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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Do bikini para a camisola

É oficial - as minhas férias de verão chegarão ao fim.

Como tinha escrito, esta última semana, depois de uma belíssima semana em Portugal que foi óptima para relaxar, ver a família e amigos, estive em Barcelona e Valência.

Cheguei lá na sexta-feira por volta da hora de almoço e fiquei em casa desta amiga Espanhola que conheci em Londres à uns anos atrás. Nessa mesma noite, três outros amigos vieram de Londres para encontrarem-se conosco e passarmos a semana juntos.

Nessa primeira noite ainda tivemos a sorte de que era o último dia das festas da Grácia, que basicamente são as festas de um bairro popular de Barcelona, cujas ruas são enfeitadas com temas originais e a rua mais original ganha um prémio. Depois há muita música e dança pelas várias ruas o que faz com que todo o ambiente seja bastante agradável e muito animado.

 

 

Seguiram-se 3 outros dias de muitos passeios por Barcelona a partir dos quais descobri muito mais da cidade do que aquilo que já conhecia (só conhecia os pontos principais que tinha visitado em passagens curtas pela cidade de menos de 1 dia há 8 e 9 anos atrás). Sempre conheci pessoas que falavam do quanto gostavam da cidade de Barcelona e de facto, agora fiquei a perceber melhor o porquê de que estas pessoas me falavam tão bem sobre a cidade. É uma cidade cheia de carácter e onde se pode encontrar desde o bairro tradicional, ao bairro moderno, deste a montanha à praia, desde as muitas zonas de interesse cultural às zonas de bares e restaurantes. Esta cidade está mesmo replecta de inúmeras coisas para ver e fazer e, com certeza, os seus habitantes não se devem conseguir aborrecer facilmente. Também tem a vantagem de que o centro não é muito grande e é facilmente acessível em termos de preços das casas para se poder alugar casa por lá, o que faz com que seja possível andar facilmente por toda a zona principal da cidade e voltar também para casa a pé.

 

                                                                                      Parque Guell

 

                                                                                       Casa Battló

 

Aproveitei também para visitar a minha outra amiga Espanhola que também saiu de Londres este ano, na sua nova casa em Barcelona. Ela convidou-nos a todos para jantar e passámos uma óptima noite por lá a petiscar empanadas e tapas que ela tinha preparado.

Na terça-feira foi dia de nos dirigirmos para a cidade de Valência já que no dia seguinte iriamos para o festival da "La Tomatina" (já mencionado no post anterior). Por lá ficamos numa residencial onde, logo nessa noite conhecemos duas Americanas que também íam ao festival no dia seguinte. Conversa puxa conversa e elas acabaram por ir jantar nessa noite conosco e combinamos ir todos juntos para o festival no dia seguinte. Sendo que a Tomatina acontecia na vila de Buñol, a cerca de 1 hora de distância de Valência, e dada a grande quantidade de pessoas que percorriam a mesma viagem nesse dia, nós chegámos lá bem cedo por volta das 8:30h da manhã. Mal lá chegámos ficámos impressionados com a animação que já se via na rua em que já haviam inúmeros stands a vender cerveja, imensa música nas ruas e uma animação geral quase como se estivessemos de noite.

Vestidos com roupas que seriam para deitar fora após a Tomatina (dado o péssimo estado em que deveriam ficar) e tendo levado mochilas com o mínimo indispensável, tivemos que deixar os nossos sacos com uns residentes da vila que cobravam €5 para que lá deixassemos as coisas. Até doeu quando ouvi o preço, mas como nós não traziamos grande coisa, foi possível colocar as nossas mochilas dentro de uma maior que um de nós tinha e assim dividimos o custo entre todos o que já ficou mais em conta. Mas que isso de cobrar €5 para serviço de bengaleiro é uma roubalheira, ai isso é que é! Enfim, o facto é que os residentes sabem que nós temos que deixar as malas em algum sítio, e daí cobrarem estas quantidades estúpidas de dinheiro.

Depois de avançar um pouco para o centro da vila decidimos parar num café para tomar o pequeno-almoço e, achei piada quando um Inglês, também festivaleiro, passou ao pé de nós nesse momento, olhou para as nossas chávenas de café e disse: - "café??? Vocês deviam era estar a beber cerveja. A Tomatina não é a mesma coisa sem alcóol." Nós olhamos para ele e perguntamos-lhe se ele tinha noção de que eram 9 horas da manhã? Acho que ele não queria saber disso, mas enfim.

Quando a Tomatina começou já estavamos mais para o meio da vila mas, infelizmente não estavamos suficientemente à frente porque na zona em que nos encontrámos já muitos dos camiões passaram sem tomates porque já os tinham esgotado anteriormente. Isso foi mesmo pena, porque depois viemos a descobrir que na zona principal do festival as pessoas conseguiam até nadar no sumo de tomate que estava no chão, o que não foi bem o caso da zona em que estavamos. Mesmo assim nem estavamos muito ao fundo porque ainda haviam cerca de uns 300 metros de rua atrás de nós completamente a abarrotar de pessoas, mas simplesmente não havia tomates suficientes para todos. Mesmo assim, ainda apanhamos com 2 camiões que tinham tomates que foi o suficiente para nos sujarem e podermos andar a fazer "lutas de tomates" durante um bocado. Sem dúvida divertido, de qualquer forma.

Após o último camião ter passado era a hora do duche. Afinal os tomates estavam todos bem maduros para serem esmagados facilmente, o que significa que também cheiravam mal como tudo. Arghh, só de me lembrar do cheiro faz-me pensar que quero evitar qualquer tipo de molho de tomate durante os próximos tempos. Haviam algumas zonas com chuveiros mesmo, mas a grande maioria das pessoas tomou banho através das mangueiradas que eram dadas pelos residentes locais. Dos seus prédios, os residentes atiravam ou com baldes de água ou com mangueiradas cá para baixo e as pessoas mantinham-se em baixo da zona da água para se limparem. Tinha a sua certa piada e eu lá fui também à mangueirada para tirar os restos de tomate que me cobriam.

Após duche tomado, o que nos ajudava a secar eram as zonas de dança que haviam ao longo da vila. Com vários sistemas de som ao longo da cidade para os diferentes gostos musicais, grupos de pessoas começavam assim a pós-festa a dançar pela tarde a dentro, o que foi também uma parte bastante divertida do dia.

Na semana anterior, quando eu ainda estava em Portugal e, dizia aos meus amigos que iria para a Tomatina, eles diziam-me que eu não devia lá encontrar Portugueses nenhuns já que os Portugueses não vão muito a essas coisas. Eu discordei e bem tinha razão porque logo no início do dia tinha visto dois rapazes com a palavra "Portugal" escrito nas suas t-shirts. Ainda gritei "Portugal" quando os vi, mas eles já íam longe e não me ouviram. De qualquer forma eu estava decidida a tirar uma foto com Portugueses lá na Tomatina para provar aos meus amigos que de facto outros Portugueses iriam ao festival. Por isso mesmo, quando a minha amiga Ana esteve na conversa com um rapaz que, entretanto descobriu que era Português, claro que eu não podia perder a oportunidade de tirar uma foto com ele. De qualquer forma só tirar a foto não seria prova o suficiente de que era Português, como tal, escrevi-lhe "Portugal" em letras bem grandes nas costas (não, ele não se importou nada com isso), e assim já pude tirar a minha foto de prova que efectivamente tinha encontrado por lá um Português. Acabou por ser o único com que cheguei a falar, mas ele disse-me que ainda chegou a encontrou lá outros dois que tinham escrito nas suas t-shirts "Gripe A". O que nos remete novamente para o facto de que em Portugal se fala mesmo muito sobre esta gripe, que os rapazes até decidem escrever isso. Deviam querer que as pessoas não se aproximassem muito deles, só pode. Lol.

No dia seguinte, foi dia de voltarmos para Barcelona onde ainda passei lá a última noite e o último dia de praia na sexta-feira. Possivelmente o meu último dia de praia do ano principalmente tendo em conta que, no sábado, quando acordei em Londres, já tive que colocar uma camisola de manga comprida.

 

 

Num próximo post irei dar mais algumas dicas sobre a Tomatina para quem estiver interessado em lá ir num próximo ano, onde já devo poder colocar algumas fotos (como usei uma câmara descartável, ainda não tive possibilidade de digitalizá-las).

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