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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

O Dia D aproxima-se

Cada vez que digo a alguém sobre o que sucedeu na empresa olham para mim como se fosse uma coitada e dão-me imensas dicas sobre o que eu devo fazer etc. Esquecem-se de me perguntar primeiro como é que eu me sinto com a situação antes de assumirem que estou aqui para morrer. Claro que não é ideal, mas sinceramente não precisam de olhar para mim como se fosse uma coitada. As pessoas fazem-me sentir como se eu devesse estar muito preocupada com o assunto, mas efectivamente, não estou. Se for despedida não será pelo meu mau desempenho porque eu tenho imensos resultados que provam que tenho feito um bom trabalho para a empresa. Eu sei que as coisas se irão resolver mais cedo ou mais tarde caso seja despedida no dia D, que será esta próxima sexta-feira. É preciso manter uma mentalidade positiva nestas situações porque, é quando as pessoas se deixam ir abaixo que se torna mais difícil continuar em frente porque o medo e o stress serão evidentes em potenciais entrevistas, o que não conta nada a favor do entrevistado. De qualquer forma, até saber o resultado final continuarei a fazer o meu trabalho como normal, enquanto me candidato para novos empregos nas horas vagas, pelo sim, pelo não.

 

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Imagem retirada: LeadStrategic.com

 

Já nem me lembrava bem do tempo que cada uma destas aplicações demora - no domingo queria ter enviado candidaturas a pelo menos umas 3 empresas, mas o processo de candidatura da primeira empresa a que me candidatei foi tão longo e minucioso que só consegui mesmo candidatar-me a essa. Uff! Demora tempo, mas acho importante dedicar esse tempo para ter a certeza que se envia uma aplicação o melhor possível. 

 

Acho interessante ver a reacção de alguns colegas perante esta situação, principalmente o Vendedor Júnior que passava o tempo antes a querer que chegassem as 18h para poder ir para casa e evitava ao máximo possível fazer telefonemas (que é o trabalho dele), mas desde que houve o aviso de despedimento, passa o tempo todo ao telefone. Pois, quando se vê assim perante a pressão de perder o emprego, lembra-se logo que quer fazer um bom trabalho. Se calhar é tarde demais, não? 

 

Hoje um colega meu faz 1 ano de aniversário na empresa. Cada vez que há um aniversário da empresa, o empregado recebe um pequeno presente simbólico (tipo um fio com o logotipo da empresa). Cada vez que se dá esse presente também se escreve um cartão a agradecer por todo o trabalho que essa pessoa tem feito na empresa. Desta vez era a minha vez de escrever no cartão. Eu escrevi algo como "Feliz aniversário de um ano na empresa. Desculpa, mas não me parece correcto escrever o resto da mensagem habitual. Espero que gostes do teu fio". Ele achou muita piada à mensagem. Ao menos valeu para o colocar bem disposto. 

 

A minha reunião com os Recursos Humanos vai ser amanhã. Eu sei o que vou dizer, mas sei que a reunião não vai significar para nada. Irão despedir a quantidade de pessoas que precisarem de cortar em salários por isso nada que eu diga vai fazer uma grande diferença, mas a ver vamos. Eu irei preparada de qualquer forma, e depois logo se vê.

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