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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A viver com ratos

Apesar do vôo da TAP vir com 1 hora de atraso lá consegui voltar para Londres no sabado, mas desta vez voltei para casa com um receio - o receio de encontrar ratos. Isto porque, infelizmente, tal como é muito comum em Londres, aqui em casa também há ratos.

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Foto retirada do blogandbuysale.com

 

Primeiro via um lá muito de vez em quando, com meses de intervalo sem ver nenhum. Depois, por alturas de Outubro comecei a ver um quase todos os dias, geralmente a passear-se pela cozinha. Conseguimos apanhar uns dois, que depois atiravamos para a rua num sítio distante da casa, mas ou eles voltavam ou vinham outros. Segundo os experts deve-se largar os ratos pelo menos a uns 3 ou 4 km da casa, o que nao fizemos. Afinal não é propriamente fácil andar a carregar um rato vivo pelas ruas de Londres à noite durante uns 3 ou 4km. 

 

Para me livrar deles andei a ler sobre o assunto e optei por comprar óleos essenciais com cheiro de mentol, que é o produto para controlo de ratos que apresenta mais testemunhos positivos na Amazon. Infelizmente os ratinhos cá de casa gostam do cheiro, e mesmo impestando a casa com cheiro a menta, não fez com que eles desaparecessem. Comprei então um aparelho que envia um som que os ratos não gostam, mas que os humanos não conseguem ouvir, e que faz com que eles não se aproximem. Resultou durante cerca de um mês, até ao dia em que um dos meus flatmates fez uma jantarada cá em casa e deixou queijos fora do frigorifico durante toda a noite. No dia seguinte voltámos a ter ratos cá em casa, e a partir daí, novamente foi ver ratos quase todos os dias novamente. Deixávamos sempre a cozinha impecável sem vestígios de comida mas eles apareciam junto aos caixotes de lixo ou simplesmente passeavam-se pela casa sem conseguirmos perceber bem qual o interesse deles de cá estar. Tentei comprar um segundo aparelho de som para ver se assim ía resultar novamente que se distanciassem da casa, mas já devem ter ficado habituados e o segundo aparelho não resultou de nada. 

 

Comprámos então uma ratoeira daquelas que prendem os ratos lá dentro mas não os matam para evitar isso mesmo. Nenhum entrou lá dentro. Entretanto, vía a sujidade que os ratos deixavam na cozinha. Estava constantemente a limpar tudo. Tinha medo de utilizar qualquer utensílio que fosse sem antes lavar, não fossem os ratos ter passado por lá. Vía ratos nos sonhos e preferia até comer fora de casa para evitar vê-los quando estivesse a cozinhar. Estavam a dar comigo em doida!!!

 

Então desisti das formas "simpáticas" de me livrar deles e optei por veneno. Comprei primeiro uns blocos de veneno para eles roerem e, logo de seguida, comprei também umas sementes para eles comerem. Coloquei-os cerca de uma semana antes de ir para Portugal. Começaram a ver-se menos mas estava com receio de agora encontrar algum ou morto ou a cheirar mal (caso tivessem morrido dentro das paredes) ou simplesmente que ainda andassem por aí.

 

Já estou cá no terceiro dia de volta e ainda não vi quaisquer sinais de ratos. A sensação de alívio é indiscritível. Estava mesmo nervosa com esta situação, mas também é muito cedo para cantar vitória. Só espero que as coisas se consigam manter assim e, sem dúvida vou continuar super cuidadosa para não deixar vestígios de comida cheirosa fora do frigorífico ou armários para evitar chamar a atenção. A nossa próxima tentativa ía ser chamar os profissionais de controlo de ratos, mas também tenho algumas dúvidas relativamente à sua eficiência. Aqueles que trabalham para a junta de freguesia são um pouco mais baratos e cobrem £120 para vir 3 vezes cá a casa mas só eliminam os ratos e não cobrem buracos por onde eles possam entrar em casa. Outra empresa privada que cobra £150 vêm só 2 vezes a casa mas dizem que também tentam tratar dos buracos (embora não sejam explícitos quanto a garantias). 

 

O problema é que se há buracos, e deve haver concerteza buracos para a rua, os ratos podem voltar a entrar cá em casa, mas eu mantenho os meus dedos e braços cruzados para que não volte a acontecer a infestação que tivemos recentemente e que, se vierem, cheguem à conclusão rapidamente que aqui não há nada para eles e que voltem para donde vieram. 

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