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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Cidades e aldeias de Inglaterra a visitar neste Natal

Este fim-de-semana que passou fui passá-lo com um grupo de amigas a Arundel em West Sussex. Arundel é uma pequena vila medieval com um grande castelo, ruas simpáticas, lojinhas bonitas em que apetece comprar de tudo, rodeada de campos ideais para se ir dar longos passeios e um ambiente já muito Natalício. Vai ser no entanto, a dia 6 de Dezembro que as celebrações de Natal da vila vão decorrer nesta vila por isso achei que podia ser útil para alguns dos leitores que estejam interessados em passar um fim-de-semana fora nesta época Natalícia, ficarem com algumas ideias de onde podem ir.

 

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Fiz uma pequena pesquisa per mercados e festejos Natalícios por localidades bonitas de Inglaterra e aqui ficam algumas ideias:

 

Arundel Oquê? Arundel by Candlelight vai contar com mercado de Natal, cortejos e celebrações a partir do final da tarde de dia 6 de Dezembro. Onde? West Sussex. Distância de Londres? 1:45h de comboio. 

 

Rye Oquê? Rye conta com vários eventos de Natal cuja lista encontram no link indicado mas o principal dia dos cortejos de Natal vai ser no Sábado 13 de Dezembro. Onde? East Sussex. Distância de Londres? 1:12h de comboio.

 

Lavenham O quê? Esta vila, considerada a mais medieval de Suffolk vai celebrar o início do seu mercado de Natal de 5 a 7 de Dezembro com vários eventos, mas o mercado irá continuar também nos dias seguintes até ao Natal. Onde? Suffolk. Distância de Londres? 1:20h até a estação mais próxima em Sudbury e daí apanhar autocarro ou taxi.

 

Castle Comb O quê? Mercado de Natal nesta aldeia que já foi nomeada como uma das mais bonitas de Inglaterra. Onde? Whiltshire. Distância de Londres? 1:20h até a estação mais próxima em Chippenham e daí apanhar táxi.

 

Lymington O quê? Evento para o acender das luzes de Natal que também conta com mercado e animação. Esta vila é tipicamente Georgiana e baseada à beira-mar. Onde? Hampshire. Distância de Londres? 1:48h

 

Lincoln O quê? Lincoln já é uma cidade, mas se procuram um sítio com um grande mercado, esta cidade-catedral conta com 250 stands e vários eventos durante o fim-de-semana de 4 a 7 de Dezembro. Onde? Lincolnshire. Distância de Londres? 2:18h.

 

Se souberem de outras localidades bonitas com bons mercados ou festividades de Natal por favor indiquem nos comentários.

Estou a exagerar?

Neste momento estou chateada e preciso de desabafar. Acho que escrever sobre o assunto também me vai ajudar a pensar melhor sobre isto e talvez ajude a ter outra perspectiva das coisas.

 

Durante os últimos 6 dias estive de férias em Portugal. Foi lá ter comigo uma amiga de Londres que ficou lá em casa dos meus pais durante os últimos 5 dias. Fartamo-nos de passear para ela ficar a conhecer Lisboa, Sintra, Cascais e afins e os dias passaram-se bem e rapidamente. A viagem de volta estava marcada para hoje e, quando eu estava a fazer o meu check-in, o rapaz que me atendeu disse-me que o voo estava overbooking, e perguntou-me se eu me queria voluntarizar para ficar em terra caso, efectivamente houvessem pessoas a mais no voo. Em troca teria direito a receber cerca de €400 em dinheiro, uma estadia num hotel e lugar num voo às 11h de amanhã. Eu pensei um bocadinho no assunto, principalmente por causa do trabalho, mas achei que não seria problemático trabalhar só meio dia amanhã e assim sempre podia passar mais uma noite calma com os meus pais e ficava com aquele dinheiro extra que claro que seria bem vindo, portanto voluntarizei-me a ficar em terra. 

 

Quando me volto a encontrar com a minha amiga depois do check-in, já que o fizemos separadas, conto-lhe o sucedido e ela fica toda entusiasmada com o assunto e diz que também quer voluntariar-se e pede-me para irmos lá perguntar ao rapaz se é possível que ela também fique na lista caso haja outro segundo lugar extra necessário vagar. A minha primeira reacção foi pensar que preferia ficar essa noite só com a família, caso efectivamente acontecesse, mas como ela estava tão entusiasmada com a ideia, e havia a hipótese de receber aquele dinheiro também, claro que fui lá com ela novamente ao check-in perguntar se precisavam de mais outra voluntária. Ele disse que talvez já não fosse preciso outra pessoa, mas colocou-a na lista de voluntariados de qualquer forma pelo sim, pelo não. 

 

Ao chegar à porta de embarque, quando eu passo, não me pedem para ficar, mas a ela pediram. Depois quando lhes dizemos que estamos juntas eles informam-nos que só vão precisar que uma pessoa fique em terra. Eu olho para ela e vi logo que ela queria ficar, ao que eu fico meio estufacta, porque, tudo bem que calhou ter sido a ela que perguntaram, mas ela apenas estava na lista porque eu tinha estado primeiro, e ela tinha dito que queria ficar comigo se eu ficasse. Ela perguntou-me o que eu achava, ao que eu respondi que eu gostava de ficar. Mas ela não ficou satisfeita e sugerio então atirarmos uma moeda ao ar para ver quem ficava. 

 

Eu mal queria acreditar que ela me estava a sugerir isso, porque para mim a situação era mais que lógica. Se a situação fosse invertida eu sei que não precisava de pensar duas vezes quem é que ía ficar em terra, e claro que diria para ela ficar. Mas ela vai-me pedir para jogar cara ou coroa, como se fosse igualmente justo que qualquer uma de nós ficasse em terra. Mas também não me quiz chatear. Aceitei atirar a moeda e perdi. Disse-lhe adeus e fui para o avião. Mas saíi dali mesmo com uma sensação de ter sido injustiçada, e ainda não me passou. 

 

Geralmente sou aquela pessoa que tenta sempre ver o lado das outras pessoas, tentar apaziguar zangas e tenta perceber as duas partes. Mas desta vez sincerimente ainda não consegui encontrar um ponto de equilíbrio nesta situação e ainda estou chateada com o acontecimento. Então eu é que tinha sido convidada a ser voluntária, depois volto lá com ela porque ela também queria ficar caso houvesse um segundo lugar, e como calhou que a rapariga do embarque lhe pediu a ela, vai-se aproveitar da situação para ir ela e não me dá o lugar mim que estava primeiro? A rapariga da porta de embarque não sabe quem estava primeiro, mas nós sabíamos. 

 

Eu estava a tentar compreender porque é que estou assim tão chateada com ela, mas cheguei à conclusão que nem é pelo facto de não ter tido a noite extra em Lisboa nem o dinheiro de compensação, mas sim a atitude que ela tomou. Eu tenho a certeza que nunca tomaria essa atitude no lugar dela. Nem tal me passaria pela cabeça. Porque é que não foi assim com ela. Ganância? Ela pensou como amiga ou pensou nela própria? Ou sou eu que estou a exagerar e qualquer outra pessoa no lugar dela teria feito o mesmo que ela fez? 

Fim-de-semana prolongado em Lisboa

Como alguns dos leitores indicaram num post anterior e muito bem, o pessoal da Ryanair mal olhou para o meu bilhete quando estava para entrar no avião no voo para Lisboa e como tal não repararam que duas letras do meu nome estavam diferentes das do passaporte. Uff! Pude respirar de alivio quando entrei para o avião. Depois de toda a organização não teria sido nada boa ideia ficar por Londres enquanto os meus amigos se passeavam por Lisboa sem mim. 

 

Foi um bocado chato no dia que cheguei (sexta-feira) já que estava a chover imenso. Ao chegar ao apartamento que tinha alugado através do air bnb, as minhas amigas já lá estavam e tinham lá passado o dia inteiro, visto que estava a chover imenso e também porque o apartamento era tão bonito que nem apetecia sair de lá. Localizado num dos edifícios altos tradicionais Lisboetas mesmo na Baixa Pombalina, numa rua paralela à Rua Augusta, o apartamento era espaçoso, com tectos muito altos, janelas compridas e decoração tradicional. 

 

Durante o resto do fim-de-semana passámos os dias a passear entre o castelo, a baixa e a zona de Belém. À noite estávamos no Atlantic Swing Festival que decorreu no Armazém F e no sábado à noite, antes de irmos para o festival, ainda os levei à Pensão do Amor onde ficaram deliciados com aqueles cocktails de gin espectaculares que eles por lá servem e, de onde não queriam sair porque a música estava tão boa. De facto aquele DJ era um espectáculo que misturou um pouco de soul com disco e alguns outros géneros. Uma das minhas amigas ainda lhe ficou com o cartão caso o consiga trazer para alguma noite a Londres. 

 

O meu principal desafio foi mesmo encontrar restaurantes para o jantar. Sinceramente já não sei o que é bom por Lisboa. Pedi a alguns amigos e vi recomendações na Internet mas tudo o que me aparecia eram tipo restaurantes inspirados na comida tradicional mas que são modernos e assim com ar fino. Não era nada disso que eu queria. Queria levá-los a um daqueles restaurantes tradicionais normais, onde o pessoal come bem, os pratos são bem servidos, tradicionais e não são caros. Eu sei que ainda há imensos deles mas simplesmente não sabia onde ir. Acabei por ir ao Barrigas no Bairro Alto na primeira noite. Era OK, mas novamente daqueles em que fizeram uma cozinha tradicional moderna, em que os pratos são mais pequenos, um pouco mais caro que o normal e nota-se que é um restaurante relativamente novo. De qualquer forma o meu polvo estava muito bom, mas não era bem a experiência que pretendia. Depois no sábado ainda andei a ver os restaurantes na baixa, mas irritava-me profundamente cada vez que nos aproximamos de um restaurante e lá vêm os empregados tentar impingir que entremos para o restaurante. Tipo, deixem-me em paz! Isso dá uma sensação tão turística que não me deu vontade nenhuma de lá entrar. Acabei por ir nessa noite ao restaurante Faca e Garfo perto do Largo do Carmo. Foi OK. Tem ar menos turístico que o da noite anterior, mas quem pediu pratos de carne ficaram satisfeitos e quem pediu pratos de peixe ficaram insatisfeitos porque estes últimos eram servidos com dois bocadinhos de brócolos e com 3 batatas. Mesmo muito fraco, além das lulas estarem duras. Felizmente a maioria das pessoas pediram carne, cujos pratos eram bem servidos por isso, esses tiveram uma boa experiência. 

 

Uma coisa interessante é que acabei por ir a um sítio onde também ainda nunca tinha ido antes nem fazia ideia que existia. Foi uma das minha amigas que passou por lá e reparou numa tabuleta que indicava um bar no terraço do edifício. Foi no terraço do Hotel Eden, junto ao Rossio. O terraço está aberto ao público e tem esta vista espectacular sobre Lisboa:

 

Vista do terraço do Eden

Problemas do costume com a Ryanair

Os leitores mais atentos talvez se lembrem deste post que escrevi no ano passado. Pois, tal como prometido, este ano vou estar no Atlantic Swing Festival em Lisboa {#emotions_dlg.happy} Ou quer dizer, espero eu que vá estar. Convenci os meus amigos Ingleses a virem, arranjei uma acomodação toda gira no centro de Lisboa, prometi que lhes fazia toda a visita guiada à cidade, mas agora há um problema. É que foi uma das minhas amigas que marcou em conjunto os nossos bilhetes de avião, e ao fazê-lo, ela escreveu o nome Felipe em vez de Filipa {#emotions_dlg.barf} E está indicado no site que o nome tem que ser exactamente como está no passaporte. Ora sendo que vamos com a Ryanair, assim que tentei mudar o nome, aparece-me um custo de £110 para efectuar a mudança! Devem estar mas é malucos da cabeça. É por estas e por outras que evito sempre que posso evitar viajar com a Ryanair. Mas desta vez como até era só um fim-de-semana prolongado e nem sequer ía precisar de levar muita bagagem, achei que não havia problema,... mas há.

 

Pagar para mudar de nome não pago. E comprar outro bilhete também não quero fazer que senão fica uma viagem mais que caríssima para um fim-de-semana. Por isso decidi que vou arriscar, já que o meu 1º nome pessoal está escrito correctamente, tal como também está o último. espero que dê para passar, mas acho que vai depender da pessoa que estará na porta. Se fôr simpática deixa passar, se fôr daquelas que acordaram do lado errado pode perfeitamente não me deixar viajar. Não faço ideia se algo semelhante já terá acontecido com alguém, mas espero que dê. A ver vamos.

Uma semana na neve

Já voltei da Austria na semana passada, e esta semana tem tudo sido uma correria, daí ainda não ter tido oportunidade para aqui vi reportar a viagem. Adorei, mas devo dizer que, para quem nunca fez férias na neve, aprender a fazer snowboard não é propriamente fácil. Ao que parece, depende de pessoa para pessoa. Haviam algumas pessoas nas minhas aulas que rapidamente apanharam a ideia dos movimentos que precisavam de fazer com o corpo para conseguirem virar com a prancha, enquanto que o resto de nós dedicámo-nos a cheirar a neve. Como parecia que não cheirava a nada, então eu certifiquei-me de colocar muitas vezes a cara na neve para ter mesmo, mesmo a certeza que não tinha qualquer cheiro.

 

Enfim, não é fácil, mas ao fim do 3º dia sem dúvida que estava um pouco melhor. Mas sinceramente acho que não conseguia fazer um 4º dia já que o meu corpo doía por todos os lados, incluíndo doíam-me músculos que nem sequer sabia que tinha. Aparte, das dores, das caídas, da frustração de não conseguir virar a prancha como deve de ser,... adorei a experiência.

 

Durante o dia passávamos o tempo na montanha. No segundo dia, descobrimos um óptimo bar, que fazia parte do festival, para o qual tinhamos que chegar lá de ski ou snowboard (no meu caso, de teleférico, snowboarding e sku). O bar era uma típica cabine das montanhas feita em madeira, situada num vale e rodeada de montanhas a toda a volta. A paisagem era incrível. Daqueles sítios em que nos faz pensar de que não queríamos estar em mais local do mundo naquele momento. Os DJs estavam a tocar no andar de cima do chalé, a olhar para a zona do terraço que estava cheio de pessoal a dançar em cima das mesas, das cadeiras, e por todo o lado.

 

Honda Snow Park
 
 

Honda Snow Park
 
 

Pelas 17h, as montanhas fechavam e todos tinhamos que voltar para a vila de Mayrhofen, onde a festa continuava pela noite dentro em bares de apré-ski, restaurantes, discotecas e no largo da vila. Uma boa semana sem dúvida nesta localização picturesca das montanhas Austriacas. 

 
Tirol Austriaco
 
 

O fim-de-semana em Madison

Fiquei a saber que o pessoal até que se consegue divertir a uma sexta à noite por Madison, mas as hipóteses são sem dúvida, limitadas. 

Começamos por ir a um bar temático Bavariano onde havia uma banda ao vivo a tocar a Polka. Foi divertido até porque se via que ninguém sabia dançar a Polka, e então andava tudo assim meio a apalhaçar, o que tornou a coisa divertida. Depois fomos para um dos dois locais onde podíamos ir dançar mais à séria numa sexta à noite (a escolha não foi difícil). 

 

Durante o resto do fim-de-semana aproveitei para dar mais umas voltas, visitar um museu - o Chasen Museum que faz parte da Universidade do Wisconsin (muito bom por sinal) -, experimentei os tradicionais 'cheese curds' de Wisconsin, que são uma maravilha, apesar de altamente calóricos e gordurentos. Isto dito assim, nem parece täo bom, mas de facto sabem bem. Cheese Curds são, basicamente pedaços de queijo frito, que, ao irem à boca, ainda estão todos derretidos e, são uma delícia. 

 

Cheese curds
 
 

Não fiz bem tudo aquilo que pretendia enquanto em Madison, mas amanhä vai ser o meu ultimo dia inteiro por cá, e digamos que já estou preparada para voltar para casa. Tem sido interessante a viagem e sem duvida que me tem sido muito útil em termos de aprendizagem e preparação para o meu trabalho durante os próximos meses, mas vai-me saber bem voltar para Londres. 

 

Histórias do Wisconsin

Os transportes: Um pesadelo. Aqui só se anda de carro, portanto se não tiverem carro, bem podem esquecer ir a algum lado de transportes públicos Sim, existe um autocarro - passa 1 a cada hora, e é se passar. portanto podem estar ali eternamente à espera para nada. A custar $25 por cada viagem de táxi também não é ideal por isso acaba-se por evitar ir ao centro da cidade.

 

O escritório: Sabem como nos EUA há aquele estereotipo do pessoal 'geek' que adora ir às convenções de ficção cientifica, adora super-heróis e tudo o resto. Pois, esse estereotipo tem razão de ser. Na minha empresa eles incentivam que cada um decore o seu cubículo de trabalho como bem entenderem já que a maioria do seu tempo é passado no trabalho. Então vê-se pessoal com cubículos completamente decorados com bonecos dos X-Men, outros com coisas dos Star Wars, mas não é só um ou outro boneco, é a decoração completa do cubículo, desde posters, a 'papel de parede' quadros, autocolantes a condizer para a capa do portátil, tudo! Alem das decoracoes interessantes, o pessoal por aqui tem bastantes benefícios - um bar de cereais todos os dias; uma grande variedade de chãs e cafés; pequeno-almoço gratuito às sextas-feiras; um frigorifico com 'aguas de sabores e refrigerantes gratuitos e ate uma torneira de cerveja (não tenho a certeza se existe uma melhor terminologia em Português?) disponível a qualquer hora.

 

A nova colega: Comigo, esta semana também houve outra nova colega a receber treino, por isso passei a maioria das reuniões com ela. Novamente ela representava mais um estereotipo da cultura Americana - apareceu no escritório na terça à tarde acabada de vir do aeroporto, toda super embonecada com imensa maquilhagem e cabelo arranjado como se tivesse acabado de sair do cabeleireiro (quando tinha acabado de vir de viagem), uma voz fina muito feminina, olhos azuis, cabelos longos (hoje vim a descobrir que eram extensões) morenos encaracolados. Vive em Los Angeles e parecia uma autentica Barbie. Simpática, sem duvida, mas Barbie dos pés à cabeça.

 

O Denny's: Numa das noites fui jantar ao Denny's. Tinha aspecto de um diner tipicamente Americano por isso não pude perder esta oportunidade de ir jantar a um diner autentico. Segundo os meus colegas, o Denny's é autentico demais. Existe um em cada esquina de estrada e sao reconhecidos pela comida gordurenta. Só vim a saber disso depois de la ter ido, mas não deixei de gostar de la ter ido jantar. pelo contrario. A comida - uma sandes feita com um pão de batata grelhado, que achei muito interessante, era bastante boa e a comida não era frita por isso não houve problemas do gordurento. Talvez ainda lá volte antes de me ir embora.

 

 

O Irish Pub: Existe sempre em qualquer local do mundo, e a zona onde estou não é excepção. Uma das noites fui lá encomendar o meu jantar para trazer para o hotel. Enquanto esperava, sentei-me ao bar a beber uma cerveja. Tal como é típico nos bares Americanos, existe sempre mais alguém que esta sentado sozinho no bar (pelo menos é o que aparece nos filmes, e ate que não estavam enganados neste caso), por isso lá o homem que estava também a jantar ao bar começou a meter conversa e em pouco tempo ficou informadíssimo sobre o futuro referendo relativo à independência da Escócia. Lá ficou ele com algo para pesquisar no Google quando chegasse a casa. Muito simpático, e gostei da nossa pequena conversa e companhia enquanto esperava pelo meu jantar.

 

O Tanner's: Ontem fui jantar ao Tanner's, outra rede de bares que servem hambúrgueres e afins, espalhados em vários locais do país. Novamente sentei-me ao bar enquanto esperava pela minha comida, o grupo de dois rapazes e 1 rapariga que estavam sentados perto de mim começaram a meter conversa em pouco tempo (não sei se é o facto de eu estar sozinha sentada num bar que chama as atenções ou se é mesmo só o facto dos Americanos do Wisconsin serem simpáticos e meterem conversa com toda a gente. Os meus colegas ja me tinham informado que é normal pessoas irem jantar sozinhas a este tipo de bares por isso acho que é mesmo só o facto de serem simpáticos. Com estes acabei por ter uma conversa mais longa e chegamos a trocar números para o caso de dar para nos encontrarmos ainda outra noite enquanto eu cá estou. Era bom que em Londres também fosse assim tão fácil de conhecer pessoas novas mas geralmente esse não é o caso.

 

A Portuguesa: Achei um piadão como algumas das pessoas que conheci nesta semana, inclusive o Vice Presidente de Vendas e os rapazes que conheci no Tanner's ficarem muito surpreendidos de eu ser Portuguesa. É que aparentemente nunca tinham conhecido ninguém de nacionalidade Portuguesa antes, por isso conhecerem-me a mim foi quase como se estivessem entrado num programa do National Geographic. Haha!

 

A Happy Hour: Estava toda contente porque a minha chefe tinha organizado uma Happy Hour do departamento de marketing hoje à noite porque eu estou por cá. Afinal, quando chegamos ao bar (e eu cheguei com ela), ela não se ofereceu para pagar a minha bebida. Entretanto chegaram só mais duas colegas e o resto não veiu que já tinham planos para a sexta à noite. Fiquei um pouco chateada - 1 porque nao veiu quase ninguém; 2 porque afinal a happy hour nao foi happy hour coisíssima nenhuma. Em Inglaterra chamar Happy Hour a um encontro no bar organizado pela empresa e nao ser pago pela empresa seria considerado como uma blasfémia.

 

Sexta à noite: Ainda não sei como vai ser porque neste momento ainda sao so 21h. Um dos meus colegas convidou-me para sair com ele e com os amigos o que achei muito simpático da parte deles porque senão ia passar a noite aqui no quarto a ver TV. Eles vem-me buscar daqui a meia-hora por isso no próximo post posso falar sobre como é a noite de Madison.

Pequeno-almoço em Londres, almoço em Colónia, jantar em Lisboa

Foi assim o meu dia de Sábado. Tal como tinha indicado neste post, optei este ano por vir para Lisboa fazendo escala na cidade Alemã de Colónia. A ideia inicial era de que foi a opção mais barata (claro que ninguém quer fazer um desvio para Este para depois ter que fazer um voo ainda mais longo para o destino final, mas eu achei por bem optar por essa hipótese porque ficava com 6 horas em Colónia. A maioria das pessoas quando lhes falei da minha opção disse que eu era um bocado maluca para fazer uma viagem tão cansativa para poupar apenas umas libras, mas o resultado é que ADOREI! Como o aeroporto é relativamente pequeno em menos de 1 hora de ter aterrado estava já na estação de comboio para ir para a cidade. O bilhete de comboio custa €2.70 e demora cerca de 20 minutos a chegar ao centro. Assim que lá chegue deparei-me com esta catedral lindíssima:

 

Catedral de Colónia
 
 

Havia imensas pessoas e animação natalícia nas ruas que trouxe-me uma óptima sensação de encontrar-me na quadra Natalícia. Após a visita à Catedral, logo ao lado deparei-me com um dos mercados de Natal da cidade. Enorme, com imensas coisas boas, artesanato diferente e muito Gluckwein para aquecer os visitantes. Pagava-se um depósito de €2.50 para se beber o gluckwein nas canequinhas oficiais do mercado de Natal. Claro que, como boa turista, fiquei com a caneca de recordação (e eles ficaram-me com o depósito).

 

 
Gluckwein no mercado de Natal de Colónia
 
 

Depois lá andei a passear pelo centro da cidade, ainda encontrei um outr mercado ainda maior junto ao rio, onde havia também uma pista de gelo, deliciei-me com uma Bratwurst neste mercado e dei uns últimos passeios pelas zonas mais pacatas da cidade antes de voltar para o aeroporto passado 4 horas.

 
Pista de gelo do mercado de Natal de Colónia
 

O tempo que lá estive deu para fazer um bom passeio para conhecer a maioria dos pontos principais do centro e adorei ter a oportunidade de conhecer esta nova cidade.
 
 

Se poupei dinheiro? Claro que não porque não consegui resistir a fazer mais umas compras de Natal por lá.
Valeu a pena? Sem dúvida nenhuma. Adorei! E para o ano quero ver se arranjo uma escala semelhante noutra cidade.
 

Amanhã vai ser passar o dia a fazer os últimos embrulhos e bolinhos. Imagino que já não vá er oportunidade de vir aqui antes do Natal por isso aproveito já para desejar a todos os leitores do blog, um óptimo e muito feliz Natal!

Um fim-de-semana prolongado em Como

 

Se ainda nunca foram a Como na Itália, aconselho vivamente a que coloquem na vossa lista de locais a visitar. O Lago de Como é lindo!! Fica a cerca de 1h45m e dois comboios do aeroporto de Milan Malpensa. Cheguei por volta das 22h 'a vila de Como, mas tive um pequeno percalço logo 'a chegada. Estava na conversa com os amigos e, apesar de já termos chegado 'a estacão de Como, estávamos a deixar as outras pessoas saírem primeiro do comboio sem pressas. Quando estas saíram, aproximamo-nos então nós da saída e, ao irmos carregar no botão para abrir as portas, estas não abrem; as luzes do comboio apagam-se; e os motores do comboio param. Voltamos a tentar abrir as portas. Não funcionam. Corro pelo corredor para tentar chegar ao motorista para lhe dizer que ainda estamos ali dentro mas as portas entre cada carruagem também estão fechadas. Estávamos mesmo fechados naquela carruagem escura, 'a noite, num país estrangeiro. Brilhante! {#emotions_dlg.sad} Não havia hipótese mas puxar o alarme. Sempre tive aquela vontade para puxar um daqueles alarmes por isso aqui estava uma boa situação para o fazer. Não consegui. A porra daquele alarme era difícil de puxar que se fartava. Felizmente o meu amigo conseguiu, mas também lhe custou bastante. Se calhar fazerem os alarmes mais possíveis de funcionar não seria má ideia. O alarme de emergência de abertura de porta lá deu de si e saímos. Ao passarmos pela plataforma vimos que os motoristas estavam a sair da sua carruagem e continuaram em frente para a saída da estacão. Impressionante como nem sequer se deram ao trabalho de passar pelo comboio para ver se alguém tinha lá ficado ou o que quer que seja. Isto se acontecesse em Londres, muitas pessoas iam ficar fechadas nos comboios toda a noite já que há sempre alguém que fica a dormitar. Enfim, lá deve ter ficado a porta do comboio a noite toda aberta. Ups!

 

O nosso apartamento era mesmo no centro histórico, e ao caminharmos para o apartamento passamos pela Casa da Ópera que tinha as janelas abertas devido ao calor e estava uma Ópera a decorrer naquele mesmo momento. Pareceu-me um momento mágico chegar 'aquela praça lindíssima enquanto ouvia o som de uma ópera ao vivo naquela noite quente. Foi mesmo - wow!

 

Chegados 'a rua do apartamento onde íamos ficar, e o nosso amigo que tinha chegado mais cedo estava á janela 'a nossa espera. Ao entrarmos, deparamos com um apartamento que mais parecia um palacete com tetos muito altos e frescos pintados no teto; com um lustre na casa de banho; uma sala lindíssima. E melhor que tudo ficou-nos a uma pechincha, daí não estar nada 'a espera que fosse assim tão bom. O nosso amigo que tinha chegado mais cedo já tinha a mesa posta á nossa espera para um belo jantar de Tortellini al suco como ele lhe chamou. Foi uma chegada perfeita. Quanto ao resto da estadia, contou com muita dança ao ar-livre na praça principal da vila de Como, muito sol e Prosecco. Adorei e aconselho.

 

Lago de Como
 

 

Agora tenho dois dias em casa para trabalhar (sim, tenho que ficar em casa porque esta semana nao temos escritório já que também vamos mudar de local de escritório) e para encaixotar todas as coisas para a minha mudanca de casa que vai ter que decorrer na segunda-feira assim que eu voltar do festival de Glastonbury. Uff! Acho que vou precisar de mais umas férias depois disto para efectivamente poder descansar.

 

Dancar em Como

 

 

Stratford-upon-Avon

Este fim-de-semana passado os meus pais vieram-me fazer uma visita a Londres e, como tal, aproveitamos para ir a Stratford-upon-Avon, a terra de Shakespeare, onde ainda nunca tinhamos estado. Calhou bem, porque para além dos sítios de interesse turístico habituais, havia nesse fim-de-semana um evento para festejar a passagem da chama olímpica pela cidade. Para além disso, ainda havia lá também um pequeno festival junto ao rio Avon.

 

Para ver a chama, claro que houve uma grande quantidade de pessoas a querer também ver. A animação era grande e foi interessante estar ali presente quando a chama estava a passar. De qualquer forma nao poderiamos ter entrado na casa museu de Shakespeare porque os empregados da casa também estavam cá fora para ver a chama passar. Lá eventualmente vi a casa onde Shakespeare nasceu, o que deu também para entrar na casa onde ele morreu e na casa onde viveu a sua filha com o marido. Todas a pequenas distâncias umas das outras e todas com o seu interesse onde não só ficamos a saber mais sobre a vida e obra dele, como também tivemos a oportunidade de presenciar a excertos do teatro a representar Romeu e Julieta.

 

A cidade em si é pequena mas muito bonita. Com várias características medieváis e casas senhoriais de estilo Tudor que fazem que aquela seja uma cidade cheia de história e carácter, ali plantada à beira rio. Fica a cerca de 2:30h de comboio de Londres contando com uma mudança de comboio. Sem dúvida uma boa escolha para um passeio de um dia fora de Londres.