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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Casa Cheia

Não, não vou escrever sobre o programa que dava aqui à uns anos na RTP1. Casa cheia tem sido mesmo o estado da minha casa desde o fim-de-semana. Calhou que tanto o meu flatmate como eu tivemos visitas no mesmo fim-de-semana para aproveitarem o feriado e então tem sido uma animação aqui por casa nos últimos dias.

 

Foi a Ana que decidiu voltar a Londres para me fazer uma visita a mim e aos seus outros amigos. Soube tão bem tê-la cá novamente. Por vezes sinto falta das nossas longas conversas, passeios e noitadas, mas o que lá vai lá vai, e ao menos nestas visitas esporádicas aqui aos que deixou para trás quando decidiu regressar para Espanha, dá para matar algumas saudades.

 

Começou logo em festa no sábado à noite, como não podia deixar de ser. Curiosamente a despedida de outro amigo nosso foi uma boa razão para conseguir ver tantas daquelas caras com quem tinha perdido um pouco o contacto.

 

Domingo foi dia de Camden Town para compras e passear que sempre foi uma das zonas preferidas dela e, agora com as renovações que fizeram após o fogo ocorrido em parte de Camden Town no início do ano, a zona está ainda melhor para compras e passeio. De facto as renovações melhoraram bastante a zona junto ao canal à direita de Camden Lock e em Camden Lock, cada vez que lá tenho ido ultimamente tenho visto algo de novo. O mercado já está muito maior e com maior diversidade, mas mesmo assim, ainda estão para abrir dois andares superiores perto dos antigos estábulos. Penso que para meados de Janeiro ou Fevereiro já deve estar tudo operacional porque aparentemente esses dois outros andares só precisavam mesmo de alguns últimos retoques nas obras, uma limpeza geral e encher as lojas de mercadoria.

 

 

Após a tarde em Camden fomos então para a Winter Wonderland em Hyde Park e por lá ficamos durante mais umas 2 ou 3 horas e, se não fosse o frio, teriamos ficado mais ainda.

Aquele mercado está mesmo muito giro. Está consideravelmente maior do que no ano passado e tem imensa animação todos os dias. Mal entrámos um pouco pelo mercado começamos logo a ouvir música ao vivo vindo de um palco montado ao lado de um dos bares. Andámos mais um pouco, e lá estava outro palco com mais música e animação. O público mantinha-se animado a ouvir as bandas, alguns dançavam ao som da música enquanto outros se encostavam ao bar de madeira com o seu copo quentinho de Mulled wine numa mão e um pão com uma salsicha Frankfurter gigante na outra; as crianças entretinham-se nas diversões temáticas e os casais aconchegavam-se ao som da música. O Winter Wonderland é muito giro na minha opinião e altamente aconselhável para quem tiver oportunidade de lá ir.

 

 

 

Mais outros dias passaram com outras actividades e lá a Ana se foi embora hoje, voltando para a sua querida, e bem mais quente, Barcelona.

O meu primeiro "baby shower" e mais despedidas

Imaginei que iria começar a sentir-me "velha" no momento em que os meus amigos se começassem a casar e a ter bebés. Dois casamentos de amigos já se realizaram e ontem fui ao meu primeiro "baby shower". Mau sinal?? Humm, pensava que sim mas ainda estou muito longe disso.

Quando olho para trás reparo que a vida tem sido cheia de fases. Lembro-me da conversa que tive com uma grande amiga no nosso caminho para a escola primária um dia em que comentávamos sobre quando formos velhas ao chegarmos ao 12º ano. Quando de facto acabamos o secundário recordámos essa conversa dos tempos de primária e só nos podíamos rir com o assunto. Entrámos na universidade e éramos novamente as mais novas. A ideia de atingir uma idade "velha" passou a ser ao acabarmos o curso e começarmos a fase do trabalho. De facto no último ano na universidade já me sentia mais velha, mas eis que novamente inicio uma nova fase e começo a trabalhar onde, novamente, sou a mais nova. A fase seguinte de ser mais "velha" passou a ser o momento em que via os amigos a casarem-se e ter filhotes. Bem, parece que essa fase também já está a chegar mas desta vez ainda não me sinto velha. Continuo a ser uma das mais novas no trabalho e nos ambientes que costumo frequentar e também não sinto a vontade de chegar à fase de casamento e filhotes eu própria. Muito pelo contrário.

Gosto, no entanto, de ver os amigos a casarem-se e terem bebés. Adorei a sensação de estar no primeiro baby shower de uma amiga e escolher as roupinhas para a bébé que está para breve, passar uma tarde "de gajas" e comentar sobre possíveis nomes para crianças. Uma tarde bem passada que se prolongou pela noite dentro quando os namorados, maridos e afins voltaram do pub e continuaram a animar a festa com uma guitarra e cantorias. Noite essa que foi interrompida quando o toque das doze badaladas se aproximava e, com ele, o último metro que poderíamos apanhar para voltarmos às nossas respectivas casas.  Afinal estamos em Londres, a cidade em que a noite é interrompida pela necessidade de apanhar o último metro para casa de forma a evitar longas esperas por autocarros nocturnos.

 

Hoje foi dia de despedidas novamente já que o Pedro e o Wask e a Boo que também têm um pequeno Waskinho ou Boozinha para chegar, decidiram voltar às origens. Assim sendo, só me restou a mim e aos restantes presentes passar este último dia em Londres com eles e desejar-lhes tudo o de melhor para a sua nova vida em Portugal.

Desta vez lembrei-me de lhes oferecer um daqueles mapas plastificados do Reino Unido onde pedi a todos os presentes que deixassem a sua assinatura e comentário com o que quisessem dizer aos seus destinatários.

Com tantas despedidas de amigos já ofereci como presentes de despedida uma compilação de fotos emolduradas, já ofereci uma bandeira de Inglaterra com assinaturas e comentários, já ofereci um vídeo compilado com fotos, texto e música,... Sinceramente acho que estou a ficar sem ideias e daqui a poucas mais despedidas acho que não vou ter outro remédio senão voltar a dar o mesmo tipo de presentes novamente já que começo a ficar sem ideias originais. A ver se agora nos próximos tempos o pessoal se consegue manter quieto em Londres e não tem ideias de se ir embora.