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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Homenagem às vítimas do ataque de Londres

Os acontecimentos de sábado são inexplicáveis e incomprensíveis. Nada que se possa dizer pode trazer as vidas inocentes perdidas de volta. Mas quiz perceber como o público respondeu aos ataques através dos posts que têm colocado no Instagram. Fica a selecção de alguns posts que demonstram o sentimento da população Britânica e não só. 

 

 

 

I can't say I'm shocked/surprised/horrified by the recent terror attacks in the #manchester and #london. I pretty much grew up with it being all around back at home. We used to have a period of few years when every week there was a suicide bomber attack on a bus, restaurant or a mall..... . But for my fellows here in the UK and all over the world i can say: Never be afraid. Choosing life and love is the key to defeat all the evil in this world. . This video of me was taken on November 2015 while i was playing for the thousands of people that came to the solidarity vigil in #trafalgarsquare after the #parisattacks . Sadly to say it is still relevant today. ☮️&💜for all. . 🎵"Je Suis Malade" . #violin #violinist #violins #violino #violinista #violine #violín #violinplayer #virtuoso #soloist #classicalmusician #orchestra #ilovelondon #ilovemanchester #prayformanchster #barmarkovich #classicalmusic #prayforlondon #jesuismalade #beaumontmusic #london🇬🇧 #londonbridge #musician #violin🎻 #stringplayer

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#morelove#westandtogether #Ilovelondon#Londonbridge#manchester #Londonisopen #peace#westminsterbridge #thankyou

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Como complicar uma viagem de trabalho

Na semana passada fui a Berlim a uma conferência onde íamos ter um stand e fazer uma apresentação.

 

Cheguei a Berlim na quarta à noite, fui do aeroporto para o centro da cidade de comboio, lá sempre com a preocupação de sair na estação correcta. Quando estava já em Aleksander Platz, estava a mandar mensagem para os meus colegas que já lá estavam, acerca do horário para nos encontrarmos no dia seguinte. E é no momento em que escrevo sobre os preparativos e todas as coisas que tinha comigo para levar para a conferência, que olho para baixo e reparo que não tinha a minha bagagem comigo. Com a preocupação de sair na estação correcta, tinha deixado a mala no comboio!  Mal queria acreditar que tinha sido tão distraída ao ponto de me esquecer da mala. Voltei a correr para a plataforma mas claro que o comboio já lá não estava e, como eram cerca de 22h também não consegui encontrar staff nenhum pela estação. Fiquei com aquela sensação de incapacidade, sem saber o que fazer, mas ao mesmo tempo sem a possibilidade de fazer nada. Lá encontrei a zona de informações que tinha apenas alguns números de telefone indicados, mas as linhas apenas estariam abertas no dia seguinte. 

 

Ali estava eu, em Berlim, às 22h da noite, quando já estava tudo fechado, com mais nada para além do que tinha na minha mala de ombro. No hotel lá me deram uma escova e pasta de dentes, e na recepção havia forma de carregar o telemóvel, por isso ao menos isso. 

 

Pensei que no dia seguinte podia comprar roupa para usar na conferência, visto que estava vestida um pouco casualmente com calças de ganga, mas rapidamente apercebo-me de que era um feriado na Alemanha, e na Alemanha todas as lojas estão fechadas aos feriados. Perfeito! 

 

Como a conferência só começava pela parte da tarde, ainda fui ao centro de Perdidos e Achados numa estação no Este de Berlim. A pessoa que me atendeu não falava uma palavra de Inglês o que não ajudou nada, mas deu para perceber que tinha que ir online para indicar a perda da mala, e só no dia seguinte é que talvez eles tivessem alguma novidade acerca da mala. 

 

Até então ainda não tinha telefonado ao meu escritório a indicar que tinha perdido todas coisas que tínhamos preparado para trazer para o evento, com esperança de que ali fosse encontrar a mala. Mas lá tive que fazer o telefonema. Como o meu patrão vinha no dia seguinte, ele podia trazer mais material e, entretanto, tínhamos que nos aguentar com as poucas coisas que um outro colega que lá estava também tinha trazido. 

 

As coisas lá se resolveram entre eles os dois, e eu tive que ir para a conferência de calças de ganga, mas não tinha mesmo escolha. Apesar de só ter trazido roupa para 2 dias tinha lá dentro coisas com algum valor que não iam deixar de ser uma chatice de substituir. Ao fim de sexta-feira ainda não havia sinais da mala e eu tinha que voltar para Londres. Já estava conformada que não ia voltar a ver a mala. Entretanto, esta tarde, ao fim de 5 dias de ter deixado a mala naquele comboio, recebo um e-mail dos Perdidos e Achados a dizer que tinham encontrado uma mala. Respondi logo, mas ainda não sei se é a minha.

 

Enfim, resumo da história, fiquem sempre atentos às malas, principalmente se as colocarem num compartimento onde a mala não vai estar à vista. E sem dúvida que aconselho colocarem sempre uma etiqueta com o vosso nome e endereço de email ou telefone. Eu tinha só o nome e o email, e acho que foi através da informação nessa etiqueta que entraram em contacto comigo visto que o seu email não fazia referência ao facto de eu ter submetido um alerta de perca da mala. A ver vamos. Espero que me reencontre com a mala e sem dúvida que vou ter muito mais cuidado de futuro. 

 

Por um lado mais positivo, a temperatura em Berlim estava óptima e só me fez apetecer voltar lá em férias. 

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 Margem do Rio Spree no SpreeBogenPark

A volta aos restaurantes do mundo em Londres: 'A' de América do Norte

Hoje fui à festa de despedida de uma amiga que, ao fim de 15 anos a viver em Londres, decidiu voltar para a Suécia para viver com o seu namorado, também Sueco, em Estocolmo. Quando lá estava, conheci um casal amigo dela muito simpático que nos falou de uma ideia que tiveram recentemente - a de ir a restaurantes com comida inspirada por um país cujo nome começa por uma letra do alfabeto por essa ordem. Ou seja, eles começarem pelo G, ao ir a um restaurante da Geórgia e acabaram na letra F, ao ir a um restaurante Francês. Para algumas das letras foi muito fácil de encontrar restaurantes na zona onde moram, mas para outros tantos, tiveram que visitar novas partes de Londres onde nunca antes tinham estado. Demoraram 18 meses a percorrer restaurantes de países correspondentes a todas as letras do alfabeto, excepto a um restaurante de um país iniciado com a letra Z (tentaram duas vezes ir a um restaurante do Zimbabwe, mas das duas vezes estava fechado e não encontraram outro), mas adoraram a experiência e recomendaram-na. 

 

Eu adorei a ideia e, nem foi tarde nem foi cedo, fui esta noite ao primeiro restaurante da 'Volta aos restaurantes do Mundo' a começar pela letra 'A' correspondente à América do Norte (o que neste caso estamos a pensar nos Estados Unidos da América. Bem sabemos que 'América do Norte' não é o nome do país, mas OK, apetecia-nos comida Americana. E tínhamos um voucher de desconto para o restaurante em questão. Por isso, começamos o 'jogo' por moldar as regras já um bocadinho e considerar a cozinha Americana, como a nossa selecção para o restaurante da letra 'A'. 

 

O restaurante seleccionado foi o BIRD, um restaurante de galinha frita com temática norte Americana, localizado em Shoreditch. A entrada foram asas de galinha fritas e o meu prato principal foram pernas de galinha fritas com batatas fritas. (Eu sei, foi uma refeição altamente saudável ). Mas soube bem. Começa assim 'A Volta aos Restaurantes do Mundo em Londres'. A ver quanto tempo vai demorar experimentar os 26 restaurantes correspondentes a todas as letras do alfabeto. 

 

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O poder do Instagram como plataforma para novas celebridades

Como trabalho para uma tecnologia de marketing que está altamente envolvida com as redes sociais, no outro dia organizei um evento para os nossos clientes e, como parte do evento, quis incluir uma discussão entre 'micro-influencers' no Instagram. Ou seja, pessoas que tenham bons feeds de Instagram com cerca de 8.000 a 80,000 seguidores. Tivemos 3 Instagrammers e, entre elas, rapidamente descobri que a mais popular das três, com mais de 63,000 seguidores, era Portuguesa. Chama-se Mia Soarez, e conta com o nome de perfil nas redes sociais de Silver Girl. Já começou à alguns anos a postar maioritariamente sobre moda, e tem também um perfil no YouTube e está a começar a fazer mais com o music.ly também. 

 

As outras duas Instagrammers eram a Andrea Cheong e a Shelley Morecroft. Todas elas têm um feed virado para a moda, viagens e estido de vida, mas cada um dos feeds tem a sua personalidade distinta. Achei muito interessante a discussão entre as três e as histórias que partilharam relativamente ao seu sucesso no Instagram. A Mia que, me pareceu ser a mais jovem de todas, basicamente passou grande parte da adolescência a postar no Instagram, enquanto que as outras duas começaram mais recentemente. Nos três casos, o que tinham em comum, é que postam frequentemente, são muito selectas na qualidade das fotos que colocam no Instagram, e querem que as suas personalidades estejam representadas nas fotos. Elas sabem que os seus seguidores, decidiram começar a segui-las porque gostam da consistência do seu feed, e elas próprias indicaram que os seus posts não perfomam tão bem se não tiverem sempre os mesmos cuidados. 

 

Uma das partes interessantes da discussão foi quando começaram a falar sobre como trabalham com marcas. Todas elas são contactadas regularmente por marcas que querem que elas publiquem fotos com os seus produtos, quer estes sejam acessórios, roupa ou hotéis, restaurantes, etc. Algumas das marcas pedem para que façam posts sem oferecer contrapartida; outras vezes oferecem-lhes os produtos gratuitamente, em troca de uma foto e referência nas suas redes sociais; outras vezes as marcas pagam-lhes para isso, e em alguns casos mais especiais, as marcas convidam-lhes para participar nas suas próprias campanhas de publicidade, como se de modelos se tratassem. O que achei positivo por parte das três é que, em todos os casos, dizem que só porque uma marca lhes possa oferecer produtos ou dinheiro para que coloquem fotos sobre os seus produtos, elas confirmam que só o fazem se efectivamente gostarem das marcas e acharem que estas marcas estão relacionadas com as personalidades que transmitem nas redes sociais. Elas sabem que se começarem a fazer posts que sejam pura publicidade sem ter qualquer interesse no produto em questão, os seus seguidores vão notar essa falsidade e vão deixar de estar interessados em seguir os seus perfis. 

 

As suas actividades com marcas também significam que têm o seu tempo-livre limitado e, por isso duas delas decidiram trabalhar para o seu Instagrama, blog e relações com marcas a tempo inteiro. É uma decisão arriscada, mas ao deixarem o seu trabalho normal, também significa que têm mais tempo para criar mais e melhores fotos com o intuito de crescer a sua rede de seguidores e, consequentemente, poderem cobrar mais caro às marcas que querem trabalhar com elas. 

 

Outros assuntos que também foram discutidos incluíram o próprio acto de tirar as fotografias. Sendo que elas são a 'modelo' em muitas das suas fotografias, como é que elas fazem para tirar a foto? Todas elas tinham alguém que lhes tira essas fotos ou utilizam um triped. Num caso é um amigo que tira as fotos, noutro caso era outra Instagrammer que lhe tirava fotos e, basicamente tiram fotos uma à outra para os seus respectivos feeds no Instagram. 

 

Gostei muito de ouvir a sua experiência e perceber melhor o tempo e dedicação que têm que dar a cada foto, mas o que é mais interessante é que, estes são exemplos de raparigas que há alguns anos atrás, só poderiam conseguir o mesmo nível de reconhecimento e trabalho, se tivessem certos requisitos que as agências de modelos considerassem bons para as poderem representar em frente a marcas. Hoje em dia, no entanto, qualquer pessoa pode ser modelo, trabalhar com campanhas de marcas e ter os seus momentos de fama, através das suas próprias redes sociais. Estas redes passaram o poder para as mãos do indivíduo em vez das agências e o seu sucesso nunca foi tão pessoal como o que é hoje em dia com as redes sociais. 

 

A Mia chegou a publicar uma foto no seu Instagram no dia em que foi ao nosso evento por isso aqui fica a mesma:

 

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Como os Ingleses interpretam o Festival da Eurovisão

Lembro-me quando estava a viver em Portugal, quando chegava a época da Eurovisão não se falava de outra coisa durante umas duas semanas - eram as pré-finais, as entrevistas com os candidatos, etc., etc. Quando chegava à noite, via o concurso antenciosamente na esperança que o concorrente Português chegasse à victória.

 

Quando me mudei para Londres, e chegou por altura do festival da Eurovisão, a história era outra. Os únicos dias em que se ouvia falar da Eurovisão era nos dias imediatamente antes e depois da competição final, e as pessoas viam a competição, mas era mais como um acto de diversão/gozo, do que propriamente com a seriedade com que se olha para esta competição em Portugal ou noutros países. Isso era evidente principalmente pelo apresentador que, na altura em que me mudei para Londres ainda era Terry Wogan e, nos últimos 8 anos tem sido Graham Norton. Em ambos os casos, apresentam o programa com certo sarcasmo, gozando com os cantores mais ousados. O seu estilo de apresentação representa bem o humor Britânico e, a forma como os Britânicos interpretam o Festival da Eurovisão - não propriamente como uma competição séria, mas como uma piada de uma competição que os continentais gostam de levar em frente. 

 

Desta vez não foi excepção, mas fiquei surpreendida pela quantidade de pessoas que pareceu estar contente com a vitória do cantor Português. Recebi várias mensagens na noite de sábado a darem-me os parabéns pela vitória. Não que eu tenha feito alguma coisa pela vitória, mas OK, sou Portuguesa. Se virem o Salvador, digam-lhe se fazem favor, que ele tem aqui por Londres muitos fãs Britânicos que não acham que ele seja motivo de gozo. 

 

Eu também gostei. Antes da competição até tinha passado o link do vídeo da semi-final dele a uns amigos a dizer que achava que não me lembrava da última vez que tinhamos tido um representante tão bom na Eurovisão. Afinal não fui a única a ter esta opinião. 

 

 

O que fazer em Londres em Maio 2017

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Já entrámos no mês de Maio com o verão aqui à porta (esperemos nós, mas ainda não há grandes sinais dele). No entanto, os planos da cidade decorrem a contar com a vinda de um tempo bom com o início das várias actividades ao ar-livre - festivais, teatro ao ar-livre e afins. Eventos a destacar este mês, na minha opinião, são o Peckham Rye Music Festival e o Festival de Museus à Noite. 

 

Peckham Rye Music Festival O que é? Festival de música durante 3 dias em vários locais em Peckham. Quando? 12 a 15 de Maio. Quanto? A partir de £15 por dia Onde? Peckham

 

Museums at Night Festival O que é? Festival onde a maioria dos museus de Londres estão abertos à noite com vários eventos especiais. Muitos deles até contam com música e comida, experiências interactivas, apresentações ou outros eventos para os mais variados interesses. Quando? De 17 a 20 de Maio. Quanto? A maioria das entradas nos museus são gratuitas mas convém verificar com o museu de interesse antes da visita. Onde? Por Londres inteira

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? De 19 de Maio a 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Chelsea Flower Show O que é? Todos os anos, os melhores floristas, e jardins do Reino Unido, apresentação as suas criações de flores e plantas neste evento que exibem os seus melhores arranjos de jardins, etc. É um evento essencial para todos os amantes de floricultura Quando? 23 a 27 de Maio. Quanto? £25 a £70. Onde? Chelsea

 

Brixton Rooftop Beach O que é? A praia de Brixton volta pela segundo ano, num terraço de brixton, a contar com stands de street food, música e animação. O primeiro fim-de-semana de abertura conta com eventos especiais que requerem bilhetes. Quando? A partir de 26 de Maio até ao final do verão. Quanto? Bilhetes do fim-de-semana de abertura estão a £10. Onde? Brixton Rooftop

 

Gala Brockwell Park O que é? Festival de música disco, funk e soul no domingo do fim-de-semana prolongado de final de Maio. Quando? 28 de Maio. Quanto? £25 Onde? Brockwell Park

Os primeiros feriados do ano

Estes últimos fins-de-semana têm sido bem ocupados por isso fico mais que contente por ter reservado o dia do feríado de hoje apenas para mim. Ao fim de contas, é tudo muito bom ter planos, e fazer coisas interessantes com os nossos fins-de.semana, mas eu já não paro no trabalho (na semana passado o mais cedo que consegui acabar o trabalho foi às 21h), por isso ter sempre planos atrás de planos, por melhor que soem, simplesmente não me deixam descansar. 

 

Com o feríado prolongado da Páscoa que decorreu à duas semanas atrás fui visitar Copenhaga. Esteve frio e chuva durante uma parte do fim-de-semana, mas deu para conhecer as partes principais da cidade durante os 3.5 dias em que lá estive. Depois no fim-de-semana passado fui a Madrid para a festa de despedida de solteira de uma amiga. Ficámos lá também 3.5 dias. Muito divertido, mas ao chegar a casa por volta das 22h da noite de domingo e ter uma semana com tanto a fazer no trabalho, como tive, não ajudou. 

 

Agora com este fim-de-semana prolongado queria mesmo ficar por Londres. Tinha algumas coisas combinadas, mas certifiquei-me que ao menos hoje, no último dia deste fim-de-semana prolongado, eu não marcava nada com mais ninguém para além de comigo própria. Mas estou satisfeita como este fim-de-semana tem decorrido - relaxado e com alguma diversão pelo meio - a fórmula necessária para voltar ao trabalho amanhã com mais energia. 

 

No sábado tinha planeado ir visitar a nova casa que um casal amigo comprou recentemente no campo. A casa é muito bonita, com imenso potencial (vão ter que renovar a casa por dentro), e tem um espaço exterior enorme com um grande jardim, horta, e zona florestal. É mesmo muito grande, mas enquanto estava sentada naquela sala a falar com eles sobre como as suas vidas tinham mudado, não me conseguia imaginar morar em local semelhante. Não há um café ou restaurante perto da casa e têm que conduzir para chegar à aldeia e pub mais próximos. Para chegar à casa deles vindos da estação, tivemos que passar por uma zona de mato semi-serrado. Perguntei como fazem para vir para casa à noite. Disseram que têm sempre uma lanterna na mala.

Eles viviam no centro de Londres em Islington e, de repente estão no meio do campo, semi-isolados, com o seu jardim e cuidar da filha como as principais actividades que os mantêm ocupados. Lá está, são opções de vida que muitos casais Londrinos tendem a tomar quando começam a ter família. Por mais agradável que possa ser estar a viver no meio de árvores, sentir o ar puro, e ter imenso espaço, mesmo assim, não me sinto interessada em qualquer dia viver no campo. Nunca se sabe se um dia não mudo de ideias, mas para já, imagino que me sentiria totalmente aborrecida na situação em que eles estão. Prefiro ter amigos que vivam no campo e ir visitá-los de vez em quando ou fazer as escapadas de fim-de-semana ocasionais quando sinto necessidade de estar no ambiente calmo e bonito do campo. 

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Sábado no Campo

 

No Domingo uma amiga foi correr a meia-maratona de Hackney por isso andei de bicicleta ao longo do percurso para conseguir dar-lhe apoio durante várias partes do percurso. Quando estava quase a chegar a Hackney Marshes onde terminava a corrida, passei por uma parte do Rio Lee onde ainda nunca tinha estado e fiquei positivamente surpreendida por descobrir uma zona cheia de cafés, restaurantes e bares em frente ao canal que tinham óptimo aspecto e, acabámos por ir almoçar lá com ela depois da maratona. Essa zona faz parte do Queen Elizabeth Park e a morada é Here East, East Bay Lane, Canalside. 

Mais tarde no domingo, o festival de Londres Field Day deu uma festa no Dinerama, o mercado de Street Food em Great Eastern Street/Shoreditch, então passei a noite de sábado por lá com os amigos. 

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Achei hilariante este cartaz de apoio a um dos corredores "We love you Paul. Do it for Prosecco!"

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East Here, Canalside

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Field Day Party @Dinerama

 

Hoje, bem hoje aqui estou - segunda-feir de feriado relaxada 

Olha desta não estávamos à espera, Theresa May

Hoje a Theresa May anunciou que vão haver eleições legislativas já no próximo dia 8 de Junho. Esta anúncio veiu para espanto de todos visto que, quando subio ao poder, ela tinha dito que não iria avançar com eleições antecipadas, iria levar com Brexit em diante, e que as próximas eleições só decorririam na data planeada em 2020. 

 

O facto é que actualmente, o partido trabalhista está mais fraco do que já esteve à bastante tempo com o líder Jeremy Corbyn à frente, que apela apenas aos trabalhistas com tendências mais viradas para a esquerda, e apela menos à maioria dos regulares apoiantes do partido. Ou seja, a Theresa May, viu isto como uma oportunidade de reforçar o número de lugares no parlamento representados por membros dos Conservadores para que as suas decisões tenham mais apoiantes. Ela sabe que em tão poucas semanas o Partido Trabalhista não vai encontrar um novo líder que ganhe a confiança da população. Também sabe que a maioria do país votou Brexit e, como tal, se estas pessoas quiserem que Brexit continue a ir em frente, agora que o lançar do Artigo 50 já foi anunciado, vão querer votar no partido que vai continuar com Brexit para a frente. 

 

Isto portanto significa que também existe uma oportunidade com estas eleições - que é a oportunidade das pessoas votarem contra os Conservadores para demonstrarem que afinal estão disatisfeitas com o resultado do referendo e que querem continuar na UE porque se aperceberam que tudo aquilo que lhes tinha sido prometido com a campanha do Brexit - mais dinheiro para o NHS, redução de imigração, etc - foi tudo uma farsa usada pela campanha, mas que na realidade já todos sabemos que esses 'problemas' de que tanto falaram, não vão ser resolvidos com o Brexit. 

 

O problema é que mesmo que as pessoas se tenham arrependido do seu voto, neste momento não têm boas alternativas onde votar e, ou continuam a votar Conservadores porque são pessoas que neste momento, se preocupam maioritariamente com aquilo que directamente lhes afecta a elas tais como redução nos impostos; ou votam Trabalhistas para apoiarem o partido da Concorrência e não dar tantos lugares no parlamento aos Conservadores; ou votam num dos partidos mais pequenos, o que vai dispersar os votos mas também não vai dar nenhuma oposição clara aos Conservadores. 

 

O horizonte não está azul neste momento, mas uma coisa é certa, se os Conservadores, por algum milagre perdessem estas eleições, o Parlamento iria olhar para Brexit com outros olhos e pensar duas vezes antes de avançar com as negociações. 

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Fonte: Imagem da capa do Jornal Metro retirada da BBC

O que fazer em Londres em Abril 2017

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Este mês, o post vem um pouco tardio, mas não queria deixar de escrevê-lo já que ando a pesquisar actividades interessantes a fazer para o resto do mês. Aqui ficam algumas sugestões:

 

Jurassic kingdom O que é? Exposição de dinosauros em tamanho real no Osterley Park. Apresenta o passeio ideal para famílias. Quando? Até 17 de Abril. Quanto? £15 Onde? Osterley Park, Isleworth

 

Regatta Londres a Quebec O que é? Regatta de barcos altos vai partir de Londres no próximo Domingo com direcção ao Quebec, e até lá, podem ver os barcos na zona de Greenwich. Quando? De 13 a 16 de Abril. Quanto? Gratuito. Onde? De greenwich a Woolwich.

 

Troca de línguas O que é? Para quem se encontra em Londres no fim-de-semana de Páscoa e procura algo para fazer mesmo que esteja sozinhho, uma boa ideia será ir ao Soho a um encontro de troca de línguas. Ali vão se encontrar pessoas que falam diferentes línguas e praticam falar com aqueles cuja língua é do vosso interesse. Línguas em questão são Françês, Alemão, Espanhol, Português, Italiano, Japonês, Mandarim, e Inglês. Quando? 15 de Abril das 16h às 22h. Quanto? Gratuito Onde? Gem Bar, Soho

 

Festa na Rotunda O que é? Festa gratuita com muita música, comida e bebida no centro da rotunda de Old Street no Domingo de Páscoa. Quando? 16 de Abril. Quanto? Gratuito. Onde? Rotunda de Old Street. Entrada através do metro.

 

Open Garden Squares Weekend O que é? A oportunidade de visitarem mais de uma centena de jardins privados que geralmente não estão abertos ao público. Quando? 17 a 18 de Abril. Quanto? £13 por pessoa, mas a TimeOut está de momento a oferecer um desconto de 50% no link indicado. Onde? Por Londres inteira.

 

Maratona de Londres O que é? Maratona anual de Londres Quando? 23 de Abril. Quanto? Já não vão a tempo de participar, mas os corredores precisam de apoio ao longo da corrida.

 

Encontro feminino no Lean In Circles

Uma colega disse-me que tinha ido ao Lean In Supper Club, um grupo do Lean In Circles dedicado a encontros de mulheres profissionais. Gostou da experiência e sugeriu que eu fosse também no mês seguinte. E fui.

 

 

Cada mês os encontros são em locais diferentes de Londres, mas o conceito é semelhante - uma oportunidade de trocar experiências de carreira com outras mulheres e receber inspiração pela história da convidada especial, que geralmente partilha como conseguiu alcançar sucesso, o que quer que esse sucesso signifique, visto que o seu conceito pode ser muito diferente para diferentes pessoas, dependendo do que é importante para cada uma. 

 

O encontro a que fui realizou-se num restaurante em Marylebone. Quando cheguei já lá estavam algumas pessoas, a fazer um bocadinho de networking, antes de nos sentarmos nos respectivos lugares. Depois falou a convidada especial que, desta vez, foi a Tracy Lewis, uma mulher cuja carreira desenvolveu através da indústria Retalhista na Next e Marks & Spencer, até ser empreendedora de uma empresa de lingerie que eventualmente vendeu lucrativamente a uma empresa Japonesa e falou-nos sobre o desafio de continuar a trabalhar nessa empresa que, na sua maioria era dominada por homens. Hoje em dia é uma Directora não executiva de duas empresas que oferecem suporte para startups. Depois seguiu o jantar que se estendeu até cerca das 23h. 

 

Acabou por ser uma noite muito interessante. Estive sentada ao lado de uma mulher que tem um mestrado de aeronáutica espacial, trabalhou para a Nasa, e hoje em dia trabalha num projecto de tecnologia inovador para a Amazon, e que nos contou sobre as dificuldades de ser a única mulher na sua equipa, estando rodeada de homens pouco sociais, alguns dos quais, parecem não querer ter uma mulher como a sua chefe. Também conheci outra mulher que parou de trabalhar à 6 anos atrás quando ficou grávida da filha e que, agora que decidiu querer voltar ao trabalho, está a achar extremamente difícil conseguir entrar novamente no mercado apesar de ser qualificada e ter larga experiência na área financeira. Contou-me no entanto, que recentemente várias grandes empresas aderiram a um programa de reinserção de mulheres no trabalho após terem tido uma pausa (geralmente devido a crianças), que as ajuda com novos conhecimentos que possam ter perdido durante os anos em que não trabalharam e, com o apoio de habilidades interpessoais para as ajudar a voltar a ter a auto-confiança na área do trabalho que possam ter perdido. Ela disse que estava no processo de entrevista para conseguir o lugar num desses programas, por isso espero que o consiga visto que ela estava mesmo com muitas esperanças de conseguir voltar a entrar no trabalho dessa forma. 

 

Entre essas e outras conversas, saí dali com a sensação de que aprendi algumas coisas nesse encontro e gostei muito da oportunidade de jantar com mulheres que têm passado por uma enorme variedade de experiências diferentes ao longo das suas vidas profissionais. Se algumas leitoras do blog estiverem interessadas em experimentar ir a um destes jantares, podem-se inscrever no grupo aqui.

 

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Fonte da imagem: Lean In Supper Club Instagram