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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Os primeiros feriados do ano

Estes últimos fins-de-semana têm sido bem ocupados por isso fico mais que contente por ter reservado o dia do feríado de hoje apenas para mim. Ao fim de contas, é tudo muito bom ter planos, e fazer coisas interessantes com os nossos fins-de.semana, mas eu já não paro no trabalho (na semana passado o mais cedo que consegui acabar o trabalho foi às 21h), por isso ter sempre planos atrás de planos, por melhor que soem, simplesmente não me deixam descansar. 

 

Com o feríado prolongado da Páscoa que decorreu à duas semanas atrás fui visitar Copenhaga. Esteve frio e chuva durante uma parte do fim-de-semana, mas deu para conhecer as partes principais da cidade durante os 3.5 dias em que lá estive. Depois no fim-de-semana passado fui a Madrid para a festa de despedida de solteira de uma amiga. Ficámos lá também 3.5 dias. Muito divertido, mas ao chegar a casa por volta das 22h da noite de domingo e ter uma semana com tanto a fazer no trabalho, como tive, não ajudou. 

 

Agora com este fim-de-semana prolongado queria mesmo ficar por Londres. Tinha algumas coisas combinadas, mas certifiquei-me que ao menos hoje, no último dia deste fim-de-semana prolongado, eu não marcava nada com mais ninguém para além de comigo própria. Mas estou satisfeita como este fim-de-semana tem decorrido - relaxado e com alguma diversão pelo meio - a fórmula necessária para voltar ao trabalho amanhã com mais energia. 

 

No sábado tinha planeado ir visitar a nova casa que um casal amigo comprou recentemente no campo. A casa é muito bonita, com imenso potencial (vão ter que renovar a casa por dentro), e tem um espaço exterior enorme com um grande jardim, horta, e zona florestal. É mesmo muito grande, mas enquanto estava sentada naquela sala a falar com eles sobre como as suas vidas tinham mudado, não me conseguia imaginar morar em local semelhante. Não há um café ou restaurante perto da casa e têm que conduzir para chegar à aldeia e pub mais próximos. Para chegar à casa deles vindos da estação, tivemos que passar por uma zona de mato semi-serrado. Perguntei como fazem para vir para casa à noite. Disseram que têm sempre uma lanterna na mala.

Eles viviam no centro de Londres em Islington e, de repente estão no meio do campo, semi-isolados, com o seu jardim e cuidar da filha como as principais actividades que os mantêm ocupados. Lá está, são opções de vida que muitos casais Londrinos tendem a tomar quando começam a ter família. Por mais agradável que possa ser estar a viver no meio de árvores, sentir o ar puro, e ter imenso espaço, mesmo assim, não me sinto interessada em qualquer dia viver no campo. Nunca se sabe se um dia não mudo de ideias, mas para já, imagino que me sentiria totalmente aborrecida na situação em que eles estão. Prefiro ter amigos que vivam no campo e ir visitá-los de vez em quando ou fazer as escapadas de fim-de-semana ocasionais quando sinto necessidade de estar no ambiente calmo e bonito do campo. 

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Sábado no Campo

 

No Domingo uma amiga foi correr a meia-maratona de Hackney por isso andei de bicicleta ao longo do percurso para conseguir dar-lhe apoio durante várias partes do percurso. Quando estava quase a chegar a Hackney Marshes onde terminava a corrida, passei por uma parte do Rio Lee onde ainda nunca tinha estado e fiquei positivamente surpreendida por descobrir uma zona cheia de cafés, restaurantes e bares em frente ao canal que tinham óptimo aspecto e, acabámos por ir almoçar lá com ela depois da maratona. Essa zona faz parte do Queen Elizabeth Park e a morada é Here East, East Bay Lane, Canalside. 

Mais tarde no domingo, o festival de Londres Field Day deu uma festa no Dinerama, o mercado de Street Food em Great Eastern Street/Shoreditch, então passei a noite de sábado por lá com os amigos. 

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Achei hilariante este cartaz de apoio a um dos corredores "We love you Paul. Do it for Prosecco!"

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East Here, Canalside

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Field Day Party @Dinerama

 

Hoje, bem hoje aqui estou - segunda-feir de feriado relaxada 

Uma semana na Creta

Escrevi este post ontem quando estava fechada num aeroporto: 

 

"Esta semana passei-a de férias na Ilha de Creta e neste momento encontro-me fechada numa porta de embarque de onde não posso sair, à espera de um voo da Ryanair que está 2 horas atrasado e sem qualquer expectativa de quando vai sair. “Já não chovia assim desde Fevereiro” - disse o taxista que me trouxe para o aeroporto. Pelos vistos a falta de chuva faz com que os pilotos não façam ideia de como pilotar nestas condições e o resultado é evidente.

 

Para piorar a situação um bocadinho, a lojinha da porta de embarque onde me encontro não tem sequer um jornal ou revista à venda; já acabei os meus livros durante as férias; a Wi-Fi é inexistente e a minha 3G demora imenso a puxar qualquer informação. Ao menos tenho comigo o iPad com 75% de bateria o que, ao menos, me permite ir escrevendo este post offline.

 

Felizmente durante a semana a temperatura esteve agradável o que deu para aproveitar e ficar a conhecer a ilha. Fiquei num local chamado Georgiopoulis, localizado no norte da ilha, entre as cidades de Chania e Heraklion (a capital). Georgiopoulis é uma aldeia bonita com uma longa praia, e vários restaurantes agradáveis, mas a sua localização é principalmente interessante por estar próxima de vários locais de interesse. Optámos por não alugar carro, mas isso não foi problema para passear. Autocarros locais fazem a ligação entre Georgiopoulis e as cidades de Chania e Heraklion, assim como diferentes pontos de interesse entre as duas. A nossa primeira visita foi a vila de Rethymno com as suas pequenas ruas calcetadas, o seu porto Veneciano, o forte no alto e, os seus muitos bares e restaurantes agradáveis. Durante os outros dias tivemos a oportunidade de visitar Chania, que também é uma cidade muito bonita, demos passeios de bicicleta, visitámos o lindíssimo Lago Kourmas, fizemos uma prova de vinhos na vinha que produz o Nostos Wines, que por sinal, só utiliza rolhas de cortiça importadas de Portugal, e descansámos também um pouco. Muito bonita a ilha e recomendo a visita. A experiência talvez seja um pouco diferente se vierem no pico do verão quando está muito calor que, imagino, reduza o interesse em andar de um lado para o outro quando o sol torra, mas para quem tiver a possibilidade de passear um pouco na ilha, sem dúvida que vale a pena."

 

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Porto de Rethymno

 

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Lago de Kournas

 

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Mounasakis Winery - Nostos Wines

 

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Georgiopoulis 

 

O meu vôo acabou por ficar 6 horas atrasado! E ainda tivemos que ir parar em Frankfurt para mudarem o staff. Enfim,.. uma chatisse. Tinha imensos planos de chegar a casa no início da tarde para tratar de várias coisas e afinal, cheguei apenas a tempo de ir dormir. 

 

E o Cambodja é assim

Estou de volta a Londres e estou contente por estar de volta. Sem dúvida gostei da minha primeira experiência na Ásia, mas também depois de vários dias num ambiente tão diferente a que estou habituada, sabe bem voltar a casa e ao dia-a-dia. 

 

Aprendi imenso sobre a cultura, os hábitos e o país em sim. Sendo um dos países mais pobres do Sudeste Asiático, algumas das suas características chocam um pouco. No entanto, para um país que teve que recomeçar do zero apenas à cerca de 40 anos atrás quando o Governo ditaturial do Khmer Rouge destruio o país e assassinou todas as pessoas que tinham algum nível de educação, seria difícil estar noutro tipo de situação. 

 

Algumas das coisas que me chocaram incluío ver as crianças a trabalharem em todo o lado; muitas pessoas a pedir esmola; muito lixo nas ruas, principalmente na capital Pnhom Penh; muita prostituição de adolescentes; a falta de controlo no trânsito onde era 'todos ao molho e fé em Deus' nos cruzamentos. A realidade com que os nacionais do Cambodja vivem fez-me apreciar e agradecer muito o facto de ter crescido num país desevolvido, onde, as crianças têm a oportunidade de ser educadas e poderem ter escolhas para o seu futuro. No Cambodja, a maioria das pessoas simplesmente não têm escolha. As suas decisões são motivadas pela sobrevivência e as condições locais da zona onde nasceram tendem a ditar aquilo que vão fazer para o resto da vida. 

 

Fiquei a conhecer essa parte da realidade do Cambodja, mas também fiquei a conhecer zonas muito interessantes com um tipo de beleza que nunca antes tinha visto. A zona de Siem Riep onde são localizados os principais templos do país é mais turística e agradável em termos de ambiente de rua do que a capital, e a visita aos templos, principalmente tendo a possibilidade de vê-los ao nascer do sol, é espectacular. Se bem que a minha visita favorita foi mesmo à ilha de Koh Rong, que era paradisíaca. Adorei!

 

Ficam algumas fotos da viagem:

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 Zona ribeirinha Phnom Penh

 

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Passeio de barco Phnom Penh

 

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Venda de insectos - aranhas, larvas, e outras coisas mais

 

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Ankor Wat

 

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Ilha Koh Rong

 

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Praia Koh Rong

De volta a Londres e a 100 à hora

Uff, finalmente tenho oportunidade de fazer um update no TugaemLondres. Bem sei que tenho vários e-mails por responder e, irei chegar a todos nos próximos dias. As férias Italianas acabaram no domingo à noite e, a partir do momento que cheguei, ainda não tive tempo para parar. Só tinha dormido umas 3 horas no sábado, e no domingo também tive pouco mais de 5 horas para dormir porque tinha que me levantar cedo para a primeiro entrevista que ía ter nesse dia, para a qual ainda não me tinha preparado. No total, tinha umas 10 entrevistas marcadas para esta semana. Como tal tem sido um corropiu entre entrevistas, levando o portátil comigo para poder fazer uma revisão nos cafés para a entrevista seguinte no tempo que ía tendo entre cada uma.

 

Já chegámos a quinta-feira e mal vi a semana a passar. Acho que provavelmente pela falta de sono e cansaço geral o meu corpo começou a fraquejar e hoje tive que passar o dia em casa, com tosse, dor-de-cabeça, corpo dorido e actualmente encontro-me sentada no sofá rodeada por um mar de lenços de papel usados. Felizmente já tinha desmarcado as 3 entrevistas que ía supostamente ter hoje, já que não seria mesmo capaz de sair de casa. Em vez disso, passei o dia a trabalhar para uma apresentação para outra entrevista que tenho amanhã. A empresa parece ser interessante, cheia de 'geeks' já que é uma consultoria de informática, mas gosto muito do conceito que tem e estou curiosa para lá ir conhecer as pessoas e os escritórios. Esta vai ser a segunda entrevista com eles visto que a primeira foi feita por telefone. Esta posição será para a única pessoa de marketing na empresa, mas tem potencial para crescer em termos de equipa. Acho que seria uma oportunidade um pouco  diferente daquilo que tenho feito até aqui, mas também será mais desafiante que outros empregos que tenho em consideração. E uma coisa interessante é que estes tratam os empregados MUITO bem. Para terem uma ideia, para a festa de verão deles, eles vão alugar uma ilha privada onde todos vão festejar com parceiros, crianças, etc. Yep, uma ilha privada!! 

 

Com isto posso dizer que a procura de emprego está a correr positivamente. Quando estiver tudo finalizado irei escrever um post sobre como procedi à pesquisa durante este período e os altos e baixos por que tenho passado, para que possívelmente vos possa  ajudar também numa próxima que estiverem a procurar por novo emprego. 

 

Entretanto, as minhas férias em Itália já parecem um sonho distante. Foram mesmo relaxantes e animadas. Adorei! Ficam fotos que tirei na segunda parte das férias quando estava em Como:

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Vista do apartamento

 

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 Swing dancing on the square @SwingCrash

 

Férias Italianas

Já tinha férias planeadas para Itália desde o final do ano passado. Não calharam lá na melhor altura - estadia na Costa Amalfitana e no Lago Como durante 11 dias quando não tenho ainda o próximo emprego definido  Não é propriamente ideal, mas também não queria desistir das férias por causa disso. Tenho passeado e relaxado que estava bem a precisar, mas também não parei de me dedicar à procura de emprego. Simplesmente estou a fazê-lo remotamente. 

Neste momento em que vos estou a escrever, tenho esta vista à minha frente:

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Vale a pena! A paisagem que me rodeia e a companhia das minhas amigas são perfeitas para esta altura e é mesmo o que eu precisava para recarregar forças, concentrar-me nos meus objectivos e energizar-me para o que está para vir. Passo a deixar algumas fotos da minha estadia em Itália até agora. Sem dúvida, locais muito interessantes ou bonitos que aconselho a visitar:

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Nápoles

 

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Amalfi

 

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Vista do topo do Vulcão Vesúvio

 

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Ruínas da cidade de Pompeei

Como aprender a esquiar da forma mais dorida

E já terminaram as minhas pequenas férias na neve. Mal posso acreditar que ainda ontem estava a caminhar por cima de neve com montanhas branquinhas que me rodeavam e hoje já estou numa Londres solarenga de volta ao dia-a-dia normal. De forma geral gostei bastante da viagem e de estar num ambiente completamente diferente durante os últimos dias. Se consegui aprender a esquiar desta vez? - Mais ou menos.

 

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A parte positiva é que, sem dúvida, achei o ski mais fácil de aprender-lhe o jeito do que o snowboard, mas de qualquer forma ainda não saí de lá experiente na coisa. Dizem que a melhor forma de aprender é não ter medo de cair e deixar-se ir. Bem, eu não tive medo de cair, mas quem me dera que tivesse um pouco mais medo porque assim talvez não tivesse caído tantas vezes e não estaria tão dorida e tão cheia de nódoas negras como estou agora. Penso que o meu primeiro problema é que não cheguei a tempo de ter aulas no primeiro dia. Assim sendo, fui logo para cima da montanha e tentei descer aquilo tudo sem ter técnica nenhuma para além das dicas que a minha amiga me deu. Resultado, eu ganhava imensa velocidade, não conseguia parar, e espetava-me de poucos em poucos metros. Mesmo assim consegui fazer quase uma pista inteira, tendo passado o resto do tempo no après-ski, que passado aquelas 2 primeiras horas de esqui nesse dia já não tinha capacidade para me levantar mais uma vez que fosse do chão. 

 

No segundo dia as escolas de ski estavam encerradas por isso eu não podia mesmo ter aulas. Voltei para cima de outra montanha e lá comecei a descer uma das pistas que me parecia um pouco mais fácil. No entanto, passado uns metros, essa tal pista fácil transformou-se numa descida muito íngreme que, obviamente resultou numa grande cambalhota, parti os óculos de esqui e fiquei a sangrar do lábio. Digamos que não estava lá muito feliz depois desse sucedido e comecei a ficar muito nervosa e desanimada com a minha performance por não ser capaz de esquiar como todas aquelas centenas de pessoas incluíndo criancinhas que estavam ali a passar sem qualquer problema em descer a montanha graciosamente nos seus esquis. 

 

Já estava quase a chegar ao elevador mais abaixo que me iria levar novamente para outra montanha mais acima, mas depois daquela queda, só a ideia de ter que ir voltar a descer outra pista sem noção de quando poderia voltar a encontrar o elevador que me levaria de volta para a vila, não me pareceu nada boa ideia. por isso mesmo, em vez de continuar para baixo, decidi, tirar os esquis e andar tudo para trás a subir aquela pista íngreme a carregar os esquis porque ao menos lá em cima, sabia que estava o tal elevador que voltava à vila. Claro que ninguém sobe uma montanha numa pista de esqui. A ideia é sempre descer, logo eu bem notei nos ares de estranheza que as pessoas me davam ao passarem por mim, mas eu queria lá saber. Estava frustrada e só queria voltar a terra bem firme e seca na vila. Depois de 45 minutos a subir a pista, lá entrei no elevador e fui acalmar-me para a vila com um chocolate quente. Nessa altura tinha duas hipóteses - ou ia tirar as botas de esqui e passar o resto do dia a dar uma volta pela vila e ler um livro enquanto esperava pela minha amiga que andava pela montanha, ou ganhava coragem e ia praticar para as pistas pequenas junto à vila. Optei pela segunda hipótese e lá fui continuar a minha tentativa de aprender a esquiar. Depois de fazer essas pistas algumas vezes senti-me muito melhor comigo própria por ter conseguido manter a velocidade e descer a colina sem cair. Isso animou-me bastante e, no terceiro e último dia lá fui finalmente ter aulas.

 

Quando me apercebi que o meu grupo ia começar a aula na mesma pista onde eu tinha dado a grande queda no dia anterior só me apetecia voltar para trás, mas lá me forcei a fazer essa pista novamente. Ainda caí várias vezes, mas finalmente, a meio da manhã, e depois de muita paciência do meu instrutor, algo fez sentido e finalmente apercebi-me do que é que o meu corpo tinha que fazer para conseguir parar os esquis nas pistas íngremes. A partir daí, o número de vezes que caí reduziu consideravelmente e finalmente comecei a gostar da experiência de esquiar a descer a montanha.

 

Acabei o dia muito mais confiante e com vontade de continuar já que finalmente lhe tinha apanhado o jeito, mas esse foi o meu último dia de esqui e tive que voltar ontem de manhã. Ao menos fiquei contente porque sei que é possível eu aprender e, para uma próxima vez, acho que vou ter a possibilidade de apreciar muito mais a experiência. 

 

Dicas para quem também quer aprender - tenham aulas logo no primeiro dia e escolham um resort com pistas verdes. Acho que se eu tivesse tido aulas no dia 1 teria vindo com muito menos nódoas negras, e infelizmente o facto de ter ido para St. Anton que é um resort que não tem pistas verdes também não ajudou. Note-se que a cor da pista reflecte o seu nível de dificuldade, sendo que as verdes são menos íngremes e ideias para principiantes, as azuis são consideradas "fáceis" mas têm zonas muito íngremes, as vermelhas têm um grau de dificuldade intermédio e as negras são pistas quase verticais, para o pessoal bem mais confiante nas suas habilidades de esquiadores ou snowboarders. 

 

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Aparte das dificuldades no esqui, gostei muito dos meus dias de férias na neve. A paisagem é lindíssima, o ambiente neste tipo de locais é bastante animado e social, e as festas de après-ski, onde muitos dançam em cima das mesas a cantarolar muita música Alemã e não só, são muito divertidas. Quero voltar para o ano e estou confiante que para a próxima, a experiência de ski vai correr muito melhor. 

A Páscoa em Londres

Amanhã acordo pelas 3:30h para ir apanhar exageradamente cedo para me levar às montanhas Austríacas. OK, não estou nada contente com as poucas horas que vou ter de sono mas estou entusiasmada com a ideia de ir passar os próximos dias a esquiar. Isto é, se eu conseguir esquiar durante os 3 dias que vou ter na neve. O ano passado fiz a minha primeira viagem de neve, mas tentei snowboarding. A coisa não correu lá muito bem em termos de snowboard que, consegui sair de lá com muitas nódoas negras, extremo cansaço e um rabo dorido, mas sem quaisquer capacidades de snowboarder. Então este ano lá vou tentar novamente, mas desta vez com esquis que ouço dizer ser mais fácil de aprender. Lá vou estar eu a aprender a esquiar com a miudagem toda enquanto o resto do pessoal está a divertir-se mas, espero que ao menos, vá ser capaz de descer a montanha a fazer ski e não a fazer sku, nem que seja só no último dia. 

 

Entretanto como as férias da Páscoa celebram-se durante 4 dias em Londres visto que a sexta e a segunda-feira são feriados, vai haver muito com que se entreterem para quem fica por cá. Assim sendo, e como tenho que ir dormir em breve, passo a deixar-vos os links de alguns dos eventos que me parecem interessantes, em vez da habitual descrição mais detalhada dos eventos. 

 

Eventos para famílias:

Caça Gigante ao Pato da Páscoa

Férias da Páscoa no Discover (Museu das crianças)

Caça aos Ovos da Páscoa em Kew Gardens

Teatro em Trafalgar Square: A Paixão de Jesus

Páscoa no Roof Gardens

Hotel Chocolate Tasting Experience no London Eye

Almoço de Páscoa num barco

 

Festas:

Morning Glory - Easter Sleepover

Lock Tavern Festival

Noite de Deep House com Secretsundaze

As One Easter Weekend Festival

 

Desejos de um fim-de-semana prolongado de Páscoa feliz para todos os leitores do Tuga em Londres!

 

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                                                                                                           Fonte: https://bemditarte.wordpress.com

 

Um fim-de-semana prolongado em Como

 

Se ainda nunca foram a Como na Itália, aconselho vivamente a que coloquem na vossa lista de locais a visitar. O Lago de Como é lindo!! Fica a cerca de 1h45m e dois comboios do aeroporto de Milan Malpensa. Cheguei por volta das 22h 'a vila de Como, mas tive um pequeno percalço logo 'a chegada. Estava na conversa com os amigos e, apesar de já termos chegado 'a estacão de Como, estávamos a deixar as outras pessoas saírem primeiro do comboio sem pressas. Quando estas saíram, aproximamo-nos então nós da saída e, ao irmos carregar no botão para abrir as portas, estas não abrem; as luzes do comboio apagam-se; e os motores do comboio param. Voltamos a tentar abrir as portas. Não funcionam. Corro pelo corredor para tentar chegar ao motorista para lhe dizer que ainda estamos ali dentro mas as portas entre cada carruagem também estão fechadas. Estávamos mesmo fechados naquela carruagem escura, 'a noite, num país estrangeiro. Brilhante! {#emotions_dlg.sad} Não havia hipótese mas puxar o alarme. Sempre tive aquela vontade para puxar um daqueles alarmes por isso aqui estava uma boa situação para o fazer. Não consegui. A porra daquele alarme era difícil de puxar que se fartava. Felizmente o meu amigo conseguiu, mas também lhe custou bastante. Se calhar fazerem os alarmes mais possíveis de funcionar não seria má ideia. O alarme de emergência de abertura de porta lá deu de si e saímos. Ao passarmos pela plataforma vimos que os motoristas estavam a sair da sua carruagem e continuaram em frente para a saída da estacão. Impressionante como nem sequer se deram ao trabalho de passar pelo comboio para ver se alguém tinha lá ficado ou o que quer que seja. Isto se acontecesse em Londres, muitas pessoas iam ficar fechadas nos comboios toda a noite já que há sempre alguém que fica a dormitar. Enfim, lá deve ter ficado a porta do comboio a noite toda aberta. Ups!

 

O nosso apartamento era mesmo no centro histórico, e ao caminharmos para o apartamento passamos pela Casa da Ópera que tinha as janelas abertas devido ao calor e estava uma Ópera a decorrer naquele mesmo momento. Pareceu-me um momento mágico chegar 'aquela praça lindíssima enquanto ouvia o som de uma ópera ao vivo naquela noite quente. Foi mesmo - wow!

 

Chegados 'a rua do apartamento onde íamos ficar, e o nosso amigo que tinha chegado mais cedo estava á janela 'a nossa espera. Ao entrarmos, deparamos com um apartamento que mais parecia um palacete com tetos muito altos e frescos pintados no teto; com um lustre na casa de banho; uma sala lindíssima. E melhor que tudo ficou-nos a uma pechincha, daí não estar nada 'a espera que fosse assim tão bom. O nosso amigo que tinha chegado mais cedo já tinha a mesa posta á nossa espera para um belo jantar de Tortellini al suco como ele lhe chamou. Foi uma chegada perfeita. Quanto ao resto da estadia, contou com muita dança ao ar-livre na praça principal da vila de Como, muito sol e Prosecco. Adorei e aconselho.

 

Lago de Como
 

 

Agora tenho dois dias em casa para trabalhar (sim, tenho que ficar em casa porque esta semana nao temos escritório já que também vamos mudar de local de escritório) e para encaixotar todas as coisas para a minha mudanca de casa que vai ter que decorrer na segunda-feira assim que eu voltar do festival de Glastonbury. Uff! Acho que vou precisar de mais umas férias depois disto para efectivamente poder descansar.

 

Dancar em Como

 

 

E terminaram as férias do verão

Tenho estado ausente. Não só do blog mas mesmo de casa e das minhas visitas de lazer à Internet. Nas últimas semanas tem sido um acontecimento atrás do outro. Primeiro com as férias em Portugal, depois com uma semana de trabalho de longas noites que pareciam não ter fim, chegar a casa estafada, e mais um fim-de-semana onde não parei um segundo,... Ufff!! Eu bem que gosto de estar ocupada, mas sinceramente já tinha saudades de simplesmente vir para casa após um dia de trabalho e não fazer mais nada a não ser comer, Internet e descansar. Quando se tem muitas dessas noites, tornam-se monótonas, mas quando passa tanto tempo sem as ter, a primeira oportunidade de passar uma noite em casa sabe que nem ginjas!

 

Bem, mas cá estou e, agora já não tenho a agenda tão carregada por isso já penso poder voltar ao meu ritmo normal pós férias. 

 

No post anterior tinha comentado sobre os meus primeiros dias em Portugal com a minha amiga Francesa. Ao fim de toda aquela semana ela ainda teve a oportunidade de ficar a conhecer as praias da Costa, Sesimbra, Sintra, Cascais, onde passou o dia inteiro no Guincho em aulas de Surf e também ficou a conhecer Tomar. Dei-lhe a conhecer algumas das nossas iguarias como os queijinhos, alguns dos doces mais tradicionais com que cresci (pastéis de belém, Queijadas de Sintra, Travesseiros de Sintra) e outros que eu própria experimentei pela primeira vez como os "Beija-me rápido" (acho que era assim que se chamavam) e uns doces de amêndoa de Tomar. 

 

Doces de Tomar
Ela também teve a oportunidade de provar uns quantos aperitivos e digestivos, e mais outras coisas boas da nossa culinária. Resultado, no último dia quando fui ao Pingo Doce para me fornecer das coisinhas essenciais que, como boa emigrante, gosto de trazer comigo cada vez que vou a Portugal, ela acabou de sair de lá com o cesto mais cheio que o meu. Comprou um vinho Alentejano, uma garrafa de Amêndoa Amarga, um queijinho amanteigado de Azeitão, e mais uma quantidade de outros queijos, enchidos, enlatados (é difícil encontrar um atum tão bom como o nosso "Bom Petisco" aqui por terras Britânicas) e doces. 
Foram umas belas de umas férias, a terminar em alta com o casamento de uma nossa amiga que lá nos trouxe um dia cheio de emoções - desde a lágrima no olho quando dentro igreja, à hora passada a comentar os vestidos durante a sessão de fotos, às risadas durante a boda e momentos de dança como se não houvesse o dia do amanhã pelas altas horas da noite. 
Foram umas belas de umas férias. Já terminaram, mas felizmente sinto-me satisfeita. Tenho saudades do meu dia-a-dia de Londres e de voltar a aproveitar tudo aquilo que tenho perdido enquanto estive de férias ou ocupada com outras coisas. Hoje senti como sendo o primeiro dia de volta à normalidade. Estou preparada para voltar a aproveitar mais do que Londres tem para oferecer!

 

Verâo em Portugal

Yeah, finalmente voltei a Portugal! Já cá não vinha desde o Natal (imperdoável, bem sei) por isso bem que tinha saudades. 

Este ano também adiei a vinda um pouco mais do que o habitual porque vou a um casamento por cá no próximo fim-de-semana por isso fazia sentido juntar as férias com a vinda ao casamento. 

 

Como o casamento é de uma amiga Portuguesa que vive em Londres, há uma quantidade de pessoal de vem de lá também o que torna a experiência ainda mais interessante. Uma amiga minha Francesa já veio comigo no sábado e assim aproveito esta semana para lhe dar um tour de Lisboa e arredores, das nossas praias, da nossa gastronomia,... Para já, ela parece estar encantada (e também exausta) por onde a tenho levado. Ontem comecei por Lisboa. Estacionando o carro ali pelo Largo do Camões, tomámos o cafézinho na Brasileira, descemos o Chiado até ao Rossio, Rua Augusta, Terreiro do Paço onde estávamos desesperadas para a casa-de-banho, e deparámo-nos com "The Sexiest WC on Earth". Já viram isso? É uma ideia da Renova para publicitar os seus rolos multi-cores de papel higiénico. Fizeram uma casa-de-banho toda XPTO, decorada com os rolos coloridos, onde cada cubículo é muito espaçoso, com um grande espelho e portas forradas a madeira por dentro de forma original. O único senão é que cobram €0.50 para lá entrar mas também tem a sua lógica cobrarem entrada já que foram tão cuidados no seu design. Não faria muito sentido deixarem a casa-de-banho ao desbarato, correndo o risco de ser danificada, o que também iria afectar a boa imagem que a Renova quer transmitir. 

 

Fiquei também surpreendida com todos os bares e restaurantes que há ali pelo Terreiro do Paço. Não havia nada disso à pouco tempo, mas sem dúvida que me parece uma boa forma de trazerem mais pessoas ao Terreiro do paço. Dantes ia-se ao Terreiro do Paço para tirar uma foto à estátua ou para apanhar o barco para o Barreiro. Não havia muito mais a fazer por ali, por isso acho bem estarem a incentivar as pessoas a ficarem por lá mais tempo e fazerem mais uso deste espaço tão agradável que o é o Terreiro do Paço ali à beira rio. 

 

Passado o Terreiro do Paço, levei-a em direcção ao Castelo, passando pela Sé e parando para almoçar no Chapitô. Gosto do espaço do restaurante do Chapitô e acho que patrocina um ambiente agradável para um almoço, no entanto, os preços dos pratos que já eram caros, agora estão um abuso! €16 por um prato de Lulas Grelhadas que nem sequer foi muito bem servido e as lulas estavam mal grelhadas? Sa de lá com a impressão do "nunca mais cá volto". Tudo bem que se paga um pouco mais caro pelo local e pela vista, mas acho aquele preço um abuso e, a comida simplesmente não estava à altura. Prefiro muito mais ir a uma Tasca Portuguesa comer bem, ter um prato bem servido e a um preço em conta.

 

Durante o resto da tarde ainda demos umas voltas pelo Castelo, depois voltámos ao carro para ir aos Pastéis de Belém, onde ela ficou muito impressionada com a dimensão do espaço da casa e com a quantidade de pessoas a comer pastéis na rua, assim como pelo sabor, que esse, nunca desaponta.

 

O final da tarde foi passado em Carcavelos. Bem sei que não é a melhor praia para dar a conhecer a uma turista, mas estava ali pertinho e já eram 18h por isso não havia tempo de ir para o Guincho.

 

A ronda do Dia 2 começa esta manhã com a Costa da Caparica.