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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

A minha primeira aula de Body Impact

Lá de vez em quando me apetece ir a uma aula nova no ginásio para variar um bocadinho das máquinas que são basicamente sempre a mesma coisa. Então hoje calhei chegar ao ginásio mesmo à hora de começar a aula de Body Impact.

- "Porque não?", pensei. E lá fui. 

 

Mal entrei, a sala já estava completamente cheia, mas não pude deixar de reparar na larga maioria feminina de participantes. Não tinha noção de como seria uma aula de Body Impact mas, com cerca de 20 mulheres na aula para uns 4 homens, fiquei logo com uma ideia de que o tipo de aula fosse direccionada mais para o público feminino. E tinha razão. 

 

Basicamente a aula tem uma base de aeróbica só que com várias coreografias muito mais simples e curtas, mais precisamente, uma coreografia por música (se é que aqueles movimentos se podem chamar de coreografia), em que a música é daquelas mesmo a bombar, tipo como as das aulas de Spinning que são tão rápidas e com batidas tão fortes, que têm por objectivo energizar os alunos a exercitar mais rapidamente e com mais força. Só que em vez de dar aos pedais da bicicleta, como se faz numa aula de Spinning, no Body Impact o objectivo é mesmo andar aos pulos de um lado para o outro. 

 

Achei piada à parte em que saltávamos enquanto levávamos os braços ao centro e acima, tal como se estivéssemos num grupo de cheerleaders. Mesmo uma aula muito "de gaja". Quase inevitável quando acabamos a aula e só um homem ainda lá estava. Acho que os outros tinham ido todos enganados. Mas não deixou de ser engraçado ver aqueles homens bem musculados a tentar andar aos saltos com braços no ar e às voltinhas. Hehehe! O seu sentido de coordenação sinceramente não era lá dos melhores, mas que animaram a aula, isso, sem dúvida. Até achei a aula afeminada demais para mim, quanto mais para eles. Bem, mas o importante é que o efeito final que era o de ficar cansada, alcançou o seu intento por isso, menos mal. 

 

Agora a outra parte interessante da aula que, por acaso, apesar de Londres ser uma cidade tão multicultural, ainda eu nunca tinha presenciado, foi estar na aula com uma mulher árabe que estava a exercitar usando à mesma o seu véu e roupa tapada como se estivesse na rua. De facto, ainda nunca tinha pensado em como é que elas iriam para o ginásio visto terem que usar sempre o véu. Acho que assumi ou que não íam ou que íam apenas aos ginásios exclusivos para mulheres de forma a poderem não usar o véu por lá. Mas pelos vistos não estava certa, porque pelo menos tive uma prova do contrário na aula de hoje. 

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