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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Passeio com um fotógrafo em Londres

No outro dia, o fotógrafo Victor Guidini contacta-me e pergunta se quero fazer uma sessão fotográfica num local à escolha de Londres. Não foi preciso pensar duas vezes, claro que queria! E quanto ao lugar, o primeiro sítio que me veio à cabeça, foi uma das minhas zonas preferidas onde ir passear - Broadway Market e o Regent's Canal em Hackney. Algumas das fotos tiradas vão ajudar-me a explicar o porque é que este é provavelmente o meu passeio favorito a fazer em Londres.

 

BROADWAY MARKET

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Se estas fotos tivessem sido tiradas a um sábado, não seria possível tirar uma foto ao pub de especialidades de cerveja Belgas, 'The Dove', sem uma quantidade de stands de comida e vestuário 'vintage' à frente. Sábado é o dia de Mercado, e esta rua fica sempre num reboliço durante esse dia da semana. 

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'La Bouche' é um dos vários locais preferidos por muitos para tomar o brunch. Este café/mercearia/deli tem uma bancada cheio de comida fresca e deliciosa por isso não admira ser difícil encontrar uma mesa livre aos fins-de-semana.

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 Esta rua também tem várias opções para passar a noite. No Broadway Market encontram 2 pubs tradicionais, vários restaurantes e uns 3 ou 4 bares. Um deles é o Kansas Smitty's, um cocktail bar localizado em baixo do bar 'Off broadway' que conta com actuações de jazz ao vivo todas as noites.

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Outra coisa de que gosto é que, ao contrário de muitos outros mercados de Londres, este não é um mercado turístico. Apesar de ter sofrido mudanças ao longo dos anos, contínua a ser um mercado que serve as comunidades locais, se bem que efectivamente, alguns dos comerciantes aproveitam o facto do mercado ser popular, para manterem os preços elevados.

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Nas ruas transverssais encontram vários murais com street art, incluíndo este com a Frida Kahlo.

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Imediatamente a sul de Broadway Market, encontram a saída para o canal, e ao caminharem uns 5 minutos para este, vão ter a Victoria Park.

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 Todos os domingos, encontram também um pequeno mercado no centro de Victoria Park, que conta principalmente com a venda de comes e bebes, assim como fruta e legumes frescos, peixe fresco, etc. 

 

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 Obrigada ao fotógrafo https://www.victorguidini.com/ pelas sessão fotográfica num dos meus locais preferidos.

 

 

Pequenas descobertas - Inns of Chancery

No outro dia andei a passear por volta da hora de almoço e decidi entrar nos Inns of Chancery, em Chancery Lane, que constituem o conjunto de vários edifícios que formam os 'Chambers of Lawyers' onde empresas de advogados das mais variadas especialidades se podem encontrar. Tive que passar por um portão com segurança por isso senti que estava num local onde possivelmente não devia estar, mas o que fez de todo o mais interessante de explorar o exterior daqueles edifícios de aspecto monumental. Verifiquei que a extensão dos edifícios é bem maior do que aquela que aparenta do lado de fora. Lá dentro encontrei umas arcadas antigas e um grande jardim agradável.

 

O pequeno passei fez-me ficar com curiosidade para ir à descoberta de mais locais semelhantes. Ficam as fotos dos edifícios que tirei.

 

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Tempo para mim

Cheguei de volta a Londres ontem após as celebrações Natalícias em Portugal. Ainda estou de férias toda a semana, mas quiz voltar para aproveitar a calma que esta semana geralmente me oferece. É o único tempo do ano onde sinto que consigo ter vários dias só para mim. O resto do ano, sempre que tenho férias, vou para algum lado, ou tenho actividades e outras coisas para fazer. Verdade seja dita, escrevi no avião uma longa lista de coisas para fazer durante esta semana, mas uma das coisas que escrevi foi - passear. Só passear, sem distúrbios, sem destino, sem qualquer outro interesse senão passar tempo comigo própria, a ouvir a minha música e a deixar-me ir pelos meus pensamentos. Até pedi ao meu namorado para vir um dia mais tarde de casa dos pais para eu ter o espaço da casa só para mim durante um dia inteiro. Ele percebeu. Por vezes simplesmente é bom estar sozinha, e hoje em dia não tenho muitas oportunidades de o fazer.

 

Saí de casa no início da tarde e comecei a andar. Segui por ruas laterais onde nunca tinha passado antes, e daí passei para outras ruas laterais a descobrir novas zonas. Adoro andar à descoberta e Londres tem sempre alguma outra rua por onde nunca passei. Fui parar a sul de Whitechapel onde deparei com o cinema Curzon Aldgate que não sabia que existia e, devo dizer que me pareceu ter muito bom aspecto, por isso adicionei à minha lista de locais a ir. Depois voltei para Norte novamente e parei na Whitechapel Gallery que, surpreendentemente, ainda nunca tinha visitado.

 

A maior parte das exposições na galeria têm entrada gratuita e, achei particularmente interessante o facto de estar exposto o trabalho de dois artistas Portugueses - Leonor Antunes, que vive em Berlim e criou um espaço intitulado 'The Frisson of Togetherness' onde apresenta uma combinação de como diferentes escultura e materias diferentes se podem apresentar de uma forma harmoniosa. O segundo projecto do artista Português Luís Lázaro Matos trata-se de um filme de animação intitulado 'The Nomadic City of Camela' que conta a história de uma cidade móvel construída no dorso de um camelo. O projecto do Luís vai continuar na Whitechapel Gallery até dia 28 de Janeiro e o projecto da Leonor ficará lá até 9 de Abril caso estejam interessados em visitar. 

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A Corrida de Pais Natal

Esqueci-me de falar sobre um evento quando escrevi o post sobre o que fazer em Dezembro - A Corrida dos Pais Natal ou 'Santa Run in the City', que foi uma corrida de 5 quilómetros ao longo da margem sul e norte do Rio Tamisa no centro de Londres, onde mais de 1,000 pessoas vestidas de Pai Natal percorreu as ruas. Participei também e devo dizer que mal deu para sentir que corremos os tais 5 quilómetros sendo que a vista é tão bonita ao longo de todo o percurso e foi divertido correr com tantas pessoas vestidas de Pai Natal. Fica uma foto do evento, mesmo antes de darmos início à corrida. 

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Como despedir alguém

Esta semana que passou foi uma das mais difíceis que tive no trabalho até hoje. Tinha sido informada na sexta-feira anterior, que a nossa empresa ia ter que fazer cortes de pessoal - 80 pessoas para ser exacta, e no nosso escritório seriam cortadas 19 pessoas, entre elas 3 membros da minha equipa. Os cortes iam ser anunciados na quarta-feira que passou, por isso passei o fim-de-semana e os primeiros dois dias da semana a preparar-me para fazer o inevitável. Durante esses dias também tentei encontrar alternativas para manter dois dos membros da equipa, na empresa, ao encontrar-lhes outras posições dentro da nossa empresa mãe (a empresa que comprou a nossa, no ano passado). Para um deles não seria possível muda-lo para a outra posição que tinha em mente, por ser uma função significativamente diferente daquela que ele actualmente estava a fazer. Assim sendo, o seu posto teria que ser anunciado como estando em risco de terminação, para que ele depois pode-se candidatar-se à outra função. Para o outro, o posto que tinha em mente faria efectivamente a mesma função, mas iria fazer parte de outra equipa, e iria apoiar ambas as empresa, em vez de apoiar só a nossa. Consegui que a sua mudança para o novo posto fosse aprovada, e assim o seu emprego deixou de ficar em risco. 

 

Na quarta-feira, quanto mais se aproximava da hora em que o nosso patrão ia anunciar as más notícias a todos, mais eu ficava nervosa. Eu tinha preparado exactamente o que ia dizer, de acordo com o que me foi enviado a mim e aos outros gerentes de departamento, pelos Recursos Humanos, mas isso não me deixava acalmar. Estava prestes a virar do avesso a vida de algumas das pessoas com quem tinha trabalhado ao longo de mais de um ano, em ambos os casos, por isso não conseguia deixar de me sentir mal pelo que ia ter que fazer. 

 

A primeira reunião que tive nessa tarde, foi com as pessoas da minha equipa cujas funções não estavam em risco, incluíndo a do que eu tinha conseguido mudar para outra função semelhante de forma a não perder o emprego. Eu estava satisfeita por ter conseguido isso, mas ele não ficou nada satisfeito. Foi a pessoa que recebeu as notícias de pior forma e disse que nunca quereria ir trabalhar para a empresa mãe, que agora considerava como a grande, má, empresa corporativa que fez com que os amigos ficassem sem emprego, e que o mudou a ele de função sem o seu consentimento. Ele quase que gritava de tão zangado que estava, o que me surpreendeu totalmente. Parecia que não estava a ter qualquer consideração pelos colegas que tinham os seus cargos prestes a ser eliminados, ao começar a queixar-se que teve uma alteração de equipa, como se esse facto fosse pior que o de ter o cargo eliminado. 

 

As outras reuniões com cada um, a que tive que dar a notícia de que as suas funções iam ser eliminadas, correram melhor. Eles claro que não estavam nada contentes, mas foram mais profissionais do que o primeiro. 

 

De forma geral, não foi nada fácil ter estas conversas, nem passar pelos dias seguintes num escritório que estava reduzido a 60% das pessoas que tinha anteriormente. E como se isso não fosse suficiente, o departamento inteiro de Marketing foi reestruturado para unificar as duas empresas a nível de marketing, o que também feriu algumas pessoas com as mudanças a nível de linhas de gerência. Esse vai ser uma outra dificuldade com que vou ter também que lidar. 

 

Já tinha estado antes numa empresa que fez despedimentos, mas eu tinha sido uma das pessoas a sair, como tal, ainda não tinha passado por este nível de reestrutura e mudanças, e verifico que efectivamente não é um processo que esteja a ser fácil de ultrapassar. Espero pelo melhor para as próximas semanas, mas a ver vamos. Todas as pessoas lidam com situações como esta de formas diferentes, e nem sempre é fácil lidar com todos os tipos de personalidades. Se alguém tiver experiência em lidar com pessoas difíceis no trabalho, gostava de ouvir qualquer conselho que tenham para dar. 

A influência de impressão e serigrafia em Hackney

No outro dia fui ouvir uma palestra ao 'Hackney Museum' que introduzia a sua nova exposição de pop art - De Warhol a Walker - e onde explicaram como o movimento de pop art chegou a Hackney através da sua influência Americana por artistas como Andy Warhol. Para quem desconhece o termo, pop art refere-se à criação de arte que retrata elementos de utilização popular, utilizando novas técnicas de produção, tais como a serigrafia. A impressão da Campbell Soup de Warhol, é um dos exemplos mais conhecidos de pop art. 

Em Hackney ao longo das últimas décadas, a utilização de impressão e serigrafia para criação de arte tem sido cada vez mais evidente, e em grande forma tem sido utilizada para poster de promoção de eventos culturais, comunitários e políticos de Hackney. Achei a exposição muito interessante e como está aberta até dia 16 de Setembro achei que deveria comunicar para quem estiver interessado em visitar também. Se forem, aproveitem a viagem para visitar também o Museu de Hackney, onde esta exposição fica inserida. Será principalmente interessante para quem mora em Hackney e conhece relativamente bem a zona, porque vai reconhecer muitas das zonas e edifícios apresentados, assim como ficar a saber sobre a sua função original, que em muitos dos casos, tem uma utilização completamente diferente hoje em dia. 

 

Ficam alguns dos posters de Hackney apresentados na exposição:

 

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1º Aniversário na nova casa

Mal posso acreditar que já passou um ano desde que me mudei para o meu apartamento. Há exactamente um ano atrás, por esta hora (20:30h) estava eu no IKEA de Edmonton duvidosa sobre as várias opções de mobílias que tinha visto, com o meu namorado chateado a dizer que eu me tinha que despachar que já estava mais que farto de estar ali  Claro que acabei de sair de lá só mesmo quando fecharam a loja e nos mandaram embora, mas saí sem tudo aquilo que queria e, com a pressa, ainda acabei por trazer umas coisas de que mais tarde me arrependi. 

 

Eventualmente aos poucos e poucos lá fui encontrando as coisas que queria e hoje, um ano mais tarde, sinto-me confortável nesta casa e consegui decorá-la da forma que mais ou menos imaginei ao início. No entanto, ainda não está tudo. Faltam principalmente alguns quadros na parede e um tapete para a sala, mas tenho que ter uma nova onda de energia para voltar a andar à procura deles. 

 

Mantenho-me contente com a decisão de ter comprado em 'shared ownership' e recomendo para quem está na dúvida se essa será uma boa opção. No meu caso ainda não vi qualquer factor negativo relativamente a ter comprado em 'shared ownership' em vez de por inteiro, e bem sei que é uma dúvida que balança muitas pessoas, quando se encontram na fase de comprar casa. Valorizo tanto a localização que tenho a certeza que não iria ter gostado tanto de viver numa casa equivalente mas que fosse totalmente minha, numa zona mais distante onde o valor total da casa fosse mais alcançavel para mim. 

 

No primeiro dia em que fui buscar as chaves e entrei no meu apartamento pela primeira vez, sentei-me no chão da varanda com uma garrafita de vinho branco. 

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Um ano depois, estou a celebrar na mesma varanda com um copo de gin e tónico, com a diferença que desta vez já não me tenho que sentar no chão.

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A volta aos restaurantes do mundo em Londres: 'A' de América do Norte

Hoje fui à festa de despedida de uma amiga que, ao fim de 15 anos a viver em Londres, decidiu voltar para a Suécia para viver com o seu namorado, também Sueco, em Estocolmo. Quando lá estava, conheci um casal amigo dela muito simpático que nos falou de uma ideia que tiveram recentemente - a de ir a restaurantes com comida inspirada por um país cujo nome começa por uma letra do alfabeto por essa ordem. Ou seja, eles começarem pelo G, ao ir a um restaurante da Geórgia e acabaram na letra F, ao ir a um restaurante Francês. Para algumas das letras foi muito fácil de encontrar restaurantes na zona onde moram, mas para outros tantos, tiveram que visitar novas partes de Londres onde nunca antes tinham estado. Demoraram 18 meses a percorrer restaurantes de países correspondentes a todas as letras do alfabeto, excepto a um restaurante de um país iniciado com a letra Z (tentaram duas vezes ir a um restaurante do Zimbabwe, mas das duas vezes estava fechado e não encontraram outro), mas adoraram a experiência e recomendaram-na. 

 

Eu adorei a ideia e, nem foi tarde nem foi cedo, fui esta noite ao primeiro restaurante da 'Volta aos restaurantes do Mundo' a começar pela letra 'A' correspondente à América do Norte (o que neste caso estamos a pensar nos Estados Unidos da América. Bem sabemos que 'América do Norte' não é o nome do país, mas OK, apetecia-nos comida Americana. E tínhamos um voucher de desconto para o restaurante em questão. Por isso, começamos o 'jogo' por moldar as regras já um bocadinho e considerar a cozinha Americana, como a nossa selecção para o restaurante da letra 'A'. 

 

O restaurante seleccionado foi o BIRD, um restaurante de galinha frita com temática norte Americana, localizado em Shoreditch. A entrada foram asas de galinha fritas e o meu prato principal foram pernas de galinha fritas com batatas fritas. (Eu sei, foi uma refeição altamente saudável ). Mas soube bem. Começa assim 'A Volta aos Restaurantes do Mundo em Londres'. A ver quanto tempo vai demorar experimentar os 26 restaurantes correspondentes a todas as letras do alfabeto. 

 

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Os primeiros feriados do ano

Estes últimos fins-de-semana têm sido bem ocupados por isso fico mais que contente por ter reservado o dia do feríado de hoje apenas para mim. Ao fim de contas, é tudo muito bom ter planos, e fazer coisas interessantes com os nossos fins-de.semana, mas eu já não paro no trabalho (na semana passado o mais cedo que consegui acabar o trabalho foi às 21h), por isso ter sempre planos atrás de planos, por melhor que soem, simplesmente não me deixam descansar. 

 

Com o feríado prolongado da Páscoa que decorreu à duas semanas atrás fui visitar Copenhaga. Esteve frio e chuva durante uma parte do fim-de-semana, mas deu para conhecer as partes principais da cidade durante os 3.5 dias em que lá estive. Depois no fim-de-semana passado fui a Madrid para a festa de despedida de solteira de uma amiga. Ficámos lá também 3.5 dias. Muito divertido, mas ao chegar a casa por volta das 22h da noite de domingo e ter uma semana com tanto a fazer no trabalho, como tive, não ajudou. 

 

Agora com este fim-de-semana prolongado queria mesmo ficar por Londres. Tinha algumas coisas combinadas, mas certifiquei-me que ao menos hoje, no último dia deste fim-de-semana prolongado, eu não marcava nada com mais ninguém para além de comigo própria. Mas estou satisfeita como este fim-de-semana tem decorrido - relaxado e com alguma diversão pelo meio - a fórmula necessária para voltar ao trabalho amanhã com mais energia. 

 

No sábado tinha planeado ir visitar a nova casa que um casal amigo comprou recentemente no campo. A casa é muito bonita, com imenso potencial (vão ter que renovar a casa por dentro), e tem um espaço exterior enorme com um grande jardim, horta, e zona florestal. É mesmo muito grande, mas enquanto estava sentada naquela sala a falar com eles sobre como as suas vidas tinham mudado, não me conseguia imaginar morar em local semelhante. Não há um café ou restaurante perto da casa e têm que conduzir para chegar à aldeia e pub mais próximos. Para chegar à casa deles vindos da estação, tivemos que passar por uma zona de mato semi-serrado. Perguntei como fazem para vir para casa à noite. Disseram que têm sempre uma lanterna na mala.

Eles viviam no centro de Londres em Islington e, de repente estão no meio do campo, semi-isolados, com o seu jardim e cuidar da filha como as principais actividades que os mantêm ocupados. Lá está, são opções de vida que muitos casais Londrinos tendem a tomar quando começam a ter família. Por mais agradável que possa ser estar a viver no meio de árvores, sentir o ar puro, e ter imenso espaço, mesmo assim, não me sinto interessada em qualquer dia viver no campo. Nunca se sabe se um dia não mudo de ideias, mas para já, imagino que me sentiria totalmente aborrecida na situação em que eles estão. Prefiro ter amigos que vivam no campo e ir visitá-los de vez em quando ou fazer as escapadas de fim-de-semana ocasionais quando sinto necessidade de estar no ambiente calmo e bonito do campo. 

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Sábado no Campo

 

No Domingo uma amiga foi correr a meia-maratona de Hackney por isso andei de bicicleta ao longo do percurso para conseguir dar-lhe apoio durante várias partes do percurso. Quando estava quase a chegar a Hackney Marshes onde terminava a corrida, passei por uma parte do Rio Lee onde ainda nunca tinha estado e fiquei positivamente surpreendida por descobrir uma zona cheia de cafés, restaurantes e bares em frente ao canal que tinham óptimo aspecto e, acabámos por ir almoçar lá com ela depois da maratona. Essa zona faz parte do Queen Elizabeth Park e a morada é Here East, East Bay Lane, Canalside. 

Mais tarde no domingo, o festival de Londres Field Day deu uma festa no Dinerama, o mercado de Street Food em Great Eastern Street/Shoreditch, então passei a noite de sábado por lá com os amigos. 

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Achei hilariante este cartaz de apoio a um dos corredores "We love you Paul. Do it for Prosecco!"

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East Here, Canalside

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Field Day Party @Dinerama

 

Hoje, bem hoje aqui estou - segunda-feir de feriado relaxada 

Encontro feminino no Lean In Circles

Uma colega disse-me que tinha ido ao Lean In Supper Club, um grupo do Lean In Circles dedicado a encontros de mulheres profissionais. Gostou da experiência e sugeriu que eu fosse também no mês seguinte. E fui.

 

 

Cada mês os encontros são em locais diferentes de Londres, mas o conceito é semelhante - uma oportunidade de trocar experiências de carreira com outras mulheres e receber inspiração pela história da convidada especial, que geralmente partilha como conseguiu alcançar sucesso, o que quer que esse sucesso signifique, visto que o seu conceito pode ser muito diferente para diferentes pessoas, dependendo do que é importante para cada uma. 

 

O encontro a que fui realizou-se num restaurante em Marylebone. Quando cheguei já lá estavam algumas pessoas, a fazer um bocadinho de networking, antes de nos sentarmos nos respectivos lugares. Depois falou a convidada especial que, desta vez, foi a Tracy Lewis, uma mulher cuja carreira desenvolveu através da indústria Retalhista na Next e Marks & Spencer, até ser empreendedora de uma empresa de lingerie que eventualmente vendeu lucrativamente a uma empresa Japonesa e falou-nos sobre o desafio de continuar a trabalhar nessa empresa que, na sua maioria era dominada por homens. Hoje em dia é uma Directora não executiva de duas empresas que oferecem suporte para startups. Depois seguiu o jantar que se estendeu até cerca das 23h. 

 

Acabou por ser uma noite muito interessante. Estive sentada ao lado de uma mulher que tem um mestrado de aeronáutica espacial, trabalhou para a Nasa, e hoje em dia trabalha num projecto de tecnologia inovador para a Amazon, e que nos contou sobre as dificuldades de ser a única mulher na sua equipa, estando rodeada de homens pouco sociais, alguns dos quais, parecem não querer ter uma mulher como a sua chefe. Também conheci outra mulher que parou de trabalhar à 6 anos atrás quando ficou grávida da filha e que, agora que decidiu querer voltar ao trabalho, está a achar extremamente difícil conseguir entrar novamente no mercado apesar de ser qualificada e ter larga experiência na área financeira. Contou-me no entanto, que recentemente várias grandes empresas aderiram a um programa de reinserção de mulheres no trabalho após terem tido uma pausa (geralmente devido a crianças), que as ajuda com novos conhecimentos que possam ter perdido durante os anos em que não trabalharam e, com o apoio de habilidades interpessoais para as ajudar a voltar a ter a auto-confiança na área do trabalho que possam ter perdido. Ela disse que estava no processo de entrevista para conseguir o lugar num desses programas, por isso espero que o consiga visto que ela estava mesmo com muitas esperanças de conseguir voltar a entrar no trabalho dessa forma. 

 

Entre essas e outras conversas, saí dali com a sensação de que aprendi algumas coisas nesse encontro e gostei muito da oportunidade de jantar com mulheres que têm passado por uma enorme variedade de experiências diferentes ao longo das suas vidas profissionais. Se algumas leitoras do blog estiverem interessadas em experimentar ir a um destes jantares, podem-se inscrever no grupo aqui.

 

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Fonte da imagem: Lean In Supper Club Instagram