Não deixa de ser um baile relativamente pequeno comparado com o número de pessoas que geralmente se vêm num baile de Swing em Londres. mas de qualquer forma, para quem, como eu, nem sequer sabia que existiam eventos organizados de Lindy Hop por cá, até que fiquei muito bem impressionada. 

 

Uma coisa engraçada que aconteceu é que acabei por descobrir que a primeira pessoa com quem dancei ontem à noite, também é um Português que vive em Londres e dança nos meus sítios que eu, conhece pessoas que eu conheço e também estava a dançar em Lisboa pela primeira vez já que está por cá a para passar o Natal com a família. É mais uma coincidência daquelas engraçadas que só acontecem muito de vez em quando.

 

Fiquei também a saber que este grupo de dança que organizou o baile de Natal, chamado lindy Hop Portugal, dá aulas regulares de Lindy Hop em diferentes locais em Lisboa e Porto. Fica aqui o link do site Lindy Hop Portugal para os interessados.

 

Lindy Hop Portugal

Em Portugal

Desde o momento em que saí de minha casa em Londres até ao momento que cheguei à casa dos meus pais, passaram exactamente 9 horas! Parece estranho, não é, visto que Londres e Lisboa apenas se encontram a 2:30h de vôo. Mas claro está, esse curto espaço de tempo verifica-se se não tiver que parar em Madrid a meio do caminho. Ao todo desde o aeroporto de Londres ao de Lisboa foram 5 horas passadas, o que não parece assim tão mau, mas tendo que estar 2 horas com antecedência no aeroporto, e mais a espera das malas em Lisboa e as viagens de e para o aeroporto também não ajudam a fazer a viagem mais rápida.

 

Depois da longa viajei lá finalmente cheguei a casa bem para o final da noite, e hoje tenho-me estado a deliciar por estar num meio Português. Estava eu às compras hoje com a minha mãe, quando por um momento parei e claramente reparei que todas as pessoas à minha volta falavam Português - Claro que falam Português. Estou em Portugal! Mas essa percepção, quando realmente parei para apreciar tudo o que se passava à minha volta, soube-me diferente, soube-me bem. É o facto de estar num sítio rodeada de pessoas que têm algum em comum comigo apesar de nunca as ter visto antes. O facto de eu própria não ter um sotaque quando estou a falar. O facto de sentir uma empatia com quem me rodeava e ter uma noçao de familiaridade traz um certo conforto. 

 

Não me lembro de ter tido outras vezes em que realmente apreciei tanto esse facto de estar num ambiente Português antes. Imagino que tenha a haver com a quantidade de anos em que já vivo fora do país onde cresci, e claro que quanto mais tempo estou longe, mais aprecio cada vez que cá volto.

 

Bem, ainda tenho mais uns 9 dias para apreciar tudo o que Portugal tem para me oferecer, por isso bem que penso aproveitar este tempo ao máximo.

Verâo em Portugal

Yeah, finalmente voltei a Portugal! Já cá não vinha desde o Natal (imperdoável, bem sei) por isso bem que tinha saudades. 

Este ano também adiei a vinda um pouco mais do que o habitual porque vou a um casamento por cá no próximo fim-de-semana por isso fazia sentido juntar as férias com a vinda ao casamento. 

 

Como o casamento é de uma amiga Portuguesa que vive em Londres, há uma quantidade de pessoal de vem de lá também o que torna a experiência ainda mais interessante. Uma amiga minha Francesa já veio comigo no sábado e assim aproveito esta semana para lhe dar um tour de Lisboa e arredores, das nossas praias, da nossa gastronomia,... Para já, ela parece estar encantada (e também exausta) por onde a tenho levado. Ontem comecei por Lisboa. Estacionando o carro ali pelo Largo do Camões, tomámos o cafézinho na Brasileira, descemos o Chiado até ao Rossio, Rua Augusta, Terreiro do Paço onde estávamos desesperadas para a casa-de-banho, e deparámo-nos com "The Sexiest WC on Earth". Já viram isso? É uma ideia da Renova para publicitar os seus rolos multi-cores de papel higiénico. Fizeram uma casa-de-banho toda XPTO, decorada com os rolos coloridos, onde cada cubículo é muito espaçoso, com um grande espelho e portas forradas a madeira por dentro de forma original. O único senão é que cobram €0.50 para lá entrar mas também tem a sua lógica cobrarem entrada já que foram tão cuidados no seu design. Não faria muito sentido deixarem a casa-de-banho ao desbarato, correndo o risco de ser danificada, o que também iria afectar a boa imagem que a Renova quer transmitir. 

 

Fiquei também surpreendida com todos os bares e restaurantes que há ali pelo Terreiro do Paço. Não havia nada disso à pouco tempo, mas sem dúvida que me parece uma boa forma de trazerem mais pessoas ao Terreiro do paço. Dantes ia-se ao Terreiro do Paço para tirar uma foto à estátua ou para apanhar o barco para o Barreiro. Não havia muito mais a fazer por ali, por isso acho bem estarem a incentivar as pessoas a ficarem por lá mais tempo e fazerem mais uso deste espaço tão agradável que o é o Terreiro do Paço ali à beira rio. 

 

Passado o Terreiro do Paço, levei-a em direcção ao Castelo, passando pela Sé e parando para almoçar no Chapitô. Gosto do espaço do restaurante do Chapitô e acho que patrocina um ambiente agradável para um almoço, no entanto, os preços dos pratos que já eram caros, agora estão um abuso! €16 por um prato de Lulas Grelhadas que nem sequer foi muito bem servido e as lulas estavam mal grelhadas? Sa de lá com a impressão do "nunca mais cá volto". Tudo bem que se paga um pouco mais caro pelo local e pela vista, mas acho aquele preço um abuso e, a comida simplesmente não estava à altura. Prefiro muito mais ir a uma Tasca Portuguesa comer bem, ter um prato bem servido e a um preço em conta.

 

Durante o resto da tarde ainda demos umas voltas pelo Castelo, depois voltámos ao carro para ir aos Pastéis de Belém, onde ela ficou muito impressionada com a dimensão do espaço da casa e com a quantidade de pessoas a comer pastéis na rua, assim como pelo sabor, que esse, nunca desaponta.

 

O final da tarde foi passado em Carcavelos. Bem sei que não é a melhor praia para dar a conhecer a uma turista, mas estava ali pertinho e já eram 18h por isso não havia tempo de ir para o Guincho.

 

A ronda do Dia 2 começa esta manhã com a Costa da Caparica. 

Lisboa, Londres ou Nova York?

Esta visita a Nova York deu que pensar...

 

 

Lisboa Londres Nova York

Residências em altura

 

Residências em casas

 

Residências em altura

 

Pastelarias com aspecto delicioso, restaurantes com culinária Portuguesa e alguma internacional, bares espalhados pela cidade havendo um número limitado com aspecto e ambiente muito convidativo. Pastelarias só se fôr o franchising da Patisserie Valérie ou do Paul que são caras e poucas. A não ser que chamem ao Greggs uma pastelaria. Muitos restaurantes internacionais. Comida nacional só no pub e é limitada. grande escolha de bares pela cidade muitos que sofrem pela falta de carácter na decoração.

Pastelarias ao nível das Lisboetas com muitos bolos, variedade de pão e coisas boas. Muitos restaurantes internacionais com decoração fantástica de apetecer entrar em todos e idém para os bares da cidade.

 

Noite em frente ao Tejo a Este das Docas

 

Noite em Mayfair e South Kensington

Noite no Meetpacking District

Bairro Alto Shoreditch

Williamsburg

 

O entrelaçar das ruas mínimas até às grandes avenidas Ruas espaçosas entrelaçadas

Ruas direitas, simétricas onde o domínio dos pontos cardiais leva à impossibilidade de alguém se perder em Manhattan

 

O acolhimento e simpatia das pessoas A distância inicial das pessoas até que se conheçam melhor

A simpatia inicial das pessoas como se conhecessem à anos, para depois se separarem e nem trocarem números de contacto

 

Jardim da Gulbenkian, Jardim da Estrela, Parque Eduardo VII (contam-se pelos dedos)

Hyde Park, Regents Park, St. James Park, Battersea Park, Victoria Park, Kensington Gardens, Richmond Park, Clapham Common, Wimbledon Common, Wandsworth Common, London Fields, Highgate Woods, etc. etc. etc.

 

Central Park
Ruas cheias de carácter, com lojas, esplanadas, com reboliço, com vida

As diferentes áreas da cidade são facilmente distinguíveis pelo aspecto dos edifícios, a arquitectura paisagista, o tipo de lojas, a forma como as pessoas se vestem e agem

 

East village = Greenwich village = SoHo = Lower East Side = Tribeca =...
Não se pode vestir de uma forma um pouco diferente sem que a senhora da frente comente o aspecto dessa pessoa com o vizinho do lado Viva a diferença! Cabelos punks, meias cor de rosa choque, piercings por todos os lados, roupa vintage, aspecto de bibliotecária, camisola do avesso,... perfeitamente normal

Mais conservadores que Londres na forma de vestir e de estar. Vive-se o Hip Hop nesta cidade ou a lady que faz compras no Macys e leva o cachorrinho para qualquer sítio que vá

 

Aqui anda-se de carro, mas o metro está cheio em hora de ponta com todo o tipo de pessoas, desde o varredor de ruas ao Director bancário Usa-se e abusa-se dos transportes públicos. De manhã, à tarde, à noite, durante a semana, durante o fim-de-semana, nos autocarros nocturnos. Todo o tipo de pessoas se encontra nos transportes públicos Londrinos.

Usa-se o próprio carro ou o táxi, para aqui, para ali durante o período de tempo que seja. Andar de metro só para as classes baixas. Autocarros? O que é isso?

 

Aii credo, uma rapariga da tua idade andar de bicicleta? Não tem jeiteira nenhuma. Com as novas bicicletas de aluguer espalhadas pela cidade, os privilégios do Cycle to Work Scheme em que são eliminados impostos na compra de uma bicicleta e todos os incentivos impostos pelo Estado, cada vez mais a bicicleta se torna um meio de transporte favorito pelos Londrinos. Vi um tipo andar de patins em linha. Isso conta?


Em que cidade preferias viver?

Há dias...

Eu sei que estou em Londres, uma das cidades com melhor vida nocturna a nível mundial, mas neste momento estava-me mesmo a apetecer ficar pela noite de Lisboa.

Hoje deu-me para sintonizar a emissão online da Mega FM que é coisa que muito raramente faço, e de ouvir muitas das músicas que pela rádio têm estado a passar só me fez lembrar as boas noitadas em algumas discos Lisboetas com os meus amigos.

Sim, claro que muita da música que passa pelas discotecas Portuguesas também passa pelas Londrinas, mas não todo o tipo de música. E dou-me com saudades daquela combinação animada das discos Portuguesas entre músicas Americanas e Inglesas, com algumas Portuguesas, Brasileiras, Africanas e latinas. Tenho saudades de toda essa combinação, da noitada Portuguesa até às 5h, de ir comer um pão com chouriço depois à 24 de Julho, de conduzir para casa quando a IC19 está quase vazia e posso guiar sem parar ao som da minha música. 

Hoje queria estar aí...