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Tuga em Londres

A vida de uma Lisboeta recentemente Londrina.

1º Aniversário na nova casa

Mal posso acreditar que já passou um ano desde que me mudei para o meu apartamento. Há exactamente um ano atrás, por esta hora (20:30h) estava eu no IKEA de Edmonton duvidosa sobre as várias opções de mobílias que tinha visto, com o meu namorado chateado a dizer que eu me tinha que despachar que já estava mais que farto de estar ali  Claro que acabei de sair de lá só mesmo quando fecharam a loja e nos mandaram embora, mas saí sem tudo aquilo que queria e, com a pressa, ainda acabei por trazer umas coisas de que mais tarde me arrependi. 

 

Eventualmente aos poucos e poucos lá fui encontrando as coisas que queria e hoje, um ano mais tarde, sinto-me confortável nesta casa e consegui decorá-la da forma que mais ou menos imaginei ao início. No entanto, ainda não está tudo. Faltam principalmente alguns quadros na parede e um tapete para a sala, mas tenho que ter uma nova onda de energia para voltar a andar à procura deles. 

 

Mantenho-me contente com a decisão de ter comprado em 'shared ownership' e recomendo para quem está na dúvida se essa será uma boa opção. No meu caso ainda não vi qualquer factor negativo relativamente a ter comprado em 'shared ownership' em vez de por inteiro, e bem sei que é uma dúvida que balança muitas pessoas, quando se encontram na fase de comprar casa. Valorizo tanto a localização que tenho a certeza que não iria ter gostado tanto de viver numa casa equivalente mas que fosse totalmente minha, numa zona mais distante onde o valor total da casa fosse mais alcançavel para mim. 

 

No primeiro dia em que fui buscar as chaves e entrei no meu apartamento pela primeira vez, sentei-me no chão da varanda com uma garrafita de vinho branco. 

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Um ano depois, estou a celebrar na mesma varanda com um copo de gin e tónico, com a diferença que desta vez já não me tenho que sentar no chão.

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Os sustos da vizinhança

A principal desvantagem que encontro ao viver num edifício novo é que este parece ser mais apelativo a pessoas mal intencionadas. Vai fazer um ano neste próximo domingo que estou a viver no meu apartamento e, apesar de ainda não ter tido problemas pessoalmente, já apanhei uns quantos sustos através de informação recebida pelos meus vizinhos.

Por volta do início deste ano vi que as grades do portão da garagem estavam completamente abertas como se um carro se tivesse enfachado nas grandes. Não fazia ideia do que tinha acontecido por isso decidi criar um grupo no Facebook para o nosso edifício, e coloquei uma carta nas caixas de correios de cada vizinho para convidá-los a juntarem-se ao grupo. Resultou, e apesar de nem todos os vizinhos fazerem parte do grupo, a grande maioria está lá. Foi a partir daí que começamos a trocar informações sobre o que se passa no edifício, problemas a resolver, etc. E o que descobri é que o nosso edifício e os edifícios adjacentes têm sido target de ladrões e afins. É um pouco preocupante. Passo a listar:

  • Como todos os apartamentos têm janelas do chão ao tecto é muito fácil ver o que está dentro da casa, e num apartamento de rés-do-chão no edifício oposto ao meu, uma tarde uns gatunos tentaram quebrar os vidros de uma janela para entrar no apartamento. Felizmente os vidros são de qualidade e, apesar de conseguirem raxar o vidro, não foi suficiente para o partir.
  • Os apartamentos do nosso edifício têm acesso a uma área de bicicletas fechada numa zona na garagem, que portanto é relativamente difícil de aceder sem a chave de acesso, mas outros apartamentos da parte lateral do edifício têm uma área de bicicletas cujo acesso dá para a rua e já ouveram duas tentativas, uma delas com sucesso, de roubo de bicicletas.
  • Já desapareceram umas poucas encomendas da zona do hall de entrada.
  • No outro dia um vizinho encontra um rapaz adolescente sentado nas escadas. O vizinho pergunta-lhe o que está ali a fazer e se precisa de alguma ajuda. O rapaz diz que veio visitar a mãe dele que mora no apartamento 20 mas que ainda não está em casa por isso ele está à espera dela. O vizinho disse-lhe que ele tinha que esperar na rua que não o podia deixar ali. E ainda bem que o fez, porque assim que ele informou-nos do assunto no Grupo do Facebook um rapaz respondeu a dizer que ele vive sozinho no apartamento 20, logo o rapaz estava a mentir. Mas claro que estaria, e o meu vizinho sabia disso porque simplesmente não mora ninguém com idade de ser mãe de um adolescente neste edifício. É tudo pessoal relativamente jovem na casa dos 20 e 30 anos, e as únicas pessoas com filhos, têm filhos bebés. Não sabemos porque ele queria ficar sentado na escada do edifício, mas coisa boa não era.
  • O último, ontem mesmo, foi quando um vizinho informou que pela segunda vez reparou que um homem fica parado na nossa rua por muito tempo a olhar para os apartamentos, e quando o homem reparou que o meu vizinho estava a olhar para ele, começou a masturbar-se. O vizinho chamou a polícia e o homem fugiu. Quando ele colocou a informação no Facebook, outras pessoas disseram que também já tinham reparado nesse homem.

Parece inacreditável como em um ano, já tantos eventos ocorreram que retratam que existe perigo eminente aqui à volta. Mas pergunto-me se este tipo de perigo se encontra particularlmente por estes edifícios por serem novos, por esta zona especificamente, ou simplesmente, como temos este grupo, acabamos por saber e trocar mais informações do que em apartamentos onde vivi anteriormente, onde não tinha qualquer forma de comunicação com vizinhos para além de um 'bom dia' ocasional. Adorava saber se outras pessoas que vivam em Londres em edifícios ondem exista comunicação entre vizinhos, também têm conhecimento de semelhantes perigos?

Lisboa já não é o que era

Está cada vez melhor! Estive de visita durante a semana passada por cerca de 5 dias e devo dizer que descobri vários locais diferentes, e gostei bastante da nova atmosfera. Lisboa está cada vez uma cidade mais cosmopolita, os residentes estão a aproveitar os edifícios bonitos da cidade como espaços para novos estabelecimentos interessantes mas mantendo o seu carácter original. Nota-se que há um cuidado maior e apreciação pela cidade e por manter a tradição, se bem que com um toque mais moderno e original. Já tinha ouvido pessoas dizerem que Lisboa é considerada a nova Berlim, e parece-me que têm razão. Lisboa está a tornar-se mais apelativa como cidade de residência para artistas e pequenos empresários, que conseguem obter rendas de estabelecimentos e residência mais baratas que nas outras principais cidades Europeias, enquanto que tem a vantagem do bom clima, comida e simpatia dos Portugueses. Este factor está intimamente ligado ao aumento do turismo. Lembro-me que nos primeiros anos em que cá estive, sempre que ouvia alguém dizer que ía a Portugal, estavam a referir-se ao Algarve, mas hoje em dia, ambos Lisboa e Porto são frequentemente mencionados como as cidades de destino quando vêm a Portugal. 

 

Parece-me que o Porto até está um pouco mais avançado em termos de ter estabelecimentos interessantes e apelativos ao turismo e aos residentes, pelo que tenho ouvido falar, mas já não vou ao Porto desde a minha época de universidade, por isso está na minha lista de locais a revisitar em breve. 

 

No outro dia estava eu a tomar uma bebida no Broadway Market, quando ouço a conversa de um casal jovem Britânico ao meu lado que estavam a contar aos amigos como tinham apresentado a sua demissão no trabalho e se íam mudar para Lisboa, explicando todas as vantagens que eles encontram por se mudar para lá, tais como as que mencionei acima.

 

A minha chefe de Nova York também tem planeado fazer uma visita de 2 semanas com a família este verão por Lisboa, Porto e Algarve, e duas outras colegas de NYC também planearam uma viagem de 1 semana a Portugal este verão. Tenho outro casal amigo que foi passear ao Porto na semana passada, outro casal tinha vindo à duas semanas a Lisboa, etc, etc, etc. Só para verem a frequência com que isto está a acontecer. Adoro saber que os estrangeiros estão a apreciar cada vez mais visitar o nosso país, e depois desta minha passagem por Lisboa, ainda tenho mais locais para recomendar. 

 

Alguns dos locais onde fui pela primeira vez que desconhecia incluem:

  • O bar da Duna da Cresmina com uma vista espectacular para o Guincho e com um DJ a animar o ambiente
  • Bar Procópio nas Amoreiras - já existe há muitos anos mas ainda não conhecia. Ambiente vintage e cocktails deliciosos
  • Embaixada LX no Príncipe Real - todo o carácter deste edifício do século XIX com lojinhas, restaurantes e bares muito giros e altamente populares
  • Pão à Mesa no Príncipe Real - restaurante com bom ambiente e cozinha
  • Vários bares e restaurantes no Cais do Sodré, perto da Rua Cor-de-rosa

 

O que fazer em Londres em Julho 2017

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A variedade de eventos ao ar-livre que decorrem em Londres este mês é enorme, e o melhor de tudo é que muitos deles são gratuitos. Desde cinema a escorregas de água, teatro e muito mais, este não é um mês para se ficar em casa. Fica uma seleção de alguns dos eventos a decorrer este mês pela cidade.

 

Cinema ao ar-livre no British Summer Time O que é? Sessões de cinema abertas ao público que apresentam desde La La Land, ao Rei Leão ou Dirty Dancing, entre vários outros filmes. Quando? 3 a 7 de Julho. Quanto? Gratuito. Chegar cedo para conseguir lugar. Onde? Hyde Park

 

Ecrãs gigantes para o Wimbledon O que é? Os fãns de ténis que não conseguirem um bilhete para Wimbledon, podem ver os principais jogos no ecrã gigante de Kings Cross. Quando? De 3 a 17 de Julho. Quanto? Gratuito. Onde? Lewis Cubitt Square

 

Regent's Park Open Air Theatre O que é? Peças de teatro apresentadas ao ar-livre no Regent's Park. Este ano as peças apresentadas vão ser 'On the Town', 'A Tale of Two Cities' e 'Oliver Twist' Quando? Até 16 de Setembro. Quanto? A partir de £23 Onde? Regent's Park

 

Our/ London Vodka Festival O que é? A equipa da Our/ London Vodka está a organizar um mini-festival de vodka que conta com música e comida em Hackney Downs Quando?  Todos os sábados até 19 de Agosto . Quanto? A partir de £10. Onde? Hackney Downs

 

Zip World em Londres O que é? Este verão vão poderia experimentar ver o centro de Londres a alta velocidade empoleirados num zip wire, que está para ser o zip wire mais longo e veloz dentro de uma cidade. Quando? De 6 Julho a 1 Outubro. Quanto? Bilhetes para adultos a £22.50. Onde? Archbishops's Park, Southbank.

 

BP Big Screens O que é? Os fãns de ópera vão poder ver a La Traviata ou a Turandot gratuitamente ao ar-livre e ao vivo através dos ecrãns patrocinados pela BP que todos os anos deliciam os fãns de ópera por altura do verão. Quando? 4 e 14 de Julho. Quanto? Gratuito Onde? Hammersmith, Trafalgar Square e Woolwich para ambos os dias

 

Festival de Verão de Alexandra Palace  O que é? Este festival é recomendado para toda a família e conta com diversões, música, comida, teatro, silent disco, escorrega gigante e cinema ao ar-livre. Quando? 22 de Julho. Quanto? Preços variam dependendo da atração escolhida. Onde? Alexandra Palace.