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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Apostar pelo seguro

Desde pequena que tenho "pen-pals" (pessoas com quem me comecei a corresponder para ajudar a desenvolver o Ingles mas que nao conhecia). Na altura tinha cerca de 20 pen-pals com quem me correspondia regularmente, mas obviamente com o passar dos anos foram ficando muito poucas e actualmente ainda mantenho contacto ocasional com umas 4. Duas delas já conheci pessoalmente e visitamo-nos algumas vezes e, no próximo fim-de-semana vou voltar a encontrar-me com uma delas que vem a Londres de visita com o namorado.

 

Ela é Alema e uma das minhas correspondentes mais antigas. Damo-nos bastante bem e já me encontrei com ela em Londres umas 3 vezes e também a fui visitar a Glasgow quando ela lá estava a viver (actualmente está na Suica). No entanto, uma das características dela que acho interessante e que reflete perfeitamente ao estereótipo dos Alemaes é que ela planeia tudo passo a passo e gosta de se manter com as coisas que já conhece muito bem e que sabe que gosta. Completamente diferente de mim nesse sentido, que eu estou sempre pronta para conhecer e experimentar coisas novas.

 

No primeiro ano que ela me veiu visitar, nos acabámos por ir jantar numa das noites ao Cape Town Fish Market - um restaurante Sul Africano localizado no centro de Londres. Achei que ambos o restaurante e a comida eram médios, mas nada de especial. Daí ter achado estranho quando ela veiu cá no ano passado com o namorado pela primeira vez e ter escolhido ir lá jantar. Londres é uma cidade tao grande com tantas opcoes de bons restaurantes que, sem dúvida que eu poderia ter aconselhado um restaurante bom e diferente para eles experimentarem. Mas claro que também é compreensível que ela queira jogar pelo seguro e levar o namorado a um restaurante que ela se lembra que tenha gostado. Agora este ano eles voltam, nao só exactamente no mesmo fim-de-semana em que vieram no ano passado, mas adivinhem em que restaurante ela quiz marcar o nosso encontro? Ah pois é. Eu até fiquei a olhar para o email duas vezes a ver se estava a ler bem, mas estava mesmo. Enfim, lá voltarei pela terceira vez ao mesmo restaurante. Geralmente só repito quando gosto mesmo muito de um restaurante e, também nunca repito assim muito, mas ao menos sei que nao vale a pena ir a este mais vez nenhuma porque concerteza posso contar lá ir cada vez que ela estiver de visita.

Uma noite em Dalston

Ontem a ideia era ir a uma nova noite com uns DJs específicos num bar/discoteca em Dalston de nome Hysteria. Chegámos lá pelas 22:30h e, ao contrário do que é normal nos bares/discotecas Londrinos, este estava quase vazio a essa hora. Gosto do Hysteria porque tem espaço para dançar e bom ambiente de forma geral. Está decorado de uma forma um bocado bohémia e costuma também estar aberto a partir da tarde para café ou pizzas. De facto das vezes que lá tinha passado a noite cheguei mais tarde e o bar já estava cheio. Por isso apercebi-me desta vez que é mesmo um local onde se sair mais tarde. 

 

Decidimos não ficar à espera que aquilo anima-se e fomos antes andar pela Kingsland Road acima na procura de um melhor sítio. A próxima paragem foi o The Nest. Tinha já fila à porta e parecia estar animado lá dentro. Custava £5 para entrar, e a partir das 23h iria passar a custar £7, portanto o ideal seria entrar naquele momento. Perguntámos à promotora qual era o género de música que lá ía passar. Estava a tocar um banda de Indie Rock naquele momento e após a banda a música ía ser electrónica e house. Uma das minhas amigas não gostou nada da ideia já que ela não é nada fã de música electrónica, então lá saímos da fila e continuámos em busca do local onde passar o nosso sábado à noite. 

 

A próxima paragem foi no Moustache Bar, umas portas mais à frente. Era gratuito para entrar mas ao chegarmos lá dentro vimos que estavam lá 5 míudos de 18 anos. Sim, 5! Claro que ainda não ía ser ali que íamos passar a noite também. Continuámos a andar e chegámos ao Ruby's. O Ruby's é um cocktail bar, mas como tinha umas 8 pessoas na fila para entrar achámos que talvez valesse a pena esperar. 5 minutos passaram e algumas pessoas começaram a sair da fila. Perguntei ao segurança porque é que a fila estava assim tão parada. Ele disse que o bar estava mesmo cheio e que no momento estavam só a deixar entrar quando alguém saísse. Ao fim de 10 minutos (ou menos, mas pareceu-me ser prái 10) comecei-me a chatear com a coisa. O casal que estava à frente na fila quando nós chegámos ainda ali estava à espera. Perguntei-lhes se valia assim tanta a pena a espera e eles disseram que sim já que o bar é mesmo muito agradável, mas é pequenino. OK, até pode ser bom, mas de qualquer forma se é assim tao pequeno não ía dar para dançar e nós estavamos com aquela vontade de dançar. 

 

Fomos então para o Birthdays que estava cheio no andar de cima mas vazio no andar de baixo onde fica a pista. Até às 23:30h a entrada era gratuita por isso aproveitámos e ficámos logo por ali. O ambiente era OK, mas tinha muito pessoal nos seus inícios dos 20 anos, por isso também não era ideal como nós já estamos no final da nossa década dos 20 e é sempre preferível estar num local com pessoal mais próximo da nossa idade. De qualquer forma o Birthdays tem várias vantagens noutras alturas visto que costuma ter boas bandas, maioritariamente durante a semana e agora têm um novo restaurante pop-up que é especializado em hamburgueres gourmet, organizado pelos donos do restaurante White Rabbit que é excelente!

 

O Birthdays, no entanto, não era o local ideal ontem à noite por isso passado cerca de 15minutos lá dentro achámos que valia a pena voltar ao Hysteria para ver se já estava mais cheio. Estava, mas não muito. Ainda faltavam muitas pessoas chegar para aquele sítio ficar cheio por isso também decidimos que não valia a pena lá ficar. 

 

Sugeri irmos ao Ridley Road Market Bar do qual gosto muito e que é um bar que geralmente começa a ficar cheio bem mais cedo. Também tem uma boa pista, cocktails excelentes e uma decoração meia tropical que é agradável. Também gosto muito do ambiente que geralmente se sente lá dentro por isso achei que seria uma óptima alternativa. Ao chegarmos tinhamos cerca de 15 pessoas à nossa frente na fila. Também já estava cheio e era a situaçao do saí um, entra um. Também não ficámos. 

 

Já nao estava a achar piada nenhuma à coisa. Passámos pelo Dalston Jazz Bar. Estavam a cobrar entrada e naquela fase já não estavamos com paciencia de pagar para entrar em lado nenhum. Então optámos antes ir para o bar do Vortex que geralmente é gratuito. Entrámos e ficámos. Finalmente! O bar estava com música óptima, o ambiente era simpático. Perfeito para o nosso sábado à noite. Ao começarmos a conhecer pessoas lá dentro perguntaram-me como é que eu conhecia o aniversariante. Informei-o que eu não sabia de aniversariante nenhum e que não fazia parte dessa festa - ao que parece a grande maioria de pessoas que lá estavam eram da festa. 

 

Foi divertido e tivemos aquela sensação de querer mais quando eventualmente o bar fechou. Nesse momento, o tal aniversariante mete-se em cima duma cadeira e convida o bar inteiro para uma after party em casa dele. Claro que acabámos por ir também. Foi literalmente o bar inteiro (OK, talvez não o bar inteiro, mas a larga maioria das pessoas). Melhor ainda é que ele mora num apartamente espectacular junto ao Regents Canal por isso foi bem bom ter acabado a noite numa festa ali. 

 

A noite de ontem estava destinada para ser um falhanço, mas no final tornou-se uma grande noite - pessoas muito simpáticas, música boa, a vista daquele apartamento, perfeito. Por vezes estas noites assim não planeadas tornam-se das melhores. Só é pena não surgirem destas mais vezes. 

 

Em resumo quanto 'a noite de Dalston, sem dúvida que nao faltam bares e discotecas onde ir, mas há que saber onde ir dependendo das horas da noite e do género de música pretendido.

  • Hysteria, The Nest, Alibi, The Nest, Moustache Bar sao todos locais onde ir mais para o fim da noite, a partir das 24h (e a maioria está aberto até 'as 3h). O tipo de música passada é maioritariamente electrónica mas depende das noites.
  • Efe Snooker Club é mesmo um clube de snooker com cerca de 20 ou mais mesas de snooker lá dentro. A decoracao parece saída de uma lenda de Deuses Gregos mas apesar de soar que tem tudo de errado, o Efe até que é um local onde se pode passar uma noite bem divertida. Mas é preciso estar com o espírito para a coisa - música Pop dos charts com alguns Britney Spears misturados, decoracao "cheesy" e muita gente. É preciso experimentar para perceber.
  • Dalston Superstore, Birthdays, Ridley Road Market Bar, Vortex Bar sao bons para comecar com comida ou uma bebida calma mais cedo e depois transforman-se em discoteca mais tarde. Dalston e Birthdays tem música mais electrnica. Ridley Road é mais variado e podem apanhar música Brasileira, Africana, old style 80's pop, e outros estilos. Vortex também é mais variado e depende dos DJs.
  • Shacklewell Arms é um pub muito giro, com bom ambiente que geralmente conta com várias bandas vários dias por semana desde Indie a Metal Rock.

Nada como experimentar e escolherem o vosso favorito.

 

Mais um aniversário aproxima-se. E agora?

Já passou quase, quase um ano. O meu aniversário está para breve novamente. A sério, parece que o ano voou sem se dar por nada. Ainda no outro dia estava eu a organizar a minha festa temática à anos 50, e afinal já lá vai um ano que isso tudo aconteceu. 

Geralmente no dia dos meus anos costumo ir jantar fora com amigos próximos, e este ano queria voltar a fazer o mesmo. Mas desta vez estou com um problema - decidir qual o restaurante onde ir. É que nos outros anos foi fácil porque havia restaurantes onde queria muito ir e que ainda nunca tinha experimentado. Então foram esses mesmo que escolhi para o meu jantar. Eu bem sei que a maioria das pessoas até prefere ir fazer jantar de aniversário num restaurante que já conheça que é bom. Totalmente compreensível. No meu caso, como gosto de experimentar restaurantes novos, tendo a arriscar cada ano.

 

Gosto de experimentar restaurantes que tenham algo de diferente, ou na decoração, no ambiente, no serviço, no tipo de comida que servem, mas que não sejam caros, e agradáveis para grupos. 

No ano passado fui ao Pizza East em Shoreditch que tem uma decoração muito original, estilo cantina e fazem umas pizzas frescas muito boas.

No ano anterior fui ao Tiroler Hut, um restaurante Austriaco em Paddington onde os empregados estão vestidos a rigor, a comida é tradicional e existe cantoria para a farra todas as noites.

Em 2009 fui ao Pizza Metro Pizza onde a Pizza é servida ao metro.

 

Agora, este ano, não sei. por isso queria perguntar se alguém tem algumas boas sugestões de restaurantes com as características mencionadas em cima, que me podessem indicar? 

Descontos em Londres

Para quem vem passar uns dias ou Londres ou para quem cá está a viver, existem formas de terem desconto em quase tudo o que comprarem - refeições, roupas, hóteis, produtos de farmácia, produtos de supermercado, etc. etc. Isto porque estes retalhistas criam vouchers de desconto ou ofertas para certos produtos ou quantidades compradas e distribuem-nos por websites que especificamente apresentam tais descontos. A parte chata é que geralmente os descontos expiram durante curtos prazos de tempo, daí ter-se que reverter aos mesmos com alguma frequência para imprimir os tais vouchers de desconto. Mas o facto é que já poupei um valor de dinheiro considerável, principalmente em refeições. Ofertas tipo "2 refeições pelo preço de 1" ou "entrada, prato e bebida por £12" vêm sempre bem a calhar.

Como funcionam?

1 - Vão aos sites abaixo apresentados

2 - Escolhem o(s) desconto(s) que vos interesse

3 - Geralmente pedem-vos para dar o vosso nome e endereço de e-mail (escolham um endereço de e-mail que utilizem para se inscreverem nestas subscrições online para que todo o "junk mail" vá lá parar em vez de ir para o vosso e-mail principal)

4 - Imprimem o cupão

5 - Apresentem o cupão no momento de pagamento (atenção às letras pequenas que geralmente indicam em que dias da semana os descontos são válidos ou outras restrinções semelhantes)

 

Devo dizer que já experimentei utilizar cupões impressos em supermercados mas que os operadores de caixa, das duas vezes que tentei, nunca sabiam se aquele desconto era válido e tinham que chamar o gerente, demorava tempo, etc. Por isso deixei-me de apresentar esses cupões nos supermercados, mas em restaurantes nunca tive problemas nenhums e são sempre aceites em todos eles.

 

Aqui ficam os sites:

 

VoucherCodes - Apresenta sempre óptimos descontos em redes de restaurantes mas também incluí descontos em outras lojas

 

Myvouchercodes - Apresenta bons descontos em lojas, principalmente com bons descontos para compras de médio a elevado valor.

 

DiscountBritain - Oferece 20% de desconto em várias atracções turísticas e restaurantes um pouco por todo o Reino Unido. Este ainda nunca experimentei por isso não posso ter a certeza da validade das suas ofertas.

 

Toptable - Este é um site de pesquisa de restaurantes por zonas onde encontram ofertas exclusivas (muitas vezes até 50% de desconto na refeição) para restaurantes independentes ou pequenas cadeias.

Cega por 1 hora e meia

Na passada terça-feira a minha colega chega-se ao pé de mim e pergunta-me se quero ir jantar ao restaurante no escuro. Já tinha ouvido falar à alguns anos atrás do restaurante no escuro e tinha vontade de lá ir, mas acabei por ainda nunca de facto ter lá estado. O conceito é simples mas muito original - comer uma refeição na total escuridão, e experenciar durante apenas algum tempo, aquilo que é, a vida de muitas pessoas. Os empregados são cegos, e a comida é um mistério. Existe um restaurante em Londres e outros noutras grandes cidades pelo mundo. Em Londres, a fila de espera para conseguir mesa chega a ser de meses, no entanto, ao marcar-se para um dia da semana a uma hora menos convidativa, já não será tão problemático. E não foi.


Na quinta-feira, eu e mais 6 colegas do trabalho fomos então para o tal restaurante, onde tinhamos marcação para as 21:30h. Dans le Noir é o nome do restaurante, e fica localizado em Farringdon, Clerkenwell. Ao entrarmos, fomos recebidos por uma das empregadas que nos deu as boas vindas e dirigiu-nos primeiro para o bar do andar superior enquanto preparavam a nossa mesa. Deixamos os casacos, malas, telemóveis e qualquer aparelho que possa dar alguma luz num cacifo e, após alguns minutos no bar, dirigimo-nos para a entrada da sala escura onde íamos ter a nossa refeição.


O empregado da entrada apresentou-nos ao nosso empregado de mesa, ainda na zona iluminada - "este é o Hachar e vai ser o vosso empregado da noite. Não se esqueçam do nome dele porque se quizerem algo durante algum momento da noite para comer, beber, ou para sair da sala, vão precisar de chamar pelo nome dele para conseguir ter o que quer que seja."


Para entrarmos na sala tinhamos que ir em fila indiana e ninguém queria ser o primeiro a entrar. Por isso mesmo, fui eu. Coloquei a mão direita no ombro direito do Hachar e, consecutivamente, os meus colegas fizeram o mesmo. Passámos o primeiro pano preto para entrar numa zona mais escura e, depois novamente um segundo pano preto, para entrar na total escuridão. Escuridão de tal forma que, se abanasse a minha mão a 5 centímetros da minha cara, não seria possível ver qualquer movimento.


Eu sabia que estava a ser guiada pelo Hachar, que ele era cego e sabia perfeitamente para onde estava a ir, mas apesar dele dizer que não íam haver quaisquer degraus durante o percurso, mesmo assim, sentia-me insegura e dava cada passo muito lentamente, para certificar que não ía bater com nada repentinamente.


O Hachar pára a certo momento e pede aos restantes para ficarem quietos e deixarem-me ir sozinha. Basicamente ele queria indicar-me o local para a minha cadeira onde iria ficar sentada durante a próxima 1 hora e meia.


Quando todos se sentaram começamos então numa conversa e risata pegadas a tentar identificar a que distância é que estavamos sentados uns dos outros, o que se encontrava à nossa frente na mesa, etc. Não viamos absolutamente nada, mas com o tacto e o som das vozes deu para perceber que estavamos sentados numa mesa rectangular larga e comprida. A sensação era sem dúvida fora do normal, para não dizer, muito estranha. Neste momento inicial a minha colega (a tal que teve a ideia) diz então que aquilo é tudo muito estranho e que, por isso, vai comer rapidamente e sair dali porta fora. Ela estava meio a brincar meio a falar sério, mas o facto é que, ao pensar no como a situação era estranha e fazia-me sentir tão desprotegida, nesse momento comecei até a sentir-me fisicamente mal. Pensei mesmo que o melhor seria chamar o Hachar para ir lá fora um bocado ver a luz. Mas em vez de chamar o Hachar, achei por bem fechar os olhos e tentar acalmar-me. Resultou. Acho que me comecei a sentir mal porque o meu cérebro apercebeu-se de que eu estava num ambiente onde supostamente eu devia estar a ver, ali sentada à mesa, prestes a comer. Assim, ao fechar os olhos, o meu cérebro já estava à espera de eu não ver e daí, talvez a razão pela qual, eu consegui acalmar o ritmo acelarado do meu corpo.

 

Aos poucos e ao longo da noite comecei a habituar-me à escuridão e, o mesmo sentirão os meus colegas. O interessante foi quando veio o primeiro cesto de pão. Agarrar no bocado de pão, sentir os seus contornos, cheirá-lo e saboreá-lo. Todos os meus sentidos estavam muito mais apurados e demorei mais tempo a comer e realmente apreciar aquele pedaço de pão. O mesmo se passou com a comida que se seguiu. Nós tinhamos pedido para termos um prato principal e uma sobremesa. Apesar do conteúdo da refeição ser desconhecida, tinhamos à escolha entre um prato de carne, um prato de peixe, um prato vegetariano ou um prato da "escolha especial do chefe". Eu escolhi a escolha especial do chefe. Já que não sabia o que ía comer de qualquer maneira, mais valia ir mesmo ao total mistério (e claro que havia a possibilidade de indicar se tinha alguma alergia ou outro requerimento).

 

Digamos que comer de garfo e faca o prato principal não foi a coisa mais fácil do mundo. Por isso ao início dediquei-me a sentir mesmo a comida com as mãos para conseguir identificar melhor o que tinha no prato, os tamanhos, etc. Felizmente tudo tinha um tamanho que podia colocar na boca sem necessidade de cortar e a carne que tinha no prato era tão tenra que podia facilmente cortar com os dentes.

 

Consegui identificar que tinha dois pedaços de carne e um de peixe no prato. Uma das carnes cheirava a porco mas tinha uma textura diferente. As restantes não conseguia mesmo identificar que tipo de animal seria. Só me consegui aperceber de que o peixe tinha uma textura mais densa do que o normal. Identifiquei também que tinha algumas batatas assadas, havia um puré de qualquer coisa que também não consegui identificar e uma espécie de legume tipo em picke, com mais outros legumes verdes (imagineir eu que eram verdes). Já a sobremesa foi mais fácil - tinha uma taça no meio do prato com arroz doce coberto com polpa de manga. À volta dessa taça, dentro de um prato, estavam dois biscoitos e duas tacinhas de chocolate com um creme, cujo sabor pensei que fosse de morango, lá dentro.

 

De forma geral gostei de toda a comida. Achei as carnes e peixe um pouco estranhas, mas saborosas, e a sobremesa estava uma delícia.

 

Uma das partes interessantes desta experiência foi aperceber-me de que todas as pessoas do restaurante estavam a falar com um tom de voz muito mais alto do que o que é de esperar num restaurante normal. Além disso, havia uma certa relação com as pessoas das outras mesas, por estarmos todos ali naquele ambiente o que se notou quando as pessoas de uma das mesas começaram a cantar os "parabéns a você" e, de repente, o restaurante inteiro estava a cantar os parabéns. Passado um pouco, noutra mesa começaram a cantarolar "I wanna knowwowowowo, if you'll be my man, hu, ha,..." e toda a gente começou a cantar também.

 

Uma hora e meia depois de termos entrado, saímos e as empregadas da entrada aproximaram-se de nós e perguntaram-nos se sabiamos o que tinhamos comido. Lá mandamos uns bitaites daquilo que achamos que era, e ela depois revelou o menú. As pessoas que tinham escolhido o menú de carne comeram pato, porco e perú, mas eu e as pessoas que escolhemos o prato mistério (não houve ninguém na minha mesa a escolher o peixe ou o vegetariano) comemos Canguru Australiano, Antílope Africano e Tubarão também das águas Australianas. Aquilo é que foi uma surpresa!! Mas aparentemente os pratos não são sempre os mesmos e eles vão variando o menú. Mas fiquei contente pelo tipo de refeição que me calhou.

 

De forma geral uma experiência muito diferente, estranha e muito interessante. Se quero fazer outra vez? Pelo menos para breve não. Talvez daqui a uns anos volte a ter a curiosidade novamente. Gostei da experiência e não estou nada arrependida de lá ter ido, pelo contrário. Mesmo assim, prefiro os meus restaurantes normais e ver aquilo que estou a comer.

Uma pequena grande descoberta em Londres

É mesmo de um restaurante a que o título se refere.

Adoro experimentar e encontrar novos bons sítios onde ir jantar em Londres, e ontem descobri um novo local de que gostei tanto que até merece post. Foi uma amiga, que já conhecia este restaurante/café, que me levou lá. Saíndo da estação de Old Street, como quem vai em direcção a Liverpool Street, e virando na primeira rua à direita, encontrei logo a placa a indicar "tapas", sim porque esta é uma casa de Tapas com influências de Barcelona. Ao entrar deparei-me logo com um ambiente muito "Old Street" (só quem conhece a zona é que percebe o que quero dizer), mas basicamente tem o seu ar "trendy", moderno, castiço, com uma decoração urbana Londrina com motivos que lembram e relacionados com Barcelona. Com sofás num dos lados, bancos altos no outro virados para a janela, ideal para quem lá vai sozinho, e várias mesas ao redor da zona do bar. Sendo um café e restaurante está aberto todo o dia o que é sempre uma vantagem. As tapas são um bocadinho caras, mas o preço fica OK se apenas quiserem petiscar. Bom ambiente e boa comida. Definitivamente aconselhado para quem quiser sentir o ritmo urbano Londrino com sabores de Espanha à mistura - é o Pinchito na Featherstone street.

Deviam haver mais jantares gratuitos destes

Sempre que vejo algum concurso interessante (e fácil) lá toca de participar, mas infelizmente, tenho feito parte daquela grande percentagem de pessoas que se farta de participar e nunca ganha nada. Ou assim era, até um belo dia em Dezembro quando recebo o telefonema da revista de cultura Brasileira em Londres Jungle Drums à qual costumo subscrever à newsletter, para me informarem de que tinha sido a vencedora de um dos seus sorteios ao qual eu tinha participado. E ganhei um jantar para 10 pessoas no restaurante Sul Americano,  Las Iguanas

 

Tinha a possibilidade de usufruir do jantar em qualquer data entre Dezembro e Janeiro com direito ao menu de festa em que, basicamente, estava incluída uma selecção de entradas variadas pré-definidas, um prato principal por pessoa entre um total de 5 pratos à escolha e quatro garrafas de vinho para o grupo.

 

Decidi marcar o jantar para esta última sexta-feira, e sinceramente fiquei positivamente surpreendida logo ao chegar à mesa que nos estava destinada. Para já, era uma mesa redonda muito bem decorada, que até teve direito a uns balõezinhos de festa, a decoração do restaurante também estava bastante boa ao estilo tropical e, surpresa das surpresas foi quando fecharam as luzes e começaram-se a ouvir os tambores Brasileiros de samba, seguidos por duas dançarinas, vestidas apropriadamente para um desfile no sambódromo. 

 

Samba em Las Iguanas

 

A comida em si também estava melhor do que o que esperava, tendo em conta que aquele é um restaurante de franchising. De entre os pratos principais à escolha havia a possibilidade de comer ou comida Mexicana (Fajitas e Enchilada) ou Brasileira (Xinxim e Moqueca). Acabei por me decidir pelo Xinxim visto que ainda nunca tinha provado e, de facto, estava bem saboroso. Não sei até que ponto é que aquele Xinxim ali servido é fiel à verdadeira receita Brasileira, mas era bom. Achei piada foi ao facto de, no próprio menu, estar indicado relativamente ao Xinxim que é conhecido como o prato favorito do Pelé. Hehe! Acho que não foi por isso que escolhi aquele prato mas, que estava bom, isso estava.

 

Las iguanas meal

Abaixo assinado às Kebab Shops

Ora tinha eu ali um "wine bar" com serviço de restaurante mesmo ao pé da saída do metro, que aquilo era uma maravilha. Com um ar muito castiço, dava um óptimo aspecto à rua e trazia também um ambiente engraçado à zona. OK, é verdade que nunca lá cheguei a ir. Não tive oportunidade. Mas cada vez que lá passava dizia sempre que tinha que ir lá qualquer dia e estava mesmo com vontade de ir experimentar uns quantos vinhos bons por lá. Além disso gostava de ter ali um "wine bar" tão perto de casa. Só a ideia de ele lá estar sabia-me bem. 

Isto, claro está, até ao dia em que passei por lá e estava tudo fechado com sinais a dizer "closure". "Não!!! O meu Wine bar da zona foi um dos muitos que fechou com a "credit crunch", e eu ainda nem nunca lá tinha ido". Fiquei mais que chateada com a situação, mas enfim, também em parte fui uma das culpadas por aquilo ter fechado. Se eu, e outros como eu, tivessemos efectivamente lá ido, em vez de só pensarmos em ir lá, talvez o tal "wine bar" ainda se tivesse conseguido manter em negócio até hoje. 

 

Durante uns meses o local daquele "wine bar" manteve-se vazio e fechado sem que nenhum outro negócio o ocupasse. E assim se manteve até à cerca de umas 3 semanas atrás quando começo a ver construções no local. Cada dia que lá passava havia algo de novo, até ao dia em que vejo a bancada comprida em alumínio com uns vidros por cima onde, obviamente seria para estar comida ou aquecida ou refrigerada dentro, para que os clientes a pudessem ver. Eu só pensei - "ohhh não. Outra "Fish & Chips shop" não!"

 

Como todos sabem o "Fish & Chips" é um prato muito popular por estas bandas. Basicamente o peixe é o mesmo que o bacalhau, só que é fresco (sem ser seco em sal) e frito em farinha e ovo. Serve-se assim com batatas fritas ou batatas congeladas previamente fritas mas que depois são colocadas no forno (o tipo de batatas que vos dão depende dos locais onde forem servidos), com o peixe e as batatas enroladas num cone feito de folha de jornal ou noutro papel qualquer (isto se a AZAE andasse por cá claro que não havia papel de jornal para ninguém). Embora o Fish & Chips se sirva também em pubs, é muito comum haverem estas lojas de comida take-away que vende maioritariamente ou unicamente Fish & Chips.  

 

Passado uns dias a tal loja abre e, para minha surpresa pela negativa, afinal a loja não era uma Fish & Chips shop. Era uma Kebab Shop que também vende Fish & Chips!! Arghh! É que de facto as Fish & Chip shops ainda vá, mas as Kebab Shops são do piorio. Isto é uma praga que há nesta cidade onde em cada canto há uma Kebab Shop. Só no caso desta zona já é muito mau porque do outro lado da saída da estação já haviam duas Kebab Shops, por isso esta será a terceira, ali a apanhar também as pessoas que se dirigem para o lado oposto da rua. Inacreditável!!! E eu que estava toda contente com o meu "Wine bar" que dava um ar tão agradável à rua, e agora vêm-me os tipos abrir uma Kebab Shop para estragar o ambiente todo. Mas porque raio é que a câmara deixa que abram esta quantidade toda de sítios destes que têm sempre um péssimo aspecto e fazem a rua ficar com aquele cheiro de comida gordurenta. Devia-se fazer um baixo assinado contra estas Kebab Shops todas que aparecem nas ruas como se fossem cogumelos.

 

Tudo bem que essas lojas trazem a vantagem que costumam estar abertas ou 24h ou quase a noite toda para satisfazerem os desejos do pessoal esfomeado que vem da noite. E tenho que admitir que também já me chegaram a dar jeito naquelas noites em que tinha mesmo muita fome, mas sinceramente, este hábito que o pessoal tem de vir da noite e ir comer sempre aquela porcaria, é muito mau. Principalmente é mau quando me refiro ao Doner Kebab que é aquela carne espetada num pau comprido giratório e que vai cozendo ao longo do dia todo. Aquela porcaria é feita em fábrica com uma mistura de carnes das partes dos animais que geralmente não são aproveitadas para mais nada. Mistura-se a carne de diferentes animais que são processadas em fábrica e, na Kebab shop esta mistura de carnes é regada com uma gordura ao logo do tempo que vai estando espetada no tal pau que é para se ir mantendo húmida e durar o dia todo até conseguirem vender todo o conteúdo da carne que estava no tal pau. 

 

 

Por acaso nesse aspecto o pessoal por cá está mesmo muito mal habituado. Cada vez que os meus amigos querem ir matar a fome depois da noitada a uma dessas casas de Kebab, eu só me lembro dos bons tempos em que ía à Av. 24 de Julho depois da discoteca comer um caldinho verde e um pão com chouriço acabado de sair do forno. Hummm, que bom! Ou então das vezes em que o pessoal ía à fábrica dos bolos comprá-los acabadinhos de fazer a metade do preço. Que bem que sabiam! Agora Kebabs! Este pessoal que viveu sempre por cá não sabe o que é bom. 

Porque é que eu gosto de Upper Street?

Vibrante, agradável, diversidade de bares e restaurantes, bom ambiente, boa zona, central mas não turístico, frequentado por quem vive em Londres, são apenas algumas das características desta rua localizada entre Angel e Islington que me fazem gostar tanto de lá ir.

Nesta rua, porta sim porta sim encontram um restaurante ou bar agradável. É ideal para quem quer ir sair com amigos para jantar ou conversar num bar calmo em que a música não se sobrepõe à conversa. Tem inúmeras escolhas para quem quer ir sair num primeiro encontro romântico ou conversar a noite toda numa das muitas esplanadas que preenchem a rua. Antes do jantar podem optar por fazer umas comprinhas numa das várias lojas da zona ou ir a um dos dois cinemas que se encontram na Upper Street - o Vue Cinema localizado perto da saída do metro de Angel num centro comercial, que contém 9 salas de cinema, e o Screen on the Green, localizado mais ao fundo da rua na direcção de Islington, que é um cinema antigo com o carácter de outros tempos mas com as condições de um cinema moderno e que inclui 1 sala de cinema com capacidade para 300 pessoas. Para quem prefere teatro a cinema, então o Almeida Theatre também localizado nesta rua será uma óptima opção.

Se o ambiente calmo dos vários restaurantes ou bares aborrecer também podem ir a um dos bares com pista de dança tais como o conhecido Lady Bird ou a um dos bares com bandas ao vivo tais como o Big Note Club.

 

Para dar uma espreitadela por esta rua basta irem ao website Streetsensation que indica todas as lojas e bares tal como se apresentam na realidade uma a uma.

 

Hoje a minha noite foi passada por lá mesmo no bar "The Green", um pouco por engano já que era um bar gay que não era bem a intenção, mas para uma noite de conversa na esplanada também não fazia diferença. E como estávamos na parte de fora ainda nem tinhamos reparado nisso até que o empregado Brasileiro sentiu a necessidade de nos informar que aquele era um bar gay mas que ele e o cozinheiro eram os únicos dois que lá trabalham que não o eram. E isso foi bem evidente quando ele espetou um beijo a uma cliente que estava também sentada na esplanada e que ele tinha acabado de conhecer. Parece-me que isto de ser o único num bar gay lhe deve trazer algum sucesso com as mulheres que por lá aparecem. Hehe!

 

Sabores da índia em Londres

E eu que nao gosto nada de comida picante, de repente vejo-me a frequentar restaurantes Indianos mais vezes do que imaginaria provável de acontecer. 

Recentemente, quando tive a visita da Celine cá em Londres e após ter ido buscá-la ‘a estacao de Liverpool Street, vinda do aeroporto, levei-a a Brick Lane. Brick Lane é uma rua conhecida pelos seus muitos restaurantes Indianos e pelo seu mercado de rua, galerias de arte e bares alternativos. Como a Celine nunca lá tinha estado levei-a a comer num dos restaurantes Indianos dessa rua. É um facto que existem lá muitos bons restaurantes, mas infelimente nós acabámos por escolher um que nao o era. Assim que chegámos ‘a zona dos restaurantes de imediato os empregados dos mesmos aproximavam-se de nós na rua para nos convidar a entrar no seu restaurante que ou “era o melhor da rua” ou “teriamos direito a entrada gratuita”, “a primeira bebida era gratuita” e em alguns casos até “a garrafa de vinho inteira era gratuita”. O facto é que se tornam muito chatos a tentarem levar-nos para dentro dos seus restaurantes por isso na maioria dos casos nem sequer queriamos entrar, exactamente por eles estarem a ser tao insistentes. Acabámos por escolher um pequeno restaurante que tinha um número satisfatório de clientes lá dentro (se nao tiver ninguém é sempre de desconfiar) e que na janela tinha colados vários recortes de jornais e revistas a aconselharem aquele restaurante, inclusívie um recorte da Time Out. Pensei entao que tinha as condicoes básicas para ser relativamente bom. Humm,... como eu estava errada!!
Sendo que as mesas da frente do restaurante estavam já ocupadas, recambiaram-nos para o fundo do restaurante, já perto de outra sala que se notava estar seriamente a necessitar de obras e redecoracao com a tinta das paredes a lascar e canos ‘a superficie. Ainda pensei em sair, mas como imediatamente nos comecaram a trazer as entradas e bebidas (que eram gratuitas) e nós com a fome que estavamos comecamos logo a comer, quando reparei nos problemas que nos rodeavam naquele restaurante já era um pouco tarde demais. O pior de tudo nem era a necessidade de redecoracao mas sim as dezenas de mosquitos que comecaram a aparecer na parede mesmo ao lado da nossa mesa. Se eles estavam ali na zona das refeicoes, nem quero pensar na sua possível presenca na cozinha. A comida nao estava má mas com todo aquele ambiente pouco agradável definitivamente nada me soube muito bem. Uma coisa é certa, nao fiquei doente por isso é porque nao era tao mau assim, mas sem dúvida altamente desaconselhável e nao vou lá voltar de certeza absoluta. Nao me recordo do nome do restaurante mas ficava do lado esquerdo na direccao de quem vai para a estacao de metro de Aldgate East, era pequeno e tinha umas escadinhas que subiam para o restaurante logo a partir da porta de entrada.
No fim-de-semana passado e, após ter contado esta minha experiencia ‘a Lua, quando estavamos em mais um dos nossos encontros de dardos mensais, ela sugeriu que fossemos lá a Brick Lane jantar já que conhecia por lá um bom restaurante onde já tinha ido outras vezes. Lá nos dirigimos entao todos para Brick Lane e de facto o restaurante escolhido foi exponencialmente melhor que o outro em que tinha estado – melhor decoracao, ambiente mais arejado e mais importante que tudo, sem mosquitos. A comida era boa também e o preco bem em conta como é habitual destes restaurantes indianos de Brick Lane. Para os interessados o restaurante é o Shampan, 79 Brick Lane, na esquida da Brick Lane com a Quaker Street (E1 6QL). Com este jantar fiquei a saber de uma dica útil através do Wask, que me ensinou a identificar bons restaurantes Indianos em Brick Lane – aqueles que nao tiverem ninguém ‘a porta a incentivar os clientes para entrar é porque já sao bons e reconhecidos o suficiente para nao precisarem disso, portanto é a esses restaurantes mesmo onde vale a pena ir.
Ontem novamente foi noite de jantar Indiano. Desta vez foi para celebrar a graduacao de uma amiga minha que acabou o seu curso universitário. Fez-me lembrar o dia da minha graduacao em que a minha escolha de restaurante foi o Hard Rock Café de Lisboa. Estranha escolha, eu sei, mas estava bastante curiosa para o experimentar já que ainda nunca lá tinha ido nessa altura e achei que seria uma boa ideia. Bem, no caso desta minha amiga a escolha foi mesmo um restaurante Indiano (felizmente nao escolheu o Hard Rock de Londres que é caríssimo!), mas fiquei absolutamente surpresa com o Indiano escolhido assim que cheguei ‘a porta do mesmo. É que estava completamente a abarrotar de clientes! As mesas estavam nao só totalmente completas como ainda por cima havia fila para esperar por mesa, a uma QUARTA-FEIRA ‘A NOITE!!! Mal podia acreditar. Juntei-me a um dos nossos amigos que já estava na fila e era o único do grupo que tinha chegado antes de mim e perguntei-lhe o porque de estar toda aquela gente ali, ao que a senhora que estava atrás dele na fila me responde – “é porque é mesmo bom e mesmo barato!” resposta com a qual o meu amigo concordou plenamente. Depois apontou-me para todos os certificados de “melhor restaurante Indiano do ano” espalhados pela zona da entrada do restaurante e para os vários recortes de jornais e revistas a aconselhar o restaurante inclusívie o da Time Out (humm, digamos que depois da experiencia com aquele primeiro restaurante indiano de Brick Lane já nao acredito assim tanto nos conselhos de bons restaurantes da Time Out). Final da história – sim, de facto a comida era boa, principalmente para quem gosta de picante, o que nao é bem o meu caso pelo que tinha as escolhas limitadas, a apresentacao da comida e do restaurante também era boas, os empregados extremamente simpáticos e a comida bastante em conta (para 4 pessoas com entradas e pratos principais pagamos um total de £30. O preco nao incluia bebidas porque naquele restaurante é permitido levar bebidas de fora que é algo que a maioria dos clientes faz e, no nosso caso, tinhamos levado champagne para celebrar a graduacao da minha amiga). No entanto, tive a péssima experiencia de ter que ficar 1 HORA E 30 MINUTOS em pé na fila ‘a espera de mesa! Felizmente conseguimos uma mesa mais no fundo do restaurante porque senao ainda teriamos que comer junto a uma concentracao de pessoas na fila ali bem junto ‘as mesas. Uma grande confusao sem dúvida. Ok comida boa, mas na minha opiniao nao vale a espera e o ambiente tambem nao é dos mais agradáveis dada a quantidade de pessoas que lá estava e a pressao para sairmos do restaurante assim que acabámos a refeicao para podermos dar lugar a outras pessoas. De qualquer forma, para quem quizer experimentar o famoso restaurante, o nome é Tayyabs e fica localizado na Fieldgate Street, junto ‘a mesquita árabe (nas traseiras) de White Chapel Road, entre as estacoes de metro de White Chapel e Aldgate East.