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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

O desfecho do Bloc Festival

Já há vários meses que tinha os bilhetes para ir ao Wireless Festival este domingo. No entanto, na altura que comprei os bilhetes nem todo o line up estava apresentado, e quando este foi anunciado fiquei um bocado desanimada com os artistas que lá íam estar. Ao mesmo tempo soube de outro festival a decorrer este fim-de-semana organizado pela mesma organização do Shangri-La, uma das zonas nocturnas do Glastonbury Festival que é muito boa. Resultado, fiquei muito mais entusiasmada para ir ao Bloc do que para ir ao Wireless e uma das minha amigas acabou por vender os bilhetes do Wireless no Gumtree (tenham atenção que nem sempre venda e compra de bilhetes no Gumtree é segura já que houve muito pessoal que comprou bilhetes falsos através do Gumtree ou da ebay) e compramos os bilhetes para o Bloc. Isto aconteceu na quinta-feira passada.

Nós tinhamos comprado bilhetes só para o sábado, mas o festival teve início na sexta-feira e, nessa noite, uma das minhas amigas repara que toda a gente está a falar alarmadamente sobre o Bloc Festival no facebook - "horror no Bloc festival", diziam uns; "péssima gestão no Bloc" - diziam outros; Em pouco tempo cheguei a saber que o evento tinha sido cancelado.

Péssima situação sem dúvida. Ainda mais saber que tinha comprado os bilhetes só 2 noites antes. Um amigo meu que chegou a ir na sexta-feira diz que demorou 2 horas para entrar no festival e que, uma vez lá dentro, havia filas para entrar em todas as zonas. Aparentemente a organização fez maus cálculos em termos da capacidade do festival e vendeu mais 20,000 bilhetes do que o total que deveria ter vendido. Claro que isso ía fazer com que tivesse tudo super lotado. Horrível mesmo. É o que faz a ganância. Agora só espero mesmo que efectivamente nos devolvam o dinheiro dos bilhetes. Já mandaram emails a confirmar, mas até ter o dinheiro de volta não acredito.

Pior que tudo foi mesmo para as pessoas que vieram para Londres de propósito para este festival e, pagaram o bilhete da viagem para nada. Até acabei por conhecer um rapaz no sábado à noite que tinha vindo de Glasgow exactamente para o Bloc Festival e acabou por ter que passar o fim-de-semana. Segundo ele vieram também muitas pessoas do estrangeiro para o festival. Foi sem dúvida um grande desapontamento para muitas pessoas, incluíndo eu.

Concertos para alegrar a estação

A partir desta passada quinta-feira e até ao dia 4 de Maio, a estação de Kings Cross International vai ser animada com mais de 100 bandas ao vivo, todos os dias da semana entre as 17:30h e as 18:30h. São sessões gratuitas e vão contar com diferentes estilos de bandas desde bandas menos conhecidas a outras já bem estabelecidas na cena musical. 

 

Podem ver todo o calendário de eventos no site da The Station Sessions. Portanto, para quem costuma passar por Kings Cross por volta dessa hora, já fica a saber que vale a pena ir à zona de Kings Cross International para assistir a um destes concertos.

 

Para quem fôr ao website e subscrever à newsletter tem também direito a receber uma música gratuita por semana durante as 6 semanas do festival. 

 

Ficam com uma das performances do Festival da Estação - Seth Lakeman.

 

Música - aceitam-se sugestões

A festa de Natal da minha empresa vai já ser realizada na próxima quinta-feira e, este no, faço parte do comitee de organização da festa. 

Como uma das minhas responsabilidades tenho que criar um vídeo com montagem de fotos que tenhamos tirado ao longo do ano para ser passado ao fim do jantar. 

Já tenho as fotos e já tenho mais ou menos a ideia da "história" que vou criar no vídeo com a montagem das fotos. Agora a única coisa que me falta mesmo é uma música! Já passei imenso tempo a ouvir grandes variedades de diferentes tipos de músicas mas ainda não encontrei nenhuma que seja apropriada. Será que alguém me pode ajudar com sugestões de músicas a usar no vídeo?

 

Características da música que procuro:

- a letra não deve ser nem sobre amor nem sobre ódio nem nada desse género. Afinal é uma música que se adapte a um conjunto de pessoas de uma empresa portanto, idealmente, o tópico da letra seria algo relacionado com equipa ou alcançar objectivos ou amizade ou algo desse género.

- O ritmo da música deve começar lento e gradualmente aumentar o ritmo, com algumas partes em que o ritmo esteja mesmo forte. 

 

Pretendo começar a trabalhar no vídeo hoje à noite por isso se alguém se lembrar de alguma música com as características indicadas em cima por favor diga. 

Portugal.The Man

Hoje ao abrir a página principal da minha conta no Napster vejo lá uma banda com o nome Portugal.The Man. Relação com Portugal? Nenhuma. É uma banda Americana, iniciada no Alaska e um dos seus fundadores comenta que o objectivo do nome dado à banda era o de criar um nome semi místico que fosse maior que os membros individuais da banda. 

O estilo de música é meio rock alternativo, meio Indie. Boa banda, e bom nome {#emotions_dlg.blink}

 

Podem ver a página da banda Portugal.The Man no Myspace aqui.

Talento Italiano

Quando fui recentemente passar o fim-de-semana a apanhar azeitona na Toscana, conheci lá um amigo do meu amigo Italiano, que só já depois de estar de volta em Londres, descobri que era um cantor. Ouvi algumas das músicas e, gostei principalmente desta aqui em baixo. Ele e o seu grupo ainda não são muito conhecidos mas já têm um destaque exclusivo no blog do jornal nacional Italiano La Repubblica. Aqui fica o single Antipurgatorio de Piet Modrian com o seu ar de que foi filmado independentemente num estúdio de música no Este de Londres (não foi, mas parece). 

 

The Millennium Dome

Lembro-me de estar a ler um dos meus livros de Inglês por alturas do ensino secundário quando li pela primeira vez sobre a Millennium Dome. Era um novo centro de exposições com um enorme espaço localizado em Greenwich em Londres. Esse projecto não correu tão bem quanto esperado e, falhou trazer o número de visitantes esperados o que fez com que o edifício tenha sido comprado pela rede telefónica O2 para criar o que é agora o maior edifício de concertos de Londres. Acabou assim a Millennium Dome e nasceu o O2 Centre com os seus bares, restaurantes, zona para exposições e concertos. 

 

Já lá tinha estado dentro à cerca de 3 ou 4 anos atrás, mas apenas na zona comercial das lojas. Hoje isso mudou e entrei pela primeira vez na arena de concertos do O2 Centre para ver os Red Hot Chilli Peppers. O concerto foi muito bom, mas o facto da arena ser tão grande tornou as coisas problemáticas porque apenas conseguia ver a banda como pequenas formigas no palco, tal era a distância em que eu estava. 

A situação é que apesar do espaço ser muito grande, a maioria dos concertos tem grande procura e, concertos como os dos Red Hot Chilli Peppers é um dos bons exemplos de que como é importante estar online pronto a comprar o bilhete assim que estes são lançados para venda. Isto porque, para já, os clientes da rede telefónica O2 têm prioridade na compra, sendo que a venda dos bilhetes abre um dia antes para eles. Eu por acaso até sou cliente O2 mas como não fui eu que comprei os bilhetes nós perdemos esse dia de avanço. No dia seguinte quando o meu amigo foi tentar comprar bilhetes já não havia a hipótese de comprar bilhetes para estar na audiência em pé, portanto não tivemos hipótese senão ficar sentados. E depois entre o preço escolhido pediu os melhor lugares disponíveis, mas só mesmo quando lá chegámos é que verificamos que "os melhores" lugares disponíveis eram exactamente na ponta oposta ao palco, que apesar de ter a vantagem de se estar a ver o palco de frente, também tem a desvantagem que é o ponto mais distante; e ficamos mesmo na penúltima fila de todas. Sinceramente, nada de aconselhar para quem tenha vertigens. 

 

Portanto fica o conselho, se forem a um concerto na O2 tentei conseguir os bilhetes na plateia que, não só é muito mais giro em termos de experiência de concerto no meu da multidão, como efectivamente há maior possibilidade de se ver a banda mais de perto. 

Amy

Não podia deixar de dedicar um post à Amy Winehouse. A sua vida era problemática, não há dúvida. Entre abuso de drogas e alcóol, uma vida jovem nas luzes da ribalta, casamento e divórcio relatado nas páginas dos jornais, problemas com a polícia, e uma voz que nos fazia e faz deslumbrar. 

 

Tendo crescido envolta em vozes de Jazz, que eram muito apreciadas pela família, aos 16 anos conseguiu o seu primeiro contrato com a Island Records como vocalista de Jazz. Em 2003, a mesma agência lança o seu primeiro album "Frank" quando ela tinha apenas 20 anos. 

 

Em 2006 ela já tinha vários problemas com o álcool, inclusívie não conseguindo fazer performances completas por estar demasiado embriagada. Nesse ano a agência que geria o seu contrato aconselhou-a a entrar em reabilitação. Em vez de ir para reabilitação, ela demitiu essa agência e lançou o single que a levou a sucesso mundial "Rehab", juntamente com o seu álbum "Back to Black". Com esse álbum foi nomeada para 6 Grammys e ganhou 5, o que fez com que fosse a primeira artista Britânica feminina a ganhar 5 Grammys. Ganhou um BRIT Award em 2007 como melhor artista feminina e ao longo da sua carreira ganhou 4 Ivor Novello Awards. 

 

ontem, a 23 de Julho de 2011, a Amy Winehouse é encontrada morta no seu apartamento em Camden Square, no norte de Londres, possivelmente devido a uma overdose de Ecstasy (ainda por confirmar), juntando-se ao "clube dos 27", conhecidos como as estrelas do rock (apesar de ela não ter sido uma cantora rock) que morreram aos 27 anos de idade - Brian Jones (em 1969), Jimi Hendrix (em 1970), Janis Joplin (em 1970), Jim Morrison (em 1971) e Kurt Cobain (em 1994). 

 

Como tributo à cantora fica aqui o seu primeiro single "Stronger than Me":

 

Glastonbury 2011

Imaginem que as pessoas que enchem um dos grandes estádios de futebol Portugueses são despejadas num campo. Essa é a quantidade de pessoas que enche só o terreno em frente ao palco principal de Glastonbury, o "Pyramid Stage". Como Glastonbury tem 45 palcos e todos estão constantemente cheios de espectadores, serão precisos os fãs de uns poucos estádios de futebol para encher o espaço ocupado pelas cerca de 150,000 pessoas que visitam o festival todos os anos. 

 

Agora imaginem que em vez dessas pessoas serem fãs de clubes de futebol diferentes, são fãs de um mesmo clube. E imaginem que esse clube acabou de ganhar a taça. É esse o espírito de alegria que se encontra em todo o lado pelo festival. Todos estão alegres e falam uns com os outros como se conhecessem à imenso tempo. 

 

É uma realidade diferente que se experiencia neste festival, que ajuda completamente a sair da rotina do dia-a-dia e faz-nos sentir como se estivessemos num mundo diferente. É o pequeno mundo de Glastonbury, afinal. 

 

Desde concertos muito bons de bandas reconhecidas (Coldplay e Two Door Cinema Club são de destacar na minha opinião) a pequenos concertos aleatórios de bandas que nem conhecia a existência mas que se apresentam como boas surpresas; passando pelos campos calmos e hippies de Green Fields; a participação no maior jogo de Twister do mundo; a oferta de variedade de comida vinda dos 5 cantos do mundo; os shows de circo inacreditáveis; as noites irreáis de Shangri La; o pôr do sol visto do Park; o nascer do sol visto de Stone Circle;...

 

Claro que nem tudo foi bom, houve a chuva e a lama espessa, o calor extremo de domingo enquanto tinhamos que continuar a usar galochas quentes e pesadas já que a lama não secou, as casas de banho mal cheirosas e os 5 dias sem tomar banho. Mas isso são tudo pormenores quando tudo o resto é tão bom. 

 

O público é sem dúvida maioritariamente Inglês, mas isso não impossibilitou de ter encontrado lá dois Portugueses que vieram propositadamente de Portugal para o festival. Foi fácil identificá-los porque traziam com eles uma grande bandeira Portuguesa. Logo, assim que vi a bandeira, não pude deixar de passar por lá para dizer um olá e ainda tirei também uma foto com os meninos e a sua bandeira. 

 

Mas essa não foi a única "surpresa Portuguesa" que encontrei por lá. Numa das zonas mais dedicadas ao entertenimento nocturno, pós concertos, chamada The Common, surpresa das surpresas, encontrei lá uma réplica da praça de touros do Campo Pequeno em Lisboa:

 

 

Lá dentro é que era um bocadinho diferente da actual praça do campo pequeno com o seu centro comercial. Lá dentro era assim:

 

 

 

 

Ainda me sinto em período de recuperação da estadia no festival. Querer fazer tudo significa que as horas dormidas são as mínimas possível, por isso agora mal posso esperar pelo fim-de-semana para o descanso bem necessário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cantor Português a actuar no Jazz Cafe

Vocês conhecem o Moycano? Para ser sincera, nunca tinha ouvido falar antes, mas chamou-me à atenção quando vi que este, aparentemente conhecido cantor Português, vai actuar no Jazz Café em Camden este sábado, dia 5 de Março para o lançamento do seu albúm "Dawn". O Jazz Café é muito conhecido e geralmente só boas bandas/cantores lá vão actuar. Daí fiquei curiosa em pesquisar um pouco sobre o Moycano. Sem dúvida gostei do tipo e ritmo da música. Ainda tenho as minhas dúvidas quanto à voz, mas também só estou a basear a minha opinião em 2 vídeos dele do youtube por isso não posso ainda bem julgar. 

 

Achei piada foi à frase que associou a tudo o que é comunicação sobre ele "The Portuguese Pop star is taking over the world". Ligeiramente exagerado...

 

Aqui está o seu vídeo promocional:

 

 

Os bilhetes estão à venda por £17.50 no site do Jazz Café

 

Entretanto já estou em dívida com o post sobre o que fazer em londres em Março mas como esse post demora sempre mais que 1 hora a escrever e agora tenho que me dedicar à procura de casa, vou ter que adiar para escrevê-lo no fim-de-semana quando tenho mais tempo disponível. Desculpas ao atraso para aqueles que já me tinham pedido.

The Walkmen

Ontem foi noite de concerto. Mais precisamente fui ver os The Walkmen no Sheperd's Bush Empire.

Para quem não conhece os The Walkmen são uma banda Norte Americana de música Indie Rock que no ano passado lançaram um albm intitulado Lisbon, onde está incluída uma música com o mesmo nome.

Segundo os The Walkmen, decidiram dar o nome da capital Portuguesa ao seu álbum exactamente porque quando estiveram em Lisboa não só adoraram a cidade mas também no seu concerto, o público foi tão caloroso e puxou tanto por eles, que dizem que aquele foi, efectivamente, o melhor concerto que alguma vez deram.

Talvez o público que estava ontem no Shepderd's Bush ontem não tenha sido tão caloroso quanto o Português mas sem dúvida que deram um grande concerto que valeu mesmo muito a pena.

 

Fica a música Lisbon, cantada ao vivo quando estiveram no Coliseu de Lisboa: