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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

O que fazer em Londres em Janeiro 2016

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Ora o novo ano já entrou em grande e, se quiserem seguir alguns dos conselhos de resoluções indicadas no post anterior, podem começar por aproveitar alguns dos eventos e actividades que Londres oferece aos seus habitantes e residentes este mês. 

 

London Short Film Festival O que é? Apresentações de curtas metragens. Conta também com eventos de networking relacionados com as apresentações e uma cerimónia de prémios. Quando? De 8 a 17 de Janeiro. Quanto? De £7 a £11. Onde? Vários locais. Ver site para detalhes. 

 

La Soiree O que é? Espéctaculo de Cabaret que conta com actos de controcionismo, circo, comédia e outros. Fui ver no inverno passado (2014) e devo dizer que foi muito bom. Quando? Até 10 de Janeiro. Quanto? Entre £15 a £47.  Onde? Southbank. Estação? Waterloo.

 

Lumiere Festival O que é? Festival de luzes que vai iluminar edifícios de Londres com shows de luz e 3D durante quatro noites. Quando? De 14 a 17 de Janeiro. Quanto? Entrada gratuita. Onde? Em vários locais no West End e Kings Cross. 

 

Burns Night O que é? Todos os anos o aniversário do reconhecido poeta Escocês Robert Burns é celebrado com recitais de poesia ou eventos de dança Escocesa Ceilidh. Existem vários eventos pela cidade em celebração organizados por bares, restaurantes Escoceses e grupos de dança Ceilidh. Quando? 25 de Janeiro.

 

Big Bang Data O que é? Exposição que explora a importância da manipulação de 'Big Data' no mundo hoje em dia, desde às instituições governamentais, às empresas, investigação de saúde e mais, assim como a forma como esta nos tem beneficiado. Quando? Até 28 de Fevereiro. Quanto? £12.50. Onde? Somerset House. Estação? Charing Cross.

 

Brick Lane Japan Film Festival O que é? Apresentações de filme Japonês de grande variedade. Visualização de cada filme custa £4 e o bilhete inclui um Sake. Quando? 29 a 31 de Janeiro. Quanto? £4 por filme. Onde? The 5th base Gallery. Estação? Liverpool Street.

 

Pop-Up Painting O que é? Um pop-up para ensinar a pintar o reconhecido quadro 'The Kiss' do Klimt. O evento incluí vinho e tutorial para iniciados. Quando? 30 de Janeiro. Quanto? £35 Onde? Trafalgar. Estação? Charing Cross.

10 Resoluções para os residentes de Londres em 2016

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Londres é uma cidade incrível, não há qualquer dúvida! Por isso tenho pena quando conheço pessoas que me dão a perceber que simplesmente não estão a aproveitar o que Londres tem de melhor para lhes oferecer. Por isso aqui ficam, 10 resoluções que gostava de dar a todos aqueles que estejam ou venham a viver em Londres neste novo ano de 2016. Algumas delas eu também ainda não as sigo à risca por isso ficam aqui para mim também.

 

1. Conhecer novas pessoas

Em Londres têm a vantagem de estar perante um dos maiores conglomerados de culturas do mundo por isso aproveitem para conhecer pessoas fora dos vosso círculo de amigos Portugueses ou do trabalho. Existem imensas formas de fazer novas amizades, mas é preciso que dêm esse primeiro passo para o conseguir fazer. Já escrevi alguns posts sobre como fazerem novas amizades aqui e aqui, mas também podem juntar-se a grupos de desporto - por exemplo no gumtree costumam anunciar grupos de futebol, rugby, andebol, corrida ou outros semelhantes. Podem conhecer pessoas através de aulas de dança ou aulas no ginásio; ao juntarem-se a um grupo de teatro amador ou um grupo de voluntariado, por exemplo. 

 

2. Manter-se a par das notícias

Para se sentirem parte da comunidade e cultura locais é importante que estejam a par do que se passa por Londres e pelo Reino Unido de forma geral por isso dediquem-se a ler todos os dias as notícias. Apanhem o Metro ou o Evening Standard gratuitamente na vossa estação, subscrevam à newsletter do Guardian, comprem ou jornal i que tem muitas notícias sumarizadas ou façam download de um app que congregue o tipo de notícias que sejam do vosso interesse.

 

3. Imortalizem a vossa experiência todas as semanas

Quer seja através de um post no Facebook, uma foto no Instagram, um post num blog, uma entrada num diário, vão colocando retalhos da vossa estadia em Londres, daquilo que fazem, dos sítios onde vão, para mais tarde recordarem a experiência que passaram por cá. 

 

4. Ter o emprego que gostavam mesmo de fazer

Quer já estejam a trabalhar ou ainda não, a maior parte dos anos da vossa vida (para a maioria de nós) serão passados a trabalhar. Como tal, parem para pensar no que têm hoje. Estão no emprego ou no curso certo? Aos domingos à noite (ou no dia de folga) estão contentes que venha o dia seguinte? Vêm a desenvolver uma carreira na área profissional em que estão hoje? Se a resposta fôr não, então aproveitem 2016 para mudar isso. O que é que precisam de fazer para ter o emprego que pretendem? Precisam de tirar um curso primeiro? Precisam de melhorar o CV? Precisam de fazer mais networking na indústria? Delinem um plano de acção realista que possa trazer o tipo de emprego que pretendem ter e façam esse plano acontecer. Londres é uma cidade com muitas oportunidades. É preciso é saber lutar por elas e não desistir. 

 

5. Ir a um novo pop-up uma vez por mês

Os pop-ups já são característicos da cidade de Londres e trazem-nos a sensação de estarmos sempre a descobrir sítios novos, experimentar coisas diferentes visto o seu factor temporário. Existem pop-ups de tudo e mais alguma coisa, desde supper clubs, a lojas de roupa, cafés, restaurantes e tudo mais. Podem encontrar muitos pop-ups anunciados neste blog ou sigam o Tuga em Londres no Twitter ou Facebook que também vou indicar lá sempre que sei de algum pop-up interessante. 

 

6. Visitar todos os Royal Parks

Os parques de Londres são extramente característicos e lindíssimos. Existem centenas de parques, commons e espaços verdes em Londres, mas se não podem visitar todos, ao menos tentem visitar todos os 8 Royal Parks que são eles Green park, St. James Park, Greenwich Park, Hyde Park, Kensington Gardens, Regent's Park, Bushy Park, Richmond Park. Para além desses aconselho também os meus três favoritos que são o Victoria park, o Battersea Park e o Hampstead Heat.

 

7. Andar mais a pé ou de bicicleta

Londres é uma cidade cheia de coisas interessantes, ruas lindíssimas que muitas vezes nem damos por elas, se estamos sempre a atravessar a cidade no túnel do metro ou nos rotas dos autocarros. Esqueçam os transportes públicos sempre que poderem e andem até ao vosso destino ou apanhem uma Boris Bike e descem-se ir à descoberta de Londres. Existe sempre alguém por perto que vai estar prestes a dar-vos indicações se precisarem, por isso nunca se vão perder. 

 

8. Sair numa estação onde nunca foram uma vez por mês

Sabem que em Neasden existe o maior templo Indiano fora da Índia? Ou que ao sairem em Loughton ou Epping podem ir passar o dia na Epping Forest? Existem concerteza muitas estações onde nunca sequer consideraram ir e, onde pode haver muitas coisas de interesse para visitarem. Dediquem um dia por mês a sair numa uma estação de metro onde nunca foram antes e ir à descoberta de Londres. Londres é muito mais que a zona 1. 

 

9. Ver mais arte

Em Londres á vi exposições de arte e instalações verdadeiramente surpreendentes. Além de que ir a uma galeria providencia, muitas vezes, uma tarde ou noite bem passadas a descobrir algo novo, falar com pessoas interessantes. Podem começar por pesquisar no site da TimeOut que tem uma boa secção sobre galerias de arte e, uma vez que forem às galerias, podem subscrever-se às suas newsletters para começarem a receber convites para as noites de abertura onde geralmente podem conhecer os artistas enquanto bebem vinho que será servido durante a noite. 

 

10. Viver de forma mais saudável

Pode ser uma grande cidade com mais poluição que a zona campestre, mas isso não é razão para não tratarem bem de vocês. Comecem o dia por correr nos parques ou ao longo do rio, em termos de alimentação, o que não falta são restaurantes e mercearias que se dedicam à comercialização de comida saudável, biológica, que ajuda a manter uma boa nutrição. Existem ginásios espalhados por toda a cidade por isso nunca estarão longe de nenhum e, com as mudanças que a câmara de Londres está a fazer nas estradas, estas estão estão cada vez mais seguras para os ciclistas, e andar de bicicleta em vez de transportes proporciona uma boa forma de exercício regular. 

 

Emigrante Portuguesa em Londres: 10 anos em revista

Neste sábado que passou fez 10 anos que me mudei permanentemente para Londres. Já cá tinha vivido durante 5 meses como estudante Erasmus no ano anterior, mas foi a 5 de Setembro de 2005 que, depois de uma primeira semana de treino em Munique para o meu primeiro emprego, me mudei permanentemente para Londres. Na altura não sabia que a estadia se ía prolongar tanto, mas também não tinha qualquer intenção de que fosse uma estadia curta. Como tenho dito ao longo destes 10 anos, cada vez que me perguntam se vou ficar - "para já é aqui que quero viver. No futuro logo se vê se pretendo viver noutro local."

 

Penso no passado muito pouco, mas, provavelmente devido à ocasião, este fim-de-semana, acabei por lembrar-me bastante dos diferentes acontecimentos que foram decorrendo ao longo destes 10 anos - os altos e baixos, os amigos que fiz, as viagens e passeios, os diferentes empregos que tive, os amores que não ficaram, as zonas de Londres por onde vivi, a forma como evolui e me transformei numa pessoa diferente daquela jovem tímida que vivia nos arredores de Lisboa à mais de 10 anos atrás.

 

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AS CASAS

10 anos, 8 casas, 7 localizações

  • Vivi as minhas primeiras semanas em Tower Hill em casa de um amigo de Erasmus. Como o seu contrato estava a acabar, decidimos procurar casa juntos com mais uma Austriaca e vivi com eles na minha primeira residência permanente em Camberwell durante 1 ano até o senhorio vender o apartamento.
  • Mudei-me depois uns metros à frente, mais próximo da estação de Oval, para uma casa com 5 quartos onde vivi por cerca de ano e meio. Ali fizemos muitas e boas festas, até que as coisas começaram a correr mal com o tal amigo Austriaco de Erasmus e quiz procurar nova casa para morar.
  • Lá consegui encontrar quarto num apartamento em Clapham Common mas estava a viver com uma Inglesa com quem era extremamente difícil de viver e, apenas fiquei por lá 3 meses porque não queria estar a viver em condições tão desconfortáveis.
  • Conheci o meu flatmate Português, com quem vivo até hoje quando me mudei para o novo apartamento em Brixton. Vivemos ali cerca de 2 anos até que o senhorio vendeu.
  • Ao contrário do que eu queria e esperava ao fim de mais de 5 anos a viver no sul de Londres, encontrámos novo apartamento no Norte de Londres, em Stoke Newington. Foi uma das melhores mudanças que fiz porque essa mudança também trouxe um novo grupo de amigos que adoro.
  • Ao fim de ano e meio a senhoria decide vender o apartamento e lá temos que mudar outra vez. Essa procura foi muito difícil mas lá encontrámos um apartamento em Dalston à última da hora. Não gostámos do novo apartamento e só lá ficámos 3 meses.
  • Tivemos a oportunidade de ir morar para uma casa um pouco mais a sul onde duas amigas moravam e íam sair. Já passaram 2 anos e 2 meses e por lá continuo. Agora espero que só saia daqui quando fôr para comprar o meu apartamento. Já estou farta de tanta mudança.

Ao contrário do que pensei algumas vezes, o local onde vivo é mesmo importante para o meu bem-estar geral, por isso sou apologista de não entrarem em contratos de arrendamento de longo prazo sem uma claúsula de "escape" porque só mesmo quando lá se vive é que se sabe se se vão sentir bem.

 

O EMPREGO

10 anos, 8 empregos, 6 títulos

  • Comecei num "international graduates scheme" para uma grande empresa, mas o programa deles não incluía experiência em marketing. Não gostei e senti que não estava a fazer um bom trabalho. Saí.
  • Mudei para vendas porque tinham o trabalho anunciado como "field marketing". De marketing não tinha nada. Passei o inverno a andar kilómetros todos os dias a vender de porta em porta linhas telefónicas baratas para as lojas. Um dia não aguentei mais e despedi-me. 
  • A meu envio incessante de CVs resultou numa entrevista para uma agência de marketing. O candidato que fizesse o melhor plano de marketing para um dos seus serviços, ficava com o emprego - consegui e tive o meu primeiro emprego como 'Marketing Assistant'.
  • Essa empresa foi comprada por um grupo de empresas e mudei-me para a sua empresa de construção como 'Marketing Executive'.
  • Passados 2 anos mudei para outra empresa do grupo de processamento de pagamentos, novamente como 'Marketing Executive'.
  • Passados mais 2 anos, chegou a fase da crise, essa empresa foi à falência e fiquei desempregada durante umas 2 semanas.
  • Encontrei novo emprego como 'Marketing Manager - EMEA & APAC' para uma empresa de tecnologia e por lá fiquei durante 4 anos, até ter a infelicidade de ter que lidar com uma chefe péssima.
  • Mudei então para outra empresa de tecnologia como 'Marketing Manager - EMEA' até ter sido despedida devido a cortes de custos. 
  • Ao fim destes 10 anos sou agora 'Senior Marketing Manager - EMEA' para uma empresa de tecnologia que, ao fim dos primeiros 2 meses no novo emprego, estou a gostar bastante.

Nunca é fácil encontrar novo emprego, principalmente no início quando não se tem experiência e todos os anúncios pedem por ela. Demorei 8 meses a encontrar o emprego certo que me lançou na carreira de marketing que pretendia, mas o importante é que não desisti. Sabia o que queria, e tentei não perder muito tempo nos trabalhos "errados" por isso insisti, insisti, insisti, até dar.

Através da experiência ao longo destes anos algumas das lições importantes que aprendi foi para nunca desistir dos meus objectivos; a ser confiante mesmo quando tudo parece estar contra nós; a nunca julgar alguém pelo seu emprego; e a não tratar ninguém de forma diferente independentemente do cargo que ocupam do executivo ao empregado das limpezas.

 

OS AMIGOS

Vieram e foram ao longo dos anos. Uma das situações comuns entre pessoas que são novas numa cidade ou país é que tendem a fazer amizade com outras pessoas que também estão nessa cidade há pouco tempo. São essas as pessoas que procuram estabilizar-se e fazer novos amigos, mas também são eles que mais rapidamente vão mudar de opinião acerca da nova cidade e ou voltar para o país de origem ou procurar outra localidade. Assim foi com os meus amigos também. Do primeiro grupo de amigos próximo que fiz, a grande maioria já não vive em Londres. Cada vez que os mais próximos se vão embora ficava com aquela sensação de vazio. - "E agora, quem é que vou poder convidar para ir sair expontaneamente?" - Tive que recomeçar amizades de raiz várias vezes, mas com o passar dos anos, aquelas pessoas que são estrangeiras e que também ficam por cá, já passaram a fase da dúvida, e são mais prováveis a manterem-se por cá. Com os anos também se começam a criar amizades mais facilmente com outros que sejam ou originários de cá ou que já cá criaram raízes.

Ao fim das primeiras vezes que "perdi" amigos locais devido a mudanças, aprendi a não parar de tentar conhecer pessoas novas. Assim, fui criando uma rede de diferentes grupos de amigos e, hoje em dia, se alguns tomarem a decisão de irem, já não me vou sentir sozinha. 

 

OS AMORES

Nunca desejei a vida convencional - estudar, trabalhar, casar, ter filhos - e a minha mudança para Londres  fez exactamente com que não tivesse essa vida e que aproveitasse com uma variedade de experiências pelas quais, em Lisboa não teria sido possível passar. Mas no que se trata de amor, Londres torna-se um bocado vingativa, porque o facto de haver tantas pessoas nesta cidade, também faz com que todos sejam muito mais selectivos ou muito mais interessados em experimentar estar com diferentes personalidades para perceberem bem o que gostam e não gostam antes de optarem por aquela que é mesmo ideal.

Queixo-me mas não me posso queixar porque também caí na mesma armadilha de pensar assim. Quebrei corações assim como mo quebraram a mim. Alguns marcaram mais que outros mas o facto é que entre aqueles que me marcaram nos últimos 10 anos - 4 namorados (o Britânico de origem Cipriota e Polaca, o Inglês, o Irlandês e o outro Irlandês) e outros que nunca o chegaram a ser - por uma razão ou outra não foram a pessoa ideal. 

 

#

 

Olhando para estes 10 anos, considero que o balanço foi sem dúvida positivo. Posso ainda não ter o cargo, a casa e o namorado que imaginava que teria ao fim de 10 anos, mas tive muitas experiências e coisas boas que valeram muito a pena e compensaram eventuais pontos menos positivos.

Se vou ficar por cá mais 10 anos? O que penso que vai acontecer? - Não sei. - Passem aqui pelo blog em inícios de Setembro de 2025. Se eu ainda estiver por Londres, eu digo o que aconteceu por cá. 

Top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar à venda no Reino Unido

Apesar de já estar a viver no Reino Unido há vários anos, há coisas que vão-me sempre fazendo falta e que é difícil encontrar por cá. Fica aqui o meu top 5 dos produtos mais difíceis de encontrar no Reino Unido à venda em comparação com a facilidade com que os encontro em Portugal:

 

1 - Alcóol etílico

Esta gente deve ter medo de vender alcóol etílico para o caso de alguém ter a ideia de o ir beber. Encontram-no ocasionalmente se pedirem por "surgical spirit" que é basicamente uma versão aguada do alcóol etílico que nem borbulha, nem dói, nem nada nem que se despeje a garrafa para cima de uma ferida aberta.

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2 - Água oxigenada

Também difícil de encontrar mas já existe com maior frequência já que o estrago não é tão grande se alguém beber aquilo - peçam por hydrogen peroxyde. 

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3 - Bacalhau

 Ou "salted codfish" também só conseguem encontrar àparte das lojas Portuguesas, em alguns hipermercados na zona da comida das caraíbas ou em alguns mercados que geralmente vendam produtos das caraíbas. Esse bacalhau, no entanto, não se vende inteiro como o nosso, mas às pequenas tiras por isso podem esquecer o bacalhau cozido com couves porque aquilo que se compra por aí só dá para um bacalhau à brás.

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4 - Escova de dentes com cabeça

Parece estranho, mas vão lá à vossa Boots mais próxima a ver se conseguem encontrar muitas escovas de dentes com a cabeça para tapar a escova quando não a estão a utilizar? Vão encontrá-las em muito menos locais do que possam imaginar. 

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5 - Farinha maizena

Esta é a "cornflour", mas também não há por tudo quanto é mercearia tal como em Portugal. Têm que ir aos hipermercados ou a lojas de comidas alternativas/orgânicas/naturais e afins.

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A minha recente procura de emprego

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Esta semana passada comecei o meu novo emprego e com isso dá-se por concluída a minha recente procura de novo emprego desde que fui informada de que íam haver despedimentos na empresa. O meu último dia oficial na empresa anterior foi a 19 de Junho e, passadas 2 semanas comecei o meu novo emprego. Felizmente não demorou muito tempo na procura, mas acho que valeu bem a pena ter dedicado o máximo de tempo possível na procura. 

 

A partir do dia em que fui notificada que efectivamente tinha que deixar a empresa, fiquei decidida de que queria econtrar um emprego o mais rapidamente possível. Ainda tinha um mês pela frente a trabalhar com a minha empresa anterior e, por motivos éticos queria acabar o máximo que conseguisse daquilo em que estava a trabalhar, se bem que também queria dedicar-me à procura de emprego. Assim sendo, todas as manhãs eu concentrava-me na procura de trabalho e, durante as tardes trabalhava para a empresa.

 

 

Tinha como objectivo candidatar-me a um mínimo de 3 empregos relevantes por dia, sendo que alguns tinham longos processos de candidatura e, portanto, cada um demorava bastante tempo para preparar a candidatura.

 

Comecei primeiro  por listar o meu CV nos sites que considero melhores em termos de reconhecimento para a minha área e frequentados por recrutadores de boas empresas incluíndo:

Cada vez que colocava o CV num desses sites também pesquisava e candidatava-me logo a empregos relevantes anunciados nos respectivos sites. 

 

O risco que correm quando se candidatam a vários empregos é que, se uns dias mais tarde, um recrutador vos telefona relativamente a um deles, vocês poderão não se lembrar do emprego em questão. Por vezes isso pode cair mal se o recrutador vos pergunta o que é que vos atraiu no emprego e, vocês têm que admitir que não sabem a que emprego ele se está a referir. Alguns recrutadores, principalmente se forem representantes da própria empresa, podem achar que isso significa que não estavam mesmo interessados naquele emprego em específico e que apenas querem um emprego qualquer. Para evitar isso e também para me ajudar em termos de preparação para entrevistas no caso de ser chamada por alguns dos empregos, decidi criar uma folha de excel num google doc onde anotava o link para todos os empregos para os quais me candidatava assim como os respectivos contactos, nome da empresa, título do emprego, salário anunciado, data de candidatura, e espaço para observações relativamente ao estado da aplicação. Assim, cada vez que um recrutador me telefonava, podia olhar para essa folha de excel e sabia imediatamente tudo o que precisava saber sobre esse emprego sem ter que estar a fazer perguntas desnecessárias. 

 

Nessa mesma folha de excel, anotava também numa outra folha, os contactos de todos os recrutadores que me telefonavam e os respectivos empregos sobre os quais me falavam. Assim sendo, não só sabia com quem tinha que falar mas também permite-me manter os contactos organizados para o futuro em que possa precisar de contactá-los novamente numa próxima pesquisa de emprego.

 

Durante a primeira semana enviei imensas candidaturas, inclusívie do tipo de candidaturas que se envia através do LinkedIn em que basta enviar o perfil sem ter que escrever carta de apresentação. Esse pequeno esforço resultou em muito pouco e, na semana seguinte decidi mudar a minha estratégia e, passei a candidatar-me a menos empregos mas enviar cartas de apresentaçao muito específicas para cada emprego, o que obviamente também reflectia passar mais tempo em cada aplicação. Na carta de apresentação colocava pelo menos um parágrafo muito personalisado possívelmente relativo a algo que conseguia ver no marketing deles que poderia ser melhorado e como eu gostaria de falar com eles sobre as minhas ideias. No dia em que enviei a primeira carta com esse nível de personalisação recebi um telefonema da empresa e marcámos entrevista para o dia seguinte. 

 

Nessa noite preparei-me muito bem para a entrevista, memorizando bons exemplos de actividades em que tinha trabalhado no passado, com os respectivos resultados. Não me chegaram a chamar para a segunda fase desta empresa porque não tinha toda a experiência que eles queriam mas, valeu a pena dedicar esse tempo a preparação porque isso facilitou a preparação para todas as outras entrevistas que tive depois bastando investigar sobre a empresa, a sua história e produtos ou serviços e reler tudo aquilo que já tinha preparado sobre a minha experiência. Aconselho lerem este post sobre preparação de entrevista. 

 

No final da segunda semana comecei a ter mais chamadas e pedidos de entrevistas, mas aí também se apresentou o problema de que na quarta-feira da semana seguinte eu ía para férias durante 10 dias logo não estaria disponível para entrevistas presentes. Mesmo assim, os recrutadores foram bastante flexíveis e acabei por marcar 3 entrevistas no dia antes de ir para férias e tive mais 3 entrevistas por skype e telefone enquanto estive de férias em Itália. Todas essas 6 entrevistas correram muito bem e fui convidada a ir à segunda fase para todas elas. Entretanto, enquanto estive de férias recebi várias chamadas e, com tudo isso, na semana em que voltei tinha 10 entrevistas marcadas. Nessa segunda-feira em que voltei, tive logo 4 entrevistas e uma das empresas, que estava no meu topo 2 de preferência entre todas as com quem tinha entrevista marcada, fez-me uma oferta de emprego, nesse mesmo dia. 

 

Decidi tomar o risco de não aceitar imediatamente por duas razões - 1) porque queria continuar o processo de candidatura em pelo menos uma outra empresa de que também gostava e 2) porque ao demonstrar que estava em mais processos de candidatura também me tornaria uma candidata mais atraente para esta empresa e, como tal, haveria mais probabilidade de me oferecerem o salário que eu tinha pedido porque não me iriam querer perder para outra empresa. 

 

Assim continuei nos outros processos de candidatura de que gostava mais e cancelei todos os outros pelos quais não tinha tanto interesse. Para o final dessa semana a outra empresa de que eu queria concluir o processo de recrutamento tinha indicado que me queria ver para uma fase 3 de entrevistas, mas que o processo só podia ser finalizado dali a 2 ou 3 semanas porque entretanto também havia um novo candidato interno e, como tal tinham que dar prioridade ao candidato interno. Visto isto decidi que não queria continuar com o processo porque senão iria estar a rejeitar uma outra boa oportunidade que era a do primeiro emprego que me tinha sido oferecido e, obviamente não os podia fazer esperar mais 2 ou 3 semanas. Por isso na semana seguinte tratei dos detalhes com essa empresa e acordamos que eu começaria na semana seguinte que, foi a passada segunda-feira. 

 

Claro que todo o processo foi um bocado stressante porque nunca se sabe o que se vai conseguir, o tempo que vai demorar, etc., mas felizmente as coisas correram pelo melhor e não demorou muito tempo. Acho que também ajudou bastante ter um CV em que eu indiquei factores de sucesso dos meus trabalhos anteriores apresentados com dados, percentagens de sucesso ou outros dados quantitavos que os recrutadores gostam sempre muito. Para dicas sobre como construir um bom CV já escrevi este post

 

Agora a ver como as coisas vão correr com o novo emprego, mas para já estou satisfeita e entusiasmada com os desenvolvimentos da primeira semana e curiosa sobre o que me aguarda nesta semana que vem. 

O que fazer gratuitamente em Londres em Junho 2015

Ora aqui como a futura desempregada (só começa a contar a partir de dia 19 deste mês) não pode gastar dinheiro, e imagino que hajam por aí muitas outras pessoas em situações semelhantes, decidi dedicar este post de eventos mensais a anunciar eventos e actividades totalmente gratuitos. Afinal, Londres tem sempre muito a oferecer gratuitamente, como tal, poupar dinheiro não deverá ser uma desculpa para não se sair de casa. A ver então o que é que está planeado a acontecer gratuitamente este mês pela cidade.

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More London Festival O que é? Este é um festival anual gratuito a decorrer junto ao City Hall ao pé de Tower Bridge. Conta com teatro, música, comediantes, cinema e mais. Vejam no link para o calendário de eventos. Quando? De 3 de Junho a 24 de Setembro. Onde? More London. Estação? London Bridge.

 

Festival of Love O que é? Já no seu segundo ano, este festival conta com performances de teatro, exposições, música e até oportunidades para conhecerem novas pessoas. Nem todos os eventos são gratuitos por isso convém ver a programação antes de irem. Quando? De 6 de Junho a 31 de Agosto. Onde? Southbank Centre.  Estação? Waterloo.

 

Indonesia Day O que é? Celebração do Dia da Indonésia que incluí performances tradicionais, música e comida em Trafalgar Square. Quando? 7 de Junho. Onde? Trafalgar Square. Estação? Charing Cross.

 

The Big Lunch at the Olympic Park O que é? Levem o farnel para o Olympic Park e socializem com as muitas pessoas que lá vão estar também com o objectivo de estar envolvidos num grande picnic, que conta com várias actividades gratuitas para os que lá vão estar. Quando? 7 de Junho. Onde? Queen Elizabeth Park. Estação? Stratford.

 

Trooping the Colour  O que é? Procissão militar em celebração do dia de aniversário oficial da Rainha. Quando? 13 de Junho. Onde? The Mall. Estação? Green Park.

 

World Naked Bike Ride O que é? Passeio de bicicleta nús pela cidade como forma de protesto contra o abuso do óleo e do trânsito. Quando? 13 de Junho. Onde? Pelo centro da cidade.

 

Pride in London O que é? Encontro e cortejo anual da cultura gay, lésbica e transsezual em Londres. Vários eventos decorrem entre 21 a 28 de Junho mas a parada principal será no dia 27 de Junho. Quando? De 21 a 28 de Junho. Onde? A parada de dia 27 começa pelas 13h em Baker Street e termina no Whitehall. 

 

Ecrãs gigantes para ver o torneio de Wimbledon O que é? Quem é fã de ténis e não teve a oportunidade de conseguir bilhetes para ir ver os jogos, poderá vê-los em ecrãs gigantes espalhados um pouco por toda a cidade. Quando? De 29 de Junho a 11 de Julho. Onde? Vários locais. 

 

Para mais eventos gratuitos pesquisem por #GrátisTL no Twitter ou #EventosTL para mais eventos.

A rede social para encontrar casa em Londres

Enquanto esta história do trabalho anda e não anda queria aqui informar quem está à procura de casa em Londres que descobri um novo website muito interessante para encontrar quartos em casas partilhadas em Londres. Chama-se weroom.com e o conceito é permitir, não só fazer a listagem de todos os quartos dentro do vosso critério de pesquisa, mas fazer o "matchmaking" entre vocês e potenciais flatmates através de um conceito de rede social. 

 

Isto significa que, primeiro têm que criar uma conta com o vosso perfil indicando qual é o vosso orçamento mensal e zona de pesquisa. Isso irá permitir-vos receberem notificações por email sempre que um novo quarto dentro do vosso critério é anunciado. Depois escrevem sobre vocês incluíndo uma pequena descrição, línguas que falam, podem indicar cartas de referência e até podem verificar o vosso passaporte ou fazer a ligação com o vosso LinkedIn se quizerem. Isto porque o site quer evitar as situações de scam que se tem visto acontecer muito noutros sites e, ao verificarem o vosso documento de identificação com o site terão um selo de aprovação junto ao vosso perfil que ajuda a que os outros acreditem que vocês estão genuinamente à procura de quarto ou a alugar quarto. 

 

Uma vez que têm a conta criada podem então ver todos os anúncios de quartos incluíndo os perfis detalhados dos flatmates que vivem em cada casa, entrar em contacto com eles por mensagem ou directamente através dos comentários na listagem tal como numa rede social. O objectivo do site é colocar pessoas em quartos que pretendem lá resider a longo prazo mas também poderão fazer estadias mais curtas, dependendo das casas. 

 

Outra vantagem é que, através do sistem social do site, permite que formem um grupo de pessoas online para encontrarem uma casa inteira juntos. Também para ajudar a encontrar flatmates com quem se queira viver, o weroom.com organiza eventos todos os meses num bar no centro de Londres onde oferecem snacks e bebidas gratuitamente durante toda a noite e, onde tanto pessoas que têm um quarto, como pessoas que procuram quartos vão lá para tentar encontrar novos potenciais flatmates. Eu fui convidada para ir ao evento mensal deles que decorreu esta semana num bar no Soho e foi lá que descobri sobre os detalhes do website. Para saberem dos próximos eventos deles podem segui-los no Facebook. Tirei a foto em baixo no tal evento (era temática, daí a fatiota de Wally):

 

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As Eleições Legislativas Britânicas 2015

Nas últimas semanas, aqui pelo Reino Unido, só se tem ouvido falar sobre as "General Elections" que vão decorrer já na próxima quinta-feira dia 7 de Maio. Os principais partidos destas eleições são os Conservatives (Centro, Direita), o Labour (Centro, Esquerda), os Liberal Democrats (têm algumas ideias de esquerda, outras de direita, por isso classifico-os como o partido mais central de todos), os UKIP (Extrema Direita, que basicamente só se preocupam com a saída do Reino Unido da UE) e o Green Party (não os considero extrema esquerda, mas são mais à esquerda que o Labour). 

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Nestas eleições os membros da União Europeia residentes no Reino Unido podem votar nas eleições locais para a Junta de Freguesia onde vivem mas não podem votar nas Eleições Legislativas. É através das Eleições Legislativas que vão ser definidos quantos deputados de cada partido vão estar presentes no Parlamento e, consecutivamente, quem vai actuar como Primeiro Ministro, dentro do partido que receber mais lugares de deputados no Parlamento. 

 

Acho importante ter uma noção do que cada um dos principais partidos está a planear fazer para o país, principalmente no que se referre à sua opinião relativamente à imigração e à presença do Reino unido na União Europeia, por isso fui pesquisar essa informação para os dois principais partidos e passo a colocá-la em baixo:

 

 

 

Conservative 

 

Labour
Principais prioridades

- Eliminar o deficit

- £8b extra para o NHS acima da inflação

- Extender o direito a comprar casa para mais pessoas em apoios sociais

- Legislar o trabalho exercido a 30 horas semanais em salário mínimo esento de impostos

- Estabelecer um mínimo de 30 horas semanais de cuidados a crianças gratuitos

- Fazer um referendo sobre a presença do Reino Unido na UE

 

 

- Cortar no deficit todos os anos

- £2.5b extra para o NHS acima da inflação, subsudado maioritariamente pelo aumento das taxas de mansões com valor acima dos £2M.

- Aumentar o ordenado mínimo para £8/hora até 2019.

- Não aumentar o IVA nem os impostos no rendimento

- Apoio aos cuidados de crianças das 8h-18h.

- Congelar os preços das empresas de energia.

 

Imigração

- Manter a imigração anual no máximo das dezenas de milhares de imigrantes

- Estabelecer que os imigrantes da UE terão que esperar 4 anos antes de poder pedir benefícios do Estado assim como acomodação social

- Não permitir que sejam pagos benefícios a dependentes que vivam fora do Reino Unido

- Estabelecer regras mais fortes para deportar criminosos e dificultar a sua reentrada na União Europeia

 

 

- Adicionar 1000 novos cargos para controlo nas entradas ao país

- Manter um número máximo de trabalhadores provenientes de fora da UE

- Tornar ilegal que os empregadores desconsiderem os trabalhadores Britânicos para preferenciar explorar os imigrantes que estão dispostos a trabalhar por salários mais baixos.

- Estabelecer 2 anos de espera antes que os imigrantes da UE possam pedir benefícios de desemprego

União Europeia

- Estabelecer um referendo acerca da presença do Reino Unido na União Europeia até 2017

- Proteger a Economia Britânica de se integrar ainda mais com a Eurozone.

- Eliminar o Acto dos Direitos Humanos e substituí-lo com um Acto de Direitos para os Britânicos

- Resistir aos interesses da União Europeia de restringir as actividades de serviços financeiros

 

- Estabelecer uma lei que garante a eliminação de transmissão de poderes do Reino Unido para a UE, sem ter que recorrer a um referendo

- Estabelecer o Reino Unido como um país com posição de liderança na UE

- Reformar a Lei de Agricultura Comum

- Assegurar reformas para leis da imigração e bem-estar

Fonte: BBC

Para quem pretende saber mais detalhes sobre os objectivos dos vários partidos, aconselho a utilizarem a página seguinte que permite fazer uma selecção dos tópicos que são mais importantes para vocês, de acordo com a vossa actual situação: Esquema de comparação dos partidos do Guardian.

 

 

 

Comprar casa em Londres - começa a saga

Comecei a pensar mais a sério na hipótese de comprar casa um dia no ano passado, quando estava a correr ao longo do canal e vi que lá estavam a começar a construir um novo edifício. Eu adorava poder viver junto à água (canal, rio, mar, o que fôr) então assim que cheguei a casa fui pesquisar pelo nome do edifício na Internet. Já me podia inscrever para ficar na lista de espera e para receber o alerta quando lançassem os apartamentos para venda este ano. Esse dia foi à cerca de 3 semanas atrás. Fui ver o apartamento modelo, que não era mau, mas fiquei decepcionada ao saber que os apartamentos no complexo junto ao canal íam provavelmente ser vendidos a uma empresa de investimento que depois os ía alugar por um preço rídiculo, como é óbvio. Os restantes apartamentos estariam disponíveis para compra no esquema do governo de "shared ownership", ou seja, um esquema que ajuda as pessoas a comprarem casa em locais onde, de outra forma não conseguiriam comprar devido aos elevados preços da zona. Com esse esquema, o comprador compra apenas uma percentagem da casa, sendo que o resto da casa pertence ao Estado. Isto significa que o comprador tem que pedir um empréstimo ao banco mais pequeno e, à parte da casa que pertence ao Estado irá pagar um aluguer. Mais tarde, quando o comprador tiver mais possibilidades, poderá comprar o resto da casa ao Estado. A maior desvantagem que vejo neste esquema é que, enquanto não se tem total propriedade da casa, não se pode utilizá-la como investimento, ou seja, o comprador tem que viver lá e não a pode alugar. Daí, caso algo aconteça, e precisar de mudar, a única hipótese é mesmo vender a sua parte na casa. Podem ler aqui para mais informações sobre a "shared ownership".

 

Acabei por ficar desanimada com aquele edifício e achei que, pelo que era, mesmo assim ficava caro demais. Mas pensei que, efectivamente, tem sido um autentico desperdício todo o dinheiro que tenho andado a pagar mensalmente ao meu senhorio e, teria muito mais lógica pagar por algo meu. Assim sendo, comecei a pesquisar por casas e oportunidades de compra. 

 

Primeiro pensei que seria uma boa ideia comprar um apartamento de 2 quartos baratinho e alugar o segundo quarto para me ajudar a pagar o empréstimo. O único problema é que os únicos "baratinhos" que encontrei anunciados tinham o aspecto de ser apartamentos onde eu não gostaria mesmo nada de viver. Lá encontrei um numa das zonas onde eu queria viver, mas localizado na rua de um mercado, mesmo por cima de um talho. Dada a localização do mercado apresenta-se mais barato que a maioria e como tal, achei que seria um bom investimento. Decidi ir ver o apartamento num dia de mercado para analisar bem como seria viver lá. Era por volta do meio-dia a um sábado de manhã e, ao subir as escadas do edifício comecei a ouvir a música bem alta que estava a bombar no apartamento no andar em cima àquele que ía ver. Humm,... não me parece que isso fosse um bom sinal acerca da vizinhança. Entrei no apartamento e, verifiquei que o espaço até que não era mau, apesar de ter acabamentos muito baratos mas, não só eu conseguia ouvir a música bombástica do vizinho, como também conseguia ouvir a acção do mercado lá fora, apesar das janelas estarem fechadas. Achei que não seria uma boa ideia.

 

Como não consegui encontrar mais nenhuma opção barata para 2 quartos dentro da minha zona de preferência tive que tomar uma decisão sobre aquilo em que podia fazer um compromisso:

  • A localização é extremamente importante para mim, para poder estar perto dos amigos, dos locais onde gosto de sair e poder continuar a estar a uma distância do trabalho em que possa ir de bicicleta. Não é negociável e, de qualquer forma já tenho uma área de procura abrangente o suficiente.
  • O tipo de casa: tem que ser bonitinha por fora mas pode necessitar de obras na parte interior. Portanto aí pode haver algum compromisso.
  • O tamanho da casa: pode ser pequeno portanto aqui fica o maior compromisso.

 

Então comecei a olhar para estúdios e apartamentos de 1 quarto. Fui ver um estúdio que ficava num rés-de-chão. O espaço do estúdio em si, até que não era mau, mas tinha um grave problema - a sua única janela dava para as traseiras de um novo edifício que estava ali a ser construído e planeado para ter 2 andares. Ou seja, ía tapar toda e qualquer possível oportunidade de sol de entrar naquele pequeno estúdio. Um estúdio, num rés-de-chão, sem sol, sem vista, e numa zona relativamente perigosa rodeada de bairros menos simpáticos - não me parece lá muito boa ideia.

 

Fui então ver um outro apartamento de 1 quarto, localizado num edifício alto de habitação social. O edifício em si aparentava melhor em fotos do que na vida real. As escadas eram muito sujas e o apartamento em si estava mal cuidado. Lá dentro encontrei 5 pessoas. Aparentemente eram uma família de emigrantes da Europa do Leste que viviam ali todos naquele pequeno apartamento de 1 quarto. Haviam sinais de infiltrações nas paredes, o que poderia ser um problema maior do que aquilo que aparenta à vista por isso, também não ía ser este.

 

Na sexta-feira outro agente telefonou-me:

Ele: "Acabou de ser lançado no mercado um estúdio em Kingsland Road. Quer ir ver?" 

Eu: "Oh wow, isso seria óptimo. Qual é o preço?"

Ele: "£325,000"

Eu: "£235,000?"

Ele: Não, £325,000!

Eu: "Tem torneiras em ouro? Deixe estar. Não vale a pena ir ver esse."

 

Vão lá roubar mas é para a terra deles!!!! Ahh, esperem,... eles estão na terra deles :-S

 

Os preços de habitação em Londres estão completamente ridículos! Uma amiga minha que comprou um apartamento de 2 quartos junto a Kingsland Road à 4 anos atrás, comprou-o por £270,000. Hoje está avaliado em £440,000! É inacreditável, o ritmo abismal a que os preços da zona cresceram. Daí, as únicas casas que encontro a preços menos maus tenham algo de muito errado com elas. 

 

Por curiosidade fui pesquisar o que eu conseguiria comprar em Portugal por £325,000, ou seja €439,000 - a menos que isso, por €435,000 consegue-se uma moradia T4 num condomínio privado com piscina em Cascais, a 5 minutos da praia:

 

casa_cascais.PNG

 

   Vivenda anunciada no Portalismo.pt 

 

E para terem uma ideia do que é a "agradável" vista que teriam a partir de um estúdio na Kingsland Road, aqui fica uma foto da rua:

 

Kingsland_waste_hackney_1.jpg

Imagem retirada do Wikipedia 

 

Talvez a minha melhor hipótese seja mesmo olhar para uma opção de "shared ownership". Não é ideal, mas pelo menos, geralmente esses apartamentos são localizados em edifícios relativamente novos e poderia conseguir numa zona menos perigosa, dentro da minha freguesia. A ver vamos. Não tenho pressa. A procura continua.

 

Como fazer um bom CV para conseguir entrevistas em Londres

Cada vez mais me contactam a falar em mudarem-se para Londres e procurar emprego por cá. Alguns de vós até já me enviaram o CV para eu dar uma olhada. Não posso dar feedback a todos, e não pretendo incentivar isso, mas uma coisa notei na grande maioria dos CVs que já me enviaram e, não querendo ofender ninguém, devo dizer que o que encontrei neles em comum é que ou estão mal escritos, mal apresentados ou simplesmente não são bons o suficiente! 

 

Não tens experiência suficiente? Nunca trabalhaste no estrangeiro? Queres mudar de ramo? Isso não tem problema nenhum! Existem empregos para todos os níveis de experiência profissional e um bom CV consegue ultrapassar todas essas fraquezas e leva-vos à fase da entrevista. Fica aqui então um post que pretende dar-vos as regras importantes para poderem escrever um bom CV que os empregadores não ponham de lado por estar mal escrito, formatado ou apresentado. 

 

O template

Primeiro ficam duas notas importantes para erros persistentes:

  • Esqueçam os templates de CVs Europeus. O Reino Unido não se sente parte da Europa e, como tal, por cá não se utilizam templates da União Europeia. 
  • Para a grande maioria de empregos (excepções em moda, etc.) NUNCA coloquem foto no CV. Por cá é considerado descriminação entrevistar uma pessoa com base na sua aparência, e não é bem visto quando os candidatos pensam que isso é adequado. 

 

Template aconselhado: Criei este template que passo a partilhar com vocês. Coloquei notas e comentários em Português e alguns exemplos que podem escrever no CV apresentados em Inglês. Cada um de vocês terá uma experiência completamente diferente do outro por isso achei que seria mais útil apresentar o template desta forma. 

 

cv_template.PNG

 

O conteúdo

Os recrutadores em Londres recebem centenas de aplicações para um anúncio de emprego portanto não vão ter tempo para ler tudo ao detalhe. Como tal, não pensem que, lá porque têm certa experiência relevante escrita pelo meio do CV, os recrutadores vão chegar a ver isso, se não tiver expressamente indicado no topo do CV.

O recrutador olha primeiro para o aspecto do CV em forma geral e lê brevemente em diagonal tentando identificar palavras-chave da experiência que procura. Se ele(a) não conseguir identificar essas palavras-chave nos primeiros segundos, vai fechar a página do vosso CV e passar para o próximo. 

Por isso mesmo, terem o vosso perfil, bem escrito no topo do CV indicando resumidamente a vossa experiência, aquilo em que são bons e o que os distingue como bons profissionais é essencial. Igualmente, adicionarem a secção das "areas of expertise" vai ajudar o recrutador a identificar as palavras-chave de que está à procura. 

Caso se candidatem a empregos um pouco diferentes, convém irem fazendo alterações às palavras chave e perfil do vosso CV consoante os empregos a que se candidatam para colocarem ênfase na experiência ou conhecimentos que tenham que sejam beneficentes para esse emprego. 

 

Dicas:

  • Escrevam o vosso CV de forma sintética mas com o suporte de experiência ou resultados de sucesso que conseguiram alcançar.
  • Verifiquem que a gramática está correcta e que as expressões são utilizadas no Reino Unido. 
  • Em caso de dúvida, escrevam frases mais curtas e mais simples. É preferível terem palavras e frases simples do que arriscarem colocar palavras "caras" ou frases longas que não fazem muito sentido ou não se costumam utilizar no Reino Unido.
  • Se vocês não souberem escrever bem em Inglês é preferível recorrerem aos serviços de escrita de CV por uma agência especializada, tal como o The CV Centre.
  • Mesmo que tenham um bom nível de inglês escrito, aconselho a pedirem uma segunda opinião com amigos, antigos professores de inglês ou outros profissionais que estejam habituados a escrever em inglês para vos darem a sua opinião, antes de enviarem o CV para empregadores. 
  • Não sabem a melhor forma para expressar a vossa experiência? Pesquisem na Internet exemplos deCVs de pessoas Britânicas que têm a vossa experiência profissional e utilizem as mesmas frases e expressões que se apliquem à vossa experiência. Passo a colocar alguns exemplos deCVs que encontrei na Internet. Notem que indico estesCVs para retirarem ideias de conteúdo, mas continuo a aconselhar utilizarem otemplate indicado em cima:

 

 Aconselho também que pesquisem por ideias de mais de um template para terem uma maior diversidade de expressões para escolherem de forma a que estas representem melhor a vossa experiência pessoal. 

 

Uma vez que tiverem o vosso CV completo podem começar por coloca-lo online nos websites de procura de emprego mais conhecidos tais como o CV-Library.co.uk para que os empregadores vos encontrem ao pesquisar por palavras-chave que tenham indicadas no vosso CV.

 

Para informação sobre a procura de emprego, vejam o post "Como encontrar emprego em Londres" e para se prepararem para entrevistas vejam o post "Como ter sucesso numa entrevista de emprego em Londres".