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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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Pintora Portuguesa Natália Gromicho com exposição em Londres

Para a próxima semana a pintora Portuguesa Natália Gromicho vai exibir o seu trabalho em Londres na Hay Hill Gallery em Baker Street. 

A artista iniciou a sua carreira em 1995, com a sua primeira exposição em Almada e, lançou-se internacionalmente em 2012 com exposições em Itália, Miami e São Paulo. Este ano vai expôr individualmente pela primeira vez em Londres de 29 de Setembro a 25 de Outubro e esta exposição vai estar aberta de segunda a sábado com entrada gratuita. 

 

Em antecipação à exibição tive a oportunidade de entrevistar a Natália que passo a publicar em baixo:

 

Natália Gromicho

 

 

Natália, para quem ainda não conhece o seu trabalho, o que é que os visitantes podem esperar desta exibição?

R – Para quem não conhece o meu trabalho, pode esperar o inesperado.  Eu tento, ao logo dos 20 anos que já pinto, que a minha obra seja apenas reconhecida pela assinatura, que não haja ligação entre as várias coleções (conjuto de pinturas baseado no mesmo tema), esta coleção que apresento em Londres é o conjunto das obras mais expostas em todo o  mundo, o exemplo do quadro “Hermafrodite” que para além de já ter percorrido Portugal e norte a sul com a exposição “Modos de Ver” já teve na Austrália e em Nova Iorque. Acho que os visitantes vão gostar da selecção que a Hay Hill Gallery vai apresentar.

Quanto tempo costuma dedicar a cada peça de trabalho e em que é que se inspira cada vez que pretende começar a trabalhar numa nova pintura? 

R – Em relação ao tempo que dedico, podemos considerar que em média 2 semanas em cada trabalho, é necessário esboçar, estudar a ideia, esboçar e depois passar á ação. Por vezes são duas semanas, por vezes meses e alguns até levam anos até chegar ao ponto que quero. A minha inspiração é baseada em tudo o que se passa no mundo, tenho várias coleções relacionadas com os direitos Humanos, a sexualidade; outras com fenómenos e catástrofes como Fukushima, Prestige, Tsunami e mais importante que tudo são as guerras, não consigo ficar indiferente sem passar para a tela o que me vai na alma (Tripoli).

Já exibiu o seu trabalho em vários países ao longo dos anos. Como é que iniciou a sua carreira internacional e de que forma é que essas exposições beneficiaram a sua carreira?

R – Sim já fiz várias exposições internacionais, Miami foi a primeira e uma das mais marcantes, a partir de Miami, de contactar com artistas a pintar ao vivo, nos próprios ateliers, á noite deu-me a ideia de fazer o mesmo em Portugal. Seguiu-se a Austrália, que comercialmente foi a que teve mais impacto imediato, para além de ter sido a primeira artista Portuguesa (e única até á data) a expôr no Adelaide Fringe Festival,  vendi metade da exposição em meia hora, foi uma experiência única pela rapidez como aceitaram a minha obra, do outro lado do mudo... de regresso da Austrália, decidi homenagear a minha cidade e pintei, para uma exposição de grande formato, Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Carlos Paredes entre outros em quadros de mais de 2 metros para um evento na LX Factory chamado Open Day. Foi muito intenso. Para ter uma ideia, para esta exposição fui obrigada a alugar um Atelier, concorri a um concurso municipal e a CM de Lisboa colaborou com esta iniciativa, aproveitei a ideia que trazia de Miami e abri, uma galeria que é também um atelier, onde os interessados podem ver-me pintar diariamente, ao vivo, para além de ter todo o meu acervo (mais de 200 quadros) exposto para os interessados, no centro de Lisboa, Chiado.

Este ano tem sido um ano muito positivo para mim, em Fevereiro tive em Nova Iorque onde fiz uma live performance na Soho e que resultou numa venda de uma obra por $25.000 USD,  representei oficialmente Portugal em Moscovo (já não ia um artista português á Rússia á mais de 10 anos), em França e para além desta exposição de Londres, até fim do ano, vou ainda á India (Nova Delhi) e Timor (Dili)

 

Quais teriam que ser os resultados da exibição em Londres para poder considerar esta como uma exibição de sucesso? 

R – Para mim, já é um “sucesso” ter sido considerada por tão prestigiada galeria Londrina, é o realizar de um sonho. Já não é a primeira vez que venho a Londres por causa do meu trabalho, em 1999 ganhei um concurso da Radio Comercial que consistia em desenhar um logotipo alternativo dos Rolling Stones para a tour “Bridges to Babylon Tour”, ganhei e vim ao concerto dos Rolling Stones, no antigo estádio do Wembley e foi um momento marcante.

Considera que tem uma carreira de sucesso ou que falta para chegar a esse ponto?

R – Ainda falta muito para atingir o ponto, não me movo por ter uma carreira de sucesso ou não, mas sim se o publico gosta ou não da obra que faço, sinto-me mais realizada desta forma...

Quais são os desafios e benefícios que os artistas Portugueses têm de forma geral?

R – É ir contra o pré-estabelecido, existem muitos obstáculos para um artista português consiga fazer o seu trabalho, o estado atual da cultura é uma excepção em relação ao resto do mundo, por exemplo, não temos ministro da cultura, todas as semanas recebemos noticias de cortes orçamentais na cultura, cancelam os poucos programas que temos que nos dão acesso á cultura, enfim acho que não é preciso falar muito mais sobre este tema...

Muitos jovens artistas Portugueses hoje em dia decidem iniciar a sua carreira no estrangeiro com o objectivo de obter melhores oportunidades. Que conselhos daria aos jovens que preferem ficar em Portugal, para conseguirem desenvolver a carreira no seu país?

R – O meu conselho é simples peçam apoios a fontes alternativas que não o estado ou instituições publicas, façam-se representar por marcas ou empresas, como sabem a lei do mecenato já não existe e têm de existir alternativas, por isso não desistam, façam projectos e apresentem... nunca desistam.

Se os Portugueses residentes em Londres quiserem conhecê-la pessoalmente, tem algum dia em específico em que vai estar disponível para falar com o público durante a sua exibição?

R – Sim, vou estar na abertura da exposição no dia 30/09 a partir da 18h, de qualquer forma vou estar em Londres de 29 de Setembro a 01 de Outubro, podem contactar-me através de email para info@nataliagromicho.com ou através das redes sociais (Facebook e LinkedIn). Apareçam!

 

 

Parabéns Charles Dickens

Faz hoje 200 anos que nasceu Charles Dickens. Este escritor Britanico marcou a sua vida com a publicacao de várias obras consagradas pela literatura Britanica como pecas únicas de mistério, caracterizadas pela sua capacidade de misturar o obscuro com a realidade. Entre as suas obras mais reconhecidas conta com Um Conto de Natal.

Send este o seu dia de aniversário, vários locais em Londres estao a organizar eventos para celebrar a data. podem ver a listagem de todos os eventos no website dickens2012.

 

Para quem nao pode visitar as celebracoes do dia de hoje, ainda poderá aprender mais sobre a vida deste autor através das exibicoes dedicadas ao mesmo que estao actualmente em exposicao na British Library e no Museum of London.

A nova ala do V&A

 Este fim-de-semana aproveitei para ir ao V&A (entenda-se Victoria & Albert Museum) ver a nova exibição permanente da época Medieval ao Renascimento desde o ano 600 a 1600. Como é característico do V&A, a exposição dedica-se a artefactos, peças, joalharia e esculturas dessas épocas. Sem dúvida que gostei de ter lá ido ver a exposição, mas sinceramente não é daquelas que me tenha dado vontade de voltar a ver novamente. Na sua grande maioria, os objectos presentes eram de carácter religioso e, não que eu ache que os objectos religiosos não sejam também interessantes mas, por exemplo, ver vitrais expostos num museu simplesmente não é o mesmo que vê-los numa igreja. Ali expostos, por entre paredes brancas, simplesmente parecem vazios, sem significado. Mas não só de vitrais tratava aquela exposição, havia muito mais do que isso. Como comecei pela parte da época medieval estava com esperança de que ao chegar à parte do Renascimento ficasse mais interessante, mas também fiquei um bocadinho desiludida. Acho que o melhor foi mesmo uma escultura com Sansão prestes a degolar um homem de um artista Italiano  na parte da época do Renascimento.

 

De qualquer forma, para quem nunca foi ao V&A é aconselhável lá ir, apenas sugiro é que comecem por outras alas do museu. Uma exposição temporária que também lá está agora e que deve mesmo ser muito boa, principalmente para os interessados em design, é a "Decode: Digital Design Sensations".

 

Agora as próximas da lista que ainda não tive oportunidade de ver são a instalação da Turbine Hall da Tate Modern e o Darwin Centre no Science Museum. Essa instalação da Tate Modern apenas sei que está relacionada com um tubo escuro em que se entra lá para dentro. O meu primo e amigos quando estiveram cá recentemente, é que foram ver e foi apenas isto que disseram sobre a instalação. Não me quizeram dizer mais para não "estragar a surpresa". Por isso nem quero ir ao site ler sobre a instalação e prefiro mesmo ter o efeito surpresa quando lá chegar. Espero não ficar decepcionada.