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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

2ª ronda da procura à casa

Bem, esta semana que passou tem sido de loucos mesmo. Finalmente aqui estou para contar um breve resumo do que se tem passado.

Recomeçou a procura de casa à séria a partir do sábado passado (último fim-de-semana de Abril). Isto porque encontrei o meu novo flatmate, o João, visto que eu já não queria voltar a passar pela experiência de ir mudar-me para uma casa onde já existam outras pessoas a morar. Isso é para esquecer. Chegou-me esta experiência pela qual passei agora e não quero voltar a repetir. Queria primeiro encontrar os flatmates primeiro e juntos procurar uma casa onde mais ninguém esteja lá a viver. Assim evitam-se situações em que as pessoas que já lá estão a morar têm certos hábitos e manias e sentem-se senhores e donos da casa (o que acontece com a minha flatmate Inglesa actual). Eu sei que isto não será em todos os casos, e que esta rapariga de facto é um exagero do que o "flatmate from hell" representa, mas não quero voltar a arriscar. 

O João, acabadinho de chegar a Londres andava à procura de casa nas mesmas zonas e com condições semelhantes que eu e, como tal, pareceu-nos então bem procurarmos casa juntos.

No sábado, de Loot aberto (Loot é um jornal de classificados) e telefone na mão começamos a ligar para as agências e senhorios que nos interessavam e conseguimos ver uma casa nesse dia, mas que infelizmente tinha uma qualidade mesmo muito fraquinha desde os materiais de construção, aos acabamentos, às mobílias, etc. - Não queremos. Também seria de admirar acertarmos logo à primeira. Entretanto como a tarde já estava a terminar decidimos continuar a pesquisa no domingo.

Novamente de Loot na mão começamos a pesquisa com mais uns telefonemas. Nesse dia conseguimos visitar dois apartamentos. O primeiro em Clapham, tinha um open plan entre cozinha e sala mínimo e um quarto muito pequeno e outro médio, tudo com o chão coberto por uma carpete azul horrorosa!! Não!

O segundo apartamento nesse dia, em London Bridge, era um ex-council flat, ou seja, localizado num antigo apartamento de bairro social. O edifício não era dos mais agradáveis, digamos, mas fomos lá dentro de qualquer maneira que, às vezes, até podia ser bom lá por dentro. Fomos recebidos pelas duas raparigas que moram lá actualmente. Duas góticas muito simpáticas com quem ainda ficamos na conversa um bom bocado à espera da senhoria que nunca mais chegava. Digamos que o facto do apartamento estar completamente desarrumado e sujo com tralha por tudo quanto é lado não ajudou nada na impressão inicial. A sala estava decorada com boa mobilia, toda em preto, ecrã LCD gigante e outros quantos detalhes que davam um aspecto moderno à sala. No entanto toda a mobília era dessas raparigas por isso íamos ficar apenas com uns poucos móveis bejes velhos que não deram muito boa impressão. Não!

Segunda-feira eu vim um apartamento em Clapham que até era OK não fosse um dos quartos ser minúsculo com pouco mais do que o espaço onde estava a cama. O João foi, entretanto, ver outro a Old Street, mas os resultados também não foram nada positivos. Não, Não!

Na terça-feira só conseguimos ver um apartamento ao final da tarde em Clapham. De todos os que tinhamos visto era sem dúvida o melhor, e ainda ficamos na dúvida se deveriamos ficar com o apartamento ou se não mas achamos que valia a pena esperar mais um pouco para ver se encontravamos algo melhor.

Na quarta-feira foi quando o João telefona-me a meio da tarde a dizer que encontrou o apartamento perfeito e que temos que ficar com ele tipo já, porque senão alguém irá ficar com ele. Lá depois de muitas explicações reltivamente à casa fiquei convencida em fazer uma proposta ao senhorio. Era suposto ir ver a casa no sábado mas como a agência imobiliária já me estava a pressionar para preencher mais papelada eu acabei por ir na sexta-feira à hora de almoço antes de preencher o que quer que fosse mais.

Para grande alívio meu, gostei da casa, à excepção de coisas como a localização que é um bocadinho mais longe da estação de metro do que estava à espera (já me estou a imaginar a percorrer aquele caminho todo à noite...- entre 10 a 15 minutos a andar) e os quartos não eram tão grandes como imaginava, mas aparte disso, gostei muito. Fiquei logo a imaginar os locais onde vou colocar a mobília, as jantaradas a fazer lá em casa, etc. etc.

Bem, agora ésó aguentar mais um mês com esta Inglesa aqui em casa e a partir de 31 de Maio já vou estar na casa nova.

Estava com um bocado de receio da reação da minha senhoria actual relativamente a eu querer sair daqui antes do fim do meu contrato, mas ao lhe ter explicado exactamente tudo o que tem acontecido cá por casa e as atitudes que a Louisa tem tido, a senhoria disse-me que concorda totalmente comigo e que se eu não me sinto confortável que devo mudar e que ela me deixa sair do contrato sem problemas. Perguntou-me também o que o Michael, o meu flatmate Holandês, acha da situação. Eu expliquei-lhe que ele sentia o mesmo que eu e que ele irá ficar cá no máximo até os 6 meses iniciais. A senhoria disse que tem que resolver a situação com a Louisa (pela reacção dela parece que esta não foi a primeira vez que ela tem inquilinos a queixarem-se da Louisa).

Entretanto agora o próximo passo é ter que encontrar alguém que me substitua aqui na casa. Portanto se alguém estiver desesperado para encontrar casa em inícios de Junho já sabem que me podem contactar, mas estão já avisados de que a minha flatmate não é flôr que se cheire, por isso também não o aconselho a ninguém.

Com esta história toda das má experiencias com flatmates vou agora mudar-me com um Portugues. Ainda nunca experimentei viver com Portugueses para além da minha família, por isso acho que será bom também ter alguém em casa que nao ache estranho eu ter o bacalhau de molho durante 2 dias. O único problema é que, como ele é Portugues, se eu tiver historias engracadas associadas com ele depois já nao posso estar por aqui a fazer o relato dos acontecimentos, que afinal ele já pode perceber o que escrevo para aqui. Mas ele é muito simpático por isso dúvido que venham a haver problemas semelhantes (isto também tenho que deixar já aqui umas coisas positivas que se ele vier cá ler, fica contente, e assim pode ser que nao se importe de acartar com as coisas pesadas quando fizermos a nossa visita ao IKEA)

No próximo post conto como foi este fim-de-semana prolongado passado com a minha amiga Celine que veiu de visita. Descobrimos uns sítios novos muito bons para umas noites bem divertidas.