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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

Gripe A em Londres

É impressão minha ou em Portugal não se fala noutra coisa senão na gripe A neste momento?

Sim, é verdade que o Reino Unido tem actualmente o maior número de casos da gripe suína da Europa, mas também é verdade que é um dos mais populados. O Reino Unido tem até ao momento 9718 casos de gripe suína confirmados enquanto que Portugal só tem 120. Mas ao mesmo tempo o Reino Unido tem 61,000,000 de habitantes enquanto Portugal não chega a ter 11,000,000. Claro que o Reino Unido continua a apresentar um maior número de casos por 1000 pessoas, mas mesmo assim, não se podem comparar os números relativos como parece que a maior parte das pessoas está a fazer.

Claro que os números são preocupantes, no entanto, não existe nenhum pânico gerado à cerca da situação por cá, não há locais de interesse turístico fechados devido à gripe (como alguns de vós já me perguntaram), também não se vêm pessoas com máscaras na rua salvo raras excepções (acho que ainda só vi dois casos do género) e também não se tem visto nenhuma diminuição do número de pessoas a frequentar o metro por causa disso. As precauções cá são as mesmas que possivelmente existem noutros países, relativos a alertas para que as pessoas não levem as mãos à cara depois de terem tocado em algo num sítio público sem antes lavarem as mãos, etc. Existem também vários alertas relativos aos sintomas para que, assim que as pessoas os detectem, consultem de imediato o médico e não se deixem aproximar de outras pessoas para evitar o contágio. Para além destas medidas de precaução, já foram encomendadas 60,000,000 de doses de vacinas para que pelo menos 30,000,000 dos habitantes do Reino Unido (visto que serão necessárias duas doses por pessoa) fiquem vacionados contra a gripe A. Estas vacinas só irão estar disponíveis para meados de Novembro pelo que até lá ainda se espera que o número de contagiados aumente ainda mais, no entanto, esta gripe apesar de poder ser mortal, também é curável e já foram muitas as pessoas diagnosticadas com a doença que, entretanto recuperaram. Aliás, enquanto escrevia o início deste post, um amigo meu acabou de postar no seu perfil do Facebook que também foi diagnosticado com a doença. Não é no entanto motivo para alarme porque é mais provável que ele se restabeleça do que o contrário.

O grande problema deste pânico todo que se está a criar em torno da situação são mesmo os Media que pelos vistos não falam de outra coisa em Portugal já que nos últimos dias só tenho recebido mails sobre o assunto e cada vez que falo ao telefone com os meus pais esse é logo o primeiro motivo de conversa. Por cá os jornais não têm falado tanto no assunto. Claro que existem várias notícias relativas ao mesmo mas nada em demasia. Penso que o Governo terá tido alguma influência neste assunto de forma a controlar as notícias exageradas sobre a gripe para evitar causar o pânico na população. E se foi esse o caso, fizeram eles muito bem porque neste momento todos estão cientes da gravidade da propagação rápida da doença, e bem informados sobre o assunto sem, no entanto, estarem a entrar em pânico nem nada que se pareça. A vida continua normal em Londres e na eventualidade de se apanhar a gripe há que se tratar de imediato, ir ao médico e evitar contacto com outras pessoas para nao contagiar outros.

Todos os anos morrem no México, país originário deste surto da doença, mais de 20,000 pessoas com gripe normal e nada se menciona nos jornais sobre o assunto, o que indica que é mesmo esta comunicação exagerada nas notícias sobre o assunto que faz com que este medo geral tenha surgido.

Deixarem de vir a Londres com medo de apanharem a doença, considero uma atitude um pouco extrema. A possibilidade de se contrair a doença agora é quase igualmente provável em qualquer país que se vá no momento e inclusívie em Portugal. Mas a vida afinal deve continuar e não podemos deixar que todas as nossas decisões e atitudes estejam influenciadas em torno da gripe H1N1.

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