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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Como os Ingleses interpretam o Festival da Eurovisão

Lembro-me quando estava a viver em Portugal, quando chegava a época da Eurovisão não se falava de outra coisa durante umas duas semanas - eram as pré-finais, as entrevistas com os candidatos, etc., etc. Quando chegava à noite, via o concurso antenciosamente na esperança que o concorrente Português chegasse à victória.

 

Quando me mudei para Londres, e chegou por altura do festival da Eurovisão, a história era outra. Os únicos dias em que se ouvia falar da Eurovisão era nos dias imediatamente antes e depois da competição final, e as pessoas viam a competição, mas era mais como um acto de diversão/gozo, do que propriamente com a seriedade com que se olha para esta competição em Portugal ou noutros países. Isso era evidente principalmente pelo apresentador que, na altura em que me mudei para Londres ainda era Terry Wogan e, nos últimos 8 anos tem sido Graham Norton. Em ambos os casos, apresentam o programa com certo sarcasmo, gozando com os cantores mais ousados. O seu estilo de apresentação representa bem o humor Britânico e, a forma como os Britânicos interpretam o Festival da Eurovisão - não propriamente como uma competição séria, mas como uma piada de uma competição que os continentais gostam de levar em frente. 

 

Desta vez não foi excepção, mas fiquei surpreendida pela quantidade de pessoas que pareceu estar contente com a vitória do cantor Português. Recebi várias mensagens na noite de sábado a darem-me os parabéns pela vitória. Não que eu tenha feito alguma coisa pela vitória, mas OK, sou Portuguesa. Se virem o Salvador, digam-lhe se fazem favor, que ele tem aqui por Londres muitos fãs Britânicos que não acham que ele seja motivo de gozo. 

 

Eu também gostei. Antes da competição até tinha passado o link do vídeo da semi-final dele a uns amigos a dizer que achava que não me lembrava da última vez que tinhamos tido um representante tão bom na Eurovisão. Afinal não fui a única a ter esta opinião. 

 

 

Uma semana em Nova York

Esta semana passei-a em Nova York em trabalho. Fui com o resto da equipa de marketing de cá para o nosso encontro anual com a equipa inteira dos vários escritórios. A semana em si foi muito cansativa, tendo-a passado em reuniões atrás de reuniões, mas foi também muito produtiva, e mesmo assim consegui aproveitar as noites e um pouquinho do fim-de-semana para aproveitar a cidade. 

 

Algumas coisas que achei interessantes de alguma forma que aprendi durante esta semana, ou que esta semana me ajudou a relembrar:

  • Os Americanos ADORAM comida com sabores e combinações diferentes, artificiais e modificados. Basta olhar para os armários de snacks do escritório

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  • O Leite de Amêndoa é tão comum quanto leite de vaca ou soja - E não me refiro só ao que se encontra no escritório, até porque esse até nós temos no escritório em Londres o que adoro, mas refiro-me sim aos cafés. Em qualquer café onde se vá, é standard que estejam disponível pelo menos estes 3 diferentes tipos de leite. Aqui por Londres ainda é ocasional quando se encontra leite de amêndoa ou aveia disponível e, geralmente só mesmo nas zonas mais trendy e hipster da cidade é que vai encontrar essa oferta.
  • O metro de Nova York quase mete medo - é mais sujo, antigo, os assentos são desconfortáveis e é muito comum depararem-se com pessoas que, infelizmente chegaram a estados de loucura e que aparecem no metro a gritar. Isto nota-se ainda mais quando se torna mais tarde no dia e rapidamente me apercebi de que viajar sozinha no metro de Nova York depois das 22h não é muito boa ideia.
  • O capitão da equipa de Hockey no Gelo dos New York Islanders é Português (ou de origem Portuguesa) - com o nome Tavares foi fácil identificar quando estive a ver o jogo dos Islanders contra Montreal na Quinta-feira, e nada que uma pequena pesquisa no Wikipedia não desvenda-se acerca das origens do jogador prodígio - John Tavares, que é neto de Portugueses emigrados para Toronto.

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  • É preciso saber onde se quer ir antes de se sair para as ruas de Nova York - a maior parte das zonas não têm uma rua comercial, mas sim os ocasionais bares, restaurantes e lojas espalhados pelas ruas muito compridas. Pelo que não é propriamente fácil (a não ser que estejamos mesmo na zona do centro) encontrar o tipo de restaurante ou loja que se quer se não soubermos antecipadamente o local específico onde pretendemos ir. De qualquer forma ontem descobri que as ruas de Christopher Street e Bleecker Street em Greenwich Village (que apesar de já ter passado na Bleecker Street antes, devo ter ido a outras partes da rua longe e portanto não tinha encontrado esta zona) estão cheínhas de lojas, bares e restaurantes agradáveis.