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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Novo método de marketing directo para músicos?

Geralmente ao final do dia, quando vou buscar a minha bicicleta, que deixo sempre estacionada na rua, costumo encontrar várias coisas deixadas por pessoas simpáticas que por ali passaram durante o dia - copos de café, garrafas de água vazias, papéis de gelados, etc. Ontem, no entanto, o 'presente' que lá encontrei foi muito diferente:

 

O CD
 
 

Lia-se no post-in: "Songs in need of a home. Listen to me!" E o CD, da banda do Sul de Londres 'The Explorer's Collective' ainda estava novo no invólucro original. Claro que quando cheguei a casa fui ouvir o albúm. Tinha algumas influências de jazz, outras de rock. Algumas músicas eram bastante boas, outras nem tanto, mas de forma geral sem dúvida que gostei do facto de me terem deixado este presente no cesto. Não sei se foi uma forma da própria banda fazer a promoção do seu novo albúm e andaram a deixar o CD em tudo quanto era cesto de bicicleta, ou se foi mesmo um indivíduo que simplesmente não queria o CD mas achou por bem passar a outro. De qualquer forma, não deixa de ser uma boa forma de alguém ouvir mais atentamente nova música do que possivelmente ouviria se tivesse deparado com a banda online, ou de qualquer outra forma. Bem não me importava nada que isto fosse um novo método para os músicos promoverem os seus albúns. Gostava de encontrar mais destes no cesto em vez dos copos de café vazios.
 

39km de bicicleta

O dia estava previsto para ser muito solarengo com temperaturas de 17C, por isso quando um amigo sugeriu fazer um longo passeio de bicicleta na rota do Capital Ring, nem tive que pensar duas vezes. Eramos 8 ao todo. Apanhamos o comboio de London Bridge e saímos em Grove Park. A partir de lá, seguimos as indicações do Capital Ring que estão indicadas com setas ao longo de todo o percurso, e passamos por Becknham, Crystal Palace e fomos até Stretham onde terminava aquele percurso. Aproveitando já que ali estava tão perto do centro achei que o melhor seria simplesmente continuar até casa. No total foram 39km, o que, para o meu primeiro percurso longo de bicicleta acho que até que não está nada mau.

 

Gostei muito da experiência e aconselho quem tem bicicleta a experimentar um dos percursos do Capital Ring. Existem ao redor de toda a cidade e levam-vos maioritariamente por ruas com pouco trânsito nas zonas suburbanas de Londres que aparentam serem localizadas no meio da campo dada a ampla vegetação.

 

Ficam algumas fotos do passeio:

 

Dinosauros no parque de Crystal Palace
Dinosauros no parque de Crystal Palace 

 

Colegas ciclistas
Alguns dos meus colegas ciclistas em Crystal Palace
 
 
 
Tempo de descanso em Stretham Common
 
Tempo de descanço junto a Stretham Common

Londres de bicicleta

Desde que a minha empresa se mudou para o nosso novo escritório mais para o centro de Londres no início de Julho, que comecei a ir para o trabalho de bicicleta. Mudou a minha vida!! A sério, a sensação de fazer o percurso de bibicleta pelas ruas de Londres traz-me uma sensação de liberdade; deixa-me feliz; relaxa-me quando saio de um dia stressante de trabalho; e dá-me controlo em termos dos locais por onde passo e quanto tempo demoro a passar. 

 

É tão interessante descobrir todas as novas ruas, principalmente ruas secundárias por onde nunca antes tinha passado e que são, muitas delas muito bonitas. No primeiro dia em que fui para o trabalho de bicicleta fui pelas ruas principais que conhecia, incluíndo a Euston Road que é um autêntico pesadelo de manhã, com imenso trânsito parado nos semáforos, motociclistas a passarem-te ao lado de repente; condutores a apitarem; espaço limitado para a bicicleta passar ao lado; levar com os fumos dos automóveis. Muito mau mesmo. Na volta já procurei uma rua alternativa, paralela à principal e descobri que apenas umas ruas mais a sul, paralela à Euston Road existe uma estrada para ciclistas separada da dos carros. Muito bom! Com o passar dos dias fui descobrindo mais os trajectos para ciclistas e, não é que existe autentico tráfico de bicicletas pelas ruas de Londres. É engraçado chegar a certas zonas em semáforos nos percursos para ciclistas e deparar-me com outros 20 ciclistas ali parados. E gostei de andar a descobrir por mim mesma as diferentes estradinhas. Por vezes seguia grupos de outros ciclistas, outras vezes simplesmente tentava ir em certas ruas na direcção para a qual pretendia, mas quando estou com pressa para chegar a algum sítio basta ir ao site da Cycle Journey Planner no site da TFL ou directamente ao Google Maps e fazer a pesquisa por percursos de bicicleta e rapidamente consigo perceber por onde tenho que ir. 

 

Ciclistas em Londres

 

Não há demoras, não há custos associados ao transporte, vou onde quero, quando quero à velocidade que pretendo. Adoro! Ao princípio ainda não me sentia comfortável para sair à noite de bicicleta mas rapidamente me habituei e é 100 vezes melhor que esperar pelo autocarro nocturno durante meia hora. Quanto mais viajo de bicicleta, mais comfortável fico, consigo andar mais rápido e as distâncias já não parecem tão longas. Felizmente estou apenas a 25-30 minutos de percurso entre a casa e o trabalho o que ajuda bastante mas com o hábito, viajar para qualquer outro ponto de Londres, pelo menos até à zona 3 faz-se muito bem sem esforço e dá para descobrir mais da cidade o que acho excelente. 

 

Quando chegar o inversno e o frio? Pois isso aí já talvez seja uma história diferente que eu e o frio não nos damos muito bem, mas nada como experimentar quando essa fase chegar. 

 

Para já, adoro a minha nova vida de bicicleta e adoro a minha Bobbin!

 

A minha Bobbyn